sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco em Bauru, SP

O Centro Espírita Chico Xavier, da cidade de Bauru - SP, cedeu suas instalações para receber mais de 1.500 pessoas para a palestra de Divaldo Franco, evento promovido pela União das Sociedades Espíritas da Intermunicipal (USE).
Divaldo inicia sua conferência citando pensamento do psiquiatra austríaco Viktor E. Frankl, sobrevivente dos campos de extermínios nazista, que afirmava “Uma vida que não tem um sentido psicológico, não alcançou a maturidade do ser humano”. Na mesma linha de pensamento, anos mais tarde, o pai da Psicanálise Analítica, Carl Gustav Jung considerava: “É necessário que cada um de nós tenha, na existência, uma meta, a fim de que essa existência dê-nos a maturidade psicológica”
A partir desses pensamentos, Divaldo delineia os dias graves da atualidade da sociedade humana a qual, concentra todos os esforços e energias quase que exclusivamente aos objetivos imediatistas em prejuízo daqueles transcendentais.
O resultado dessa opção vem se refletindo nas estatísticas oficiais e a OMS espera já para o ano de 2025 que as mortes provocadas pelos efeitos da Depressão ultrapassarão os óbitos de câncer e cardiopatias, que hoje lideram as causas de morte. Os efeitos da Depressão levarão a um aumento estarrecedor dos suicídios, hoje já tão elevados.
O mecanismo é insidioso e gradativo: A tristeza somatiza-se em Angústia. A angústia leva à Perda do Sentido existencial, que por sua vez gera a Perda de Afetividade que vai levar à Depressão.
A depressão gera o Vazio Existencial que leva, por final, ao desejo de morrer.
Não se trata de que desejamos a morte. Na realidade aspiramos a “libertação” da terrível Angústia e do Nada Interior.
A partir desse diagnóstico, Divaldo realiza uma análise da Depressão revelando sua presença já em tempos recuados, buscando casos desde o Rei Saul (1065 a.C.), e até mesmo na Mitologia grega com a personagem Belorofonte (dono do cavalo Pégaso). Divaldo cita ainda Hipócrates (Séc.IV a.C.) e as preliminares pesquisas em torno da Melancolia. Por essa ocasião acreditava-se que o ser humano pensava pelo fígado e amava com o coração e por essa razão o Pai da Medicina estabeleceu a Teoria Humoral (os 4 Humores – sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra) e que a Melancolia era causada pelo desequilíbrio entre esses Humores. Essa teoria prevaleceu até o Séc. XVII (d.C.) quando a Ciência atribuiu ao cérebro a responsabilidade pelos pensamentos. Foi nessa época que teve início o uso da palavra Depressão (do latim Deprimere: apertar, empurrar para baixo)
Foi somente a partir do Século XX que a Psiquiatria passou a melhor entender a Depressão e classificando-a como Unipolar (tristeza, desinteresse pela vida) e Bipolar (alternando a tristeza com a euforia).
A partir dos anos 1940 com a descoberta dos Neurônios e das sinapses neuronais é que a Ciência passou a melhor entender os mecanismos do Transtorno Depressivo Unipolar ou Bipolar cuja causa foi estabelecida no distúrbio na produção dos neurotransmissores, perturbando as comunicações entre os Neurônios. Surgem, então, os remédios que buscam compensar esses desequilíbrios.
Paralelamente a Psicologia vai também ampliando sua forma de entender e, consequentemente, assistir os pacientes. A primeira foi a Psicanálise, depois surgiu a Psicologia Comportamental (Behaviorista), mais tarde a Psicologia Humanista e, finalmente, a Psicologia Transpessoaç que passa a “enxergar” o ser humano como um ser Bioespirtual (possuidor de corpo físico e Espírito) proporcionando um tratamento holístico (global, integral, completo).
Após essa análise Divaldo aborda a questão do ponto de visto Espírita, afirmando que na raiz psicológica do transtorno depressivo ou de comportamento afetivo, encontra-se uma insatisfação do ser em relação a si mesmo e que não foi solucionada, produzindo conflitos resultantes dos desejos não realizados e que se convertem em melancolia que se expressa em desinteresse pela vida.
Vivendo em uma sociedade individualista, consumista e sexista a criatura passa a não encontrar outro motivo ou significado existencial a não ser o fruir incessantemente, até a exaustão.
Além desse fator, Divaldo aponta ainda, o luto ou perda, como analisado por Freud, responsável por uma alta porcentagem de ocorrências depressivas, que arrojam os incautos no precipício do abandono de si mesmos. Esse sentimento de luto ou perda é inevitável, detestada, arrebatando a presença física de um ser amado, ou – então - gerador de consciência de culpa, quando ocorre de maneira imprevista, sem chance da reconciliação de relações inamistosa deixando arrependimento, agora transformados em conflitos punitivos.
O luto, contudo, não fica restrito somente à morte, mas também se manifesta na perda do trabalho profissional, gerando incerteza para viver com segurança no meio social. E, ainda, vamos ver o luto presente na perda de algum afeto que nos deixou na solidão e até mesmp na perda de um objeto de valor sentimental ou monetário.
É natural que qualquer tipo de perda produza aflição e perturbação, permanecendo nessa situação por algum tempo, que não deve ultrapassar a oito semanas, configurando-se um saudável comportamento emocional.
Caso, porém, quando esse estado de prostração se prolongue, ou até mesmo se agrave acaba por se tornar patológico, requerendo assistência.
Após examinar as causas psicológicas, genéticas e orgânicas temos que levar em conta o Espírito imortal, gerador dos quadros emocionais e físicos de que necessita na sua luta evolutiva intelecto-moral, que transfere seus dramas e tragédias de uma para outra existência física, gravados no íntimo do ser e que despertam na nova existência, no mecanismo de Ação e Reação (causa e efeito) magistralmente apresentada por Allan Kardec.
Assim, a depressão tem origem no Espírito, que reencarna com  a consciência culpada, que lhe imprime nos neurônios, nos neurotransmissores, e consequentemente nas sinapses, os elementos que as desestabilizam o equilíbrio, gerando o surgimento dos transtornos.
A cada um segundo suas obras, como nos ensinou Jesus.
Divaldo passa, então, a delinear a terapêutica. Jamais abandonar os tratamentos preconizados pela Psiquiatria (medicamentos) e a Psicológica (terapia), mas sem deixar de lado o verdadeiro causador: o Espírito.
E para tanto, Divaldo, agora, apresenta-nos a medicação que vem nos auxiliar a substituir o vazio existencial pela solidariedade.
A Doutrina Espírita – nos seus aspectos religiosos, filosóficos e científicos - é capaz de preencher esse vazio existencial, por nos oferecer metas que concorrem para o real sentido da vida: a evolução intelecto-moral. A de sermos hoje, melhores do que ontem e amanhã melhores do que hoje.
O Espiritismo vem despertar a nossa consciência para a necessidade de encontrarmos um sentido psicológico para a vida deixando a fase do primarismo representado pelos instintos e as sensações.
O sentido da vida, conforme nos ensinou Jesus, é AMAR.
Nós somos mais do que o ser definido pelos antropologistas: Bípede e emocional. Somos também aqueles que trazemos na alma a presença de Deus e nascidos para amar, pois o amor é o ápice do nosso processo evolutivo ético e moral.
Divaldo silencia e arremata: A vida tem que ter um significado: O desenvolvimento do amor.
Amorterapia - eis a proposta de Jesus. 
Abre-te ao amor e combaterás as ocorrências depressivas, movimentando-te, em paz, na área da afetividade, com o pensamento em Deus. Evita a hora vazia e resguarda-te da sofreguidão pelo excesso de trabalho. Adestra-te, mentalmente, na resignação diante do que te ocorra de desagradável e não possas mudar. Joanna de Ângelis.
Extraído de o livro RECEITAS DE PAZ, psicografia de Divaldo Franco, LEAL.


           Texto: Djair de Souza Ribeiro;  Fotos: Sandra Patrocínio


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Registro. Mini seminário com Divaldo Pereira Franco Santo André, SP

Mini seminário realizado durante o 31° Encontro Fraternal com Divaldo Franco
A LUZ DA SOLIDARIEDADE SOBRE A SOMBRA DA AGRESSIVIDADE
Como ocorre desde 1986, ininterruptamente, o Centro Espírita Dr. Bezerra de Menezes da cidade de Santo André - SP , realizou, em 24.09.2017,  o 31º Encontro Fraternal com Divaldo Franco.
O evento realizou-se nas múltiplas e espaçosas instalações da Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues, que tornaram-se insuficientes para acomodar as mais de 3.000 pessoas que acorreram ao local para ouvir Divaldo Franco.
O tribuno iniciou relatando as pesquisas realizadas em múmias encontradas em Washington nos EUA que teria vivido há 9000 anos; uma outra identificada como  o Homem de Lindow no Reino Unido que teria morrido há 2000 anos e ainda outra identificada como  Otzi (Múmia de Similaun) encontrada em 1991 nos Alpes austríacos e que teria vivido nas proximidades do local onde foi encontrada há 5.300 anos.
Graças aos equipamentos e técnicas modernas, médicos, paleontólogos e legistas forenses lograram descobrir detalhadas informações a respeito dos hábitos sociais, idade, a última refeição realizada por eles e, evidentemente, a causa da morte.
Apesar da diferença da localização geográfica, bem como da idade cronológica de suas existências há um fator comum encontrado na exumação dessas múmias: todas elas foram vítimas de violência provocadas por golpe na cabeça, estrangulamento ou flechada que rompeu a principal artéria próxima ao ombro.
Após esse começo Divaldo formula uma pergunta retórica: Qual a razão de tanta agressividade que vem acompanhando a humanidade desde seu início? Diante do Universo infinito como pode o ser humano viver preso à sua pequenez? Como pode a humanidade que vem descobrindo as maravilhas do Universo, ainda deixar preponderar a agressividade em seu comportamento?
Divaldo passa a abordar as conquistas da Ciência que permite ao ser humano deslumbrar-se com as luzes do conhecimento e dos segredos da vida, da matéria e do Universo, mas nos perdemos nas Sombras da ignorância e da agressividade.
A Ciência vem logrando obter explicações sobre as questões que de há muito nos fazíamos: O que é o Universo, qual a sua origem e como tudo isso foi construído?
Com uma habilidade primada pela simplicidade, ilustrando profundo conhecimento, Divaldo nos fala do Big Bang quando – para a Ciência – teve início, há 14 bilhões de anos, o Universo, o espaço, o tempo, a matéria e a energia.
Em perfeito equilíbrio toda a matéria e energia existentes hoje no Universo, estavam compactadas em um único e minúsculo ponto chamado de Singularidade, até que em um momento qualquer – e por razões desconhecidas da Ciência – esse equilíbrio foi rompido produzindo uma “explosão” que gerou todo o Universo como o conhecemos hoje, no qual os Astrofísicos foram capazes de efetuar um cálculo tímido indicando que há 10 vezes mais estrelas no Universo de que todos os grãos de areia da Terra.
Mas antes da produção de qualquer matéria, o Big Bang produziu as 4 forças fundamentais que possibilitariam a criação da matéria: a gravidade, o eletromagnetismo, a força nuclear forte e a força nuclear fraca.
A seguir Divaldo aborda a questão do átomo informando sobre as descobertas dos cientistas que revelaram a existência de partículas subatômicas: os Prótons, os Nêutrons, Elétrons, Léptons, os Quarks e as partículas intermediárias (mediadoras) das forças atuantes entre os Quarks e Léptons: os Bósons (Fótons, Glúons e o mais recente de todos o de Higgs e que fornece massa à matéria).
Divaldo passa, então, a elaborar a evolução antropossociopsicológica da humanidade revelando que alimentar-se, abrigar-se e reproduzir-se compunham os instintos básicos que moviam as ações humanas.
Surge, então, a primeira emoção: o Medo que, por sua vez, gera a suspeita, a desconfiança, a ansiedade e a timidez.
Logo em seguida surge a segunda emoção: a Ira a se desdobrar em raiva, ódio, o desejo de vingança.
Logo mais desponta a terceira emoção: o Amor, sentimento do qual Jesus é o grande expoente por divulga-lo e principalmente vivenciá-lo. A parábola do Bom Samaritano ilustra com inigualável valor o o convite a amarmos até aos nossos inimigos.
Encaminhando o tema Divaldo utiliza-se de Piotr Ouspensky (discípulo de George Gurdjieff) ambos filósofos do autoconhecimento  que apresentou nos EUA na década de 50 do Séc. XX uma série de conferência, apresentando o “Terceiro Caminho”: O Autodescobrimento.
O Autodescobrimento é a nossa prioridade: A viagem Interior que nos auxiliará no reconhecimento das múltiplas imperfeições que  aguardam serem, ainda, identificadas para depois, então, serem transformadas em virtudes como também daquelas outras que apesar de já reconhecidas aguardam nossa decisão firme para sublimá-las.
A eliminação da ignorância de nós mesmos passa pela aquisição do conhecimento e citando o sociólogo, médico psiquiatra e psicólogo o professor Emilio Mira y Lopez (1896-1964) que, do ponto de vista psicológico o ser humano é constituído de cinco (5) características:
1. Personalidade (É a “máscara” que afivelamos à face e que faz parte do nosso ser)
2. Conhecimento (São as aquisições intelectivas e formada pelas lições de aprendizagem)
3. Identificação (São as sintonias daquilo com o que temos afinidade e melhor nos identificamos)
Com sua habilidade e grande conhecimento Divaldo pormenoriza a questão da identificação\afinidade que vige em nossas vidas explicando com sua lucidez e conhecimento típico a identificação que o Espírito tem ao reencarnar atraindo por força dessa afinidade a célula sexual masculina (espermatozoide) que melhor corresponda à suas necessidades reencarnatórias1.
4. Consciência (Que atuando com o Conhecimento formam a base do discernimento – capacidade de distinguir o certo do errado . A consciência possui níveis diferenciados como será abordado a seguir)
5. Individualidade (O elemento que o egoísmo procura defender a todo custo)
Divaldo aborda a seguir os níveis de consciência que vamos galgando nas sucessões das vivências e ilustrou cada um desses níveis facultando a todos identificar aquele em que estagiamos, permitindo-nos, assim, estabelecer um programa pessoal de aperfeiçoamento.:
1. Consciência de sono SEM sonhos (Só pensa em si próprio: É meu)
2. Consciência de sono COM sonhos (Já somos capazes de ter ideais e não somente o desejo de acumular)
3. Consciência de sono ACORDADO (A consciência que não mais está sonolenta pelo egoísmo)
4. Consciência de Si mesmo. (Quando o Ego - a máscara que afivelamos à face e que luta por defender a qualquer preço nossa Individualidade - toma conhecimento dos conteúdos psíquicos. Quando eu sei o que DEVO fazer porque POSSO fazer). Nesse ponto Divaldo expande ainda mais as explicações e enumera as 7 (sete) funções que a Consciência vai permitir controlar na máquina orgânica: I) Função EmocionalII) Função IntelectivaIII) Função do InstintoIV) Função ds MovimentosV) Função Sexual (Polaridades Feminina e Masculina permitindo equilibrar a psicologia à anatomia).
Nesse momento, Divaldo com rara maestria e a segurança típica a ele conferida pelo cabedal de conhecimento e de vivência do amor do Cristo aborda a questão da homossexualidade, iniciando pela explicação dos conceitos de Anima e Animus da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung.
À luz da Lei de Ação e Reação, da Reencarnação e baseado nas questões 200. 201 e 202 de O Livro dos Espíritos Divaldo esclarece que a homossexualidade decorre de equívocos transatos produzidos pelas paixões desgovernadas levando ao malbaratamento da função sexual.2
Findo esse esclarecimento, Divaldo segue enumerando as funções que a Consciência controla:
 VI) Função Emoção Superior e VII) Função Intelectiva Superior
5. Consciência Cósmica. (Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim. Gálatas 2:20)
Reassumindo a tribuna para dar continuidade ao tema Divaldo narra a tocante história de Moisés Mendelssohn (1729-1786) avô do célebre compositor, pianista e maestro alemão Felix Mendelssohn.
Moisés Mendelssohn era um homem feio, baixo e possuidor de uma grotesca corcunda.
Certa feita conheceu a lindíssima filha de um comerciante e por ela se apaixonou perdidamente, porém, a jovem ao lhe ser apresentada demonstrou profunda repulsa pela sua desagradável estética.
Mas Moisés não se deixou abater por ter sido repelido pela linda Frudge e num gesto de muita ousadia perguntou –lhe:
- Você acredita que os casamentos são combinados no céu, antes de nascermos?
Evitando olhar aquela figura tosca a jovem respondeu:
- Sim, acredito.
-Também, acredito – completou Mendelssohn.
E sem deixar que o silêncio constrangedor dominasse aquela conversa, ele emendou:
- Quando me preparava para nascer, Deus mostrou-me aquela que seria, mais tarde, a minha esposa.
- Ela era bela, muito bela. Deus, porém, anunciou:
-Sua mulher será bela, porém trará uma corcunda a lhe marcar a aparência física.
Diante dessa informação, ousei levantar os olhos ao Altíssimo e lhe suplicar:
- Senhor, uma mulher com corcunda será uma tragédia. Permita, por misericórdia, que eu seja corcunda e que ela seja perfeita.
E Deus, na sua infinita bondade resolveu atender minhas súplicas e me fez nascer encurvado.
Pela primeira vez Frudge olhou diretamente nos olhos de Mendelsshon e fitando-lhe os olhos apaixonados deu-se conta de que aquela fora a mais pungente declaração de amor que ela jamais havia imaginado receber.
Emocionada, tomou a mão do rapaz entre as suas e aceitou-o como noivo vindo, posteriormente, a se casar com ele.
Dessa forma, Divaldo nos adverte e recomenda para não nos afligirmos por esses acontecimentos e Quando algo desagradável nos acontecer devemos efetuar uma autoanálise e questionarmos nosso estado emocional. O convite maior é para mudarmos as nossas paisagens mentais e não reclamarmos mas buscar nos exemplos de Jesus a prática do amor e da solidariedade, buscando superar a agressividade que nos acompanha de tempos imemoriais.
Lembremo-nos das palavras do Amigo Jesus nos momentos em que a Ira, a raiva, a mágoas, alimentar o nosso contumaz inconformismo, fazendo brotar do nosso âmago a Agressividade. Nesses momentos NÃO devemos tomar nenhuma atitude até nos acalmarmos.
Não devemos valorizar o mal que pulula à nossa volta e nem permitir que nos tirem a alegria de viver.
Hoje, nesses dias tão atormentados e atormentadores, devemos buscar Jesus, refletir sobre Suas palavras e vivenciá-los mantendo nossas mentes a Ele vinculadas pelos pensamentos de teor elevado.
Busquemos aproveitar a nova oportunidade que tantos pedimos antes do retorno ao corpo físico. Esforcemo-nos por encontrar um sentido psicológico para nossas existências, pratiquemos o bem e a Solidariedade.
Mesmo nesses dias difíceis deixemos brilhar a luz de Jesus a iluminar os nossos dias e todos os nossos momentos e optemos por amarmo-nos uns aos outros como Ele nos ama.
Saiamos daqui com a certeza de que a vida é aquilo que dela fazemos.

1 Para aqueles que desejam aprofundar conhecimentos, tomamos a liberdade de sugerir a leitura do capítulo 2 (Sexo e Reencarnação) de o livro Sexo e Consciência, organizado por Luiz Fernando Lopes, LEAL.
2 Para melhor compreender esse tema, tomamos a liberdade de sugerir a leitura do capítulo 7(Homossexualidade) de o livro Sexo e Consciência, organizado por Luiz Fernando Lopes, LEAL. Adicionalmente os capítulos 5 (Sombras e Dores do Mundo), 6 (Destino e Sexo) e 15 (O Passado Elucida o Presente) de o livro Loucura e Obsessão e o capítulo 15 (Sexo e Obsessão) e também o 16(O Reencontro) de o livro Sexo e Obsessão, ambos de autoria do espírito Manoel Philomeno de Miranda pela psicografia de Divaldo Franco, LEAL
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Palestra realizada no encerramento do 31° Encontro Fraternal com Divaldo Franco
PERDÃO, A CONCESSÃO DA SOLIDARIEDADE HUMANA.
Diante de um auditório expectante, Divaldo assumiu a tribuna e iniciou a conferência citando uma frase de Gandhi: ”Se um único homem atingir a plenitude do amor, neutralizará o ódio de milhões”. Este pensamento traduziu-se na prática quando o próprio Ghandhi pregando a não violência logrou libertar milhões de criaturas do controle militar, político e econômico exercido pela Inglaterra sobre o povo da Índia.
Em seguida Divaldo Franco cita o pensamento do psicólogo existencialista norte americano Rollo Reece May, (1909 —1994) que afirma ter a sociedade elegida como parâmetros para a felicidade:
Individualismo: Doutrina moral  e social cujo conceito é o de valoriza a autonomia individual na busca da liberdade e satisfação das inclinações naturais e que se traduz na liberdade do indivíduo frente a um grupo, à sociedade ou às pessoas
Sexualismo: Comportamento ligado à sociedade mercantilista e consumista, na qual o ato sexual é priorizado e banalizado, desvirtuando sua razão natural.
ConsumismoCompulsão e modo de vida que leva o indivíduo a consumir de forma ilimitada bens, mercadorias e/ou serviços, em geral supérfluos, em razão do seu significado simbólico (prazer, sucesso, felicidade).
O Individualismo produz como uma das consequências o medo de amar uma vez que AMAR significa “aprisionar-se” conflitando com o conceito individualista de liberdade, mas que na realidade não passa de libertinagem.
Para melhor ilustrar o pensamento Divaldo Franco recorre à obra do médico e novelista escocês Archibald Joseph Cronin (1896-1981) chamada “Pelos Caminhos da Minha Vida”. Entre as belas narrativas desse livro biográfico, Divaldo selecionou a comovente relato intitulado “O Anjo da Noite”.1
Na sua atividade de médico recém-formado, e desejando fazer o bem, o Dr. Cronin escolheu uma noite por semana para auxiliar as crianças órfãs e desafortunadas.
Em uma dessas ocasiões, deparou-se com uma criança de 7 anos à beira da morte vitimada pela difteria e para tentar salvá-la o médico escocês decidiu submetê-la a uma traqueotomia.
Diante da situação crítica o jovem e inexperiente médico decidiu orar o Pai Nosso e olhando o corpo da menina enfatizou na sua súplica ao Senhor da Vida: Pai perdoai as nossas dívidas...
Após procedimento cirúrgico coroado de êxito, o médico entregou à responsabilidade de uma jovem enfermeira vigiar a criança durante as primeiras horas do pós operatório.
Todavia a jovem enfermeira assistente adormecera, quando deveria vigiar a paciente. Durante o sono da assistente, a criança desperta e acabou por arrancar o tubo e que lhe permitia respirar vindo a morrer asfixiada.
A moça, trêmula, fitando o médico nos olhos lhe pediu:
— Perdoa-me e dá-me uma outra chance.
Tomado peça ira, o Dr. Cronin planejara denunciar a enfermeira, que por negligência, havia provocado a morte da criança. Para tanto o profissional fez um relatório ao órgão fiscalizador da profissão, responsabilizando a enfermeira.
Algo, porém, fez com que o médico não entregasse o seu relatório.
Os anos haviam passado, quando um artigo de jornal despertou-lhe a curiosidade.
A reportagem – intitulada O Anjo da Noite – falava de uma enfermeira de pouco mais de 50 anos que cuidava de crianças órfãs da Guerra velando pelo sono de seus pacientes. Uma particularidade chamava a atenção: Não dormia.
A veneranda enfermeira dedicava-se a resgatar vidas, por causa de uma criança que havia morrido sob seus cuidados, quando ela - vitimada pelo cansaço - dormira
 A enfermeira redimia-se perante a sua própria consciência. O escritor e médico pôde constatar que um gesto baseado na ira pode aniquilar uma existência, mas se o gesto for alicerçado no amor e no perdão pode salvar inúmeras vidas.
Valeu a pena o perdão do médico.
Em seguida Divaldo nos leva – pela força poderosa de seu verbo – a uma viagem pela intolerância religiosa e as perseguições, violência, crimes e guerras cometidas em nome da predominância dessa ou daquela denominação religiosa. Divaldo inicia nas perseguições que passaram a acompanhar os passos dos primeiros cristãos. Logo em seguida, o Cristianismo passa a ser religião de oficial do Império Romano.
Os cristãos – antes perseguidos – passam a perseguir e matar todos quanto não aceitem suas convicções.
Esquecidos da mensagem de Jesus, os cristãos entregam-se às Cruzadas e que até dos dias atuais continuam repercutindo na humanidade.
Logo mais é a noite medieval marcada pelas perseguições e crimes do Santo Ofício a temida Santa Inquisição infelicitando e matando em nome do Cristo.
Em nome da religião, crianças, mulheres e homens – protestantes - foram massacrados no cerco a La Rochelle.
Novamente pela predominância político-religiosa 25.000 protestantes foram assassinados no episódio conhecido como a Noite de São Bartolomeu.
E, ainda hoje, observamos a intolerância de religiosos alimentados pelo fanatismo e o nanismo moral, perseguindo e violentando – quando não fisicamente – o direito constitucional da liberdade de expressão religiosa.
Os Espíritos Luminares tomados de compaixão intercederam a Deus pela humanidade e lhe pediram:
— Senhor, perdoa-nos e dá-nos uma outra chance.
E Deus nos dá nova chance e pela metade do século XIX vem à luz da humanidade o Consolador prometido por Jesus em Seus dias na Galileia.
Um novo período desabrocha para a humanidade iluminando os corações e as mentes sombreadas pelas nuvens pesadas do obscurantismo religioso e do cinismo materialista do ateísmo.
O Espiritismo apresenta a imortalidade de forma inigualável, oferecendo ao homem o caminho mais suave para alcançar a plenitude. É necessário possuir coragem para amar.
Vivemos na atualidade momentos de crises.É importante não se deixar abater e muito menos contagiar-se com cargas energéticas negativas advindas das crises.
À semelhança da enfermeira que pediu ao Dr. Cronin que a perdoasse e lhe desse uma nova chance, nós também pedimos a Deus uma nova chance.
O Pai de Amor, Bondade e Justiça absoluta nô-la deu.
A decisão é nossa do que fazer com essa nova oportunidade. Aproveitá-la como a enfermeira o fez e multiplicando as bênçãos recebidas na forma de solidariedade, ou continuarmos a desperdiçar e malbaratar as chances recebidas.


Mensagem de Bezerra de Menezes
Pela psicofonia abençoada de Divaldo Franco, o Espírito Bezerra de Menezes deixou sua mensagem instrutiva e ao mesmo tempo acolhedora, estimulando-nos à prática do amor para auxiliar e redimir milhões que sofrem no desespero e no desencanto.
   Texto: Djair de Souza Ribeiro
   Fotos: Sandra Patrocínio

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco na SEF Niterói, RJ

Texto e fotos: Luismar Ornelas de Lima​

A Sociedade Espírita Fraternidade - SEF, em comemoração ao seu aniversário de 37 anos de fundação, promoveu seu XI Seminário, mais uma vez com o ilustre convidado Divaldo Pereira Franco que, por cerca de 3 horas, abordou o tema "A Felicidade é Possível" para um público em torno de 1200 pessoas.
Ao chegar ao Clube Português de Niterói, local da conferência, de imediato Divaldo Franco, acompanhado de Raul Teixeira deu início ao momento dos autógrafos, atendo a todos com carinho e o seu sorriso que a todos cativa.

Terminada a primeira parte dos autógrafos e da ambientação musical, Marcos Alves que exerceu a função de mestre de cerimônias,  falou de seu primeiro contato, quando jovem, com Divaldo e a posterior relação deste com a SEF passando a palavra ao orador baiano que após os agradecimentos e considerações iniciais buscou mostrar - citando exemplos contidos na literatura universal e experiências acumuladas em suas inúmeras viagens -, que a felicidade em plenitude, apesar de não ser deste mundo, pode e deve aqui começar. Para tanto é preciso entender o que é realmente ser feliz, pois uma grande maioria ainda entende que para ser feliz é preciso ter posses, riquezas, quando, apesar de todo o conforto e bem-estar que os bens materiais trazem, é preciso trabalhar os valores pertinentes ao espírito, desenvolvendo riquezas como a gratidão, a doação, o altruísmo, o amor pelos semelhantes como nos ensinou o Mestre Jesus.Assim terminou a primeira parte do seminário, com o público já de posse de um farto material oportuno as suas reflexões. Divaldo e Raul, depois de um pequeno lanche, continuaram a seção de autógrafos.Divaldo Franco retornou para a parte final do encontro e emocionado e emocionando contou uma das passagens mais belas e enriquecedoras que teve ao lado do saudoso Chico Xavier: uma visita à uma família muito pobre do bairro Lapinha, em Pedro Leopoldo. Acompanhando Chico e dos amigos deste, Dr. Francisco de Andrade, sua esposa e cunhada, Divaldo foi conhecer Conceição e Lia, avó e neta, que viviam momentos de grande penúria, necessitando de todo tipo de ajuda.Chico Xavier contou-lhe que Conceição, em Espírito lhe havia aparecido pedindo ajuda pois ela e a neta estavam morrendo de fome e ela Conceição estava preocupada pois suas tarefas na Terra ainda não estavam concluídas.

Chico conta-lhe das causas de todo aquele sofrimento que tem sua origem numa das cortes europeias do século XVII. Raras vezes refletimos nos tormentos que a consciência culpada impõe-nos, no além túmulo.Conceição e Lia, resgatavam a última etapa de suas provas luminosas, colhendo todas as sementes plantadas em seus pretéritos, resgatando suas semeaduras com esperança e confiança na misericórdia divina.Com a ajuda do Dr. Francisco e esposa, as duas puderam ter um final de reencarnação com maior assistência e menores sofrimentos materiais.Esta linda história de amor ao próximo é encerrada com a visita de Chico Xavier a Conceição e Lia, num dia de Natal, celebrando o nascimento de Jesus, este que veio curar as dores do mundo, libertando a Humanidade de seus sofrimentos, possibilitando a conquista da verdadeira felicidade.
Percebia-se no público uma grande emoção, com muitos em lágrimas, agradecendo à Divaldo Franco mais esta oportunidade de aprendizado com belas e comoventes narrativas que tocaram fundo aos corações de todos.

Um outro momento de muita emoção foi o agradecimento feito por José Raul Teixeira, ao término do encontro, pedindo ao público que cantasse o Parabéns para Divaldo Pereira Franco que no último dia 5 de maio completou 90 anos, sendo 70 de mediunidade com Jesus.
Muitas alegrias, aprendizados e fortes emoções, assim foi este XI Seminário da Sociedade Espírita Fraternidade. Parabéns à SEF, dirigentes, trabalhadores, participantes e o nosso agradecimento em especial, mais uma vez, a este incansável servidor do Cristo que continua nos ensinando a semear o amor cristão, através de seu próprio exemplo.
E para encerrar, congratulamo-nos com os dirigentes e trabalhadores do Remanso Fraterno, obra social da Sociedade Espírita Fraternidade que foi selecionada pela Revistá Época e pelo Instituto Doar como uma das 100 melhores ONGs do Brasil em 2017 de acordo com os padrões de gestão e transparência.

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Registro. Divaldo Franco no Rio Grande do Sul Novo Hamburgo

Novo Hamburgo, 31 de agosto de 2017
Persista! O amor é a única razão para viver. (Divaldo Franco)
Divaldo Franco é um homem incomparável. Enfrentando uma problemática em o nervo ciático, o que lhe provoca dores acerbas, desconforto para andar e sentar, atende com bonomia e alegria aos que se lhe acercam, desincumbindo-se de seus compromissos agendados. Sem deixar que os circunstantes percebam suas dificuldades, aqueles que o acompanham na intimidade sabem o quão sacrificante é o esforço que realiza para atender a sua agenda, sempre muito solicitada.
Na noite de 31 de agosto de 2017, realizando o minisseminário “Seja Feliz Hoje” no Teatro da FEEVALE, em Novo Hamburgo, encerrou uma jornada iluminativa que se iniciou em Florianópolis, passando por Lages e Chapecó, em Santa Catarina; e Frederico Westphalen, Passo Fundo, Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, acolhendo almas aflitas, enxugando lágrimas e levando a alegria de viver, com otimismo e esperança, estendendo suas generosas mãos em nome do Cristo, pois que, saindo a semear a semente do amor, lança-as à todos os tipos de solos, indistintamente.
Juan Danilo Rodríguez, espírita equatoriano, profissional da área de saúde humana, fundou o primeiro Centro Espírita do Equador, em Quito e também a Fundação Luz Fraterna, dedicada ao tratamento da síndrome autista, e querido amigo de Divaldo Franco, acompanhou todas as atividades realizadas nesse périplo doutrinário, percorrendo sete cidades nos dois estados sulistas. O Dr. Juan é autor do livro Alliyanna, já traduzido ao português, voltado ao atendimento aos portadores de autismo.
Em uma breve intervenção, antes de iniciar a atividade programada propriamente dita, o Dr. Juan apresentou a saudação dos espíritas de Quito, dizendo que está tendo a oportunidade de conhecer e aprender sobre o movimento espírita brasileiro, externando que, em chegando o encerramento dessa jornada iluminativa, já sente saudades do convívio com os espíritas do Brasil, a quem é muito grato.
Divaldo Franco, o Trator de Deus, nas palavras de Chico Xavier, apresentou seus primeiros toques suaves nas almas presentes falando dos filósofos e suas filosofias, da educação e da ética, todos tentando decifrar a felicidade para compreende-la. De Plutarco a Allan Kardec, passando por Sócrates, e detendo-se em Jesus, o orador por excelência falou muito mais aos corações do que às mentes, sensibilizando o ser que se debate ante os afligentes eventos de vida, onde o homem é o seu próprio predador.
Educar é mais fácil do que reeducar, sentenciou, traçando um paralelo entre um passado não muito distante com o desvario com que o homem moderno, materialista, vive na atualidade, perdido de si mesmo. Agindo cada qual conforme seus hábitos, esquece-se de que a vida requer atos de solidariedade, de amor ao próximo e a si mesmo. A família, primeira célula da sociedade humana é laboratório divino, onde a reencarnação aproxima a todos, afins ou não, e, como repositório de energias divinas deveria ser a promotora da alegria de viver, da saúde emocional, do desenvolvimento dos bons hábitos, educando os filhos que Deus confiou aos pais atuais.
Apresentando a história de Creso, o poderoso e riquíssimo Rei da Lídia, deixou claro que a felicidade não está nem na juventude, nem no poder, nem mesmo está na riqueza, porque são eventos passageiros na vida dos homens. Creso imaginava-se a criatura mais feliz, porém, com uma ponta de dúvida, buscou Sólon, um dos sete sábios daquela época, indagando-lhe se poderia se considerar o homem mais feliz.
Em seu trono de ouro, coberto por um manto cravejado de pedras preciosas, investido de um poder magnífico, Creso soube por Sólon que para alguém se considerar plenamente feliz seria necessário aguardar a última cena, tendo em vista que a vida apresenta muitas surpresas. Hoje, talvez, sejas feliz, mas amanhã, quem saberá?, acrescentou o sábio. Mais tarde, Ciro, o conquistador persa, derrotou Creso, dominando a Lídia. Creso, assim, sem juventude, riqueza e poder, compreendeu as palavras de Sólon, percebendo que a felicidade é composta de momentos felizes, não permanentes, mas que analisados ao cerrar as cortinas da vida, o balanço poderá apresentar variações entre o positivo e o negativo.
Problemas, sofrimentos e tristezas fazem parte da vida, por ser dinâmica. A verdadeira felicidade, portanto, é saber administrar a tristeza, não lhe permitindo obscurecer a alegria de viver. A felicidade é algo que trabalhado no presente, conforme seja administrado o momento, produzindo ações, materializando os pensamentos, se concretizará no futuro, compreendendo o ensinamento do Mestre Galileu a sinalizar que a felicidade não é deste mundo.
Ser grato à vida, compreendendo que momentos bons e ruins são fragmentos necessários para o desenvolvimento de uma vida de equilíbrio, de gratidão, do reconhecimento de que se colhe os resultados dos atos praticados, bons ou maus, ou da omissão. Insistir, persistir e continuar no caminho do bem, do amor, do perdão, da fraternidade, da solidariedade conduz a criatura humana a fruir a felicidade agora. Persista, porque o amor é a única razão para viver, sentenciou Divaldo.
Seja, desde já, o mensageiro da esperança, da paz e do amor, desfrutando a felicidade. Todo o ser humano merece ser feliz. Acostume-se com a felicidade, seja feliz hoje, a cada dia, a cada momento. Saiba interpretar a misericórdia divina a lhe conduzir pelas sendas da vida, nem todas pavimentadas, algumas há que são rudes e pedregosas, íngremes e sinuosas, elas te fortalecerão, conduzindo-te à felicidade, conquistada por ti mesmo, enfatizou o lúcido Embaixador da Paz.
Com reflexões e interpretações a respeito da vida, e calcadas na experiência de personalidades e de pessoas simples, Divaldo Franco, descortinou os efeitos provocados pelas causas bem ou malconduzidas, ensinando que não se pode postergar a felicidade, adiando-a, colocando-a onde não estamos. Os que amam, embora experimentando reveses, são felizes e realizados, mesmo os não amados, ainda que enfrentem dificuldades de variada ordem, porque sabem valorizar os momentos de alegria, de felicidade.
Quando o anjo da morte vier nos libertar desse corpo educativo saibamos ser-lhe grato reconhecendo o amor de Deus por nós. Tenhamos alegria de viver, desenvolvendo o hábito de fazer o bem, produzindo a felicidade hoje, orando, pedindo desculpas, acreditando no bem. Sejamos as mãos do amor, Deus necessita de nós, façamos o melhor pelo outro, com abnegação. Assim, o Semeador de Estrelas finalizou o exuberante trabalho apresentado à um público de 1.800 pessoas, que tocadas intimamente, exteriorizavam através de suas faces a tranquilidade da compreensão, embaladas nas aragens benfazejas de Jesus Cristo.
Declamando o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo Franco deixou o seu exemplo de homem profundamente amoroso e fraterno, levando em seu coração a gratidão dos gaúchos.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
(Informações recebidas em email de Jorge Moehlecke)

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco no Rio Grande do Sul Santa Cruz do Sul

30 de agosto de 2017
Cidadão Honorário de Santa Cruz do Sul, Divaldo Franco esteve proferindo um minisseminário naInside Centro de Eventos, cujo título foi: Consciência e Liberdade. Mil e trezentas pessoas participaram do evento. A Camerata Filarmonia, com seus acordes maravilhosos, trouxe ao ambiente mais enlevo e serenidade. A atividade foi uma promoção da Associação Espírita Francisco de Assis, do Educandário Thales Theisen e da Sociedade Espírita À Caminho da Luz.
Para ambientar o tema, o Semeador de Estrelas narrou uma parábola sobre Deus, ditada por Selma Lagerlöf (20 Nov 1858 - 16 Mar 1940), escritora sueca, à Divaldo Franco, que, em síntese, narra a necessidade de Deus em descansar, levando em conta que estava muito cansado pelos desmandos da criatura humana no mundo. Desejava encontrar um lugar onde não fosse perturbado. Após inúmeras sugestões de seus Anjos assessores, indicando lugares diversos, se aproxima do grupo um anjo encarregado da limpeza, era um anjo varredor, afrodescendente. Depois de valorizar, superdimensionando esse lugar, e estando Deus impaciente, o anjo varredor disse por fim: esse lugar é o coração do homem. Lá, Senhor, não será perturbado, porque a criatura humana raramente visita esse lugar. Assim, a partir desse dia Deus passou a habitar o coração do homem.
O orador exímio narrou a comovente história de Ilse, uma senhora polonesa, sobrevivente do Holocausto, que foi paciente do psicanalista estadunidense Dr. James Hollis, e cujo caso foi descrito no livro “Os Pantanais da Alma”, de autoria do referido terapeuta. Essa senhora procurou o Dr. Hollis para uma única consulta, na qual apresentaria o seu drama, segundo ela mesma, não para que ele a orientasse ou tratasse, mas tão-somente para que fosse ouvida. Tendo-lhe enviado uma foto previamente à sessão, Ilse esclareceu-o quanto àquela imagem. Ela foi presa em sua cidade natal, na Polônia, e, embora cristã, foi levada para o campo nazista de Majdanek. Durante a separação dos presos, quando alguns seriam enviados para o grupo de trabalhos forçados e outros para a câmara de gás letal, avistou à sua frente uma mãe com duas crianças pequenas. Essa mãe fora selecionada para o primeiro grupo e as crianças, para a morte. Na sequência, Ilse foi também selecionada para o grupo de trabalhos forçados, mas o soldado impôs-lhe uma condição: conduzir as crianças até a câmara, o que fez. No exato momento em que assim procedia, alguém tirou uma foto, que somente muitos anos mais tarde, já vivendo nos EUA, ela teria oportunidade de vê-la, o que lhe traria de volta todo o conflito de culpa que havia conseguido abafar ao longo do tempo. Cerca de cinquenta anos depois do Holocausto, o seu “inferno” continuava a ser a memória daquilo que considerava ter sido uma covardia moral de sua parte; era a chamada síndrome do sobrevivente. Após mudar-se para os Estados Unidos, tentou ser judia, mas não se adaptou à doutrina. Mesmo assim, manteve a lembrança de que, naquela cultura, dizia-se que alguém poderia libertar-se da culpa por misericórdia dos “céus”, caso 13 pessoas justas lhe ouvissem a história. Por isso, buscou o Dr. Hollis, a primeira delas.
O ser humano é portador de todo o tipo de consciência. Ela não faz parte da estrutura física. Todos os indivíduos possuem a noção do certo e do errado, todos com disposição para o bem, podendo equivocar-se por influência do próprio histórico construído ao longo das existências. A consciência funciona, inclusive, fora da indumentária física. Os níveis de consciência atestam o estágio evolutivo em que a criatura humana se encontra.
O psicólogo e filósofo russo Pedro Ouspensky (1878 – 1947) estabeleceu que há quatro níveis ou estados de consciência. De maneira geral, o homem pode conhecer quatro estados de consciência, que são: a de sono sem sonhos; a de sono com sonhos; a de consciência de si mesma; e a de consciência cósmica. Assim, para um crescimento efetivo e produtivo será necessário que cada indivíduo se analise buscando perceber em que nível se encontra, ou por quais transita.
Introduzindo narrativas de experiências diversas, suas e de outros, o exímio orador foi envolvendo o público, tanto em emoção, com em sentimentos, levando-o a uma consciência mais apurada, demonstrando que é possível transitar pelos diversos níveis, embora não podendo, ainda, se fixar nos de mais alto grau, dominando a si mesmo, refreando os instintos e as sensações.
Todos, disse o ínclito arauto do evangelho, somos almas em direção a Deus, com Jesus sinalizando o caminho através da consciência, ou a voz do coração. Algo de bom nos dirá que não deveríamos fazer o mal. Fazer o bem, viver na liberdade do amor consciente sem a astúcia do ego, sendo solidário e altruísta, esse deveria ser o objetivo de todo o cristão. Quem ama é livre, quem ama sabe fazer, podendo olhar para traz sem tormentos de consciência, sem envergonhar-se do passado.
A segunda parte do minisseminário foi dividida com o Dr. Juan Danilo Rodríguez, espírita de Quito, no Equador. Fazendo um apanhado sobre a consciência em as obras fundamentais do Espiritismo, Juan destacou que a Lei Divina se encontra escrita em a consciência do ser humano. Jesus, o Cristo, exarou que a felicidade está em cumprir os preceitos da lei Divina através da sentença afirmativa de que é preciso amar a Deus acima de qualquer coisa ou circunstância, devendo igualmente amar o próximo como a si mesmo.
É fundamental estabelecer uma relação de amor para com a natureza, para com o outro e com toda a obra da criação divina. A análise diária é exercício que se impõe para identificar os pontos que necessitam atenção e esforço para que sejam melhorados, reformados. Desfrutar de paz mental é fazer o bem a qualquer pessoa, escutando-a ao menos. Em escutar, há a possibilidade de mudar o conceito do outro, fazendo o bem sem limites.
É necessário progredir consciencialmente, descobrindo as imperfeições, transformando-as em virtudes. Já não podemos mais permanecer indiferentes, omissos ou carentes em relação ao próximo. Tudo o que se fizer ao outro será a si mesmo que estará fazendo. A felicidade, portanto, é possível, basta cumprir a Lei Divina. Todo o ato que se possa fazer ao outro impulsionado pelo desejo de fazer o bem é gerador de alegria.
É importante ter a consciência de que cada um age sobre o outro provocando uma reação, isso se dá o tempo tudo. Para tal, narrou experiência pessoal em que foi tocado e desperto pelo olhar de um recém-nascido, desenvolvendo um sentimento de gratidão e reconhecimento, despertando para o amor.
Todos, absolutamente todos, disse Juan, temos o poder de afastar a dor de qualquer pessoa. Quem ajuda a afastar a dor do outro está pleno de condições. O sofrimento pode tocar o coração, a mente. Cada um tem a solução para a sua própria dor, só não o faz porque se conforma com a dor. Ser gentil e bom é dever do cristão consciente. A gentileza é uma joia que a criatura humana possui no coração para oferecer ao outro. Todos podem ser gentis, a gentileza é a joia que adorna o coração.
Dr. Juan Danilo estimulou para o autoestudo, educando a alma, tornando-se em alguém melhor, mais alegre e feliz, aprendendo com a própria experiência, convertendo-se naquele que se deseja ser. Dizendo que todos são responsáveis por amar ou não amar, perguntou: - Qual a responsabilidade que irão acolher no coração, hoje? A consciência busca o caminho da felicidade, assim, todos têm o poder de afastar a dor do outro. Não há culpados, mas ignorantes.
Divaldo Franco, retornando, salientou que a liberdade de consciência é muito relevante, merecendo atenção dos Espíritos por ocasião da codificação do Espiritismo. Livre é todo aquele que não se encontra preso ao passado. A liberdade de pensar é total e cada qual pode viajar através da imaginação, alcançando a liberdade plena, respeitando a liberdade do outro. A liberdade de agir está vinculada à responsabilidade de reconhecer os limites, as ações e reações provocadas no outro. A liberdade está adstrita ao respeito pela liberdade do outro e se expressa de várias maneiras.
A lucidez que se possa ter sobre liberdade é capaz de provocar percepções nobres apesar das circunstâncias em que os fatos ocorram, ou que os ambientes apresentem. Construir uma consciência cristã, desperta, livre, é viver o ideal, amando e retribuindo com amor. Há tantos necessitados, perguntemos ao amor e ele indicará a arte e a ciência de fazer o bem.
Uma consciência equivocada aprisiona, quando desperta liberta, torna o ser humano feliz ao ajudar o próximo, conquistando a paz e a tranquilidade. A humanidade necessita de mais ternura, de compaixão, de fraternidade, de solidariedade, de alegria de viver, de fazer o bem, de desenvolver a consciência do amor. Finalizando, e profundamente grato aos que o acolheram e à cidade de Santa Cruz do Sul, disse que se pudesse doar algo, doaria o seu coração. Com o Poema Meu Deus e Meu Senhor, de Amélia Rodrigues, Divaldo encerrou a profícua atividade recebendo em gratidão fortíssima salva de palmas, com os presentes em pé.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Registro. Divaldo Franco e Juan Danilo Rodríguez no Rio Grande do Sul. Santa Cruz do Sul.

29 de agosto de 2017
No início da tarde Divaldo Franco visitou a Associação Espírita Francisco de Assis e o Educandário Thales Theisen, quando, então, interagiu com a garotada, contando belas e divertidas histórias, tocando os seus corações, sensibilizando-os. Foram momentos de muita alegria, descontração e fraternidade.
À noite, o Dr. Juan Danilo Rodríguez, em estando acompanhando Divaldo Franco em atividade doutrinária no Rio Grande do Sul, proferiu uma conferência na sede da Sociedade Espírita À Caminho da Luz. Enio Medeiros destacou a data de 29 de agosto de 1831, quando renasceu no Brasil o emérito Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, patrono da instituição anfitrião, enaltecendo o seu alto senso de justiça, amor e caridade.
Juan Danilo, natural de Ambato, no Equador, é espírita, residente em Quito, a capital equatoriana. Querido amigo de Divaldo, é profissional da área de saúde, fundou a primeira instituição espírita do Equador, em Quito, o Centro Espírita Francisco de Assis, sendo seu atual presidente. Fundou, também, a Fundação Luz Fraterna, dedicada ao tratamento da síndrome autista. Neste seguimento escreveu o livro Alliyana, abordando o tratamento aos portadores de autismo. Alliyana é uma palavra originária da língua quíchua dos nativos do Equador e tem como significado sarar, que para a cultura andina, sarar, curar é esclarecer.
Dirigindo-se ao público que lotou a instituição, Juan Danilo foi o portador do abraço dos espíritas do Centro Espírita Francisco de Assis, dizendo que seus integrantes estudam com afinco a Doutrina Espírita, desenvolvendo o amor e a caridade. Sua conferência teve por tema central a vida futura. Salientando que todos têm dores físicas e emocionais, viajando na direção da felicidade, realizando experiências e sacrifícios.
De origem materialista, Juan Danilo defrontou-se com a mediunidade amplamente aflorada, mesmo antes de conhecer o Espiritismo. Tinha dúvidas sobre as mensagens recebidas, buscando comprová-las através do cruzamento de dados. Orientado por um mentor, resolveu estudar a Doutrina Espírita junto a outros companheiros que buscavam os mesmos ideais, eram todos espiritistas.
Tudo se compreende com a vida futura. As dores possuem seus alicerces nas ações do passado. Comprovando a imortalidade, narrou a história da menina Vitória, portadora de cardiopatia que a levou a desencarnar nos braços de Juan. Sentia muitas dores. Ligado emocionalmente à Vitória, sentia saudades e tristeza. Mais tarde, um casal amigo, materialistas, estão esperando o nascimento de um filho. Juan, então, no processo do sono físico, ficou sabendo que era Vitória de retorno. Retornaria com a mesma problemática cardíaca, porém, com possibilidades de cirurgia. Vitória tornou-se uma menina forte e alegre. Foi mais um fato comprovando a reencarnação. Na perpetuidade da vida, as dores são passageiras.
Outra faceta muito interessante envolvendo o jovem espírita foi a sugestão de uma mentora negra instigando-o a estudar a língua portuguesa. Embora não percebendo a utilidade do estudo e anuindo ao pedido insistente, passou a estudar o português com a mentora, que aconselhou a aprimorar a fluência e o conhecimento da língua, justificando que para o trabalho com Jesus é necessário um vocabulário maior e fluidez. Sua primeira experiência falando em público, em português, foi na Mansão do Caminho na presença de Divaldo Franco.
Assim, compreendendo que cada criatura humana é uma pedra na construção divina, das virtudes, como sentenciou Jesus a Pedro – serás a pedra onde se assentará a mensagem do amor. As mãos de Jesus para a construção do bem na Terra são as dos encarnados que possuem em Cristo a sua crença e fé. Frisou que todos somos pedras para construir o edifício de amor, de caridade, de fraternidade, de solidariedade.
Para tal, será necessário, em primeiro lugar, a humildade, isto é, o reconhecimento de todos os valores físicos, morais e intelectuais a serviço do bem. Em segundo, o cristão deverá viver na alegria. Os que trabalham no bem são alegres, apesar dos problemas ou das dores que possui. Se é feliz, alegre, trabalhando em favor do outro, possuindo a alegria de viver. O Espiritismo possui todas as respostas para o bem-viver. Em terceiro lugar, para a construção do bem na Terra será necessária a presença do amor. Somente se poderá sentir realizado amando. O verdadeiro amor não é sentido pelo corpo físico, pelas expressões das paixões, ligadas as emoções. As paixões e emoções são etapas do treinamento para oamor incondicional. Para amar será necessário ser abnegado, altruísta.
O cristão materialista, afirmou o seguro conferencista, busca respostas rápidas para suas dores e aflições, deseja milagres. O amor que muitos dizem sentir pelo outro esvai-se ante um equívoco, mesmo diante de inúmeros acertos, assim, já não ama mais a quem dizia amar. O verdadeiro amor se expressa por um olhar, uma expressão cordial, um sorriso, uma palavra de estímulo. A vida futura é muito importante, todos devem entender que a mesma começa a ser construída desde já.
Sobre o autismo, afirmou que é de origem espiritual, que não tem cura, podendo ser superado com trabalho. Está fundamentado em três fatores principais. 1º - a ruptura, a infração grave a Lei de Sociedade. Geralmente tiveram facilidade de comunicar-se e grande mobilidade, causando alienação e destruição de indivíduos. 2º - construção da independência, esses são geralmente muito inteligentes, exige um trabalho constante com eles, trabalhando principalmente a sensibilidade. 3º - a comunicação social deve ser trabalhada nos portadores de estruturas neurológicas e de expressão do sistema nervoso central.
Finalizando, narrou as ações do franciscano, contemporâneo de Francisco de Assis, que como autista seguia linearmente as indicações que lhe davam. Tratava-se do irmão Junípero.
O público, gratificado pelo conhecimento recebido, pôs-se de pé para aplaudir o conferencista calorosamente, recebendo inúmeros cumprimentos.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco no Rio Grande do Sul Passo Fundo

28 de agosto de 2017

Retornando mais uma vez à Passo Fundo, Divaldo Franco proferiu uma conferência pública no Centro de Eventos da Universidade de Passo Fundo. No espaço de tempo dedicado aos autógrafos, o lídimo trabalhador do Cristo concedeu breves entrevistas para diversos órgãos de comunicação social de Passo Fundo e região. A Prece de São Francisco cantada e tocada ao violão, asserenou o público, bastante disciplinado, dando início ao magnífico evento que reuniu em torno de 7.000 mil pessoas, acomodadas em ambientes internos e externos.
O Dr. Juan Danilo Rodríguez, de Quito, no Equador, espírita, querido amigo de Divaldo, profissional da área de saúde, fundou a primeira instituição espírita de Quito, o Centro Espírita Francisco de Assis, sendo seu atual presidente. Também é o fundador de uma instituição para tratamento da síndrome autista. Neste seguimento escreveu o livro Alliyana, abordando o tratamento aos portadores de autismo. Dr. Juan, em breves palavras, destacou que a língua do Espiritismo é o amor e a caridade. Tomado por esses sentimentos, dedica-se, há 17 anos, a auxiliar, estendo as mãos do conhecimento aos necessitados. Certo dia uma mentora incentivou-o a estudar o português, preparando-se para melhor auxiliar e se fazer compreender. O Espiritismo, disse, propicia tantas alegrias e felicidades. Para fruí-las será necessário abrir o coração.
Fernando Carlos Bicca, líder do movimento espírita regional e coordenador do evento, destacou sentir imensa alegria, saudando os presentes e aos internautas que acompanham o evento virtualmente. Enaltecendo os feitos de Divaldo em favor dos homens, frisou que o Semeador de Estrelas tem contribuindo grandemente para a melhoria do planeta, melhorando as criaturas humanas, tornando-as mais dignas, mais justas, honradas, éticas, amorosas. Passo Fundo o recebe com carinho e amor.
Chamado à tribuna, Divaldo Franco, ícone do Espiritismo na atualidade, sensibilizado, agradeceu as referências elogiosas a ele dirigidas, dizendo que havia aprendido a amar Passo Fundo desde que a visitou pela primeira vez há mais de 50 anos.
“Se um único homem atingir o mais alto grau de amor, será suficiente para neutralizar o ódio de milhões” (Mohandas Karamchand Gandhi), assim, começou a excelente conferência espírita. Incomparável, Gandhi mudou o conceito de paz entre as criaturas humanas.
Apoiando-se na obra “Perdão Radical, de Brian Zahnd, o conferencista narrou a história vivida por Simon Wiesenthal (31 Dez 1908 - 20 Set 2005), sobrevivente de campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, autor do livro Os Girassóis.
Estando no campo de Mauthausen, durante a Segunda Guerra Mundial, foi procurado por uma enfermeira que o levou a visitar um soldado alemão gravemente enfermo e que desejava falar com um judeu, pedir-lhe perdão. Karl Silberbauer, da Gestapo, já em seus últimos dias, implorou o perdão de Simon. Karl, tinha sido educado no cristianismo. Fascinou-se pelo discurso de Hitler, ingressando na juventude hitlerista, passando mais tarde a integrar a Gestapo. Nesta condição havia cometido vários atos de barbárie. Estava arrependido em seu leito de morte, havia sido ferido, agonizava.
No diálogo com Wiesenthal, Karl procurou se certificar que o seu visitante era realmente judeu. Convencido, solicitou dois favores, um era dizer a sua mãe que estava arrependido e que morrera cristão, relegando o nazismo, outro era ser perdoado por um judeu, levando em conta as atrocidades que cometera. Wiesenthal cumpriu o primeiro, já o segundo sentia-se incapaz de perdoar. Se fosse você, perdoaria? Perguntou Divaldo ao público, levando a uma reflexão sobre o perdão.
O grande desafio da criatura humana é a própria criatura humana. Interpretar a sua realidade é a proposta do pensamento filosófico. Ela não encontrou ainda a sua plenitude, a felicidade. Não logrou porque não teve a coragem de fazer a viagem interior em uma tentativa eficaz para autodescobrir-se, utilizando-se do amor, compreendendo que é um ser específico.
Apoiando-se nos estudos de George Gurdjieff e de seu discípulo Peter Ouspensky, Divaldo Franco, com seu verbo iluminado, discorreu sobre os quatros níveis de consciência do ser humano. De acordo com Peter Ouspensky, o ser humano pode ser catalogado em quatro níveis de consciência. Consciência de sono é o primeiro nível. Neste está a grande maioria, com raras exceções. É o estágio primário na escala de evolução. Ouspensky afirmou que pelas reencarnações o indivíduo vai adquirindo conhecimento e despertando a consciência. O segundo nível é o de consciência desperta. A criatura humana alcança o discernimento, dá-se conta que sua existência tem um significado psicológico. Consciência de si mesmo é o terceiro nível estabelecido por Ouspensky. Neste nível o autor apresenta as funções da máquina – o ser humano. A primeira função é a intelectiva. A segunda é a emocional. Na ordem estão as funções instintiva, motora e sexual. A sexta função é a emotiva superior e a intelectiva superior é a sétima. Estas funções devem ser administradas por essa consciência de si mesmo. Peter Ouspensky denominou o quarto nível como o de consciência objetiva, e que Allan Kardec chamou de consciência cósmica. O espiritismo conduz a criatura humana a ter vida em abundância, revelando com ênfase Jesus Cristo.
Utilizando-se de técnicas para que o público se descontraísse, Divaldo conduziu-os para o riso, uma verdadeira terapia de enriquecimento humano, elevando o padrão vibratório, destacando a certeza na imortalidade da alma, seu crescimento com o emprego do perdão, abandonando o ódio, a raiva, tornando-se amoroso, fraterno e caridoso. Deixar de viver na angústia, adotar a alegria de viver com amor, dando ao outro o direito de ser como deseja, é tarefa que se impõe.
Jesus disse ser a luz do mundo. Para viver nele e na luz será necessário realizar o exercício da solidariedade, servindo e amando sempre. Vale a pena amar, vale a pena perdoar. Finalizando o profícuo trabalho com o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo foi aplaudido de pé, demoradamente. Envoltos em vibrações de amor e profundo sentimento de servir, todos saíram levando em seus corações a esperança em dias melhores, compreendendo que são os construtores da era nova, a era do amor.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco no Rio Grande do Sul Frederico Westphalen

27 de agosto de 2017
O Peregrino de Jesus, Divaldo Pereira Franco, tomando em suas mãos a tarefa de divulgar o Espiritismo, congregar corações e semear o amor, esteve pela primeira vez em Frederico Westphalen, proferindo uma conferência. O evento, organizado pelos Centros Espíritas Mensageiros da Luz e Caminhos da Luz, foi realizado no Ginásio do Itapagé. Durante a sessão de autógrafos, o Semeador de Estrelas concedeu rápidas entrevistas as Rádios Cruz Alta e Pop Rock FM; Rádio da Hora da Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen; Rádio Landell FM, de Palmeira das Missões; e para o jornal O Alto Uruguai, de Frederico Westphalen.
Um público de aproximadamente 3.500 pessoas foi recepcionado por belas interpretações musicais, harmonizando o ambiente. Assim, o Dr. Juan Danilo Rodríguez, de Quito, Equador, dileto amigo de Divaldo, e que acompanha a jornada iluminativa em terras gaúchas, que é médico, terapeuta holístico, psicólogo transpessoal, residente na cidade de Quito, no Equador, fundador e atual presidente do Centro Espírita Francisco de Assis, na capital equatoriana. Dr. Juan Danilo fundou, também, uma instituição para tratamento da síndrome autista, tornando, para esses, uma vida de mais equilíbrio e contato social, dignificando a criatura humana. É autor do livro Alliyana, com uma abordagem sobre o tratamento do autismo. Rapidamente o Dr. Juan apresentou o abraço dos espíritas de sua cidade, em especial do Centro Espírita Francisco de Assis, destacando o infinito amor de Jesus, tendo legado um tratado de convivência ética e moral para a humanidade.
Divaldo, assomando a tribuna, destacou que é natural que a existência terrena apresente eventos inesperados, intempestivamente, ocasionando mudanças dos projetos de vida, conduzindo a criatura para situações jamais imaginadas.
Iluminando corações, narrou comovente e real história publicada em 1939 intitulada “Estes Dias Tumultuosos” do escritor, jornalista holandês-canadense Pierre van Paassen (1895 – 1968), Pastor Luterano, consciente que o seu próximo deve ser compreendido e amado. A história se refere a um jovem francês de nome Ugolin. Pierre van Paassen perdeu todos os membros de sua família na II Guerra Mundial.
Ugolin foi um jovem portador de deformações físicas provocadas pela violência paterna e que viva pelas ruas parisienses do pós-guerra. Abandonado e excluído da sociedade, ele vivia da generosidade alheia e de pequenos favores. Órfão, possuía somente como família a irmã. Ela vivia da prostituição.
Pierre van Paassen e Ugolin tornaram-se amigos. O afeto mútuo os unia, plenificando-se em carinho e amor. No desenrolar dos dias o convívio entre ambos se estreitou. Como se aproximava o natal, Ugolin solicitou de presente um par de sapatos.
O escritor aguardava a noite de Natal para entregar a Ugolin o par de sapatos tão desejado. Na noite, véspera do Natal, Ugolin não apareceu. Um grupo de jovens alcoolizados amarraram o jovem excluído a um poste após despi-lo, surrando-o barbaramente.
Diante da balbúrdia, o Abade de La Roudaire, sacerdote da igreja local, interferiu, fazendo com que os delinquentes fugissem. Retirando do posto o jovem exangue, o abade levou-o até a casa paroquial para ali passar a noite. Pela manhã, o religioso não o encontrou no leito onde o tinha deixado.
Mais tarde o abade soube que Ugolin havia cometido suicídio. Sua irmã, ao tomar conhecimento dos fatos, não suportando a dor e desalentada, igualmente cometeu o suicídio.
Apesar de a Igreja Luterana proibir atos litúrgicos aos suicidas, o funeral de ambos foi oficiado pelo abade, que após orar junto aos corpos dos irmãos, cujas vidas foram de aflições, sofrimento e abandono, dirigiu-se aos fiéis que lotavam a igreja afirmando que aqueles jovens infelizes não seriam considerados por Deus como suicidas, mas na condição de assassinados pela maldade e crueldades humanas. No sermão, o abade, se dirigindo ao público, formulou um questionamento hipotético de Deus: Abade de La Roudaire que fizestes das ovelhas que te confiei? Feito essa pergunta três vezes, o abade responde: Não foram ovelhas que tu me mandaste, eram lobos sob peles de ovelha. Essa instigante, comovente e real história encontra-se estampada, em detalhes, no livro Divaldo Franco e o Jovem, da Editora LEAL.
A narrativa despertou a emotividade. Tanto o autor da história, Pierre van Paassen, quanto o abade de La Roudaire, não conseguiram consolar e auxiliar mais efetivamente a Ugolin e a irmã, pois que não aceitavam a doutrina da pluralidade das existências e por essa razão não conseguiram explicar as razões do grande sofrimento de ambos ante a vida. Teria Deus os esquecidos ou tratava-se de castigo da Divindade? Era a questão insistentemente formulada por Ugolin e que o religioso e o escritor não conseguiam responder adequadamente.
O princípio da reencarnação – associado ainda à existência de Deus, a possibilidade de comunicação entre ambos os planos da vida, a existência da alma e o seu progresso gradativo e a pluralidade dos mundos habitados -  formam a base da Doutrina Espírita.
A Doutrina Espírita faculta o desenvolvimento de objetivos transcendentais, além de ser O Consolador prometido por Jesus que vem explicar que os sofrimentos têm uma razão de ser. Não se trata de castigo, mas sim, oportunidades que a Divindade oferece – a lei de Ação e Reação – ou por necessidade de evolução, criando oportunidades para o desenvolvimento de qualidades. As reencarnações, juntamente com a imortalidade da alma, formam o magnífico mecanismo para o reajuste com as Leis Soberanas. Compete ao ser humano, de posse desse conhecimento libertador, tornar-se instrumento com o qual irá construir a evolução moral e espiritual.
Não há, portanto, razão para que a criatura humana se deixe envolver pelo pessimismo dos dias atuais e que rondam a sociedade, nos estertores desse Mundo de Provas e Expiações. Relacionando com a palpitante história, Divaldo Franco foi alinhando formulações à luz de O Evangelho de Jesus, consolando e esclarecendo àqueles miseráveis que perambulam pelas cidades. Saibamos, disse Divaldo, descobrir os invisíveis da sociedade, acolhendo-os, sendo-lhes solidários, fraternos e caridosos.
Amai-vos uns aos outros! Vale a pena amar, repartir a esperança, acreditar no outro. Cada indivíduo deveria se sentir tocado pelas mãos de Deus, que chega em forma bênçãos generosas, tendo a honra de fazer o bem. As mágoas devem ser deixadas de lado, abrindo possibilidades para agradecer pela vida e como ela se apresenta.
Apesar dos dias tumultuosos da atualidade, onde as aflições, ódios, intolerâncias, sofrimentos e violências, dias em que as pessoas – ao invés de se amarem umas às outras como preconizado por Jesus – elegem se armarem umas contra as outras – no âmbito material e emocional -  urge aceitar e viver a proposta de Jesus, amando mais, tornando-se mais gentis, tolerantes, pacíficos e  mansos, em acordo com os ensinamentos registrados no Sermão da Montanha,  permitindo a formação de uma humanidade mais justa e feliz. Declamando o Poema da Gratidão, Divaldo Franco, ensejou a oportunidade para muitas reflexões, convictos na reencarnação, na imortalidade da alma e do ajuste às Leis Soberanas. Os generosos aplausos foram os agradecimentos dos corações ternos ao ínclito orador baiano.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

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