domingo, 9 de dezembro de 2018

Divaldo Franco na Espanha Ciudad Real

08 de dezembro de 2018

     Texto: Ênio Medeiros,  Fotos: Jaqueline Medeiros,    Revisão: Paulo Salerno

Na noite de sábado, 08 de dezembro de 2018, na bela Ciudad Real, o incansável trabalhador de Jesus, Divaldo Pereira Franco, encerrou a sua participação no XXV Congresso Espírita Nacional da Espanha, apresentando um Minisseminário em conjunto com Haroldo Dutra Dias, também orador brasileiro, cujo tema foi El Evangelio Según El Espiritismo y su Influencia en la Sociedad.
Divaldo Franco, abordando o tema, narrou de forma emocionante a história da jovem armênia que durante a guerra entre os turcos e os armênios, embora de curta duração, deixou um saldo de centenas de milhares de mortos. A jovem viu sua casa ser inesperadamente invadida pelos soldados turcos, que tiraram a vida de todos os seus familiares, levando-a para que fosse servir aos caprichos de um comandante psicopata. Após o término da guerra, a jovem se dedicou aos estudos, graduando-se em enfermagem.
Certo dia foi chamada, por sua dedicação e competência, a dispensar os melhores e mais dedicados cuidados à saúde de homem em gravíssimas condições de enfermidade. Ao final do exitoso tratamento, graças à sua dedicação de filha, ela revela tê-lo reconhecido desde o princípio como o algoz que arrebatou-lhe grande parte de sua vida, ao exterminar a sua família naquele recuado dia no período da guerra. Revelou-lhe, também, o seu perdão radical, pois que havia conhecido Jesus, permitindo que Ele, não apenas adentrasse em sua vida, mas que o seu amor incondicional, a sua entrega em holocausto por amor à humanidade, também mudasse a sua vida, compreendendo, ela, a importância e o significado de escolher amar e servir, significando e dando um novo sentido à sua existência.
Quem é este Jesus que nos convida ao perdão? Questionou Divaldo, tocando profundamente o coração dos presentes, fazendo com que, cada um que ali estávamos, mergulhássemos em nosso mundo interior e revisássemos nossas ações, nossas vidas.
Com toda a certeza, Jesus é o Ser mais perturbador da humanidade, ninguém há que Lhe fique indiferente. Sua força é extraordinária, não importa se o vemos desta ou daquela forma, Ele é, indubitavelmente, o modelo e o guia da humanidade.
Como cristãos, esclareceu o arauto do evangelho, nossa maior alegria é trabalharmos pela nossa mudança para melhor, e o Espiritismo, que é uma doutrina de atos, nos convida ao trabalho no solo, ainda árido, de nossos corações, pois como não podemos mudar a sociedade, busquemos mudar a nós mesmos.
Necessitamos levar esta doutrina, bem como o Evangelho de Jesus, à humanidade, nesta hora de mudanças, quando caminhamos para um mundo de regeneração. Vivemos dias de inteligência e tecnologia de ponta e de dificuldades, solidão e ansiedade.
Então, proclamou o Semeador da Boa Nova, poderemos mudar para melhor, começando por sorrirmos mais, sermos mais gentis. Estamos cansados de rudeza e sedentos de amor. Jesus espera por todos nós, o Evangelho é o mapa para sermos felizes.
Ao encerrar a conferência, após exaustivos aplausos, os conferencistas ainda responderam inúmeras indagações formuladas pelo público presente, encerrando a noite e o roteiro pela Espanha, preparando-se para retornar à Salvador, pois uma multidão já o aguarda para o tradicional Movimento Você e a Paz, na capital baiana, no período de 12 a 19 de dezembro de 2018.
Uma vez tendo colocado as mãos no arado Divino, este trabalhador infatigável do Cristo, Divaldo Franco, nunca mais olhou para trás, prosseguindo na jubilosa tarefa de semear as luzes do Evangelho. Na história do Espiritismo, quiçá do Cristianismo, jamais a humanidade foi testemunha de um monumental orador cristão deste jaez, realizando mais de 23.000 conferências e seminários, em mais de 3.200 cidades de 72 países dos cinco continentes, divulgando os conceitos espíritas, filosóficos, éticos, numa visão universalista, tornando-se o “Paulo de Tarso do Espiritismo” de nossos dias.
(Recebido em email de Jorge Moehlecke) 

Divaldo Franco na Espanha Ciudad Real

07 de dezembro de 2018
Na sexta-feira, 07 de dezembro de 2018, teve início o XXV Congresso Espírita Nacional da Espanha, realizado em Ciudad Real. Divaldo Pereira Franco foi o convidado para realizar a palestra, que também marcou a abertura do congresso, com o tema: El Espiritu de Verdad, nas dependências do hotel Doña Carlota.
Após as solenidades iniciais e as devidas apresentações, o Dr. Juan Danilo Rodríguez saudou o público em nome da veneranda instituição Mansão do Caminho e também, atendendo à solicitação dos organizadores, cantou Aleluia, de Georg Friedrich Händel, harmonizando ainda mais o ambiente e a todos encantando com sua sensibilidade.
Divaldo Franco, assumindo as atividades do evento, citou a célebre assertiva de Marco Túlio Cícero: A História é a pedra de toque que desgasta o tempo e apresenta a verdade. Narrou a história do Império Romano desde o ano 59 aC, discorrendo acerca do primeiro e segundo triunviratos, a morte do imperador César, assassinado pelo próprio filho, com o auxílio dos senadores romanos, enaltecendo a célebre e recuada noite de Abril, quando a Terra recebeu o Ser mais extraordinário, o Rei da Humanidade, Jesus, que de tão grande, não coube na história da humanidade, dividindo-a entre antes e depois D’ele, narrando as vivências daquele menino que iria mudar a história de todo o mundo.
Divaldo Franco viajou com seu verbo eloquente pela pequena Cafarnaun, conduzindo a atenta plateia pelas cercanias do lago de Genesaré, ou mar da Galileia, onde teve início a mais bela psicologia que se pode conceber, a psicologia do amor. Porém, o povo sempre procedeu mal com seus profetas, foi assim com Sócrates e também com Jesus. Segundo Friedrich Nietzsche, toda ideia nova passa pela negação, após é levada ao ridículo, para finalmente, em sobrevivendo, ser aceita.
Matamos Jesus, porém, Ele volta, para nos dizer que a vida do ser imortal é indestrutível. O nobre orador, ainda narrou com muita propriedade, os feitos ignóbeis das Cruzadas e da dita “Santa” Inquisição, que somadas, mataram mais pessoas que muitas guerras que assolaram e ainda abalam a humanidade.
Jesus, contudo, sendo o amor por excelência, alertou-nos de que jamais nos deixaria a sós, conforme João, cap. XIV, vv. 15 a 17 e 26. Se me amais, guardai os meus mandamentos; e Eu rogarei a meu Pai e Ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vos, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós.
O digno trabalhador de Jesus, Divaldo Franco, perfeitamente mergulhado no psiquismo das narrativas e visivelmente inspirado pelos benfeitores da humanidade, descreveu com muita lógica e clareza a evolução antropológica da humanidade, desde o surgimento da criatura humana, até os dias atuais, sempre com um toque de humor, descontraindo e convidando todos ao entendimento e à compreensão, digno de quem tem habilidades na oratória, fruto de décadas de trabalho e dedicação na divulgação da Doutrina Espírita.
Referindo-se à Allan Kardec, o professor Rivail, homem notável, que entregou-se ao labor até a consumpção de suas forças, pois sabia que havia pressa em concluir estas obras que iriam construir a base de um novo edifício, facultando o despertar da consciência da humanidade, viabilizando a presença do consolador de que necessitamos todos, rumando para um mundo melhor, modificando-nos cada qual para melhor.
Graças ao Espírito de Verdade, compreendemos que o sentido da vida é servir.
Encaminhando-se para o encerramento, o Semeador de Estrelas ainda afirmou que somente mudaremos o mundo quando aprendermos a conquistar a paz. Duas condições são básicas para que tenhamos um mundo melhor, amar e servir.
As dores, concluiu o “trovador de Deus”, são experiências de vida, não são castigos de Deus, porque Deus é amor.
Ao encerrar a atividade de abertura do XXV Congresso Espírita Nacional, o trabalhador incansável do Cristo foi aplaudido de pé por todos os presentes, prosseguindo, ainda, por mais alguns instantes no auditório, atendendo aos presentes, respondendo algumas perguntas, um abraço e o acolhimento afetuoso, que lhe são característicos.
Texto: Ênio Medeiros
Fotos: Jaqueline Medeiros
Revisão: Paulo Salerno

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Divaldo Franco na Espanha Réus

05 de dezembro de 2018
Na quarta-feira, 05 de dezembro de 2018, retornando a bela cidade de Réus, dando prosseguimento ao roteiro de conferências pela Espanha e atendendo ao convite dos amigos da Sociedade Espírita Manoel e Divaldo, capitaneados pelo dedicado trabalhador espírita Manolo Sunyer, Divaldo Franco abordou o tema Tesouros Libertadores, fazendo referência ao lançamento da obra de mesmo nome da veneranda mentora Joanna de Ângelis, traduzida ao Espanhol pelo devotado servidor da causa espírita Xavier Llobet.
Também, na oportunidade, ocorreu o lançamento do livro A Revolução do Ser, psicografia do Espírito Joanna de Ângelis, através da médium Dolores Martinez, da cidade de Réus, também dirigente da instituição que promoveu a conferência da noite.
Saudando os presentes com carinho, o Dr. Juan Danilo Rodríguez, que acompanha Divaldo em suas viagens, conduziu os participantes em uma sentida oração, executando a seguir, em violão e voz, a canção Imagine em espanhol, criando uma psicosfera de ternura e paz. Ato contínuo, o amigo Manolo Sunyer, de forma simples e carinhosa, realizou a apresentação do palestrante, em clima de muita alegria.
Divaldo Franco, iniciando a conferência, se referiu à fatalidade biológica da morte, a figura mais detestada do pensamento universal. Citando os filósofos Sócrates e Platão, destacou a necessidade do autoconhecimento, que segundo Sócrates, que era sofista, está no interior do ser, sendo necessário que o mesmo mergulhe no íntimo de si mesmo, no mundo das ideias, buscando o conhecimento para encontrar a verdade.
A filosofia surgiu para interpretar a vida, que para cada indivíduo tem um sentido, podendo variar ao infinito. Sócrates ensinou que a sombra é transitória, porém, o ser pensante, este é permanente.
Jesus, no entanto, afirmou Divaldo, vem nos falar de um mundo ideal, o Reino dos Céus, e propõe uma filosofia onde todos morrem para retornar à uma realidade permanente. Amar, convida-nos o mestre Galileu, é a única forma de autoconhecimento, pois amando desenvolveremos a tolerância, que é a base inicial do amor, afinal quem ama, já não necessita de tantas complexidades para viver em paz e ser feliz.
Fazendo um mergulho através do tempo, Divaldo Franco proporcionou uma verdadeira aula de história, geografia, psicologia e física, e de Cristóvão Colombo à Albert Einstein, chegou aos dias atuais, traçando a evolução da humanidade neste longo período, fazendo referência a nomes e datas com uma exatidão impressionante.
Somos Espíritos imortais, esclareceu Divaldo. A Doutrina Espírita nos propõe uma transformação moral para melhor e nos fala da evolução do ser pela caridade, que é o amor em sua manifestação mais elevada. É necessário fazer da vida um poema de amor, aproveitar cada momento, cientes de que a confiança em Deus nos vai auxiliar a superar nossos conflitos.
Evitemos o ódio, a amargura, mudemos de comportamento, tenhamos uma boa palavra para os outros, busquemos a gentileza que nos vai ajudar a amar mais, frisou o nobre orador e médium.
Basta amarmos e crermos em Deus e teremos toda a força necessária para enfrentarmos todos os desafios. Ao final, o Arauto do Evangelho embeveceu todos os corações com o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, fazendo com que todos se deixassem embalar nas ondas de ternura e júbilo que tomaram conta do ambiente.
Muito aplaudido, a conferência foi encerrada, e o trabalhador incansável já se prepara para o XXV Congresso Espírita Nacional espanhol que se inicia na sexta-feira, 07 de dezembro, onde a sua presença é aguardada com grande expectativa. Saindo-se de si e doando-se por inteiro ao seu próximo, Divaldo Franco é o dedicado semeador que sai pelo mundo a semear o amor ensinado por Jesus, cultivando a gratidão.
Texto: Ênio Medeiros
Fotos: Jaqueline Medeiros
Revisão: Paulo Salerno 


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Divaldo Franco na Espanha Barcelona

04 de dezembro de 2018
Texto: Ênio Medeiros
Fotos: Jaqueline Medeiros
Revisão: Paulo Salerno
Na noite da terça-feira, 04 de dezembro de 2018, Divaldo Pereira Franco retornou pela vigésima segunda vez à belíssima Barcelona, na Espanha, desde o recuado ano de 1977, quando ali esteve por vez primeira atendendo ao convite dos espíritas daquela época. Desta vez, para falar sobre o Vazio Existencial, nas dependências do Hotel Silken, no centro de Barcelona.
Com o salão de conferências lotado, as atividades foram iniciadas com a apresentação de um vídeo sobre a Mansão do Caminho, com a narração do querido amigo Dr. Juan Danilo Rodríguez, onde atualmente reside e se dedica às atividades desta veneranda instituição.
Ato continuo, Divaldo Franco iniciou a conferência apresentando e discorrendo sobre as atividades do psiquiatra austríaco Victor Frankl, narrando suas experiências como prisioneiro nos campos de concentração das tropas alemãs. O Arauto do Evangelho e da Paz destacou o livro “Em busca de Sentido” do eminente médico austríaco, salientando o quão é indispensável ter-se uma meta pessoal na vida.
Chamou a atenção, o hábil expositor, para as conquistas tecnológicas da sociedade atual, o conhecimento e domínio da energia, vivendo a realidade da comunicação virtual, caminhando para a condição de Homo Virtualis, pois pequenos aparelhos nos permitem contato com o mundo. Porém, apesar destas conquistas, o ser humano ainda mata, agride e sofre muitas vezes, evidenciando que um dos maiores desafios da criatura humana é o vazio existencial que experimenta. Fez referências aos índices da depressão, conduzindo o indivíduo ao suicídio, não raras vezes.
Afinal, questionou Divaldo, qual a razão destas insatisfações, diante de tantos recursos, que cada vez mais eliminam a dor física dos seres, mas são incapazes de equacionar as dores morais, advindas da ansiedade, da solidão?
O ínclito orador asseverou que o homem moderno tem medo de amar, busca o gozo, o prazer do momento, para logo se sentir solitário, repleto de valores do mundo de fora e carente de valores da alma, valores espirituais que plenificam o ser.
O Espiritismo, afirmou, nos auxilia a dar sentido à vida. Nascer e morrer são fatores biológicos, porém a vida prossegue indestrutível, mesmo fora do corpo. Para elucidar a continuidade da vida, Divaldo comentou as experiências vivenciadas pelo neurocirurgião Alexander III, vítima de morte cerebral, e que no oitavo dia, quando iriam desligar os aparelhos que lhe mantinham a vida, despertou com todas as memórias, sem sequelas, relatando seu encontro com o pai, já falecido, e também à varias situações que acompanhou durante sua morte aparente, fora das dependências do hospital, vindo a escrever o livro O Céu Existe, e também O Mapa do Mundo Espiritual.
Em suas narrativas Divaldo, de forma hábil e descontraída, levou a plateia a se perguntar, qual, para mim, o verdadeiro sentido da vida?
E esclareceu, é Amar! Em perfeito acordo com o maior Psicoterapeuta da humanidade, Jesus Cristo, que vem nos indicar os caminhos para o amor. Um ser revolucionário, que fala de ternura, de fraternidade. Que ensina o amor aos inimigos, e nos conduz, pelos seus ensinamentos, à necessidade de vivermos o ser, deixando o apego à matéria, e vivendo intensamente cada momento de nossas vidas.
Ao finalizar a conferência, sugeriu, o lúcido orador, que busquemos realizar nesta vida algo significativo, para deixarmos pegadas luminosas por onde passarmos, servindo de orientação para os que vierem após, sorrindo mais, conversarmos mais pessoalmente. Ao invés de massificarmo-nos com a tecnologia, buscarmos nossos irmãos invisíveis e falarmos de amor. É urgente que as pessoas se abram para a vida, para o amor.
Após o encerramento, incansável, Divaldo ainda respondeu diversas perguntas elaboradas pelos presentes, recolhendo-se em seguida, para no dia seguinte, de amanhã, tomar o caminho para a cidade de Réus.



(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

Registro. Divaldo Franco na Espanha Madrid.

Madri, 03 de dezembro de 2018
Texto: Ênio Medeiros
Revisão: Paulo Salerno

Retornando novamente à Espanha, onde desenvolverá atividades doutrinárias no período de 03 a 08 de dezembro de 2018 em Madri, Barcelona, Réus e em Ciudad Real, onde participará do XXV Congresso Espírita Nacional, programado para os dias 7, 8 e 9, o arauto do Evangelho, Divaldo Pereira Franco, foi recebido pelos amigos espíritas da bela cidade de Madri, e que tendo lotado o auditório, encontravam-se ávidos por conhecimentos e em busca da vasta experiência deste peregrino de Jesus, que uma vez tendo colocado suas mãos no arado do bem, nunca mais olhou para trás, percorrendo os mais diversos caminhos do mundo semeando estrelas de amor e paz.
Divaldo relembrou o período difícil que a Espanha experimentou durante o governo arbitrário do ditador Franco, onde era proibido expor qualquer opinião e professar de público a sua fé, sendo motivo de prisão. Contudo, graças à figura da Dra. Dolores Peres y Peres e a coragem de almas nobres que, esquecidas de si mesmas, não recuaram diante dos riscos, e atendendo ao apelo dos espíritos nobres, naquelas dias de grande censura, o grupo de espíritas à época, e de forma disfarçada, naqueles recuados dias, reuniram-se para ouvir Divaldo. Após a queima dos livros espíritas na praça de Barcelona pelas autoridades religiosas, e que ficou conhecido como o Auto de Fé, o Espiritismo quase que desapareceu da Espanha. Naqueles dias de intolerância, o seareiro de Jesus, Divaldo Franco, ali esteve para incentivar os companheiros de ideal, sob a inspiração dos benfeitores espirituais, a reiniciarem a vivência e a divulgação da amada Doutrina Espírita.
A seguir, o nobre orador, embasando cientificamente a conferência, fez referências a Carl Gustav Jung, retratando o consciente e o subconsciente, bem como apresentou as experiências de Jean-Martin Charcot. Referindo-se, também, à Victor Frankl, este asseverava que a vida, para ser bem vivida, necessita de um ideal, uma meta transpessoal, que sobreviva a transitoriedade da matéria.
Impressiona muito a forma jovial, alegre e contagiante com que Divaldo, com muita propriedade, envolve o auditório, descontraindo com narrativas que provocam o riso terapêutico, ao mesmo tempo que, com maestria, consegue mergulhar e se aprofundar nas intrincadas questões do cosmo, do ser e da dor, proporcionando ampla compreensão ao atento auditório.
Todos estamos com sede de amor, afirmou Divaldo, perdemos a confiança uns nos outros, porque perdemos o contato com Deus, permitindo-nos conduzir contrariados e contrários uns aos outros, armados, propensos a reagir.
Ao discorrer sobre o homem incomparável de Nazaré, Jesus Cristo, destacou que Ele saiu dos altares para conviver e conversar conosco. Eis aí o Espiritismo, afirmou, nos dizendo que Deus é amor, e também a causa primeira de todas as coisas, que o importante não é ser amado, e sim amar, que nossos mortos vivem e que há vida em toda parte.
Finalizando a brilhante e sensibilizadora conferência, Divaldo asseverou que é necessário estabelecer um norte de amor em nossas vidas, incondicional como o amor de mãe, que não se cansa nunca, não repreende e sempre compreende, acrescentando: Não vos permitais estar com a alma magoada, ressentida, perdoemos aos que, por ventura, nos agridem, pois que ninguém há que se arrependerá de ter perdoado. O verdadeiro sentido da vida é amar.
Pairavam no ar vibrações de ternura e paz, as pessoas, todas embevecidas pelo verbo simples, porém profundo do incansável trabalhador de Jesus, dali não se movimentavam, como se o mundo tivesse parado de se mover. Quem, afinal, consegue ficar insensível diante de alguém que, de fato, entrega sua vida a Jesus, ao trabalho de servir e amar? O semeador saiu a semear, e semeando...
 

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Divaldo Pereira Franco em Araras, SP

18-11-2018.

Fotos: Edgard Patrocínio
Texto: Djair Ribeiro

“A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não da situação material em que ele vive”. Allan Kardec
Foi no Salão Social da APAE da cidade de Araras – SP, que se congregaram cerca de 1500 pessoas para presenciar Divaldo Franco desenvolver o seminário de quase três (três) horas sobre o tema “Reencontro com Jesus - Luz nas Trevas”.
Assumindo a tribuna Divaldo inicia o desenvolvimento do tema utilizando-se do Rei Creso da Lídia – hoje parte da Turquia.

Creso foi um dos mais famosos e ricos monarcas da Antiguidade. Certa vez o Rei Creso foi visitado por Sólon, um dos grandes filósofos grego. Encantado pela visita do nobre sábio, Creso levou-o por um passeio pelo Palácio e uma visita à Sala do Tesouro Real, transbordando de riquezas. Diante daquela imensa fortuna o Rei Creso decidiu por à prova a decantada sabedoria do grego e perguntou-lhe se existia alguém mais ditoso que ele. Sólon, após uma ligeira reflexão, respondeu ao Rei com as histórias de Telo e dos irmãos Cleóbis e Bíton, afirmando terem sido eles os mais afortunados que ele já conhecera. Frustrado por não ter sido apontado como o mais feliz, o vaidoso monarca, desencantou-se e grosseiramente afastou-se do grego.
Percebendo a decepção do Rei, Sólon despediu-se do monarca com uma advertência: Creso, não consideres a nenhum homem como afortunado até o dia da sua morte.
Anos mais tarde, o Rei Creso decidiu atacar a Pérsia, tendo sido derrotado e condenado por Ciro, rei da Pérsia, a morrer junto com toda a família em uma fogueira. Diante das chamas o infortunado Creso gritou: — Oh Sólon! Tinhas razão.
Ciro mandou suspender a execução e questionou Creso sobre a evocação à Sólon. Após ouvir do ex-monarca da Lídia o conselho do sábio grego, Ciro houve por bem perdoar Creso, por entender que igualmente um dia ele poderia enfrentar as vicissitudes da vida.

Divaldo, após a narrativa, nos convida a examinar a questão da felicidade, cuja conquista vinculamos ao poder, riqueza, beleza, juventude e fama. Quando perdemos o “objeto” de nossa falsa felicidade, mergulhamos na depressão e na perda da vontade de viver.
Para melhor ilustrar o pensamento Divaldo Franco recorre à obra do escritor norte-americano Arthur Miller chamada “A Morte do Caixeiro Viajante”.
Nessa obra – uma crítica aos valores materialistas - o autor narra a história de Willy Loman um caixeiro-viajante, pai de família, que busca realizar o caminho percorrido por várias pessoas que, começando do nada, lograram obter riqueza, destaque social, fama, poder.
O sonho (ilusão) do personagem transforma-se em pesadelo, quando sua estratégia falha – após anos de muito sucesso – e ele se vê (na meia idade) fracassado e desempregado. Outro fator a angustiar o protagonista da história é o fato de que seu fracasso não mais lhe permitirá dar aos seus filhos um futuro promissor como ele havia planejado.
Com sentimento de culpa, pelo destino de seus filhos e pela situação econômica em que vive, Willy busca o suicídio como meio de sua “redenção”.
A criatura humana deve aprender a ser feliz de acordo com as circunstâncias, incorporando e vivendo a certeza da transitoriedade do seu corpo físico e da sua eternidade espiritual.

Buscando desenvolver os conceitos formulados na primeira parte do seminário, Divaldo faz referência ao filósofo latino Marco Túlio Cícero (106 aC-43aC), citando-o pela frase: “A história é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade”. Dezesseis séculos mais tarde com base nas palavras de Cícero, Francis Bacon (1561-1626) o filósofo inglês observou: “Uma visão superficial da filosofia leva a mente humana ao ateísmo, mas a profundidade da filosofia leva-a para a religiosidade”.
A partir dessas citações, Divaldo realiza um périplo pelos fatos marcantes da humanidade ressaltando a necessidade de conhecermos para reflexionarmos a respeito dos fatos históricos, a fim de melhor podermos compreender a realidade dos dias atuais.
Divaldo inicia a incursão histórica pela fundação de Roma e posteriormente dos seus dois triunviratos focando maiores detalhes em torno do período em que Caio Júlio Cesar militar romano conduziu a transformação da República Romana para o Império Romano um gigante da sociedade patrícia, mas que mesmo assim foi traído por parte do Senado e morto a punhaladas. Júlio Cesar é sucedido pelo segundo triunvirato formado por Marco Antônio, Marco Emílio Lépido e Caio Júlio Cesar Otaviano Augusto, que encerra o triunvirato - após as mortes dos outros dois integrantes - restabelecendo a República Romana e governando com reconhecidos valores morais buscando, dessa forma, reparar os equívocos e excessos perpetrados por Júlio Cesar.

Foi um período de muita paz e progresso para os Romanos. Sabiamente Otaviano Augusto compreendera que um povo só é feliz quando está em paz é necessário que haja paz e que a paz somente é possível quando existe moralidade a começar pelos seus governantes para servir de modelo aos governados.
Foi durante o governo de Otaviano Augusto que nasce em na humilde aldeia de Belém Aquele que seria o Modelo e Guia de toda a humanidade: Jesus.
A digressão histórica segue com Divaldo extasiando-nos a todos com as poéticas narrativas que transportou nossa mente à Palestina dos tempos Evangélicos com suas paisagens, das flores e dos perfumes, a brisa suave e o Mar da Galileia.
Jesus vem nos trazer sua mensagem para deixarmos os pântanos das emoções descontroladas atreladas às sensações impostas pelos instintos.
Veio nos falar do AMOR quando nos estimula ao maior dos mandamentos: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas”.

Divaldo recorre ao escritor, filósofo, teólogo e historiador francês Joseph Ernest Renan (1823-1892) que em 1862 foi nomeado professor de hebraico no Collège de France, mas, após a primeira aula seu curso foi cancelado, pela simples razão de ter chamado Jesus de “Um homem incomparável” frase esta que contrariou o pensamento religioso dogmático que considera Jesus como a manifestação de Deus. Ernest Renan publicou a obra “A Vida de Jesus” na qual ressalta ter Jesus dividido a história da Humanidade em dois períodos distintos: antes e depois Dele.
Discorrendo, ainda, sobre algumas análises elaboradas por destacados estudiosos Divaldo aborda o pensamento da psicanalista Dra. Hanna Wolff, que considera Jesus o maior psicoterapeuta que já existiu. Suas análises e considerações estão reportadas em o livro “Jesus Psicoterapeuta”.
O amor é – na estrutura psicológica emocional da criatura humana - uma emoção recente e por essa razão estamos mais habituados às emoções anteriores e que nos acompanham de longa data como o medo, a ira.
O amor nos inspira a buscar um sentido profundo e transcendental para a nossa existência que nos leva ao discernimento e a capacidade de distinguir o bem do mal.
O amor não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre, porque vive no íntimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.

O amor deve ser sempre o ponto de partida de todas as aspirações e a etapa final de todos os anseios humanos.
Equivocadamente o sexo é considerado - por um grande contingente de pessoas - como sinônimo de amor.
Todavia, o sentimento do amor é muito mais amplo e abrangente, uma vez que representa a somatória dos sentimentos e anseios que formam a base de nossas ações no bem.
O sexo, desacompanhado do amor, é sensação herança do instinto dominador, enquanto que o amor é a emoção a ser conquistada pelos caminhos da elevação espiritual e moral. Quando o sexo se impõe sem o amor, a sua passagem é rápida, frustrante e insaciável.
“A visão hedonista sobre a existência humana tem levado multidões às alucinações do prazer, numa interpretação totalmente equivocada sobre a realidade do ser”. Ensina-nos Joanna de Ângelis em o livro Triunfo Pessoal (LEAL).
Não há, portanto, razão para nos deixarmos envolver pelo manto de pessimismo que os dias atuais vêm cercando a sociedade. Vigiemos nossos pensamentos e inclinações precatando-nos dos Espíritos desencarnados adversários que direcionam à mente do hospedeiro físico induções hipnóticas carregadas de pessimismo e de desconfiança, de inquietação e de mal-estar, que estabelecerão as matrizes das obsessões.

A obsessão - transmissão mental de cérebro a cérebro – se expressa inicialmente como inspiração discreta para mais tarde fazer-se interferência da mente obsessora na mente encarnada, com vigor que alcança o seu apogeu na deplorável subjugação.
Emoldurando essa injunção Divaldo relembrou um momento de sua juventude, quando, acicatado por problemas morais, viu-se diante do convite de adversários do pretérito que o convidavam a arrojar-se do alto do Elevador Lacerda para o suicídio.
Não devemos valorizar o mal que pulula à nossa volta e nem permitir que nos tirem a paz e a alegria de viver.
Em que pese os dias tumultuosos da atualidade onde as aflições, ódios, intolerâncias, sofrimentos e violências, dias em que as pessoas – ao invés de se amarem umas às outras como preconizado por Jesus – elegem se armarem umas contra as outras – no âmbito material e emocional - urge aceitar e viver a proposta de Jesus, amando mais, tornando-nos, assim, mais gentis, tolerantes, pacíficos e mansos de conformidade com os ensinamentos registrados no Sermão da Montanha, permitindo a formação de uma humanidade mais justa e feliz.

Embalando a todos nas suaves estrofes do Poema da Gratidão, Divaldo encerra a conferência, permitindo-nos sentir a presença do amor incondicional de Jesus a nos envolver.


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Divaldo Pereira Franco em Ribeirão Preto, SP

Fotos: Edgar Patrocínio
Texto: Djair de Souza Ribeiro
A União das Sociedades Espíritas (USE) Intermunicipal de Ribeirão Preto escolheu a Quinta Linda Centro de Eventos para recepcionar um público com cerca de 1.500 pessoas para a Conferência Espírita de Divaldo Franco na noite de 17 de novembro de 2.018.
Divaldo Franco inicia sua conferência recuando à Polônia dos anos de 1930. Um país marcado por muitas invasões e conquistas e cujo povo sofria as injunções do preconceito do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães mais conhecido como Partido Nazista cuja onda de ódio e crueldade espraiava-se desde Berlim tendo como epicentro a figura de Adolfo Hitler “Der Führer” (O Condutor em alemão) que devotava um desprezo total a esse povo trabalhador e valoroso que trouxera ao mundo o oftalmologista e filólogo Ludwik Lejzer Zamenhof (1859-1917) cuja motivação existencial foi o de quebrar uma das grandes barreiras para a comunhão universal – a barreira da comunicação, devido às diversidades dos idiomas – dedicando-se a idealizar e criar um idioma Global: o Esperanto, a língua artificial mais falada e bem sucedida no mundo.
Seguindo com o tema Divaldo aborda a questão da Guerra – a face mais visível do egoísmo e da crueldade humana – emocionando a todos com a narrativa do Rabino Samuel que nos anos de 1930 morava próximo a um jovem alemão. Diariamente o Rabino quando passava próximo à residência do jovem alemão cumprimentava-o gentilmente:
— Guten Morgen, Herr Müller (Em alemão – Bom Dia, Sr. Müller).
O jovem orgulhoso e arrogante – envenenado pela propaganda nazista - mostrava-se indiferente à cordialidade do religioso judeu e jamais retribuíra o cumprimento.
Essa cena repetiu-se centenas de vezes, até o dia 1 de setembro de 1.939 com a invasão da pacífica Polônia, dando início à 2ª Guerra Mundial e a adoção da política de Hitler de extermínio dos Judeus.
Em uma manhã gelada do inverno europeu – véspera do Natal de 1.944 - um fila enorme é organizada em um campo de concentração. À frente da fila um oficial das temidas tropas SS nazista segurando nas mãos um rebenque examinava a cada um dos prisioneiros e determinava seu destino.
Se o rebenque fosse apontado para a esquerda o prisioneiro era arrastado às câmaras de gás e assassinado. Caso o rebenque apontasse para a direita o prisioneiro era levado para as cabanas e permanecia vivo – até a próxima vistoria.
A fila seguia sua cadência trágica - Esquerda: Morte. Direita: Vida - até que parou diante do oficial um senhor alquebrado pelos sofrimentos e em um gesto audacioso ousou dirigir a palavra ao comandante nazista:
— Guten Morgen, Herr Müller.
O soldado, que trazia afivelada ao rosto a máscara da indiferença, estremeceu ao reconhecer a voz de seu antigo vizinho e diante daqueles olhos humildes que o fitavam, apontou o rebenque para a direita. Vida!
Finda a Guerra o rabino Samuel foi convidado a testemunhar as atrocidades e participar do julgamento de vários dos carrascos nazistas que não lograram fugir ou suicidar-se.
Diante de Herr. Müller – agora prisioneiro de Guerra – o rabino voltou a cumprimenta-lo: — Guten Morgen, Herr Müller – e respondendo ao juiz que lhe indagara sobre o réu, o antigo prisioneiro dos campos de extermínio reconheceu que aquele jovem à sua frente havia-o salvado.
Ao sair do tribunal – que o condenara - o ex-soldado nazista deteve-se diante do Rabino e lhe sussurrou:
— Vielen Danke, Herr Rabino (Em alemão – Muito obrigado, Senhor Rabino).
Após essa narrativa emocionante, Divaldo aborda a ausência dos valores morais superiores e éticos associada às doutrinas materialistas, sectárias e que almejam o poder pelo poder desconsiderando os demais que pensam de maneira diferente e desprezando os valores mais básicos da Sociedade. Postura esta que transforma em inimigos – e não em adversários - todos aqueles que lhe fazem oposição ideológica. A desobediência e a desestruturação dos sistemas organizados – tais como a família, por exemplo – integra a ideologia destruidora dos valores mais caros da coletividade.
Essa ideologia que transforma o ser humano em um robô sem sentimento ao encontrar criaturas desprovidas de valores positivos e acicatadas por desordens psicológicas profundas produzem os extremistas como os anarquistas cuja filosofia é a demolição de toda forma de organização social.
Anarquistas como o italiano Luigi Lucheni - integrante de um grupo de anarquistas, politicamente ativos e favoráveis às táticas terroristas dos mais fervorosos e adeptos da Propaganda pelo Ato - que a 10 de setembro de 1898, em Genebra, Suíça, assassinou Sissi a Imperatriz.
Em 28 de junho de 1914, o assassinato do arquiduque Francisco Fernando da Áustria, o herdeiro do trono da Áustria-Hungria, pelo nacionalista iugoslavo Gavrilo Princip - autodeclarado anarquista radical -, em Sarajevo, na Bósnia, foi o gatilho imediato da Primeira Guerra.
Segue a Humanidade sua louca busca pelo poder sempre temporário e eclode a 2ª Guerra Mundial (1939-1945) que após dizimar mais de 80.000.000 milhões de vidas termina de maneira cruel com as explosões das bombas atômicas em Hiroshima e depois Nagasaki.
Apesar da paz aparente espoca a Guerra da Coréia expressão bélica da Guerra Fria entre EUA e URSS levando a uma corrida armamentista sem precedente em toda a História da Humanidade.
Conforme o pesquisador Kenneth Boudling (1910-1993), em o livro Paz Estável, nos últimos 3.500 anos de registros históricos, o mundo só teve 268 sem conflitos armados. Somente nas guerras do século XX morreram 98.000.000 de seres humanos. O pior dessa estatística é que a maioria das guerras ocorreu por motivos religiosos. Hipocritamente alegando amar a Deus, mas odiando ao seu irmão.
A par da violência irrompe a inversão dos valores éticos e morais e parte da Humanidade mergulha no sexualismo e a degradação da família buscando fugir do mundo cada vez mais materialista, individualista e consumista sem falar na banalização do consumo das drogas a verdadeira Besta do Apocalipse do Evangelho.
As tentativas de desorganização dos valores fundamentais seguem. Freud, Nietzsche e o niilismo, Karl Max e a afirmação de que a religião é o ópio do povo, representam o máximo do pensamento materialista ateísta.
Guerras e revoluções sangrentas dominam o século XX e a libertinagem dos costumes morais – travestidas de liberdade – empurram a sociedade à conquista do nada existencial em prejuízo dos valores transcendentais.
A humanidade empanturrada de tecnologia experimenta, porém, sofrimentos emocionais e morais a se refletir nas imensas multidões de depressivos.
Divaldo faz uma pausa permitindo-nos assimilar suas palavras. Em seguida recorre ao Livro dos Espíritos para encaminhar a conclusão da sua abordagem.
Preocupado com a questão das guerras e revoluções sangrentas, Allan Kardec indaga aos Espíritos Superiores e Tarefeiros do Amor do Cristo junto à Humanidade: Que é o que impele o homem à guerra?
Ao que os Luminares da Erraticidade respondem: Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e transbordamento das paixões. No estado de barbaria, os povos um só direito conhecem — o do mais forte. [1]
Com base nessa questão Divaldo vem fazer o contraponto e realça o comportamento daqueles que pautam sua vida pelos valores morais nobres e deixam-se dominar pela sublimidade dos princípios religiosos existentes em todas as denominações religiosas que buscam elevar a criatura humana.
Para tanto, Divaldo retorna à Polônia de 1942 quando a perseguição aos judeus atinge o seu ápice.
Mais especificamente Divaldo situa o fato na cidade polonesa de Piotrków Trybunalski quando uma senhora judia, antes de ser presa junto com toda a família, busca o auxílio de uma vizinha e amiga católica pedindo a ela que cuidasse do seu filho - Israel Meir Lau, Lúlek como era por ambas conhecido, ainda uma criança de cinco anos - caso ela morresse e ele sobrevivesse. Nesse caso a mãe aflita pedia à amiga cristã que deveria enviar o menino para junto dos familiares que viviam na Palestina, permitindo lhe um futuro junto dos seus e das suas raízes.
Em poucos dias as tropas SS prenderam toda a família encaminhando-os a campos de concentração. Os pais de Lúlek morreram em Treblinka na própria Polônia, enquanto o menino foi enviado para o campo de Buchenwald, na Alemanha, onde permaneceu até ser libertado em 1945.
Lúlek, por ocasião da libertação, contava oito anos de idade sendo recambiado para a cidade natal pelas tropas aliadas.
Chegando à cidade, Lúlek foi mantido sob os cuidados da vizinha e amiga católica.
Após a missa dominical essa senhora buscou amparo e conselho junto ao padre da igreja que frequentava e expôs lhe suas dúvidas:
Prometera à mãe de Lúlek que o encaminharia para a Palestina, caso ele sobrevivesse, porém, encontrava-se diante de um dilema e pedia ao sacerdote católico um conselho. Desejava tornar realidade o sonho de sua amiga judia, mas, ao mesmo tempo, ansiava mantê-lo consigo e batizá-lo.
O pároco deu-lhe uma resposta rápida e segura:
— O seu dever é respeitar a vontade dos pais do menino.
Lúlek foi enviado, então, para a Palestina, que três anos depois tornou-se o Estado de Israel, onde ele se criou e foi educado dentro dos princípios do judaísmo.
Divaldo redireciona, agora, o foco dos acontecimentos e salta para o início do Século XXI, no Vaticano e mais especificamente em uma das Salas de Audiências onde o Papa João Paulo II, nascido Karol Wojtyla, recebe a visita de uma das mais altas autoridades religiosas do Judaísmo: o Grão Rabino Judeu Israel Meir Lau.
A entrevista ocorre em um clima muito cordial e o rabino – respeitando o pedido que havia sido feito pelos assistentes do Papa de ser breve na entrevista, uma vez que o Papa se encontrava com a síndrome de Parkinson - após alguns instantes, relata ao Papa a história de Lúlek e a decisão da senhora católica que, incentivada pelo padre local, enviara o menino para Israel.
O Papa considerou interessante a narrativa dessa história, mas passou a ser tocante e comovedora quando o Grão Rabino perguntou ao Sumo Pontífice:
— O senhor sabe quem era esse padre polonês?
O Papa meneou a cabeça negativamente, indicando que desconhecia o religioso que agira daquela forma.
— Era você – respondeu o Grão Rabino olhando nos olhos de Karol Wojtyla
Tomada de enorme surpresa o Papa reuniu forças e indagou do Grão Rabino:
— E você sabe onde está este menino?
O Grão Rabino quebrando o protocolo aproximou-se do Papa e segurando lhe as mãos respondeu:
— Aquele menino – Lúlek - sou eu. [2]
Grande emoção a todos dominava. O silêncio que se seguiu ao final da narrativa foi quebrado com as exortações finais de Divaldo.
E nós? O que fizemos de Jesus?
Mesmo nesses dias difíceis deixemos brilhar a luz de Jesus a iluminar os nossos dias e todos os nossos momentos e optemos por amarmo-nos a nós próprios.
Saiamos daqui com a certeza de que a vida é aquilo que dela fazemos.
As palmas que se seguiram ao poema da Gratidão traduziam o reconhecimento de todos pela mensagem de consolação e de esperança como luzes a balizar nossos passos nas sombras que buscam envolver a humanidade nos dias atuais.
Um pensamento repercutia no recôndito das almas, luarizadas pelas bênçãos que a todos envolviam:
— Não vos deixarei órgãos. Voltarei para vós.
[1] Questão 742 de O Livro dos Espíritos, FEB Editora.
[2] Relato condensado do conteúdo de o livro Lúlek. A História Do Menino Que Saiu Do Campo De Concentração Para Se Tornar O Grão-Rabino De Israel de autoria do Rabino Israel Meir Lau.

domingo, 18 de novembro de 2018

Divaldo Franco em Araraquara, SP 16-11-2018.

Fotos: Edgar Patrocínio
       Texto: Djair de Souza Ribeiro

A União Intermunicipal das Sociedades Espíritas (USE) de Araraquara escolheu as dependências do Salão Nosso Ninho para receber um público superior a 1.000 pessoas que ali se reuniram para ouvir a Conferência Espírita realizada por Divaldo Franco na noite do dia 16 de novembro de 2.018.
Divaldo inicia sua abordagem utilizando-se da narrativa de um fato envolvendo a violinista norte América Elizabeth Gladicht ainda criança e Madame Ernestine Schumann-Heink (1861-1936) uma das mulheres mais famosas e mais amadas do mundo no início dos anos 1900, tendo sido considerada o maior contralto de sua época e, talvez, de todos os tempos.
Elizabeth decidira-se por abandonar a arte musical após o fracasso na apresentação em um concerto para crianças e por essa razão sentia-se muito triste. Dando-se conta da tristeza da menina diante do fracasso, Madame Ernestine convidou-a para uma volta pelo pomar do imenso jardim do hotel que as hospedava.

Sentadas sob uma árvore veneranda passaram a ouvir o cantar de uma Calhandra (também conhecida por Cotovia e em alguns países confundido com o Rouxinol).
Madame Ernestine contou à jovem Elizabeth a Lenda da Calhandra criada por Deus para encantar aqueles que estivessem cansados e aflitos pelas vicissitudes da existência, buscando a pequena e frágil ave – com seu canto maravilhoso – suavizar o fardo da vida como um alado Cireneu.

Ainda sob os encantos da suave melodia da pequena Calhandra, Madame Ernestine concluiu a lição inesquecível: — Somos, todos nós, Calhandras enviados por Deus para mutuamente nos ampararmos. Vá e faça a tua parte.
Sob qualquer conjuntura aflitiva, quando as coisas se apresentem negativas ou infelizes, não deixemos de fazer aquilo que nos cabe fazer, pois, certamente, Deus fará a parte que a Ele cabe.

Frequentemente, quando nos deparamos com os desafios da vida, que surgem na forma de problemas excruciantes, logo nos deixamos envolver pelos pensamentos pessimistas, inclinando-nos à desistência da luta ou à revolta.
Diante desse quadro Deus enviou-nos a “Calhandra” da Doutrina Espírita que vem nos dizer da imortalidade do Espírito que segue, após a morte do corpo físico, exatamente o mesmo conservando – intacto – nossos sentimentos, emoções, valores morais e os conhecimentos adquiridos.
Viajaremos para o Mundo Espiritual não com as nossas intenções, mas com aquilo que efetivamente realizamos.
Assim sedo, compelidos à tarefa edificante, façamos a nossa parte. Diante de doenças a castigar e depauperar a saúde e a vitalidade de nosso corpo físico façamos a nossa parte.
Mesmo diante dos ataques das incompreensões e das ingratidões sigamos com a nossa luta, à semelhança da Calhandra de Deus.

Ao encerrar a palestra Divaldo Franco presta uma bela, conquanto singela, homenagem ao filho da terra Wallace Leal Valentin Rodrigues (1924-1988) que, qual uma Calhandra, dedicou-se a minorar o infortúnio de tantos quanto lhe cruzaram o caminho e proporcionar um pouco de conforto material e consolo moral.

Divaldo deixa-nos o convite para nos tornarmos Calhandras saindo dos limites estreitos do círculo religioso “teórico” para a ação em benefício de todas as criaturas, único recurso ao nosso alcance para evidenciar a excelência dos princípios Espíritas quando colocados a serviço do próximo.
Nós, que nos dias atuais, nos consideramos os seguidores de Jesus e de Sua mensagem rediviva e luarizada pela Doutrina dos Espíritos, não temos outra escolha, senão aquela de edificar o bem em toda a parte, vivendo conforme os princípios ético-morais do dever, da fraternidade, da tolerância, da compaixão, do perdão e da caridade.

Divaldo Franco em Catanduva, SP 15-11-2018.

Uma vez mais, o Clube de Tênis Catanduva foi o local escolhido pelo Núcleo Educacional Joanna de Ângelis para acomodar cerca de 1.500 pessoas que ali compareceram para participarem da conferência de Divaldo Franco na noite de 15 de novembro de 2018 em comemoração aos 25 anos daquela entidade educacional.
Alicerçando o desenvolvimento de sua abordagem em torno da importância da Educação, Divaldo nos leva a uma viagem no tempo em quase 5.000 anos para Teotihuacan – Cidade dos Deuses – próximo à Capital do México. De maneira poética Divaldo utiliza-se da figura de um antigo Xamã do Povo Tolteca (Os Toltecas viveram há muitos milhares de anos e habitavam as regiões onde hoje se situa o México e em algumas áreas do atual Panamá).
Os Xamãs Toltecas elaboraram um método educacional permitindo ao povo assumir uma nova postura na vida mediante o desenvolvimento de um comportamento onde as pessoas deveriam assumir quatro compromissos em todas as atitudes na vida para consigo, com o próximo e para com a Força Geradora. 1
E Divaldo enumera esses compromissos:
1. SEJA IMPECÁVEL COM A SUA PALAVRA: A impecabilidade da palavra é o de dizer sempre a verdade. Sendo o primeiro compromisso entende-se ser o de maior importância uma vez que a palavra é o mais poderoso instrumento que possuímos, e tanto pode ser usado para nos escravizar ou expressando nosso poder criativo.
2- NUNCA TOME PARA SI AQUILO QUE É DIRIGIDO PARA OS OUTROS - NÃO LEVE, NUNCA, A MÁGOA DENTRO DO SEU CORAÇÃO. : Não levar em consideração os comentários e ofensas a nós dirigidas sem uma criteriosa análise e, principalmente, não levar nada para o campo pessoal, não permitindo, assim, que a mágoa e o ressentimento façam morada em nosso íntimo, que se tornam tóxicos corrosivos a dilapidar nossa saúde.
3- NÃO TIRE CONCLUSÕES SOBRE NADA: O conhecimento não tem ponto final, ele prossegue, razão pela qual devemos estar sempre aberto a revisões e alterações dos nossos conceitos. Temos o hábito de tirar conclusões sobre tudo que nos chega à percepção. A conclusão equivocada passa a ser considerada como “verdade” e, então petrificamos nossa opinião de que aquilo que pensamos é verdadeiro e tiramos conclusões sobre o que os demais fazem.
4- QUANDO VOCÊ FIZER ALGO, FAÇA-O MUITO BEM, DANDO SEMPRE O MELHOR DE SI: Este compromisso deve ser incorporado na mente e no seu comportamento. Dê sempre o melhor de si em tudo o que você faz. Em qualquer circunstância devemos fazer o melhor possível e sem esperar qualquer recompensa, posto que temos o hábito de esperar o reconhecimento pelas nossas ações e quando este não nos chega no prazo que ansiamos, nosso ímpeto e dedicação vai diminuindo de intensidade, portanto, não aguarde recompensa por agir corretamente. Simplesmente faça o seu melhor e assim a sua satisfação interior será a sua maior recompensa.
Efetuado esse introito, Divaldo segue agora um paralelo entre esses compromissos e a jornada de iluminação interior da criatura, a qual demanda um grande percurso, a ser vencido com sacrifício e vontade bem direcionada, somente possível com uma base moral conquistada pela educação formando valores éticos e capaz de enfrentar todos os desafios dessa longa viagem.
Partindo da citação de Pitágoras - Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos – Divaldo faz uma completa, conquanto breve, digressão na evolução da Educação indo desde os santuários esotéricos da antiga Índia – as Gurdwara - passando pelas doutrinárias iniciáticas do Egito antigo. Divaldo segue a excursão pela história da Educação humana passando por Creta, Atenas e as figuras de Sócrates, Platão e Aristóteles. Avançando um pouco mais Divaldo menciona o Imperador Adriano que teve a iniciativa de criar escolas com caráter social e público adotando os métodos pedagógicos dos filósofos gregos, notadamente de Sócrates para quem Educar (do Latim educere) quer dizer eduzir, ou seja, extrair ou conduzir para fora. Educar não é impor. É desenvolver o que já existe no educando.
A educação consiste em desenvolver valores morais e que resultam na mudança de comportamento frente a alguma instrução ou informação adquirida.
Não é a instrução simplesmente uma vez que Instruir consiste em ensinar e transmitir conhecimentos e ou saberes práticos a alguém. A instrução se refere à formação intelectual.
Por fim, Divaldo chega aos luminares dos métodos educacionais que vai de Jean Jacques Rousseau e culmina com Johann Heinrich Pestalozzi que norteia sua metodologia pelo seguinte pensamento: O amor é o eterno fundamento da educação. Chega-se, por fim a Maria Montessori que enfatiza a base da lídima educação: “A primeira ideia que uma criança precisa ter é a da diferença entre o bem e o mal. A principal função do educador é cuidar para que ela não confunda o bem com a passividade e o mal com a atividade”.
 Divaldo passa a destacar o Prof. Hippolyte-Leon Denizard Rivail discípulo educacional de Pestalozzi e a Doutrina Espírita que muito mais do que falar exclusivamente da imortalidade da alma. O Espiritismo não deve abandonar a educação moral e ética – “Não a educação intelectual, mas a educação moral, mas a que consiste na arte de formar o caráter, que dá os hábitos: porque educação é o conjunto dos hábitos adquiridos”.
Respondendo a Kardec, os Espíritos Sublimes da Humanidade ensinaram: “Uma sociedade depravada certamente precisa de leis severas. Infelizmente, essas leis mais se destinam a punir o mal depois de feito, do que a lhe secar a fonte. Só a educação poderá reformar os homens, que, então, não precisarão mais de leis tão rigorosas.” (Questão 796 de O Livro dos Espíritos).
Reforçando – ainda mais – a importância do desenvolvimento moral Divaldo cita o ensinamento dos Espíritos Superiores: “Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas más inclinações”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap.17, Sede Perfeitos, Os Bons Espíritas).
Assim, a educação moral se apresenta como sendo a solução para os problemas que vive a Sociedade, e, portanto, devendo ser tratada como prioridade máxima.
Para emoldurar os conceitos em torno da Caridade, fora da qual não há salvação, Divaldo passa a narrar a comovente história de Conceição e Lia por ocasião de um, entre muitos encontros com Chico Xavier. 2
É a narrativa de avó e neta marcadas pela expiação acerba, mas libertadora porque vivida com resignação, e que culmina com o resgate de crimes que ambas praticaram por ocasião do reinado de Filipe II da Espanha de 1.556 até 1.598.
A emoção a todos dominava. A importância da aquisição e vivência dos valores morais conforme preconizado por Jesus e luarizados pela Doutrina Espírita tocou a todos, pois foi possível conscientizar-se com, com muita facilidade, observando o panorama humano, a existência de um desequilíbrio muito grande entre educação formal e educação moral, conforme nos ensinam os Espíritos Tutelares da Humanidade:

“De todas as imperfeições humanas, o egoísmo é a mais difícil de desenraizar-se porque deriva da influência da matéria. O egoísmo se enfraquecerá à proporção que a vida moral for predominando sobre a vida matéria”.
“... Contudo, ela só se obterá se o mal for atacado em sua raiz, isto é, pela educação, não por essa educação que tende a fazer homens instruídos, mas pela que tende a fazer homens de bem. A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso moral”. Questão 917 de O Livro dos Espíritos (Qual o meio de destruir-se o egoísmo?).

1 Esse método educacional da civilização Tolteca pode ser encontrado em o livro Os Quatro Compromissos do autor americano-mexicano tolteca Miguel Ruiz da Editora Best Seller.
2 Essa narrativa, foi publicada em a revista O Reformador – Ano 123 — Nº 2114-A — Maio 2005. Anexo III, pág. 33 em artigo assinado por Divaldo Pereira Franco. Transcrição do texto desse artigo está sendo disponibilizado no formato PDF como anexo (e-mail).

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Divaldo Pereira Franco em São José do Rio Preto, SP

14-11-2018.

Fotos: Edgar Patrocínio
Texto: Djair de Souza Ribeiro
Sob a organização da União das Entidades Espiritas (USE) Intermunicipal de São José do Rio Preto cerca de 2.200 pessoas reuniram-se no Ginásio Poliesportivo do Hospital Bezerra de Menezes, da cidade de São José do Rio Preto – SP para ouvir o tribuno Divaldo Pereira Franco iluminar o público presente através da Conferência Espírita realizada na noite de 14 de novembro de 2.018.
Divaldo inicia a conferência recuando à primavera de 1792 levando-nos a todos ao edifício de La Salpêtriere, construído originalmente para ser uma fábrica de pólvora, servia agora de prisão – na realidade era mais um depósito de tudo quanto “incomodava” a sociedade - para prostitutas e manter afastados da coletividade social os doentes mentais, os criminosos insanos e epilépticos.
Naquela manhã adentrava-se a La Salpêtriere o médico Philippe Pinel (1745-1826) notabilizado por ser o precursor do revolucionário pensamento de que os portadores transtornos mentais eram doentes e, nessa condição, deveriam receber o mesmo tratamento respeitoso dispensado aos doentes “normais”em geral, abandonando a violência e agressividade como usualmente se empregava. Tomado de inusitada coragem e determinação, libertou daquela masmorra medieval um total de cinquenta e três doentes mentais.
Anos mais tarde surge na mesma La Salpêtriere aquele que se transformaria no mais renomado cientista dos problemas cerebrais Jean-Martin Charcot (1825 - 1893), médico, psiquiatra, neurologista e fundador da moderna neurologia, tendo concluído em suas investigações, ser a hipnose um procedimento apropriado no tratamento de perturbações psíquicas, em especial a histeria.
Entre os inúmeros alunos destacaram-se: Sigmund Freud, Joseph Babinski, Alfred Binet e Pierre Janet.
Todavia, por esta época esses renomados cientistas consideravam a Mediunidade como sendo um distúrbio mental.
Pierre-Marie-Félix Janet (1859-1947) psicólogo, psiquiatra e neurologista francês com importantes contribuições para o estudo moderno das desordens mentais e emocionais envolvendo ansiedade, fobias e outros comportamentos anormais foi o mais destacado entre todos que dirigiram seus ataques contra a Doutrina Espírita, buscando atingir a mediunidade e, por conseguinte, invalidar todo o alicerce dos princípios da doutrina libertadora, uma vez que todo o conteúdo doutrinário nos chegou através da mediunidade.
Em 1.889, Pierre Janet, publicou o livro L'automatisme psychologique: Essai de psychologie expérimentale sur les formes inférieures de l'activité humaine. (O Automatismo Psicológico - Ensaio de Psicologia Experimental sobre as Formas Inferiores da Atividade Humana)
O livro, em sua segunda parte, consagra inteiramente o Capítulo 3 para apresentar os resultados dos estudos dos diversos fenômenos espíritas (mediúnicos) chegando mesmo a elaborar capítulos sobre o Espiritismo (Resumo Histórico do Espiritismo e Hipóteses Relativas ao Espiritismo).
São, porém, nos capítulos finais que Pierre Janet busca ferir de morte a mediunidade afirmando que o fenômeno mediúnico é uma desagregação psicológica e que se explica como sendo uma dualidade cerebral (aquilo que sou versus aquilo que sonho ser).
A conclusão do eminente cientista é um golpe terrível para os médiuns e para a mediunidade: “Os fenômenos ditos mediúnicos eram, na verdade, manifestações patológicas, doentias e se equiparavam aos distúrbios psiquiátricos como a esquizofrenia, a histeria e a epilepsia”.
Com a chancela da ciência, os médiuns passaram a ser tidos como possuidores de alienação mental.
Um rótulo amargo e terrível estava sendo colocado nos médiuns: A mediunidade é sinônimo de loucura.
O mais agravante é que Pierre Janet jamais houvera pesquisado e efetuado experiências com médiuns ou mesmo assistido a uma seção mediúnica. Seus estudos e conclusões basearam-se em trabalhos divulgados por outros pesquisadores.
Em 1934 o Dr. von Meduna constatou que os cérebros dos portadores de Esquizofrenia eram diferentes dos daqueles portadores de Epilepsia. Dessa forma, se pudessem ser provocadas convulsões, essas deveriam por um ponto final nos sintomas principais da esquizofrenia.
Em 1937 o neurologista italiano Ugo Cerletti (1877-1963) apresenta a terapia dos choques elétricos controlados objetivando produzir o mesmo mecanismo das convulsões para atenuar os sintomas da esquizofrenia.
Com o avanço da química medicamentosa surgem na década de 60 do Séc. XX as primeiras drogas (barbitúricos) no tratamento de um amplo leque de transtornos mentais.
Após essa verdadeira história da evolução dos tratamentos psiquiátricos, Divaldo passa a abordar a Mediunidade e as inverídicas acusações que ela recebe de pessoas pobremente informadas ou ainda daquelas refratárias às verdades libertadoras.
Para melhor emoldurar o tema Divaldo Franco relata um fato ocorrido em 1982 por ocasião de uma das muitas visitas que Divaldo fez a Francisco Cândido Xavier, em Uberaba – MG.
Nesta oportunidade, Chico Xavier informou Divaldo de que sua mãezinha, a Sra. Anna Alves Franco – encontrava-se presente.
Os dois médiuns seguiram para um recinto, no qual ambos concentraram-se para o transe mediúnico. Divaldo psicografou mensagem do Dr. Bezerra de Menezes destinada ao médium mineiro enquanto Chico Xavier psicografou, em 42 páginas, mensagem da Sra. Anna Alves Franco dirigida a Divaldo. 1
A missiva carinhosa trazia detalhes envolvendo a todos os 13 filhos. Em determinado ponto da carta a missivista observou que ao desencarnar fora ela recebida por uma grande amiga a Sra. Maria Domingas Bispo, desencarnada em 1932.
Retornando para Salvador Divaldo mostrou a carta da mãe querida a todos os irmãos os quais não reconheceram a existência dessa amiga mencionada por Dona Anna.
Baseado nessa afirmativa – unânime dos irmãos – Divaldo passou a pesquisar, sem lograr êxito, contudo.
Após orar à mãezinha amada surgiu-lhe uma inspiração e finalmente logrou encontrar o registro do óbito, exatamente como a mensagem psicografada por Chico Xavier narrara.
O registro fora encontrado em um cemitério de uma localidade chamada São José das Pororocas. Pois D. Maria Domingas Bispo, na condição de protestante, fora sepultada num local apropriado para os evangélicos, posto que os mesmos não tinham permissão para serem sepultados nos cemitérios católicos.
Abençoada mediunidade e abençoado Espiritismo – o Consolador prometido por Jesus – por trazer à luz do conhecimento humano a verdade libertadora da qual Jesus nos ensinou.

1 A versão completa e detalhada dessa narrativa, pode ser encontrada no capítulo 24 (Chico Não Se Engana), de o livro O Paulo de Tarso dos Nossos Dias, de autoria de Ana Maria Spränger, editado pela LEAL.