quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco no Movimento “Você e a Paz’ São Paulo, SP

Associação de Desenvolvimento Espiritual Reencontro realizou, no dia 8 de outubro de 2017, a Terceira edição do Movimento Você e a Paz em São Paulo. O evento teve lugar no Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer (plateia externa), no Parque Ibirapuera.
A atriz, modelo e locutora Jacqueline Dalabona  - sob a direção do ator, autor e diretor de teatro Odilon Wagner - foi a encarregado das apresentações na condição de anfitriã do evento que contou com a presença de representantes diversas religiões, além de autoridades e personalidades de vários segmentos, como o prefeito de SP João Doria Junior.
O artista Nando do Cordel – autor da música composta especialmente para o Movimento Você e a Paz – entreteve o público que se aglomerava na expectativa do início do evento.
O evento foi oficialmente aberto por Jonas Pinheiros, presidente da A.D.E. Reencontro nomeando a todos os presentes como “embaixadores da Paz”.
A parte artística do evento foi abrilhantada pela Bachiana Filarmônica SESI de SP, sob as regência dos Maestros Roberto Minczuk e João Carlos Martins.
Na sequência foi efetuada a entrega do Troféu Você e a Paz às iniciativas, pessoas e empresas que promovem a paz, nas categorias:
Personalidade que se Doa:
·         João Doria Junior prefeito de São Paulo
·         Padre Rosalvino obra social Dom Bosco de amparo às crianças e adolescentes de Itaquera SP
Instituição que Realiza:
·         Plataforma Sinergia (reaproveitamento de alimentos);
·         Fraternidade Sem Fronteiras (amparo e solidariedade às comunidades pobres de países da África);
·         Instituto Passe de Mágica (foco no esporte educacional em comunidades de alta vulnerabilidade social);
·         Hospital Santa Marcelina (dedicado ao amparo hospitalar aos desvalidos da periferia de SP)
·         Heróis do Bem (Voluntários que visitam hospitais, orfanatos levando alegria e esperança).
Empresa que Viabiliza:
·         Química Amparo (Fabricante dos produtos de limpeza YPÊ pelos empreendimentos e obras assistenciais);
·         Escola Santa Marina da Vila Carrão na periferia de SP
As manifestações dos pensamentos dos religiosos, presentes ao evento, sobre a paz teve início com as palavras do Mestre Espiritual Sri Prem Baba da ancestral linhagem Sachcha, que observou termos tudo para nos unirmos, pois respiramos o mesmo ar, caminhamos sobre os mesmos caminhos sobre a superfície da Terra e bebemos da mesma água. Apesar disso, vamos buscar detalhes para fomentar e alimentar a desunião, o sectarismo e a discórdia. A paz passa pela União enquanto que a intolerância nos impede da União.
Devemos aprender a construir a harmonia, erradicando a violência e a agressividade. Para tanto basta despertar o AMOR.
O amor para ser despertado requer uma atitude simples. Mesmo diante da turbulência global, devemos cultivar a paz no microcosmo da Constelação Familiar que nos cerca (pai, mãe, irmãos, avós, tios, primos) agradecendo-lhes por “absolutamente tudo”.
O Cônego Jose Bizon, do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de SP, diretor da Casa da Reconciliação, ponto de referência para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso em SP, deu início à sua prédica  citando Jesus “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9) para afirmar em seguida de que é possível a união e a vivência pacífica entre as diversas formas do pensamento religioso e das atividades humanas, bastando observar a diversidade da formação do povo brasileiro.
A intolerância não é choque de opinião, mas sim é um choque de ignorância e sensibilizando a todos repetiu a prece de São Francisco terminando com o pensamento de Nelson Mandela, premio Nobel da Paz de 1993:
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.
O Sheikh Jihad Hassan Hammadeh, Presidente do Conselho de Ética da União Nacional das Entidades Islâmicas e vice-presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI) inicia sua apresentação com a saudação Salaam Aleikum – Que a Paz esteja sobre vós – expressão de cumprimento entre os Muçulmanos.
Sheikh Hammadeh inicia a exposição de seus pensamentos afirmando que todos querem a paz, para logo em seguida formular uma questão retórica:
— Então por que não temos paz? Qual o caminho da paz?
Os maus têm um produto ruim (a maldade) enquanto a maioria de nós tem um bom produto (o bem). Então por que o mal prevalece?
Apesar de o produto ser bom (o bem), a propaganda que fazemos é sofrível. Nós não praticamos a paz, optando pela vivência individualista.
O mundo de paz que todos anelamos exige que não mais sejamos seguidores, mas sim lideres na propagação da paz, mediante a vivência e o comportamental pessoal afastando-nos dos conflitos da beligerância, da injustiça e da intolerância.
O profeta Mohammed (Maomé) questionado sobre como encontrar a paz ensina:
— Quem amanhecer seguro no seu lar, tendo saúde no corpo e com o pão de cada dia é como se ele tivesse conquistado o mundo todo. Ele é a pessoa mais rica da face da Terra?
E o profeta segue ensinando que o melhor do Islã – a religião da paz – é dar de comer aos famintos e falar de paz para as pessoas. Duas regras simples que todos – independente do credo religioso – podemos praticar, fazendo esse compromisso com Deus:
Alimentar os necessitados e ensine o caminho da paz.
O Pastor Davi Seiberth Arantes da Igreja Metodista Wesleyana inicia sua abordagem perguntando:
— O que é a paz?
A paz é muito mais do que um conceito filosófico. É necessário mudar profundamente o comportamento individual de que a paz é atribuição dos poderosos tornando-nos impotentes para alterar a situação de conflito que permeia toda a Sociedade.
Por certo não podemos resolver o problema global, mas temos o dever de mudar nossos comportamentos pois a qualidade da Sociedade é o resultado direto das somas das qualidades individuais dos cidadãos que a compõem.
Para encerrar sua participação o Pastor Arantes reflexiona em torno das palavras do Apóstolo Paulo na epístloa aos Romanos:
— “Não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12:2
O Juiz de Direito, autor e divulgador Espírita José Carlos De Lucca iniciou sua exposição observando que há muito mais semelhanças do que diferenças entre as diversas denominações religiosas. Há, contudo, uma semelhança fundamental e primordial: Todos nós, independente do rótulo religioso, somos Filhos de Deus e essa condição deve ser o caminho a nos conduzir a uma vivência mais harmônica e pacífica, respeitando as diversidades e acabando com a intolerância e o ódio sectário.
De Lucca narra o diálogo entre Leonardo Boff e o Dalai Lama ocorrido durante o intervalo de um encontro mundial sobre religião e a paz entre os povos:
— Santidade – pergunta o teólogo, escritor e professor universitário brasileiro - qual é a melhor religião?
– A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor – respondeu o líder religioso Budista.
– O que me faz melhor? – continuou o teólogo brasileiro.
— Aquilo que te faz mais compassivo, aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável e maais ético. A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião. - completou o Dalai Lama.
Equivocadamente, muitos consideram que para ser bom basta não praticar o mau, quando na realidade é preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver tido como origem o bem que se tenha deixado de fazer.
Encerrando o evento, o médium e orador espírita Divaldo Franco, criador e idealizador do movimento, abordou a importância da cultura de paz e dos sentimentos, atitudes e valores em prol de um mundo mais justo e consequentemente pacífico.
Para emoldurar o tema Divaldo se utiliza da narrativa de uma jovem armênia e cuja história foi retratada em o livro Perdão Radical de autoria de Brian Zahnd.
Entre os anos de 1915 a 1917 ocorreu a guerra entre turcos e armênios. Como em toda a guerra a crueldade é soberana. A Armênia invadida pelos turcos viu seu povo ser dizimado em um genocídio.
Não foi diferente para aquela família modesta. Os soldados turcos  Invadiram a casa e de, imediato mataram os pais de duas jovens.
A mais moça, quase uma criança, foi estuprada até a morte, a outra, um pouco mais velha, foi transformada em escrava sexual do comandante daquela tropa.
Após fugir dessa situação a jovem refugiou-se em outro país e estudou até se formar enfermeira.
Muitos anos se passaram até que deu entrada no Hospital onde ela trabalhava o antigo comandante das tropas que havia destroçado suas esperanças.
Cristã, aplicou-se a cuidar do quase moribundo até a sua recuperação total.
Desejando agradecer à jovem que tanto havia se dedicado a lhe devolver a saúde, descobriu toda a verdade.
E envergonhado de suas ações pretéritas ousou perguntar à jovem, qual a razão de tê-lo perdoado, quando o normal teria sido um comportamento oposto.
A jovem olhou profundamente nos olhos do algoz de sua felicidade e lhe respondeu:
— Teus crimes contra mim, minha família e meu povo foi por sermos cristãos. Perdoo-te porque Jesus nos ensinou: “Aquele que crê em mim, faz também as obras que faço”.
Divaldo passa, então, a elaborar os comentários de cunho moral em torno da narrativa que a todos emocionou.
Perdoar não é esquecer, pois o esquecimento depende da memória física. Perdoar no conceito amplo ensinado por Jesus é não devolver o mal recebido e nem mesmo desejar a infelicidade daqueles que nos prejudicam e infelicitam.
Perdoar não significa estar de acordo com o erro. Todo crime merece repúdio. O criminoso, porém, merece compaixão.
O perdão, antes teológico, adquiriu a condição de terapia, por nos devolver a harmonia pacificando nossos corações e sentimentos.
A crise que se abate toda a Humanidade é, na realidade, crise INDIVIDUAL que se propaga envolvendo toda a Sociedade, que centraliza seus objetivos existenciais no individualismo, consumismo e na busca do prazer, por confundi-lo com a felicidade. A Sociedade carece de objetivos existências profundos e transcendentais, preferindo permanecer na superfície das ilusões que passam e se esgotam em si mesmas, levando o ser à perda do objetivo existencial resultando no inconformismo, na depressão, na revolta e, por conseguinte produzindo a violência.
Divaldo encerra seus comentários, lembrando-nos das palavras de Jesus:
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Jesus       (João 14:27)
O evento foi encerrado com uma apresentação da música Paz pela Paz, de Nando do Cordel, composta especialmente para este movimento.
   Texto: Djair de Souza Ribeiro,    Fotos: Edgar Patrocinio

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco - Conferência em Araras, SP

01/10/2017

A Índia – há mais de 8000 anos – é o berço da construção do pensamento espiritual no oriente e o Mahabharata, cuja autoria é atribuída a Krishna, é o texto sagrado de maior importância no hinduísmo, e pode ser considerado um verdadeiro manual de psicologia-evolutiva de um ser humano, como evidenciado nos diálogos entre Krishna e seu discípulo Arjuna – alma singela e bastante confusa – recebendo os esclarecimentos sobre a cerca de seu dever iluminando o aprendiz na ciência da autorrealização mediante a adoção de ideias nobres e transcendentais.
Krishna adverte o discípulo Arjuna que para obter a autorrealização, deveria ele participar da Guerra de Kurukshetra a luta entre os Káuravas (os vícios) e os Pândavas (as virtudes), representando, alegoricamente, a luta do Bem contra o Mal (imperfeições).
Muitos milênios mais e Allan Kardec afirmaria: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas más inclinações”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII Sede Perfeitos itens 3 O Homem de Bem e 4 Os Bons Espíritas).
A partir desse introito Divaldo discorre sobre o processo antropossociopsicológico da criatura humana que inicia sua viagem com a manifestação do Instinto desdobrado em suas 3 (três) abrangências: Reprodução; Alimentação; Repouso.
Avançando um pouco mais na sua evolução o homem primitivo, observando as forças da Natureza agindo à sua volta, desenvolve sua primeira emoção: O Medo
Essa emoção, quando mantida dentro da normalidade, é positiva, pois nos capacita fisiologicamente para enfrentar ou fugir das situações perigosas.
A partir do medo surgem, então, a ira, a cólera, o ódio e o desejo de vingança.
Agrupados em suas cavernas e observando a fragilidade e dependência das crias tem início o desenvolvimento dos prelúdios do nobre sentimento que somente muito mais tarde se consolidará em sua estrutura psicológica: o amor.
O amor é - no arcabouço psicológico emocional da criatura humana - uma emoção recente e por essa razão estamos mais habituados às emoções anteriores e que nos acompanham de longa data como o medo, a ira.
O amor nos inspira a buscar um sentido profundo e transcendental para a nosso existência que nos leva ao discernimento e a capacidade de distinguir o bem do mal.
Allan Kardec preocupado com esse tema fundamental para a vida moral indaga aos Bons Espíritos pela questão 630 de O Livro dos Espíritos: Como se pode distinguir o bem do mal?
Ao que redarguiram os Benfeitores:
— O bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus, e o mal é tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é se conformar à lei de Deus. Fazer o mal é infringir essa lei.
O Espiritismo vem despertar a nossa consciência para a necessidade de encontrarmos um sentido psicológico para a vida deixando a fase do primarismo representado pelos instintos e as sensações.
Nós somos mais do que um corpo físico e emocional. Somos também aqueles que trazemos na alma a presença de Deus e nascidos para amar, pois o amor é o ápice do nosso processo evolutivo ético e moral.
O sentido da vida, conforme nos ensinou Jesus – Modelo e Guia - é AMAR.
Para aqueles que já têm a consciência iluminada pelos ensinamentos do Cristo o verdadeiro Vencedor não é aquele que conquista bens, poder, projeção social. Para a moral de Jesus o Triunfador é aquele que vence a Sí mesmo e Vitorioso é aquele que controla as suas más inclinações e vence as suas más tendências.
O foco de que a vida resume-se a conquistas imediatistas gera a perda do sentido existencial com a consequência funesta da Depressão e do vazio existencial, levando a criatura que experimenta essa constrição a desejar a libertação da terrível angústia. Incapaz de compreender esse desejo de “libertação” acaba fugindo pelo mecanismo do suicídio.
O resultado dessa infeliz escolha vem se refletindo nas estatísticas da OMS que prognostica para o ano de 2025 que as mortes provocadas pelos suicídios situar-se-ão no primeiro lugar entre as mortes não naturais, ultrapassando as mortes decorrentes de acidentes de viação (carros, trem, ônibus, avião, barco, moto, etc) e também aquelas produzidas pela violência das guerras, terrorismo, assassinatos.
Nos dias atuais, em todos os 27 países da Europa o número de suicídios representa 81% entre todos os casos de mortes não naturais (crimes, catástrofes e acidentes de viação).
Conforme o mais recente levantamento estatístico envolvendo todos os países membros da ONU estabeleceu-se um registro macabro: A cada 40 segundos, em algum lugar do planeta, alguém morre pelo suicídio, totalizando cerca de 810.000 óbitos anuais.
A ciência constatou que toda matéria e energia que compõe o Universo somente existe em função das 4 forças fundamentais que tornou tudo possível: Gravidade, Eletromagnetismo, Força Nuclear Forte e a Força Nuclear Fraca. Albert Einstein acrescentou uma quinta força: o Amor de Deus.
É o Seu amor que no proporciona a vida e as oportunidades de evolução consubstanciada na Reencarnação.
Divaldo passa, então a abordar a reencarnação, iniciando pela verídica narrativa de Justiniano I (482-595 d.C.) Imperador bizantino (Império Romano do Oriente).
Antes de ser coroado Imperador, Justiniano conheceu e se casou com Teodora filha de um tratador de animais e que vivera uma juventude de devassidão escandalizando a cidade com as suas aventuras de atriz e dançarina. Seu matrimônio com a antiga bailarina de circo e prostituta teria grande importância, uma vez que ela iria influenciar o Imperador de maneira decisiva em muitas questões políticas e religiosas.
Suas antigas companheiras de meretrício deram grande visibilidade à toda comunidade da anterior ocupação da Imperatriz, que incomodada mandou matar a todas elas.
Mais trde, estando à beira da morte, Teodora exigiu do marido que a reencarnação – aceita como verdadeira até aquele momento pelo Cristianismo – fosse banida dos cânones religiosos.
Após a morte de Teodora, Justiniano convocou – em 553 d.C. – o Segundo Concílio de Constantinopla que deste então, passou considerar como herética a doutrina de Orígenes um dos pais do Cristianismo e por consequência a reencarnação.
Mesmo banida das considerações religiosas, a reencarnação deixa inúmeras evidências de que é uma verdade da vida. Ilustrando essas evidências Divaldo narra a história de Kim Yong-Ung nascido na Coreia do Sul, é considerado o homem com o Q.I mais elevado do planeta. Kim, com apenas 6 meses, passou a falar e com 1 ano falava fluentemente. Aos 3 anos de idade já falava, além do coreano, japonês, alemão e inglês.
Aos 17 anos obteve o título de Doutor em Física, pela Unibersidade do Colorado – EUA.
Com o principal objetivo de emoldurar o tema da reencarnação, Divaldo narra suas experiências pessoais vividas por ele.
A primeira foi no ano de 1967 quando de uma viagem para a divulgação doutrinária na França.
Impulsionado por uma força que não sabia precisar, Divaldo tomou de um ônibus e dirigiu-se às cercanias de Paris até encontrar um Convento religioso de Freiras.
Dialogando com a Madre Superiora informou-a de detalhes a respeito do fundador daquela ordem, fornecendo inclusive a localização de uma porta – até então desconhecida de todos – que oculta por detrás do altar mor permitia chegar até os aposentos do religioso do Século XVI uma das existências de Divaldo.
Logo em seguida, Divaldo narra a comovente história de uma de suas irmãs que desencarnou em 1939 pelo suicídio da ingestão de cianureto e mercúrio.
Divaldo, pela sua mediunidade, percebia a presença espiritual da irmã, até a desencarnação da mãe em 1972; Nesses 33 anos, a irmã apresentava as sequelas do ato impensado.
Anos mais tarde, apareceu uma mulher paupérrima às portas da Mansão do Caminho trazendo nos braços uma criança desnutrida e portadora de lábios leporinos. Era a irmã querida que retornava ao seu afeto.
Divaldo, impulsionado pelo afeto, pensou em submeter a menina a cirurgia para reparar as deformidades físicas que a incapacitavam para uma vida convencional.
A mãezinha de ambos – Dona Ana – apareceu à mediunidade de Divaldo recomendando que não interferisse nas sequelas que eram as consequências do suicídio, mesmo porque a menina teria uma existência muito breve.
Em mais alguns anos a criança sucumbe a uma bronquite retornando ao Plano Espiritual, mais redimida do gesto tresloucado.
Mais algum tempo e o espírito da irmã reencarna novamente e passa a frequentar a escola na Masão do Caminho, mas Divaldo atendendo as recomendações, não interfere na vida da menina, agora uma adolescente.
A vida não é uma prisão e nem tampouco nossas aflições são castigos de Deus.
São, na verdade, desafios existenciais que nos convidam a desenvolver qualidades que ainda não possuímos ou então oportunidades de expiarmos equívocos transatos, pelas atitudes fomentadas pela ausência de um sentido transcendente para a vida.
A reencarnação em sua proposta primordial é a de que nossa vida é escrita por nós.
Aproveitemos a existência consagrando-nos a viver a vida com entusiasmo embalado nas asas de um sentido psicológico profundo. Sempre com muita gratidão a Deus, pelo muito que temos Dele recebido.
           Texto: Djair de Souza Ribeiro;  Fotos: Sandra Patrocínio

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco em São Paulo, SP

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no dia 02 de outubro de 2017, concedeu a Divaldo Franco, a mais alta honraria da casa: o colar de Honra ao Mérito Legislativo. A Petição, assinada por 95 deputados, foi idealizada por Washington Nogueira Fernandes e concretizada pelo deputado Ramalho da Construção, também nobre trabalhador da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
            Estiveram presentes à sessão solene diversas autoridades para homenagear Divaldo, entre elas:  vereadora Adriana Ramalho, Antônio César Ferrari de Carvalho, ex-presidente da Federação Espírita Brasileira e da USE, Cecília Gonçalves, Edson Sardano, secretário de segurança de Santo André, Fernando de Freitas, deputado Itamar Borges, Jonas Pinheiro, presidente da associação do desenvolvimento espiritual do Reencontro, José Alberto Ernani Gonçalves, Júlio Martins, representando o deputado Antonio Salim, Mariano Fernandes, Pastor João Rodrigues, da Igreja Assembleia de Deus, Rosana Amado Gaspar, representando Júlia Nezu, presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo,  Silvia Cristina Puglia,  Silvia Márcio Barbosa, representando o desembargador Nilson Fernandes, Waldir Beira Junior, presidente do conselho da Sociedade Espírita de Proteção à Infância e Zulmira da Conceição Charles Hassesian, presidente da FEESP.
            Após o hino nacional e a abertura da sessão, presidida pelo deputado Ramalho da Construção, a senhora Silvia Puglia, elevou o pensamento através de uma belíssima e emocionante oração, na qual mostrou, aos presentes, que a homenagem era necessária e educativa no fomento ao Bem.
            Zulmira da Conceição Hassesian, convidada a subir na tribuna, corroborou que esta era uma homenagem justa e honrosa pela obra no Bem, pois Divaldo tem dedicado a sua vida a confortar seres necessitados, seja material, seja espiritualmente.

            Rosana Amado Gaspar, representando a USE, lembrou que Divaldo é realmente um  semeador de estrelas, pois,  por onde passa, deixa rastros e brilho de amor. Em sua fala, também reforçou as características de desprendimento que possui o homenageado.
            Logo após o colar ter sido entregue pelo deputado Ramalho da Construção e sua esposa, os presentes foram convidados a ouvir a verve de Divaldo Franco, sendo este aclamado e aplaudido em pé pelo público, como um inspirado pregador das multidões que o é.
            Divaldo Franco, em sua grandiosidade, transfere a homenagem ao Espiritismo, uma Doutrina Libertadora, já anunciada por Jesus Cristo quando prometeu o Consolador que viria enxugar as lágrimas e comunicar boas novas. Doutrina, esta, que ofereceu ao médium e orador, objetivos existenciais, iluminando e trazendo-o à luz da razão; estendendo-lhe mãos generosas para amar e servir.
            Sua magnífica oratória, que a todos envolveu, iniciou-se evocando o modelo de Mohandas Karamchand Gandhi, como o exemplo da excelência do Amor, que teve seu pensamento logrado ao libertar a Índia sem qualquer derramamento de sangue: “Se um único homem atingir o mais alto grau de amor, será suficiente para neutralizar o ódio de milhões” .
            Para Victor Frankl, toda vida deve ter um sentido psicológico, sendo que Jung também corrobora esse pensamento, afirmando que uma existência não possuidora de sentido psicológico, é uma vida vegetativa. Divaldo Franco salienta que, através da Doutrina Espírita, conseguiu atingir um sentido psicológico para a sua existência, utilizando-se do lema:  “fora da caridade, não há salvação”. E reflexiona: trabalhar no Bem não é uma virtude, mas um dever, pois ter uma vida ética é uma conquista do processo antropsicológico da criatura humana.
            Divaldo alerta que a humanidade vive um dos momentos mais difíceis da era moderna, uma época de crise social, defluente da perda dos valores éticos e morais, muito bem definida pelo teólogo e psicólogo americano Dr. Rollo Reece May. Este elucida que o ser humano, da era cibernética, vive num período difícil por causa de três fatores que não foram cuidados devidamente: o individualismo, o sexismo e o consumismo.

            Para trazer aos ouvintes, uma melhor compreensão sobre o assunto, Divaldo faz uma breve abordagem histórico-social do entendimento humano sobre Deus, a partir do Iluminismo. O indivíduo, que conseguiu a comunicação virtual, pôde penetrar no macrocosmo, descobrir os buracos negros e a luz negra, viajar nas direção as micropartículas e detectar o Bóson de Higgs. Não tendo uma maneira de expressar a diferença entre energia e matéria, define esse Bóson como sendo a partícula de Deus. Isto trouxe um esclarecimento especial à mentalidade do materialismo do séculos XVII e XVIII, quando o pensamento iluminista abriu as portas para a revolução cultural, à revolução industrial e, na atualidade, à revolução cibernética. Hoje, o ser humano pode aprofundar o que era mistério ontem e ter a percepção de uma realidade que transcende a qualquer percepção imaginativa. Com isto, tem-se uma maior facilidade de compreensão da grandeza de Deus, pois a física quântica, assevera que essa partícula existe, provando-a matematicamente. “Ser a partícula de Deus é fascinante!”, afirma Divaldo Franco.
            Bacon e uma elite de pensadores se divorciaram, no século XVII, da fé cega para se deterem diante da razão, o que levou,  na data de 5 de novembro de 1792, em Notre Dame, o pensador dizer a 15 mil pessoas presentes que, se Deus era a razão,  não se tinha mais porque acreditar em Deus, preparando, talvez, terreno para Nietzsche  proclamar, mais tarde, que Deus havia morrido.
            Esse desvio de cultura, descobriu a razão e deu a ciência ao homem, do empirismo à tecnologia para que pudesse encontrar o motivo lógico da existência e eliminar a possibilidade remota, vazia e mitológica de que foi criados do nada. Quando se apresentou a teoria a respeito do Big Bang, como sendo a origem de tudo, já que antes não havia nada, deparou-se com um paradoxo: o nascimento de um universo a partir de duas partículas. Ora, se antes não havia nada, é provável que tenha havido outros universos e é possível que ainda outros mais existirão.
            É impressionante notar que cientistas, nesse momento de crise, façam a sua viagem de volta a Deus para relatar que o universo não é fruto de um acaso, mas de uma causalidade absoluta. Allan Kardec, na primeira pergunta do Livro dos Espíritos, retira o caráter antropomórfico, ao indagar “o que é Deus”, ao invés de “quem é Deus?”, como até então fora feito. A resposta dos Espíritos: “É a inteligência suprema do universo, causa primeira de todas as coisas”, ajudará a filosofia a pensar, a partir do século XIX, que Deus é a causa “incausada” do universo.
            Porém, esse mesmo momento de crise, é capaz de produzir perspectivas e esperança, pois a sociedade tem progredido através dele, já que a própria palavra originária do grego, krisis, significa a véspera do progresso. Aquela se apresenta muito mais grave, porque não é uma crise internacional, mas da criatura humana, do vazio existencial. Uma sociedade que cultivou o existencialismo em detrimento da solidariedade e estabeleceu o prazer como meta, deixando à margem a felicidade, tende a empurrar o ser humano a mecanismos psicológicos de fuga, como o consumismo. Porém, nada de fora preenche a solidão de dentro. O sentimento de paz e harmonia, não pode ser comprado pelos valores terrestres. Ele necessita ser elaborado pela moral do indivíduo, propondo  o Self em primazia às necessidades do Ego.          Divaldo aponta como exemplo de crise, a cidade do Rio de Janeiro, transformada, em sua violência urbana, num campo de batalha, mesmo o Brasil estando em paz sob o ponto de vista civil. Ressalta, também, que a UNESCO havia programado, para o ano de 2000, um memorando,  em seis itens, um dos quais seria voltar à solidariedade, o que equivale dizer que em alguma época, as pessoas eram solidárias, mas, agora, estão solitárias.  Quando o indivíduo iniciar a  transformação ética para melhor, a crise acabar-se-á. Para isso, é necessário que o ser humano realize uma viagem interior em busca de plenitude, voltando-se aos valores do Evangelho de Jesus e descobrindo seus objetivos psicológicos através de uma autoanálise.   
            Divaldo propõe o autoperdão: não se deve guardar mágoa de si mesmo, pois o indivíduo é um ser em processo de evolução de consciência. O perdão deve-se iniciar no próprio indivíduo, com a proposta desafiadora de Jesus Cristo, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
            O autoamor, então, sai das páginas da velha teologia punitiva para conceder a grandeza racional de que o indivíduo merece viver e ser  feliz na Terra; não apenas aguardando o reino dos céus, que será consequência dos atos terrestres. Quando o ser humano compreende seu erro,  tem a oportunidade de se reabilitar. E se a pessoa tem  o direito de ser como é, também tem o dever de perdoar,  respeitando aquilo que o próximo ainda está conquistando.
            Porém, perdão não implica na superação do crime, perdoar não é conivir com o ato indigno do outro. Do ponto de vista psicológico, perdoar é não devolver a ofensa, mas também não é aceitar a ofensa de maneira indigna, porque um erro é sempre um erro e o problema é do errado.
            Hoje, o perdão já não é mais teológico e sim psicoterapêutico: quem perdoa, goza de saúde, é livre, maduro, capaz de entender que se deve ter tolerância para com o outro. Mesmo que este não compadeça de perdão, o indivíduo merece livrar-se do sentimento mau que inculpou em seu pensamento. Olhar para o outro desarmado e ter a coragem de visualizar alguém que se pode libertar da pequenez. Jesus desceu aos mais miseráveis e não se fez pequeno. O indivíduo necessita da paz que advém da mente que cumpre o dever, da emoção que aceita a verdade e do corpo que se prepara para servir.
            Desta maneira extraordinária, Divaldo Franco encerrou sua oratória naquele plenário, emocionando a todos com suas reflexões sobre paz, amor e perdão, baseadas no Evangelho de Jesus Cristo, na Doutrina Espírita e na Psicologia; conquistando a aclamação dos presentes, que se levantaram para as palmas entusiastas e prolongadas.
            Após a palestra de Divaldo Franco, a vereadora Adriana Ramalho fez uma breve saudação, agradecendo ao médium e orador espírita, dizendo-se emocionada. Para ela, pode-se enganar qualquer pessoa, até a si mesmo, mas a Deus, que é ímpar, apesar das diversidades de religiões; jamais, pois Ele conhece o que vai no coração de cada indivíduo, sabendo, verdadeiramente,  dos corações bem intencionados. Encerrou sua fala dando o testemunho de seu pai, deputado Ramalho da Construção, que diagnosticado com câncer, teve em Jesus e na Federação Espírita do Estado de São Paulo, amparo e consolo para passar por esta prova.

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco em Americana, SP

O Parque de Eventos do Clube dos Cavaleiros de Americana – SP foi escolhido para poder receber com conforto as mais de 3.500 pessoas que ali se congregaram na noite de 30.09.2017 para poder ouvir a conferência espírita de Divaldo Franco.
Divaldo inicia a conferência fazendo referência às recentes estatísticas da OMS que projeta para o ano de 2025 que os óbitos provocados por problemas cardíacos, que hoje lideram o ranking de causa mortis, será ultrapassado pela Depressão em função dos suicídios.
Historiando o transtorno da depressão, Divaldo cita o Dr. Emil Kraepelin (1856-1926) psiquiatra alemão tido como o criador da moderna psiquiatria, por ter desenvolvido um novo sistema para diagnosticar as doenças mentais, contrariando a abordagem psicanalista de Freud que atribuía a fatores psicológicos a origem das doenças psiquiátricas, enquanto que o Dr. Kraepelin considerava-as como sendo uma decorrência de problemas orgânicos do cérebro.
Com base nesse novo pensamento o Dr. Kraepelin logrou diferenciar a Esquizofrenia do Transtorno Afetivo Bipolar, que até então era considerada uma única doença.
Os seguidos progressos da psiquiatria lograram identificar os Neurotransmissores substâncias químicas produzidas pelos células nervosas (Neurônios), com a função de enviar informações para outras células estimulando e impulsionando nossas reações. Essas substâncias – cerca de 64 (adrenalina, noradrenalina, dopamina, endorfina etc) – têm funções muito específicas. Algumas excitam, enquanto que outras são inibidoras.
Os Transtornos Mentais têm origem – no campo físico – pela carência ou excesso na produção dos Neurotransmissores.
A Psiquiatria materialista, que enxerga – por enquanto – o ser humano como sendo exclusivamente o corpo físico, atribui esses desequilíbrios na produção dos Neurotransmissores a fatores genéticos.
O Espiritismo considera a criatura humana como sendo um ser Bioespiritual (Espírito e corpo físico) gerador dos fatores básicos para os desarranjos estruturais do organismo biológico. O Espírito ao reencarnar atrai (impulsionado automaticamente pela Lei de Ação e Reação) as células sexuais - masculina e feminina - que melhor atenderão às suas necessidades evolutivas redentoras.
A cada um segundo suas obras, nos alerta Jesus.
Divaldo silencia por alguns segundos, dando aos ouvintes a chance de assimilar esses complexos conceitos, porém tornados simples pelo poder do conhecimento e pelo domínio das técnicas de esclarecimentos do conferencista.
Agora, Divaldo envereda por uma nova vertente das Psicopatologias: Obsessão.
Divaldo inicia a abordagem citando a questão 459 de O Livro dos Espíritos quando Kardec indaga aos Bons Espíritos: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Ao que os Espíritos de Bondade respondem: Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário (a ponto de que), são eles que vos dirigem.
Em que pese o fato da relutância e refratariedade por parte da Psiquiatria, essa já admite a possibilidade da  existência de espíritos catalogando no Código Internacional de Doenças – CID 10, item F 44.3 – o estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente. Essa situação é considerada doença quando a pessoa não tem controle.
Divaldo volta a citar Allan Kardec: Entre os que são tidos por loucos, muitos há que são apenas subjugados e precisariam de um tratamento moral (Livro dos Médiuns, Cap XXIII, item 254, questão 6)
Obsessão não é loucura, mas pode provoca-la, caso a ação prejudicial de um Espírito sobre outro for pertinaz e não tratada a seu devido tempo. Nesse caso, é preciso compreender que a ação persistente pode produzir lesões físicas, muitas vezes irreversíveis.
Espíritos desencarnados adversários, direcionam à mente do hospedeiro físico induções hipnóticas carregadas de pessimismo e de desconfiança, de inquietação e de mal-estar, que estabelecerão as matrizes das obsessões, classificadas por Kardec como sendo: Simples, Fascinação ou Subjugação (equivocadamente chamada de Possessão).
A obsessão - transmissão mental de cérebro a cérebro – se expressa inicialmente como inspiração discreta para mais tarde fazer-se interferência da mente obsessora na mente encarnada, com vigor que alcança o seu apogeu na deplorável subjugação.
Os tratamentos acadêmicos, seja o psiquiátrico como o psicológico configuram-se indispensáveis produzindo melhoras no quadro. Todavia se os hospedeiros desencarnados não forem afastados, os mesmos permanecerão com a perseguição e vingança.
Somente quando ocorrer uma alteração do comportamento mental e moral do enfermo, direcionado para o amor, para o bem, conseguindo sensibilizar aqueles que estejam na condição de perseguidores, é que dar-se-á a recuperação recebendo no processo terapêutico o auxilio – imprescindível - dos medicamentos na reorganização da máquina cerebral.
Com o precípuo objetivo de enfatizar a necessidade da transformação moral e o amor como terapias indispensáveis no trato das obsessões, Divaldo transportando as recomendações de O Livro dos Médiuns para a prática narra a todos o caso da perseguição que sofreu por 40 anos de um espírito que era identificado por Divaldo como O Máscara de Ferro e que finalmente o perdoou pelas ações do passado quando Divaldo tomou em seus braços uma criança recém nascida abandonada às portas da Mansão e passou a dedicar-lhe total atenção, carinho e amor.
Emocionado o espírito que o perseguira por todos aqueles anos pousou gentilmente a mão em seu ombro e falou-lhe:
— Divaldo, até agora tu não me convenceste. Venceste-me pela paciência. Contudo hoje já não tenho mais como te odiar. Essa criança que aninhas com tanto carinho entre teus braços abriga o espírito de minha mãe que retorna ao plano físico.
Abençoada Doutrina que nos esclarece ensejando-nos a oportunidade de libertação, não só da obsessão como também das doenças, pois o Espiritismo nos informa de que todas as enfermidades de qualquer procedência encontram no Espírito as causas que as provocam no corpo.
O Espírito - ser real - é sempre o responsável por quaisquer ocorrências na existência física.
Enquanto houver no ser humano a predominância dos impulsos de violência e de ressentimento, de ciúme e de ódio, de amargura e de mentiras, maledicências e calúnias, a problemática da enfermidade nele predominará.
Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes disparados desatrelam as células dos seus automatismos, que degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.
A recíproca nos ensina a Doutrina Libertadora dos Espíritos, é igualmente verdadeira o pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-as em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito.
Compete-nos – exclusivamente a nós – fazermos desse conhecimento libertador o instrumento com o qual construiremos a nossa evolução moral e espiritual.
Não há, portanto, razão para nos deixarmos envolver pelo manto de pessimismo que os dias atuais vêm cercando a sociedade.
Em que pese os dias tumultuosos da atualidade onde as aflições, ódios, intolerâncias, sofrimentos e violências, dias em que as pessoas – ao invés de se amarem umas às outras como preconizado por Jesus – elegem se armarem umas contra as outras – no âmbito material e emocional -  urge aceitar e viver a proposta de Jesus, amando mais, tornando-nos, assim, mais gentis, tolerantes, pacíficos e  mansos de conformidade com os ensinamentos registrados no Sermão da Montanha,  permitindo a formação de uma humanidade mais justa e feliz.
Embalando a todos nas suaves estrofes do Poema da Gratidão, Divaldo encerra a conferência, permitindo-nos sentir a presença do amor incondicional de Jesus a nos envolver.

           Texto: Djair de Souza Ribeiro;  Fotos: Sandra Patrocínio


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Registro. Divaldo Franco homenageado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

Em sessão solene realizada na manhã do dia 2 de outubro, na Assembleia Legislativa de São Paulo Divaldo Pereira Franco recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo. A cerimônia foi presidida pelo deputado estadual Ramalho da Construção. Houve execução do Hino Nacional pela Camerata da Polícia Militar de São Paulo. Ocorreram saudações pelo deputado Ramalho, outorgante da honraria; Zulmira da Conceição, presidente da FEESP; Rosana Gaspar, vice-presidente da USE-SP, representando a presidente; e a vereadora da Capital Adriana Ramalho. Divaldo proferiu palestra de agradecimento, transferindo a homenagem à Doutrina Espírita e abordou tema sobre perdão. Entre os presentes, estavam Washinton Nogueira Fernandes, Miguel de Jesus Sardano, Antonio Cesar Perri de Carvalho, ex-presidente da FEB, e a ex-presidente da FEESP Sílvia Puglia. A cerimônia foi transmitida ao vivo pela web TV da Assembleia e será retransmitida pela TV da Assembleia no próximo final de semana. 

(ALESP- Divaldo franco; César Perri, Divaldo, Deputado Ramalho; Vereadora Adriana, Rosana Gaspar, Divaldo, Cesar Perri, Zulmira Conceição, Deputado Ramalho; mesa; Divaldo receber colar da ALESP)

Registro. Divaldo Pereira Franco em Indaiatuba, SP

Os dirigentes do Centro Espírita Padre Zabeu Kauffman escolheram as instalações do Indaiatuba Clube da cidade de Indaiatuba - SP para acolher as mais de 2.000 pessoas que se reuniram na noite do dia 29.09.2017 para acompanhar a conferência de Divaldo Franco.
Assomando à tribuna Divaldo inicia a conferência abordando a necessidade de adotarmos um sentido à vida adotando objetivos superiores, uma vez que nossa existência não pode transcorrer impulsionada exclusivamente pelos instintos básicos – alimentação, abrigo e reprodução – ou ainda motivada pelos objetivos materialistas imediatistas exacerbando o individualismo, o consumismo e o sexualismo.
A criatura humana não pode continuar sendo um ser cuja preocupação básica é a de satisfazer impulsos e atender aos instintos. Assim pensando e agindo chegamos a um estranho paradoxo onde cada vez mais, as pessoas têm os meios para viver, mas não têm uma razão pela qual viver.
Para emoldurar o conteúdo moral da conferência, Divaldo recorre aos acontecimentos reais envolvendo o  Bispo James Albert Pike (1913-1969), da Igreja Episcopal Americana pertencente à Comunhão Internacional da Religião Anglicana, cuja trajetória existencial sofreu uma brusca mudança.
Seu filho de 17 anos, Jim Pike fora encontrado morto em um hotel na cidade de Nova York, vitimado por suicídio, conforme avaliado pela autoridade policial novaiorquina.
O impacto devastador desse inesperado acontecimento levou-o a refletir sobre os recentes acontecimentos envolvendo o relacionamento com o filho, agora morto.
Lembrou-se de ter sido informado pela escola de que seu filho era um usuário de droga.
O Bispo Pike, mergulhando nas reminiscências, reviveu aquela ocorrência e se recordava da indisfarçável surpresa e constrangimento de que fora tomado.
No diálogo com o filho, esse admitiu o consumo da droga, mas – ao contrário do que informavam – ele era somente um usuário eventual.
Refletindo, agora, sobre esse acontecimento o Bispo Pike dera-se conta de que preferira confiar nas palavras do filho, quando o correto teria sido o de aprofundar as análises. Na verdade, meses mais tarde, ficou comprovado que Jim era um toxicômano carecendo, imediatamente, de desintoxicação.
A maioria dos pais – adverte Divaldo - busca não refletir com profundidade sobre os riscos envolvendo os filhos no uso das drogas. Pesquisas realizadas com os pais de jovens em tratamento de desintoxicação pelo uso de drogas, revelam um dado assustador e revelador desse comportamento que beira a omissão: Cerca de 80% tinham a firme convicção de que seus filhos JAMAIS usariam drogas.
Os pais devem ficar atentos aos sinais indicativos - físicos e comportamentais - de que seus filhos são usuários de droga: diferenciando do seu comportamento habitual ele se torna ou silencioso ou rebelde; tremores nas mãos; sudorese fria e viscosa; ligeira palidez na face. Na medida em que a dependência aumenta há uma dilatação dos vasos sanguíneos dos olhos e para disfarçar esse sintoma eloquente o dependente passa a utilizar de forma constante óculos de sol mesmo à noite pela fotofobia produzida uma das consequências do uso da droga.
No lar começa a construção moral dos filhos diante dos comportamentos dos pais, a lhes dar exemplos do valor do conhecimento, do caráter, da honra, da convivência doméstica e essa é uma tarefa indispensável, nunca devendo ser transferida totalmente para a escola, encarregada da instrução, na qual se devem induzir os hábitos saudáveis através da conduta dos mestres.
Infelizmente, a criança não é devidamente valorizada, tornando-se mais um objeto de exibição dos pais, que não lhes dão a atenção indispensável, o carinho e a assistência no lar, pois estão mais preocupados em dar coisas, ocultando-se no egoísmo de não se darem a si próprios, mesmo que isso resultasse em menos conforto e maior esforço na manutenção da família. O pensamento materialista, favorece o surgimento de uma sociedade imediatista, agressiva, cruel e indiferente ao sofrimento dos excluídos na miséria social, moral e espiritual.
Pais e mães não se iludam de que o seu lar será poupado desse flagelo. Observem o comportamento dos filhos. Caso, todavia, o drama das drogas já penetrou em seu lar, não fujam coniventemente ignorando. Da mesma forma não se revoltem, nem sejam hostil. Conversem, esclareçam, orientem e assistam as frágeis vítimas. Busquem o auxílio dos recursos médicos, mas não se esqueçam do amor e da moral e do apoio fornecida pela Doutrina Espírita, a fim de obterem a reeducação e a felicidade daqueles que a Lei Divina nos confiou para a felicidade nossa e a deles.
Após essas considerações Divaldo retorna ao drama do Bispo Pike, que se mudara dos EUA para a Inglaterra, habitando o mesmo apartamento onde por muitos anos seu filho residira.
Diante de fatos inusitados envolvendo ocorrências paranormais, o Bispo Pike busco o auxílio de uma médium inglesa – a Sra. Ena Twigg (1914 – 1984) - por cuja mediunidade psicofônica (“incorporação”) manifestou-se o filho desencarnado revelando-lhe de que sua morte não fora por suicídio. Na verdade ele morrera após ingerir, inadvertidamente, uma grande dose de remédios e calmantes para poder vencer a insônia e diante da ineficácia da medicação passou – em um gesto automático – a tomar vários até que sobreveio a desencarnação. Ele era sim um Suicida indireto por ter sido um toxicômano.
O depoimento do filho amado que se fez acompanhar pela comunicação de um amigo de infância, também já falecido, deram-lhe as provas da imortalidade da alma e da comunicabilidade dos Espíritos. Diante dessas evidências incontestáveis o Bispo Pike readquiriu a fé, agora iluminada pela Razão, levando-o narrar todos os pormenores dessa redescoberta em suas conferências, sermões e entrevistas pela Mídia, além de publicar o livro “The Other Side” (O Outro Lado).
Baseados na narrativa dos fatos que envolveram o Bispo Pike, Divaldo reitera nos fala sobre a majestade do pensamento Espírita, o Consolador prometido por Jesus.
Divaldo chega ao Espiritismo e a base sólida em que ele foi edificado citando os pilares que o sustentam.
1. Existência de Deus: Investigador emérito Kardec pergunta aos Bons Espíritos conforme O Livro dos Espíritos, questão 4 : Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus? E a resposta é sublime, pois é tirada do pensamento lógico advogado pelos cientistas: “Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”
2. Imortalidade da alma: Ninguém morre somente o corpo físico.
3 Comunicabilidade dos Espíritos: A mediunidade abençoada que – à semelhança do que aconteceu com o Bispo Pike - instrui, consola e restabelece a esperança e revigora a fé.
4. Reencarnação: Que vem responder Por que eu sofro? A Reencarnação vem nos dizer que somos o que fazemos de nós e o nosso destino está em nossas mãos.
5. Pluralidade dos Mundos Habitados.
6. O Evangelho de Jesus: O Espiritismo tem por base o tratado mais notável de princípios éticos de que a Humanidade jamais teve a glória de conceber: O Evangelho de Jesus.
Allan Kardec, através da questão 625 de O Livro dos Espíritos, indaga aos Espíritos Superiores: Qual o ser mais perfeito que Deus ofereceu aos homens, para lhe servir de modelo e guia?
Os numes tutelares da humanidade respondem sinteticamente: Jesus.
Divaldo, fala então da interpretação da Doutrina Espírita sobre a felicidade ao nos ensinar que o ser humano deve aprender a ser feliz de acordo com as circunstâncias, incorporando e vivendo a certeza da transitoriedade do seu corpo físico e da sua eternidade espiritual. Filosofia esta, sintetizada no pensamento de Allan Kardec: “A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não da situação material em que ele vive”.
Estamos na Terra para construir um mundo melhor. E nesse momento de crise onde as dores se tornam mais acerbas e os convites para eleger a Mamon se intensificam, paira a doce figura do Mestre Jesus indicando-nos o caminho e servindo de referência para as nossas ações e pensamentos.
“Tenho-vos dito essas palavras para que a minha alegria permaneça em vós e a vossa felicidade seja completa. E o meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como Eu vos amei”. João 15:11
           Texto: Djair de Souza Ribeiro;  Fotos: Sandra Patrocínio


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)




Registro. Divaldo Pereira Franco em Presidente Prudente, SP

26/09/2017
O Salão Solarium da Universidade UNOESTE da cidade de Presidente Prudente - SP recebeu 2;500 pessoas para ouvir o tribuno Divaldo Franco na noite do dia 25 de setembro de 2017.
A conferência foi incluída entre os diversos eventos que compõem as homenagens pelo centenário da cidade. O prefeito municipal, representando na ocasião, outorgou a Divaldo Franco o título de Hóspede Oficial da cidade.
Dando início a conferência, Divaldo faz referência ao filósofo latino Marco Túlio Cícero, citando-o pela frase: “A história é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade”.
A partir dessa citação, Divaldo realiza um périplo pelos fatos marcantes da humanidade ressaltando a necessidade de conhecermos para reflexionarmos a respeito dos fatos históricos, a fim de melhor podermos compreender a realidade.
Inicia por Caio Júlio Cesar militar romano que conduziu a transformação da República Romana para o Império Romano um gigante da sociedade patrícia, mas que mesmo assim foi traído por parte do Senado e morto a punhaladas. Júlio Cesar é sucedido pelo segundo triunvirato formado por Marco Antônio, Marco Emílio Lépido e Caio Júlio Cesar Otaviano Augusto, que encerra o triunvirato restabelecendo a República Romana e governando com reconhecidos valores morais.
E segue Divaldo referenciando os caminhos da humanidade, ponteando sempre a manifestação da agressividade a permear os grandes eventos em função da natureza primitiva da maioria da mole humana que dando vazão aos instintos básicos age com violência, impulsionada pelo medo e a ira.
Em nenhuma outra época da sociedade humana houve tanto bem estar proporcionado pelo avanço da tecnologia e da pujança econômica. Porém, todos esses fatores não são suficientes para modificar o quadro observado nos comportamentos da criatura. Em todo o mundo mais de 850.000 pessoas morrem anualmente pelo suicídio e, a cada 16 segundos, ocorre em algum lugar do planeta uma tentativa do autocídio.
Por quê?
As aflições sem tamanho que a Sociedade moderna defronta advêm da adoção de objetivos imediatistas em detrimento de aspirações mais sublimes para a existência e reforçando a necessidade de elegermos um objetivo existencial, Divaldo nos apresenta o exemplo de vida do psiquiatra austríaco Viktor E. Frankl, autor do livro Em Busca de Sentido e sobrevivente dos campos de extermínios nazista, que afirma: “Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher sua atitude em qualquer circunstância da vida”.
Procure o seu objetivo psicológico, seja ele qual for, pois que podemos ser felizes apesar dos problemas que nos acontecem.
Divaldo estendeu a todos o convite que lhe foi formulado por Joanna de Ângelis de que devemos abrir o carinho das nossas emoções e sentimentos ao nosso próximo buscando aqueles que são “invisíveis” na sociedade, os esquecidos e marginalizados, contribuindo para torná-los dignos e socialmente visíveis.
Para emoldurar esse convite, Divaldo passa a narra a esclarecedora história de Charles Plumb, piloto de um caça bombardeiro durante a guerra do Vietnã, e que foi abatido sobre território inimigo.
O piloto, observando que não seria possível chegar à base, optou por saltar de paraquedas. Tendo sido aprisionado e retido no cárcere por 6 anos.
Quando de seu retorno aos EUA decidiu compartilhar suas experiências mediante palestras por todo território americano.
Hospedado em um hotel de uma cidade do meio-oeste, Charles Plumb foi saudado por um desconhecido que dele se aproximou e perguntou:
— Você é Charles Plumb, ex piloto da Marinha que foi derrubado no Vietnã?
— Sim – respondeu Plumb, para em seguida perguntar ao estranho - Como sabe?
Estampando um sorriso de verdadeira alegria, o simplório estranho respondeu:
— Eu era um soldado raso que servia na mesma Companhia que você – e estufando o peito de tanto orgulho, acrescentou - Era eu quem dobrava o seu paraquedas antes das missões de bombardeio.
O ex-piloto, agora coronel da reserva, ficou perplexo e constrangido, pois naquela ocasião – antes da prisão – ela via diariamente os humildes soldados dobrando os paraquedas, sem, contudo, lhes dar muito valor, pois considerava-se mais importante para o esforço de guerra do que aqueles simples trabalhadores que passavam o dia todo dobrando os paraquedas dos pilotos.
Naquele instante Charles Plumb deu-se conta de que ele não atribuía nenhum valor ao tipo de tarefa que aquele homem executava, porém, aquele trabalho salvara-lhe a vida.
E desde essa data, todas as vezes que esse herói americano realizava suas palestras perguntava à plateia:
— Quem dobrou seu paraquedas hoje?
Divaldo enfatizando o convite de Joanna de Ângelis, narra sua experiência pessoal quando, convidado por um Espírito, abraçou um simples garçom e ao estabelecer diálogo com ele, veio a descobrir que o abraço recebido o fez abandonar a decisão de cometer suicídio, posto que experimentava a injunção do câncer.
Divaldo enfatiza que nessa hora tão dura para toda a Humanidade, silenciemos nossas queixas e busquemos aproveitar a oportunidade que Jesus nos oferece — Aquele que crê em mim também fará as obras que faço. (João 14:12).
É no evento das Bem-aventuranças que Jesus nos ilumina com as qualidades que devemos desenvolver para obtermos o Reino dos Céus: HUMILDADE (Bem-aventurados os humildes porque será deles o reino dos céus); MANSUETUDDE (Bem-aventurados os mansos porque eles herdarão a terra); MISERICÓRDIA (Bem-aventurados os misericordiosos porque obterão misericórdia); PAZ (não violência) (Bem-aventurados os pacificadores porque eles serão chamados filhos de Deus); PUREZA DE CORAÇÃO (Bem-aventurados os puros de coração porque  eles verão a Deus) e o desenvolvimento da RESIGNAÇÃO (Bem-aventurados os que choram porque  serão consolados; Bem-aventurados os  que têm fome de justiça porque serão saciados; Bem-aventurados os perseguidos porque  será deles o Reino dos Céus).
Jesus vem nos falar de um sentimento antes nunca abordado pelos expoentes das diversas religiões: o AMOR.
O Amor como vivido por Jesus que, apesar de só ter feito o bem, acabou crucificado pela nossa ignominia. Do alto do madeiro infamante Jesus, porém, teve forças para advogar junto a Deus o perdão pois ignorávamos o que fazíamos.
E nós? O que fizemos de Jesus? Nós que não somos capazes de desculpar, quanto mais perdoar.
Mesmo nesses dias difíceis deixemos brilhar a luz de Jesus a iluminar os nossos dias e todos os nossos momentos e optemos por amarmo-nos a nós próprios.
Saiamos daqui com a certeza de que a vida é aquilo que dela fazemos.
As palmas que se seguiram ao poema da Gratidão traduziam o reconhecimento de todos pela mensagem de consolação e de esperança como luzes a balizar nossos passos nas sombras que buscam envolver a humanidade nos dias atuais.
Um pensamento repercutia no recôndito das almas, luarizadas pelas bênçãos que a todos envolviam:
— Não vos deixarei órgãos. Voltarei para vós.
           Texto: Djair de Souza Ribeiro;  Fotos: Sandra Patrocínio
 

Registro. Divaldo Pereira Franco em Buritama, SP

27-09-2017.
O Recinto de Exposições Odilon Ferreira de Almeida na cidade de Buritama – SP congregou, na noite de 27 de setembro de 2.017,  mais de 2.500 pessoas para ouvir a conferência de Divaldo Franco. Nessa ocasião o vereador Antonio Romildo dos Santos entregou em nome da Câmara Municipal de Buritama o título de cidadão Buritamense a Divaldo Franco que agradeceu a ilustre homenagem, transferindo-a, contudo, a Allan Kardec o lídimo merecedor de todos os tributos, por nos permitir uma nova visão da vida e de seus sublimes propósitos.
Assumindo a tribuna Divaldo inicia a conferência transmitindo – do alto de sua experiência - uma constatação inequívoca e que forneceu aos expectantes presentes a direção do tema da noite:
— Todos nós buscamos planejar nossa vida e encaminhar um futuro repleto de felicidade e esperança, porém, por maior que seja a nossa dedicação aos planos delineados, a vida se nos defronta com ocorrências inesperadas e imprevistas que conspiram e subvertem nossos planos. Muitas vezes somos surpreendidos por ocorrências desagradáveis, quando tudo indicava que seriam colhidos resultados muito positivos. Outras vezes, quando os indícios nos induziam a projetar insucessos e sofrimentos, eis que o êxito inesperado toma-nos a casa emocional por agradável surpresa.
Ilustrando essa consideração, Divaldo citou o exemplo de vida de Viktor E. Frankl, autor dos livros Em Busca de Sentido e Um Sentido para a Vida. Sobrevivente dos campos de extermínios nazista adotou o firme propósito – transformado em objetivo existencial – de sobreviver para poder denunciar ao mundo as atrocidades sofridas durante aquele período. Sintetizando sua forma de encarar a vida o célebre psiquiatra afirma: “Se percebemos que a vida realmente tem um sentido, percebemos também que somos úteis uns aos outros. Ser um ser humano, é trabalhar por algo além de si mesmo. A vida para ser digna tem que ter um objetivo; Quem tem um porquê, enfrenta qualquer como”.
A vida não pode transcorrer impulsionada exclusivamente pelos instintos básicos – alimentação, abrigo e reprodução – ou ainda motivada pelos objetivos materialistas imediatistas exacerbando o individualismo, o consumismo e o sexualismo. A criatura humana não pode continuar sendo um ser cuja preocupação básica é a de satisfazer impulsos e atender aos instintos. Assim pensando e agindo chegamos a um estranho paradoxo onde cada vez mais, as pessoas têm os meios para viver, mas não têm uma razão pela qual viver.
Uma vida para ser plena demanda aspirações mais completas a nos impulsionar no campo do aprimoramento intelectual, da estesia e da conquista de valores éticos e morais superiores, conforme nos ensinou Jesus – Modelo, Guia e Mestre de todos nós – quando nos concitou: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Mateus 6:19-20.
Deixando nos perturbar com as preocupações às quais damos exagerada importância como a opinião dos outros, aparência, conquista das coisas externas, convívio social e disputas insignificantes, a criatura descuida-se de si mesma e permanece ignorante da sua realidade profunda
Na mesma linha o Pai da Psicanálise Analítica Carl Gustav Jung assevera “O indivíduo não realiza o sentido da sua vida se não conseguir colocar o seu Eu a serviço de uma ordem Espiritual. Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”.
Temos, em relação à vida, o propósito de nos elevarmos intelectual e moralmente, bastando nossos esforços para atingirmos esse desiderato. Allan Kardec, ciente disso indaga aos Espíritos Superiores por intermédio da questão 909: Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações? E a resposta dos Tarefeiros do Amor do Cristo não deixa a menor sombra de dúvida: “Sim, e, frequentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! quão poucos dentre vós fazem esforços!”
Para emoldurar o conteúdo moral dessa proposta doutrinária, Divaldo passa a narrar os fatos que levaram o Bispo James Albert Pike (1913-1969), da Igreja Episcopal Americana pertencente à Comunhão Internacional da Religião Anglicana, a colocar a prova as suas convicções e fé sobre a vida espiritual e o destino daqueles que passaram a viver no mundo dos espíritos.
O Bispo Pike, conquistou reconhecido respeito por suas opiniões francas envolvendo inúmeras questões teológicas e sociais. Entretanto, um telegrama deu início a uma reviravolta em sua forma de entender e ver a vida, abalando suas convicções teológicas e sua fé em Deus e na Sua Justiça.
Esse telegrama trazia-lhe a infausta notícia do inusitado suicídio de seu filho Jim Pike e cujo corpo fora encontrado em um hotel em Nova York.
O impacto emocional desse desditoso acontecimento fez surgir muitas dúvidas teológicas obrigando-o a repensar suas convicções sobre o destino das almas após a morte do corpo físico.
Essas reflexões receberam um auxílio inesperado de uma médium inglesa – a Sra. Ella Twigg (1914 – 1984) - por cuja mediunidade psicofônica (“incorporação”) manifestou-se o filho desencarnado revelando-lhe de que sua morte não fora por suicídio. Na verdade ele morrera após ingerir, inadvertidamente, uma grande dose de remédios e calmantes para poder vencer a insônia e diante da ineficácia da medicação passou – em um gesto automático – a tomar vários até que sobreveio a desencarnação. Ele era sim um Suicida indireto por ter sido um toxicômano.
O depoimento do filho amado que se fez acompanhar pela comunicação de um amigo de infância, também já falecido, deram-lhe as provas da imortalidade da alma e da comunicabilidade dos Espíritos. Diante dessas evidências incontestáveis o Bispo Pike readquiriu a fé, agora iluminada pela Razão, levando-o narrar todos os pormenores dessa redescoberta em suas conferências, sermões e entrevistas pela Mídia, além de publicar o livro “The Other Side” (O Outro Lado).
Alicerçando os fatos que envolveram a experiência existencial do Bispo Pike, Divaldo reitera o pensamento Espírita de que somos Espírito – temporariamente – ocupando um corpo físico e não o oposto como muitos são – erroneamente – levados a acreditar.
As aflições sem tamanho que a Sociedade moderna defronta advém da adoção de objetivos imediatistas em detrimento de aspirações mais sublimes para a existência reforçando, assim,  a necessidade urgente de elegermos um objetivo existencial ético e moral condizente com as Leis Divinas, leis de amor que se encontram refletidas no Espiritismo, que responde as inquietantes e antigas questões que acompanham a humanidade por milênios: Quem somos? De onde viemos? Qual o propósito da vida? Qual a origem e a razão do sofrimento? Doutrina prometida por Jesus e que logrou matar a morte revelando um Mundo Espiritual pujante e dinâmico em substituição ao silêncio dos túmulos e às beatitudes imobilizantes de um Paraíso destinado aos Eleitos de um Deus personalista e vingativo.
Uma Doutrina que traz Jesus de volta por estar desataviada de mitos incompreensíveis por incompatíveis com a bondade absoluta de Deus – Nosso PAI.
A solução para essas crises e o retorno ao estado de equilíbrio, individual e social, estariam na vivência da proposta terapêutica do Evangelho de Jesus, na sua pureza, conforme aclarado pelo Espiritismo.

“É fundamental, à criatura humana, em sua vilegiatura carnal, encontrar o sentido existencial. A perda desse objetivo condu-la ao desespero ou à indiferença por tudo quanto lhe acontece, empurrando-a pela via da morte emocional, sem que tenha estímulos para as lutas que se apresentam, convidando-a ao crescimento e à felicidade”. Joanna de Ângelis


           Texto: Djair de Souza Ribeiro;  Fotos: Sandra Patrocínio