terça-feira, 24 de abril de 2018

Registro. Divaldo Franco em Seminário Beneficente do MAP Rio de Janeiro, RJ

22/04/2018.

Texto Maria Claudia Rodrigues e Luismar Ornelas de Lima
Fotos Luismar Ornelas de Lima

Mais um grande evento promovido pelo Movimento de Amor ao Próximo - MAP com a presença de Divaldo Pereira Franco com a participação de cerca de 3200 pessoas neste domingo dia 22 de abril de 2018 realizado no Km de Vantagens Hall, do Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

O público recepcionado por um trio de cordas, aguardava o grande momento. Allyrio Mello, músico internacional, arranjador e cantor, com o seu violino, executou belas peças do erudito ao popular, encantando a todos os presentes. E ainda tinha mais: o Coral Nossa Senhora de Loreto, com cerca de 50 componentes, interpretou obras clássicas como o Hino Nacional, a Oração de Francisco de Assis, Aleluia de Mendelson e ainda Edelweiss dedicada ao grande tribuno baiano. O ator Carlos Vereza declamando a Carta de Paulo aos Coríntios também foi muito aplaudido.

Após as apresentações e composição da mesa dirigente do evento, um vídeo exibiu os impressionantes números do currículo do querido conferencista - 70 anos Semeando Estrelas. Muito aplaudido, Divaldo deu início ao seu seminário.

Contando passagens de diferentes personagens da história ao longo dos séculos, Divaldo falou sobre a melancolia, a depressão e trouxe casos de suicídio, relatando inclusive passagens de sua vida, como o suicídio de sua irmã e de sua decepção quando perdeu um emprego, levando-o a vontade de suicidar-se. Divaldo alertou: “o suicídio é um dos maiores crimes que a humanidade perpetra sobre si mesmo”. Mas a morte não mata a vida.

O semeador de estrelas explicou que vivemos em uma sociedade consumista, sexista e individualista. Estamos cada vez mais nos refugiando como se tivéssemos medo de amar. Queremos que o outro dependa de nós e que nós nos mantenhamos livres. Esse individualismo é compreensivo em nosso estágio de evolução, mas chega a um ponto em que se torna patológico. E quando nos damos conta, essa é uma forma de fugir da realidade pela depressão, que, a princípio, não incomoda a ninguém e ninguém nos incomoda. Mas com o passar do tempo, podemos nos perturbar e perturbar o outro.

E quais são os antídotos? Divaldo esclareceu que, do ponto de vista psicológico/psiquiátrico, é preciso tomar certos medicamentos, em doses controladas, que possibilitem o corpo a produzir a serotonina, a noradrenalina e a dopamina - que é a substância da alegria. É necessário sempre a orientação e acompanhamento médico.

A Doutrina Espírita, esclarece  que a esquizofrenia, a depressão, o autismo, etc. são fenômenos de natureza espiritual de que o cérebro se impregna quando da reencarnação, plasmando tais situações que desencadeiam tais fenômenos. No momento que o espírito impregna, o organismo começa a trabalhar para que se manifeste a lei de causa e efeito da qual todos estamos subordinados. A grande raiz de tudo isso, da depressão, da obsessão, é o indivíduo. Ele é que é o doente. E se, por acaso, ele é um ex-suicida, ele traz a tendência do suicídio, que pode ocorrer inclusive na infância.

O Espiritismo, por ser uma doutrina que prova a imortalidade da alma, que nos dulcifica o coração, que nos reabilita perante a consciência é o maior antídoto à depressão, através dos passes, água magnetizada, das desobsessões, da boa leitura, da alegria de viver.

E finalizando suas palavras para uma platéia encantada, deixou a mensagem: “este seminário é um testamento de amor. Um testamento muito especial porque Deus tem me convocado nos últimos tempos à muita meditação, muita reflexão. Então eu gostaria que meu pobre legado fosse um legado de amor. Ame. Nunca se arrependa. O amor nunca faz mal. Se não foi compreendido, se não foi correspondido, se foi mal considerado, se recebeu bullying, está ótimo. Porque o amor é bom para quem ama. Não há quem ame que tenha melancolia; só se quiser negociar o amor. Mas se amar o mesmo, até em desprezo, perceberá que amor revigora. A alegria é o amor que encontra a Deus. Deixo esse legado aos corações que tiveram a gentileza de vir passar algumas horas  com um velho amigo. E suplico à divindade que nos dê alegria de viver. A Terra está muito triste. Só notícias más. Guerra química, que se pode transformar em guerra bacteriológica e pode acabar com todos nós. A nossa guerra pessoal, a nossa guerrinha doméstica, a nossa guerrinha do ciúme. Permitamos que aqueles a quem nós amamos sejam amados por outros.

Após cantarem parabéns, face ao próximo aniversário no dia 5 de maio, Divaldo deixou o palco sorrindo como sempre, dando o melhor de si. Cada um dos presentes foi para casa com o coração aquecido por sua mensagem de alerta e de amor. Até a próxima, querido Amigo!

O próximo Encontro do MAP com Divaldo Franco foi agendado para o dia 28 de abril de 2019.

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Registro. Divaldo Franco em Santa Catarina Balneário Camboriú

15 de abril de 2018
Movimento Você e a Paz
Balneário Camboriú recebeu Divaldo Franco para mais uma edição do Movimento Você e a Paz. Foi a sua 7ª edição, realizada na Praia Central, Pontal Norte, na tarde do dia 15 de abril de 2018. Apesar do tempo nublado, o público esteve presente em massa para ouvir a mensagem da paz. Nas areias da praia, nas calçadas contíguas e nos prédios próximos, as pessoas permaneceram atentas para ouvir o verbo luminífero do arauto da paz, Divaldo Pereira Franco, criador desse movimento que se expande por diversas cidades do Brasil e do Exterior, desde 1998.
O Coral da Secretaria Municipal da Pessoa Idosa trouxe a sua mensagem de paz através de belas interpretações, cantando Ave Maria e Eu só peço a Deus, arrancando aplausos efusivos. Além de Divaldo Franco, idealizador desse magnífico evento, estavam representadas a Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de Balneário Camboriú, com o seu Presidente Juliano Mandelli Moreira; o Prefeito Municipal, Fabrício Oliveira; a Secretaria de Articulação Governamental, com Omar Tomalih; a Secretaria de Turismo, com Nelson Oliveira; a Secretaria da Pessoa Idosa, com Christina Barichello; a Empresa Brasileira de Edificações – EMBRAED -, através de sua administradora Tatiana Rosa Cequinel; a Federação Espírita Catarinense, com a sua Presidente Esther Fregossi; a Confraria Artistas e Poetas pela Paz – CAPPAZ -, representada por Eduardo Torto; o Movimento Você e a Paz do Paraguai, com Milciades Lescano; o Movimento Você e a Paz do Equador, com Juan Danilo Rodríguez; e a Universidade Internacional da Paz – UNIPAZ -, com Rovani Ferreira.
Juliano Mandelli Moreira, da OAB, destacou o excelente serviço prestado por Divaldo Franco à Humanidade, sendo um grande líder propagador da paz íntima, para que se exteriorize através de ações pacificadoras.
Fabrício Oliveira, Prefeito Municipal, frisou que a paz deve ser compreendida com um estado de espírito e se constitui em uma decisão buscada por cada ser humano, que se pacificando, tem a responsabilidade de propagar a paz.
Foram prestadas algumas homenagens, registrando, assim, o reconhecimento pelos esforços em prol da construção da paz. A seguintes entidades foram agraciadas: a OAB, subseção de Balneário Camboriú; a Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú; a Secretaria de Turismo de Balneário Camboriú; a Secretaria de da Pessoa Idosa de Balneário Camboriú; a Federação Espírita Catarinense; a Confraria Artista e Poetas pela Paz – CAPPAZ; a Universidade Internacional da Paz – UNIPAZ; a Empresa Brasileira de Edificações – EMBRAED; o Movimento Você e a Paz do Paraguai; e o Movimento Você e a Paz do Equador.
Divaldo Franco, Embaixador da Paz no Mundo, recebido com muito carinho e entusiasmo, ao pronunciar-se, destacou que a paz é o fenômeno mais esperado no campo psicológico da humanidade. A paz somente se estabelecerá através de um estado interior. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. (Jesus) (João 14:27). Fazendo uma reflexão profunda sobre a paz, constata-se que o homem, ainda belicoso, estabelece leis para a vigência da paz, porém, descumpridas ao impacto das ações bélicas em todas as latitudes e longitudes da Terra, o homem impõe-se perante os vencidos, dominando-os implacavelmente.
Na atualidade a humanidade vive apreensiva ante o avanço da violência de toda ordem, é um momento muito grave. Há mais de 2.500 anos Isaias profetizou: Damasco viraria escombros. Essa é a realidade atual. A cidade foi transformada em um cemitério de edificações devastadas, sem vida. Seus habitantes a abandonaram. Ao analisar esse estado beligerante, a ação predatória do próprio homem, a ausência de padrões éticos, poderia se dizer que a violência, a ausência total de paz, estabelecera o caos na face do Planeta. Porém, assim não acontece, pois que, enquanto alguns estão voltados para a violência, muitos outros, como aqueles que se encontram em um evento como o que aqui está acontecendo, estão dirigindo suas energias procurando o caminho para a paz.
A tecnologia faz parte da vida do homem moderno, tornando o mundo acessível a qualquer um, porém, o homem ainda não foi capaz de estabelecer a solidariedade, a ternura, o amor. Ainda não aprendeu a suportar-se uns aos outros, sendo sempre intolerante. Há a necessidade de as criaturas humanas volverem seus olhos para Deus, colocando-O dentro de si, para que se exteriorize, acolhendo, perdoando, amando o semelhante sem imposições ou condições.
O medo, a ira, o ódio, a vingança, somente poderão ser controlados pelo amor, pela ternura, utilizando a palavra gentil para com todos, bons ou não. A humanidade já experimentou inúmeras formas de construir a paz, nenhuma apresentou resultados satisfatórios. Está na hora de o homem tentar o AMOR para construir a paz. Uma paz que repouse em base éticas e morais elevadas, na solidariedade, no respeito ao próximo.
O arauto da paz sublinhou que o amor é de fácil aquisição. Segundo a mentora Joanna de Ângelis o amor é a alma de Deus que está no mundo escrevendo a sua mensagem. Muitos há, e houveram, que por suas ações pacifistas e pacificadoras honraram a mensagem de AMOR, trabalhando incessantemente, silenciosamente, em favor dos oprimidos pela violência, seja institucional, seja individual. Seus exemplos devem ser seguidos, colocados em prática. Jesus, o Homem AMOR, é o modelo por excelência.
Narrando histórias reais, Divaldo trouxe para perto de si, em um colóquio sinceramente amoroso, o público que o escutava atentamente. Havia um espírito de intimidade entre o orador e seus ouvintes, havia a identificação de propósitos, todos ali estavam porque acreditam na paz, porque a possuem em graus variados dentro de si.
Seis itens foram estabelecidos pela UNESCO para a concretização da paz: 1) preserve a paz; 2) não aceite a violência; 3) seja generoso; 4) ouça para compreender; 5) respeite a natureza; 6) reviva a solidariedade. A criatura humana possui a fortaleza de uma rocha, ela é boa, porém pouco educada. A educação é o último recurso para a humanidade alcançar um estado de paz duradouro. Dirigindo-se aos catarinenses, por quem devota imenso amor, Divaldo desejou uma vida de paz, abandonando a queixa, adquirindo a perfeição.
Declamando o Poema Meu Deus e meu Senhor, de Amélia Rodrigues, Divaldo encerrou o nobilitante trabalho em prol da não-violência, falando aos corações, sensibilizando as mentes. Os aplausos foram duradouros e intensos, reconhecendo no orador de escol, o ser pacífico que escolheu a paz como alimento para si, amando o seu semelhante com toda a sua alma. Cantando a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel, o numeroso público fez ecoar na orla e nos prédios vizinhos a voz da paz reafirmando que todos os que ali estavam possuem a paz em si, ou o seu embrião.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)

Registro. Divaldo Franco em Santa Catarina Florianópolis, SC

14 de abril de 2018

Conferencia Espírita de Santa Catarina
A Federação Espírita Catarinense – FEC -, promoveu a Conferencia Espírita  de Santa Catarina no dia 14 de abril de 2018, com o tema: Espiritismo: Ciência, filosofia e religião. O evento foi levado a efeito no Centro de Eventos Governador Luiz Henrique Silveira, localizado em Canavieiras, em Florianópolis.
Estando presentes autoridades do Poder Judiciário, do Legislativo e do Executivo, bem como lideranças espíritas estaduais, Esther Fregossi, Presidente da FEC, presidiu a abertura do enriquecedor encontro iluminativo apresentando as boas-vindas, externando sua gratidão aos que a antecederam no labor federativo.
O Dr. Juan Danilo Rodríguez, médium espírita, médico de família, homeopata, psicólogo e escritor espírita, de nacionalidade equatoriana, fundador do primeiro centro espírita de seu país, em Quito, encontra-se atualmente radicado no Brasil desenvolvendo nobre projeto na Mansão do Caminho, onde reside, visando atender os portadores de necessidades especiais, principalmente os autistas. Convidado a dirigir-se ao público se disse honrado em compartilhar com todos a alegria do enriquecimento espiritual, sentindo-se grato pela oportunidade. Apresentou a saudação dos espíritas equatorianos e da Mansão do Caminho, salientando que nos dias atuais, mais do que nos anteriores, precisamos de Jesus, de esperança de dias melhores, sensibilizando os corações. Todos somos anjos em construção.
Para discorrer sobre A Gênese da Alma, Divaldo Franco apresentou elucidativo estudo sobre a cosmologia, a formação do Universo e do Planeta Terra, bem como dos seres nela viventes, desde as cadeias de açúcares até o homem dos dias atuais. Elucidando e facilitando a compreensão, o orador por excelência apresentou as enriquecedoras informações contidas na incomparável obra A Caminho da Luz, de Emmanuel e psicografado pela maior antena psíquica da humanidade, o venerando Chico Xavier.
As formas foram se transformando até alcançar os primeiros seres das camadas inferiores, sempre em perpétua transformação, ganhando complexidade sempre maiores. Assim, de conversão em conversão os seres vão transformando-se, atestando a magnitude divina. Apresentando uma breve história antropológica do homem e o nobilitante trabalho de notáveis pesquisadores, Divaldo Franco destacou o trabalho hercúleo de Allan Kardec, cientista emérito, codificador da Doutrina Espírita, ao descrever a história da gênese e da evolução do ser e da alma.
O homem sempre se preocupou em remontar à sua gênese. Vastíssimos registros, de todas as épocas, afirmam que essa procura povoou a sua ânsia de conhecer o seu princípio. Com uma certa visão de futuro, a humanidade foi perscrutando os campos obscuros de sua própria evolução. A ética, em se desenvolvendo na intimidade da criatura, vai transformando as práticas e os estudos adotados, até alcançar a conclusão de que Deus é o Senhor da Vida e a morte torna-se somente um novo renascer.
Os filósofos, com suas éticas, apresentaram estudos importantíssimos afirmando que a evolução é inevitável. Contudo, Jesus é incomparável ao cantar a sinfonia do Amor. Martin Luther King Jr., Madre Teresa de Calcutá, Francisco de Assis, Chico Xavier e outros, cada um em suas particularidades, estabeleceram pontes entre a Terra e o Céu, colocando em prática o amor apregoado e exemplificado por Jesus.
O Espiritismo, confirmando a existência da vida e das modificações das formas, desde os primeiros momentos da vida na Terra, dá ao homem a certeza da evolução material e o aprimoramento moral, principalmente, apontando meios claros e precisos na aquisição da plenitude, a busca pela angelitude. Desejando grande sucesso ao excelente evento, Divaldo Franco, o Semeador de Estrelas, superando os incômodos e as dores pós-operatórias, dá o seu imorredouro exemplo diário de dedicação operacional ao Cristo. O público, tocado em seus corações, levantou-se para aplaudi-lo, reverenciando-o com gratidão.
O incansável trabalhador do Cristo, na jovialidade de seus quase 91 anos de idade atendeu mais uma agenda de trabalho, protagonizando um enriquecedor trabalho com os jovens. Respondendo perguntas, adrede preparadas, o trator de Deus, nas palavras de Chico Xavier, disse para que não temam a ninguém, fazendo uso das ferramentas doutrinárias, explicando que o espiritismo é uma doutrina libertadora, além de ser consoladora por libertar a criatura humana de seus atavismos e vícios. Quem sabe compreende melhor as suas próprias dores e, então, poderá trabalhá-las melhor através do conhecimento adquirido.
Todo o ser comprometido em sua própria transformação ético/moral deve trabalhar com persistência e inspirar confiança nos seus circunstantes. Transformar é encarar a realidade sem fantasias. Quando for trabalhar com os mais idosos a postura deverá ser a de conquistar a confiança através do desenvolvimento dos atributos éticos/morais, exteriorizando, assim, a beleza da alma humana, porquanto, a beleza é Deus.
Com sentimento paternal, Divaldo aconselhou a jamais abdicar dos ideais. O que importa é o futuro, o vir a ser, uma permanente construção para o amanhã. Para elucidar que a cada aspecto negativo há outros de caráter positivo, o orador que arrebata multidões narrou bela história, a autobiografia de Ruth Stout, escritora norte-americana (1884 – 1980) que relata suas próprias experiências existenciais buscando auxiliar os jovens na busca de um propósito na vida, abordando a lição inesquecível que recebeu de seu avô na infância sobre as duas janelas existentes na vida de todos. A que se abre para a tristeza e o sofrimento e a outra que permite identificar a alegria e a beleza da vida. Com essa história tocante Divaldo deixou claro que diante das experiências de aflição, dor e sofrimento a criatura humana deve se lembrar de que há uma outra janela – a da alegria – que se deve buscar. A recíproca é também verdadeira, e assim, todas as vezes que estiver debruçado sobre a janela da alegria, deve se recordar que muitos outros irmãos se encontram no sofrimento e na tristeza. O dever é, portanto, de se deslocar na direção deles para lhes oferecer a solidariedade e o carinho, usando de compaixão. Observação: Essa rica história se encontra narrada em detalhes no capítulo 6 da obra O Colar de Diamantes, de Divaldo Franco, compilada por Délcio Carvalho, da Editora LEAL.
Recomendando o livro Depois da Morte, de Léon Denis, o arauto do evangelho e da paz, estimulou a leitura e o estudo, narrando parte da introdução da referida obra. Exortando a perseverança no bem, frisou que jamais desanimem, que amem sempre, oferecendo alegria aos tristes, através de um sorriso. Sobre as dores, destacou que não se decepcionem com os demais, guardando serenidade sempre.
O sentimento de melancolia, de nostalgia trazem embutidos o passado, assim, o esforço é de se autoestimar, amando-se. As aparências nada têm a haver com a realidade, o que é belo na atualidade poderá deixar ser no futuro. A jovialidade independe da idade cronológica, um sorriso, uma boa palavra possui o poder de mudar para melhor uma situação negativa, amenizando-a pelo menos. Todos os que optaram por fazer o bem, sem ostentação, encontraram a felicidade e a alegria de viver, porque exercitaram o amor.
A etapa de encerramento desse notável encontro com o saber foi iniciada pelo Coral Vozes de Santa Catarina, sob a regência do Maestro Robson Medeiros. As belíssimas apresentações encantaram o público que respondeu com calorosas salvas de palmas.
Divaldo Franco, o Paulo de Tarso dos dias atuais, abordou o tema: A Plenitude da Vida. Reafirmando que a plenitude é uma conquista árdua, que dispende esforços e superação de limites desafiadores, o médium e orador espírita narrou um fato por ele vivenciado em Nova Iorque e que somente o exercício da mediunidade com Jesus é capaz de desvelar o passado para que a realidade do momento possa ser corretamente decifrada A narrativa retrata a ação da lei de causa e efeito, o arrependimento e o emprego do amor como solução. Graças a mediunidade e o fato dos desencarnados poderem se comunicar com os encarnados foi possível impedir um suicídio duplo, marido e esposa, atormentados pela desencarnação prematura de seu pequeno filho.
Os eventos de vida possuem o dom de mudar completamente os rumos de uma existência aparentemente feliz, plenificada pelo bem-estar. Porém, o passado, sempre presente, chama o comprometido com a Lei Divina ao reajuste libertador. Falando sobre reencarnação, Divaldo disse que o ser humano ainda pratica vários delitos que necessitam ser reparados. A reencarnação apresenta essa oportunidade de exercitar a bênção do perdão, redimindo o passado, projetando o futuro através de uma vida reta e resignada no presente.
Essa bela e comovente história culminou na fundação do primeiro centro espírita de Nova Iorque, a Associação Espírita Allan Kardec, em Long Island. Plenitude é a alegria imensa do coração, é a oportunidade de encontrar beleza onde há miséria, amor onde há maldade. Como essa extraordinária história que envolve um portador do mal de Hansen, ou lepra, Divaldo Franco destacou que as deformidades morais, ínsitas ainda em muitos, assemelham-se a lepra que se apresenta nos corpos físicos, portanto, há a lepra do corpo e a da alma. A alma somente tem razão para se sentir feliz quando alcançar a conquista da plenitude.
Finalizando o magnífico evento, o primeiro de uma série no Estado de Santa Catarina, Divaldo recitou o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Em agradecimento e reconhecimento, o público se dirigiu ao nobre orador com uma vigorosa salva de palmas.
A Presidente da FEC, Esther Fregossi, externou a sua gratidão aos expositores convidados, aos inúmeros voluntários e técnicos que desempenharam as suas funções desde há muitos dias, engradecendo o movimento espírita catarinense.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
  
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Registro. Divaldo Franco em Santa Catarina Itajaí, SC

12 de abril de 2018
Vida e morte, saúde e doença, são fenômenos no programa de cada indivíduo. (Divaldo Franco)
A Federação Espírita Catarinense – FEC – comemorando o seu 73º aniversário de fundação na data de 24 de abril, promoveu o Encontro com Divaldo Franco. O tema foi Consciência e Mediunidade, destinado aos trabalhadores e dirigentes espíritas, no Centro de Eventos Maria’s, em Itajaí, onde compareceram cerca de 1.200 pessoas.
Após esse evento, nos dias subsequentes, Divaldo estará em atividades doutrinárias em Florianópolis - dias 13 14 -, e Balneário Camboriú no dia 15 de abril, onde participará do 7º Movimento Você e a Paz. Em Florianópolis, no dia 13, estará presente na abertura da Exposição “Os Pacificadores – FEB”, em alusão aos 73 anos de fundação da FEC. Essa será uma atividade desenvolvida na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.
No dia 14 de abril Divaldo irá participar da 1ª Conferência Espírita de Santa Catarina, cujo tema é: Espiritismo: Ciência, Filosofia e Religião, uma homenagem aos 150 anos de A Gênese. O evento será realizado no Centro de Eventos Henrique da Silveira, em Canavieiras, Florianópolis, no horário das 8h30min às 19h00min.
Esther Fregossi, Presidente da FEC, acolheu os participantes dando-lhes as boas-vindas, destacando que o evento é um verdadeiro banquete espiritual com o objetivo de renovação de conhecimentos e de energias, haja vista a presença de entidades espirituais de largo saber espírita e extensas folhas de serviços prestados à humanidade.
Divaldo Franco, após duas delicadas cirurgias realizadas no último dia 05 de abril, se fez presente no trabalho espírita, testemunhando seu acendrado devotamento a causa cristã e o amor ao Espiritismo, divulgando-o de forma ímpar, distribuindo as sementes do amor, mesmo enfrentando as dores e os incômodos do pós-operatório. É o cristão reafirmando, através do trabalho e do supremo amor ao próximo, a sua condição inarredável de servir ao Cristo superando os limites que a matéria impõe. Onde muitos param, Divaldo Franco vai muito mais além, dizendo-nos, pelo exemplo, que o amor é o combustível da vida.
O evento, dividido em duas partes, prólogo e perguntas e respostas, representou riquíssimo momento, onde o Semeador de Estrelas, termo cunhado por Suely Caldas Schubert, definiu o que é a mediunidade, apresentando dados históricos e ocorrências mediúnicas diversas. Salientou a criação de vários neologismos por Allan Kardec, facultando através de vocábulos mais apropriados o bom entendimento da Doutrina Espírita. Allan Kardec, filólogo e poliglota destacado, deu sobejas mostras de seu conhecimento sobre as diversas doutrinas de sua época.
A mediunidade é de natureza orgânica, o que significa que todos os indivíduos a possui e que se exterioriza em graus diversos. Apresentando um breve resumo histórico sobre a mediunidade, o insigne orador frisou que tanto no Velho Testamento como no Novo há narrativas de cunho mediúnico. O Novo Testamento, particularmente, está fundamentado nos fenômenos de natureza mediúnica. Allan Kardec teve a grandeza de estudar os fenômenos mediúnicos consolidando-os em O Livro dos Médiuns, compêndio primoroso que deve ser estudado por todos os médiuns que desejam servir Jesus.
Da psiquiatria a psicologia, dos pesquisadores antigos e modernos, das influências espirituais negativas e positivas, Divaldo Franco foi enriquecendo o conhecimento, libertando o saber, promovendo a criatura humana de forma digna, ética e moral. A mediunidade, salientou o trator de Deus, assim cognominado por Chico Xavier, pode trazer luzes ou sombras, dependendo da qualidade moral adquirida pelo médium.
As perguntas, adrede preparadas, foram respondidas com inúmeros exemplos elucidativos e motivadores, ensejou momentos de grande reflexão. Aos portadores de esquizofrenia recomendou que participem de reuniões doutrinárias para aprenderem a Doutrina Espírita, recebam o passe espírita, façam uso da água magnetizada, realizem a leitura e posteriormente o estudo de O Livro dos Médiuns, bem como, jamais abandonar o tratamento médico específico.
A prática mediúnica somente é recomendada aos que realizaram o estudo prévio de O Livro dos Médiuns, verdadeiro guia de bem proceder no labor mediúnico. Em primeiro lugar o estudo, a aquisição do conhecimento, depois o exercício da mediunidade, nessa ordem. A condição moral dos médiuns influi na qualidade das mensagens, dada a sintonia, a lei das afinidades. A Doutrina Espírita é código de ética e moral elevadas. Fora da caridade não há salvação, essa a base doutrinária. A moral e a ética são relevantes para se ter afinidade com Espíritos nobres, como estabeleceu Allan Kardec: Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar as suas inclinações más.
Sobre as práticas mediúnicas inovadoras, disse o nobre conferencista que a mediunidade não aceita novidades, essas ditas práticas inovadoras são fantasias vãs. O exercício do diálogo com os Espíritos deve ter por base a Lei de Amor, calcado na misericórdia. Recomendou que não se deixem ludibriar por fantasias, a base é a codificação estabelecida por Allan Kardec.
As condições para se desfrutar de boa saúde psicológica e psiquiátrica, no tocante a mediunidade, estão calcadas no estudo sério e continuado, esse o primeiro grande requisito, depois, e concomitante, o desenvolvimento da serenidade, da autoconfiança, do autoamor e do serviço ao próximo, como exercício do amor.
A prece é um mecanismo de grande alcance, facultando benefícios inestimáveis a quem é dirigida. O bom dialogador da prática mediúnica deve possuir fácil comunicação, ser portador de sentimento de compaixão, ter em mente que o objetivo não é o de convencer e nem de converter, mas de acolher, de orientar. Ele deve possuir bom senso, irradiar ternura e compaixão. A mediunidade é uma bênção de Deus, e as dores morais ensejam reflexões profundas e as angústias são feitas de reminiscências.
A ajuda divina é infinita, a mediunidade é uma bênção. Para bem desenvolver a mediunidade com Jesus se faz mister praticar o bem, pautar a vida pelos ensinamentos do Espiritismo, cultivar a beleza, a ternura, apesar de tudo o que ocorre, mantendo o coração em estado de afetuosidade, tornando-se um jornadeiro da Era Nova.
O Espírito Dr. Bezerra de Menezes, pela psicofonia de Divaldo Franco, expressou-se afirmando que as dores e as lágrimas são bênçãos e esperanças quando bem compreendidas e vivenciadas. Jesus, continuou, necessita de cada um para que se faça presente na vida do outro, incentivando o amor ao próximo, entre outras judiciosas orientações. Dr. Bezerra solicitou a intercessão da Mãe Santíssima para toda a humanidade.
Todos, profundamente tocados, se demoraram para deixar o local, e em silêncio e com fisionomias de alegria, os corações pulsavam em harmonia com os mensageiros divinos, que do alto distribuíam bênçãos em profusão.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)


quinta-feira, 29 de março de 2018

Registro. Divaldo Franco nos Estados Unidos da América Flórida

Flórida, 27 de março de 2018
Evento da Editora Leal Publisher

A Leal Publisher é o braço da Livraria Espírita Alvorada Editora - LEAL - e Centro Espírita Caminho da Redenção, no estado da Flórida, nos Estados Unidos da América.
Na noite do dia 27 de março de 2018, terça-feira, Divaldo Franco, juntamente com seu amigo Juan Danilo Rodríguez, tiveram ocasião de receber os espíritas e simpatizantes da Flórida e demais estados americanos, bem como espíritas de outros países da América Latina. Foi uma noite especial, inesquecível, coroada de êxitos. Juan Danilo, apresentou duas belas canções ao violão e voz, após houve uma apresentação de um vídeo muito atual, trazendo o belíssimo trabalho realizado pela Mansão do Caminho. A Sra. Maria Piedade Teixeira, diretora da LEAL, ressaltou a importância da nova Leal Publisher, como distribuidora das obras da editora para todo o país Norte-americano, louvando o empenho e a dedicação do casal Marcelo e Andreia, bem como a dedicada equipe de dedicados espíritas da Flórida.

Após as apresentações iniciais, e estando os presentes sensibilizados pelas atividades de amor da Mansão do Caminho, Juan Danilo discorreu sobre o amor, ressaltando as obras da codificação espírita, frisando que em sua origem, a criatura humana possui instintos, mais desenvolvida possui sensações e mais adiantada tem sentimentos, e o ponto sublime dos sentimentos é o amor. Em muitas oportunidades, esclareceu Juan, o homem confunde o amor, em seu sentido profundo, com as sensações exteriores, com o sentimento de possuir, de satisfazer os anseios, em uma busca ainda egoica. Juan Danilo, com sua sensibilidade característica, tocou os sentimentos dos presentes, emocionando-os, convidando para reflexões profundas, e ao encerrar afirmou que o amor é a assinatura de Deus em nossos corações para dizer que somos seus filhos.

Na sequência, Divaldo Franco narrou a bela e emocionante história de um juiz californiano que se tornou célebre na década de 1980, nos EUA, ao iniciar um dos mais nobres movimentos de amor, a terapia do abraço. Citou casos de crianças, que ao longo das últimas décadas foram abandonadas nas portas da Mansão do Caminho, acolhidos pelo amor daqueles que escolheram como norte de suas vidas, servir a Jesus.
O Semeador de Estrelas lembrou a importância do respeito nas relações, dos valores morais que estão se diluindo na atualidade, demonstrando o inestimável valor do amor-disciplina no processo educacional. O amor é a plenitude dos sentimentos dignificados, tendo como foco o desejo de se ser digno, ético.
A atenta plateia, embevecida pelo verbo amoroso deste servidor do bem, que completou setenta e um anos de divulgação da Doutrina Espírita, iniciada no recuado 27 de março de 1947, em Aracajú, no estado de Sergipe, escutou as belas e emocionantes narrativas sobre diversas passagens de sua longa existência dedicada à educação, à caridade, ao amor aos menos favorecidos.

Ao proferir a prece de encerramento, através de Divaldo Franco, o médico dos pobres, Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, trouxe uma mensagem de paz e bom ânimo, encerrando as atividades da noite, envolvendo os presentes em dulcidas vibrações de amor e paz, permitindo que todos se renovassem para os labores que prosseguem desafiadores.

Texto: Ênio Medeiros
Fotos: Mayra Cortés
Revisão: Paulo Salerno

terça-feira, 27 de março de 2018

Divaldo Franco nos Estados Unidos da América Flórida

25 de março de 2018
Todos nós temos sede de amor e de paz. Acordemos para a nossa realidade espiritual, ato contínuo, amemos e amemo-nos, ninguém se arrependerá por amar e perdoar. (Divaldo Franco)
Na tarde de domingo, 25/03, após as exposições de Haroldo Dutra Dias e de Alberto Almeida, Divaldo Franco discorreu sobre a evolução do pensamento humano e a construção do homem ético e moral, encerrando, então, mais uma edição do Congresso Espírita da Flórida.
O ilustre orador fez bela e instrutiva abordagem sobre a ética e a estética, desde recuada época, passando por Platão e Aristóteles, asseverando que ainda na atualidade a estética tem um papel fundamental, porém, por si só ela não pode preencher a criatura humana, sob o ponto de vista da saudade, por exemplo. Para abastecer a alma é necessário acrescentar mais um elemento: a Ética, aquilo que pode ser uma diretriz para o amor. A estética do pensamento de Jesus é a harmonia que deflui das suas palavras, afinal, a ética fundamental da vida é o AMOR. A ética do Espiritismo é de natureza estética, ou seja, a CARIDADE.
Como de hábito, ilustrando suas abordagens e para mais fácil compreensão, Divaldo apresentou a bela história de Axel Martin Fredrik Munthe (1857-1949), médico, psiquiatra e escritor sueco, que se caracterizou por sua ética médica. Sua obra mais famosa é The Story of San Michele (O Livro de San Michele) publicada em 1929. Como sempre faz em suas exposições doutrinárias, Divaldo chamou muito a atenção para o papel dos pais na educação dos filhos, destacando que, na atualidade, se está perdendo o contato entre filhos e pais em razão dos meios eletrônicos. A criança, frisou, precisa brincar, é o período lúdico, é necessário conviver para que ela se desenvolva através da convivência, sendo criança com ela e como ela mesma, convivendo sem a tecnologia, que, na maioria das vezes, aprisiona e subtrai o período infantil.
Através dos postulados espíritas podemos compreender a pulcritude dos ensinamentos de Jesus, afinal, o Espiritismo é Jesus de volta. Ao encerrar a conferência, o incansável seareiro do Cristo, tocando os corações, sensibilizou-os, afirmando que quase todos nós temos sede de amor e de paz. Desejou que os dias possam ser aureolados das bênçãos que vem de dentro. Não passemos pelo mundo, “coisificados”. Acordemos para a nossa realidade espiritual, ato contínuo, amemos e amemo-nos, ninguém se arrependerá por amar e perdoar...
Texto: Ênio Medeiros
Fotos: Mayra Cortés
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 26 de março de 2018

Divaldo Franco nos Estados Unidos da América Flórida

24 de março de 2018
A Doutrina Espírita é de uma beleza que nos preenche a alma e nos plenifica. (Divaldo Franco)
Na tarde de sábado, 24/03, teve início o 8º Congresso Espírita da Flórida. Os seareiros de Jesus Haroldo Dutra Dias, Sérgio Lopes e Alberto Almeida apresentaram suas valorosas contribuições, conduzindo a atenta plateia de 600 pessoas a reflexões demoradas acerca das leis morais da vida, inebriando a todos pela lógica e beleza de que se constituem os postulados espíritas.
Ao entardecer foi a vez de Divaldo Pereira Franco falar e apresentar, também, a sua valorosa contribuição, discorrendo sobre as leis que regem as vidas de todas as criaturas e as leis morais. Utilizando-se da mitologia grega, apresentou a figura de Narciso, evidenciando a necessidade do mergulho em si mesmo, a importância do autoencontro. Citando o importante trabalho do psicólogo e filósofo russo Pedro D. Ouspensky (1878-1947), asseverou que o ser humano, na sua generalidade, não se conhece.
Divaldo abordou amplamente as Leis de Destruição e de Conservação, esclarecendo que a Lei de Destruição faz parte da própria Lei de Conservação, e que acima de todas está a Lei de Amor, regendo todas as demais Leis Morais. O médico e escritor escocês Archibald Joseph Cronin (1896-1981), em começo de carreira, foi chamado para atender uma menina vítima de difteria, tornando-se célebre no século XX, após ter perdoado a enfermeira que recebeu a alcunha de “o anjo da noite”. Com essa belíssima narrativa, sensibilizando os presentes, Divaldo Franco convidou, a exemplo de Cronin, ao exercício do perdão, concedendo novas oportunidades, uma necessidade de todos, pois que a pouca evolução do homem exige sempre o recomeço, buscando o acerto.
Em citando Voltaire (1694-1778), escritor, ensaísta, deísta e filósofo iluminista francês, Divaldo destacou a seguinte afirmativa dele: “Eu não creio no Deus que os homens criaram, creio no Deus que criou os homens”. Mergulhando logo em seguida em O Livro dos Espíritos, o renomado tribuno Divaldo Franco sublinhou o seu significado e a sua importância na vida de todos os espíritas e simpatizantes, evidenciando ser esta uma obra atual, mesmo diante do passar dos anos e dos séculos.
A Doutrina Espírita é de uma beleza que nos preenche a alma e nos plenifica, asseverou Divaldo. Tudo na vida se renova, a humanidade está diante de uma mudança radical, assim, nesta hora, a criatura humana deve se tornar exemplo de mudança para melhor. Não tenha vergonha de dizer que é espírita, posicione-se, como o fez o nobre Espírito Emmanuel: - Seja o nome do teu nome, espírita.
Após rápido intervalo, os palestrantes do Congresso responderam com carinho e deferência as indagações do público presente, encerrando o dia de júbilos pelas oportunidades de esclarecimentos e convívio fraternal.
Texto: Ênio Medeiros
Fotos: Mayra Cortés
Revisão e adaptação: Paulo Salerno
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)


domingo, 25 de março de 2018

Registro. Divaldo Francos nos Estados Unidos Flórida

Divaldo Franco nos Estados Unidos da América
Florida, 24 de março de 2018
8th Spiritist Federation of Florida - Anual Conference.
Moral Lawis.

8ª Conferência Anual Espírita da Federação Espírita da Flórida – Leis Morais
O magno evento ocorre nos dias 24 e 25 de março de 2018. Na manhã deste ensolarado Sábado, 24 de março, na bela cidade de Miami, antecedendo a abertura do 8º  Congresso Espírita da Flórida, o trabalhador infatigável do Cristo, Divaldo Pereira Franco, atendendo ao convite da federação espírita daquele estado, na pessoa da querida irmã Andreia Marshall-Netto, esteve reunido com os espíritas da Flórida e de vários  outros estados americanos, bem como do Canadá, além de outros países latinos, para uma conversa fraterna sobre o quotidiano das instituições espíritas. Foi uma oportunidade relevante para usufruir da larga experiência do querido amigo, do irmão e orador espírita, angariada  ao longo de mais de setenta anos dedicados à causa do Cristo e da divulgação da amada  Doutrina Espírita.

Divaldo chamou a atenção sobre vários aspectos, cuidados que se deve ter, no dia a dia das instituições espíritas, evitando-se trazer para nossas casas espíritas terapias alternativas, que transformem os centros espíritas em Policlínicas, trazendo apêndices para a doutrina, que são totalmente dispensáveis, gerando propostas perturbadoras. Nosso líder é Jesus, afirmou, não necessitamos de mais nada. Fez uma ampla e profunda análise sobre a vida e obra do insigne mestre Lionês, Allan Kardec, ressaltando a universalidade dos ensinos dos espíritos, afinal, a mensagem da Doutrina Espírita vem do alto e se adapta as nossas condições. A proposta, sugeriu o incansável palestrante, é reflexionarmos sobre a fraternidade, sobre qual herança iremos deixar para as próximas gerações. Após breve intervalo, Divaldo respondeu à perguntas formuladas pelos presentes, enriquecendo à todos com suas experiências vividas ao longo dos anos.

Divaldo se constitui em um grande exemplo para todos aqueles que nos consideramos espíritas, especialmente aos trabalhadores dos centros espíritas, pelos cuidados, o zelo com os conteúdos doutrinários, na  importância de estudarmos as obras básicas da codificação, conhecermos a vida e a obra de Allan Kardec, bem como o estudo aprofundado das obras consideradas clássicas do Espiritismo, como as de Alexandre Aksakof, Léon Denis, Ernesto Bozzano, Camille Flammarion, e modernamente de Joanna de Ângelis, Manoel Philomeno de Miranda, entre outros.
Ao encerrar o encontro, num clima de fraternidade verdadeira, Divaldo sugeriu aos presentes: “Não deixemos que o espiritismo se transforme num campo de divisões. A fidelidade ao espiritismo é para os espíritas um dever.”
Todos dali saímos renovados de bênçãos de paz e harmonia, preparados para o início do congresso na tarde deste sábado.

Texto: Ênio Medeiros
Fotos: Mayra Cortés e Jaqueline Medeiros
Revisão: Paulo Salerno

sexta-feira, 23 de março de 2018

Registro. Divaldo Franco na Bahia Homenagem em Feira de Santana

21 de março de 2018
Homenagem a Divaldo Franco, filho ilustre da cidade
Ao iniciar a noite de 21 de março de 2018 em Feria de Santana, e em meio a um blecaute geral ocorrido em vários estados do país, inclusive na Bahia, Divaldo, como sempre, apresentou-se com suas luzes próprias, emprestando ao lugar uma luminescência alegre e festiva, tanto quanto harmônica. A primeira parte da inauguração do túnel que leva o nome de Divaldo Pereira Franco foi a sua abertura ao tráfego. Pouco antes de iniciar o ato inaugural o sistema elétrico foi restabelecido no local, antes mesmo do que nos demais.  A percepção de todos os presentes foi que isso não se constituiu em uma coincidência, atribuindo, simplesmente, à presença de Divaldo naquele lugar.
O Prefeito da cidade, José Ronaldo de Carvalho e outras distintas autoridades, juntamente com Divaldo, descerraram a placa inaugural assinalando permanentemente aquele momento solene. Divaldo visivelmente emocionado agradeceu aos presentes e disse que não era digno do referido reconhecimento.
Finalizado este primeiro ato, os presentes se dirigiram ao complexo cultural Ária Hall, para onde a Câmara de Vereadores transferiu a sua sessão solene para homenagear o feirense ilustre, devido ao maior espaço do lugar.
Destacando os 150 anos de O Livro dos Espíritos, com mais de 70 milhões de cópias vendidas, Divaldo mencionou a importância desse livro, salientando uma história que envolveu inicialmente o codificador da doutrina espírita Allan Kardec, que recebera um pacote contendo um livro e uma carta escrita por um tipógrafo narrando que ele havia sofrido a perda de sua amada esposa anos antes, e que, devido à sua depressão, esteve envolvido em vícios, levando-o a pensar em suicídio.
Ele tinha ido ao Rio Sena com a ideia de realizar seu propósito – o suicídio -, e encontrou um livro. Naquele momento algo que ele não sabia como explicar chamou-o para abri-lo e encontrou uma inscrição que dizia: "Este livro salvou minha vida, espero que ele salve a sua". Realmente conseguiu salvá-lo porque ele desistiu de sua ideia inicial. Continuando com a leitura, impressionado, entendeu que a morte de sua esposa era uma separação temporária e que eles se encontrariam novamente mais tarde. Terminando seu relato, agradeceu a Kardec dizendo que suas mãos eram abençoadas pelo trabalho exposto em O Livro dos Espíritos.
A propósito do relatado acima, Divaldo contou a história de seu irmão que havia desencarnado aos 17 anos de idade. Foi um momento muito difícil para toda a sua família. Naquele mesmo dia, de repente, Divaldo perdeu a força em suas pernas e isso o levou a ficar na cama por 6 meses. O médico que o assistiu diagnosticou que sua paralisia se devia ao choque proveniente daquele incidente.
Neste mesmo período, uma prima que gostava de explorar o desconhecido, entrou em contato com uma médium a quem havia recorrido por questões pessoais, porém, ao finalizar o diálogo inicial  a prima se lembrou do problema de Divaldo e perguntou se ela poderia visitá-lo, se ela cobraria algo por fazer isso. A médium, então, respondeu que médiuns sérios não cobravam nada, mencionando a frase: Dai de graça o que de graça recebestes. Assim, foram visitar Divaldo. Uma vez lá, a médium explicou que não tinha doença, que estava obsediado por seu irmão, e que por ter desencarnado recentemente não tinha a lucidez necessária, e sem intensão alguma estava obsidiando-o. Naquele momento ela pediu a Divaldo para orar. Ato contínuo, ela disse que podia se levantar e o fez sem problemas. Para continuar com a assistência espiritual, foi convidado a frequentar um Centro Espírita (Jesus de Nazaré) para estudar e poder ter uma melhor compreensão dos fenômenos que havia vivido desde a infância.
Quando ele visitou o Centro Espírita pela primeira vez, foi lido O Livro dos Espíritos e ele descobriu que era um livro maravilhoso, o melhor de todos que ele havia lido (e que eram muitos), encontrando respostas para todas as suas preocupações. Assim, este livro também se tornou a sua salvação naquele momento, razão pela qual ele disse: Este livro também me salvou. Todos os presentes o aplaudiram em pé.
Feira de Santana, cidade natal de Divaldo Pereira Franco, e reconhecendo o ilustre médium e orador espírita, além dessa homenagem atual denominando o túnel localizado no cruzamento das avenidas Getúlio Vargas e Maria Quitéria, já o havia distinguindo através da denominação de um Centro de Convenções e uma avenida.
Texto e fotos: Mayra Cortés
Texto vertido ao Português: Paulo Salerno
(Informação reccebida em email de Jorge Moehlecke)


segunda-feira, 19 de março de 2018

Registro. Divaldo Franco no Paraná. XX Conferência Estadual Espírita. Pinhais

18 de março de 2018
Encerramento
Estando presente alguns dirigentes de federações espíritas estaduais, Jorge Godinho, da Federação Espírita Brasileira, e os diversos expositores que desenvolveram suas atividades tanto no interior do estado, como os que se apresentaram na culminância da XX Conferência Estadual Espírita, bem como a Diretoria Executiva da Federação Espírita do Paraná, Adriano Lino Greca conduziu o encerramento deste magnífico evento. Após os agradecimentos, Divaldo Franco foi recebido com a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel.
No amor que Jesus nos ensinou está a resposta para todas as amarguras. Está a resposta para a nossa busca no amor. (Divaldo Franco)
Divaldo Franco, superando as dores cruciantes que o atingem e mantendo sua jovialidade e alegria de viver, disse que aqueles eram dias diferentes. Referia-se aos dias em que Jesus se apresentou na Terra. Faziam 400 anos que a boca profética silenciara, Israel parecia totalmente sem rumo, acostumando o país a ser conduzido pelas vozes da imortalidade.
Magdala era uma formosa e celebre cidade à beira do mar da Galileia. Célebre por que a Rainha Cleópatra, por duas vezes, passou o verão tórrido do Egito, na calma e agradável cidade, que também tinha fama pelo seu mercado e pelo câmbio de importantes moedas.
Para desenvolver o tema proposto: Nunca desista do Amor, Divaldo narrou a comovente história de Maria de Magdala, a meretriz, que conhecendo Jesus, tornou-se uma nova mulher, abandonando, de chofre, todos os maus hábitos, distribuindo todos os seus bens, dispensando empregados e escravos, para seguir Jesus incondicionalmente.
A vida da meretriz famosa de Magdala era visitada periodicamente por forças misteriosas que a deixava prostrada, hebetada. E porque procurara Jesus, ao encontrar um mendigo leproso que lhe pedia dinheiro, este disse-lhe que naquelas imediações havia um homem bom que curava os doentes. Maria, então, solicita-lhe que se o encontrasse fosse ter com ela, informando-a sobre o paradeiro. Ele tinha lepra por fora e ela por dentro, isto é, a consciência em tormento. Era uma pecadora, uma vendedora de ilusões.
Assim sucedeu. O leproso encontrou o Messias, foi ter com Ele e ficou curado. Imediatamente foi informar a equivocada de Magdala. A noite se fazia presente. Ela se encontrava aturdida pelo acometimento que lhe visitava inesperadamente. Nestas ocasiões não recebia a ninguém. Mas o mendigo insistiu tanto que logrou o seu tentame. Informou-lhe com o Messias estava em Cafarnaum, onde pernoitaria para sair no dia imediato. Não poderia perder tempo. De barco, atravessaram o mar da Galileia e foram ter com Ele ao amanhecer.
Ao encontrar Jesus, Maria de Magdala atirou-se aos seus pés, chamando-o de Mestre querido (Raboni). Jesus se dirige a ela chamando-a pelo nome, - o Mestre a conhecia, tal qual o pastor conhece as suas ovelhas. Maria disse que deseja seguir-lhe os passos, acompanhá-lo. Porém, o Nazareno disse-lhe não, por ora não seria possível, não agora, mas depois. Por ora, Maria, ame, ame os filhos do mundo, tome conta deles e depois venha a mim. Vai Maria, Eu te esperarei. Vá e ame.
A meretriz parecia ter enlouquecido. Ninguém a compreendia. Ela atirava pelas janelas de sua imensa casa luxuosa, as joias, seus bens preciosos, moedas e outros valores, perfumes raros e caros. Dispensou seus empregados. Libertou os escravos. Apanhou um vaso com perfume raro e foi ter com o Mestre, servindo-o com deferência e sublime amor.
O AMOR é libertador. A meretriz de Magdala amou-O como nunca. Passou a fazer parte das atividades de Jesus. Ela assistiu-O entrar em Jerusalém, no período de ramos, quando o Mestre iria, pouco depois, para o suplício no Gólgota. Jesus foi para o seu martírio, João e a pecadora conversa acompanharam-nO de perto.
Após percorrer o caminho de dor imposto pelos poderosos temporários, e já no monte da caveira, ou do calvário, Maria de Nazaré, a Santíssima, acompanhada de Maria de Magdala e de Mônica, que lhe secou o suor sanguinolento, experimentam a dor da angústia, do medo e o tormento do suplício aplicado ao inocente. A cena era tenebrosa, Jesus tomba pendurado na cruz. Tudo estava consumado.
A noite caiu sobre a terra antes mesmo de o sol se pôr. Aqueles últimos momentos foram de terrível angústia e tristeza. A ex-meretriz permaneceu ali, constrita, em profunda tristeza e ao amanhecer foi ao sepulcro e lá já não encontrara o corpo do Messias. Vislumbra, na penumbra da madrugada, uma silhueta, imagina ser um zelador, e pergunta para onde haviam levado o seu Senhor. Ele, então, se volta, ela se viu diante do Mestre, que não se deixa tocar.
Maria de Magdala saiu dali e foi ter com os demais discípulos, informando-os sobre o sucedido. O Mestre está vivo, exclama ela. Não acreditaram nela. Maria Santíssima, disse-lhe, então: - Minha filha, meu coração de mãe diz que tu o viste. Já Tomé, somente mais tarde foi acreditar, desejava tocar em suas chagas para que tivesse certeza de era realmente o Mestre.
Depois desta aparição, Jesus ainda teve outras oportunidades para se fazer notar pelos circunstantes, reafirmando a sua natureza espiritual ímpar. Estimulou e encorajou aos que estiveram com Ele a saírem por toda a parte para pregarem o Evangelho para todos.
No passado, como na atualidade, o preconceito vige soberano. Maria de Magdala não conseguia trabalhar. E por não encontrar, ao passar uma caravana de sírios leprosos que procuravam pelo Mestre, no desejo de serem curados e não sabendo do que havia sucedido no Gólgota, Maria de Magdala dá-lhes a notícia.
Ela falou aos leprosos sírios com ternura como nunca, e como não tinha a ninguém, foi ter com eles, passando a falar de Jesus para aqueles doentes. Em estando no meio de leprosos, adquiriu a peste. A lepra se alastrou, tomou-lhe o corpo outrora belo e, agora, quando falava aos leprosos, se dirigia não mais a vós, mas a nós, pois que, então, fazia parte do número dos contaminados.
Maria de Magdala decidiu, então, visitar a Mãe Santíssima, em Éfeso. Viajava à noite, para não ser importunada. Depois de longas noites caminhando, chegou à Éfeso pela manhã. Já quase sem forças, desfaleceu, e um casal de cristãos recolheram-na para a casa de Maria Santíssima e de João.
Por três dias e três noites Maria de Magdala permaneceu em delírio. Na manhã do terceiro dia sentiu algo estranho e uma força arrancou-a da carcaça. Viu-se à beira do mar, ouvia suave melodia e aquela luz, pairando sobre as águas, arrebatou-a às alturas, acolhendo-a. Era Jesus. Luz fulgurante rasgou os céus. Maria de Magdala havia transposto a porta estreita. No amor que Jesus nos ensinou está a resposta para todas as amarguras. Está a resposta para a nossa busca no amor.
Mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes, pela mediunidade de Divaldo Franco, ditada ao final da XX Conferência Estadual Espírita.
“Se nos amarmos quanto Ele nos pediu, as nossas dores serão transformadas em alegrias no Reino de Deus. Lembrai-vos, filhos da alma, Jesus é os dois extremos da vida, o zênitnádir, das nossas aspirações. Quando as dores nos parecerem insuportáveis, quando a solidão se vos apresentar tenebrosa e fria, lembrai-vos de Jesus. Uma voz sequer levantou-se para inocentá-lo, e eram centenas aqueles a quem Ele atendeu. Quando vos sentirdes desamado ou rejeitado mantém-te a irrestrita confiança no amor e vos entregar àquele que é a vida da própria vida, não temais nunca, por que Ele nunca nos deixa à sós.
Elegemos o tema da mulher equivocada, por que todos nós carregamos um espinho na carne, nas carnes da alma. Todos nós, ainda imperfeitos, somos algo Maria de Magdalaou Miriam de Migdor. Que o amor de Jesus nos receba com ternura infinita sem nos perguntar quem fomos, mas nos propor o que seremos. Tende ânimo, são horas muito difíceis, de testemunho e de lágrimas, de ansiedade e de desamor, mas credes, filhos da alma, Jesus não venceu no mundo, venceu o mundo das paixões. Sede vós aqueles que podemos vencer as sombras do pretérito que vos arrebatam muitas vezes de volta aos abismos da alucinação. Amai, pagai o preço do amor, socorrei por amor, erguei por amor, libertai por amor e vos sentireis salvos, erguidos, amparados por alguém que distenderá as mãos e dirá com sorriso: - Vinde, já atravessastes a porta estreita, vinde a casa de Meu Pai.
Nestes dias, meus filhos, o endereço de Deus chegou aos vossos corações. Tendes agora o mapa da vitória, cabe-vos alcançar, pela rota abençoada da bondade, da misericórdia, do amor e da doutrina libertadora dos imortais para que a plenitude do Reino dos Céus, desde hoje, se vos instale no coração. Muita paz. O Servidor humílhimo de sempre que vos fala em nome dos Espíritos Espíritas aqui presentes. Ide em paz! Bezerra.”
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)

domingo, 18 de março de 2018

Registro. Divaldo Franco no Paraná. XX Conferência Estadual Espírita. Pinhais

17 de março de 2018
Momento Jovem
O Ser Humano perdeu o endereço de si mesmo. (Divaldo Franco)
Divaldo Franco, solícito, e atendendo programação com a juventude paranaense, respondeu perguntas adrede preparadas pelo movimento espírita juvenil. Reuniu-se com os representantes selecionados, contemplando a totalidade das instâncias juvenis do Paraná, apresentando judiciosas reflexões acerca dos assuntos da atualidade e que, em geral, preocupam os jovens que buscam viver retamente, exercendo as habilidades e aquisições intelectuais na prática do dever de amar-se, amando o próximo.
Respondendo sobre o grande número de suicídios entre os jovens, Divaldo citou uma frase de Mahatma GandhiSe um único homem alcançar a mais elevada qualidade de amor, isso sera suficiente para neutralizar o ódio de milhões. A Organização Mundial de Saúde, em suas projeções, afirma que até o ano de 2025 a primeira causa de mortes será o suicídio, causado pela depressão. A maior incidência está na faixa dos 14 aos 25 anos de idade. A solidão interior, os conflitos sexuais, o número exagerado de informações e as problemáticas relativas à juventude são fatores desencadeantes para o suicídio.
Essa ocorrência permeia a sociedade humana em todos os quadrantes do planeta. Segundo Rollo Reece May, (1909 —1994) a sociedade elegeu como parâmetros para a felicidade três fatores: o individualismo, o sexismo, e o consumismo. Na busca do prazer, geralmente a criatura humana busca satisfazer, tão somente, os sentidos físicos, e por não encontrar a felicidade, a alegria, o afeto, entra em melancolia, deprime-se, esquecendo-se de que viver os sentimentos, que são da alma, o indivíduo plenifica-se. As relações afetivas sadias vividas no seio familiar e social sustentam o ser humano nas conquistas de ordem elevada. A religiosidade, a prática da oração é capaz de lograr êxito ante o suicídio.
Ilustrando a fragilidade do homem, com alicerce nas imperfeições, Divaldo narrou uma experiência de sua juventude, quando, ante uma frustração, pensou no suicídio, sendo inclusive estimulado por um Espírito desencarnado a realizá-lo, alertando, assim, especificamente para as influências espirituais perniciosas, permanecendo atento aos bons e aos maus pensamentos que os visitam. As ideias negativas devem ser prontamente rechaçadas, substituindo-as por pensamentos bons. Jamais se deve alimentar uma ideia negativa. A morte do corpo físico não livra o indivíduo de suas aflições, dores ou infortúnios. O suicídio é um tremendo engano. Suicídio nunca!
A participação nas manifestações políticas foi outro ponto de destaque. O jovem espírita, aconselhou o nobre tribuno, deve, em primeiro lugar transformar-se em alguém melhor, e com isso melhorará o mundo em que vive. As mudanças se dará de dentro para fora, nunca ao inverso. Ante as ocorrências do mundo, adotar a conduta que se coaduna com a Doutrina Espírita, atingindo um nível de dignidade para tornar-se um líder.
A alimentação, a educação familiar, os estudos nos Centros Espíritas, a vivência cristã, a autenticidade de pensamentos e atos, as quedas morais, foram outros tantos temas abordados cujo encaminhamento foi a conduta ilibada alicerçada no Espiritismo.

A paz de Jesus, e de todos os profetas, é necessária e urgente. (Divaldo Franco)
Semeador de Estrelas, sempre muito solicitado, ao encerrar o encontro com os jovens, concedeu entrevista para a BAND TV. Falando sobre a cultura da paz disse que é hora de o ser humano tornar-se pacífico. A paz de Jesus, e de todos os profetas, é necessária e urgente. O amor é a solução. Respeitar o direito do próximo é dever. O que está faltando na sociedade humana é a presença de homens e mulheres de bem, tornando-se bons exemplos.

Ame, deixe aberta a porta do coração. Amar é reabilitar-se dos erros. (Divaldo Franco)
Dentro da programação ordinária da XX Conferência Estadual Espírita, Divaldo Franco desenvolveu o tema: O Herói Cristão. Antes, porém, o Dr. Juan Danilo Rodríguez, espírita, médico de família, psicólogo, homeopata e fundador do Centro Espírita Francisco de Assis e de uma fundação de acolhimento aos portadores da síndrome de autismo, em Quito, no Equador, dirigiu-se ao numeroso público externando o seu agradecimento pela participação em tão notável encontro de espíritas e destacando a necessidade de esforços cotidianos para a melhora íntima. Jesus, a exemplo do que fez com seus discípulos, espera que os espíritas sejam, também, pescadores de alma, divulgando o Espiritismo.
Divaldo Franco apresentou as inúmeras qualificações e realizações desse trabalhador equatoriano e que atualmente está residindo na Mansão do Caminho, onde lança as pedras basilares de um projeto para atendimento de autistas sob o ponto de vista da Doutrina Espírita, construindo um novo mundo.
Estamos no limiar de uma era nova, assim se expressou Divaldo, e cansados das experiências fracassadas, o homem procura outras expressões das relações humanas para alcançar a plenitude, aplicando os ensinamentos em as Bem-aventuranças. O autoconhecimento é peça fundamental nestas conquistas do homem novo. Para tal será necessário conhecer-se a si mesmo, produzindo a felicidade.
Os verdadeiros heróis estão em todos os quadrantes do planeta, em grande número de instituições orientais e ocidentais, cristãos ou não. O heroísmo maior é enfrentar a vida no corpo, é estar no corpo cuidando da vida espiritual. Apresentando a comovente história de uma mulher dedicada e aureolada pelo amor, Divaldo Franco, narra a experiência vivida juntamente com Nilson de Souza Pereira no bairro do Uruguai, em Salvador/BA. O local era uma invasão pantanosa, atendiam os moribundos na Casa de Jesus, um barraco que acolhia aqueles que estavam deixando a vestimenta corporal, abandonados por todos.
Recebendo o chamado, dirigiram-se para o casebre de dois cômodos. O cenário era de angústia e de miséria humana. Sobre uma enxerga no chão do barraco encontrava-se uma trabalhadora do Centro Espírita Caminho da Redenção. Mulher dotada de grande pureza d´alma. Devotada ao bem, portadora de qualidades espirituais, aplicava passes. Heroína, lavava roupas e vendia acarajé na porta do Elevador Lacerda.
Acometida de tuberculose pulmonar, moribunda, conta-lhe que está viajando para a outra vida, a espiritual. Seu tempo estava se esgotando. A amiga que aprendeu amar, ensinando-lhe o amor, estava deixando o veículo físico. Segreda à Divaldo a sua história, dizendo de antemão que seu filho iria lhe procurar mais tarde, após a sua morte, pedindo para dizer ao filho que sempre o amou.
Falou-lhe do filho, dedicado estudante desde criança, agora tornado médico famoso em Salvador. Narrou sua saga, desde jovem, os seus ingentes esforços em amealhar, com muito suor, os recursos para custear os estudos do filho amado. Os estratagemas para solicitar veladamente a ajuda dos professores ao filho, facilitando-lhe um aprendizado profissional de qualidade. Esse filho, muito preto, foi fruto de uma relação íntima em troca de alimentos, tal era sua condição famélica. O filho era conhecido por um apelido muito peculiar. Por que ela o vestia sempre com roupas brancas, impecavelmente brancas, e contrastando com a sua pele negra, passou a ser conhecido por o mosca no leite.
A moribunda, febril, com tosse, falou-lhe sobre as alegrias em trabalhar e em economizar para adquirir belo vestido vermelho, sapatos para a formatura de seu amado filho, o anel de formatura acondicionado em caixa aveludada em azul. Foram três anos. Aproximava-se o dia da láurea. Na véspera, à noite, após já ter recolhido os pertences que lhe interessavam, dirigiu-se à mãe dizendo-lhe que tinha dois pedidos a fazer. Primeiro, que não necessitaria ir à cerimônia de formatura, sua noiva, filha do diretor da faculdade iria lhe acompanhar no ato solene. Mantendo serenidade, a mãe compreensiva, agradeceu-lhe a dispensa.
O segundo pedido era uma condição, quando adoecesse, deveria ligar para o número de telefone que lhe passou em um cartão, assim viria, ou mandaria um colega para atendê-la, ali mesmo naquele barraco. Dizia que deseja lhe poupar de ser humilhada. Disse-lhe mais, que não telefonaria para ela.
Foi tudo muito simples, voltou a dizer a Divaldo aquela mãe heroína. Ele casou, não me avisou, mas estou feliz, disse. Meu filho está feliz e por ele estou feliz. Agora estou morrendo. A heroína saiu da vida para entrar na vida espiritual. Como uma fada iluminada saiu daquele corpo. Fulgurante, desapareceu no infinito. Ela havia expirado nos braços de Divaldo. Consumado, Nilson e Divaldo recolheram o cadáver, velando-o sob uma árvore. Em estando contaminado aquele barraco, os dois o consumiram com fogo.
Uma semana depois, no Centro Espírita Caminho da Redenção, Divaldo identificou aquele filho, que lhe perguntou se havia visitado aquela negra no Bairro do Uruguai. Justificou a pergunta informando que tinha tomado a si a tarefa de protegê-la, era sua amiga. Desejava saber o que ela havia contado a Divaldo, se havia lhe falado sobre a família.
Respondendo, Divaldo disse que não poderia contar nada que pudesse interessar, indagando se ele era parente dela. Como disse que não, foi embora sem obter qualquer informação de Divaldo. Um mês depois, eis que o mosca no leite está de volta. Divaldo então pergunta: - É a respeito daquela negra? Confirmado, disse que desejava veementemente que lhe contasse o que sabia sobre ela e seus comentários. Após alguns momentos de titubeios, o visitante declara que era o filho dela. Tinha vergonha de sua mãe.
Agora identificado o filho, que Divaldo já conhecia, disse-lhe que ela havia pedido para dizer que o amava muito. Caindo em si, o médico perguntou como poderia se reabilitar. Divaldo, então, disse-lhe que há no interior de cada um herói, e que para a reabilitação são necessárias três etapas, o arrependimento, a expiação e a reparação. Assim, sintetizou o preclaro orador e orientador, faça para o próximo o que gostaria de fazer a sua mãe.
Compreendida a lição, o filho em reabilitação, solicitou a sua inclusão nas atividades de assistência desenvolvida por Divaldo Franco e sua Instituição no bairro do Uruguai. A mãe prestimosa, dúlcida e amorosa, presente no diálogo, suplicou, de joelhos, ao Mestre que recebesse a ovelha tresmalhada. Era um anjo vestido de pobreza. A essa altura, o público parecia não respirar, tal era o silêncio e a emoção dominante no ambiente.
Ame, deixe aberta a porta do coração. Amar é reabilitar-se dos erros. Assim, nesse grau de emoção, Divaldo Franco, narrador eloquente, apresentou heróis e heroínas, um verdadeiro desfilhe de anjos dedicados, que superando provas ingentes, venceram-se a si mesmos, tornando-se plenos e felizes, exemplos de dedicação e amor ao próximo.
Considerada heroína Russa, condecorada, a jovem Catarina de Hueck (1896-1985), tornada baronesa pelo casamento, tornou-se mãe muito cedo. Perseguida, buscou abrigo e sustento na América do Norte, tanto no Canadá como nos Estados Unidos da América. Esta emocionante e comovente história encontra-se narrada em detalhes no capítulo 8 – A Baronesa -, da obra A Estrela Verde, da Editoria LEAL, de Divaldo Franco e Délcio Carvalho. Como acontece com grande número de heróis e heroínas, a baronesa de Hueck é amplamente desconhecida.
As lágrimas brotavam em muitos olhos, pois que corações sensíveis foram tocados pelos dedos caridosos do orador nonagenário, fazendo com que as autoanálises se fizessem presentes, pelos questionamentos óbvios. Como alcançar tal alto grau de amor incondicional a ponto de doar-se inteiramente ao próximo, tomando Jesus por exemplo maior e os heróis como a prova da possibilidade real de amar? Declamando o Poema Meu Deus e Meu Senhor, de Amélia Rodrigues, Divaldo Franco encerrou a atividade, recebendo caloroso e demorado aplauso.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke



(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)