terça-feira, 25 de setembro de 2018

Encontro Fraterno Divaldo Pereira Franco Praia do Forte, BA

22 de setembro de 2018-tarde/noite
1. No período da tarde, Juan Danilo e Cláudio Sinoti desenvolveram seus temas prendendo a atenção do público expectante. Juan Danilo Rodríguez Mantilla, equatoriano, atualmente residindo na Mansão do Caminho, discorreu sobre os Conflitos Obsessivos.
O amor, disse o psicólogo e médico de família, é infinito, é grande, o amor é Deus. Os homens vivem mergulhados neste grande sentimento, e desejando tê-lo, desfrutá-lo, em vão tentam segurá-lo em suas mãos, tomando posse, e como o ser humano está mergulhado nele, aí se inicia a obsessão, por uma causa muito natural, tudo o que se presta atenção fica magnetizado. Tudo o que se presta atenção existe dentro e fora da criatura humana.
Apresentando e discorrendo sobre a questão 245, na segunda parte de O Livro dos Médiuns, destacou que a obsessão possui as seguintes causas, todas ou algumas, entre outras: vingança, queixas presentes ou passadas, desejo de fazer o mal, regozijo por atormentar, em vexar, ódio e inveja do bem. Na questão seguinte, a 246, estão estampadas as causas da obsessão: orgulho e as ideias e opiniões próprias.
A instalação das obsessões perpassarão os sistemas nervoso, límbico – responsável pelos instintos – e o hipocampo, - responsável pela memória -, deixando as suas marcas negativas indeléveis. As emoções básicas, - terror, submissão, defesa e saciedade -, também são afetadas na instalação do processo obsessivo. A magnetização do hipocampo se dá pela adesão espiritual e pela ruptura das defesas psicológicas.
O colapso das defesas psicológicas acontece quando são afetados os símbolos pessoais, as correspondências e preconceitos, e as dependências emocionais. Para elevar o nível das defesas psicológicas será necessário trabalhar a autoaceitação, o raciocínio, fazer o bem, perdoar e aprender com alegria, lembrando que quem luta se cansa, e quem trabalha disciplina-se.
Os recursos terapêuticos para debelar a obsessão estão baseados em três postulados: louvar, agradecer e encomendar, no sentido de suplicar. Para atender esses requisitos há, também, três tipos de oração: a oração (falar), a meditação, que significa pensar, refletir, e a contemplação, ou seja, interpretar e fixar.
Juan Danilo destacou que o significado da vida é dar-lhe um sentido, oferecer-se um objetivo, viver com alegria e ter uma meta para trabalhar. Isso irá gerar o caminho para a felicidade, para a vida em plenitude.

2. Cláudio Sinoti discorreu sobre o autoencontro e o significado existencial. Cada ser humano possui um tesouro íntimo, que muitos o abandonaram pelo caminho, e somente o próprio ser poderá resgatar. Assim será necessário que o indivíduo identifique quais as suas partes que necessita reencontrar, quais são as peculiaridades de sua alma.
O psicólogo Rollo May, em sua obra “O Homem a Procura de Si Mesmo” indaga: Quais são os principais problemas interiores de nosso tempo?...Pode surpreender que eu diga que o problema fundamental do homem, em meados do século XX, é o vazio. Com isso quero dizer não só que muita gente ignora o que quer, mas também que frequentemente não tem uma ideia nítida do que sente.” Há uma dissociação do que se é, do que se deseja ser e divulgar, levando o indivíduo a se perder.
Carl Gustav Jung destaca que o homem precisa de mais psicologia, de mais entendimento sobre a natureza humana, pois o único real perigo que existe é o próprio homem. Ainda nas palavras de Jung, o homem é a própria origem de todo o mal a porvir. É necessário estar em paz com os próprios conflitos, eles são importantes na construção de um homem equilibrado, consciente de si mesmo, autoconhecendo-se.
“Sem a consciência de si mesmo, a pessoa jamais saberá o que deseja de verdade, mas continuará sempre na dependência da família e apenas procurará imitar os outros, experimentando o sentimento de estar sendo desconhecida e oprimida pelos outros.” Carl Gustav Jung, O desenvolvimento da Personalidade. É necessário conhecer a própria realidade, atendendo ao chamado do próprio coração e não dos outros.
É preciso desfazer-se das ilusões que aprisionam. O homem desenvolveu uma terrível preocupação, a de se mostrar aos demais, aparentando o que ainda não é, e o sucesso decantado como forma de felicidade, é, talvez, uma das maiores responsáveis pela solidão profunda, ensina a benfeitora Joanna de Ângelis, no capítulo 1, da obra O Homem Integral. Comparar-se com o outro é ilusão.
Em Amor, Imbatível Amor, capítulo 6, Joanna de Ângelis afirma: “O ser, em si mesmo, é de quase secundária importância, desde que a aparência seja agradável, a posição tenha representatividade e o dinheiro se encarregue de resolver as situações embaraçosas.”
Na ilusão que a matéria lhe oferece, o homem busca o sucesso, o prestígio, o dinheiro, o poder, porém não se esforça em aprender a arte de amar, nas palavras de Erich Fromm. O homem, não conhecendo-se a si mesmo nega o que possui na intimidade, tanto quanto, também, o outro faz o mesmo, em permanente ilusão, adiando o autoencontro.
Joanna de Ângelis, no capítulo 4, da obra O Despertar do Espírito, cita: “Inicialmente, torna-se indispensável querer-se exercitar a vontade, em vez de refugiar-se em mecanismos conflitivos comodistas, por meio dos quais se justifica não possuir vontade suficiente para serem alcançados os objetivos que se gostaria de atingir.”
Finalizando, Cláudio destacou que a autoaceitação, o que significa polarizar-se onde se encontra, fazendo movimentos em busca da construção nova, preenchida de inúmeros significados. O homem é aquilo que ele fizer de si mesmo, a partir do que é. O indivíduo deve se comprometer ao autodescobrimento para ser feliz, identificando os seus defeitos e as suas boas qualidades, sem autopunição, sem autojulgamento, sem autocondenação, voltando-se para dentro de si mesmo, utilizando o mecanismo de viver e perceber o que está fora, e, também, o que há no seu interior, isto é, mergulhar e emergir em si mesmo, sistematicamente.
3. No período noturno, após excelente apresentação artística com os Professores de Dança da Universidade Federal da Bahia, Luiz Molina e Nelma Seixas que com suas performances encantaram e enterneceram o público, enlevando-o em vibrações de grande ternura e acolhimento, Divaldo Franco conduziu o Momento interativo-terapêutico e o que se convencionou denominar de “Primavera da Existência”, isto é, perguntas ou colocações que o público fez ao longo do encontro, e colocadas em uma arvore simbólica, à guisa de flores, e que seriam apreciadas à luz da psicologia e do Espiritismo. Divaldo se fez acompanhar dos psicólogos Cristiane Beira, Juan Danilo, e dos terapeutas junguianos Iris e Cláudio Sinoti.
Divaldo destacou que a arte é Deus se comunicando com o homem, conforme asseverava o filósofo Léon Denis. Salientou, o orador por excelência, que é tão fácil ser feliz quando o indivíduo encontra o sentido da vida, a sua meta. Visando, então, despertar em cada um a autoidentificação, a autoiluminação, o autodescobrimento, Divaldo Franco chamou seis voluntários oriundos do público e que haviam recebido na entrada um envelope com uma mensagem de autoria de benfeitores diversos, e que teriam a possibilidade de responder as indagações a respeito do vazio e o sentido existencial de cada um.
As interpretações realizadas pelos psicólogos, pelos terapeutas e por Divaldo Franco, além das especificidades individuais giraram em torno de ressignificar a vida, os ciclos que se encerram para dar continuidade a outro, a felicidade que não deve ser deixada de ser fruída a cada momento, as aflições de cada dia não devem ser impeditivos para uma vida feliz, as emoções, a autenticidade de pensamentos e atos, os momentos de definição da vida, o desafio do autodescobrimento, cada indivíduo possui dentro de si todas as potencialidades para serem desenvolvidas visando alcançar a plenitude, as adversidades e a esperança, a transformação das emoções em sentimentos, os desafios da vida, e o desenvolvimento do autoamor, entre outras considerações.
Com relação à árvore da primavera, os temas estudados e decodificado pelos profissionais e por Divaldo à luz do Espiritismo, apresentaram aspectos diversos, como, o esforço para vencer os desafios da vida, a transformação individual visando a plenitude, o amor que deve ser revelado aos que se ama, o sentimento genuíno que brota do coração, a educação das emoções, a autoaceitação, a passividade com relação aos eventos de vida, a necessidade de disponibilizar aos demais o conhecimento adquirido, autoconhecimento, o aprendizado se dá por etapas, amar-se conforme se é, as crises de solidão, a gratidão como ato terapêutico e manter-se em estado de atenção, porque o amanhã começa agora.
Finalizando as intensas atividades do dia e reverenciando a paz, o animado público cantou o Hino da Paz, de Nando Cordel.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


Encontro Fraterno. Divaldo Pereira Franco Praia do Forte, BA

22 de setembro de 2018 manhã
O sol generoso da Bahia se apresentou cedo, acolhendo os participantes do Encontro Fraterno. O Padre católico, Olavo Amarante, um pastor de almas, e que estuda com profundidade as obras da série psicológica de Joanna de Ângelis, é um entusiasta da Doutrina Espírita. Antes do Padre Olavo, Divaldo disse, entre outras colocações amorosas e permeadas de gratidão, que sente-se “profundamente emocionado em reconhecer que de maneira nenhuma mereço qualquer tipo de homenagem. Jesus disse que o semeador saiu a semear, não importa o terreno no qual caíram as sementes, a terra ingrata, árida, os pedrouços, os espinhos, nada disso importa. Baste que uma haja caído em solo fértil e teremos a devolução do amor que acalma a angústia das multidões.”
O Padre Olavo demonstrou a sua gratidão a Deus por estar na presença de Divaldo, abastecendo-se de suas energias, exemplo e conhecimento. Tem aprendido a aprender com Divaldo Franco, contemplando-o à luz do modelo Jesus e reverenciando Deus. Jesus é a resposta mais filosófica para designar o caminho que cada um deve percorrer. Referiu-se a Divaldo, reconhecendo o trabalho e o exemplo que transmiti, generoso e bondoso, sendo firme em suas convicções. As expressões psicológicas o auxiliam a contemplar a beleza de Deus.
As situações devem ser enfrentadas e compreendidas, mas sobretudo sentidas no coração, descobrindo o sentido da vida para que a verdade se revele, conforme apregoou Jesus. É necessário retornar à simplicidade do evangelho de Jesus, compreendendo-o e vivendo-o dentro de si. O vazio existencial pode ser preenchido através do exercício da solidariedade, com a espiritualidade, com Deus.
A sociedade moderna estabeleceu uma cisão entre Eros e o Ágape, duas dimensões do amor. Paulo de Tarso falou do amor em sua inteireza, ou seja, íntegro em suas duas dimensões, em uma unidade, Eros e Ágape. Eros sem o Ágape é violento, escandaliza, é passional. É necessário retomar o amor cristão, vivendo essas duas dimensões na sua inteireza. O mundo necessita de amor, do núcleo familiar educando para o exercício da ética, da solidariedade, da compaixão, da ternura. Na medida em que o ser humano se entrega ao seu mister, mais se eleva, repletando-se de amor. Deus está infuso, integrado em cada criatura sua. Deus é a sabedoria suprema.
Divaldo Franco aproveitando o exemplo de amor integral apresentado pelo Padre Olavo, discorreu sobre Edith Stein, canonizada pelo Papa João Paulo II, e que é muito desconhecida no seio cristão. Foi uma filósofa ímpar e é a primeira e única santa que o catolicismo reverencia. Tornou-se uma grande pensadora cristã, haja vista, sua origem judia. Ela ensinou a nunca desistir da meta, do objetivo colimado, do exercício do amor. Assim, não desista de sua meta, seja tenaz, a sua missão é autodescobrir-se. Todos possuem a missão de descobrir a pérola que está incrustada no seu interior, preenchendo a vida e o vazio existencial através do exercício do amor.
Após a foto coletiva, registrando o momento de congraçamento de almas, Divaldo Franco salientou que o programa desse encontro é de natureza espiritual, centrado na identificação do vazio existencial e por conseguinte a sua superação será através do autodescobrimento, didaticamente, aqui, expresso em doze passos, conforme elaboração de Cláudio Sinoti.
  1. Comprometa-se consigo mesmo.
  2. Saia da zona de conforto.
  3. Mantenha uma vontade sincera de mudança.
  4. Aceite, acolha e ame sua Sombra. Ela estará sempre com você!
  5. Transforme obstáculos em escada para o crescimento.
  6. Deixe as queixas de lado e ouça a sua voz interior.
  7. Liberte-se das relações de dependência.
  8. Esteja aberto(a) a novos conhecimentos e experiências.
  9. Invista em seus valores morais.
  10. Acredite que existe uma vida mais rica e plena.
  11. Queira ser feliz agora!
  12. Ame a si mesmo(a)!
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Encontro Fraterno Praia do Forte, BA

 21 de setembro de 2018 (Tarde)
No período da tarde e da noite, o Encontro Fraterno teve três programações.
Iris Sinoti com o tema: Conflitos Depressivos; Cristiane Beira discorreu sobre os Conflitos Emocionais; e Divaldo Franco conduziu o público em uma visualização terapêutica, uma atividade não espírita, conforme frisou, para proporcionar momentos de reflexão e encontro consigo mesmo.
Após momento musical com Assis Diomar, íris Sinoti abordou o tema Conflitos Depressivos, asseverando que é necessário retirar alguns mitos que cercam tão delicado tema, como por exemplo: a depressão não é uma bobagem, não é coisa de gente fraca, não é de quem não tem o que fazer, não é de quem não possui fé, não é de quem não tem vontade, a depressão é uma doença, e qualquer indivíduo pode passar por ela. O Brasil é o quinto país em número de depressivos e o primeiro em ansiedade. A depressão precisa ser levada a sério, ser respeitada.
Carl Gustav Jung asseverava que uma alma necessitava falar à outra alma, o que significa estar e fazer parte da situação que o outro está experimentando. A depressão é um convite da alma para as mudanças que são necessárias. Ela se apresenta na vida do ser para que ele possa identificar e conduzi-lo para um novo objetivo, uma nova forma de viver. Para estimular o público, Iris formulou a seguinte pergunta: - O que a depressão significa na sua vida? Assim, permeando respostas de pacientes e de estudiosos, a oradora foi conduzindo as reflexões, aclarando os fatos.
Rollo May, em A Coragem de Mudar, destaca que “Somos chamados a realizar o novo, a enfrentar a terra de ninguém, a penetrar a floresta onde não há trilhas feitas pelo homem, e da qual ninguém jamais voltou que possa servir de guia.” Significa que para cada um será preciso construir uma nova postura, uma nova maneira de sentir e viver a vida.
Alguns deixam as suas próprias bagagens emocionais para pegar a do outro, e por conseguinte, afanam-se e sobrecarregam-se em demasia e o corpo termina por experimentar o sofrimento. A depressão significa entrar em contato com uma dimensão de si mesmo e que, até então, era desconhecida.
Apresentando conceitos de estudiosos e da Benfeitora Joanna de Ângelis, Iris Sinoti foi conduzindo o público para alcançar a percepção de que é necessário nutrir compaixão pelo depressivo, de entender que a negação de sentir as emoções e sentimentos é o quadro em que o indivíduo se isolou por não saber agir e entender as próprias emoções e sentimentos.
“A depressão é um convite, um desafio da vida para que encontremos o real sentido, o que nos move por dentro. É a luta do herói contra o dragão, e nessa luta saímos da ilusão inocente de felicidade e conquistamos a certeza de que a vida só é verdadeiramente vida se tiver significado.” Iris Sinoti – Refletindo a alma.
Todo aquele que deixa de viver a sua própria vida para viver a vida que o outro traçou para ele, está no caminho para desenvolver um processo depressivo. Uma existência sem significado psicológico é vazia e destituída de motivação. A realidade da maioria é estar desconectada de si mesma, porém, conectada com o mundo. Deixa de viver a própria vida para viver a ilusão da vida do outro. Não atender ao chamado da vida, o seu sentido, é se recusar a trilhar o próprio caminho, afastando-se de seu destino.
Para eliminar a depressão é necessário correr o risco de enfrentar aquilo que mais se teme, aquilo que está bloqueando o seu crescimento, conforme afirma Rollo May, em Os Pantanais da Alma.
Joanna de Ângelis, na introdução da obra Conflitos Existenciais afirma: Ninguém se encontra na Terra exclusivamente para sofrer, mas para criar as condições de saúde real e de alegria plena. E Jung assevera que somente aquilo que realmente se é tem o poder de curar. Já Paracelso, in.: Depressão, destaca: O melhor remédio para o ser humano é o próprio ser humano. E o amor é o remédio de potência mais alta.
Finalizando sua abordagem, Iris destacou, ainda, que é preciso estar aberto para a vida, amando-se e amando o próximo, atento para as oportunidades da vida. A finalidade da existência humana é a de acender a luz na escuridão do ser, segundo Carl Gustav Jung.
Ao anoitecer, as atividades foram iniciadas por um belo momento musical.
Enternecendo os corações, a cantora Andrea Bien protagonizou belos momentos de enlevo, preparando o ambiente para Cristiane Beira apresentar o tema: Conflitos Emocionais. Conflito, esclareceu a psicóloga, pressupõe um sentido de oposição, o exercício de uma força, de uma potência em oposição a outra. Assim, as reações emocionais que desestruturam os indivíduos estão em oposição ao que ele sente, ou seja, a percepção entre o que o indivíduo é e o que deseja ser.
Classificando o ser humano em três categorias de emoções que se apresentam em desequilíbrio, ou formas de se apresentar no seio da sociedade humana, entre muitas outras, Cristiane assim as estruturou: 1º) as que vivem em sofrimento, adotando a posição de vitimização: 2º) as que adotam o poder como meio de resolver as situações da vida; e 3º) a angelical, transparecendo ser boa, atenciosa, anula-se para viver a vida do outro. Essas são estratégias utilizadas pela criatura humana para poder continuar, ou passar a pertencer.
O que existe dentro delas a ponto de despertar essas reações? Questionou. Quando essas causas são identificadas, o indivíduo está a caminho da solução, e o vazio se apresenta, porque não estando mais plenificado pelas emoções perturbadoras, ele se sente vazio.
Em conflito com a primeira categoria de emoções em desequilíbrio está a autovalorização, provocando a existência de um vazio, uma emoção que leva a sentir que não pode, que não merece. A segunda categoria provocará o conflito da autoafirmação, quando então vive para impor, exercendo o uso da força do poder. A autoestima conflitará com a emoção perturbadora do indivíduo que se coloca na posição angelical, o que lhe dá a sensação de estar fazendo o que gosta.
Como essas emoções em desequilíbrio se iniciam no interior de cada indivíduo, somente ele pode aplicar a modificação encontrando-se consigo mesmo em um processo de autoconstrução. Para sanear os comportamentos perturbadores será necessário que a criatura humana retroceda em seus procedimentos até encontrar a origem deles. Esses comportamentos se constituem em um conjunto energético de emoções de um complexo, e quando um padrão se apresenta, o complexo se revela, reforçando-o. O complexo é a base para o conflito que se manifesta, é algo que foi desenvolvido antes, e, instintivamente, o complexo domina. De complexo em complexo o EU não se manifesta.
Outro importante aspecto gerador e/ou reparador das emoções em desequilíbrio é a família, estrutura de suma importância para o desenvolvimento da psique. É a base onde os conflitos existências são gerados. Raramente se cogita em cuidar da família, revisitar, repensar a sua importância como geradora de complexos. Os complexos maternos e paternos são absorvidos pelos filhos, estruturando-se emocionalmente, positiva ou negativamente, bem como adotando outros estímulos, como a televisão, a internet, etc.
Como está a família? Para equacionar, Cristiane Beira trouxe a lume a questão 383 de O Livro dos Espíritos, onde claramente está expresso o papel dos pais para com aqueles a que foram incumbidos de educar. Os filhos assimilam os complexos e os conflitos dos pais, bem como os gerados por eles mesmos, os filhos. As crianças absorvem as projeções de seus pais. Assim, os pais devem estar atentos para as necessidades dos filhos, evitando transformar as necessidades deles, os pais, em necessidades dos filhos, isto é, projetando nos filhos as suas aspirações talvez não realizadas.
O problema das crianças é a herança dos antepassados que transferem seus conflitos, projetando neles todos as aspirações e insatisfações, esperando compensações. “A religião enfraqueceu nas famílias, o desinteresse pelo ser espiritual igualmente padece de atrofia emocional, deixando-se que cada um eleja, quando oportuno, o seu conceito de vida e de espiritualidade, como se fosse crível permitir-se que alguém primeiro se contaminasse por alguma enfermidade para depois expor-se aos perigos que a mesma proporciona.” Joanna de Ângelis.
Finalizando, Cristiane beira destacou ser necessário trabalhar no seio familiar a questão da espiritualidade, pois que, família e espiritualidade são dois antídotos para os complexos. Há necessidade de se destruir e reconstruir muitas coisas, a começar na família, através da espiritualidade, resgatando a humanidade que está em cada indivíduo e fora dele.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Encontro Fraterno Divaldo Pereira Franco. Praia do Forte, BA

21 de setembro de 2018 (manhã)
Radiosa foi a manhã, ensolarado estava o dia onde a primavera se apresenta, quebrando as rudezas do inverno, exteriorizando perfumes e cores. O dia 21 de setembro é, também, consagrado como o Dia Internacional da Paz. Divaldo Franco dando prosseguimento ao Encontro Fraterno, abordou o tema: O Vazio Existencial: As causas do Vazio, no primeiro momento. Na segunda parte foram trabalhados os conflitos humanos.
Após excelente momento musical com a cantora Anatasha Meckenna, Divaldo Franco, cuja vida é um hino de amor ao próximo, fez o lançamento de três obras. Amor & Sexualidade – A Conquista da Alma, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco e organizado por Luiz Fernando Lopes. O segundo, Momentos de Sublimação, de autoria de Vianna de Carvalho e Joanna de Ângelis, também psicografado por Divaldo. O derradeiro, voltado ao público infantil é O Anjo da Misericórdia, de Amélia Rodrigues, igualmente pela psicografia de Divaldo. Essa obra é uma adaptação para crianças realizada por Viviane Longo.
Divaldo Franco, contador de histórias, conduzindo o público, composto por 641 pessoas, apresentou as reminiscências de sua vida, dos vazios existências que enfrentou e a superação dos mesmos através do amor incondicional ao próximo, encontrando, portanto, um sentido para a sua vida, que até então, era vazia. Aos 50 anos de idade, sentindo-se só, sem família, Joanna de Ângelis deu-lhe o incentivo necessário, fazendo-o perceber que a sua produção psicográfica eram os seus filhos, bem como passaram a ser seus netos os livros que foram traduzidos para outros dezenove idiomas. Mesmo assim, Divaldo ainda não se encontrava pleno. Foi, então, estimulado pela Benfeitora a procurar os filhos do calvário, os que sofrem no anonimato das ruas aniquiladoras de vida, descobrindo esses invisíveis da sociedade humana, que teima em não vê-los, ignorando-os em suas misérias morais e sociais.
O vazio existencial não se preenche com coisas, que sempre se diluem, mas sim, com o amor, que dignifica a alma, plenificando-a, dando um sentido à vida, onde o próximo é o objeto das ações do bem. Jesus, falando aos homens, de alma para alma, preenche a vida da criatura humana que atende aos seus sábios encaminhamentos. Narrando histórias e citando autores, Divaldo Franco esclareceu que os pontos de vista da criatura humana, com relação ao sofrimento, as desilusões, as frustrações, vão mudando de patamar na medida em que o homem transita pela vida, ano após ano, e que para debelar a sede que o vazio existencial provoca é necessário doses generosas de esperança, muita esperança.
O vazio existencial deve ser preenchido com os perfumes e coloridos do amor. Quando a criatura humana ama ela se plenifica e o vazio deixa de existir. É necessário encontrar o sentido da vida e esforçar-se por mantê-lo, amando as pessoas como são e não as sus projeções, sempre enganadoras. Como as frustrações estão presentes na vida de muitos, é necessário realizar o exercício do amor, isto é, praticar o evangelho de Jesus.
Quando a criatura humana somatiza as suas dificuldades e desafios da vida, contribui para a desestruturação física. Quem não consegue estabelecer uma meta para a sua vida, deixa de viver e passa a uma condição vegetativa. A falta de uma meta para a vida provoca a existência do vazio devorador dentro de si, que somente será extinto após despertar para a necessidade de estabelecer o objetivo, o sentido para a própria vida. Independente da condição em que se encontra a criatura humana, ela deve agir com dignidade, preenchendo-se de um ideal fraternal. Se a vida não está te servindo mais para viver, dê-a a outro que deseja viver, e o amor florescerá, plenificando-te. O ser humano tem necessidade de refletir sobre si mesmo, e quando não o faz, perde oportunidades de se autoanalisar, conhecendo-se em maior profundidade.
Na atualidade, as criaturas humanas estão se afastando uma das outras, substituindo os contatos pessoais pelos virtuais, ocasionando solidão e vazio existencial. A utilização dos meios virtuais pode significar uma fuga do indivíduo que, em se afastando pessoalmente, se esconde atrás de um meio eletrônico, das mensagens instantâneas.
Enriquecendo a sua abordagem, Divaldo destacou as ações que podem ser tomadas por qualquer criatura humana que almeje ardentemente por mudanças para melhor, em um esforço individual construído na base do perdão, da alegria de viver, de compreender a vida transcendente, onde a tristeza, o desejo de suicídio e o vazio existencial vão sendo substituídos pelo sentimento do amor que se doa e tudo compreende.
Todos possuem o poder de dar um sentido para a vida, anulando o vazio existencial, basta desabrochar-se e plenificar-se de amor, sendo grato e agradecido à vida, mantendo a esperança em alto nível. Portanto, melhor do que dar, é dar-se ao outro, ser mais presente na vida do seu semelhante, tornando-se útil, desenvolvendo a beleza que há no coração, abandonando o egoísmo, amando aos outros através do bem-proceder. A alegria em nós é o sorriso de Deus, afirmou o narrador de histórias, o ínclito Divaldo Franco.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Encontro Fraterno- Divaldo Pereira Franco Praia do Forte, BA

20 de setembro de 2018
Abertura
Alcançando a sua 21ª edição, o Encontro Fraterno de 2018 tem por tema “O Vazio e o Sentido Existencial”. Como sói acontecer em outros encontros espíritas, esse, naturalmente, pela sua expressão, se realiza através da solidariedade, onde cada participante contribui, cotizando-se, para atender as despesas. O resultado apurado, então, é integralmente repassado para as obras sociais da Mansão do Caminho que atende a inúmeras necessidades, desde o parto, o nascimento, até a velhice, incluindo aí toda a problemática humana. Nesse espaço de amor, esforços ingentes são realizados em prol da promoção do ser humano em todos os seus aspectos.
Após brilhante momento musical com Josué ao saxofone e depois Anatasha Meckenna no canto, Divaldo Franco deu início ao evento discorrendo sobre o tema, que ora é um dos mais complexos da atualidade. O vazio e o sentido existencial são identificados por inúmeras observações do comportamento humano. A tecnologia e o progresso científico apresentam as melhores soluções para que a criatura humana tenha uma vida plena, porém, vazio de sentimentos e de sentido para a vida, a incidência de suicídios no planeta vem aumentando, e as estatísticas apontam para um patamar de calamidade, em todas as faixas etárias e extratos sociais.
Thomas Hardy, novelista e poeta inglês, autor de obras importantes, afirmava que o homem contemporâneo perdeu o endereço de Deus. Divaldo Franco, parafraseando, afirma que o homem moderno perdeu o endereço de si mesmo. Rollo May, psicólogo e teólogo americano, afirmava que a ansiedade é o mal do século. A criatura humana se fixando nos aspectos materiais da vida, se esqueceu de Deus, uma necessidade do homem, conforme asseverava Albert Einstein. É nesse quadro que vive a criatura humana.
Os sábios da antiguidade, desde há sete mil anos, em Creta, tanto quanto os filósofos pré-socráticos e posteriores já indagavam a respeito da vida, qual o seu sentido. A mitologia grega contribui e vem sendo estudada em profundidade para identificar as necessidades existências do homem. Sigmund Freud, médico neurologista austríaco e fundador da psicanálise, Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica e Charles Richet, fisiologista francês, Nobel de Fisiologia, criador a metapsíquica, apresentaram as suas contribuições objetivando equacionar a intricada criatura humana.
Visando preparar o tema para ser abordado nos dias subsequentes, Divaldo Franco buscou a contribuição de Cláudio e Iris Sinoti, Juan Danilo Rodríguez e Cristiane Beira, questionando-os sobre o significado de vazio existencial. Os diletos auxiliares de Divaldo teceram comentários sobre a solidão consigo mesmo, a crise moral, as buscas exteriores que não contemplam as necessidades da alma, o equacionamento do vazio existencial através de duas opções, segundo Juan Danilo: aprender a conviver com o vazio, ou fazer algo para preenchê-lo. Outro destaque é com relação à identificação desse vazio, e se está vazio é porque deveria estar cheio, mas cheio de quê?
Dando um dinamismo para o evento, Divaldo Franco propôs que todos respondessem a seguinte questão: - Qual é a finalidade da sua vida? As respostas deverão ser apresentadas ao longo do evento. A interpretação e a sua análise, à luz da psicologia e da Doutrina Espírita, também se dará da mesma forma, com a contribuição dos profissionais da área e de Divaldo Franco. As projeções e as expectativas geralmente levam o ser humano a experimentar o vazio existencial. O encontrar-se consigo mesmo é necessário, e isso é uma construção que deve ser edificada até alcançar o sentido existencial, o sentido da vida.
Juan Danilo propôs para evitar o suicídio três medidas: amar, trabalhar e fazer com que os outros sintam saudades dele. Assim, preencherá o vazio existencial. Quando falta o amor em alguém, ele não terá nada. Cristiane, trabalhando a questão da culpa, destacou que esse sentimento deve ser substituído pela responsabilidade, conforme a elucidação de Joanna de Ângelis. Quando o indivíduo perde a sua crença em Deus, está a um passo do suicídio, pois falta-lhe fé. Assim, destacou Cláudio, o psicoterapeuta, todo aquele que busca ajuda ainda nutre uma esperança.
Divaldo Franco, finalizando a atividade, narrou uma bela história de Eça de Queiroz, destacando a presença de Jesus na vida de todos os que O buscam verdadeiramente. Jesus não está longe, está no coração daqueles que suplicam a Sua ajuda, basta disponibilizar-se para tal.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Encontro Fraterno com Divaldo Franco. Recepção - 20 de setembro de 2018. Praia do Forte

O incansável e dedicado Divaldo Pereira Franco, desde cedo, estava, e se manteve a postos para recepcionar os inúmeros participantes do Encontro Fraterno que se desenrola no período de 20 a 23 de setembro de 2018 nas instalações do Iberostar Praia do Forte, na Bahia. Assim ele se manteve atento até a chegada do último ônibus e de várias vans que se sucediam na recepção do complexo.
Anfitrião de escol, recebeu e cumprimentou os recém-chegados participantes, acolhendo-os com seu sorriso característico, dedicando uma palavra de acolhimento, apertando mãos, posando para fotografias, recebendo abraços, na impossibilidade de abraçar, tendo em vista estar em cadeira de rodas devido a uma problemática de hérnia de disco e que lhe acarreta dores extremas, tolhendo-lhe movimentos na posição de pé.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco no Paraguai. Assunção

13 e 14 de setembro de 2018.
Palestras Públicas.

Divaldo Pereira Franco, o maior médium, orador e educador Espírita de todos os tempos e o médium espírita Dr. Juan Danilo Rodríguez, equatoriano, chegaram à cidade de Assunção para comemorar os 50 anos da primeira visita do Semeador de Estrelas nas terras paraguaias.

O encontro organizado pelo Centro Espírita Paraguayo “Joanna de Ângelis” teve início com uma mensagem do livro Vida Feliz, de Joanna de Ângelis pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, seguida de uma emotiva oração. Posteriormente, o Conjunto Esperanza apresentou três melodias ao som das harpas e violão paraguaios às mais de 350 pessoas que lotaram o auditório.

O primeiro tema abordado foi “O Autismo na visão Espírita”, e esteve a cargo do Dr. Juan Danilo Rodríguez, atualmente residente na Mansão do Caminho, em Salvador/Bahia, executando o trabalho de atendimento a crianças com dificuldades de aprendizagem, com TDAH, autismo, entre outros transtornos mais complexos.

O Dr. Juan Danilo Rodríguez, situando o público, apresentou um histórico sobre o autismo, destacando que este existiu em todas as épocas da humanidade, e que atualmente está catalogado como um transtorno e não como uma enfermidade.

Para bem esclarecer, narrou suas experiências com os casos que atendeu na “Fundación Espírita Luz Fraterna”, na cidade de Quito-Equador, onde também é diretor, para exemplificar e dar um melhor entendimento em torno da importância de se conhecer as caraterísticas da personalidade autista, visando contribuir com sua inclusão na sociedade, assim como em sua independência.

Na visão espírita, o autismo é uma experiência de resgate, fazendo parte do processo reencarnatório e que contribui para o progresso moral e intelectual da humanidade. Desta forma, o bondoso Dr. Juan Danilo concluiu sua palestra definindo o autismo como sendo “o amor em silêncio”.

Posteriormente, o Coro infantojuvenil da “Federación Espírita Paraguaya” deleitou a todos os presentes com dois números musicais e o Grupo Espírita “Redención” interpretou a música “Amigos de Todos”, composta especialmente pelos jovens espíritas Joaquín e Santiago Lezcano, em homenagem ao incansável trabalhador do Cristo, Divaldo Pereira Franco.

Na sequência, o Embaixador Mundial da Paz, abordou o tema “O Amor como Solução”, lembrando aqueles emotivos momentos vivenciados na sua primeira vinda às terras paraguaias, na qual proferiu uma modesta palestra, para logo fazer um périplo através da história sobre os diversos conceitos que se tinha a respeito do amor. Discorrendo sobre essa força chamada amor, Divaldo Franco se referiu ao físico Albert Einstein, que em uma carta dirigida a sua filha, afirmava ser o amor a força mais poderosa que governa o Universo. João, o Evangelista, acrescentou o orador brasileiro, definiu o amor como “a alma de Deus”.

Ilustrando o conceito de amor, narrou uma comovedora história de uma vendedora de acarajé e o seu filho médico conhecido como “mosca no leite”, demostrando o infinito amor de uma mãe para com o filho ingrato que não soube corresponder aos seus hercúleos esforços maternos.

Dessa forma, Divaldo Pereira Franco, estimulou a todos os presentes a continuar amando mais, mormente quando se é ferido pelas ingratidões, pelas traições e pelos vilipêndios, porque quem ama já possui o tesouro da gratidão, e a gratidão é a rosa perfumada da árvore do amor. Concluiu a luminosa jornada com o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, levando até as lágrimas a todos os presentes, que sensibilizados e em forma de gratidão demostraram seu reconhecimento de pé com um vibrante e caloroso aplauso.

O evento contou com a presença fraterna de irmãos de países vizinhos: Laudelino Risso, Presidente da 10° União Regional Espírita (URE) da Federação Espírita do Paraná, Vania Maria de Souza, Conselheira da Federação Espírita do Paraná, Jéssica Carozza e Geny Vantini do Brasil; e Estela Corti, do Uruguai. 

Várias instituições espíritas do país fizeram entrega de reconhecimentos em agradecimento aos conferencistas que apresentaram as mensagens do amor e da paz, conforme propõe a Doutrina Espírita: o Hogar Espírita “Gregorio Anzoategui” da cidade de Luque; o Centro Espírita del Este “Joanna de Ângelis”; o Centro Espírita Paraguayo “Joanna de Ângelis”; e a Federación Espírita Paraguaya.

No dia seguinte, 14 de setembro de 2018, o encontro foi no Centro Espírita Paraguayo “Joanna de Ângelis”, onde o conferencista foi o nobre Laudelino Risso com o tema “Espiritismo e Magnetismo”, baseando-se em A Gênese, de Allan Kardec. Laudelino abordou questões sobre os fluidos e a constituição do perispírito, que se transforma através das conquistas individuais e intrasferíveis para conseguir criar na criatura humana a sua própria luz. Lembrou as sábias palavras do Mestre Jesus quando dizia: “vós sois deuses, e tudo o que eu faço podeis fazer e muito mais”, esclarecendo que o importante é o que se faz no dia a dia para produzir a centelha de amor em cada indivíduo.

Para surpresa de todos, podemos contar, uma vez mais, com a presença dos queridos irmãos Divaldo Pereira Franco e Juan Danilo Rodríguez, por causa do cancelamento do voo programado, quem também brindaram os presentes com palavras de estímulo. 

Juan Danilo Rodríguez ressaltando a importância do Centro Espírita como hospital de almas e que todos necessitam frequentar, animou os jovens a serem os continuadores, não na luta, e sim continuadores no trabalho, porque o que luta se cansa, e quem trabalha disciplina-se.

Divaldo Pereira Franco, por sua vez, levou o público a uma profunda reflexão em torno da importância do estudo do Espiritismo no Centro Espírita, e parafraseando o escritor francês Víctor Hugo, que dizia que “toda vez que se abre uma escola, fecha-se uma penitenciária”, e que em uma linguagem moderna se pode dizer que “toda vez que se abre um Livro Espírita, nele encontramos a diretriz para uma Casa Espírita e fecha-se uma futura penitenciária”.

Profundamente sensibilizados pela visita dos incansáveis cantores das melodias da imortalidade, Divaldo Pereira Franco inaugurou o prédio do Centro Espírita Paraguaio “Joanna de Ângelis” e a Fundação Humanista “Divaldo Pereira Franco”, juntamente com os fundadores do primeiro Centro Espírita do Paraguai.

Desse modo, a estadia dos irmãos que nos trouxeram as mensagens sublimes do Amor e do Evangelho à luz da Doutrina Espírita deixaram pegadas de luz e de esperança nos corações de todos aqueles que tiveram a honra de escutá-los.

Texto: Ariel Molinas e Santiago Lezcano, revisão Paulo Salerno

Fotos: Fotos: Natalia Martínez

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Divaldo Franco no Paraná Cascavel

11 de setembro de 2018
Conferência Pública
O Semeador de Estrelas, Divaldo Pereira Franco, ao chegar no Centro de Convenções e Eventos de Cascavel Pedro Luiz Boaretto, acompanhado por Juan Danilo Rodríguez e Laudelino Risso, dirigente espírita, concedeu entrevista para a TV Cultura e para a CGN, o portal de notícias em vídeo, destacando a solidão que vem acompanhando os indivíduos, a falta de valores éticos-morais e os ensinamentos apresentados por Jesus. Sente-se lisonjeado e jubiloso de poder falar sobre o Espiritismo e Jesus, principalmente em Cascavel, que visita há 50 anos.
A Mansão do Caminho e suas inúmeras atividades foi outro ponto abordado, destacando que já psicografou 282 livros, dizendo que o livro é o amigo silencioso com poder de iluminar aos que o buscam. Asseverou que a alegria de viver deve ser a tônica de todos os dias, entusiasmando-se ao fazer o bem indistintamente.
Após inúmeros autógrafos e cumprimentos, o Grupo Família e Música, e o Coral Membra, sob a regência do Maestro e Tenor Jocimar Silva, em brilhante apresentação prepararam o público para a conferência sobre o amor como solução.
O Trator de Deus, na observação de Chico Xavier, Divaldo Franco, destacou os movimentos sociais protagonizados pelos indivíduos de suas respectivas épocas, notadamente a partir do século XVII, com o advento da separação entre ciência e religião, o homem buscou encontrar soluções. Lord Bacon asseverava que uma filosofia superficial leva a mente humana ao materialismo, mas uma filosofia profunda conduz a mente humana a verdadeira religião.
De período em período, e vivendo as crises específicas para cada quadra da evolução social, o homem foi aprimorando o conhecimento, ampliando a tecnologia, e porque fixado no materialismo, foi se distanciando de Deus, embrutecendo-se. Várias linhas filosóficas foram apresentadas, buscando equacionar o sentido da vida e suas intercorrências. O homem deve viver de tal forma que possa sentir que viver vale a pena, que é compensador.
A ciência, então empírica, dá oportunidade ao aperfeiçoamento do conhecimento e o desenvolvimento da inteligência, sempre buscando o ideal. Ainda sobre o século XIX, Divaldo destacou dois fatos marcantes e suas conexões: o primeiro, o lançamento, em 31 Mar 1848, do Manifesto Comunista, de Karl Marx, marcando o aparecimento da doutrina materialista na Terra; em segundo, o surgimento da Doutrina Espírita com a apresentação de O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec, destacando a imortalidade, Deus, a sobrevivência do Espírito e a comunicabilidade entre os dois planos da vida, a pluralidade dos mundos habitados e das existências, o ser espiritual e o Evangelho de Jesus.
Referindo-se ao fato de que tudo é, essencialmente, energia e que vivemos num mundo de pensamentos, ondas, raios e vibrações, Divaldo referiu-se a carta de Albert Einstein à sua filha, na qual o eminente físico alemão descreve sobre o amor como sendo a maior e mais poderosa força do Universo, superando o eletromagnetismo, a gravidade e as forças quânticas forte e fraca, constituindo-se, portanto, na 5ª força do Universo. Sobre Deus, Einstein dizia não crer Nele, mas saber Dele.
O homem e seus instintos, as grandes atrocidades, o falso socialismo, a degradação da família, os valores éticos e morais degradados, a depravação, a corrupção, a falta de respeito de uns pelos outros, o terrorismo, as relações conflituosas entre as criaturas humanas, tais como as desenvolvidas entre homens e mulheres, pais e filhos, alunos e professores têm levado os indivíduos a experimentarem muitas dores, pois que vem privilegiando o individualismo, o sexismo e o consumismo, aprofundando a decadência moral através de condutas materialistas.
As crises, sempre cíclicas, objetivam retirar os indivíduos de um patamar evolutivo para outro mais alto. Assim, é necessário experimentar as crises como oportunidades de crescimento efetivo. A filosofia profunda que aproxima o homem a Deus é a Doutrina Espírita. Jesus e todos os seus ensinamentos, mas principalmente as Bem-Aventuranças conduzem as criaturas humanas para Deus, libertando-a do materialismo. Jesus mudou os destinos da humanidade ao apresentar a Lei de Amor, tão simples, que basta fazer aos outros tudo o que deseja para si.
O homem, sempre amparado pela divindade, recebe periodicamente os emissários do bem e que apresentam propostas libertadoras, como por exemplo, Francisco de Assis. Sendo o Espírito imortal e perfectível, é necessário reconstruir o senso ético-moral com base no amor, na vida, tanto material, quanto espiritual, atento as influências espirituais, boas ou más. Vale a pena viver, asseverou o ínclito e incansável orador, superando as crises com a utilização da ciência da imortalidade da alma.
O amor convida à plenitude, a Terra está repleta de amor, de ternura, apesar de alguns recalcitrantes. Amar sem sentir medo de amar. Sede vós os que amam, se alguém não vos ama, o problema é dele, o amor é bom para quem ama, assim se expressou o preclaro expositor. Saúde é um ato de amar, não é a ausência de doença, conforme assertiva da Organização Mundial de saúde. Saúde é o bem-estar fisiológico, uma harmonia psicológica, o equilíbrio financeiro e uma tranquilidade espiritual. Tudo isso decorre do amor. Instalemos na Terra o primado do amor. O importante é não ser inimigo de ninguém.
A nova era já se revela entre os homens, os novos seres que estão reencarnando apresentam dons especiais em várias artes e em inúmeras áreas da ciência. Jesus convida os homens para a vida nova, de paz, de alegria de viver e de bênçãos. O amor deve ser exercido em plenitude, contemplando todos os seus matizes. Amor de homem e de mulher, de pais e de filhos, guardando no coração a gratidão pela vida. Ao encerrar, após a declamação do Poema da Gratidão, Divaldo Franco foi efusivamente aplaudido de pé pelo enorme público composto por quase cinco mil pessoas.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Paulo Salerno e Ariel Molina


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Divaldo Franco no Rio Grande do Sul Santa Cruz do Sul,

24 de agosto de 2018
Minisseminário Pelos Caminhos de Jesus
Através de um belo momento artístico, executado pela Família Ritzel e pela Camerata Filarmonia de Santa Cruz do Sul, a atividade teve início no final da tarde de 24 de agosto de 2018.
O minisseminário Pelos Caminhos de Jesus foi apresentado por Juan Danilo Rodríguez e por Divaldo Franco. Juan Danilo discorreu sobre os caminhos traçados por Jesus visando atender o homem, que desde os tempos mais recuados tem lançado seus olhos para os céus em busca de respostas para suas inquietações, incertezas, mas também, cheio de esperança. Jesus é a Estrela de primeira grandeza na Terra, lançando suas luzes nos corações e nas mentes aturdidas do homem ainda fragilizado emocionalmente.
Jesus é uma figura incomparável, é o modelo e guia para a humanidade. A primeira estrada é representada pelo jejum moral. Começa, então, para o homem, uma etapa nova, desenvolvendo uma visão sobre Jesus onde as imperfeições e conflitos passam a ser analisados não mais sob o ângulo do erro, do pecado, mas da responsabilidade em a criatura humana se transformar para melhor a cada novo dia, sob a vigência do amor. Allan Kardec, compreendendo Jesus, descreveu a verdadeira essência do amor.
Jesus, após a meditação no deserto foi ter com os pescadores e os convocou para se unirem a Ele, quando, então, Jesus ofereceu a eles o pão da vida, o que necessitavam. Era o pão que possuía a capacidade de saciar a fome por todos os tempos. Pedro e André, pescadores, foram conquistados por Jesus. E porque tinham a necessidade de saber, aqueles olhos identificaram nos pescadores o amor.
A segunda estrada oferecida pelo Mestre Galileu foi a da compreensão sobre os sofrimentos, a origem do homem, seu destino, e sua atual condição. Para trilhar esse caminho, Jesus apresentou as Bem-aventuranças, e a dor passou a ser compreendida como a pedagogia do amor. Para se deslocar nesta estrada será necessário admitir e responsabilizar-se pelos próprios equívocos cometidos, ganhando coragem para admitir que é falho. As Bem-aventuranças são as companhias ideais para se empreender a viagem. O espírita deve ter a obrigação moral de estudar a Doutrina Espírita para tornar-se apto a pacificar-se e pacificar.
A terceira estrada que Jesus nos leva a percorrer é a da sinceridade, e as coisas mais simples são as facilitadoras para que os indivíduos se alegrem com a vida, resistindo ao mal, tendo em vista que a vida é em comunidade, assim, é necessário que o homem aprenda a conviver. É necessário que o homem lúcido faça o bem e jamais enfrente o mal, o que significa oferecer a outra face – Bem e Mal. Nessa estrada deve ser aprendida a lição de respeitar o outro, até mesmo, quando o outro está em delito com a Justiça Divina. Isso levará o homem a desenvolver o senso de fraternidade, fazendo o bem aos que aborrecem.
A quarta estrada é a da bondade e da humildade. O espírita precisa e deve refletir sobre os seus atos, lembrando que há formas de caridade que humilham o favorecido. Nesse contexto será identificada a importância da prece, a inspiração, a mediunidade como meio de se fazer caridade. A primeira caridade é para consigo mesmo, e todo espírita que labora nas reuniões mediúnicas necessita estudar O Livro dos Médiuns. Os Espíritos dotados de lucidez convidam para praticar a caridade. O Espiritismo é, em primeiro lugar, a educação moral. O espírita sincero deve inspirar-se para fazer o bem, sem críticas a quem quer que seja., renovando-se, portanto.
A lealdade é a quinta estrada. Não é possível servir a dois senhores ao mesmo tempo, o espírita deve ter discernimento para fazer a sua opção. O Espiritismo religa o homem a Deus, renovando suas esperanças, é o consolador das almas. Nessa estrada o homem aprende a não ser hipócrita, a não temer a morte, a somente servir a Deus.
Fora da caridade não há salvação. Nesta sexta estrada o homem descobre que não pode julgar, se não quer ser julgado. A bondade é desenvolvida nesta estrada e que se expressa pela caridade, reconhecendo que o outro não é perfeito. Jesus é o sol reluzente que aclara e ilumina as consciências. Deus existe, e se faz presente quando se faz o bem. Concluindo o seu belo trabalho, Juan Danilo advertiu para que os centros espíritas cumpram com a sua missão de acolher e consolar as criaturas em viagem pelas estradas de Jesus. Pondo-se de pé, o público o aplaudiu intensamente.
Divaldo Franco, após um breve intervalo, assumiu a tribuna para apresentar, ligeiramente, o pensamento do Ernest Renan. Sua irmã Henriette estimulou-o a pesquisar sobre Jesus nos originais. Ficou fascinado por esse Homem extraordinário. Ernest Renan decidiu, então, escrever sobre a vida de Jesus, em três tomos. Mais tarde escreveu sobre os Atos dos Apóstolos, o quarto tomo. Em uma aula inaugural no Collège de France, em 22 Fev 1862, Ernest Renan afirmou que Jesus é um Homem incomparável, e que dividiu a História em antes e depois Dele. Com o pensamento do filósofo, escritor e historiador francês do século XIX, Ernest Renan, que, não obstante ser ateísta, teve oportunidade de afirmar que Jesus foi um homem incomparável, um vulto tão grande que não coube na História da Humanidade, dividindo-a, sendo a personagem histórica mais biografada de todos os tempos.
Allan Kardec teve grande responsabilidade quando instigou os seus circunstantes a compreender Jesus como humano, como filho de Deus. Ele é o caminho para se lançar Deus. Por herança do ocidente, Jesus é confundido como sendo, também, deus, ao interpretar a sentença: Eu e o Pai somos UNO. Esse UNO significa não a condição numeral UM, mas a união, UNO de unido. A intolerância no passado, como hoje, fez com que Ernest Renan fosse expulso do Collège de France por ter dito a verdade.
Divaldo Franco fez uma análise dos quatro evangelistas, descrevendo-os em suas particularidades e no distanciamento dos fatos, explicando que, naquela época, as doutrinas eram memorizadas, e por conseguinte, pode-se ter certeza sobre a justiça dos textos evangélicos escritos entre os anos de 57 e 90 da era cristã, assim, a conotação sobre a história de Jesus era a da memorização. Jesus mudou a História da Humanidade.
Jesus foi a primeira personalidade a se levantar para dar apoio à uma mulher. Jesus é todo amor. Jesus se adentra a noite escura das almas humanas levando as luzes do amor e o óleo da caridade, e os flagelos se diluem, dando aos indivíduos em equívoco a condição de se responsabilizar consigo mesmo. Ninguém vive sem o amor. Portador de beleza lírica, Jesus é o arquiteto das almas. Suas histórias estão recheadas de conhecimento. O pudor está no erotismo, a beleza na estética.
Aplicando a técnica da risoterapia, Divaldo Franco conduziu os presentes para belos momentos onde o riso tornou-se terapêutico. Jesus é o libertador, Ele nos dá a felicidade de dizer eu te amo. O fenômeno que a Doutrina Espírita apresenta é a de transformar o homem para melhor.
O Templo Espírita é o educandário de almas, Enquanto este, ou aquele está recebendo auxílio, através de diversas ações, esse santuário de almas deve primar por conversações edificantes, negando quaisquer futilidades. São as bênçãos dos reinos do céu colocadas à disposição dos que buscam a verdade. Agradecendo a acolhida que obteve no Rio Grande do Sul, Divaldo Franco rogou aos benfeitores as bênçãos aos gaúchos que se despedem ao finalizar mais um roteiro doutrinário onde as luzes do saber e o calor do amor estiveram presentes por onde passou. Reconhecendo o profundo trabalho apresentado, o público, colocando-se de pé, agradeceu através de efusivas salvas de palmas.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

domingo, 26 de agosto de 2018

Divaldo Franco no Rio Grande do Sul Santa Cruz do Sul

23 de agosto de 2018
Minisseminário: Tesouros Libertadores
No mundo, todos temos inimigos, o importante é não sermos inimigos de ninguém. (Divaldo Franco)
No início da tarde, Divaldo Franco e Juan Danilo Rodríguez e todos aqueles que o acompanham neste périplo doutrinário no Rio Grande do Sul estiveram visitando o Educandário Thales Theisen, recebendo o carinho das crianças que se apresentaram, demonstrando o grau de conhecimento já adquirido. Por onde passa, Divaldo Franco arrebata as criaturas. Não foi diferente com as crianças do Educandário, aglutinou-as em torno de si.
Ao entardecer, o Teatro do Colégio Mauá ficou lotado de criaturas expectantes para reencontrar Divaldo Franco, escutar-lhe as reflexões sempre muito judiciosas, e compartilhar momentos de alegria e bem-estar. A Camerata Filarmonia de Santa Cruz do Sul com sua excelente apresentação enriqueceu sobremaneira o ambiente, preparando-o para as luzes que se derramariam na sequência.
O nobre orador e médium baiano, apresentando o misseminário Tesouros Libertadores, disse que a jornada terrestre tem por finalidade a conquista de um tesouro. O notável antropólogo Teilhard de Chardin, teólogo e filósofo francês, analisando o comportamento humano, asseverava que os homens e as mulheres aprenderam a nadar com os peixes, a voar com as aves, mas na hora em que aprendesse a amar teria redescoberto o fogo e a felicidade seria possível no seio da sociedade humana.
Para buscar um parâmetro para a felicidade, Divaldo destacou que os meios de a conquistá-la sempre foram objeto de análise dos filósofos, pensadores e cientistas. Desde a Antiguidade Clássica que os pensadores analisam a questão e propõem teorias sobre o assunto.
Assim, sob o olhar da filosofia grega, o Semeador de Estrelas apresentou o pensamento e definições das diversas escolas filosóficas sobre a felicidade.
1. Epicuro de Samos afirmava que a felicidade seria alcançada com o TER (possuir coisas e prazeres indutores da felicidade). É o pensamento Epicurista ou hedonista. Essa hipótese seria desmentida pelos tormentos que carregam muitos daqueles que têm posses e também os consumistas. Há um tormento, aquele que tem, teme perder, e, naturalmente, se aflige.
2. Mais tarde surgiu Diógenes de Sinope com o pensamento Cínico. Ele dizia que as pessoas tinham medo de perder as suas posses, o que lhes causava angústia e outros transtornos, de maneira que a felicidade consistiria em não ter nada. Há que considerar, no entanto, que muitos são verdadeiramente escravos até daquilo que não tem, criando ambições e expectativas que lhes obstaculizam o fruir da felicidade. Essa teoria, então, não poderia subsistir. Afirmava que a felicidade é NADA TER. Desconsiderou, em Corinto, o convite que lhe fora feito por Alexandre Magno, desprezando a honra de governar o mundo ao seu lado e admoestando-o por lhe tomar o que chamava "o meu sol"
3. Surge, então, Zenon de Cicio e o pensamento estoico, que ensinava ser a felicidade a necessidade de se banir da vida a afetividade e a emotividade causadoras do apego e produtoras de infelicidade. Além do mais o homem deveria enfrentar as vicissitudes e os sofrimentos com serenidade, libertando-o da infelicidade. A felicidade estoica seria a possibilidade de alcançar a resignação. Propunha que a felicidade estaria na coragem de enfrentar a dor moral e física sem queixas, sem esmorecimento, sem sofrer, abandonado ao destino, passivamente. Essa teoria também não poderia corresponder à vivência da real felicidade, uma vez que os seres humanos ainda apresentam diversos conflitos, passando por desafios. A dor ainda faz parte das experiências evolutivas. O estoicismo ainda vige na sociedade humana atual.
4. Divaldo, então, analisou a proposta do filósofo grego Sócrates, que afirmava que a felicidade consiste em "ser". Ele era um sofista, interrogava para obrigar a pessoa a pensar, a fim de que pudesse encontrar dentro de si a sua própria resposta. Sócrates, perfeitamente consciente de que o ser humano é um Espírito imortal, que está na Terra temporariamente, utilizando-se de um corpo físico para realizar o seu processo evolutivo, ensinava que os indivíduos deveriam buscar conhecerem-se a si mesmos, a sua realidade espiritual, a fim de encontrarem a real felicidade. Sócrates combatia os males que os homens produzem para gozarem de benefícios imediatos, objetivando, com essa atitude de reta conduta, o bem geral, a felicidade comunitária. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa. Sócrates foi um sábio que sabia que nada sabia. Quando tomou conhecimento de uma sentença no Santuário de Delfos: Conhece-te a ti mesmo, adotou-a para a sua vida, divulgando-a, por saber que somente aquele que verdadeiramente se conhece pode afirmar que é feliz.
A Doutrina Espírita aborda com justa propriedade que a felicidade é aprender a ser feliz de acordo com as circunstâncias, incorporando e vivendo a certeza da transitoriedade do corpo físico e da sua eternidade espiritual. Allan Kardec destacou que a felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não da situação material em que ele vive.
Allan Kardec, na obra O Livro dos Espíritos, na questão 919, apresentou a orientação segura dos Espíritos nobres para que os seres humanos buscassem o autoconhecimento e a autoiluminação, a fim de que pudessem trabalhar as imperfeições morais e, assim, fruir de harmonia, paz e, portanto, de felicidade. O homem deve aprender que o mais significativo para alcançar a felicidade é identificar perfeitamente o que é fundamental, isto é, nada que seja transitório, como as coisas materiais.
Jesus é tão importante que todos não resistem a sua força. Jesus é um ser filosófico, mesmo sem se atrelar a uma religião. Sua filosofia é o amor. Jesus pregou e exemplificou o amor pleno. A vida somente terá sentido se a criatura humana amar. As Bem-Aventuranças são uma ode a felicidade. É necessário que todo aquele que busca a felicidade faça um esforço hercúleo, sobre-humano para descobrir o tesouro libertador. A felicidade plena seria alcançar a plenitude, isto é, viver com dignidade e honradez.
Citando vários exemplos de criaturas dignas e honradas, o orador por excelência destacou que é possível ser feliz, não uma felicidade absoluta, mas relativa. Jesus, o Rei Solar, foi ímpar na sociedade humana da Terra. Segundo estudos de Ernest Renan, Ele foi tão grande que não coube na História, mas, antes, dividiu-a em antes e após Ele.
É necessário que o indivíduo estabeleça um sentido psicológico profundo para sua existência: o amor. Fazendo uma ponte entre a Ciência e o Espiritismo, ressaltou que a proposta espírita está toda embasada nos ensinamentos ético-morais do Evangelho de Jesus, cujos ensinamentos estão centrados na lei de Amor.
No mundo, todos temos inimigos, o importante é não sermos inimigos de ninguém. O experiente orador advertiu para que todos tivessem cuidado com as primeiras impressões. A beleza interior se descobre através da convivência. O homem, na sua ganância e no afã de adquirir felicidade, lançou-se contra seu próprio irmão, dizimando-o, escravizando, sufocando-o. A História da Humanidade está contemplada com esses terríveis relatos, apresentando o perfil belicoso do homem ávido de poder.
O Papa Francisco realiza esforços para restabelecer a verdade, libertando os seus fiéis. A promiscuidade e a falta de senso de responsabilidade tem levado o homem às zonas de sofrimento, e desditosos e infelicitados buscam as saídas enganadoras da vida, seja através das drogas, do suicídio ou das doenças sexualmente transmissíveis. Uma vida casta não é a ausência de vida sexual, mas uma vida de honradez. A felicidade é a ação do bem que se pode fazer a outrem. A prática da caridade é o exercício do amor em seus diversos matizes, é o tesouro libertador.
Apresentando a história de Eunice Weaver, a estoica heroína que não mediu esforços para dignificar a vida dos hansenianos, mas principalmente de seus filhos sadios, construindo “Preventórios” no Brasil e no Exterior, Divaldo conduziu os assistentes ao um estado emocional de tal ordem que foi possível sentir a felicidade. Para bem desempenhar a sua missão e encontrar a felicidade, Eunice se capacitou, inclusive fora do Brasil, realizando grandes feitos. Determinada, não se detinha frente as autoridades, exigindo dessas o cumprimento de suas responsabilidades. Os preventórios instituídos por essa dama salvaram milhares de vidas.
Assim como Eunice, há outros heróis e heroínas que se doam por completo aos seus irmãos em necessidade. Deixam para trás as rotinas e o conforto e se plenificam no serviço ao próximo. É o amor que se apresenta em forma de caridade. Divaldo, comprometido com Jesus, ao ser estimulado a visitar os leprosários por Jésus Gonçalves, um hanseniano na última reencarnação, não mediu esforços para confortar aqueles mortos-vivos que deambulavam nas zonas segregadas, os leprosários.
A gratidão disse Divaldo, é um tesouro mal aplicado. Quando Eunice Weaver desencarnou, deixando um legado de luzes, seu funeral não contou com mais de duzentos presentes, nenhum leproso. Os comentários na imprensa foram pífios. A notícia era Brigitte Bardot. No mundo transcendente, Eunice Weaver foi considerada a benfeitora dos hansenianos.
É muito bom ser bom, isto é felicidade. O grande tesouro, o mais valioso da vida é o tesouro da paz interna, conquistada através da viagem para dentro de si mesmo, O minisseminário foi encerrado com uma vibrante exaltação à vida, ao Amor, à gratidão e à felicidade. O público, profundamente tocado e sensibilizado pôs-se de pé e aplaudiu demoradamente o notável orador.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke