terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Divaldo Franco no 12º Aniversário do CEJA-Barra Rio de Janeiro, RJ

Fotos: Luismar Ornelas de Lima
Reportagem Luismar Ornelas de Lima e Maria Claudia Rodrigues

O Centro Espírita Joanna de Ângelis - CEJA-Barra (Avenida Gilberto Amado, 311, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro) dentro das comemorações de seu 12º aniversário, recebeu, na tarde deste domingo, dia 3 de fevereiro de 2019, seu presidente de honra e co-fundador, Divaldo Pereira Franco, que proferiu conferência sobre o tema "Vida: Desafios e Soluções", para um público em torno de 1000 pessoas, distribuídas pelo auditório e as diversas salas da instituição. 
Mais um dia memorável, com extensa fila formada desde a manhã do dia, aguardando o grande momento. 
O evento começou com o mestre de cerimônias, Nelson Tavares, agradecendo a presença de diversos representantes do movimento espírita, passando para a musicista Elenise Bandeira, que brindou os convidados com algumas belas músicas. 
Em seguida, Iraci Campos Noronha, presidente do CEJA-Barra, agradeceu a presença de todos, falando um pouco da Obra Social Mãos Unidas, passando a palavra ao orador baiano. 
Divaldo Franco, após fazer uma digressão sobre as pesquisas científicas que têm sido feitas, ao logo do tempo, visando esclarecer o milagre da vida, assunto por demais complexo, objeto da preocupação de muitos. 
A grande problemática da vida é a própria vida, disse Divaldo. 
Por meio de estudos do corpo humano, o cérebro adquire dignidade e compreende-se que o amor não vem do coração. O indivíduo é o cérebro de que se utiliza para viver. 
O orador ressalta: “a mim, me fascina. Como é que pode, essas ondas, que são um pouco de massa e um pouco de energia, transformarem-se em emoções”?  
O envelhecimento mental e a importância de oferecer  estímulos, dar novos hábitos ao cérebro.
O grande desafio são os nossos conflitos existenciais, que surgem das nossas aspirações.  
Divaldo discorreu, ainda, sobre as irmãs Fox, suas experiências, nos Estados Unidos, com os ruídos estranhos em sua casa. 
Depois, lembrando a França, falou sobre Allan Kardec, desde as mesas girantes às comunicações com diversos espíritos.  
Após um pequeno intervalo, que aproveitou para autografar, o Semeador de Estrelas, ensinou: bem aventurado quem chega à velhice. Se temos uma conscientização de nós mesmos, se aprendemos a conviver, isso é muito positivo. A dor é o prêmio que Deus oferece aos seus eleitos. 
Mas a vida espiritual é imortal! Vale a pena investir nela. A transição para o mundo de regeneração já começou. As calamidades sempre existiram. A ambição da posse nos impede de fazermos o que estava programado. Então nos tornamos criminosos ou co-criminosos com os fenômenos naturais. Mas com o tempo,  vamos nos observando, mudando de atitude e enfim melhorando”. 
O grande desafio da vida é o dia a dia.  
Divaldo contou algumas situações particulares, dizendo  que escolheu viver uma vida otimista, voltada ao seu dia a dia.  
Todos nós temos um vazio existencial; são lembranças transatas. Não carreguemos mágoas. A Humanidade evoluirá através da educação!  
Com a prece de final feita pelo orador, Divaldo encerrou o encontro. 
Parabéns aos dirigentes, trabalhadores, frequentadores, por mais um aniversário, desejando que o CEJA-Barra, continue a ser este farol de luz, a serviço da espiritualidade maior, espalhando amor e caridade junto a todos aqueles que o procuram e aos que são assistidos pela instituição, através da Obra Social Mãos Unidas.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Registro 4º. Congresso Espírita de Uberlândia

Fotos: Edgar Patrocínio; Texto: Djair Ribeiro
Entre os dias 25 e 27 de janeiro de 2019, o Center Convention Uberlândia, MG, acolheu em suas amplas e confortáveis instalações as cerca de 3500 participantes do 4º Congresso Espírita de Uberlândia com o tema principal: JESUS, CAMINHO PARA A SUA PAZ E A PAZ NO MUNDO. Esse evento contou com a Produção da Web Rádio Fraternidade, ocasião em que comemorou seu 10º Aniversário.
No dia 28 de janeiro – data do encerramento do Congresso – Divaldo Franco e Dr. Juan Danilo iniciaram bem cedo seus compromissos de divulgação. A Rádio Fraternidade acolheu Divaldo Franco e o Dr. Juan Danilo para uma entrevista rica em informações e serenas mensagens de esperança e renovação. Logo em seguida ambos participaram de um encontro com os jovens, ocasião em que puderam falar à juventude sobre Francisco de Assis, o Jovem e a Missão. Posteriormente ambos revezarem-se para responder a uma grande quantidade de questões formuladas pelos jovens.
Nesses três (3) dias revezaram-se à tribuna, quinze (15) renomados divulgadores da Doutrina Espírita dentre os quais destacamos a participação do Dr. Juan Danilo que brindou a todos com a encantadora palestra “A Carta Magna da Paz”. Na mesma data – encerrando o evento – Divaldo ocupou a tribuna para discorrer sobre o tema do Congresso.
Dando início à conferência espírita, Divaldo cita dados envolvendo as diversas guerras que assolaram a Humanidade: Em 3500 anos de registros históricos, o mundo só teve 268 anos sem guerras. Somente nas guerras do século XX morreram cerca de 100.000.000 de pessoas.
Divaldo formula uma pergunta retórica: Qual a razão de tanta agressividade que vem acompanhando a humanidade desde seu início? Diante do Universo infinito como pode o ser humano viver preso à sua pequenez? Como pode a humanidade que vem descobrindo as maravilhas do Universo, ainda deixar preponderar a agressividade em seu comportamento?
Divaldo passa a abordar as conquistas da Ciência que permite ao ser humano deslumbrar-se com as luzes do conhecimento e dos segredos da vida, da matéria e do Universo, mas nos perdemos nas Sombras da ignorância e da agressividade.
Divaldo realiza em seguida a uma sucinta incursão pelas fases da evolução antropossociopsicológica da humanidade revelando que alimentar-se, abrigar-se e reproduzir-se compunham os instintos básicos que moviam as ações humanas.
Surge, então, a primeira emoção: o Medo que, por sua vez, gera a suspeita, a desconfiança, a ansiedade e a timidez. Logo em seguida surge a segunda emoção: a Ira a se desdobrar em raiva, ódio, o desejo de vingança.
Preocupado com a belicosidade humana, Allan Kardec – através da questão 742 de O Livro dos Espíritos – indaga: Que é o que impele o homem à guerra?  Ao que os Espíritos Superiores responderam: “Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem — o do mais forte”.
Para emoldurar o tema Divaldo se utiliza da narrativa de uma jovem armênia e cuja história foi retratada em o livro Perdão Radical de autoria de Brian Zahnd.
Entre os anos de 1915 a 1917 ocorreu a guerra entre turcos e armênios. Como em toda a guerra a crueldade é soberana. A Armênia invadida pelos turcos viu seu povo ser dizimado em um genocídio.
Não foi diferente para aquela família modesta. Os soldados turcos Invadiram a casa e de imediato mataram os pais de duas jovens.
A mais moça, quase uma criança, foi estuprada até a morte, a outra, um pouco mais velha, foi transformada em escrava sexual do comandante daquela tropa.
Após fugir dessa situação a jovem refugiou-se em outro país e estudou até se formar enfermeira.
Muitos anos se passaram até que deu entrada no Hospital onde ela trabalhava o antigo comandante das tropas que havia destroçado suas esperanças.
Cristã, aplicou-se a cuidar do quase moribundo até a sua recuperação total.
Desejando agradecer à jovem que tanto havia se dedicado a lhe devolver a saúde, descobriu toda a verdade.
E envergonhado de suas ações pretéritas ousou perguntar à jovem, qual a razão de tê-lo perdoado, quando o normal teria sido um comportamento oposto.
A jovem olhou profundamente nos olhos do algoz de sua felicidade e lhe respondeu:
— Teus crimes contra mim, minha família e meu povo foi por sermos cristãos. Perdoo-te porque Jesus nos ensinou: “Aquele que crê em mim, faz também as obras que faço”.
Após um breve silêncio, Divaldo formula uma questão ao público presente:
— E você, perdoaria?
Relembrando as fases da evolução da criatura humana, Divaldo considera que sucedendo às duas (2) iniciais emoções – o medo e a ira – desponta a terceira emoção: o Amor, sentimento do qual Jesus é o grande expoente por divulga-lo e principalmente vivenciá-lo.
O amor é força poderosa que transforma tudo e a todos que se deixam ser por ele tocado. Nem mesmo a beligerância, a belicosidade e a violência tem capacidade de diminuir-lhe o poder.
Perdoar não é esquecer, pois o esquecimento depende da memória física. Perdoar no conceito amplo ensinado por Jesus é não devolver o mal recebido e nem mesmo desejar a infelicidade daqueles que nos prejudicam e infelicitam.
Perdoar não significa estar de acordo com o erro. Todo crime merece repúdio. O criminoso, porém, merece compaixão.
O perdão, antes teológico, adquiriu a condição de terapia, por nos devolver a harmonia pacificando nossos corações e sentimentos.
A crise que se abate toda a Humanidade é, na realidade, crise INDIVIDUAL que se propaga envolvendo toda a Sociedade, que centraliza seus objetivos existenciais no individualismo, consumismo e na busca do prazer, por confundi-lo com a felicidade. A Sociedade carece de objetivos existenciais profundos e transcendentais, preferindo permanecer na superfície das ilusões que passam e se esgotam em si mesmas, levando o ser à perda do objetivo existencial resultando no inconformismo, na depressão, na revolta e, por conseguinte produzindo a violência.
Busquemos, com todas as forças do nosso ser, alcançar a plenitude através do BEM, nunca pela força, pelo AMOR e não pelo ódio.
Divaldo encerrou a conferência sob ovação da imensa plateia. Enquanto suas considerações repercutiam nas mentes luarizadas com suas palavras, os exemplos da jovem armênia e o Poema da Gratidão fincavam profundamente suas raízes nos corações.
No ambiente saturado de doces vibrações que permeava a todos os presentes a voz de Divaldo Franco – convidado a formular a prece de enceramento dos trabalhos - foi se alterando suavemente e todos emocionados ouviram – pelo sentido de audição e também a repercutir na acústica da alma - a voz de Dr. Bezerra de Menezes a se manifestar por intermédio da mediunidade psicofônica de Divaldo em uma mensagem que nos encoraja a atender ao convite formulado pelo Espirito de Verdade de que nos amassemos e nos instruíssemos.
Conclamando a todos que fossem e pregassem o Evangelho, rogou a Jesus que nos ajudasse a escalar a montanha do nosso aperfeiçoamento, sublimando o Ego que ainda nos prende ao passado de equívocos e que sustenta as incontáveis e seculares imperfeições que nos pejam na Consciência aguardando a nossa atitude de transformá-las.
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Jesus  (João 14:27).

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Divaldo Franco em Salvador Movimento Você e a Paz

19 de dezembro de 2018
O Movimento Você e a Paz idealizado por Divaldo Pereira Franco, Embaixador da Paz no Mundo, alcançou a sua culminância em 19 de dezembro de 2018, encerrando a sua 21ª edição, na Praça Dois de Julho, no Campo Grande, na Capital baiana. A data de 19 de dezembro é consagrada, na cidade de Salvador, para a promoção e comemoração da paz, divulgando, nesta data oficial o projeto da não-violência.
Como sói acontecer, a Equipe de Eventos do Centro Espírita Caminho da Redenção/Mansão do Caminho, liderada pela eficiente Telma Sarraf, Vice-Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção e da Mansão do Caminho, tem se superado a cada evento, sempre muito primorosos, ricos de detalhes, funcionalidade e acolhimento. Telma e equipe superam quaisquer obstáculos, em esforço hercúleo, para que na data e horários aprazados, o evento se realize com precisão. Essa é uma etapa que passa sem ser percebida, em qualquer evento, pois que, tudo funcionando harmonicamente, os espectadores pouco visualizam o esforço, as horas de trabalho dedicado, as preocupações e as horas indormidas de todos os envolvidos nesse grandioso projeto dedicado à promoção da paz. Não se pode deixar de considerar que há um ingente, exaustivo e produtivo trabalho realizado nos bastidores, construído no silêncio e no anonimato de inúmeros voluntários e funcionários sob a coordenação segura e agregadora de Telma Sarraf.
O Movimento Você e a Paz homenageia entidades, instituições e personalidade que se destacam ao promover o ser humano, seja no campo social, educacional ou de inserção no seio da sociedade. São lhes ofertando os Troféus Você e a Paz, marcando e enaltecendo o trabalho que realizam em prol de um mundo mais pacífico e justo. Este ano foram destacadas quatro personalidades físicas, três instituições e uma empresa.
Animando o público, Assis Diomar, e a seguir os jovens do Centro de Artes Integradas Ana Franco, da Mansão do Caminho, juntamente com Juan Danilo Rodríguez, formando o Coral Redenção, apresentaram-se, recolhendo muitos aplausos e manifestações de apoio. Nando Cordel, cantor e compositor, levantou o público ao se apresentar, embalando-o em suas belas canções. A Banda de Música do 2º Distrito Naval da Marinha do Brasil se apresentou magnificamente, estimulando o público, sendo amplamente aplaudida.
O evento foi filmado e televisionado pela TV Mansão do Caminho. A mestre de cerimônia foi a apresentadora Camila Marinho, da Rede Bahia de Televisão. Durante o dia, e antes do evento, Divaldo Franco concedeu várias entrevistas para diversos veículos de comunicação. A presença de diversas autoridades do Estado e da Prefeitura de Salvador, bem como de outras personalidades dos meios social, cultural, político e religioso, atesta o quanto é importante a realização de esforços em favor da paz. No público havia vários representantes vindos do Exterior e do Brasil, bem como diversas caravanas, de pelo menos seis Estados brasileiros. A Praça Dois de Julho ficou pequena para acolher um incalculável número de pessoas que somavam-se com os moradores do entorno, assistindo o brilhante evento de suas janelas e sacadas.
Os oradores destacados para se pronunciarem ressaltaram as condições necessárias para se construir uma paz duradoura, isto é, no interior de cada ser humano, que utilizando-se da razão e do sentimento, alcançarão o estado de paz e de harmonia, ainda ausentes nos pensamentos e ações de muitos. Deus deve habitar o coração de todos, tornando o cidadão em um homem de bem. O amor deve ser a tônica nas relações humanas, perdoando os que fazem o mal, estimulando-os ao automelhoramento. Asseveraram que a paz e a justiça devem andar juntas, em complementaridade, somando-se também. Jesus é referência, estimulando os indivíduos, pelo exemplo, a se tornarem promotores da paz, do amor, respeitando a diversidade de pensamentos. Diante do amor, da solidariedade, da caridade, todas as religiões caem, pois que acima delas está o amor, a paz, a plenitude, a harmonia de Jesus.
Divaldo Franco, idealizador de grandioso programa de paz, disse que o amor é uma força ciclópica, onde o pessimismo e a angústia cedem lugar para a esperança e a alegria de viver. Deposita inteira confiança no ser humano, pois que é portadora de excepcionais condições e diversidades voltadas para a prática do bem, como propõe Jesus. A humanidade, e em particular os brasileiros, vive momentos singulares onde a violência sufoca a liberdade e a fraternidade, personalidades dão maus exemplos pelos seus envolvimentos em escândalos escabrosos. A violência é fruto do distanciamento da criatura de seu Criador.
Para enfatizar a necessidade de paz e de justiça, o Arauto do Evangelho discorreu sobre um conto do poeta e escritor libanês Gibran Khalil Gibran (1883-1931), narrando o seu encontro com o Emir, o mandatário maior do Líbano, em um julgamento. Khalil desejava saber como estava a justiça em seu amado pais, após estar afastado por muitos anos. Queria saber do senso de justiça, conhecer as dores e as verdades dos acusados.
O Emir, um tanto entediado, ordenou ao acusador que fizesse entrar o primeiro caso. Adentrou no grande salão de julgamento um homem acusado de matar um soldado do Emir, este, então, perguntou o motivo de tal crime. - Foi legítima defesa, disse o acusado. Foi esbofeteado, de imediato, na face e não pode continuar. O acusador afiançou que aquele homem, amarrado, era acusado de decepar com uma adaga a cabeça de um cobrador de impostos. Foi anunciado pelo acusador como sendo um homem sem respeito pelas autoridades e pelo próprio Emir, já que desafiava seus representantes. O Emir, encolerizado, ordenou que o homem tenha a sua cabeça decepada. Quem pela espada fere, por ela será ferido.
Uma mulher foi a próxima. É acusada de adultério, relatou o promotor. É uma mulher que foi tirada da miséria pelo marido, um homem nobre e rico, que a flagrou em adultério no jardim da própria casa. Descabelada, nada pode dizer em sua defesa. Rapidamente, sem mais, o Emir a condenou a lapidação e a desfilar nua pelas ruas da cidade, sendo de imediato arrastada para fora do salão e dali para as ruas, cumprindo a sentença.
O terceiro caso foi anunciado como sendo o de um velho homem que receberá trabalho num monastério cristão, e que para lá retornara, na calada da noite, para roubar um pote de ouro. Foi surpreendido pelos monges que o entregaram as autoridades. Assim que tentou pronunciar algo em sua defesa foi esbofeteado, tendo o nariz quebrado e a boca cortada. A sentença, proferida pelo impiedoso Emir, foi o enforcamento por ter praticado o ato hediondo de tentar roubar.
Khalil era poeta, e como tal, ficou chocado com a dureza dos corações que se apresentaram de forma tão vil naquele tribunal.
Ao cair da tarde, anoitecendo, com seu coração de poeta apertado, saiu para o campo dos condenados e não tardou a ouvir barulho de galhos e choro. Ao sair da penumbra viu uma jovem que segurava a cabeça do jovem decepado junto ao corpo e então quis saber como podia chorar por um assassino. Temendo ser entregue às autoridades, Khalil a tranquilizou, afirmando não gostar da forma como o Emir tratava o seu povo. Confiante, ela então narrou que aquele jovem adentrou-se em sua casa para proteger a ela e ao seu pai. - Como? Perguntou Khalil.
Os homens do Emir exigiram os impostos. Eram 90 partes para o reino e 10 para a família que arrendara as terras reais, todas do Emir. Como não tinham, o clima fora impróprio, o chefe ordenou que o pai fosse preso e que a propriedade fosse devolvida ao Emir. Quando entrei a sala, assim que ele me viu disse: “perdoarei as dívidas e levarei a filha como escrava”. Foi nesse momento que esse jovem, que eu nunca havia visto, adentrou para nos defender daquele horror, e para não ser morto, pegou uma adaga que ficava na parede e defendeu-se daquele funcionário vil. A jovem enterrou o decapitado e saiu, deixando lá o poeta, só.
O silêncio foi quebrado por choro e palavras de amor. O poeta, buscando aquele som, encontrou um homem a abraçar o corpo disforme e nu daquela mulher acusada de adultério. O homem gritou, ao avistar Khalil, que ele poderia denunciá-lo, mas não deixaria o corpo virginal daquela mulher exposto para os abutres.
- Mas ela era adúltera, falou Khalil. - Não! Ela não era, respondeu o jovem. Nós crescemos juntos e quando completei 18 anos, e ela 16, pedi ao seu pai que me concedesse sua mão, mas ele era avaro e desejava dinheiro. Então eu lhe disse para que a guardasse para mim, que eu viajaria o mundo para enriquecer e voltaria para casar-me com ela. Mas ele a vendeu a um homem rico com um harém. Eu subornei o guarda para vê-la, a encontrei diante de uma fonte a chorar e quando ela me viu, me falou: “por que demorou tanto para voltar?”
Perguntei se o casamento já estava consumado e ela me disse que não, mas que já havia uma data para a consumação. Então nos abraçamos, e choramos, e foi neste momento que o esposo de 70 anos adentrou, juntamente com os guardas, e não adiantou eu dizer que nada havia acontecido. Eu fugi e ela ficou, foi espancada, humilhada, lapidada. Então, afirmou o enamorado enlutado, nada vai me impedir de vesti-la com as folhas da natureza e enterrá-la. Khalil começou a ajudar, colhendo ramos das árvores para cobrir aquele corpo nu. Um manto foi jogado sobre o corpo e eles a enterraram.
Khalil se afastou, e novo barulho lhe chamou a atenção. Era uma velha, magérrima e miserável que cortava com os próprios dentes as cordas que seguravam o corpo morto, suspenso, do homem enforcado. Quando viu Khalil disse-lhe: - Nada podes fazer para me impedir de enterrar o meu esposo. - Mas ele roubou o ouro da igreja! - Não! Ele trabalhava para aqueles monges gordos e bêbados e recebia uma miséria, basta ver o nosso aspecto. Eram mesmo tristes figuras de farrapos humanos, dava para ver os ossos de seus corpos miseráveis.
- Nosso filho ficou doente de fome, continuou, então meu marido pediu aos monges o dinheiro para o remédio e eles negaram, riram e mandaram-no trabalhar mais. Nosso filho está morrendo, e ontem, quando o dia estava para amanhecer ele acordou com os olhos arregalados, e com um brilho estranho de desespero, me disse: “hoje trarei comida” e saiu em direção ao monastério, não era o pote de ouro que ele queria, mas sim um pouco do trigo que é guardado lá dentro. Khalil ajudou a mulher a enterrar seu marido e a viu sumir na escuridão após beijar a terra sobre o cadáver como se osculasse a testa do companheiro.
Naquele momento o poeta libanês chorou e orou a Deus, declarando sua dor em forma de poesia, escrevendo a respeito da justiça. Para haver paz é preciso equilíbrio, dignidade, que sonegados, geram violência de todo tipo. O Emir, após Khalil ter escrito sobre o senso de justiça no Líbano, tornou-o apátrida, seus livros foram queimados em praça pública.
Passaram-se os anos, e Gibran Khalil Gibran morreu. Seu país devolveu-lhe a condição de libanês, honrando-o, e seu funeral, no Líbano, teve mais de 600 mil libaneses acompanhando o cortejo. É pensando nesse drama de Khalil, que é o mesmo do Brasil, onde as incertezas campeiam em todos os poderes e a ausência de dignidade, de exemplo de justiça, de honradez, onde há a usurpação de alguns ante a dignidade de muitos, a paz desaparece e se torna revolta. A revolta, ante a injustiça, envilece o homem, tornando-o predador de seu semelhante.
Destacando uma frase de Madame Roland, Divaldo chamou a atenção para as condições em que se trata a liberdade. Oh, Liberdade, Oh, Liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome! Cada ser humano deve ter a consciência da dignidade, do respeito, do amor ao próximo, frisando que tudo isso independe de religião ou de qualquer outra crença ou filosofia. O Movimento Você e a Paz é um projeto que visa promover e divulgar a paz. A liberdade é o maior anseio da alma humana e que deve ser conquistada e mantida com amor, paciência, tolerância, sem o uso de revide.
Mahatma Gandhi afirmava que a paz não possui um caminho, a paz é o caminho. Asseverou o nobre orador pacifista que é necessário ter coragem para amar, para ser solidário e caridoso. A paz e o amor se entrecruzam. A paz é o único meio de ser feliz, para desfrutar a harmonia e ser fraternal. Com a declamação do Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, o evento encaminhou-se para final, quando todos, irmanados cantaram a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel, que do palco, animou os milhares de pazeadores ali presentes e milhares de outros através da internet. Os sentimentos estavam aflorados, os abraços, desejando paz duradoura, se multiplicaram em uma verdadeira onda de solidariedade e de fraternidade. Lembre-se: Você é a Paz!
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Divaldo Franco em Salvador Centro Espírita Caminho da Redenção

18 de dezembro de 2018
A atividade doutrinária de 18 de dezembro, no Centro Espírita Caminho da Redenção, foi apresentada em um formato especial, inusitado na instituição, foi uma inovação, uma experiência. Segundo Divaldo Franco, o evento foi denominado de “sarau natalino festivo”, guardando os objetivos de diminuir as aflições, as dores e tormentos, ao tempo em que apresenta orientações, contribuindo para o autoconhecimento, para o aprimoramento interior. O Semeador de Estrelas, assim definido por Suely Caldas Schubert, dividiu o palco com Juan Danilo Rodríguez, interpretando várias canções natalinas ao longo da narrativa.
O tema foi a Lenda do Quarto Rei Mago, magnificamente narrada pelo orador de escol com várias inserções musicais cantadas por Juan Danilo, voz melodiosa a embalar os corações, enternecendo-os.
Em data muito recuada no tempo, o jovem filho do Rei da Pérsia, herdeiro da coroa, residindo na cidade de Magi, era amante da astrologia, apreciando a beleza dos céus. Dizia o jovem ao seu pai que as estrelas falavam com os habitantes da Terra, bastando para tal, fazer silêncio. Elas se comunicam em uma linguagem atípica, apontam o destino e possuem uma linguagem recheada de beleza, afirmava o jovem príncipe.
Naquela época Artaban, o príncipe herdeiro, percebeu que a conjunção dos astros anunciava o alvorecer de uma nova era, confirmando com outros magos a preciosa informação estelar. Sonhador, disse ao pai que iria atender aquela formação das estrelas, pois que apontavam, tal um cometa, o local onde nasceria o enviado. O Rei, embora duvidoso, mas crente da chegada do ungido, aguardado a tempo no coração, diz ao filho, que se o encontrasse, dissesse que o Rei da Pérsia também o ama. Assim, acompanhado do escravo Orontes, o príncipe partiu em busca do destino.
Artaban trocou a sua fortuna por três pedras preciosas, diamante, rubi e pérola. Seriam os presentes oferecidos ao enviado dos céus, o seu Rei Solar. Seus três amigos, da Babilônia, do Egito e da Síria não foram alcançados pelo jovem persa, no local de encontro previamente combinado, na Judeia. Ali já não havia mais habitantes, as casas guardavam aspectos lúgubres, fantasmagóricos, havia cadáveres insepultos pelas ruas, aqui e ali se escutavam o choro de crianças ensanguentadas.
Adentrando-se em uma daquelas casas que abrigavam tristeza e dor, uma mãe em desespero roga-lhe socorro. Herodes havia mandado matar todos os filhos varões, com menos de dois anos de idade. O príncipe persa, solidário, ali permaneceu cuidando daquelas infelizes mulheres. Recebeu noticiais de que o esperado messias havia partido para o Egito. Antes de empreender viagem, deixou para a cidade arrasada e enlutada, uma de suas preciosas gemas, o diamante, para socorrê-los, partindo, célere, em busca do seu Rei.
Orontes, o escravo, se negou a seguir para o Egito, contudo, acompanhou-o, desta forma Artaban iniciou a marcha peregrinando pelas cidades egípcias famosas, encontrando-se com o Faraó, sempre perguntando por aquele Rei apontado pelas estrelas. Artaban havia de encontrá-lo. Depois de cinco anos de infrutíferas buscas, retorna às terras hebraicas. No retorno foi assaltado por salteadores insanos e perversos, roubaram-lhe as suas duas gemas, a esmeralda e a pérola. Os salteadores foram impiedosos, não lhe atenderam o pedido para continuar com a posse das pedras, mesmo informando que se tratava de oferendas ao Rei que estava chegando.
Identificou que aquela comunidade de salteadores era formada por leprosos. Sua líder se chamava Ruth, que para liberá-lo, poupando-lhe a vida, lhe propôs que utilizasse o seu conhecimento em curar, restituindo a vida a uma criança. Artaban manda seu escravo Orontes buscar as ervas e outras poções. Uma aflição tomou conta do coração do príncipe herdeiro da Pérsia, passou a instruir os leprosos, naquele deserto, no cultivo daquele solo, plantando um pomar. Fez-se amado. Continuava consultando os astros que apontavam, ora para Emaus, ora para Cafarnaum. Antes de encetar viagem, deixou com a comunidade de leprosos o precioso rubi, estimulando-os a levantarem-se orarem.
Muitos anos se passaram. Orontes não queria seguir viagem, mas desejava levar seu amo de volta à Pérsia, a fim de obter a sua liberdade. O mago persa lhe dá a liberdade, e, Orontes, tomado de surpresa, indagou como poderia utilizar a liberdade, estava velho, alquebrado e não poderia mais trabalhar. Para onde ir? Estava tão longe de seu solo persa. Viajaram à Jerusalém. Adentrando-na, soube que Herodes havia morrido há vinte anos. Perguntou-se: que idade teria o seu Rei? Sua peregrinação em busca do enviado divino já havia consumido vinte e oito anos.
Ouviu falar de um homem que curava, e que as multidões o acompanhavam. Soube que o Rei Solar estava em Cafarnaum. Lá chegando, não o encontrou, já havia partido. Continuava seguindo as indicações. Olhava a pérola, era para cingir a coroa real, joia formosa. Passaram-se mais dois anos de desencontros. Jerusalém abrira as suas portas para uma revolução. Ouviu dizer que um Rei tentava derrubar o representante do César. Soube que o seu Rei havia sido condenado à morte pelo crime de amar.
No dia seguinte acompanhou a multidão. Ali estava o seu Rei, ferido, agredido, vilipendiado, coroado de espinhos. Correu para o calvário, o monte da Caveira. O tempo tornou-se fúria e o tormento desceu aos corações amorosos. Pensou, a morte é a companheira do berço. Imaginou como teria sido aquela noite santa de natal. Agora, lá estava Ele entre as outras duas cruzes. Chegou a tempo de ouvir a voz melancólica e dorida: Pai, eles não sabem o que fazem. Perdoe-os!
Tomado de desespero, ensandecido, começou a rasgar suas vestes, ouvindo na concha acústica de seu coração, as doces palavras do Rabi dizendo-lhe que havia demorado em chegar, mas que havia razões para isto. Quando oferecestes uma gema aos sobreviventes do massacre, foi a mim que destes. Não te desespere! Quando limpastes os leprosos, foi a mim que curastes. Não chegastes tarde, a gema mais preciosa guardarei em meu coração. Agora, Artaban, vem comigo! Artaban cerrou os olhos e renasceu para a vida. Diz a lenda que ali foi encontrado mais um cadáver que Orontes velava e chorava silenciosamente.
O Quarto Rei Mago, desejando amar Jesus, transferiu o amor aos necessitados e desventurados da Terra, fazendo-nos recordar o Evangelho, destacando o Homem de Nazaré com tanta ternura. As gemas, o Espiritismo transformou-as na tríade: trabalho, solidariedade e tolerância. Fora da caridade não há salvação. É a pérola. Jesus é a caridade máxima, é o amor extremo. Sua mensagem vence os séculos, e apesar da grande noite que se abate sobre a humanidade, logo mais estaremos evocando, pela tradição, o Seu nascimento na noite de 24 para 25 de dezembro. Comemoremos o Natal, a noite feliz, a noite de paz, a noite do nascimento de Jesus.
Finalizando o riquíssimo trabalho, envolvente e sensibilizador, Divaldo Franco, assim se expressou na prece final: Oh Jesus! Evocando aquela noite inesquecível, os teus servidores infiéis, aqui estamos travestidos de ovelhas mansas para seguir o Teu rebanho. Oh Jesus! Possivelmente não Te encontraremos aqui, nem ali, porque Tu está dentro de nosso coração. É necessário que os camartelos do sofrimento arrebentem as arestas da nossa ignorância para que Tu, como diamante divino, possa brilhar em nossas almas para sempre. Nasce Jesus, renasça em nossa vida, hoje, amanhã, depois, porque, se contigo as dificuldades e desafios nos molestam, infelicitam, imagina Senhor, o que será de nós sem termos a Tua doce e segura companhia. É por isto que celebramos o Teu Natal. É por isso que Tu és a razão da nossa vida, cuja à vida Tua entregamos a nossa. Fica conosco Senhor e não nos abandones nunca. Em Teu nome, em nome de Deus, de Nossa Mãe Santíssima e dos Espíritos Nobres, encerramos a nossa reunião com votos de paz e alegria para todos. Muito obrigado.
Observação: A Lenda do Quarto Rei Mago está contida, em expressões mais aclaradas, na obra Divaldo Franco e o Jovem, uma compilação de Delcio Carvalho, da Editora Leal, capítulo 8 – (lenda persa, na cidade de Magi, história de Malba Tahan, ou Prof. Júlio César de Mello Souza (1895-1974).
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Divaldo Franco em Salvador Movimento Você e a Paz.Dique do Tororó

16 de dezembro de 2018
O Movimento Você e a Paz, uma promoção da Mansão do Caminho, obra social do Centro Espírita Caminho da Redenção, tem o apoio da Rede Bahia. Em sua 21ª edição, vem conquistando espaço e se afirmando como importante marco a favor da paz, da não-violência. Aos que estão acostumados a assistir esses verdadeiros espetáculos enaltecendo a necessidade da pacificação de corações e mentes, não conseguem avaliar o, também, grandioso trabalho realizado na retaguarda, nos bastidores.
Verdadeiro exército de voluntários e servidores se mobilizam e agem coordenadamente sob o planejamento e a execução comandada por Telma Sarraf, Vice-Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção e da Mansão do Caminho, movimentando inúmeros equipamentos e técnicos diversos. Essa magnífica equipe, inspirada e estimulada por Telma, não possuem visibilidade, porém, sabemos que o efeito visual e operacional que identificamos claramente, somente pode ter origem em uma causa altamente qualificada e perfeitamente integrada entre si.
Parabéns Telma Sarraf, parabéns equipe dedicada e profissional! O visual e o resultado das apresentações são altamente positivos, atestando o quanto são dedicados ao bem, promovendo momentos de paz e serenidade.
O momento artístico, que antecedeu a abertura do Movimento Você e a Paz no Dique do Tororó, no dia 16 de dezembro de 2018, com vários cantores e instrumentistas, teve seu ponto de culminância com a bela apresentação das crianças da Escola de Educação Infantil Alvorada Nova e dos alunos do Centro de Artes e Educação Integral para adolescentes de 12 a 16 anos.
Participaram do palco Iraci Campos, do Centro Espírita Joanna de Ângelis, do Rio de Janeiro; o Padre Antonio Olavo Amarante, de São Paulo; Demétrio Ataíde Lisboa, Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção – CECR - e da Mansão do Caminho; Ruth Brasil Mesquita, oradora, de Salvador; Marcel Mariano, orador, de Salvador; Milciades Lezcano, Presidente da Federação Espírita do Paraguai; Divaldo Pereira Franco, inspirador e idealizador do Movimento Você e a Paz; e Telma Sarraf, Vice-Presidente do CECR e da Mansão do Caminho, coordenadora desse extraordinário Movimento.
Conclamada ao microfone por João Araújo, Mestre-de-cerimônias, Ruth Brasil Mesquita asseverou que a paz é alcançada através da autoiluminação, abandonando o sentimento de vingança, do apego, da desonestidade, do egoísmo e do orgulho, desenvolvendo a humildade, o amor, o altruísmo, a honestidade, a caridade, a fé e a esperança, isto é tornando-se uma criatura pacífica e pacificadora, pois que esses potenciais jazem latentes em todo e qualquer ser humano.
O Padre Católico Olavo Amarante afirmou que a construção da paz no íntimo de cada indivíduo depende do autoconhecimento, da meditação, do estudo de si mesmo, da reflexão. A paz somente pode ser construída de dentro para fora, quando o homem redescobre-se ao conhecer-se, passando, assim, a sentir e viver a paz, fazendo o bem para ter sucesso nesta reencarnação, nesta vida atual. O ser humano é, ao mesmo tempo, sujeito e objeto da paz.
Marcel Mariano frisou, em bases sólidas, que a humanidade viveu nos últimos 3.500 anos de história, somente 150 anos de paz. As guerras, esses espetáculos dantescos, tiveram suas origens para atender demandas de cunho religioso e político, entre outros de menor expressão, atestando a belicosidade do ser humano, incapaz de gerenciar conflitos e interesses contrários, dando origem a violência. Há todo um esforço em construir leis e regras para evitar conflitos entre as pessoas e os entes de Estado. A religião e a filosofia abrandaram as relações conflituosas, sem contudo eliminá-las. Porém, falta ao homem colocar em prática o amor preconizado e vivido por Jesus de Nazaré, tornando-se pacífico, brando, afável, transformando-se em um ser pacifista e pacificador.
Divaldo Franco, o idealizador do Movimento Você e a Paz, Embaixador da Paz no Mundo, salientou através de uma narrativa de um fato real, que a vida, tando quanto os acontecimento, apresentam fatos inusitados, desencadeando-se de um momento para outro. As criaturas humanas, conforme os eventos que experimentam, podem mudar de atitudes, saindo de uma posição para outra impulsionadas por desejos de vingança e de ódio.
O ódio se propaga conforme os indivíduos o alimenta, contagiando os que estão mais próximos, construindo um circuito, um encadeamento de ações negativas a vitimar os desatentos infortunados. Somente o arrependimento e o perdão têm poderes para romper esse circuito, essa cadeia de ódio, fazendo cessar sua ação nefasta e virulenta. O amor, que interpenetra todas as criaturas humanas, é a solução para todo e qualquer conflito. Ante o amor, o ódio desaparece.
A violência é uma enfermidade da alma, assim classifica a Organização Mundial de Saúde. A paz que deve reinar no coração do homem ainda não encontrou acolhimento, e na sua insanidade, gera mais violência, contaminando a sociedade. Somente o trabalho, o amor de muitos em prol da paz, do perdão, da educação e das aquisições de cunho moral é que irão permitir que o homem construa a paz em seu íntimo, promovendo a paz na sociedade humana. A família é o instituto basilar para diminuir a violência, haja vista, que ela é a melhor escola de pacifismo.
Allan Kardec, o codificador do Espiritismo, destaca que o egoísmo se trata de um câncer na sociedade. Somente o amor, a solidariedade e a caridade possuem o poder de “curar” esse câncer, oportunizando a mudança interior, gerando pais, filhos, cidadãos, indivíduos melhores. Ante os “tesouros” enganadores encontráveis na Terra, iludindo-se e ambicioso, o homem sensato não pode esquecer o principal, isto é, o que realmente possui valor, a vida e o seu significado, o esforço em domar as suas más inclinações, adquirindo as virtudes de uma homem de bem, caridoso, fraternalmente amoroso, de posse do necessário.
Existe somente um antídoto à violência, é a paz no coração. Todo agressor é um doente. Jesus é o amor que dá vida e a dor é o prêmio que Deus reserva para as suas criaturas. O sofrimento é o melhor educador, somente a paciência, revestida de ternura e amorosidade, pode construir a paz. Jesus é o maior exemplo de filósofo, ensinou que a felicidade é uma conquista individual e intransferível.
Apresentando as próprias experiências, e são muitas, ao longo de mais de 73 de vida pública, divulgando o Espiritismo, Divaldo Franco, com sua verve, toca os corações, dedilha a alma em sofrimento e atormentada, colocando os óleos do amor, despertando o riso, sempre terapêutico, apresentando lições de amor, caridade, solidariedade e paz. Ensinou que não se deve atribuir importância ao que não é importante, principal. O Movimento Você e a Paz sensibiliza a alma para as conquistas superiores, construindo a paz interior, irradiando para os que estão à volta o sentido da vida, isto é, o amor que deve ser indistinto, sem dar importância para o mal que ainda permeia a alma humana.
Finalizado o grande evento, o público de pé e aplaudindo calorosamente o orador Divaldo Franco e todos os demais, foi cantado a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel, ensejando ao público a oportunidade de dar-se as mãos, de abracarem-se, confraternizando-se em plena paz, preparando-se para o próximo encontro do Movimento Você e a Paz, no dia 19 de dezembro, na Praça Dois de Julho, no Campo Grande, em Salvador/BA.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

Divaldo Pereira Franco Centro Espírita Caminho da Redenção. Salvador, BA

15 de dezembro de 2018
Grupo Ação Comunitária Lygia Banhos
Na tarde do dia 15 de dezembro de 2018 houve o encerramento das atividades do ano em curso do Grupo Ação Comunitária Lygia Banhos, evento realizado no Cenáculo do Centro Espírita Caminho da Redenção – CECR, comemorando com as crianças e seus pais o nascimento de Jesus. O Grupo está integrado ao Departamento Social do CECR. Edilton Silva coordenou as atividades da tarde, onde a música natalina e a lembrança forte do sentimento de homenagem a Jesus irmanou os presentes em suave congraçamento.
Edilton destacou que esta é uma época importante para, com mais ênfase, se prestar homenagens ao Mestre de Nazaré, onde o amor deve ser doado uns aos outros, pois as vidas são imortais, asseverando que Deus e Jesus Cristo se fazem presentes no cotidiano de cada um. A Mansão do Caminho é a escola de almas que Jesus e seus seguidores se utilizam para as doações de alimentos espirituais, saciando a sede dos Espíritos. Divaldo Franco, disse Edilton, é semelhante a um grande representante de Jesus na Terra, e na Mansão do Caminho, Jesus de Nazaré atua através das obras de benemerência.
Divaldo Franco asseverou que esse é um momento de muita alegria, recordando a mensagem de Jesus, esse homem incomparável que está no coração de todos. Narrando uma bela história escrita por Eça de Queiroz, que se passa na cidade de Siquém, já desaparecida na Cisjordânia, destacou a presença de Jesus na vida de todos os que O buscam verdadeiramente. Jesus não está longe, está no coração daqueles que suplicam a Sua ajuda, como nesta bela e comovente história, onde um menino, doente e muito pobre, anelava por um encontro com Jesus, certo de alcançar a cura, embora sua mãe, mais racional, lhe dizia que isso seria impossível de acontecer. A criança tinha a certeza de que se visse Jesus ficaria curada. Naquela noite a porta de sua casa se abriu e Jesus se apresentou ao menino dizendo: Aqui estou!
Jesus sempre está com os seus irmãos, visita a todos. Quando Ele vem, os seres O sentem em sua suave presença benfazeja. Para tal será necessário a prática da oração sincera e sentida, Lhe falando com os sentimentos elevados, com o coração, rogando coragem, resignação, pois o ser humano ainda é muito insignificante ante a figura magistral do Mestre, distribuindo amor, conhecimento e esperança. É importante o cumprimento da Lei de Amor, dando o testemunho através da transformação moral para melhor.
A vida na Terra é breve, e, de um momento para outro, Deus arrebata o seu filho para a vida espiritual. É necessário que cada qual se mantenha preparado para o retorno ao mundo dos Espíritos, cultivando a alegria, a esperança, transformando-se em alguém melhor moralmente, devotando a sua vida para bem servir ao próximo, rejeitando os convites infelizes para os vícios de qualquer ordem. É dever de todo ser humano amar, viver intensamente amando e servindo em nome de Jesus Cristo sem prejudicar a ninguém, não aceitando o apelo das ilusões, construindo uma vida cheia de alegria, convivendo com todos, em memória de Jesus.
Divaldo Franco confessou ser feliz por ter, aqueles que ali estavam, como irmãos em humanidade. Disse mais, o próximo é o seu tesouro, sabendo que Deus toma conta de todos e que Jesus é a companhia permanente na vida de cada qual. Jesus é a luz nos corações dos homens. Abraçando a todos, Divaldo disse que conta com o auxílio que virá de seus irmãos em humanidade tão logo necessite. Suplicou que orem por ele e em favor dele, encerrando o seu colóquio com aquelas crianças e seus pais, que a seguir receberam seus presentes, acompanhados de um farnel.

Confraternização de Gratidão
Como de hábito, e por devotar imenso amor e reconhecimento aos que de qualquer forma contribuem para que a sua vida seja melhor, Divaldo Franco recebeu os seus convidados, congratulando-se com o contato fraternal. Exteriorizando alegria e muito júbilo, ofertou aos visitantes um excelente lanche primorosamente preparado. Na oportunidade, reunindo as pessoas em sua volta, apresentou várias considerações a respeito da mediunidade com Jesus, destacando a necessidade constante do aprimoramento moral, procurando tornar-se exímio servidor do Cristo.

Conferência no Centro Espírita Caminho da Redenção
Em sua atividade doutrinária, o Centro Espírita Caminho da Redenção abriu as suas portas para receber um sem número de participantes para ouvirem o Arauto do Evangelho e da Paz, Divaldo Franco, buscando o conforto para a alma e o saber para iluminar-se. Divaldo dedicou a atividade em favor póstumo a Nestor João Masotti (1937-2014), ex-presidente da Federação Espírita Brasileira. A viúva, a Senhora Maria Euni, em visita a Mansão do Caminho, estava presente na conferência.
Após bela apresentação musical realizada por Juan Danilo Rodríguez, que arrancou calorosos aplausos, Divaldo Franco destacou que a morte do corpo físico chega sem anúncios e, de um momento para outro, esse fenômeno pode ocorrer com qualquer um, por isso, todos devem se preparar para voltar ao mundo dos Espíritos, abandonando o seu corpo biológico. Na sequência desenvolveu uma peroração sobre os fatos marcantes da mediunidade de grandes nomes da história humana, para destacar a importância do fenômeno mediúnico, notadamente o conhecimento enfeixado em O Livro dos Médiuns, codificado por Allan Kardec.
O Espiritismo passou a explicar tudo o que a ciência tinha dificuldades de esclarecer. Adentrando-se pelo campo das obsessões, destacou a importância dos pensamentos e do seu controle, do autoconhecimento, do perdão e da vida retamente moral, antídotos às influenciações e injunções de natureza obsessiva. Sabendo-se que os Espíritos influenciam os que se encontram encarnados, todo o cuidado deve ser tomado para evitar a ação dos Espíritos maus, buscando aproximar-se dos bons, imunizando-se, ou diminuindo as vibrações más com que alcançam as criaturas a que buscam se vincular, pois que a lei de afinidade provoca os encontros com os afins, bons ou maus.
As obsessões são muito mais numerosas, e vários transtornos de natureza psicótica são, em muitos casos, obsessões de variados matizes, produzindo oportunidades para reflexões profundas sobre a vida. A obsessão, disse o notável conferencista, é uma pandemia na atualidade. A Doutrina Espírita é ferramenta importante para evitar as obsessões, adquirindo, o profitente, virtudes, condutas morais elevadas, comportamentos mentais equilibrados, o hábito da oração, da meditação, o estímulo a conversas edificantes, evitando os comentários maliciosos.
Finalizando o enriquecedor encontro, Divaldo Franco, o Trator de Deus, nas palavras do médium do século XX, o saudoso Chico Xavier, agradeceu a Deus as oportunidades de crescimento espiritual e todos os esforços que lhe foram solicitados como estímulos ao seu aprimoramento, rogando compaixão e orações para si, suplicando bênçãos em favor de Nestor Masotti.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Divaldo Franco em Salvador Movimento Você e a Paz

Divaldo Franco em Salvador
Movimento Você e a Paz
14 de dezembro de 2018
A paz é o combustível do amor. (Divaldo Franco)

O Movimento Você e a Paz, idealizado por Divaldo Franco, está em sua 21ª edição, de sucesso crescente. No dia 14 de dezembro de 2018 o Movimento Você e a Paz foi realizado no Farol da Barra, tradicional ponto turístico de Salvador/BA. O momento artístico esteve sob ação musical de Assis Diomar e sua filha Luana, de Sorriso/MT; da Soprano Andrea Alves, do Barítono Henrique Moraes e da Pianista Débora Limeira. A Banda de Música da Academia de Polícia Militar da Bahia abriu o cerimonial executando o Hino Nacional, apresentando em seguida outras melodias, encantando o público.
No palco estavam Francisco Ferraz, da Federação Espírita Brasileira, representando as caravanas presentes; Ruth Brasil Mesquita, oradora; Marcel Mariano, orador; Demétrio Ataíde Lisboa, Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção e Mansão do Caminho; e Divaldo Franco, Embaixador da Paz e da Bondade, coordenados pelo Mestre de Cerimônia João Araújo.
Ruth Brasil Mesquita destacou a excelência do amor ao explanar sobre a dúvida de uma filha que se questionava se sua mãe a amava tanto quanto aos seus irmãos. Em um episódio, a filha se sentiu envolvida por uma onda de amor que partia de sua mãe, sustentando-a em sua dor momentânea, ficando em paz. O perdão é como uma bússola, onde o amor aponta para a paz, destacando que todos os indivíduos são potências de paz.
Marcel Mariano ressaltou os exemplos deixados por Jesus de Nazaré, bem como as Suas atitudes nas mais diversas passagens. Ele veio para semear a esperança e o amor. Asseverou que a formação do Seu colégio apostólico incluiu, entre eles, criaturas toscas e iletradas, confiando-lhes o exercício e a divulgação do perdão, da paz e do amor. Jesus se dedicou a pacificar as massas, falava-lhes de uma paz que o mundo não poderia oferecer, a paz interna.
Divaldo Franco, Embaixador da Paz no Mundo, narrou a comovente e inspiradora história real acontecida na Armênia e contida na obra “Perdão Radical”, de Brian Zahnd. O episódio aconteceu durante o genocídio do povo armênio, provocado pelos turcos otomanos, na guerra ocorrida entre 1915 e 1916, entre a Armênia e a Turquia, dizimando cerca de um milhão e quinhentos mil seres humanos. Esse genocídio ocorreu em paralelo a I Guerra Mundial. É a demonstração da poderosa força de transformação da mensagem de Jesus, quando bem compreendida e vivenciada, despertando o verdadeiro amor na criatura humana. Esse amor levou aquela jovem armênia a perdoar radical e incondicionalmente o algoz que a havia desventurado e exterminado sua família impiedosamente.
A jovem, então com 15 anos, viu a família ser cruelmente destruída pelo exército turco, seus pais foram mortos de súbito, impiedosamente, sua irmã menor, com 12 anos, foi jogada aos soldados que a violentaram até a morte, e ela foi feita escrava sexual do comandante da tropa. Após fugir das atrocidades que lhe foram impostas, diplomou-se como enfermeira, pois declarava que havia nascido para amar e salvar vidas, também tornou-se cristã. Assim, por volta do ano de 1927, deparou-se outra vez com o seu algoz implacável, tendo oportunidade de lhe salvar a vida, apesar de o ter reconhecido desde o primeiro momento no hospital em que trabalhava, em Istambul. O algoz, então comandante daquela força exterminadora, estava preste a morrer, suas carnes estavam pútridas, era um farrapo humano. O enfermo foi colocado sob os cuidados da jovem enfermeira para que o assistisse na morte. Ela, porém, dedicadamente tratou-o, por cerca de seis meses, restituindo-lhe a saúde.
Por ocasião de sua alta hospitalar, e porque eram um oficial de destaque, foi agradecer ao diretor do hospital. Esse lhe disse que o mérito era da enfermeira que o havia cuidado diuturnamente, internando-se com ele, a fim de lhe prestar um excelente serviço. Ao dirigir-se a enfermeira, o oficial notou que ela tinha um sotaque que lhe lembrava o povo armênio, onde estivera durante a guerra. Ela confirmou sua origem, declarando que o conhecia, e que ele o havia escravizado sexualmente, torturando-lhe a alma, após dizimar a sua família. O oficial, tomado de inusitada surpresa, perguntou-lhe porque não o havia deixado morrer. Ela, então, redarguiu-lhe que havia aprendido a perdoar, que Jesus é o seu Mestre, que aprendeu a amar até mesmo os inimigos, e que sua profissão é dedicada a salvar vidas, jamais extingui-las.
Sobrevivendo os tormentos a ela impostos pelo algoz, ela decidiu dar à sua vida um sentido, um objetivo, dignificando-a, apesar de, inicialmente, haver desejado matá-lo, vingando-se e vingando a sua família brutal e covardemente exterminada naquele belo domingo ensolarado, porém, sem paz. O amor e o perdão foram os seus objetivos a serem conquistados. Alcançando-os, pacificou-se. Sentia-se grata pela oportunidade de salvar a vida de seu algoz, ao tempo em que o perdoava.
O perdão, destacou o nobre orador, é a base sólida onde a humanidade deve se erguer. Jesus de Nazaré ensinou o amor, decantou-o intensamente. A verdadeira felicidade está no ato de amar. A paz é o resultado do amor. O ser humano necessita de paz, tanto quanto necessita de ar para continuar vivendo, asseverou o Arauto do Evangelho. Fazendo uma breve abordagem sobre a solidão, a depressão e o suicídio, Divaldo evidenciou, do autor Andrew Solomon, jornalista, escritor nascido em Nova Iorque, o seu livro, O Demônio do meio-dia: um atlas de depressão.
A humanidade vive um momento lamentável, uma crise moral, onde as incertezas são evidentes e a violência, urbana ou familiar, deve ser enfrentada com amor. Divaldo Franco, tomando por exemplo o estoicismo de Mahatma Gandhi, que asseverava que se um único homem alcançar a mais elevada qualidade de amor, isso seria suficiente para neutralizar o ódio de milhões, destacou, também, que Gandhi afirmava não existir um caminho para paz, porque a paz é o caminho. Somente o amor é antítese da violência. É dever de todos irradiar a paz onde se encontrar, em qualquer circunstância. Deve, igualmente, desenvolver a fé em um mundo melhor, a fé nas pessoas e nas circunstâncias da vida. Após narrar o Poema de Gratidão, de Amélia Rodrigues, todos, irmanados e de mãos dadas cantaram a canção Paz pela Paz, de nado Cordel. Assim se encerrou a bela e suave noite de paz na orla de Salvador, banhada pela luz da lua em fase crescente.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


Divaldo Franco em Salvador, BA Tribunal Regional do Trabalho/BA

Divaldo Franco em Salvador
Tribunal Regional do Trabalho/BA
14 de dezembro de 2018
Abordando o tema: Ciência e religião: Em busca do ser integral, a Escola Judicial do TRT da Bahia, sob a direção da Desembargadora Margareth Costa, promoveu o encerramento de suas atividades curriculares de 2018. A Vice-Presidente do TRT, a Desembargadora Débora Machado, representando o Presidente, juntamente com a Diretora da Escola Judicial, recepcionou Divaldo Pereira Franco.
A abertura foi protagonizada pelo Coral Ecumênico da Bahia. Outros dois artistas se apresentaram em momentos diversos do evento, Armandinho Macedo – o Armandinho do Trio Elétrico – e a cantora, musicista Margareth Menezes. Todos sensibilizaram sobremaneira o público que lotava o Auditório do Pleno.
O amor é a maior dádiva do processo antropossociológicoJesus é o natal de nossas vidas. (Divaldo Pereira Franco)
Divaldo Franco discorreu sobre a história do desenvolvimento psicossocial da criatura humana, notadamente os esforços dos filósofos gregos em descobrir ou orientar para a conquista da felicidade, ou plenitude. Apresentando as teses de vários pensadores pré-socráticos, o orador enalteceu a proposta de Sócrates ao estabelecer que o ser humano deveria conhecer-se a si mesmo e, então, sentir-se feliz, vivendo em plenitude. Esta mesma proposta foi apresentada pelo maior psicoterapeuta que a humanidade conheceu, Jesus de Nazaré, assinalando que há uma razão para o existir.
Quando os indivíduos alcançam uma certa lucidez, descobrem que não podem viver escravos do que possuem, nem, tão pouco, escravos do que não têm. Quando essa equação é resolvida, o ser humano compreende que a felicidade, a plenitude, é ser, transcendendo a enganosa sensação de tudo o que seja material, transitório e perecível. Amar a Deus, amar-se e amar ao próximo empregando, no cotidiano, os ensinamentos e exemplos do Cristo Jesus, é dever de todos os que, buscando a lucidez, constroem-se melhores a cada dia, a cada oportunidade de praticar o vero Amor.
Todos os que desejarem alcançar a plenitude devem se esforçar por abandonar as más inclinações, apegando-se às virtudes. Perdão, solidariedade, caridade, misericórdia, entre tantas outras expressões do amor, darão plenitude ao ser que almeja transformar-se em criatura digna e proba. Todo aquele que ama desencadeia em seu organismo a produção de hormônios encarregados de elevar o indivíduo ao patamar da felicidade, da plenitude, da alegria. Quem ama é pleno, quem deseja ser amado é, ainda, uma criança psicológica. O amor é a fonte Universal da vida.
A Doutrina Espírita, vindo a lume em 18 de abril de 1857 pela pena do codificador Allan Kardec, inaugurou a Era Nova, a Era do Espírito imortal. A vida é espiritual, suas expressões são fenomenais. Divaldo, como sempre, se utiliza do riso como uma terapia, elevando os níveis de felicidade nos indivíduos que o escutam com atenção. Assim, destaca que é de fundamental importância o estudo da Doutrina Espírita, conduzindo o estudioso a conhecer e reconhecer a sua própria necessidade de recuperação moral, de amar, de perdoar, de não competir com vaidades, desenvolvendo a humildade, a paz na Terra, que será alcançada ao pacificar o seu próprio coração, vivendo com alegria, tornando-se um ser íntegro e integral. O amor é a maior dádiva do processo antropossociológicoJesus é o natal de nossas vidas.
Finalizando sua magnífica conferência, Divaldo Franco declamou o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Os aplausos foram intensos, e o público de pé se demorou aplaudindo-o.
A Desembargadora Margareth Costa, encerrando a atividade da Escola Judicial, apresentou um relato das atividades, atestando o profícuo trabalho de capacitação e aperfeiçoamento dos profissionais jurídicos, com alicerce no binômio ensinar-educar, tratando com humanidade os indivíduos.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

Divaldo Franco em Salvador, BA Centro Espírita Caminho da Redenção

13 de dezembro de 2018
Em mais uma atividade, recepcionando um público expectante, Divaldo Franco, o Arauto do Evangelho e da Paz, destacando a presença de diversos representantes de vários estados do Brasil e do Exterior, abordou a atual realidade enfatizando que os dias de hoje são de ações do mal contra o bem, levando-se em conta que a criatura humana está em processo de evolução. Há pessoas frágeis, e por conseguinte, a liberdade deve ser respeitada como direito de todos, sem qualquer distinção, onde a Lei de Amor deve viger as relações humanas. Essa lei foi considerada pelo notável físico Einstein como sendo a quinta força a sustentar e dinamizar o Universo.
Com base na Lei de Amor o Cristo atuou, e atua, para encaminhar a humanidade da Terra para o seu progresso moral, em permanente evolução, encontrando-se, hoje, em pleno desenvolvimento da transição para um mundo melhor, harmônico, pacífico e moralmente equilibrado.
Como a atividade doutrinária do Centro Espírita Caminho da redenção contemplava em sua programação a modalidade de perguntas & respostas, Divaldo elucidou sobre a aparição de Espíritos que desejam dialogar, destacando que o encontro deve ser pautado pela ética e que seja estabelecido pontos de disciplina, como horários, circunstâncias e locais específicos. Frisou que a mediunidade deve ser educada para que se torne um intercâmbio com base nos ensinamentos de Jesus. Da mesma forma, o médium deve educar-se, tornando-se alguém melhor, ética e moralmente, a cada dia. Os intercâmbios mediúnicos devem ocorrer em atividades e em instituições sérias, orientadas pelo estudo continuado das obras fundamentais do Espiritismo. Notadamente, o médium, para uma adequada prática no campo da mediunidade, deve aprofundar o estudo de O Livro dos espíritos e O Livro dos Médiuns, vinculando-se em profundidade à Doutrina Espírita, exercendo o preconizado para essa área nobre e muito específica. O médium deve, também, pautar a sua vida no equilíbrio e na normalidade, com exercício rigoroso da disciplina, da ética e da moral.
Com relação aos sentimentos de um abortado delituosamente, o nobre orador asseverou que seriam idênticos a alguém que foi assassinado. Via de regra, o abortado se revolta, busca a vingança. O aborto provocado é um crime, inclusive na Lei estabelecida pelos legisladores brasileiros. O perdão, como em qualquer caso ou circunstância, deve ser iniciado com o arrependimento, prosseguindo com a reparação do mal realizado, fazendo o bem, eliminando os pontos negativos anteriores.
Observa-se que o suicídio entre os jovens é praticado pelos que trazem essa tendência de outras existências, reincidindo pela fragilidade moral, pela reminiscência daquela culpa. O suicida recebe uma nova reencarnação para superar o seu projeto de vida, completando o programa da reencarnação até o estabelecimento de sua conclusão, não lhe cabendo abreviar os seus dias de labor no campo físico.
Sobre o tipo de psicologia empregado por Jesus, Divaldo destacou que é o mesmo utilizado por Joanna de Ângelis, é uma psicologia analítica, com base nos arquétipos. Freud destacava que o inconsciente do ser humano ocupa 98% de seu espectro, afigurando que o consciente é somente uma casca de nozes na superfície do Oceano Pacífico. Jesus aplicava a psicologia da solidariedade, não se preocupando com o que o outro faz ou deixa de fazer. A Sua tarefa foi de amor e de soerguimento dos caídos. As sombras, estudadas na psicologia nada mais são do que as más inclinações destacadas por Allan Kardec. Jesus é todo compaixão e misericórdia, onde o emprego do amor luariza qualquer relacionamento. Falando da excelência do amor, Divaldo Franco encerrou sua riquíssima explanação.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

domingo, 9 de dezembro de 2018

Divaldo Franco na Espanha Ciudad Real

08 de dezembro de 2018

     Texto: Ênio Medeiros,  Fotos: Jaqueline Medeiros,    Revisão: Paulo Salerno

Na noite de sábado, 08 de dezembro de 2018, na bela Ciudad Real, o incansável trabalhador de Jesus, Divaldo Pereira Franco, encerrou a sua participação no XXV Congresso Espírita Nacional da Espanha, apresentando um Minisseminário em conjunto com Haroldo Dutra Dias, também orador brasileiro, cujo tema foi El Evangelio Según El Espiritismo y su Influencia en la Sociedad.
Divaldo Franco, abordando o tema, narrou de forma emocionante a história da jovem armênia que durante a guerra entre os turcos e os armênios, embora de curta duração, deixou um saldo de centenas de milhares de mortos. A jovem viu sua casa ser inesperadamente invadida pelos soldados turcos, que tiraram a vida de todos os seus familiares, levando-a para que fosse servir aos caprichos de um comandante psicopata. Após o término da guerra, a jovem se dedicou aos estudos, graduando-se em enfermagem.
Certo dia foi chamada, por sua dedicação e competência, a dispensar os melhores e mais dedicados cuidados à saúde de homem em gravíssimas condições de enfermidade. Ao final do exitoso tratamento, graças à sua dedicação de filha, ela revela tê-lo reconhecido desde o princípio como o algoz que arrebatou-lhe grande parte de sua vida, ao exterminar a sua família naquele recuado dia no período da guerra. Revelou-lhe, também, o seu perdão radical, pois que havia conhecido Jesus, permitindo que Ele, não apenas adentrasse em sua vida, mas que o seu amor incondicional, a sua entrega em holocausto por amor à humanidade, também mudasse a sua vida, compreendendo, ela, a importância e o significado de escolher amar e servir, significando e dando um novo sentido à sua existência.
Quem é este Jesus que nos convida ao perdão? Questionou Divaldo, tocando profundamente o coração dos presentes, fazendo com que, cada um que ali estávamos, mergulhássemos em nosso mundo interior e revisássemos nossas ações, nossas vidas.
Com toda a certeza, Jesus é o Ser mais perturbador da humanidade, ninguém há que Lhe fique indiferente. Sua força é extraordinária, não importa se o vemos desta ou daquela forma, Ele é, indubitavelmente, o modelo e o guia da humanidade.
Como cristãos, esclareceu o arauto do evangelho, nossa maior alegria é trabalharmos pela nossa mudança para melhor, e o Espiritismo, que é uma doutrina de atos, nos convida ao trabalho no solo, ainda árido, de nossos corações, pois como não podemos mudar a sociedade, busquemos mudar a nós mesmos.
Necessitamos levar esta doutrina, bem como o Evangelho de Jesus, à humanidade, nesta hora de mudanças, quando caminhamos para um mundo de regeneração. Vivemos dias de inteligência e tecnologia de ponta e de dificuldades, solidão e ansiedade.
Então, proclamou o Semeador da Boa Nova, poderemos mudar para melhor, começando por sorrirmos mais, sermos mais gentis. Estamos cansados de rudeza e sedentos de amor. Jesus espera por todos nós, o Evangelho é o mapa para sermos felizes.
Ao encerrar a conferência, após exaustivos aplausos, os conferencistas ainda responderam inúmeras indagações formuladas pelo público presente, encerrando a noite e o roteiro pela Espanha, preparando-se para retornar à Salvador, pois uma multidão já o aguarda para o tradicional Movimento Você e a Paz, na capital baiana, no período de 12 a 19 de dezembro de 2018.
Uma vez tendo colocado as mãos no arado Divino, este trabalhador infatigável do Cristo, Divaldo Franco, nunca mais olhou para trás, prosseguindo na jubilosa tarefa de semear as luzes do Evangelho. Na história do Espiritismo, quiçá do Cristianismo, jamais a humanidade foi testemunha de um monumental orador cristão deste jaez, realizando mais de 23.000 conferências e seminários, em mais de 3.200 cidades de 72 países dos cinco continentes, divulgando os conceitos espíritas, filosóficos, éticos, numa visão universalista, tornando-se o “Paulo de Tarso do Espiritismo” de nossos dias.
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)