terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Franca, SP

17-02-2018.

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio

“A primeira ideia que uma criança precisa ter é a da diferença entre o bem e o mal e a principal função do educador é cuidar para que ela não confunda o bem com a passividade e o mal com a atividade”. Maria Montsuori.
A Fundação Educandário Pestalozzi, criada (1944) a partir do ideal da professora Maria Aparecida Novelino e de seu marido o médico Dr. Tomás Novelino ofereceu as dependências de seu ginásio esportivo para acomodar as mais de 1.200 pessoas que se reuniram para ouvir Divaldo Franco apresentar o seminário “Constelação Familiar” referenciando Bert Hellinger (1925) teólogo, filósofo, pedagogo e psicanalista alemão desenvolveu a sua abordagem de Constelação Familiar a partir das experiências com dinâmica de grupos envolvendo casais, famílias, empresas e comunidades e analisando as trocas de estímulos e respostas entre indivíduos (análise transacional). Dessas observações constatou que 80% das enfermidades humanas têm por base as dificuldades das relações familiares
O eminente pesquisador – partindo da prática (observação) para a teoria – estabeleceu três (3) ordens ou Leis de Amor:
1. Pertencimento: Todos têm o direito de pertencer, isto significa que independentemente do comportamento e ações de um indivíduo – mesmo que sejam considerados como errado, abominável, reprovável ou mesmo pecaminoso - ele continuará tendo o direito de pertencer a sua família. Esse direito prossegue mesmo que ele sofra repreensão, limitação e inclusive punição legal. O direito de Pertencer não desaparece diante da diminuição de sua credibilidade, confiabilidade e até sua proximidade perante a família suscitada pelo seu comportamento e atitudes.
2. Equilíbrio entre o Dar e o Receber: Como na física, os sistemas buscam o equilíbrio entre as trocas que ocorrem. O mesmo acontece em qualquer relação (pessoal ou comercial) quando um dá demais e recebe de menos há um desequilíbrio no relacionamento. Para que o amor de certo, é imprescindível que haja um equilíbrio entre o dar e o receber; Há uma ordem natural entre o Dar e o Receber e fluem do mais “velho” para o mais novo. Entre pais e filhos, por exemplo: Os pais dão e os filhos recebem. Os pais dão a vida e os filhos a aceitam. Os pais dão amor e os filhos o tomam em seu coração.
As dificuldades no seio familiar surgem quando essa o equilíbrio é rompido ou ocorre uma inversão no fluxo. Pais emocional ou afetivamente ausentes (embora fisicamente presentes) provocam nos filhos a “necessidade” de afastarem os pais das preocupações e torna-los felizes em suas presenças. A inversão no fluxo – os filhos dando amor – sobrecarregam os filhos. Outro exemplo é quando o pai ou a mãe – esquecido que a base da família é o casal fortalecido - abdica do papel de cônjuge e passa a dedicar-se integralmente às necessidades da prole.
A forma apropriada dos filhos retribuírem o amor recebido dos pais é passando isso adiante para as próximas gerações.
3. Hierarquia de tempo: Para Bellinger, na ordem natural das coisas, quem vem primeiro, é o mais antigo e este deve ter prioridade sobre quem vem depois, ou seja, nos sistemas familiares, os pais têm prioridades sobre os filhos. Os pais são grandes e os filhos pequenos, desse modo, retomamos a segunda lei do amor, os pais dão e os filhos recebem.
Após conceituar as bases da Terapia da Constelação Sistêmica Familiar de Bert Hellinger, Divaldo acrescenta que faltou ao notável terapeuta considera uma quarta (4ª) ordem ou Lei de Amor: A Reencarnação.
Famílias e grupos sociais há que mesmo contendo as três leis mencionadas contêm integrantes que odeiam a outro ou mutuamente entre si.
E para emoldurar esse pensamento, Divaldo narra a história de beligerância – aparentemente gratuita – que prevalecia entre uma irmã sua e o pai de ambos.
O ódio entre pai e filha era recíproco a ponto de ambos alimentarem o desejo de eliminar ao outro sem que fosse detectada a causa de tanta animosidade. Essa situação – inexplicável - perdurou por longos anos até que Divaldo em um desdobramento espiritual logrou identificar a causa que remontava a encarnações transatas do pai e da irmã.
Em épocas passadas – o agora pai – era um explorador de mulheres no comércio das sensações inferiores e entre as mulheres que ali estavam, havia uma que era sua preferida e amante – aquela que pelas leis do amor de Deus nascera-lhe agora como filha para transmutar as emoções asselvajadas e sublimar as energias instintivas em o verdadeiro amor.
Descoberta a causa, Divaldo envidou todos os esforços para equacionar as dificuldades entre um e outro. Quando o pai aproximava-se da desencarnação Divaldo instou para a irmã dar ao pai – por ela odiado – o perdão no leito de morte que aos dois felicitaria removendo o ódio e as dificuldades. Ambos – pai e filha – abraçaram-se demoradamente perdoando-se mutuamente. Ele retorna ao Plano Espiritual compreendendo a grandeza e sabedoria das Leis Divinas e ela liberando-se de injunções e constrições que lhe permitiram redirecionar os passos alterando a direção existencial.
Após essa narrativa que a todos calou profundamente, Divaldo segue conceituando e nos trazendo sugestões e orientações na condução cristã do núcleo familiar, pois a família, sem qualquer dúvida, é uma fortaleza segura para a criatura resguardar-se das agressões do mundo exterior, adquirindo os valiosos e indispensáveis recursos do amadurecimento psicológico, do conhecimento, da experiência para uma jornada feliz na sociedade.
Nem sempre compreendida, especialmente nos dias modernos, a família permanece como educandário de elevado significado para a formação da personalidade e desenvolvimento afetivo, mediante os quais se torna possível ao espírito encarnado a aquisição da felicidade.
A conduta dos genitores deve privilegiar a educação – aquela que forma caráter e estabelece valores morais e éticos – e a exemplificação, pois educar é oferecer exemplos, posto que o educando copia com mais facilidade as lições vivas que lhe são apresentadas, antes que as teorias com que é informado.
Se os exemplos no lar são repletos de amor, de respeito e de paciência, os filhos tornam-se afáveis, dignos e gentis, excetuando-se, evidentemente, os filhos portadores de transtornos de conduta.
A progenitura demanda sérios compromissos e responsabilidades que não podem ser abdicadas sem consequências.
Na constelação familiar, o amor nobre e sem sentimentalismo exagerado configura-se indispensável ao êxito da proposta educativa. É através da sua doação, que ele se multiplica e mais se desenvolve, tornando-se imbatível.
A vera e real educação necessita resgatar os valores ético-morais que foram relegados a plano secundário, elaborando a conscientização da responsabilidade do ser perante si mesmo, o seu próximo e a vida, na qual se encontra sem possibilidade de fuga.
Constitui expressivo recurso, contribuindo, para o equilíbrio de todos os membros que constituem a família o estudo do Evangelho de Jesus no lar. Reunindo-se semanalmente os familiares para conversação salutar e esclarecimento de dificuldades nos relacionamentos, configura-se saudável oportunidade para o bom desenvolvimento ético-moral, atenuando incompreensões e corrigindo dificuldades.
Os membros da Constelação Familiar, por ocasião de qualquer ocorrência trágica, mais do que nunca, devem-se apoio mútuo, entendimento recíproco, levando em consideração que alguns deles são mais frágeis emocionalmente do que outros que melhor resistem aos golpes do destino. É comum – em um processo de transferência psicológica de a própria insegurança acontecer após graves desastres, o afastamento do casal, que sempre transfere de um para o outro o que considera a culpa pela ocorrência infeliz.
“O amor é o eterno fundamento da educação”. Johann Heinrich Pestalozzi

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Uberlândia, MG

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio

Que se deve pensar dos que - recebendo a ingratidão em retribuição de benefícios que fizeram - deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?
Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita, Item 19 Benefícios pagos com a ingratidão
O Centro de Convenções de Uberlândia, Minas Gerais, acolheu em suas amplas e confortáveis instalações as cerca de 3500 pessoas para ouvirem Divaldo Franco.
Dando início à conferência espírita, Divaldo cita dados envolvendo as mortes não naturais ocorridas em 2017 no Brasil e que ceifou 115.000 vidas, vitimadas pelos acidentes viários (provocadas pela embriagues, imprudência, negligência ou imperícia) e assassinatos. Fala-nos ainda das milhões de pessoas que morrerão à fome enquanto há tanto desperdício de alimentos nas Sociedades ditas desenvolvidas.
Divaldo formula uma pergunta retórica: Qual a razão de tanta agressividade que vem acompanhando a humanidade desde seu início? Diante do Universo infinito como pode o ser humano viver preso à sua pequenez? Como pode a humanidade que vem descobrindo as maravilhas do Universo, ainda deixar preponderar a agressividade em seu comportamento?
Divaldo passa a abordar as conquistas da Ciência que permite ao ser humano deslumbrar-se com as luzes do conhecimento e dos segredos da vida, da matéria e do Universo, mas nos perdemos nas Sombras da ignorância e da agressividade.
A Ciência vem logrando obter explicações sobre as questões que de há muito nos fazíamos: O que é o Universo, qual a sua origem e como tudo isso foi construído?
Com uma habilidade primada pela simplicidade, ilustrando profundo conhecimento, Divaldo nos fala da evolução antropossociopsicológica da humanidade revelando que alimentar-se, abrigar-se e reproduzir-se compunham os instintos básicos que moviam as ações humanas.
Surge, então, a primeira emoção: o Medo que, por sua vez, gera a suspeita, a desconfiança, a ansiedade e a timidez. Logo em seguida surge a segunda emoção: a Ira a se desdobrar em raiva, ódio, o desejo de vingança. Mais um pouco e desponta a terceira emoção: o Amor, sentimento do qual Jesus é o grande expoente por divulga-lo e principalmente vivenciá-lo.
O amor é força poderosa que transforma tudo e a todos que se deixam ser por ele tocado. Nem mesmo a ingratidão tem capacidade de diminuir-lhe o poder.
Para emoldurar o conceito moral Divaldo compartilha conosco a comovedora narrativa de Francisca, humilde moradora dos Alagados na cidade de Salvador, BA e frequentadora da Mansão do Caminho.
Certa ocasião Divaldo fora chamado com urgência para atender Francisca que estava à beira da desencarnação. Lá chegando sentou-se ao lado de Francisca que reunindo suas últimas forças contou-lhe detalhes de sua vida pessoal.
Narrou que era mãe solteira pois que fora abandonada pelo venal companheiro ao tomar conhecimento da gravidez e expulsa do lar pelos pais. Essas injunções não tiveram o poder de diminuir o seu amor pelo filho, e para assisti-lo extenuava-se no trabalho de lavadeira e de vendedora de acarajé o que lhe permitiu custear todos os estudos e necessidades do filho que graças a toda a dedicação materna logrou ser aprovado no vestibular da Faculdade de Medicina, exigindo de Francisca a ampliação de seus esforços.
Sua dedicação era tanta que logrou obter – junto a um médico e habitual freguês de seu acarajé – emprego para seu filho sem identificar, contudo, que era sua mãe.
Chegara, finalmente, a data de formatura e Francisca preparara-se com esmero para aquela ocasião à qual tanto lutara e se sacrificara. Sentia que atingira o objetivo maior de sua vida. Antecipava no coração a alegria que proporcionaria ao filho ao lhe dar – na cerimônia de colação de grau – o anel de formatura.
Horas antes de seguir para o local da cerimônia seu filho a procurara no barraco e pediu à mãe que não comparecesse ao evento. Aproveitaria a ocasião para marcar o casamento com a noiva – filha única do diretor e proprietário da Clínica onde ele trabalhava – que desconhecia a existência de Francisca, informação propositalmente omitida pelo filho à futura esposa.
Francisca dissimulou o impacto emocional da ingratidão do filho e, entregando-lhe o estojo luxuoso com o anel de formatura, beijou-lhe a face dele se despedindo.
* * *
“Deveis sempre ajudar os fracos, embora saibais de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão. Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago. Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem”. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita, Item 19 Benefícios pagos com a ingratidão.
* * *
Francisca - respirando com extrema dificuldade pela iminência da desencarnação - reuniu suas derradeiras forças e segurando as mãos de Divaldo fez-lhe o derradeiro pedido. Caso o filho viesse procurá-lo, Divaldo devia dizer-lhe que ela não tinha pelo filho nenhuma mágoa ou ressentimento pelo simples fato de o amar incondicionalmente. Feito o pedido, desencarnou.
Semanas mais tarde - como previra Francisca – o filho buscara informações sobre a mãe e foi aconselhado a buscar Divaldo Franco que acompanhara as derradeiras palavras da mãe.
Com o coração em frangalhos destroçado pela culpa, o filho recebeu a notícia que veio arrefecer-lhe a angústia: A mãezinha não lhe guardava mágoa e naquele momento – nimbada de mirífica luz - apresentava-se à visão psíquica de Divaldo acariciando o seu menino a quem amava tanto.
Em pranto copioso e sentido de catarse, o filho de Francisca pediu uma oportunidade para assistir aos irmãos desvalidos trabalhando na Mansão do Caminho como médico voluntário. Tornou-se – afirma Divaldo concluindo a narrativa de Francisca, a vendedora de acarajés que a todos emocionaram – modelo de dedicação e amor ao próximo atendendo a pobreza e os desvalidos do bairro onde a mãezinha vivera.
* * *
“Ah! Meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a Ele”. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita, Item 19 Benefícios pagos com a ingratidão.
* * *
A psicosfera ambiente estava dominada de sentimentos superiores que a todos envolviam. Divaldo chama-nos a atenção para o amor incomensurável de Jesus pela humanidade que pagou-Lhe com a ingratidão – pela adulteração e distorção de Seus ensinamentos - o sublime sacrifício de nos trazer o caminho para a verdadeira felicidade.
Em que pese nossa renitente ingratidão, Jesus nos envia o Consolador prometido: o Espiritismo.
Doutrina abençoada e libertadora que vem enfatizar a necessidade de amar de tal forma que deixemos pegadas pelos caminhos para aqueles que vêm depois, possam dizer:
— Por aqui passou um anjo e que deixou setas luminosas apontando o porto de segurança.
Busquemos, com todas as forças do nosso ser, alcançar a plenitude através do BEM, nunca pela força, pelo amor e não pelo ódio.
Divaldo encerrou a conferência sob ovação da imensa plateia. Enquanto suas considerações repercutiam nas mentes luarizadas com suas palavras, os exemplos da nobre Francisca – invisível vendedora de acarajé – e o Poema da Gratidão fincavam profundamente suas raízes nos corações.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Tupaciguara, MG


15-02-2018

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio
A Aliança Municipal Espírita de Tupaciguara e a APAE patrocinaram a presença de Divaldo Franco naquela municipalidade para uma série de atividades.
Antes da Conferência Espírita, Divaldo Franco descerrou a placa que inaugurava o Memorial "João Custódio e Maria Clara", nas dependências da APAE. No mesmo local, Divaldo foi homenageado pelos vereadores e recebeu a placa de Cidadão Honorário tupaciguarense, em reconhecimento aos serviços prestados à comunidade.
Às margens do Mar da Galileia erguia-se uma pequena cidade, pouco maior que uma aldeia, identificada pelo nome de Cafarnaum, local onde se situava a casa de Simão Pedro e escolhida por Jesus para início de sua tarefa, por amar a doce cidade.
Suas águas eram prodigiosas e abundantes excelentes para a pesca, razão pela qual, eram disputadas pelos pescadores.
Para emoldurar e lastrear todo o aprendizado moral da conferência, Divaldo Franco se serve das anotações do Evangelista Marcos, capítulo e versículos de 1 ao 12, e utilizando todo amor, carinho e conhecimento, nos leva em uma viagem extraordinária a testemunhar os fatos ocorridos naquele dia longínquo.
Naquela manhã, a presença de Jesus em Cafarnaum repercutiu por toda a cidade que comentava as notícias das curas realizadas pelo Mestre o que resultava na aglomeração de curiosos e aflitos da região e por essa razão a humilde casa de Pedro havia sido invadida por grande número de pessoas.
O dia já ia avançado, quando um grupo tentou chegar à porta da residência carregando nos braços um conhecido paralítico da pequena cidade. Tratava-se de Natanael ben Elias, que carregava – por 25 anos – aquela paralisia incapacitante.
A massa compacta que se acotovelava diante da casa do Pescador não cedeu espaço impedindo que os amigos levassem Natanael até a presença de Jesus. Decidido, porém, a encontrar com o Mestre Nazareno, Natanael pediu aos amigos que subissem por uma escada lateral que levava à claraboia existente no alto da casa e por ali – com o uso de cordas – o baixassem ao interior da casa.
Pousando suavemente aos pés de Jesus o paralítico de Cafarnaum voltou seu olhar para Jesus, que após um ligeiro instante lhe perguntou:
— Natanael ben Elias, acreditas que eu possa te curar?
— Sim, creio.
***
Nesse ponto da Conferência, Divaldo interrompe a narrativa e complementa com informações referente a fé manifestada por Natanael ben Elias diante da pergunta de Jesus.
Divaldo nos fala a respeito de um trabalho do médico e pesquisador Dr. Bernie Siegel que adotou a técnica das 4 fés para auxiliar pacientes com doenças consideradas terminais:
1. A fé em Deus. Aquele que crê em Deus logra encontrar o apoio psicológico e o estímulo para suportar as dores e dificuldades da terapia como a quimio ou radioterapia.
2. A fé no Médico: Por razões óbvias se o paciente não confia no médico, duvidara igualmente da terapia ou da técnica que ele utiliza. Psicologicamente analisando esta postura é o inconsciente do paciente colidindo com o seu consciente.
3. A fé na Terapia: É a certeza de que a terapia lhe fará bem e passará a contribuir favoravelmente. Jesus sempre que atendia aos doentes que lhe procuravam para obter o “milagre” da cura era questionado pelo Rabi Nazareno: - Tu crês que eu te possa curar? Assim agindo tinha início a aplicação de uma “egoterapêutica” pois se eu tenho certeza de que o que desejo acontecerá, eu já começo a trabalhar para que isso ocorra.
Tudo começa na mente, para depois se transformar em verbalização e posteriormente em ação
4. A fé em si mesmo: Eu vou curar-me! Eu estou canceroso, mas não sou canceroso, pois quem É (algo ou alguma coisa) não vê alternativa ou saída. Já aquele que ESTÁ enfrenta uma situação transitória e temporária.
Divaldo acrescenta uma 5º Fé. A crença nos Espíritos médicos que estão no além como o Dr. Bezerra de Menezes.
Logo após essa esclarecedora digressão Divaldo segue com a narrativa do encontro entre Jesus e Natanael.
***
Atônito por ter sido chamado pelo nome pois que nunca houvera tido contato com Jesus antes – perguntou-Lhe:
— Como sabes o meu nome? Conheces-me?
E a resposta do Mestre não foi de toda compreendida por Natanael.
— Eu te conheço desde há muito, pois sou o bom Pastor que conhecer uma a uma as ovelhas que Deus me confiou.
Em seguida de forma doce, mas imperativa Jesus ordenou:
— Ergue-te. Pegue tua cama e retorna à tua casa.
Com o coração descompassado de ansiedade, Natanael ergueu-se e extravasou todo seu contentamento gritando ao descobrir-se livre da paralisia que tanta amargura havia lhe trazido e, ainda, sob o impacto emocional deixou o lar de Simão Pedro sem reflexionar no que houvera lhe sucedido.
Nem bem Natanael afastara-se e ouviu-se a súplica de uma mãe trazendo nos braços uma menina de 8 anos cega, pedindo ao Mestre Jesus que lhe devolvesse a visão. Tomado de compaixão Jesus impôs Suas mãos e a menina passou a ver abandonando a escuridão que fora sua companheira desde o nascimento.
Em seguida outro doente clamou por socorro à saúde debilitada e mais outro e ainda mais um num cortejo interminável de súplicas atendidas pela misericórdia e compaixão típicos de um Amor incondicional.
O sol que se punha no horizonte veio lançar suas derradeiras luzes sobre Jesus que buscara recomposição das forças junto da beira do lago. Pedro aproximando-se constatou que Jesus chorava silenciosamente e imaginando que aquelas lágrimas eram de alegria pelas maravilhas realizadas o humilde Pescador questionou o Mestre se aquele pranto era de felicidade.
— Não são lágrimas de felicidade. Choro, mas de tristeza – respondeu Jesus – pois muitos daqueles que curei retornaram aos vícios anteriores, e assim, em breve período voltarão às angustias conhecidas. Próximo dali Natanael ben Elias - junto dos amigos e de mulheres equivocadas que os cercavam – comemorava a cura da paralisia embriagando os sentidos de sensações e prazeres.
— Não vim para curar corpos mutilados pela própria incúria do doente, mas para curar almas. Minha proposta – continuou Jesus a Pedro – é de oferecer o caminho para que a criatura que decidir trilhá-lo não mais adoeça.
As doenças – segue Divaldo completando a abordagem moral – não são castigos divinos ou acidentes fortuitos do acaso, mas, ao contrário são os meios pelos quais se serve a Divindade para educar o Espírito rebelde e contraventor das leis divinas com o objetivo de reeducação, para que não tornemos a cometer os mesmos desvarios.
Trata-se de um método eficaz, mesmo que aparentemente severo, mas que uma vez aprendida a lição liberta o Espírito das injunções mais infelizes, devolvendo-o ao carreiro de sua evolução, agora mais consciente.
E para exemplificar essas considerações consoladoras, Divaldo compartilha conosco mais uma de suas inolvidáveis vivências, relatando a história de uma paupérrima mulher frequentadora assídua da Mansão do Caminho que apresentava dificuldades de compreensão e outras físicas além de não possuir dentes na boca.
Julia – era esse o seu nome - compunha uma figura que gerava uma quase automática repulsa para aqueles que veem somente o corpo físico.
Os maus tratos da vida devido a sua condição socioeconômica acabaram produzindo a sua desencarnação. Após providenciar o necessário para o sepultamento do cadáver e obedecido o intervalo de tempo exigido, o corpo sem vida de Julia foi levado à sepultura e no exato instante que a urna funerária baixava na cova, Divaldo viu um Espírito belo sem as marcas de quaisquer limitações se desprender dos despojos mortais e surgir diante da sua visão psíquica.
Trajava-se como uma dama da corte espanhola do Século XVI e dirigindo-se a ele disse em perfeito espanhol:
— Hola Divaldo. Soy yo, Julia (Olá tio Divaldo sou eu Júlia).
Menos de 20 horas após sua desencarnação, Julia voltava, fisicamente harmoniosa e o mais importante com os valores morais reformulados e agora respeitadora das Leis Divinas.
Julia – completa Divaldo – fora uma ativa participante da Inquisição espanhola descobrindo e delatando judeus – somente os ricos - para poder ficar com parte da fortuna dos mesmos.
Enternecendo os corações dos presentes Divaldo narra que na estrada que o trazia até Tupaciguara apareceu-lhe o Espírito de João Custódio Machado sem as manifestações físicas que lhe caracterizaram o corpo encarnado, mas que não foi capaz de incapacitá-lo ao trabalho de socorro ao próximo e à caridade.
Enfatizando que devemos pedir a Deus e aos Bons Espíritos que nos de força para suportar nossas dificuldades com resignação – sem revolta – e agradecer pela oportunidade de resgatarmos nossos equívocos passados.
Enfatizando a necessidade da gratidão Divaldo encerra a conferência com o poema da Gratidão de autoria do Espírito Amélia Rodrigues.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Registro. Seminário auto-iluminação com Divaldo Pereira Franco. Itumbiara, GO

14-02-2018

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio
AUTO ILUMINAÇÃO
O teatro Maria Pires Perillo, da cidade de Itumbiara no estado de Goiás, recebeu um público de 1000 pessoas para participarem do seminário Auto Iluminação proferido pelo tribuno Divaldo Franco.
Desde os primórdios da conquista da razão, a Humanidade vem se questionando: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Por que sofremos?
Na busca das respostas se debruçaram filósofos, religiosos e na psique do Subconsciente e o Consciente vislumbrado por Jean-Martin Charcot (1825-1893) em suas pesquisar em La Salpêtrière em Paris.
Charcot teve uma influência muito especial sobre Freud, a tal ponto em que este decidiu homenageá-lo dando seu nome primeiro filho. Por cerca de 4 meses Freud esteve em Paris junto de Charcot o que lhe marcou profundamente. Vivamente interessado em hipnose, Freud estagiou junto ao mestre, objetivando aperfeiçoar a sua própria técnica.
Surge no cenário como discípulo de Freud o suíço Carl Gustav Jung aprofundando a sonda da pesquisa que o levou a ampliar o entendimento da psique humana o que permitiu-lhe concluir que a psique (alma) possui uma estrutura bem definida formada pelo Consciente, Inconsciente (Pessoal e coletivo), Arquétipos (padrões de comportamento herdados - marcas antigas) a Sombra (o oposto a aquilo que sou e que me recuso a reconhecer e agrupa tudo aquilo que desejamos ocultar dos outros).
Dá-se conta Jung que somos compostos por uma duplicidade: O Self (aquilo que somos) e que agrega as experiências de todas as gerações, e que contém nosso inconsciente coletivo e que é denominado pelo Espiritismo de Perispírito. Já o Ego é a nossa personalidade, e que o Espiritismo esclarece serem as nossas paixões negativas.
Jung estabelece que a razão primordial da vida (psicologicamente falando) é dar ao indivíduo a oportunidade de encontrar o seu todo, no que ele denominou de estado Numinoso ocasião em que logrará obter a perfeita harmonia entre os 2 polos opostos (ego e self) que vivem em permanente luta interior do ser. O resultado dessa luta interna é a deterioração dos Sentimentos ou o seu oposto, a perturbação da Razão 

O Ego é consciente, atento e vamos encontra-lo na Razão, enquanto que o Self é Inconsciente – habitante do sentimento - vive “adormecido” aguardando que o despertemos.
Nosso desafio é obter a harmonização entre esses dois polos em uma totalidade, caso contrário nos tornamos vítimas das manifestações em desalinho dos sentimentos, geradoras de emoções muitas vezes descontroladas. Ilustrando essa dualidade Divaldo cita o livro do escritor escocês Robert Stevenson (1850-1894) com o nome de “O Médico e o Monstro” obra que narra a história do Dr. Jekyil que na busca por extirpar do ser humano o seu lado mau, ruim e negativo, desenvolve uma substância. O que ele consegue – ao ingerir ele próprio a substância - foi dissociar esses polos (o bem e o mal) dando surgimento ao cruel monstro Mr. Hyde (oculto, escondido em inglês).
Nossa tarefa não é separar ou anular, aniquilar uma ou outra polaridade, mas sim integrá-la em um ser completo e harmonioso.
Após muito tempo estacionados na Consciência de sono – sempre priorizando o Ego atendendo-lhe os comandos pelo ter, possuir, gozar - é muito natural (embora equivocado) que à semelhança do Dr. Jekyil queiramos compensar o tempo “perdido” forçando a transformação e tornando-nos “puros” artificialmente como se nossas imperfeições fossem alijadas por um processo qualquer.

De maneira alguma devemos encarar e rotular nossos conflitos – gerados pela “luta” entre o Ego e o Self (quando atendemos um em prejuízo do outro) – como inimigos e assim pensando combate-los como se com eles estivéssemos em guerra. A maneira correta e eficaz é a de considerarmos que esses conflitos foram por NÓS mesmos gerados, em função do nível de consciência que então possuíamos, são parte integrante do TODO que somos e por essa razão não devem ser hostilizados, odiados, mas sim orientados e receber o esclarecimento deles nos “libertando” pela transformação, similar ao que fazemos com um filho rebelde.
Assim, devemos centrar nossas energias na transformação do Egoísmo em Altruísmo mediante o contínuo trabalho e esforço para nos libertar da escravização do EGO e dos seus malefícios desenvolvendo a primazia do SELF (Ser profundo), mediante a INTEGRAÇÃO do Ego no Self.
“O Ego deve ser estruturado para adquirir consciência da sua realidade, não conflitando com o self que o direciona, única maneira de libertar a sombra”. Joanna de Ângelis, Em Busca da Verdade

Divaldo fala em seguida da Persona que é um complicado sistema de relação entre o Consciente e a Sociedade. É uma espécie de máscara com as funções de produzir um efeito sobre os outros e, ao mesmo tempo, ocultar a verdadeira natureza do indivíduo, dessa forma para cada papel social que uma criatura exerça há o desenvolvimento d uma persona específica “exigida” pela sociedade ou pela coletividade. Dessa forma adotamos uma persona para cada local ou situação de convivência. No lar e família temos uma Persona, enquanto temos outra para o ambiente profissional etc.
“Buscando enganar a sua realidade mediante a própria fantasia, o homem moderno procura a projeção da imagem SEM o apoio da consciência. Evita a reflexão esclarecedora, que o pode desalgemar dos problemas, e permanece em continuas tentativas de negar-se, mascarando a sua individualidade”. Joanna de Ângelis, O Homem Integral.
Para melhor entender as forças que nos dirigem – muitas vezes sem nos darmos conta – Divaldo nos fala das Emoções (Reações do organismo físico aos fatos que nos ocorrem) e que devemos aprender a controlar submetendo-as à Razão governando-as e não sendo por elas governados.
A conquista da auto iluminação exige tempo e esforço pessoal, e se configura o grande desafio existencial.
Aprimorar os valores éticos e morais aprofundando-os está diretamente atrelado ao interesse (vontade), do empenho, da constância de propósito e das realizações de cada um.
Pode-se chegar a esse nível pela meditação, reflexào ou também pelo amor.
Nos dias atuais Amor é uma expressão muito desgastada e confundida com as sensações do sexo que, ao contrário do verdadeiro amor, entorpece e exaure a criatura por herança do instinto.

O amor não egóico é a base mais robusta para a construção sadia da personalidade por produzir comportamentos equilibrados e realizadores.
Encerrando o seminário Divaldo compartilha os passos ou etapas e padrões que podemos adotar para obtermos a iluminação interior resumidos aos seguintes tópicos:
1. A vida é indestrutível e nascemos para amar a vida
2. Nascemos para poder superar-nos a nós mesmo.
3. O mal que me fazem não é o que me faz mal. O mal que me torna uma pessoa má é o mal que eu faço aos outros
4. Seja você quem tem a honra de servir. Nós nascemos para servir o local mais provável de se encontrar a felicidade de se amar.
5. Perdoe ao próximo como deve perdoar-se a si mesmo. Somos falíveis e, portanto, sujeitos a tropeços e erros. Ao constatar que errou, não permaneça no equívoco. Levante-se e recomece a caminhada sem recriminações e auto depreciação ou responsabilizando os outros. Assuma a responsabilidade.


(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Registro. Encerramento do 34º. Congresso Espírita do Estado de Goiás. Goiânia

13-02-2018.

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio
Derradeiro dia do 34º Congresso Espírita do Estado de Goiás. Os quase 3300 participantes buscam acomodar-se para a Conferência de encerramento a ser conduzida por Divaldo Franco e cujo tema é: A Gênese – Filosofia, Ciência e Religião – Em Busca de Deus.
Divaldo dá início a conferência narrando a história de humilde lenhador que após beneficiar um homem santo e sábio que necessitava de amparo e abrigo. Como gratidão o beneficiado deu ao lenhador um conselho:
— Homem, penetra na floresta.
O lenhador aceitou o conselho e adentrou-se ä floresta e descobriu um mundo de riquezas naturais que o transformou em um multimilionário empresário.
O tempo transcorreu e já avançado na idade, o agora milionário, deu-se conta de que a vida farta materialmente, era, contudo, um enorme vazio existencial.
Amargurado, pôs-se a refletir sobre sua vida e pareceu-lhe ouvir no recôndito da alma a voz do sábio que lhe dizia:
— Homem, penetra na floresta.
O ex-lenhador silenciou sua voz e mente e mergulhou profundamente em seu mundo íntimo onde pode finalmente encontrar a paz que tanto almejara a vida toda, pois dera-se conta de que doravante jamais seria atingido pelas ocorrências exteriores.
Finalmente percebera que o mais importante da vida e conhecer-se a si mesmo.
Divaldo silencia por um breve tempo para a seguir citar o filósofo latino Cícero: “A História é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade” e 16 séculos mais tarde com base nas palavras de Cícero, Francis Bacon o filósofo inglês observou que uma filosofia superficial inclina a mente do homem para o materialismo, mas uma filosofia profunda conduz as mentes humanas para a religiosidade.
Esse encontro é definido por Jung como individuação onde o eixo ego integrado ao self permitindo uma integração com o arquétipo inicial: o velho/a velha ou ainda o sábio/ a sábia.
Porém, para lograrmos esse nível de consciência não podemos permanecer estagnado e buscarmos o real sentido da vida.
Em seguida Divaldo aborda a filosofia da Grécia e detalha o pensamento e definições das diversas escolas filosóficas sobre o sentido da vida:
Epicuro afirmava – pelo pensamento Epicurista ou hedonista – que o propósito da vida pode ser alcançado com o TER coisas e prazer. Porém, junto com o verbo TER está atrelado o verbo PERDER.
Mais tarde surgiu Diógenes do pensamento Cínico que afirmou que a o sentido existencial se obtém em NADA TER. Desdenhando os bens transitórios passou a habitar um tonel. Desconsiderou, em Corinto, o convite que lhe fora feito por Alexandre Magno, desprezando a honra de governar o mundo ao seu lado e admoestando-o por tomar-lhe o que chamava "o meu sol". Diógenes constatou, porém mais tarde, que o nada ter acabava por gerar a escravidão pelo desejo de ter.
No século XX, marcado pelas 2 grandes guerras que ceifaram mais de 100 milhões de vida torna-se um campo fértil para as filosofias pessimistas e maaterialistas cujo expoente é Jean Paul Satre (1905-1980) para o qual Deus não existe e, portanto, não há, também, a natureza humana, posto que não há Deus para concebê-la e assim a única natureza do ser humano é a biológica, ou seja, a sobrevivência. Não existindo Deus não existem igualmente “prontos” valores ou leis morais que possam nortear o ser. Estamos sós e sem necessidade de justificativas para os nossos atos e comportamentos.
Emoldurando esse pensamento Divaldo narra a história de Meursault, personagem do livro O Estrangeiro de Albert Camus – auto proclamado discípulo de Satre - que retrata bem o comportamento existencialista a e a frieza com que age diante das situações.
Essas doutrinas, pensamentos e filosofias – embora respeitáveis – representam a ideia de criaturas humanas – por definição imperfeitos e parciais.
A Doutrina dos Espíritos por sua vez desvela um manancial quase que inesgotável de conhecimento, com o propósito de elevar a criatura humana fornecendo-lhe a oportunidade de identificar o sentido existencial, reiterando os ensinamentos do Cristo submetidos com os conhecimentos transcendentes da imortalidade da alma, das vidas sucessivas e da caridade.
Abençoada Doutrina que nos responde questões fundamentais e tão antigas quanta a Humanidade: Quem somos? De onde viemos? Para onde vamos? Por que sofremos?
Doutrina que ensinam com irretocável lógica as leis morais da vida que estabelecem que temos direitos, mas também temos deveres e as consequências morais de nossos atos.
Lamentavelmente a Ciência desdenha e despreza essas considerações e até mesmo evitam pesquisar receosos de serem discriminados pela inteligência acadêmica arrogante e presunçosa.
Entre as exceções, Divaldo cita o célebre investigador, pesquisador e vencedor do Prêmio Nobre de Medicina Charles Robert Richet (1850-1935) médico fisiologista francês que após extensas pesquisas e experiências juntos de médiuns e cujos resultados estão descritos em todos os seus detalhes em o livro “O Tratado da Metapsíquica” mas o eminente pesquisador francês escreveu o livro filosófico-romântico “A Grande Esperança” a respeito de suas vivências contendo não somente os dados frios das pesquisas, mas o conteúdo da alma de quem observou e comprovou a existência da vida após a morte do corpo físico. Richet inicia o livro questionando: Por que existes? Por quem? Para quê? Por quê a vida te impôs a vida? E após todas as suas considerações conclui na segunda parte do livro que dá o nome ao livro: “Aquilo que nós pensamos é verdade: a imortalidade da alma é uma verdade indubitável”.
O Espiritismo vem convidar-nos ao autoconhecimento o meio mais eficaz para conquistarmos a felicidade na Terra, conforme exarado na resposta à questão 919 de O Livro dos Espíritos: Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal? "Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo". Não é TER, mas SER mediante o conhecimento de si próprio como ocorreu com o lenhador da narrativa pela qual Divaldo iniciou a conferência.
Proposta que antecipa em quase um século o pensamento de Carl Gustav Jung sobre a individuação (autodescobrimento).
Mas Allan Kardec para trazer à luz essa Doutrina libertadora é obrigado a enfrentar todos os obstáculos existentes entre os acadêmicos e a elite da inteligência francesa o Iluminismo movimento cultural no século XVIII que procurou mobilizar o poder da razão, a fim de reformar a sociedade e o conhecimento herdado da era medieval.
O epicentro do iluminismo deu-se na França resultando na publicação da grande Encyclopédie editada por Denis Diderot com as contribuições de inúmeros intelectuais como Voltaire e Montesquieu.
A humanidade oprimida, até então, pela intolerância religiosa e privilégios aos nobres e ao clero ansiava por se libertar desses jugos.
A partir desses ideais e a par com uma severa crise o povo revoltou-se e em 14 de julho de 1.789 com a queda da Bastilha teve início a Revolução Francesa.
Divaldo, dando continuidade ao prólogo de sua mensagem principal vai buscar um personagem símbolo desses dias: Pierre Gaspard Chaumette (1763 –1794) político Frances e pertencente ao grupo dos ultras radicais fanáticos no período da Revolução Francesa e que considerava ser a religião uma relíquia das superstições da era medieval e não mais correspondendo às conquistas intelectuais obtidas com o Iluminismo.
Chaumette considerava a Igreja e os inimigos da Revolução Francesa como sendo a mesma coisa e apoiado em seu fanatismo iniciou o movimento de descristianização do povo Frances.
A campanha de descristianização é uma extensão da filosofia materialista, mas também mesclada de ressentimento e revanchismo contra a Igreja e o Clero, com o confisco dos bens da Igreja, o calendário Gregoriano sendo substituído pelo Calendário Republicano Frances com a abolição dos dias santos.
O auge da campanha de descristianização ocorreu na Catedral de Notre Dame de Paris no dia 10 de novembro de 1.793 quando se deu a destruição do altar da catedral e a entronização da deusa Razão (representada pela atriz Mademoiselle Candeille) em substituição a Deus. A partir de então nesta data passou-se a comemorar o Festival da Razão.
Esse é o clima que imperava quando surgiu a Codificação fato que não foi capaz de desmotivar o insigne Allan Kardec que enfrentou a dificuldade dedicando suas energias para publicar A Gênese – a mãe das obras espíritas – coroando e caracterizando assim a tríplice abrangência do Espiritismo: Filosofia, Ciência e Religião.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Goiânia, GO

12/02/2018- noite

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio

Dando continuidade às atividades de divulgação no 34º Congresso Espírita do Estado de Goiás, Divaldo Franco apresenta a Conferência com o tema: Vida, Presente de Deus.
Divaldo inicia o desenvolvimento do tema abordando a constituição do Universo ocorrida há 14.000.000.000 bilhões de anos com o Big bang, evento que deu origem à toda a matéria existente – hoje – no Cosmo e também ao espaço e ao tempo.
Na realidade – prossegue Divaldo - o Big bang formou apenas átomos de hidrogênio e o mais importante as 4 forças – Gravidade, Eletromagnetismo, Força Nuclear Forte e a Força Nuclear fraca – que atuando sobre a incomensurável nuvem de hidrogênio começaram a construir a matéria. A Gravidade atraindo os átomos de hidrogênio foi aglutinando-os e pressionando-os até atingirem a imensa temperatura de 15.000.000 ºC o que possibilitou a fusão do hidrogênio produzindo um novo elemento o Hélio e a sobra da fusão transformou-se em energia. Assim nasce uma estrela que por bilhões de anos emitirá sua luz - fiat lux.
A estrela segue seu trabalho incansável no que a ciência denomina de Nucleossíntese Estelar e no seu amago as fusões seguem: Hidrogênio convertido em Hélio, depois Hélio em Lítio, e assim sucessivamente produzindo todos os elementos ilustrados na Tabela Periódica. Pela força da Gravidade, todos esses elementos permanecem retidos no interior da estrela. Todo esse esforço da estrela seria inútil, mas Deus, colocou uma “pequena” particularidade. Quando a estrela tenta fundir o átomo de Manganês em Ferro há um consumo de energia maior do que é produzida na fusão e o sutil equilíbrio entre a energia produzida na fornalha nuclear perde para Gravidade e a estrela explode em uma supernova espalhando todos os elementos que estavam armazenados em seu interior.
Esse é o processo de formação de TODA a matéria existente no Cosmo e que constituem, igualmente, os nossos corpos físicos. Do pó das estrelas surge nossos corpos que extinta a vida física voltam à sua constituição original. Como asseverado em Genesis 3:19: Do pó viemos e para o pó restituiremos nosso corpo.
Tudo isso para produzir o Mundo Físico proporcionando-nos o ensejo de reencarnarmos acelerando nosso progresso intelecto e moral.
Há 4.500.000.000 de anos – em um canto remoto da Via Láctea – uma nuvem de gás e poeira, impulsionada pela Gravidade, começa a se aglutinar e surge uma nova estrela. É o nosso sol. Da matéria restante formam-se os planetas.
Jesus e uma grande Legião de Espíritos tomam dessa massa ígnea e formam aquele que seria o nosso lar: a Terra.
Jesus segue operando e logo mais as chuvas caem resfriando a crosta superaquecida que vão se acumulando até formarem os mares, berço da vida humana. Mais alguns milhões de anos e a vida explode na superfície dando origem a um sem número de formas viventes, culminando com os primeiros primatas dando, com o passar dos anos, ensejo ao surgimento da raça humana.
Vida é presente de Deus objetivando fornecer as melhores condições para deixarmos de ser simples e ignorante para galgar os degraus de nossa evolução até atingirmos a angelitude.
Mas, o que temos feito do presente recebido de Deus? Onde estamos colocando o foco de nossas ações? Qual o sentido que estamos direcionando nossos passos?
Para emoldurar a conferência Divaldo fala-nos da força da vida compartilhando a emocionante experiência vivida por uma família americana que o procurou para dar-lhe ciência do ocorrido em suas vidas.
Durante a gravidez do segundo filho a mãe dividia sua alegria com o filho de 5 anos, buscando trabalhar seu eventual ciúme quando a irmãzinha viesse para casa após o parto.
Todavia, ao nascer a menina apresentou uma cardiopatia irreversível o que resultaria em sua morte em poucos dias.
O menino ansioso perguntou aos pais sobre a irmã e eles tristes deram-lhe a notícia. O menino, pediu então para visitar a irmã no Hospital o que foi feito com muita dificuldade pois que a criança estava na UTI. Barrado na entrada da unidade, o menino enfrentou a enfermeira e entrou resoluto dirigindo-se ao leito térmico onde a frágil menina repousava.
Em um gesto de carinho o menino pousou sua mãozinha sobre o coração enfermo da irmãzinha e passou a entoar uma canção infantil.
Uma onda de emoção percorreu a UTI levando às lágrimas todos que assistiam essa demonstração de amor puro e ingênuo. Ninguém se atrevia a interromper aquele gesto de carinho.
À medida que o menino cantava um fato inusitado teve origem. O equipamento que monitorava os fracos batimentos cardíacos acusou uma modificação frequência cardíaca. A enfermeira cautelosamente aproximou-se do equipamento e constatando que não se tratava de uma falha, saiu correndo em busca do médico que surpreso não conseguia explicar o que tinha acontecido.
Olhou o menino que interrompera a canção em função da agitação médica. O profissional da saúde pediu ao garoto que continuasse cantando e ele o fez por todo aquele dia e nos subsequentes até que finalmente a menina de olhos verdes obtivesse alta.
A Força do Amor impulsionando a Vida, presente de Deus.
Contrapondo a essa emocionante experiência que nos fala do Amor, Divaldo apresenta uma narrativa que vem nos falar de que os interesses imediatistas propugnados pelo Ego conspiram contra o Amor.
Ao pintar a famosa cena da Última Ceia em um afresco que se encontra no convento de Santa Maria delle Grazie em Milão, Itália.
Leonardo da Vinci buscou por um modelo que O trabalho pudesse inspirar-lhe a elaborar a figura de Jesus no famoso mural.
Após meses de busca, Da Vinci finalmente logrou encontrar um humilde pastor de rebanhos que preenchia com perfeição todos os requisitos exigidos pelo famoso artista.
Durante vários dias artista e modelo permaneceram no trabalho até a conclusão da obra e o rapaz recebeu o pagamento combinado: uma pequena fortuna em moedas de ouro.
Uma década transcorreu e Leonardo Da Vinci recebeu a encomenda para pintar um quadro com a cena de Judas no gesto de traição, beijando a face do Amigo.
Uma vez mais Da Vinci buscou um modelo vivo para posar, logrando encontra-lo na cadeia local um prisioneiro – acusado de múltiplos assassinatos – que preenchia todos os requisitos imaginados pelo artista.
Concordando em trabalhar como modelo, seguiria o criminoso – sempre acompanhado pela autoridade policial – até o atelier de Da Vinci que já havia iniciado a obra pintando a figura de Jesus que havia lhe sido inspirada pelo pastor.
Quando o prisioneiro viu o quadro já esboçado restando apenas inserir a figura do traidor, o assassino pôs-se a derramar lágrimas emocionado.
Da Vinci então perguntou a razão de toda aquela emoção e o modelo explicou ao atônito artista que ele – dez anos antes – havia posado para retratar Jesus no afresco da Última Ceia e que a fortuna recebida pelo trabalho havia lhe corrompido a Consciência débil e sem resistência aos apelos mundanos.
Esgotada a fortuna e tendo sido rechaçado pela mulher que amava e que supunha ser correspondido, foi tomado de fúria incontrolável assassinando-a.
Leonardo da Vinci pousou os pincéis que houvera preparado cobriu o quadro com um pano e jamais terminou a obra.
Encerrando a conferência Divaldo emocionou às lágrimas grande parte dos presentes narrando a história do menino Bill que – vítima da Leucemia – vivia seus últimos dias na Terra.
Bill tinha o projeto de se tornar Bombeiro ao crescer, mas sabia que tal plano não se concretizaria, pois pressentia a aproximação da morte.
Cientes do ocorrido o comandante da corporação local designou uma viatura equipada com escada de incêndio e ele, acompanhado de outros soldados, entraram pela janela no quarto onde Bill repousava.
Bill foi nomeado Bombeiro honorário, ganhando um uniforme e capacete, conseguindo até mesmo – sempre acompanhado da equipe médica que dele cuidava – participar de um atendimento para apagar um fogo simulado pelos companheiros de farda.
Decorrida uma semana Bill desencarnou, mas não tirou – em momento algum – a farda que orgulhosamente trajava.
Quando amamos somos capazes de fazer sempre aquilo que nos pedem e muito mais.


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Goiânia, GO

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio

Incansável, mesmo após um dia de agenda repleta de compromissos na divulgação da Doutrina Espírita e associado às fortes dores ciáticas que há 8 meses veem afetando-o, Divaldo Franco apresentou-se na manhã do dia 12 de fevereiro para mais uma jornada de conferências no 34º Congresso Espírita do Estado de Goiás.
Acolitado pelo Dr. Juan Danilo Rodriguez, Divaldo toma da palavra iluminada e inicia a conferência elaborando uma anamnese histórica partindo de Caio Júlio Cesar, imperador romano sucedido, após seu assassinato por Senadores revoltados, por Caio Júlio Otaviano Augusto que governou o Império Romano imprimindo uma administração pautada pela prosperidade e pela ausência de Guerras.
É nesse clima de paz que nasce Jesus na Palestina, na época dominada pelo Império Romano, e que vem impulsionar a Humanidade em uma nova direção rumo a um futuro onde o amor e dominará nossas ações e comportamento.
Divaldo faz então uma digressão envolvendo Caio Júlio Cesar – que por ocasião dos fatos narrados a seguir ainda não era Imperador de Roma – durante as Guerras da Gália oportunidade em que seu gênio militar associado a uma vontade férrea acabou por conquistar os Gauleses em um terrível banho de sangue, em cujas batalhas um sacerdote druida de nome Allan Kardec fora morto.
Divaldo salta agora 19 séculos e narra com seu verbo inspirado o reencontro entre o Espírito do sacerdote druida – preparando-se para retornar ä Terra como Hippolyte Léon Denizard Rivail - e Júlio Cesar, agora reencarnado na persona de Napoleão Bonaparte. Esse reencontro deu-se no plano Espiritual e é narrado pelo autor espiritual Irmão X e psicografado por Chico Xavier em o livro Cartas e Crônicas, capítulo Kardec e Napoleão.

Acompanhando Kardec ou logo após ele - nascem na Terra uma plêiade de espíritos que veem com a missão de auxiliar a Humanidade em uma nova era de conhecimentos transcendentais e que buscam lançar as bases de doutrinas que permitirão a Humanidade uma integração maior e uma medicina mais humana e natural.
Surge Lázaro Luís Zamenhof que elabora o Esperanto idioma descomplicado e de fácil assimilação e Christian Friedrich Samuel Hahnemann apresentando a Doutrina da Homeopatia.
Para socorrer o ser humano que estorcega em um emaranhado de complexos, conflitos e desequilíbrios emocionais Sigmund Freud apresenta a Psicanálise, mas por não conter todo o cabedal necessário para entender o ser humano holisticamente (corpo físico e alma) despontam novas correntes como a Psicologia comportamental (Behaviorista) e mais tarde a Psicologia humanista (que une as anteriores). Há mais ainda por fazer nesse terreno e surge então a Psicologia Transpessoal batizada por Abraham Maslow como a 4ª Força da Psicologia e que assimila conteúdos de muitas escolas psicológicas, como as da Psicologia Analítica de Carl G. Jung, Abraham Maslow, Viktor Frankl, Ken Wilber e Stanislav Grof (autor do livro Além do Cérebro) e que tem como princípio o estudo da Consciência.

É Jesus incansável no seu auxílio à Humanidade para tornar menos áspero e sofrido o caminho da criatura.
Mas o que a Sociedade tem feito dos valores éticos e morais trazidos pelos Luminares da Humanidade?
Observa-se um barateamento da compostura e uma inversão de valores transformando a criatura humana em uma máquina sexual malversando a utilização das energias genésicas no desvario e na perda do sentido psicológico da vida culminado na ausência do amor.
Qual é o meu objetivo existencial? Muitos se perguntam e o Espiritismo vem nos dizer que vale a pena viver e apresentando caminhos para sublimarmos as energias primitivas na forma das sensações que devem ser convertidas em sentimentos.

Encerrando a conferência Divaldo narra – com sua reconhecida emoção – o fato envolvendo Vicente de Paulo que abdicou da condição de Confessor da Corte Francesa e passou a cuidar das crianças que enxameavam Paris, órfãs da peste que assolava a região.
O inverno rigoroso tornava mais sofrida as aflições dessas crianças desvalidas albergadas por Vicente em uma mansão degradada que lhe fora presenteada pela princesa Margot. Pela ausência de recursos na aquisição de combustível para aquecerem-se toda a madeira do Palacete fora utilizada: assoalho, cadeiras, móveis e o madeirame das camas.
Vendo que a situação somente piorava Vicente de Paulo buscou os Monarcas franceses que fugindo da epidemia abandonaram Paris refugiando-se em Versalhes.
Recebido por um dos filhos de Catarina de Médici, Vicente estendeu a mão direita e implorou ao venal príncipe um auxílio para as pobres crianças de Paris.
Ressentido pelo fato de Vicente de Paulo ter trocado a Corte pelos pobres o desequilibrado príncipe cuspiu-lhe na destra e diante das gargalhadas dos nobres presentes à entrevista falou ao servidor humilde:
— Isto é tudo que mereces por ter-nos trocado pela ralé.
Sem demonstrar ofensa na face o servidor de Jesus recolheu a mão direita sobre a túnica que vestia e distendo a mão esquerda falou sem afetação:
— O que eu merecia vossa majestade já me deu. Busco agora o óbolo para as criancinhas.
Muitos ainda procrastinam adiando, não se sabe para quando, a decisão da transformação e do autodescobrimento, pois não se transforma aquilo que não se conhece.
Citando Mateus 24:36 (“Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai”), Divaldo nos adverte que não devemos esperar mais, pois amanhã pode ser tarde.


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Franco em Goiânia: Conferência e homenagem

Texto: Djair de Souza Ribeiro     -   Fotos: Sandra Patrocínio

Enquanto os súditos de Momo preparam-se para as festividades que lhe tipificam a Majestade, mais de 3.000 pessoas escolheram o Centro de Convenções de Goiânia para participarem do 34º Congresso Espírita do Estado de Goiás.
A Federação Espírita do Estado de Goiás – organizadora do evento - escolheu o tema A Gênese Filosofia, Ciência e Religião Em Busca de Deus, uma justa e merecida homenagem aos 150 anos de o livro A Gênese publicado por Allan Kardec em Paris no dia 06.01.1868.
Na edição de 2018 a FEEGO brindou os participantes do Congresso com a presença de renomados expositores espíritas como: Artur Valadares, Divaldo Franco, Haroldo Dutra Dias, Rossandro Klinjey, Sérgio Lopes, Simão Pedro e outros destaques da tribuna espírita.
Dada a significativa importância do Congresso para o Movimento Espírita, o evento está sendo transmitido pelos seguintes meios de comunicação: FebTV e a Radio Fraternidade.
 Na tarde do dia 11 de fevereiro o Teatro Rio Vermelho e o auditório Lago Azul tiveram suas dependências inteiramente tomadas pelos expectantes participantes do Congresso para ouvirem o tribuno Divaldo Franco. Ressaltamos a participação do Sr. Governador do Estado de Goiás Sr. Marconi Ferreira Perillo e também da Secretária de Cultura do Estado de Goiás Sra. Raquel Figueiredo Teixeira.
Divaldo estava acompanhado pelo Dr. Juan Danilo Rodríguez – médico e psicólogo – natural do Equador, fundador da Fundação Luz Fraterna (Fundación Luz Fraterna) que assiste terapeuticamente adolescentes autistas e também fundador do Centro Espírita Francisco de Assis(Francisco de Asís) em Quito, Equador.
Dr. Juan Danilo - autor da obra “Terapia Holística ALLIYANA” (publicada pela Editora LEAL em 2017) – apresentou a sua mais recente obra “NOTAS DO CORAÇÃO” em cujas páginas iluminadas busca o autor, apresentar reflexões sobre a seguinte questão: O que fazemos quando estamos diante da felicidade, da ofensa, da amizade, da dúvida e da calúnia? Por que tenho que passar por isso? A resposta está em nosso próprio de Allan Kardec íntimo e para ouvi-la temos que prestar atenção ao nosso comportamento diante dessas ocorrências.
Desenvolvendo o tema “São chegados os Tempos” (capítulo 18 de o livro A Gênese), Divaldo Franco recorre ao seu vasto repositório de conhecimento histórico, social e político levando-nos a um périplo que tem início pela Israel dos Tempos Bíblicos, com o nascimento de Jesus que viria a dividir a história da Humanidade em dois períodos: antes e depois Dele.
Em um transporte de muita emoção Divaldo cita o Sermão Profético de Jesus anunciando os tempos em que grandes sofrimentos afligiriam a Humanidade vaticinado que o soberbo Templo de Jerusalém seria destruído “não permanecendo pedra sobre pedra” (E, saindo ele do templo, disse-lhe um dos seus discípulos: Mestre, olha que pedras, e que edifícios! E, respondendo Jesus, disse-lhe: Vês estes grandes edifícios? Não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada. Marcos 13:1,2)
A predição de Jesus realizou-se no ano 70 d.C. quando o general romano Tito Flávio Vespasiano Augusto (39-81), recebeu a ordem do Imperador Vespasiano de acabar com os judeus revoltosos durante o conflito conhecido como a 1ª guerra judaico-romana. Tito, após sitiar e destruir Jerusalém bem como o majestoso e imponente templo que foi demolido no incêndio.
 Segue Divaldo a viagem passando pelas perseguições aos mártires cristãos até que em 313 d.C. após a vitória de Constantino sobre Magêncio, na Batalha da Ponte Milvia, o militar vitorioso aboliu a perseguição aos cristãos tornando o cristianismo a religião do Império romano. Os cristãos até a pouco perseguidos passaram a exercer o poder político sufocando a terna voz de Jesus mergulhando Seus ensinamentos na longa noite medieval.
Jesus segue nos amando e para nos auxiliar a relembra e reviver a Sua mensagem imortal envia Giovanni di Pietro di Bernardone, mais conhecido como Francisco de Assis (1182-1226). A luz acesa por Francisco, o pobrezinho de Assis, é obnubilada uma vez mais pelas injunções políticas e da busca pelo poder temporal na figura terrível da “Santa Inquisição”.
Mas a Humanidade segue sua jornada sempre amparada pelo amor do Cristo e surge o Renascimento e logo mais a Revolução Francesa estopim para o Iluminismo e a separação da Ciência do jugo das religiões dogmáticas.
  E no auge da cultura e da ciência envia Jesus o Consolador por Ele prometido e o Espiritismo veem à luz em 18 de abril de1857 com a publicação de O Livro dos Espíritos.
Em que pese o amor do Cristo desvelando ao Mundo a 3ª Revelação segue a Humanidade sua louca busca pelo poder sempre temporário e eclode a 1ª Guerra Mundial (1914-1918) e logo mais a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) que após dizimar mais de 80.000.000 milhões de vidas termina de maneira cruel com as explosões das bombas atômicas em Hiroshima e depois Nagasaki.
Apesar da paz aparente espoca a Guerra da Coréia manifestação bélica da Guerra Fria entre EUA e URSS levando a uma corrida armamentista sem precedente em toda a História da Humanidade.
A par da violência irrompe a inversão dos valores éticos e morais e parte da Humanidade mergulha no sexualismo e a degradação da família buscando fugir do mundo cada vez mais materialista, individualista e consumista sem falar na banalização do consumo das drogas a verdadeira Besta do Apocalipse do Evangelho (666)
Sinais eloquentes de que os Tempos são Chegados e de que o momento vaticinado por Jesus havia chegado tendo seu ápice com o Tsunami devastador ocorrido na Indonésia em dezembro de 2004 ceifando em poucos minutos mais de 250.000 vidas.
O que temos feito de todos os conhecimentos libertadores que o Espiritismo nos fornece? Qual o sentido da vida? O que buscamos na existência?
Esse deve ser o foco das nossas atenções pois conforme exarado por Allan Kardec em A Gênese, já teve início o Mundo de Transição deixando o mundo de lágrimas e de grandes sofrimentos e ingressando no mundo de esperanças.
Esse Mundo de Transição, cujo início ocorreu ainda no Século XX com a chegada de uma verdadeira legião de Espíritos, moralmente superiores e determinados, oriundos de um dos mundos que orbitam a estrela de Alcyone um dos muitos sóis que formam as Plêiades.
Junto com essas crianças oriundas de mundos onde a dor já foi banida, também encarnam entre nós aportam as venerandas entidades que marcaram sua passagem no passado da Terra com sua abnegação e firmeza de caráter ético.
As luzes da esperança já luarizam nossos corações, enfatizando o convite para a nossa transformação íntima.
Ao invés de reclamarmos dos erros alheios, devemos centrar todos os esforços na identificação dos nossos “demônios” buscando corrigi-los aperfeiçoando-nos.
Esse é o convite que Allan Kardec – especificamente no capítulo 18 de A Gênese – vem nos fazendo desde 1868.
Até quando vamos ficar procrastinando as ações que nos levarão ao aperfeiçoamento intelecto e principalmente moral?

Os organizadores reservaram a noite desse dia 11 de fevereiro para homenagear Divaldo Franco pela dedicação de toda uma vida à divulgação doutrinária bem como à exemplificação da prática continuada da Caridade.
Para tanto uniram-se em um esforço monumental grupos de Teatro, de dança, vários corais, coreógrafos, roteiristas, músicos e beletrista para produzirem um Musical – simplesmente emocionante e belo – retratando a trajetória de Divaldo Franco desde à infância em Feira de Santana e percorrendo os principais fatos de sua profícua existência e que recebeu o nome de “Semeador de Estrelas – o Musical”.
O psicólogo paraibano e palestrante espírita Rossandro Klinjey ficou encarregado de apresentar ao enorme público presente as homenagens iniciais a Divaldo. Antecipando as emoções que adviriam a seguir Rossandro convidou a todos os mais de 3000 participantes locais e mais os 32.000 espectadores que acompanhavam pela internet no Brasil e pelo Mundo a cantarem em um coro Global a música de Roberto Carlos “Como é Grande o Meu Amor por você”.
Impossível de conter a forte emoção e as lágrimas que envolveram a todos.
Após essas emoções preliminares coral, atores e bailarinos deram início à performance do espetáculo interpretando várias fases da vida de Divaldo.
A cada uma dessas etapas revezavam-se artistas interpretando as iluminadas personagens dessa história.
Cada fase da vida de Divaldo era acompanhada por uma música composta especialmente por Maurício Keller para esse evento, assim, quando estava sendo encenada a infância de Divaldo era interpretada a música “Menino Surreal”. Depois quando a Mentora de Divaldo se identifica interpreta-se a melodia intitulada “Joanna de Ângelis”. Em seguida o começo da obra assistencial capitaneada por Divaldo e pelo queridíssimo Tio Nilson de tantas saudades foi acompanhada da canção “Mansão do Caminho”. Já quando tem início a tarefa de divulgação e de iluminação de Consciências a plateia emociona-se ouvindo a canção “O Semeador de Estrelas”. Para fechar o espetáculo as músicas “Deus e Eu” e “Vozes da Bondade” arrebatam em uma grande emoção a todos que tiveram a felicidade de assistir a esse lindo espetáculo-homenagem.
Não há como descrever a alegria, a harmonia e a paz que repletavam a psicosfera individual tanto como coletiva.
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)