terça-feira, 1 de outubro de 2019

33º Encontro Fraternal com Divaldo Franco. Santo André, SP Mini seminário ”Qual o Sentido da Vida?”

Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes da cidade de Santo André - SP realizou, em 29.09.2019, o 33º Encontro Fraternal com Divaldo Franco, encontro esse que se realiza anualmente desde 1986.
O evento realizou-se nas múltiplas e espaçosas instalações da Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues, que se tornaram acanhadas para acomodar as mais de 3.600 pessoas que acorreram ao local para ouvir Divaldo Franco.
Destacamos a presença do renomado médico psiquiatra e terapeuta, autor de vários livros e palestrante Dr. Roberto Shinyashiki.
Divaldo abre o Seminário utilizando-se do mito grego de Os Doze (12) Trabalhos de Hércules imposto a ele pelo Rei Euristeus, com o propósito de submeter Hércules a um processo expiatório permitindo lhe redimir-se por ter matado – em um acesso de raiva e descontrole emocional – a própria esposa e os filhinhos.
Entre esses trabalhos-expiatórios, Hércules deveria capturar viva a Corça de Cerineia um animal mitológico possuidora de chifres de ouro e pés de bronze, que corria com extraordinária rapidez sem jamais se cansar. Na verdade, a corça era a ninfa Taígete, que, para fugir a perseguição de Zeus foi transformada por Ártemis no magnífico animal, razão pela qual era consagrada a essa deusa que a protegia.
Por um (1) ano inteiro Hércules perseguiu o belo e veloz animal por todas as partes vislumbrando suas belas formas de maneira fugidia para logo em seguida vê-la desaparecer na segurança e proteção dos densos bosques.
Orientado pela deusa Atena, Hércules logrou dominar a sagrada corça segurando-a pelos chifres de ouro que simbolizavam a ILUMINAÇÃO, enquanto que os cascos de bronzes representava o Mundo Material.
Simbolicamente para a Psicologia Analítica de Carl G. Jung - nos explica Divaldo - esse Trabalho de Hércules trás o significado profundo da substituição dos IMPULSOS (pulsões) ditados pelo Inconsciente (Sombra, pelos Arquétipos ou ainda pelos Complexos), por atributos mais nobres (Paciência, Sabedoria, Docilidade, etc.).
Com esse introito Divaldo aborda a questão fundamental de nossas existências que é o desenvolvimento intelecto-moral, cujo melhor caminho – a exigir de nós um esforço Hercúleo – é o do AUTOCONHECIMENTO (Individuação, como dizia Jung).
Viver com lucidez é buscar. Porém, nem sempre sabemos o que buscar.
Para nos fazer entender melhor no que consiste essa busca, Divaldo faz uma anamnese da história da Sociedade Humana dos últimos cem (100) anos, iniciando pela Revolução Bolchevique de 1917, que assumiu o governo da Rússia após derrubar a monarquia e executar o czar Nicolau II e toda a sua família.
Esse é o marco inicial da mudança da busca do SER pelo TER e a busca por nos afastar das Tradições. Um dos sentidos psicológicos da Vida – nos ensina Divaldo – é transformar a Tradição em Atualidade, pois essa (a Tradição) é a nossa raiz e, portanto, quando se arranca a raiz a planta – por ela sustentada - morre.
Divaldo cita o pensamento do psiquiatra austríaco Viktor E. Frankl, sobrevivente dos campos de extermínios nazista, que afirmava “Uma vida que não tem um sentido psicológico, não alcançou a maturidade do ser humano”. Na mesma linha de pensamento, anos mais tarde, o pai da Psicanálise Analítica, Carl Gustav Jung considerava: “É necessário que cada um de nós tenha, na existência, uma meta, a fim de que essa existência dê-nos a maturidade psicológica”.
A partir desses pensamentos, Divaldo delineia os dias graves da atualidade da sociedade humana a qual, concentra todos os esforços e energias quase que exclusivamente aos objetivos imediatistas em prejuízo daqueles transcendentais.
O resultado dessa opção vem se refletindo nas estatísticas oficiais e a OMS espera já para o ano de 2025 que as mortes provocadas pelos efeitos da Depressão ultrapassarão os óbitos de câncer e cardiopatias, que hoje lideram as causas de morte. Os efeitos da Depressão levarão a um aumento estarrecedor dos suicídios, hoje já tão elevados.
Seguindo na anamnese histórica, Divaldo aborda a Primeira Grande Guerra, ao final da qual os estrategistas afirmavam que nunca mais haveria outra Guerra.
Transcorridos menos de trinta (30) anos explode a Segunda Guerra e as quase 100 milhões de mortes, culminando com a explosão das bombas atômicas de Hiroshima e depois Nagasaki.
Na década de 50 fomentada pela Guerra Fria as Coreias do Norte e do Sul destroem-se em busca do poder político-econômico.
Na década de 60 batem-se pelas mesmas razões o Vietnã do Norte contra o do Sul.
A belicosidade humana sempre se destacou entre nossos comportamentos. Ainda no Século XIX Allan Kardec – através da questão 742 de O Livro dos Espíritos – indaga: Que é o que impele o homem à guerra?  Ao que os Espíritos Superiores responderam: “Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem — o do mais forte”.
Esses embates produziram de forma generalizada o pensamento de que a vida deveria ser usufruída em toda a sua plenitude, pois a qualquer momento viria a Guerra ou a Bomba e seria o fim de tudo, devorando vidas, convicções e valores morais tradicionais, fazendo desaparecer o sentido ético da vida.
Como consequência da promiscuidade sexual surge a epidemia da AIDS que afeta mais de quarenta e dois (42) milhões de criaturas em todo o Mundo.
Constata-se que a Sociedade perdeu a visão interior da vida e passamos – cegos aos reais valores da existência – a ver somente as aparências, deixando-nos fascinar pelo brilho das paixões, pelas ilusões e fantasias todas efêmeras.  
Tais aflições advêm da adoção de objetivos imediatistas em prejuízo das aspirações mais sublimes para a existência. Reforçando a necessidade de elegermos um objetivo existencial Divaldo cita o pensamento do psicólogo existencialista norte americano Rollo May, (1909 —1994) que afirma ter a sociedade elegida como parâmetros para a felicidade:
Individualismo: Doutrina moral e social cujo conceito é o de valorizar a autonomia individual na busca da liberdade e satisfação das inclinações naturais.
Sexualismo: Comportamento ligado à sociedade mercantilista e consumista, na qual o ato sexual é priorizado e banalizado, desvirtuando sua razão natural.
Consumismo: Compulsão e modo de vida que leva o indivíduo a consumir de forma ilimitada bens, mercadorias e/ou serviços, em geral supérfluos, em razão do seu significado simbólico (prazer, sucesso, felicidade).
Para exemplificar o conceito da importância dos valores morais obtidos junto dos pais Divaldo passa a narrar um episódio envolvendo o criminoso mais famoso da história: Alphonse Gabriel mais conhecido mundialmente como "Al" Capone (1899 - 1947). Esse gângster ítalo-americano liderou um grupo criminoso dedicado ao contrabando e venda de bebidas entre outras atividades ilegais, durante a Lei Seca que vigorou nos Estados Unidos nas décadas de 1920 e 1930 do Século XX.
Sua fama ficou patente num crime bárbaro pelo qual sete (7) pessoas foram cruelmente assassinadas e que passou à história como o Massacre do Dia de São Valentim ou Massacre do Dia dos Namorados, pois foi cometido no dia 14 de fevereiro de 1.929 data consagrada às comemorações do Dia dos Namorados nos EUA.
Al Capone tinha um advogado – famoso por livrar o gângster com facilidade da cadeia - apelidado de “Easy Eddie” (1893 - 1939), um excelente profissional cuja maior habilidade estava em manobrar no cipoal de leis americanas para manter seu cliente - Al Capone - distante da prisão.
Em retribuição o gângster mafioso, pagava regiamente seu advogado, fornecendo-lhe uma mansão que ocupava um quarteirão inteiro em Chicago.
Indiferente às atrocidades praticadas por seu cliente, o advogado e sua família desfrutavam de uma situação econômica confortável, além de pertencerem aos quadros sociais mais destacados da sociedade local.
“Easy Eddie” providenciava tudo quanto o dinheiro pudesse adquirir ao seu filho, inclusive as melhores escolas.
Impossibilitado de dar bons exemplos, o advogado – paradoxalmente - sempre reiterava ao filho a importância dos bons valores morais, enfatizando as ações corretas e as incorretas. O advogado do mais cruel assassino buscava com seu empenho tornar o filho melhor do que ele fora.
Seja por ter-se cansado de ver as atrocidades à sua volta, seja pela voz da consciência ou ainda como um legado de bom exemplo de conduta moral ao filho, “Easy Eddie” tomou uma decisão difícil na busca por corrigir as injustiças de que havia participado como advogado de Al Capone.
Procurou as autoridades federais contando-lhes a verdade sobre seu cliente na tentativa de limpar seu nome enlameado, permitindo ao filho usar com orgulho o nome familiar.
No dia do julgamento o advogado – mesmo ciente de que seria executado por esse gesto – testemunhou contra o ex-patrão, condenado a onze (11) anos na prisão federal de Alcatraz pelo crime de sonegação do Imposto de Renda.
Passado algum tempo desde o testemunho no Tribunal, “Easy Eddie” foi morto a tiros enquanto dirigia pelas ruas de Chicago. Levado, anda com vida, ao Hospital local o advogado sabia que morreria, porém aos olhos dele, ele tinha dado ao filho o maior exemplo que poderia oferecer, mesmo diante do maior preço que poderia pagar: a própria vida.
Divaldo faz uma breve pausa para em seguida referir-se novamente a Chicago de Al Capone que além do gângster, foi, também, a cidade que ofereceu aos EUA um dos seus maiores heróis durante a Segunda Grande Guerra Mundial: O tenente-comandante Edward Henry O'Hare (1914 - 1943) piloto da Marinha dos Estados Unidos, que em 20 de fevereiro de 1942 tornou-se o primeiro ás voador da Marinha que atacou - mesmo sozinho e tendo uma quantidade limitada de munição - nove (9) aviões bombardeios japoneses que se dirigiam para atacar o porta-aviões americano “USS Lexington”. Somente era considerado um “ás” o piloto que abatesse em uma única batalha mais do que cinco (5) aviões inimigos.
Audaciosamente, sem se preocupar com sua própria segurança, ele abateu ou danificou muitos das aeronaves inimigas, sendo, por essa façanha, o primeiro piloto naval a ser laureado com a Medalha de Honra na Segunda Guerra Mundial. A imprensa rapidamente apelidou de “Butch O’Hare” (algo como “O’Hare o Exterminador”, em português).
No ano seguinte “Butch O’Hare” morreu – aos vinte e nove (29) anos - em combate aéreo.
A Chicago de Al Capone e dos crimes bárbaros do passado, não permitiu que a memória de “Butch O’Hare” o herói da Segunda Guerra desaparecesse, e hoje, o Aeroporto da cidade, um dos mais movimentados e importantes dos EUA e do Mundo, tem o nome de Edward Henry O'Hare em tributo à coragem deste grande homem.
Após a exposição dessas duas (2) narrativas Divaldo conclui:
Ambas as histórias têm algo em comum e não se deve ao fato de envolverem a cidade de Chicago. O ponto de atração entre elas é que “Butch O’Hare”, o herói da Guerra, era o filho de “Easy Eddie” o advogado de Al Capone cujo exemplo de sacrifício em favor do que era moralmente correto acabou por permear o comportamento e a índole do filho.
Para reiterar o conceito moral Divaldo compartilha conosco a comovedora narrativa de Francisca, humilde moradora dos Alagados na cidade de Salvador, BA e frequentadora da Mansão do Caminho.
Certa ocasião Divaldo fora chamado com urgência para atender Francisca que estava à beira da desencarnação. Lá chegando sentou-se ao lado de Francisca que reunindo suas últimas forças contou-lhe detalhes de sua vida pessoal.
Narrou que era mãe solteira, pois que fora abandonada pelo venal companheiro ao tomar conhecimento da gravidez e expulsa do lar pelos pais. Essas injunções não tiveram o poder de diminuir o seu amor pelo filho, e para assisti-lo extenuava-se no trabalho de lavadeira e de vendedora de acarajé o que lhe permitiu custear todos os estudos e necessidades do filho que graças a toda a dedicação materna logrou ser aprovado no vestibular da Faculdade de Medicina, exigindo de Francisca a ampliação de seus esforços.
Sua dedicação era tanta que logrou obter – junto a um médico e habitual freguês de seu acarajé – emprego para seu filho sem identificar, contudo, que era sua mãe.
Chegara, finalmente, a data de formatura e Francisca preparara-se com esmero para aquela ocasião à qual tanto lutara e se sacrificara. Sentia que atingira o objetivo maior de sua vida. Antecipava no coração a alegria que proporcionaria ao filho ao lhe dar – na cerimônia de colação de grau – o anel de formatura.
Horas antes de seguir para o local da cerimônia seu filho a procurara no barraco e pediu à mãe que não comparecesse ao evento. Aproveitaria a ocasião para marcar o casamento com a noiva – filha única do diretor e proprietário da Clínica onde ele trabalhava – que desconhecia a existência de Francisca, informação propositalmente omitida pelo filho à futura esposa.
Francisca dissimulou o impacto emocional da ingratidão do filho e, entregando-lhe o estojo luxuoso com o anel de formatura, beijou-lhe a face dele se despedindo.
Francisca - respirando com extrema dificuldade pela iminência da desencarnação - reuniu suas derradeiras forças e segurando as mãos de Divaldo fez-lhe o derradeiro pedido. Caso o filho viesse procurá-lo, Divaldo devia dizer-lhe que ela não tinha pelo filho nenhuma mágoa ou ressentimento pelo simples fato de amá-lo incondicionalmente. Feito o pedido, desencarnou.
Semanas mais tarde - como previra Francisca – o filho buscara informações sobre a mãe e foi aconselhado a buscar Divaldo Franco que acompanhara as derradeiras palavras da mãe.
Com o coração em frangalhos destroçado pela culpa, o filho recebeu a notícia que veio arrefecer lhe a angústia: A mãezinha não lhe guardava mágoa e naquele momento – nimbada de mirífica luz - apresentava-se à visão psíquica de Divaldo acariciando o seu menino a quem amava tanto.
Em pranto copioso e sentido de catarse, o filho de Francisca pediu uma oportunidade para assistir aos irmãos desvalidos trabalhando na Mansão do Caminho como médico voluntário. Tornou-se – afirma Divaldo concluindo a narrativa de Francisca, a vendedora de acarajés que a todos emocionaram – modelo de dedicação e amor ao próximo atendendo a pobreza e os desvalidos do bairro onde a mãezinha vivera.
Finalmente o médico rico e poderoso encontrara uma razão psicológica profunda para a vida.
Prossegue Divaldo, afirmando que o Vazio Existencial Filosófico começa com Friedrich Nietzsche (1844-1900) filósofo prussiano autor entre outras obras de o livro Assim Falou Zaratustra base do Existencialismo escola de filósofos que contou com a participação de Soren Kierkegaard, Jean Paul Sartre.
Desabrocha o Niilismo doutrina filosófica que indica um pessimismo e ceticismo extremos perante qualquer situação ou realidade possível. Consiste na negação de todos os princípios religiosos, políticos e sociais.
O pessimismo parece descer sobre a humanidade como um velário de crepe afetando um número sem conta de criaturas humanas, fomentando o carrasco do Medo debilitando moralmente todos que são por ele envolvidos, fomentando a raiva, a ira o ressentimento.
A esperança parece desvanecer dos corações humanos.
Há 280 anos que o pensador inglês Thomas Heart anunciava "O ser humano perdeu o endereço de Deus". Parafraseando o pensador, Divaldo do alto de sua experiência e sabedoria amplia esse pensamento acrescentando que a criatura moderna – além do endereço de Deus - perdeu igualmente o endereço de Si mesmo, fato que o leva a viver exclusivamente para atender questões imediatas empurrando-o para o individualismo, o sexualismo e o consumismo esquecendo-se do AMOR.
Jesus vem nos trazer sua mensagem para deixarmos os pântanos das emoções descontroladas atreladas às sensações impostas pelos instintos.
Veio nos falar do AMOR quando nos estimula ao maior dos mandamentos: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”.
Não há, portanto, razão para nos deixarmos envolver pelo manto de pessimismo que os dias atuais vêm cercando a sociedade.
Não devemos valorizar o mal que pulula à nossa volta e nem permitir que nos tirem a paz e a alegria de viver.
Amar, então, é uma meta que devemos perseguir em nossa existência.
Com o objetivo de ilustrar a solidariedade como caminho que nos leva ao amor, Divaldo nos narra a história do médico e escritor escocês Archibald Joseph Cronin (1896 —1981) conhecida como o Anjo da Noite.
Vítima do cansaço e esgotamento físico uma jovem enfermeira termina por dormir no seu posto e em decorrência uma criança sob seus cuidados acaba morrendo.
O médico expulsa-a do hospital e ameaça denunciá-la, o que acaba não fazendo.
Anos mais tarde, agora, lendo o jornal londrino ele toma conhecimento de uma senhora conhecida pela abnegação e sacrifício que dedica aos órfãos da guerra de uma pequena cidade. Seu empenho é tão grande que ela jamais dormia cuidando das crianças traumatizadas e doentes.
A veneranda enfermeira dedicava-se a resgatar vidas, por causa de uma criança que havia morrido sob seus cuidados, quando ela - vitimada pelo cansaço - dormira.
 A enfermeira redimia-se perante a sua própria consciência.
Finda a leitura do artigo jornalístico, o escritor e médico lembrou-se do fato ocorrido no passado e pôde constatar que um gesto baseado na ira poderia ter aniquilado uma existência, dedicada ao bem, mas se o gesto for alicerçado no amor e no perdão pode salvar inúmeras vidas.
Em que pese os dias tumultuosos da atualidade onde as aflições, ódios, intolerâncias, sofrimentos e violências, dias em que as pessoas – ao invés de se amarem umas às outras como preconizado por Jesus – elegem se armarem umas contra as outras – no âmbito material e emocional - urge aceitar e viver a proposta de Jesus, amando mais, tornando-nos, assim, mais gentis, tolerantes, pacíficos e mansos de conformidade com os ensinamentos registrados no Sermão da Montanha, permitindo a formação de uma humanidade mais justa e feliz.
A psicosfera ambiente estava dominada de sentimentos superiores que a todos envolviam. Divaldo chama-nos a atenção para o amor incomensurável de Jesus pela humanidade que pagou-Lhe com a ingratidão – pela adulteração e distorção de Seus ensinamentos - o sublime sacrifício de nos trazer o caminho para a verdadeira felicidade.
Divaldo chama-nos a atenção para o amor incomensurável de Jesus pela humanidade que pagou-Lhe com a ingratidão – pela adulteração e distorção de Seus ensinamentos - o sublime sacrifício de nos trazer o caminho para a verdadeira felicidade.
No ambiente saturado de doces vibrações que permeava a todos os presentes a voz de Divaldo Franco foi se alterando suavemente e todos emocionados constatamos a voz de Dr. Bezerra de Menezes a se manifestar por intermédio da mediunidade psicofônica de Divaldo em uma mensagem que nos convida a ter coragem de não desanimar nunca, pois Jesus nos prometeu que nunca nos abandonaria e nos concitou a nos amarmos uns aos outros.

Texto: Djair de Souza Ribeiro
Fotos: Edgar Patrocinio

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Conferência por Divaldo Franco Santos, SP

28-09-2019.

“É fundamental, à criatura humana, em sua vilegiatura carnal, encontrar o sentido existencial. A perda desse objetivo condu-la ao desespero ou à indiferença por tudo quanto lhe acontece, empurrando-a pela via da morte emocional, sem que tenha estímulos para as lutas que se apresentam, convidando-a ao crescimento e à felicidade”. Joanna de Ângelis, de o livro JESUS E VIDA, capítulo O Sentido Existencial, psicografia de Divaldo Franco, LEAL.
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A USE Intermunicipal de Santos escolheu as amplas e confortáveis instalações do Mendes Convention Center para acolher 3.500 pessoas que se reuniram para ouvir Divaldo Franco na noite do dia 28 de setembro de 2019. O evento intega a programação da 67ª Semana Espírita de Santos.
Nessa oportunidade Divaldo foi presenteado pelos 3.500 participantes do evento que – à capela – cantaram a música “Como é Grande o Meu Amor por Você” tentando traduzir no gesto todo o carinho e gratidão pelos inumeráveis exemplos de conduta Espírita-Cristã do Semeador de Estrelas.
Tomando a palavra e dando início ao desenvolvimento da Conferência Divaldo faz referência ao filósofo latino Marco Túlio Cícero (106 aC-43aC), citando-o pela frase: “A história é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade”. Dezesseis séculos mais tarde com base nas palavras de Cícero, lorde Francis Bacon (1561-1626) o filósofo inglês observou: “Uma visão superficial da filosofia leva a mente humana ao ateísmo, mas a profundidade da filosofia leva-a para a religiosidade”.
A partir desse introito Divaldo faz um périplo – rápido, conquanto riquíssimo de informações – buscando equacionar o contraditório comportamento humano que emergindo das formas de vida unicelulares chegou ao paroxismo da tecnologia atual que permitiu à humanidade andar na lua e visitar inúmeros planetas do sistema solar e desvelar um sem número de “segredos” que a Natureza ocultava.
Paradoxalmente, porém, essa mesma criatura, que Divaldo chamou de “homo virtuallis” não consegue erradicar a violência – física ou moral -, a fome, a guerra, a exploração dos mais fracos pelos mais fortes.
Kardec, preocupado com essa questão indagou aos Bons Espíritos, através da questão 919 de O Livro dos Espíritos:
Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?
E a resposta dos Benfeitores da Humanidade  foi sintética, porém, profunda:
“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”
Há 280 anos que o pensador inglês Thomas Heart anunciava "O ser humano perdeu o endereço de Deus". Parafraseando o pensador, Divaldo do alto de sua experiência e sabedoria amplia esse pensamento acrescentando que a criatura moderna – além do endereço de Deus - perdeu igualmente o endereço de Si mesmo, fato que o leva a viver exclusivamente para atender questões imediatas empurrando-o para o individualismo, o sexualismo e o consumismo esquecendo-se do AMOR.
A partir desse ponto Divaldo leva-nos a todos a experimentar emoções sublimes ao discorrer sobre Jesus, Modelo e Guia da humanidade, que veio nos falar do amor.
"Deus é Amor” afirma o evangelista João na Primeira Epístola de João do Novo Testamento, e com base nessa afirmativa, Divaldo ilustra a presença de Deus em a Natureza.
Para tanto discorre desde o Universo infinito que a moderna Astronomia contabiliza somente na Via Láctea a existência de cerca de 200 bilhões de estrelas – entre as quais o nosso Sol -, e que em todo o Universo observável há cerca de 150 bilhões de galáxias, o que levou os Astronomos a afirmarem de que há 10 vezes mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todo o planeta Terra.
Divaldo – seguindo na ilustração do amor de Deus - leva-nos à uma breve viagem pela maravilha do nosso corpo físico, instrumento abençoado que Deus forneceu às criaturas para desenvolvimento intelecto-moral do Espírito imortal que nele habita.
Toda essa maravilhosa máquina é dirigida pela Consciência.
Em seguida Divaldo nos conduz a uma viagem pelo “universo” da Consciência e enumera a conclusão de diversos estudos e pesquisas iniciando pelo sociólogo, médico psiquiatra e psicólogo o professor Emilio Mira y Lopez (1896-1964) que, do ponto de vista psicológico o ser humano é constituído de cinco (5) elementos:
1. Personalidade: A máscara que afivelamos à face.
2. Conhecimento: São as aquisições intelectivas e formada pelas lições de aprendizagem.
3. Identificação: São as sintonias daquilo com o que nos afinizamos.
4. Consciência: (Cuja atuação em conjunto com o Conhecimento forma a base do discernimento).
A consciência possui níveis diferenciados como conceituou Pedro Ouspensky:
4.1. Consciência de sono SEM sonhos (Só pensa em si próprio: É meu)
4.2. Consciência de sono COM sonhos (Já passamos a ter ideais e não somente o desejo de acumular)
4.3. Consciência de sono ACORDADO (A consciência que não mais está sonolenta pelo egoísmo)
4.4. Consciência de  mesmo. Nível consciencial atingido quando o Ego - a máscara que afivelamos à face e que luta por defender a qualquer preço nossa Individualidade - toma conhecimento dos conteúdos psíquicos. Em outras palavras: É quando eu sei fazer o que DEVO quando POSSO e – também - fazer o que POSSO quando DEVO. Nesse ponto Divaldo ilustra que as crises – morais, sociais, econômicas – vem do fato de realizarmos o que PODEMOS quando NÃO DEVEMOS e fazer o que DEVEMOS quando NÃO PODEMOS.
Ainda no item de Consciência de SÍ mesmo Divaldo alonga maiores esclarecimentos e enumera as 7 (sete) funções que a Consciência vai permitir controlar na máquina orgânica:
I) Função Emocional;
II) Função Intelectiva;
III) Função do Instinto;
IV) Função dos Movimentos;
V) Função Sexual (Expressões Feminina _Anima - e Masculina – Animus - permitindo equilibrar a psicologia à anatomia);
VI) Função Emoção Superior
VII) Função Intelectiva Superior.
4.5. Consciência Cósmica que pode ser sintetizada na frase de Paulo em sua epístola aos Gálatas (2:20): “Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim”
5. Individualidade: O elemento que o Ego procura defender a todo custo. Somos o resultado do acúmulo das diversas existências que vamos vivenciando na longa marcha do desenvolvimento intelecto-moral que experimentamos no ciclo das reencarnações.
Finda esse viagem pela conceituação acadêmica da consciência Divaldo adentra à parte final da conferência abordando o convite formulado pelo Espiritismo que vem despertar a nossa consciência para a necessidade de encontrarmos um sentido psicológico para a vida deixando a fase do primarismo representado pelos instintos e as sensações.
O sentido da vida, conforme nos ensinou Jesus, é AMAR.
Nós somos mais do que o ser definido pelos antropologistas: Bípede e emocional. Somos também aqueles que trazemos na alma a presença de Deus e nascidos para amar, pois o amor é o ápice do nosso processo evolutivo ético e moral.
Divaldo silencia e arremata: A vida tem que ter um significado: O desenvolvimento do amor.
“Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te, em paz, na área da afetividade, com o pensamento em Deus. Evita a hora vazia e resguarda-te da sofreguidão pelo excesso de trabalho. Adestra-te, mentalmente, na resignação diante do que te ocorra de desagradável e não possas mudar”. Joanna de Ângelis. de o livro RECEITAS DE PAZ, capítulo 11 Depressão, psicografia de Divaldo Franco, LEAL.

 Texto: Djair de Souza Ribeiro
  Fotos: Edgar Patrocinio


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

22 de setembro de 2019

As condições climáticas se apresentavam em equilíbrio e suavidade. Assim, também, se encontravam os 652 participantes do Encontro Fraterno com Divaldo Franco – 2019. Todos se preparavam para o encerramento que teve início com a prece proferida pelo Padre Olavo Amaranto, um dos participantes. As conquistas individuais, as superações foram relatadas, segredadas, por inúmeros participantes desta e das edições anteriores desse encontro de almas em busca do equilíbrio espiritual através do autoconhecimento e do emprego das ferramentas psicológicas colocadas à disposição dos que querem fazer uso delas, atestando a excelência desse trabalho.
Cristo dá vida, nele, os cristãos, precisam se apoiar. Divaldo Franco solicitou que cada um fizesse a sua análise e avaliação deste período de quatro dias de contato com as máximas do Cristo e que chegaram, e chegam, à humanidade através de emissários e de estudiosos da psique humana, permitindo identificar o que é uma vida plena. O Arauto do Evangelho do Cristo e da Paz, com didatismo impressionante, disse que: 1º. Jamais desista de você! Superar-se a cada momento, a cada fase da vida, renovando-se, sendo resiliente, empregando coragem, vontade e inteligência para se reconstruir ainda melhor, a cada dia, confiando nas reservas de energia que Deus colocou em cada uma de suas criaturas. Não duvide, não desista. 2º. Ame-se! O amor possui mecanismos inimagináveis, todos disponibilizados por Deus através da Lei Divina, permanente e imutável. Tudo o que o homem precisa é aprender a amar. Jesus é a estrela de primeira grandeza que nos ama, e há dois mil anos espera por nós.
Após narrar comovente história, onde a presença e a força do amor restituiu a saúde à pessoa amada, em inegável ação curativa, Divaldo Franco solicitou à Demétrio Lisboa, Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção que dirigisse algumas palavras aos presentes. Demétrio, muito sensibilizado, agradeceu a presença de todos, destacando que identifica e sente Jesus através dos gestos carinhosos e afetuosos de todos os que colaboram com a Mansão do Caminho, dizendo que jamais se sentiu tão bem como neste período em que esteve reunido com irmãos que se solidarizaram para auxiliar através do intercâmbio espiritual e dos recursos financeiros, tão necessários, também.
Divaldo Franco sonha concretizar o plano educacional da Mansão do Caminho, ou seja, receber a criança ainda antes do parto, educá-la em todos os níveis escolares, concluindo seus estudos em Faculdade própria, dando oportunidade ao educando, do parto à faculdade, capacitar-se para o desempenho de uma carreira profissional qualificada.
Telma Sarraf, Vice-Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção e diretora do setor de eventos, reuniu no palco quase sessenta colaboradores para homenageá-los, destacando o esforço, o destemor e a dedicação que cada um realizou em prol de sua atividade, alcançando um resultado excelente, desde o planejamento, treinamento e execução desse magno evento. Com exceção do Estado de Roraima, todos os demais Estados Brasileiros estiveram representados. Áustria, Canadá, Estados Unidos da América, Itália, Paraguai e Uruguai estiveram também representados no Encontro Fraterno/2019.
O próximo Encontro Fraterno com Divaldo Franco está agendado para o período de 24 a 27 de setembro de 2020. Com gratidão, os participantes homenagearam Divaldo Franco, externando o amor que sentem por ele.
O Movimento Você e a Paz, em Salvador/BA, ocorrerá nos dias 11, 13, 15 e 19 de dezembro de 2019.
Fotos: Jorge Moehleck
Texto: Paulo Salerno

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

21 de setembro de 2019
O Encontro Fraterno com Divaldo, em sua 22ª edição, conta com a participação de 660 pessoas. Além dos expositores e inscritos, há uma grande equipe de trabalhadores sustentando a realização do evento em vários setores, que sob a liderança de Telma Sarraf, Vice-Presidente da Mansão do Caminho, atendem com cuidado, atenção, dedicação e carinho. Além de uma livraria, há setores que disponibilizam diversos materiais para serem comercializados. São doações que geram recursos para as obras sociais da Mansão do Caminho.
Envolvidos em alegria e confraternizando, os participantes do Encontro Fraterno com Divaldo Franco foram recepcionados na bela e tranquila manhã de sábado, 21 de setembro, com envolvente momento artístico, produzindo harmonia, paz nos corações e aspirações de superação.
O tema da manhã foi a angústia. Cristiane Lenzi Beira, psicóloga, descreveu essa sensação psicológica, como sendo algo que sufoca, é um aperto no peito, que gera insegurança, ansiedade. Narrando a sua própria experiência ao experimentar a angústia, Cristiane disse que, como qualquer semente, para germinar, passa por um processo, algumas fases, sendo necessário transitar por um período, fechada em sua cova, para então germinar, brotar, se apresentar débil e exigindo cuidados até tornar-se o que verdadeiramente é.
O ser humano também experimenta essas fases, e a superação da angústia, como na semente, começa no interior, dentro da criatura. A angústia faz parte do crescimento, ela provoca um pouco de solidão, quando há a oportunidade para poder identificar-se, isso é natural. Assim, é necessário suportar essas fases naturais do crescimento da criatura humana, evitando, contudo, permanecer estacionado no interior, negando-se a desabrochar, a germinar, sair, por assim dizer, da cova onde estava.
A criatura humana, em sua individualidade, deve ser o que é preciso ser, evitando ser o que os outros pensam. Em cada situação, Deus tem um propósito específico, visando sempre o enriquecimento, melhor se equipando, a criatura, de aspectos emocionais e psicológicos. A angústia é um convite para o autodesenvolvimento, para aproximar-se mais de sua natureza.
Todos os que sentem angústia devem buscar apoio, ajuda, contato humano, envolvendo-se em atividades extras, nobres. A angústia não precisa ser triste, é somente uma oportunidade de crescimento. Como tudo em a natureza, transita em fases duras, difíceis, buscando a plenitude, sabendo que a solução deve ser buscada no interior, dentro de si. Assim como a metamorfose é um processo de crescimento, de transformação e de aperfeiçoamento, o homem também experimenta semelhante processo, pois que sentir angústia é natural.
A sensação de ser pequeno ante um processo é somente uma interpretação, é um ponto de vista, não é real, é somente uma descrição de como está sentindo, sendo necessário aprender a dulcificar o processo, desenvolvendo a essência. É importante sair do seu ponto de vista egoico, transitando para a frequência cósmica, isto é, deixar de se sentir vítima, olhando-se para si exclusivamente, para começar a compreender que deve mudar o seu padrão de frequência, interagindo com o meio, sentir-se no contexto, fazendo parte, integrando-se. Há que se realizar um esforço para sair das vibrações baixas, alcançando as altas frequências. Assim como as sementes precisam desabrochar, crescer, evoluir com equilíbrio, contado com qualquer ajuste realizado internamente para produzir resultados positivos, tal é o homem que deve experimentar com lucidez a angústia, compreendendo-a como mecanismo de crescimento de transformação, atingindo novo patamar.
Um bom método é dialogar com a angústia, olhar para dentro de si com coragem e determinação visando identificar a essência, avançando, sendo resiliente, sem se deixar envolver pela tristeza. Embora esteja aflito, continuar com o dinamismo, empregando a flexibilidade, não sendo resistente, rígido para poder desenvolver-se, transformar-se.
Todos devem aproveitar os acontecimentos, passando por eles, transformando-se, crescendo, fazendo bom uso da angústia, sabendo que o adversário é interno, enfrentando-o através do diálogo sincero e corajoso, fazendo algo por si mesmo, exercendo o autocontrole, realizando reflexões otimista, realizando ações enobrecedoras. Busque apoio se necessário, cuide com mais intensidade o seu coração, sua alma (SELF) e menos o seu umbigo (EGO).
Após uma pausa para a realização da foto de todos os envolvidos no Encontro Fraterno, e que é tradicional, o evento teve continuidade com as abordagens realizadas por Divaldo Franco, o Mensageiro da Paz. Afirmando que a angústia foi muito bem desenhada por Cristiane, ressaltou que há temas que se encontram no campo do sentir, e não do de expor. Se utilizando da mitologia grega, o Arauto do Evangelho conduziu os presentes ao entendimento de que a angústia é a busca, é a insatisfação do que somos, anelando soluções, é um contínuo processo de crescimento espiritual. A angústia é uma emoção que o indivíduo sente ao estar frente a um acontecimento, uma circunstância, ou como consequência de lembranças traumáticas.
Na sua elucidação, Divaldo discorreu sobre as angústias que foram experimentadas pelos libertos dos campos de concentração nazista, ao final da II Guerra Mundial. Perguntavam-se, os libertos, por que haviam sobrevivido? Por que não haviam morrido, enquanto muitos haviam sido exterminados? Na angústia os personagens não são reais, são representações criados por ela. Compreendendo que Deus administra o Universo, e Deus sendo amor, tudo o que ocorre é estímulo para o desenvolvimento humano.
A angústia é um estado transitório anunciando a mudança que se avizinha. Na angústia, as sensações se tornam agudas. Neste estado emocional, conforme o grau em que se apresenta, o indivíduo sente que a vida perde o sentido, torna-se vazia, os anseios se ausentam, os prenúncios de acontecimentos futuros vão se avolumando, criando um quadro de expectativa quase que sufocante. Somente pelo amor, através de suas inúmeras manifestações, é possível conquistar a angústia.
Divaldo Franco, Professor por excelência, apresentando alguns casos, foi elucidando as ocorrências da angústia, descortinando um panorama amigável, colaborando para o entendimento dessa problemática emocional, utilizando-se, também, de cenas jocosas, desanuviando mentes, asserenando corações, conduzindo ao entendimento de que o ser humano é vida, não é homem nem mulher, é vida, enfatizou. A angústia não é um estado mórbido, mas um processo de amadurecimento da alma, plenificando-a, tanto quando a vida. A criatura humana possui tudo o que necessita, e ao se analisar, inventariando o que tem e o que é, irá perceber que é muito mais do que tem. Derramando bênçãos sobre todos, Divaldo Franco encerrou a atividade declamando o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Corações em júbilo saudaram o orador de escol com prolongado aplauso, colocando-se em pé para saudar com reverência o amigo anfitrião.

A noite já se fazia presente em Mata de São João, e no interior do Hotel Iberostar Praia do Forte os participantes do Encontro Fraterno com Divaldo Franco se movimentavam, buscando os seus lugares para mais uma excelente oportunidade de riquíssimo aprendizado. Ansiavam por vivenciar mais uma experiência, agregando-a ao patrimônio íntimo, capacitando o Espírito. Estava por começar o Momento interativo-terapêutico que recebeu o título: Ansiosa solicitude pela vida – Meus anseios. Logo após o harmonioso momento artístico, Divaldo Franco, Juan Danilo Rodríguez, Cristiane Beira e Simão Pedro de Lima se prepararam para conduzir esse especialíssimo momento, que se constituiu em enlevo, fortes emoções, que sensibilizou todos, a começar pela prece, O pai Nosso, proferido no idioma Guarani, pela representante paraguaia Ângela Spran. Foi uma homenagem aos povos selvícolas guaranis do Paraguai e do Brasil.
Divaldo, em gratidão, chamou ao palco todos os integrantes da Diretoria do Centro Espírita Caminho da Redenção, homenageando-os, reconhecendo os serviços que prestam, bem como os esforços que realizam para bem conduzir a instituição. São eles: Demétrio Lisboa, Telma Sarraf, João Neves, Divaldo Franco, Mário Sergio de Almeida, Nilo Calazans – ausente por estar em recuperação da saúde -, e Rose Mussi. A Mansão do Caminho é um dos nove departamentos do Centro Espírita. Divaldo Franco agradeceu publicamente pelos ingentes esforços em construir um mundo melhor. Em reconhecimento e, também, homenageando a diretoria, o público dedicou-lhes uma intensa salva de palmas, pondo-se de pé.
O momento interativo, que começou a ser preparado no primeiro dia do encontro, quando todos tiveram a oportunidade de escrever, em um pequeno cartão, as suas respostas para a seguinte indagação: Quais os impedimentos para alcançar a vida plena que anseia? Na entrada deste evento, cada participante recebeu um pequeno envelope onde estava contida, por assim dizer, a resposta da Benfeitora Joanna de Ângelis, pinçada de suas obras, atendendo as indagações de cada um. Representando as demais, foram sorteadas quatro perguntas. Seus formuladores se apresentaram no palco, levando consigo as respostas envelopadas, que foram interpretadas por Juan Danilo, Simão Pedro, Cristiane Beira e Divaldo Franco.
Divaldo Franco e os convidados acima nominados destacaram que cada ser humano é a soma de suas construções mentais, cabendo a cada um identificar se estão edificadas na rocha ou na areia; os processos de ira e de raiva devem ser tratados com serenidade; todo o anelo deve começar hoje, sem diminuir-se, todos possuem capacitação para avançar, centrado no mundo material para alcançar o espiritual; é necessário destruir as velhas construções mentais para poder erigir as novas, sem se deixar influenciar pelas dúvidas; crer em seu melhor, acreditando ser capaz para superar quaisquer obstáculos; a paz é construída na intimidade de cada indivíduo, é uma atitude ante os problemas e os conflitos; sentir-se em paz é estar quites com a consciência e com a vida; o autoconhecimento é fundamental para avançar na direção da eliminação dos impedimentos que obstaculizam uma vida plena; a paz não significa a ausência de conflitos, mas vivenciá-los com serenidade; é necessário o aprofundamento do conhecimento do mundo íntimo para poder identificar qual é, verdadeiramente, o principal fator que precisa ser identificado, especificamente; com o coração plenificado se possui paz para poder superar algumas sombras, trabalhando a sensibilidade;
Iluminar-se com a verdadeira fé, a que é raciocinada, a que dá confiança e certeza, dando atenção para a intuição, agindo com coragem; construir a fé a ponto de repetir as inúmeras manifestações de fé que se encontram no Evangelho de Jesus; é importante identificar qual o melhor caminho, mas, mais importante é decidir como irá percorrer esse caminho; tranquilidade, paz e confiança são importantes para desenvolver a confiança interna no trabalho que realiza, embora se encontre no meio da balbúrdia, isto é a paz interior, sem ela há desespero; as dificuldades são mecanismos para desenvolver a segurança; o perdão mais profundo é para consigo mesmo, ele é o mais importante; compreender qual é a relação, a importância, que o outro tem na sua existência, o que ele significa; não é possível obrigar alguém a gostar de nós; cada um precisa da sua própria aprovação, a aprovação do outro não é importante; o amor não tem correspondência, simplesmente ame, se somos amados é de menor importância; para construir um projeto de vida, trace primeiro as suas linhas gerais, na segunda fase, a da execução, especifique até chegar na essência, detalhando como fazer; perdoar é saber tolerar as ofensas até tornar-se não ofendível;
Quando fizer algo, faça-o bem, determinando por onde começar; fazer o bem é um exercício, simplesmente comece a fazer; aprende-se a fazer o bem no processo de fazer o bem conforme vai acontecendo; entre em ação já; transformar-se pela renovação dos próprios conceitos; caminhar com os valores da alma; a mudança somente acontece quando se renova a consciência; a Lei Natural é a Lei de Deus; a felicidade é cumprir a Lei Divina; conhecer para poder tornar-se mais capaz para oferecer as melhores orientações; quem resolve mudar já iniciou o processo de mudança, necessita somente de perseverar na mudança; o anseio por uma vida plena se concretizará.
Assim, com essas observações que orientam, cada participante pode se identificar com uma ou outra, ou com muitas delas, planejando eliminar os impedimentos para alcançar uma vida plena, colocando o planejamento em execução. Cumprido o programa, a atividade foi encerrada, e pensativos, os participantes, reflexivos, começaram a se recolher, preparando-se para um novo dia que será vivido com a amorosidade divina a envolver cada criatura.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


domingo, 22 de setembro de 2019

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

20 de setembro de 2019
Na radiosa sexta-feira, com clima ameno e corações ávidos de esperança, o Encontro Fraterno com Divaldo Franco, na sua 22ª edição, promove encontros e reencontros, estreitando laços fraternais. Sob a liderança segura de Telma Sarraf e sua equipe de eventos, e após harmonioso e melodioso momento artístico dedicado a homenagear o anfitrião, Divaldo Franco discorreu sobre o tema: Pessoa vazia. Tendo sido tocado, o Semeador de Estrelas disse que se sentia profundamente emocionado, agradecendo as palavras de carinho com que Priscila Beira o homenageou, seu sentimento é de gratidão, de ternura e de amor por todos os presentes.
Utilizando-se de uma mensagem, onde uma menina de 14 anos de idade, ao confessar-se com um padre, segredou-lhe o desejo de sair da vida através do suicídio, pois sua vida estava vazia, fazendo com que o sacerdote, ao narrar o fato, e tomando de compaixão ao ouvir a confissão auricular, banhou-se em lágrimas, Divaldo Franco destacou a situação em que as famílias se encontram na atualidade.
Ao discorrer sobre as várias escolas do pensamento humano, antigas e modernas, de todos os matizes, e que levou o homem a fazer experiências, sempre buscando a plenitude, o lúcido orador destacou que o homem sempre buscou conhecer e se conhecer. Orientações materialistas e espiritualistas foram postas em prática na tentativa de estabelecer um significado para a vida. Os padrões do mundo são sensoriais, atendem as relações com o mundo físico, já os padrões de Jesus são os emocionais e visam os aspectos espirituais do homem.
A ansiedade, o medo, o transtorno do pânico, conduzem a criatura humana a desenvolver as primeiras nuvens de uma tormenta chamada depressão. A Doutrina Espírita aponta com muita lucidez que o maior e incomparável psicoterapeuta é Jesus. Ele não teve medo, nem ansiedade, não experimentou nenhuma perturbação, pelo contrário, disse ser a luz do mundo, amou total e plenamente a todos, mesmo aos que se posicionaram contra Ele.
O Espiritismo veio para extirpar o materialismo, destacando o Espírito imortal, capaz de transformar o seu primitivismo em plenitude, tornando-se livre das peias materiais. À luz do Espírito, somente há uma superioridade, a moral. O vazio existencial é um estado enregelado, aí não há calor humano, o ego dita as condutas. Nesta condição, somente ao tornar-se útil ao seu próximo é que o indivíduo irá preencher-se, dando um significado relevante para a vida. O ego tem medo de ser amado, e o vazio somente é preenchido por doações de amor, preenchendo-se de Deus.
Divaldo Franco, instrumento de Deus entre nós, tal como exímio músico, toca as almas com suavidade, tirando notas de sinfonia amorosa, pois que sua partitura é o Evangelho de Jesus, fazendo de sua vida um hino ao amor, cujo verso preferido é: Não desisto nunca de amar.
Sobre os suicidas, disse que alguns há que são psicopatas do autoaniquilamento. O suicídio é o grito dos desesperados por vida. Há no planeta um medo coletivo, instaurado pelo terrorismo a partir do 11 de setembro de 2001, no ataque às Torres Gêmeas, em Nova York/EUA. O assassino, asseverou Divaldo Franco, mata na vã tentativa de matar o medo.
Levando o público para uma reflexão, o Professor Divaldo propôs algumas perguntas que necessitam de respostas sinceras. - Quem é você? – Por que você está aqui? – Pergunte-se: quem sou eu? – O que estou fazendo aqui? A humanidade somente será feliz quando for possível amar o próximo na mesma intensidade e qualidade do amor de uma mãe pelo seu filho.
Aconselhou a jamais desistir de si mesmo, pois sem você não há vida, estimulando a fazer depósitos de oração e boas ações no banco da providência divina, sacando quando necessário. Invista em si mesmo, reservando alguns minutos do seu dia para preencher o vazio existencial, considerando a transcendentalidade. O Espiritismo, pelas mãos do codificador Allan Kardec, é a filosofia da imortalidade da alma, contendo a mensagem de Jesus que preenche a alma por inteiro, sem deixar vazios.
Juan Danilo Rodríguez, dando seguimento ao tema Vidas vazias, discorreu sobre as ferramentas para preencher o vazio. Sua abordagem foi uma dinâmica interativa com viés muito prático, com fatos concretos e pessoas reais. Em um contexto transformador, é necessário conhecer como é possível agir tal qual Jesus agiu, visando descobrir o processo que o Mestre Nazareno utilizou para alcançar a posição em que Ele está. O Espiritismo é uma filosofia dinâmica e prática.
A primeira proposta prática foi para que cada um fizesse um desenho de si mesmo, representando-se através desse desenho. Salientou, então, que, comumente, se tem uma visão distorcida de si mesmo. Essa dificuldade para desenhar-se é a mesma para se conhecer, estabelecer seus conceitos, há, também, a incidência dos conflitos, comparando-se com os demais. Destacou que o ser humano quando deixa de comparar-se começa a crescer, desenvolvendo o amor nesse processo de descobrir a vida, superando os conflitos.
Jesus representa o homem integral, sendo assim, Ele empregou, por certo, alguns recursos. Juan Danilo alinhou os seguintes valores: FraternidadeRespeitoTolerância; e Liberação. Para conquistar a condição de ser integral é necessário conhecer e vivenciar esses valores. Na proposta do exercício, cada um deveria centrar o pensamento no valor fraternidade, sentir e identificar onde esse valor se expressou, assinalando no desenho, qual o local em que sentiu o valor fraternidade. Assim foi procedido com os demais valores, sendo que cada um pode ter o seu desenho acrescido pela presença desses valores que se exteriorizaram através de alguma parte do corpo.
Os problemas precisam ser resolvidos de uma forma em que o indivíduo possa superá-los, harmonizando-se, crescendo espiritualmente. Jesus jamais fugiu de um problema. Resolver problemas significa fazer uma reforma dentro de si mesmo para que não se repitam. O ser humano sofre por causas conhecidas, não pelas desconhecidas. Se imagina que as causas são desconhecidas, é porque ainda não as identificou, por medo ou por não utilizar os recursos hábeis para identificá-las, tais como as ferramentas que se encontram no Evangelho de Jesus e que estão contidas no Espiritismo, usando o amor e não a raiva para solucionar as situações que se apresentam. Será necessário identificar qual o recurso a ser utilizado para resolver esta ou aquela situação.
Com vários exercícios, utilizando os recursos acima enumerados, Juan Danilo foi conduzindo o público em reflexões judiciosas. Jesus, através da utilização da fraternidade, do respeito, da tolerância e da liberação, conseguiu tocar as criaturas que se deixaram por Ele tocar, ressignificando suas vidas, preenchendo os vazios da vida.
Simão Pedro de Lima abordou o tema o Evangelho como elemento terapêutico, salientando que o Evangelho deve ser interpretado pelo coração, não pela letra fria, pois que o espírito vivifica. Jesus ensinava com propósitos claros. Ele é o modelo e o guia para a Humanidade, isso significa dizer que Ele deve ser copiado e seguido. Para alcançar a felicidade é preciso amar como Jesus ama. Ele é o filho de Deus vivo. Os ensinamentos morais do Cristo são incontroversos, são palavras de vida eterna.
O Reino de Deus não é imposto, mas aceito pelos homens que já alcançaram alguma lucidez a partir do momento em que Jesus nasceu nesses corações, passando a habitá-lo. Essa interiorização não se dá através de aparências exteriores, despertando a consciência que lhe está ínsita. É um processo de relação íntima, uma construção de dentro para fora. A mensagem do Cristo é para que o homem tenha vida em abundância, a vida plena pautada nos seus ensinamentos e exemplos.
Jesus descortinou a existência de um mundo novo, o da vida abundante, onde o ter e o possuir significam somente o existir, ressaltando que a vida real, absoluta, é o ser, o Espirito imortal, sobrevivente. A vida material é impermanente. A vida no mundo físico é somente um momento, importantíssimo, mas transitório. A vida é muito mais do que isto, transcende a matéria.
O verdadeiro pastor conhece as suas ovelhas, e elas ouvem a sua voz chamando-as para si. Assim é Jesus, o Pastor de todos nós, que conduz o seu rebanho, sendo Ele próprio o caminho, a verdade e a vida. O Incomparável Mestre, antes mesmo que o mundo fosse, já conhecia cada um de seus irmãos em humanidade. Pregava Ele: Eu sou a videira, e o ramo que está ligado na videira não perece. Céus e terras passarão, mas não minhas palavras. É a perenidade de seus ensinamentos, sempre existiram.
A vida é uma sequência de fatos, sempre em movimento, devolvendo tudo o que se dá a ela. Cabe ao ser consciente direcionar a vida, não permitindo que a vida o conduza a seu bel-prazer. As mensagens do Divino Amigo são de libertação, de acolhimento, de estímulos, sendo necessário que cada um abandone o estado de aparências para mostrar-se em essência, refazendo-se, evoluindo a cada situação que se apresenta. Se deseja resultados diferentes, é imperioso mudar as atitudes, buscando primeiro o Reino de Deus, realizando esforços para a concretização da mudança desejada.
Sobre as bem-aventuranças, o lúcido orador destacou que elas contêm, na forma e na ordem em que foram apresentadas, uma hierarquia, sendo que uma é requisito essencial para a vivência da seguinte, isto é, somente depois de conquistada e consolidada uma das bem-aventuranças é que se pode alcançar a imediatamente superior. Cabe a cada ser humano viver a sua própria vida, deixando de viver a dos outros. A vida que cada um possui é o bem mais belo do mundo, tendo o indivíduo o poder de fazê-la como deseja.
No período noturno foram desenvolvidas duas atividades. A primeira com Juan Danilo Rodríguez, trabalhando com os presentes os elementos limitantes. Selecionando três pessoas do público, Juan Danilo questionou-as sobre qual seria o impedimento para alcançar uma vida plena, o que pode ser oferecido, quais são as virtudes, se é uma boa ou uma má pessoa, quais são as fortalezas íntimas para manifestar o que possui de bom, encontrando, assim, o caminho para a vida, realizando mudanças, descobrindo o Cristo interno, estabelecendo limites para a tolerância e para a paciência, aceitando auxílio, reencontrando-se consigo, conhecendo-se ao realizar a viagem para dentro de si mesmo. Há muito a ser conquistado, permitir-se a ficar só, visando descobrir-se, fazer preces verdadeiras, originais, solicitando o amparo com muita honestidade. A Doutrina Espírita precisa ser estudada e vivenciada de forma prática, com dedicação ao estudo contínuo e permanente. Somente a educação pode mudar o Espírito.
A segunda atividade foi conduzida por Divaldo Franco. Após pequena digressão sobre a depressão, a excelência do amor e a busca pela vida plena, o Arauto do Evangelho e da Paz conduziu os presentes em uma visualização terapêutica dirigida, destacando que essa não é uma atividade espírita, não devendo, portanto, ser praticada nos centros espíritas. Concluída a visualização, todos se recolheram, aproveitando os benefícios desta viagem interior, projetando soluções.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

19 de setembro de 2019
Em Busca da Vida Plena é o tema do grandioso evento que está movimentando boa parte do Hotel Iberostar Praia do Forte desde a manhã do dia 19, com culminância no dia 22 de setembro. As caravanas de diversos Estados do Brasil e do Exterior começaram a chegar pela manhã, se estendendo ao longo do dia, oportunidades em que o anfitrião amabilíssimo, embora tolhido por dores acerbas, recepcionou terna e amorosamente centenas de participantes desejosos de encontrar os caminhos que possam levar os indivíduos a construção de uma vida plena.
O evento, organizado, planejado e executado primorosamente pela equipe de eventos da Mansão do Caminho sob a liderança segura e eficiente de Telma Sarraf, teve a sua abertura com riquíssimo e empolgante momento artístico, conduzindo o público para a sintonia harmônica e enlevo espiritual.
Divaldo Franco, com os convidados Juan Danilo Rodríguez, Cristiane Lenzi Beira e Simão Pedro de Lima, inovando a condução e a dinâmica, apresentou uma proposta interativa para o público: A vida plena que eu anseio. Fazendo um preâmbulo, Divaldo Franco asseverou que renovar-se e renascer, é entronizar Jesus na alma, visando modificar a estrutura do mundo através da transformação individual. Oportunizando a interação com o público, foi solicitado respostas para três perguntas: Como você se sente agora? O que é a vida plena que você anseia? O que impede você de ter uma vida plena?
Auxiliando a compreensão das perguntas, que também foram feitas para os convidados de Divaldo, Juan Danilo destacou que o que estava sentindo naquele momento era o de alcançar a compreensão de que esta pergunta deveria ser feita todos os dias para determinar as qualidades das emoções físicas e emocionais. Simão Pedro de Lima, respondendo à pergunta: O que anseia para ter uma vida plena? Destacou que é necessário entender a própria vida, discernir entre o viver e o existir, almejando a plenitude. Cristiane Beira, respondendo: O que te impede de ter uma vida plena? Salientou que da mesma forma que se rotula as pessoas, isso determina como ela irá se relacionar com os outros. Por outro lado, a forma como cada um se rotula, determinará como interagirá consigo mesmo.
Divaldo Franco, respondendo as mesmas indagações, disse que, na véspera do evento, se sentia preocupado, ansioso, porém, naquele momento se sentia imensamente plenificado, apesar das dores físicas que sente, exercita-se em controlá-las, controlando o corpo. Qual a vida plena que você anseia? Para Juan Danilo é a oportunidade do trabalho, de fazer algo para servir ao próximo, colaborando, sendo útil de alguma forma. Simão Pedro destacou que também para ele é ser útil, sem perder esse senso de utilidade. Já para Cristiane Beira, a vida plena é possuir menos coisas e mais sentimentos, pois são os sentimentos que plenificam o ser interior.
A vida plena para Divaldo Franco é ser médium, é entender as bênçãos do sofrimento, da dor, salientando que bem-viver é ser, e viver bem é ter, possuir. Todos os que anelam conquistar o reino dos céus, devem viajar para dentro de si, transformando lágrimas de sofrimento em gratidão. Frisou que a mediunidade é um tesouro que deve ser guardado no imo do coração. Amar a vida é o caminho da plenitude.
O que te impede de ter uma vida plena? Juan disse que é o medo do ridículo. Simão Pedro de se mostrar frágil, vaidoso, de expor as carências, receio de se mostrar como de fato é. Para Cristiane Beira os impedimentos são os conflitos, a falta de pureza de coração, as dificuldades de manter uma conexão permanente com Deus. A distonia entre a natureza humana e a divina é, para Divaldo Franco, um impeditivo para a vida plena. Neste ponto, destacou que a educação é a condutora para a plenificação da vida, pois que, idosos e crianças, sãos e doentes, carentes e abastados, se encontrarão plenificados nas situações em que se encontram por alcançarem o significado, a compreensão e a resignação, depositando confiança irrestrita em Deus, entendendo a realidade material e a espiritual. A vida plena, asseverou o Embaixador da Paz no Mundo, é viver o amor, é viver com ternura, com compaixão, promovendo vidas, se possível bem-vivendo.
Ao finalizar o encontro interativo, Divaldo Franco reuniu os participantes na área externa, e tendo as respostas individuais sido recolhidas, propôs incinerar os papéis com as respostas, simbolizando a transformação, a eliminação dos impeditivos para uma vida plena, construindo novos passos rumo à plenitude, animados de esperança, mesmo que seja difícil de viver esperançoso. Para tal, narrou rapidamente a epopeia que alguns prisioneiros de campos de concentração nazistas experimentaram, sobrevivendo com esperança, mesmo quando tudo parecia tender para o caos, o extermínio psíquico e físico. Alcançar a plenitude, sentir-se bem em qualquer situação ou condição, é ter e manter um alto significado para a vida. Com esperanças renovadas e com novas metas traçadas, e interagindo entre si, cada qual recolheu-se aos seus aposentos, consolidando nas mentes as novas proposituras para a construção de uma vida plena.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno

(Informações recebidas em email de Jorge Moehlecke)


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Mansão do Caminho/Salvador-BA - 17 setembro de 2019 Salvador, BA

Antecedendo o grande Encontro Fraterno anual com Divaldo Franco no hotel Iberostar que ocorrerá entre os dias 19 e 22 de setembro, o Centro Espírita Caminho da Redenção recebeu na noite de terça-feira, dia 17 de setembro, amigos de vários estados do Brasil e de outros países, que se reuniram no cenáculo desta instituição, para escutar a belíssima palestra proferida pelo ilustre médium e orador espírita Divaldo Franco.

Com muito humor e eloquência, Divaldo relembrou e apresentou a obra "Crestomatia da Imortalidade", obra psicografada por ele em 1969, com participação de diversos espíritos tais como, Joanna de Ângelis, Scheilla, Leon Denis, Vianna de Carvalho, Euripedes Barsanulfo, Amelia Rodrigues, e outros.

Com uma narrativa emocionante, Divaldo também nos trouxe dados da vida de Leon Denis e sua participação na divulgação da Doutrina Espírita.

Nesta obra belíssima mencionada acima, o tribuno baiano também leu a mensagem final ditada pelo espírito Joanna de Angelis que se intitula "Esperança", trazendo Jesus como caminho para a Paz Real da criatura humana, concluindo de forma brilhante, como de costume, consagrando-nos  uma noite de muita paz.

   Texto: Marcelo Marshall-netto
    Fotos: Jorge Moehlecke
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)