quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Divaldo Franco em Salvador Centro Espírita Caminho da Redenção

10 de dezembro de 2019
Retornando, em 09 de dezembro, de uma viagem doutrinária por Portugal, Espanha e Egito, Divaldo Franco estava à postos no Centro Espírita Caminho da Redenção para mais uma atividade, quando o ilustre orador disse se sentir jubiloso por identificar a suave melodia anunciando a vinda de Jesus à Terra, construindo uma aura de paz, alegria e gratidão, facultando a possibilidade de os homens edificarem a iluminação interior e a construção da paz, ao serem tocados pelas dúlcidas lições de amor.
Destacando a presença de Rosane Salerno, representando a caravana do Rio Grande do Sul, e a de Manuel, do Centro Espírita Manuel e Divaldo, de Réus, na Espanha, representando as caravanas internacionais, Divaldo Franco anunciou as mudanças no calendário de atividades que serão desenvolvidas em prol da paz, que se dão através do Movimento Você e a Paz, em sua 22ª edição, e que serão levadas à efeito nas seguintes datas e locais: 11 Dez – Largo de Roma, Praça Irmã Dulce; 13 Dez – Jardim dos Namorados; 15 Dez – Dique do Tororó; e 19 Dez – Farol da Barra, todos em Salvador, na Bahia.
Para abordar o tema doutrinário, Marcel Mariano foi convidado a fazer reflexões sobre a Parábola da festa de núpcias, contida no capítulo XVIII de O Evangelho segundo o Espiritismo. Em breve análise do comportamento do homem urbano, Marcel destacou três segmentos simbólicos: A igreja, a farmácia, o bar e a lotérica. Na lotérica, o homem acredita na sorte; na farmácia, o balconista foi nomeado farmacêutico, constatando que o brasileiro se automedica; no bar, esse mesmo homem, pelas suas mazelas morais, afoga seus conflitos ingerindo álcool; e na igreja, por não assumir suas próprias responsabilidades e esforços próprios, terceiriza a solução de seus problemas. Tudo isto demonstra que o homem teme interiorizar-se, autoconhecer-se, devido às suas diversas imperfeições e vícios morais.
Depois de historiar o aparecimento das primeiras obras fundamentais do Espiritismo, Marcel Mariano discorreu sobre a parábola e os comentários realizados por Allan Kardec, onde discorre sobre os primeiros, os segundos e os terceiros convidados, bem como reflexionou sobre o convidado que não estava devidamente vestido para as bodas. Os chamados serão muitos, porém, poucos os escolhidos. Destacou, o conferencista, que há uma imperiosa necessidade de cada ser humano se preparar, se capacitar para servir Jesus, o Mestre Nazareno. É necessário aprender a construir pontes, abandonando os velhos hábitos de estabelecer abismos entre as criaturas, aproveitando o que há de melhor e bom em cada ser humano, em cada instituição, pois que a vida é plena e a morte inexistente. Exortando às mudanças para melhor, o conferencista convidou para a realização da autoiluminação, tornando-se digno de ser convidado e ser escolhido para a festa divina.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)


terça-feira, 19 de novembro de 2019

5º Movimento Você e a Paz em São Paulo

17 de novembro de 2019

Texto: Djair de Souza Ribeiro,  Fotos: Edgar Patrocínio
A Associação de Desenvolvimento Espiritual Reencontro realizou, no dia 17 de novembro de 2.019, a Quinta edição do Movimento Você e a Paz em São Paulo. O evento teve lugar no Memorial da América Latina.
O ator, autor e diretor de teatro Odilon Wagner foi o encarregado das apresentações na condição de anfitrião do evento que contou com a presença de representantes diversas religiões, a saber:
·         O Pastor Davi Seiberth Arantes da Igreja Metodista Wesleyana, teólogo e Secretário de Políticas Sociais da Igreja Wesleyana;
·         O Juiz de Direito, autor e divulgador Espírita José Carlos De Lucca.
·         O Padre Reinaldo Braga Pereira da Igreja Nossa Senhora da Candelária da Vila Maria.
·         O bacharel em Direito e Rabino Michel Schlesinger da Congregação Israelita Paulista e representante para o diálogo inter-religioso, condecorado com a Medalha do Pacificador e autor de o livro “Diálogos de um rabino – reflexões para um mundo de monólogos”.
·         O professor, tribuno, Médium Espírita e Embaixador da Paz Divaldo Pereira Franco.
Com uma proposta diferente dos demais encontros, foi organizada uma “Roda de Conversa” técnica e prática metodológica para uma comunicação dinâmica e produtiva entre expositores e o público.
Essa “Roda de Conversa” foi ancorada pelo ator Odilon Wagner que trazia temas palpitantes e atuais e os líderes religiosos revezavam-se com suas opiniões baseados em sua vivências e experiências no trato com os seres humanos que cruzaram suas existências.
Ao final dessa “Roda de Conversa” e antecedendo as palavras finais de Divaldo Franco, cada líder religioso proferiu uma prece que a todos emocionou. Nesse momento subiu ao palco o músico Júlio D’Zambê, professor de Arte e fundador do projeto cultural “Sansakroma” que efetuou a prece cantada no idioma Lingala (ngala) língua bantu, falada como idioma materno Congo (Kinshasa e Brazzaville).
Na sequência foi efetuada a entrega do Troféu Você e a Paz às iniciativas, pessoas e empresas que promovem a paz, nas categorias:
Personalidade que se Doa:
·         Filipe Sabará Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social na Prefeitura de SP.
·         Luís Eduardo Grangeiro Girão Senador da República pelo Estado do Ceará.
·         Iberê de Castro Dias, juiz e organizador do projeto “Adote um boa-noite”.

Instituição que Realiza:
·         Legião da Boa Vontade – LBV.
·         Associação de Amigos dos Autistas – AMA.
·         Centro Israelita de Apoio Multidisciplinar – CIAM.
·         Grupo Espírita Esperança.

Empresa que Viabiliza:
·         SP Vale (Pelos trabalhos sociais do projeto HISTÓRIAS MARAVILHOSAS que consiste na distribuição de brinquedos e ovos de páscoa para crianças em creches e comunidades carentes, além de colaborar ativamente com a CASA DO CRISTO REDENTOR);

Para falar da Paz, Divaldo recorda-nos do genocídio da população da Armênia por parte da Turquia, massacre que resultou na morte de 1.500.000 armênios. Para melhor esclarecer como é possível obter-se PAZ de uma violência inominável, Divaldo se utiliza da narrativa de uma jovem armênia e cuja história foi retratada em o livro Perdão Radical de autoria de Brian Zahnd.
Entre os anos de 1915 a 1917 ocorreu a guerra entre turcos e armênios. Como em toda a guerra a crueldade é soberana. A Armênia invadida pelos turcos viu seu povo ser dizimado em um genocídio.
Não foi diferente para aquela família modesta. Os soldados turcos Invadiram a casa e de imediato mataram os pais de duas jovens.
A mais moça, quase uma criança, foi estuprada até a morte, a outra, um pouco mais velha, foi transformada em escrava sexual do comandante daquela tropa.
Após fugir dessa situação a jovem refugiou-se em outro país e estudou até se formar enfermeira.
Muitos anos se passaram até que deu entrada no Hospital onde ela trabalhava o antigo comandante das tropas que havia destroçado suas esperanças.
Cristã, aplicou-se a cuidar do quase moribundo até a sua recuperação total.
Desejando agradecer à jovem que tanto havia se dedicado a lhe devolver a saúde, descobriu toda a verdade.
E envergonhado de suas ações pretéritas ousou perguntar à jovem, qual a razão de tê-lo perdoado, quando o normal teria sido um comportamento oposto.
A jovem olhou profundamente nos olhos do algoz de sua felicidade e lhe respondeu:
— Teus crimes contra mim, minha família e meu povo foi por sermos cristãos. Perdoo-te porque Jesus nos ensinou: “Aquele que crê em mim, faz também as obras que faço”. (João 14:12)
Após um breve silêncio, Divaldo formula uma questão ao público presente:
— E você, perdoaria?
Após um período de silêncio permitindo-nos refletir na questão retórica, Divaldo evoca as palavras de Jesus: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. (João 14:27)
A paz que todos nós ansiamos não virá de fora para dentro, não será por intermédio da legislação, mas pela nossa transformação individual, afastando-nos da indiferença.
Perdoar não significa estar de acordo com o erro. Todo crime merece repúdio. O criminoso, porém, merece compaixão.
O perdão, antes teológico, adquiriu a condição de terapia, por nos devolver a harmonia pacificando nossos corações e sentimentos.
A crise que se abate por toda a Humanidade é, na realidade, crise INDIVIDUAL que se propaga envolvendo toda a Sociedade, que centraliza seus objetivos existenciais no individualismo, consumismo e na busca do prazer, por confundi-lo com a felicidade. A Sociedade carece de objetivos existênciais profundos e transcendentais, preferindo permanecer na superfície das ilusões que passam e se esgotam em si mesmas, levando o ser à perda do objetivo existencial resultando no inconformismo, na depressão, na revolta e, por conseguinte produzindo a violência.
Busquemos, com todas as forças do nosso ser, alcançar a plenitude através do BEM, nunca pela força, pelo AMOR e não pelo ódio.
Divaldo encerrou a conferência sob aplausos da imensa plateia. Enquanto suas considerações repercutiam nas mentes iluminadas com suas palavras, os exemplos da jovem armênia e o Poema da Gratidão fincavam profundamente suas raízes nos corações.


Palestra de Divaldo Franco – Reencontro São Paulo, SP

16 de novembro de 2019

Texto: Djair de Souza Ribeiro,  Fotos: Edgar Patrocínio

A Associação de Desenvolvimento Espiritual Reencontro, localizado na cidade de SP, recebeu, na noite de 16 de novembro de 2019, cerca de 300 pessoas para ouvirem Divaldo Franco acendendo luzes de esclarecimento e consolação sempre baseado no Evangelho de Jesus e nos princípios da Doutrina Espírita.
A Segunda Guerra Mundial iniciava sua trajetória voraz que acabaria por consumir cerca de 100 milhões de existências. Além dessa calamidade, uma outra dominava as almas devorando as esperanças e aniquilando a fé das criaturas, tornando as pessoas céticas, desalentadas e vítimas inermes empurradas ao materialismo pelo descrédito nas Religiões que não lograram evitar a catástrofe devoradora.
No meio desta calamidade muitas vozes se levantaram na tentativa de iluminar as almas e reacender a chama da Esperança nos corações escurecidos pela crueldade humana.
Entre estes paladinos da Esperança e da Fé destacou Divaldo a atuação do escritor, jornalista holandês-canadense Pierre van Paassen (1895 – 1968).
Dentre as diversas obras de sua lavra, Divaldo separou uma narrativa de 1939 e publicada em o livro “Estes Dias Tumultuosos” Biografia de uma Geração Desesperada (com o título original em inglês Day of our Years).
Em esta obra, Divaldo narra – ao sabor de suas emoções – a história de um jovem francês de nome Ugolin [1].
O protagonista da narrativa era um jovem com deformações físicas provocadas pela violência paterna e que viva pelas ruas parisienses neste período calamitoso.
Abandonado e excluído da sociedade, Ugolin vivia da generosidade alheia e de pequenos favores. Órfão, possuía somente como família a irmã que vivia da prostituição ali enclausurada pela desonestidade e cobiça de um antigo patrão que, repelido pela moça, não logrou obter dela um convívio sexual a que tanto desejava. Diante desta recusa, o patrão – joalheiro venal – acusou a jovem de ter-lhe furtado uma joia valiosíssima. Por esta calúnia a jovem foi condenada e levada à prisão, da qual saiu para o prostíbulo buscando se sustentar e obter recursos para ajudar o tratamento médico de Ugolin.
Com a proximidade do Natal, Ugolin pedia a Pierre van Paassen, que o acolhera no afeto de seu carinho e amor, somente um par de sapatos.
Os dias foram passando e o convívio entre ambos estreitando-se. O escritor aguardava a noite de Natal para entregar a Ugolin o par de sapatos anelado. Na noite véspera do Natal, Ugolin não apareceu, pois um grupo de jovens alcoolizados amarrou o jovem excluído a um poste após despi-lo.
Diante da balbúrdia o Abade de La Roudaire, sacerdote da igreja local, interrompeu a humilhação fazendo fugir os delinquentes. Retirando do posto o jovem exangue, o abade levou-o até a casa paroquial para ali passar a noite. Pela manhã, o religioso não logrou encontrar Ugolin no leito onde o tinha deixado.
Mais tarde o abade descobriu que Ugolin havia cometido suicídio. O mais terrível é que a irmã, ao saber do ocorrido, igualmente fugiu à vida pelo suicídio.
Apesar de a Igreja proibir a celebração da eucaristia para os suicidas, o funeral para ambos foi acompanhado do ato religioso pelo abade, que após orar junto aos corpos dos irmãos, cuja vida fora um extenso rosário de aflições, sofrimento e abandono, dirigiu-se aos fiéis que lotavam a igreja afirmando que aqueles jovens infelizes não seriam considerados por Deus como suicidas, mas na condição de assassinados pela maldade e crueldades humanas.
A emotividade envolvia a todos os presentes na palestra. Divaldo busca, então, encaminhar a apresentação para os conceitos morais que a narrativa enseja e faz-nos uma pergunta retórica:
— O que fizemos da mensagem, dos exemplos e dos ensinamentos de Jesus? Em que lugar dos nossos corações colocamos a conclamação do Cristo de Deus de nos amarmos uns aos outros como Ele nos ama?
E voltando o foco para os Espíritas de maneira geral Divaldo enfatiza que estamos de posse do maior Tesouro franqueado à Humanidade pelos Benfeitores Espirituais e codificada por Allan Kardec: A Doutrina Espírita.
Tanto o autor da história, Pierre van Paassen, quanto o abade de La Roudaire, não conseguiram consolar e auxiliar mais efetivamente a Ugolin e a irmã, pois que não aceitavam a doutrina da pluralidade das existências e por essa razão não conseguiram explicar as razões do grande sofrimento que ambos os jovens enfrentavam na vida. Teria Deus os esquecidos ou tratava-se de castigo da Divindade? Era a questão insistentemente formulada por Ugolin e que o religioso e o escritor não conseguiam responder adequadamente.
O princípio da reencarnação – associado ainda à existência de Deus, a possibilidade de comunicação entre ambos os planos da vida, a existência da alma e o seu progresso gradativo e a pluralidade dos mundos habitados - formam a base da Doutrina Espírita.
Abençoada Doutrina que nos faculta o desenvolvimento de objetivos transcendentais, além de ser O Consolador prometido por Jesus que vem explicar que os nossos sofrimentos têm uma razão de ser. Não se trata de castigo, mas sim oportunidades que a Divindade nos oferece por merecimento – a lei de Ação e Reação – ou por necessidade de evolução ensejando a oportunidade de desenvolver qualidades que ainda não possuímos – Prova.
Não há, portanto, razão para nos deixarmos envolver pelo manto de pessimismo que os dias atuais vêm rodeando a sociedade, nos estertores do Mundo de Provas e Expiações ao qual pertencemos.
Compete-nos – exclusivamente a nós – fazermos desse conhecimento libertador o instrumento com o qual construiremos a nossa evolução moral e espiritual.
Em que pese os dias tumultuosos da atualidade onde as aflições, ódios, intolerâncias, sofrimentos e violências, dias em que as pessoas – ao invés de se amarem umas às outras como preconizado por Jesus – elegem se armarem umas contra as outras – no âmbito material e emocional - urge aceitar e viver a proposta de Jesus, amando mais, tornando-nos, assim, mais gentis, tolerantes, pacíficos e mansos de conformidade com os ensinamentos registrados no Sermão da Montanha, permitindo a formação de uma humanidade mais justa e feliz.

[1] A narrativa completa e detalhada pode ser obtida no livro “Divaldo Franco e o Jovem” da editora LEAL.


terça-feira, 1 de outubro de 2019

33º Encontro Fraternal com Divaldo Franco. Santo André, SP Mini seminário ”Qual o Sentido da Vida?”

O Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes da cidade de Santo André - SP realizou, em 29.09.2019, o 33º Encontro Fraternal com Divaldo Franco, encontro esse que se realiza anualmente desde 1986.
O evento realizou-se nas múltiplas e espaçosas instalações da Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues, que se tornaram acanhadas para acomodar as mais de 3.600 pessoas que acorreram ao local para ouvir Divaldo Franco.
Destacamos a presença do renomado médico psiquiatra e terapeuta, autor de vários livros e palestrante Dr. Roberto Shinyashiki.
Divaldo abre o Seminário utilizando-se do mito grego de Os Doze (12) Trabalhos de Hércules imposto a ele pelo Rei Euristeus, com o propósito de submeter Hércules a um processo expiatório permitindo lhe redimir-se por ter matado – em um acesso de raiva e descontrole emocional – a própria esposa e os filhinhos.
Entre esses trabalhos-expiatórios, Hércules deveria capturar viva a Corça de Cerineia um animal mitológico possuidora de chifres de ouro e pés de bronze, que corria com extraordinária rapidez sem jamais se cansar. Na verdade, a corça era a ninfa Taígete, que, para fugir a perseguição de Zeus foi transformada por Ártemis no magnífico animal, razão pela qual era consagrada a essa deusa que a protegia.
Por um (1) ano inteiro Hércules perseguiu o belo e veloz animal por todas as partes vislumbrando suas belas formas de maneira fugidia para logo em seguida vê-la desaparecer na segurança e proteção dos densos bosques.
Orientado pela deusa Atena, Hércules logrou dominar a sagrada corça segurando-a pelos chifres de ouro que simbolizavam a ILUMINAÇÃO, enquanto que os cascos de bronzes representava o Mundo Material.
Simbolicamente para a Psicologia Analítica de Carl G. Jung - nos explica Divaldo - esse Trabalho de Hércules trás o significado profundo da substituição dos IMPULSOS (pulsões) ditados pelo Inconsciente (Sombra, pelos Arquétipos ou ainda pelos Complexos), por atributos mais nobres (Paciência, Sabedoria, Docilidade, etc.).
Com esse introito Divaldo aborda a questão fundamental de nossas existências que é o desenvolvimento intelecto-moral, cujo melhor caminho – a exigir de nós um esforço Hercúleo – é o do AUTOCONHECIMENTO (Individuação, como dizia Jung).
Viver com lucidez é buscar. Porém, nem sempre sabemos o que buscar.
Para nos fazer entender melhor no que consiste essa busca, Divaldo faz uma anamnese da história da Sociedade Humana dos últimos cem (100) anos, iniciando pela Revolução Bolchevique de 1917, que assumiu o governo da Rússia após derrubar a monarquia e executar o czar Nicolau II e toda a sua família.
Esse é o marco inicial da mudança da busca do SER pelo TER e a busca por nos afastar das Tradições. Um dos sentidos psicológicos da Vida – nos ensina Divaldo – é transformar a Tradição em Atualidade, pois essa (a Tradição) é a nossa raiz e, portanto, quando se arranca a raiz a planta – por ela sustentada - morre.
Divaldo cita o pensamento do psiquiatra austríaco Viktor E. Frankl, sobrevivente dos campos de extermínios nazista, que afirmava “Uma vida que não tem um sentido psicológico, não alcançou a maturidade do ser humano”. Na mesma linha de pensamento, anos mais tarde, o pai da Psicanálise Analítica, Carl Gustav Jung considerava: “É necessário que cada um de nós tenha, na existência, uma meta, a fim de que essa existência dê-nos a maturidade psicológica”.
A partir desses pensamentos, Divaldo delineia os dias graves da atualidade da sociedade humana a qual, concentra todos os esforços e energias quase que exclusivamente aos objetivos imediatistas em prejuízo daqueles transcendentais.
O resultado dessa opção vem se refletindo nas estatísticas oficiais e a OMS espera já para o ano de 2025 que as mortes provocadas pelos efeitos da Depressão ultrapassarão os óbitos de câncer e cardiopatias, que hoje lideram as causas de morte. Os efeitos da Depressão levarão a um aumento estarrecedor dos suicídios, hoje já tão elevados.
Seguindo na anamnese histórica, Divaldo aborda a Primeira Grande Guerra, ao final da qual os estrategistas afirmavam que nunca mais haveria outra Guerra.
Transcorridos menos de trinta (30) anos explode a Segunda Guerra e as quase 100 milhões de mortes, culminando com a explosão das bombas atômicas de Hiroshima e depois Nagasaki.
Na década de 50 fomentada pela Guerra Fria as Coreias do Norte e do Sul destroem-se em busca do poder político-econômico.
Na década de 60 batem-se pelas mesmas razões o Vietnã do Norte contra o do Sul.
A belicosidade humana sempre se destacou entre nossos comportamentos. Ainda no Século XIX Allan Kardec – através da questão 742 de O Livro dos Espíritos – indaga: Que é o que impele o homem à guerra?  Ao que os Espíritos Superiores responderam: “Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem — o do mais forte”.
Esses embates produziram de forma generalizada o pensamento de que a vida deveria ser usufruída em toda a sua plenitude, pois a qualquer momento viria a Guerra ou a Bomba e seria o fim de tudo, devorando vidas, convicções e valores morais tradicionais, fazendo desaparecer o sentido ético da vida.
Como consequência da promiscuidade sexual surge a epidemia da AIDS que afeta mais de quarenta e dois (42) milhões de criaturas em todo o Mundo.
Constata-se que a Sociedade perdeu a visão interior da vida e passamos – cegos aos reais valores da existência – a ver somente as aparências, deixando-nos fascinar pelo brilho das paixões, pelas ilusões e fantasias todas efêmeras.  
Tais aflições advêm da adoção de objetivos imediatistas em prejuízo das aspirações mais sublimes para a existência. Reforçando a necessidade de elegermos um objetivo existencial Divaldo cita o pensamento do psicólogo existencialista norte americano Rollo May, (1909 —1994) que afirma ter a sociedade elegida como parâmetros para a felicidade:
Individualismo: Doutrina moral e social cujo conceito é o de valorizar a autonomia individual na busca da liberdade e satisfação das inclinações naturais.
Sexualismo: Comportamento ligado à sociedade mercantilista e consumista, na qual o ato sexual é priorizado e banalizado, desvirtuando sua razão natural.
Consumismo: Compulsão e modo de vida que leva o indivíduo a consumir de forma ilimitada bens, mercadorias e/ou serviços, em geral supérfluos, em razão do seu significado simbólico (prazer, sucesso, felicidade).
Para exemplificar o conceito da importância dos valores morais obtidos junto dos pais Divaldo passa a narrar um episódio envolvendo o criminoso mais famoso da história: Alphonse Gabriel mais conhecido mundialmente como "Al" Capone (1899 - 1947). Esse gângster ítalo-americano liderou um grupo criminoso dedicado ao contrabando e venda de bebidas entre outras atividades ilegais, durante a Lei Seca que vigorou nos Estados Unidos nas décadas de 1920 e 1930 do Século XX.
Sua fama ficou patente num crime bárbaro pelo qual sete (7) pessoas foram cruelmente assassinadas e que passou à história como o Massacre do Dia de São Valentim ou Massacre do Dia dos Namorados, pois foi cometido no dia 14 de fevereiro de 1.929 data consagrada às comemorações do Dia dos Namorados nos EUA.
Al Capone tinha um advogado – famoso por livrar o gângster com facilidade da cadeia - apelidado de “Easy Eddie” (1893 - 1939), um excelente profissional cuja maior habilidade estava em manobrar no cipoal de leis americanas para manter seu cliente - Al Capone - distante da prisão.
Em retribuição o gângster mafioso, pagava regiamente seu advogado, fornecendo-lhe uma mansão que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago.
Indiferente às atrocidades praticadas por seu cliente, o advogado e sua família desfrutavam de uma situação econômica confortável, além de pertencerem aos quadros sociais mais destacados da sociedade local.
“Easy Eddie” providenciava tudo quanto o dinheiro pudesse adquirir ao seu filho, inclusive as melhores escolas.
Impossibilitado de dar bons exemplos, o advogado – paradoxalmente - sempre reiterava ao filho a importância dos bons valores morais, enfatizando as ações corretas e as incorretas. O advogado do mais cruel assassino buscava com seu empenho tornar o filho melhor do que ele fora.
Seja por ter-se cansado de ver as atrocidades à sua volta, seja pela voz da consciência ou ainda como um legado de bom exemplo de conduta moral ao filho, “Easy Eddie” tomou uma decisão difícil na busca por corrigir as injustiças de que havia participado como advogado de Al Capone.
Procurou as autoridades federais contando-lhes a verdade sobre seu cliente na tentativa de limpar seu nome enlameado, permitindo ao filho usar com orgulho o nome familiar.
No dia do julgamento o advogado – mesmo ciente de que seria executado por esse gesto – testemunhou contra o ex-patrão, condenado a onze (11) anos na prisão federal de Alcatraz pelo crime de sonegação do Imposto de Renda.
Passado algum tempo desde o testemunho no Tribunal, “Easy Eddie” foi morto a tiros enquanto dirigia pelas ruas de Chicago. Levado, anda com vida, ao Hospital local o advogado sabia que morreria, porém aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior exemplo que poderia oferecer, mesmo diante do maior preço que poderia pagar: a própria vida.
Divaldo faz uma breve pausa para em seguida referir-se novamente a Chicago de Al Capone que além do gângster, foi, também, a cidade que ofereceu aos EUA um dos seus maiores heróis durante a Segunda Grande Guerra Mundial: O tenente-comandante Edward Henry O'Hare (1914 - 1943) piloto da Marinha dos Estados Unidos, que em 20 de fevereiro de 1942 tornou-se o primeiro ás voador da Marinha que atacou - mesmo sozinho e tendo uma quantidade limitada de munição - nove (9) aviões bombardeios japoneses que se dirigiam para atacar o porta-aviões americano “USS Lexington”. Somente era considerado um “ás” o piloto que abatesse em uma única batalha mais do que cinco (5) aviões inimigos.
Audaciosamente, sem se preocupar com sua própria segurança, ele abateu ou danificou muitos das aeronaves inimigas, sendo, por essa façanha, o primeiro piloto naval a ser laureado com a Medalha de Honra na Segunda Guerra Mundial. A imprensa rapidamente apelidou de “Butch O’Hare” (algo como “O’Hare o Exterminador”, em português).
No ano seguinte “Butch O’Hare” morreu – aos vinte e nove (29) anos - em combate aéreo.
A Chicago de Al Capone e dos crimes bárbaros do passado, não permitiu que a memória de “Butch O’Hare” o herói da Segunda Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto da cidade, um dos mais movimentados e importantes dos EUA e do Mundo, tem o nome de Edward Henry O'Hare em tributo à coragem deste grande homem.
Após a exposição dessas duas (2) narrativas Divaldo conclui:
Ambas as histórias têm algo em comum e não se deve ao fato de envolverem a cidade de Chicago. O ponto de atração entre elas é que “Butch O’Hare”, o herói da Guerra, era o filho de “Easy Eddie” o advogado de Al Capone cujo exemplo de sacrifício em favor do que era moralmente correto acabou por permear o comportamento e a índole do filho.
Para reiterar o conceito moral Divaldo compartilha conosco a comovedora narrativa de Francisca, humilde moradora dos Alagados na cidade de Salvador, BA e frequentadora da Mansão do Caminho.
Certa ocasião Divaldo fora chamado com urgência para atender Francisca que estava à beira da desencarnação. Lá chegando sentou-se ao lado de Francisca que reunindo suas últimas forças contou-lhe detalhes de sua vida pessoal.
Narrou que era mãe solteira, pois que fora abandonada pelo venal companheiro ao tomar conhecimento da gravidez e expulsa do lar pelos pais. Essas injunções não tiveram o poder de diminuir o seu amor pelo filho, e para assisti-lo extenuava-se no trabalho de lavadeira e de vendedora de acarajé o que lhe permitiu custear todos os estudos e necessidades do filho que graças a toda a dedicação materna logrou ser aprovado no vestibular da Faculdade de Medicina, exigindo de Francisca a ampliação de seus esforços.
Sua dedicação era tanta que logrou obter – junto a um médico e habitual freguês de seu acarajé – emprego para seu filho sem identificar, contudo, que era sua mãe.
Chegara, finalmente, a data de formatura e Francisca preparara-se com esmero para aquela ocasião à qual tanto lutara e se sacrificara. Sentia que atingira o objetivo maior de sua vida. Antecipava no coração a alegria que proporcionaria ao filho ao lhe dar – na cerimônia de colação de grau – o anel de formatura.
Horas antes de seguir para o local da cerimônia seu filho a procurara no barraco e pediu à mãe que não comparecesse ao evento. Aproveitaria a ocasião para marcar o casamento com a noiva – filha única do diretor e proprietário da Clínica onde ele trabalhava – que desconhecia a existência de Francisca, informação propositalmente omitida pelo filho à futura esposa.
Francisca dissimulou o impacto emocional da ingratidão do filho e, entregando-lhe o estojo luxuoso com o anel de formatura, beijou-lhe a face dele se despedindo.
Francisca - respirando com extrema dificuldade pela iminência da desencarnação - reuniu suas derradeiras forças e segurando as mãos de Divaldo fez-lhe o derradeiro pedido. Caso o filho viesse procurá-lo, Divaldo devia dizer-lhe que ela não tinha pelo filho nenhuma mágoa ou ressentimento pelo simples fato de amá-lo incondicionalmente. Feito o pedido, desencarnou.
Semanas mais tarde - como previra Francisca – o filho buscara informações sobre a mãe e foi aconselhado a buscar Divaldo Franco que acompanhara as derradeiras palavras da mãe.
Com o coração em frangalhos destroçado pela culpa, o filho recebeu a notícia que veio arrefecer lhe a angústia: A mãezinha não lhe guardava mágoa e naquele momento – nimbada de mirífica luz - apresentava-se à visão psíquica de Divaldo acariciando o seu menino a quem amava tanto.
Em pranto copioso e sentido de catarse, o filho de Francisca pediu uma oportunidade para assistir aos irmãos desvalidos trabalhando na Mansão do Caminho como médico voluntário. Tornou-se – afirma Divaldo concluindo a narrativa de Francisca, a vendedora de acarajés que a todos emocionaram – modelo de dedicação e amor ao próximo atendendo a pobreza e os desvalidos do bairro onde a mãezinha vivera.
Finalmente o médico rico e poderoso encontrara uma razão psicológica profunda para a vida.
Prossegue Divaldo, afirmando que o Vazio Existencial Filosófico começa com Friedrich Nietzsche (1844-1900) filósofo prussiano autor entre outras obras de o livro Assim Falou Zaratustra base do Existencialismo escola de filósofos que contou com a participação de Soren Kierkegaard, Jean Paul Sartre.
Desabrocha o Niilismo doutrina filosófica que indica um pessimismo e ceticismo extremos perante qualquer situação ou realidade possível. Consiste na negação de todos os princípios religiosos, políticos e sociais.
O pessimismo parece descer sobre a humanidade como um velário de crepe afetando um número sem conta de criaturas humanas, fomentando o carrasco do Medo debilitando moralmente todos que são por ele envolvidos, fomentando a raiva, a ira o ressentimento.
A esperança parece desvanecer dos corações humanos.
Há 280 anos que o pensador inglês Thomas Heart anunciava "O ser humano perdeu o endereço de Deus". Parafraseando o pensador, Divaldo do alto de sua experiência e sabedoria amplia esse pensamento acrescentando que a criatura moderna – além do endereço de Deus - perdeu igualmente o endereço de Si mesmo, fato que o leva a viver exclusivamente para atender questões imediatas empurrando-o para o individualismo, o sexualismo e o consumismo esquecendo-se do AMOR.
Jesus vem nos trazer sua mensagem para deixarmos os pântanos das emoções descontroladas atreladas às sensações impostas pelos instintos.
Veio nos falar do AMOR quando nos estimula ao maior dos mandamentos: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”.
Não há, portanto, razão para nos deixarmos envolver pelo manto de pessimismo que os dias atuais vêm cercando a sociedade.
Não devemos valorizar o mal que pulula à nossa volta e nem permitir que nos tirem a paz e a alegria de viver.
Amar, então, é uma meta que devemos perseguir em nossa existência.
Com o objetivo de ilustrar a solidariedade como caminho que nos leva ao amor, Divaldo nos narra a história do médico e escritor escocês Archibald Joseph Cronin (1896 —1981) conhecida como o Anjo da Noite.
Vítima do cansaço e esgotamento físico uma jovem enfermeira termina por dormir no seu posto e em decorrência uma criança sob seus cuidados acaba morrendo.
O médico expulsa-a do hospital e ameaça denunciá-la, o que acaba não fazendo.
Anos mais tarde, agora, lendo o jornal londrino ele toma conhecimento de uma senhora conhecida pela abnegação e sacrifício que dedica aos órfãos da guerra de uma pequena cidade. Seu empenho é tão grande que ela jamais dormia cuidando das crianças traumatizadas e doentes.
A veneranda enfermeira dedicava-se a resgatar vidas, por causa de uma criança que havia morrido sob seus cuidados, quando ela - vitimada pelo cansaço - dormira.
 A enfermeira redimia-se perante a sua própria consciência.
Finda a leitura do artigo jornalístico, o escritor e médico lembrou-se do fato ocorrido no passado e pôde constatar que um gesto baseado na ira poderia ter aniquilado uma existência, dedicada ao bem, mas se o gesto for alicerçado no amor e no perdão pode salvar inúmeras vidas.
Em que pese os dias tumultuosos da atualidade onde as aflições, ódios, intolerâncias, sofrimentos e violências, dias em que as pessoas – ao invés de se amarem umas às outras como preconizado por Jesus – elegem se armarem umas contra as outras – no âmbito material e emocional - urge aceitar e viver a proposta de Jesus, amando mais, tornando-nos, assim, mais gentis, tolerantes, pacíficos e mansos de conformidade com os ensinamentos registrados no Sermão da Montanha, permitindo a formação de uma humanidade mais justa e feliz.
A psicosfera ambiente estava dominada de sentimentos superiores que a todos envolviam. Divaldo chama-nos a atenção para o amor incomensurável de Jesus pela humanidade que pagou-Lhe com a ingratidão – pela adulteração e distorção de Seus ensinamentos - o sublime sacrifício de nos trazer o caminho para a verdadeira felicidade.
Divaldo chama-nos a atenção para o amor incomensurável de Jesus pela humanidade que pagou-Lhe com a ingratidão – pela adulteração e distorção de Seus ensinamentos - o sublime sacrifício de nos trazer o caminho para a verdadeira felicidade.
No ambiente saturado de doces vibrações que permeava a todos os presentes a voz de Divaldo Franco foi se alterando suavemente e todos emocionados constatamos a voz de Dr. Bezerra de Menezes a se manifestar por intermédio da mediunidade psicofônica de Divaldo em uma mensagem que nos convida a ter coragem de não desanimar nunca, pois Jesus nos prometeu que nunca nos abandonaria e nos concitou a nos amarmos uns aos outros.

Texto: Djair de Souza Ribeiro
Fotos: Edgar Patrocinio

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Conferência por Divaldo Franco Santos, SP

28-09-2019.

“É fundamental, à criatura humana, em sua vilegiatura carnal, encontrar o sentido existencial. A perda desse objetivo condu-la ao desespero ou à indiferença por tudo quanto lhe acontece, empurrando-a pela via da morte emocional, sem que tenha estímulos para as lutas que se apresentam, convidando-a ao crescimento e à felicidade”. Joanna de Ângelis, de o livro JESUS E VIDA, capítulo O Sentido Existencial, psicografia de Divaldo Franco, LEAL.
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A USE Intermunicipal de Santos escolheu as amplas e confortáveis instalações do Mendes Convention Center para acolher 3.500 pessoas que se reuniram para ouvir Divaldo Franco na noite do dia 28 de setembro de 2019. O evento intega a programação da 67ª Semana Espírita de Santos.
Nessa oportunidade Divaldo foi presenteado pelos 3.500 participantes do evento que – à capela – cantaram a música “Como é Grande o Meu Amor por Você” tentando traduzir no gesto todo o carinho e gratidão pelos inumeráveis exemplos de conduta Espírita-Cristã do Semeador de Estrelas.
Tomando a palavra e dando início ao desenvolvimento da Conferência Divaldo faz referência ao filósofo latino Marco Túlio Cícero (106 aC-43aC), citando-o pela frase: “A história é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade”. Dezesseis séculos mais tarde com base nas palavras de Cícero, lorde Francis Bacon (1561-1626) o filósofo inglês observou: “Uma visão superficial da filosofia leva a mente humana ao ateísmo, mas a profundidade da filosofia leva-a para a religiosidade”.
A partir desse introito Divaldo faz um périplo – rápido, conquanto riquíssimo de informações – buscando equacionar o contraditório comportamento humano que emergindo das formas de vida unicelulares chegou ao paroxismo da tecnologia atual que permitiu à humanidade andar na lua e visitar inúmeros planetas do sistema solar e desvelar um sem número de “segredos” que a Natureza ocultava.
Paradoxalmente, porém, essa mesma criatura, que Divaldo chamou de “homo virtuallis” não consegue erradicar a violência – física ou moral -, a fome, a guerra, a exploração dos mais fracos pelos mais fortes.
Kardec, preocupado com essa questão indagou aos Bons Espíritos, através da questão 919 de O Livro dos Espíritos:
Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?
E a resposta dos Benfeitores da Humanidade  foi sintética, porém, profunda:
“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
Há 280 anos que o pensador inglês Thomas Heart anunciava "O ser humano perdeu o endereço de Deus". Parafraseando o pensador, Divaldo do alto de sua experiência e sabedoria amplia esse pensamento acrescentando que a criatura moderna – além do endereço de Deus - perdeu igualmente o endereço de Si mesmo, fato que o leva a viver exclusivamente para atender questões imediatas empurrando-o para o individualismo, o sexualismo e o consumismo esquecendo-se do AMOR.
A partir desse ponto Divaldo leva-nos a todos a experimentar emoções sublimes ao discorrer sobre Jesus, Modelo e Guia da humanidade, que veio nos falar do amor.
"Deus é Amor” afirma o evangelista João na Primeira Epístola de João do Novo Testamento, e com base nessa afirmativa, Divaldo ilustra a presença de Deus em a Natureza.
Para tanto discorre desde o Universo infinito que a moderna Astronomia contabiliza somente na Via Láctea a existência de cerca de 200 bilhões de estrelas – entre as quais o nosso Sol -, e que em todo o Universo observável há cerca de 150 bilhões de galáxias, o que levou os Astronomos a afirmarem de que há 10 vezes mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todo o planeta Terra.
Divaldo – seguindo na ilustração do amor de Deus - leva-nos à uma breve viagem pela maravilha do nosso corpo físico, instrumento abençoado que Deus forneceu às criaturas para desenvolvimento intelecto-moral do Espírito imortal que nele habita.
Toda essa maravilhosa máquina é dirigida pela Consciência.
Em seguida Divaldo nos conduz a uma viagem pelo “universo” da Consciência e enumera a conclusão de diversos estudos e pesquisas iniciando pelo sociólogo, médico psiquiatra e psicólogo o professor Emilio Mira y Lopez (1896-1964) que, do ponto de vista psicológico o ser humano é constituído de cinco (5) elementos:
1. Personalidade: A máscara que afivelamos à face.
2. Conhecimento: São as aquisições intelectivas e formada pelas lições de aprendizagem.
3. Identificação: São as sintonias daquilo com o que nos afinizamos.
4. Consciência: (Cuja atuação em conjunto com o Conhecimento forma a base do discernimento).
A consciência possui níveis diferenciados como conceituou Pedro Ouspensky:
4.1. Consciência de sono SEM sonhos (Só pensa em si próprio: É meu)
4.2. Consciência de sono COM sonhos (Já passamos a ter ideais e não somente o desejo de acumular)
4.3. Consciência de sono ACORDADO (A consciência que não mais está sonolenta pelo egoísmo)
4.4. Consciência de SÍ mesmo. Nível consciencial atingido quando o Ego - a máscara que afivelamos à face e que luta por defender a qualquer preço nossa Individualidade - toma conhecimento dos conteúdos psíquicos. Em outras palavras: É quando eu sei fazer o que DEVO quando POSSO e – também - fazer o que POSSO quando DEVO. Nesse ponto Divaldo ilustra que as crises – morais, sociais, econômicas – vem do fato de realizarmos o que PODEMOS quando NÃO DEVEMOS e fazer o que DEVEMOS quando NÃO PODEMOS.
Ainda no item de Consciência de SÍ mesmo Divaldo alonga maiores esclarecimentos e enumera as 7 (sete) funções que a Consciência vai permitir controlar na máquina orgânica:
I) Função Emocional;
II) Função Intelectiva;
III) Função do Instinto;
IV) Função dos Movimentos;
V) Função Sexual (Expressões Feminina _Anima - e Masculina – Animus - permitindo equilibrar a psicologia à anatomia);
VI) Função Emoção Superior
VII) Função Intelectiva Superior.
4.5. Consciência Cósmica que pode ser sintetizada na frase de Paulo em sua epístola aos Gálatas (2:20): “Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim”
5. Individualidade: O elemento que o Ego procura defender a todo custo. Somos o resultado do acúmulo das diversas existências que vamos vivenciando na longa marcha do desenvolvimento intelecto-moral que experimentamos no ciclo das reencarnações.
Finda esse viagem pela conceituação acadêmica da consciência Divaldo adentra à parte final da conferência abordando o convite formulado pelo Espiritismo que vem despertar a nossa consciência para a necessidade de encontrarmos um sentido psicológico para a vida deixando a fase do primarismo representado pelos instintos e as sensações.
O sentido da vida, conforme nos ensinou Jesus, é AMAR.
Nós somos mais do que o ser definido pelos antropologistas: Bípede e emocional. Somos também aqueles que trazemos na alma a presença de Deus e nascidos para amar, pois o amor é o ápice do nosso processo evolutivo ético e moral.
Divaldo silencia e arremata: A vida tem que ter um significado: O desenvolvimento do amor.
“Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te, em paz, na área da afetividade, com o pensamento em Deus. Evita a hora vazia e resguarda-te da sofreguidão pelo excesso de trabalho. Adestra-te, mentalmente, na resignação diante do que te ocorra de desagradável e não possas mudar”. Joanna de Ângelis. de o livro RECEITAS DE PAZ, capítulo 11 Depressão, psicografia de Divaldo Franco, LEAL.

 Texto: Djair de Souza Ribeiro
  Fotos: Edgar Patrocinio


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

22 de setembro de 2019

As condições climáticas se apresentavam em equilíbrio e suavidade. Assim, também, se encontravam os 652 participantes do Encontro Fraterno com Divaldo Franco – 2019. Todos se preparavam para o encerramento que teve início com a prece proferida pelo Padre Olavo Amaranto, um dos participantes. As conquistas individuais, as superações foram relatadas, segredadas, por inúmeros participantes desta e das edições anteriores desse encontro de almas em busca do equilíbrio espiritual através do autoconhecimento e do emprego das ferramentas psicológicas colocadas à disposição dos que querem fazer uso delas, atestando a excelência desse trabalho.
Cristo dá vida, nele, os cristãos, precisam se apoiar. Divaldo Franco solicitou que cada um fizesse a sua análise e avaliação deste período de quatro dias de contato com as máximas do Cristo e que chegaram, e chegam, à humanidade através de emissários e de estudiosos da psique humana, permitindo identificar o que é uma vida plena. O Arauto do Evangelho do Cristo e da Paz, com didatismo impressionante, disse que: 1º. Jamais desista de você! Superar-se a cada momento, a cada fase da vida, renovando-se, sendo resiliente, empregando coragem, vontade e inteligência para se reconstruir ainda melhor, a cada dia, confiando nas reservas de energia que Deus colocou em cada uma de suas criaturas. Não duvide, não desista. 2º. Ame-se! O amor possui mecanismos inimagináveis, todos disponibilizados por Deus através da Lei Divina, permanente e imutável. Tudo o que o homem precisa é aprender a amar. Jesus é a estrela de primeira grandeza que nos ama, e há dois mil anos espera por nós.
Após narrar comovente história, onde a presença e a força do amor restituiu a saúde à pessoa amada, em inegável ação curativa, Divaldo Franco solicitou à Demétrio Lisboa, Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção que dirigisse algumas palavras aos presentes. Demétrio, muito sensibilizado, agradeceu a presença de todos, destacando que identifica e sente Jesus através dos gestos carinhosos e afetuosos de todos os que colaboram com a Mansão do Caminho, dizendo que jamais se sentiu tão bem como neste período em que esteve reunido com irmãos que se solidarizaram para auxiliar através do intercâmbio espiritual e dos recursos financeiros, tão necessários, também.
Divaldo Franco sonha concretizar o plano educacional da Mansão do Caminho, ou seja, receber a criança ainda antes do parto, educá-la em todos os níveis escolares, concluindo seus estudos em Faculdade própria, dando oportunidade ao educando, do parto à faculdade, capacitar-se para o desempenho de uma carreira profissional qualificada.
Telma Sarraf, Vice-Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção e diretora do setor de eventos, reuniu no palco quase sessenta colaboradores para homenageá-los, destacando o esforço, o destemor e a dedicação que cada um realizou em prol de sua atividade, alcançando um resultado excelente, desde o planejamento, treinamento e execução desse magno evento. Com exceção do Estado de Roraima, todos os demais Estados Brasileiros estiveram representados. Áustria, Canadá, Estados Unidos da América, Itália, Paraguai e Uruguai estiveram também representados no Encontro Fraterno/2019.
O próximo Encontro Fraterno com Divaldo Franco está agendado para o período de 24 a 27 de setembro de 2020. Com gratidão, os participantes homenagearam Divaldo Franco, externando o amor que sentem por ele.
O Movimento Você e a Paz, em Salvador/BA, ocorrerá nos dias 11, 13, 15 e 19 de dezembro de 2019.
Fotos: Jorge Moehleck
Texto: Paulo Salerno

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

21 de setembro de 2019
O Encontro Fraterno com Divaldo, em sua 22ª edição, conta com a participação de 660 pessoas. Além dos expositores e inscritos, há uma grande equipe de trabalhadores sustentando a realização do evento em vários setores, que sob a liderança de Telma Sarraf, Vice-Presidente da Mansão do Caminho, atendem com cuidado, atenção, dedicação e carinho. Além de uma livraria, há setores que disponibilizam diversos materiais para serem comercializados. São doações que geram recursos para as obras sociais da Mansão do Caminho.
Envolvidos em alegria e confraternizando, os participantes do Encontro Fraterno com Divaldo Franco foram recepcionados na bela e tranquila manhã de sábado, 21 de setembro, com envolvente momento artístico, produzindo harmonia, paz nos corações e aspirações de superação.
O tema da manhã foi a angústia. Cristiane Lenzi Beira, psicóloga, descreveu essa sensação psicológica, como sendo algo que sufoca, é um aperto no peito, que gera insegurança, ansiedade. Narrando a sua própria experiência ao experimentar a angústia, Cristiane disse que, como qualquer semente, para germinar, passa por um processo, algumas fases, sendo necessário transitar por um período, fechada em sua cova, para então germinar, brotar, se apresentar débil e exigindo cuidados até tornar-se o que verdadeiramente é.
O ser humano também experimenta essas fases, e a superação da angústia, como na semente, começa no interior, dentro da criatura. A angústia faz parte do crescimento, ela provoca um pouco de solidão, quando há a oportunidade para poder identificar-se, isso é natural. Assim, é necessário suportar essas fases naturais do crescimento da criatura humana, evitando, contudo, permanecer estacionado no interior, negando-se a desabrochar, a germinar, sair, por assim dizer, da cova onde estava.
A criatura humana, em sua individualidade, deve ser o que é preciso ser, evitando ser o que os outros pensam. Em cada situação, Deus tem um propósito específico, visando sempre o enriquecimento, melhor se equipando, a criatura, de aspectos emocionais e psicológicos. A angústia é um convite para o autodesenvolvimento, para aproximar-se mais de sua natureza.
Todos os que sentem angústia devem buscar apoio, ajuda, contato humano, envolvendo-se em atividades extras, nobres. A angústia não precisa ser triste, é somente uma oportunidade de crescimento. Como tudo em a natureza, transita em fases duras, difíceis, buscando a plenitude, sabendo que a solução deve ser buscada no interior, dentro de si. Assim como a metamorfose é um processo de crescimento, de transformação e de aperfeiçoamento, o homem também experimenta semelhante processo, pois que sentir angústia é natural.
A sensação de ser pequeno ante um processo é somente uma interpretação, é um ponto de vista, não é real, é somente uma descrição de como está sentindo, sendo necessário aprender a dulcificar o processo, desenvolvendo a essência. É importante sair do seu ponto de vista egoico, transitando para a frequência cósmica, isto é, deixar de se sentir vítima, olhando-se para si exclusivamente, para começar a compreender que deve mudar o seu padrão de frequência, interagindo com o meio, sentir-se no contexto, fazendo parte, integrando-se. Há que se realizar um esforço para sair das vibrações baixas, alcançando as altas frequências. Assim como as sementes precisam desabrochar, crescer, evoluir com equilíbrio, contado com qualquer ajuste realizado internamente para produzir resultados positivos, tal é o homem que deve experimentar com lucidez a angústia, compreendendo-a como mecanismo de crescimento de transformação, atingindo novo patamar.
Um bom método é dialogar com a angústia, olhar para dentro de si com coragem e determinação visando identificar a essência, avançando, sendo resiliente, sem se deixar envolver pela tristeza. Embora esteja aflito, continuar com o dinamismo, empregando a flexibilidade, não sendo resistente, rígido para poder desenvolver-se, transformar-se.
Todos devem aproveitar os acontecimentos, passando por eles, transformando-se, crescendo, fazendo bom uso da angústia, sabendo que o adversário é interno, enfrentando-o através do diálogo sincero e corajoso, fazendo algo por si mesmo, exercendo o autocontrole, realizando reflexões otimista, realizando ações enobrecedoras. Busque apoio se necessário, cuide com mais intensidade o seu coração, sua alma (SELF) e menos o seu umbigo (EGO).
Após uma pausa para a realização da foto de todos os envolvidos no Encontro Fraterno, e que é tradicional, o evento teve continuidade com as abordagens realizadas por Divaldo Franco, o Mensageiro da Paz. Afirmando que a angústia foi muito bem desenhada por Cristiane, ressaltou que há temas que se encontram no campo do sentir, e não do de expor. Se utilizando da mitologia grega, o Arauto do Evangelho conduziu os presentes ao entendimento de que a angústia é a busca, é a insatisfação do que somos, anelando soluções, é um contínuo processo de crescimento espiritual. A angústia é uma emoção que o indivíduo sente ao estar frente a um acontecimento, uma circunstância, ou como consequência de lembranças traumáticas.
Na sua elucidação, Divaldo discorreu sobre as angústias que foram experimentadas pelos libertos dos campos de concentração nazista, ao final da II Guerra Mundial. Perguntavam-se, os libertos, por que haviam sobrevivido? Por que não haviam morrido, enquanto muitos haviam sido exterminados? Na angústia os personagens não são reais, são representações criados por ela. Compreendendo que Deus administra o Universo, e Deus sendo amor, tudo o que ocorre é estímulo para o desenvolvimento humano.
A angústia é um estado transitório anunciando a mudança que se avizinha. Na angústia, as sensações se tornam agudas. Neste estado emocional, conforme o grau em que se apresenta, o indivíduo sente que a vida perde o sentido, torna-se vazia, os anseios se ausentam, os prenúncios de acontecimentos futuros vão se avolumando, criando um quadro de expectativa quase que sufocante. Somente pelo amor, através de suas inúmeras manifestações, é possível conquistar a angústia.
Divaldo Franco, Professor por excelência, apresentando alguns casos, foi elucidando as ocorrências da angústia, descortinando um panorama amigável, colaborando para o entendimento dessa problemática emocional, utilizando-se, também, de cenas jocosas, desanuviando mentes, asserenando corações, conduzindo ao entendimento de que o ser humano é vida, não é homem nem mulher, é vida, enfatizou. A angústia não é um estado mórbido, mas um processo de amadurecimento da alma, plenificando-a, tanto quando a vida. A criatura humana possui tudo o que necessita, e ao se analisar, inventariando o que tem e o que é, irá perceber que é muito mais do que tem. Derramando bênçãos sobre todos, Divaldo Franco encerrou a atividade declamando o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Corações em júbilo saudaram o orador de escol com prolongado aplauso, colocando-se em pé para saudar com reverência o amigo anfitrião.

A noite já se fazia presente em Mata de São João, e no interior do Hotel Iberostar Praia do Forte os participantes do Encontro Fraterno com Divaldo Franco se movimentavam, buscando os seus lugares para mais uma excelente oportunidade de riquíssimo aprendizado. Ansiavam por vivenciar mais uma experiência, agregando-a ao patrimônio íntimo, capacitando o Espírito. Estava por começar o Momento interativo-terapêutico que recebeu o título: Ansiosa solicitude pela vida – Meus anseios. Logo após o harmonioso momento artístico, Divaldo Franco, Juan Danilo Rodríguez, Cristiane Beira e Simão Pedro de Lima se prepararam para conduzir esse especialíssimo momento, que se constituiu em enlevo, fortes emoções, que sensibilizou todos, a começar pela prece, O pai Nosso, proferido no idioma Guarani, pela representante paraguaia Ângela Spran. Foi uma homenagem aos povos selvícolas guaranis do Paraguai e do Brasil.
Divaldo, em gratidão, chamou ao palco todos os integrantes da Diretoria do Centro Espírita Caminho da Redenção, homenageando-os, reconhecendo os serviços que prestam, bem como os esforços que realizam para bem conduzir a instituição. São eles: Demétrio Lisboa, Telma Sarraf, João Neves, Divaldo Franco, Mário Sergio de Almeida, Nilo Calazans – ausente por estar em recuperação da saúde -, e Rose Mussi. A Mansão do Caminho é um dos nove departamentos do Centro Espírita. Divaldo Franco agradeceu publicamente pelos ingentes esforços em construir um mundo melhor. Em reconhecimento e, também, homenageando a diretoria, o público dedicou-lhes uma intensa salva de palmas, pondo-se de pé.
O momento interativo, que começou a ser preparado no primeiro dia do encontro, quando todos tiveram a oportunidade de escrever, em um pequeno cartão, as suas respostas para a seguinte indagação: Quais os impedimentos para alcançar a vida plena que anseia? Na entrada deste evento, cada participante recebeu um pequeno envelope onde estava contida, por assim dizer, a resposta da Benfeitora Joanna de Ângelis, pinçada de suas obras, atendendo as indagações de cada um. Representando as demais, foram sorteadas quatro perguntas. Seus formuladores se apresentaram no palco, levando consigo as respostas envelopadas, que foram interpretadas por Juan Danilo, Simão Pedro, Cristiane Beira e Divaldo Franco.
Divaldo Franco e os convidados acima nominados destacaram que cada ser humano é a soma de suas construções mentais, cabendo a cada um identificar se estão edificadas na rocha ou na areia; os processos de ira e de raiva devem ser tratados com serenidade; todo o anelo deve começar hoje, sem diminuir-se, todos possuem capacitação para avançar, centrado no mundo material para alcançar o espiritual; é necessário destruir as velhas construções mentais para poder erigir as novas, sem se deixar influenciar pelas dúvidas; crer em seu melhor, acreditando ser capaz para superar quaisquer obstáculos; a paz é construída na intimidade de cada indivíduo, é uma atitude ante os problemas e os conflitos; sentir-se em paz é estar quites com a consciência e com a vida; o autoconhecimento é fundamental para avançar na direção da eliminação dos impedimentos que obstaculizam uma vida plena; a paz não significa a ausência de conflitos, mas vivenciá-los com serenidade; é necessário o aprofundamento do conhecimento do mundo íntimo para poder identificar qual é, verdadeiramente, o principal fator que precisa ser identificado, especificamente; com o coração plenificado se possui paz para poder superar algumas sombras, trabalhando a sensibilidade;
Iluminar-se com a verdadeira fé, a que é raciocinada, a que dá confiança e certeza, dando atenção para a intuição, agindo com coragem; construir a fé a ponto de repetir as inúmeras manifestações de fé que se encontram no Evangelho de Jesus; é importante identificar qual o melhor caminho, mas, mais importante é decidir como irá percorrer esse caminho; tranquilidade, paz e confiança são importantes para desenvolver a confiança interna no trabalho que realiza, embora se encontre no meio da balbúrdia, isto é a paz interior, sem ela há desespero; as dificuldades são mecanismos para desenvolver a segurança; o perdão mais profundo é para consigo mesmo, ele é o mais importante; compreender qual é a relação, a importância, que o outro tem na sua existência, o que ele significa; não é possível obrigar alguém a gostar de nós; cada um precisa da sua própria aprovação, a aprovação do outro não é importante; o amor não tem correspondência, simplesmente ame, se somos amados é de menor importância; para construir um projeto de vida, trace primeiro as suas linhas gerais, na segunda fase, a da execução, especifique até chegar na essência, detalhando como fazer; perdoar é saber tolerar as ofensas até tornar-se não ofendível;
Quando fizer algo, faça-o bem, determinando por onde começar; fazer o bem é um exercício, simplesmente comece a fazer; aprende-se a fazer o bem no processo de fazer o bem conforme vai acontecendo; entre em ação já; transformar-se pela renovação dos próprios conceitos; caminhar com os valores da alma; a mudança somente acontece quando se renova a consciência; a Lei Natural é a Lei de Deus; a felicidade é cumprir a Lei Divina; conhecer para poder tornar-se mais capaz para oferecer as melhores orientações; quem resolve mudar já iniciou o processo de mudança, necessita somente de perseverar na mudança; o anseio por uma vida plena se concretizará.
Assim, com essas observações que orientam, cada participante pode se identificar com uma ou outra, ou com muitas delas, planejando eliminar os impedimentos para alcançar uma vida plena, colocando o planejamento em execução. Cumprido o programa, a atividade foi encerrada, e pensativos, os participantes, reflexivos, começaram a se recolher, preparando-se para um novo dia que será vivido com a amorosidade divina a envolver cada criatura.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno