sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Divaldo Franco. Encontro Fraterno 2017 Praia do Forte, BA

Encontro Fraterno com Divaldo Franco 2017
Praia do Forte, Bahia, 27 de outubro. Manhã
Nas confortáveis instalações do IberoStar - Hoteis & Resorts, o Encontro Fraterno com Divaldo Franco teve continuidade, desenvolvendo o tema: A jornada heroica da alma. Preparando os corações a cantora lírica Anatasha Meckenna, melodiosa, recepcionou o público, ofertando-lhe canções inigualáveis em harmonia e letra.
Divaldo Franco, superando seus momentos de dores e desconfortos físicos, destacou que os amanheceres são de luzes e belas musicalidades, embora a voz do mundo chegue aos ouvidos das criaturas de forma tonitruante e perturbadora, a beleza interior e a serenidade e esperança no porvir ditoso devam ser construídas com coragem e desassombro. Alguns, salientou o nobre orador, o vazio existencial é necessário para que a plenitude seja alcançada.
Foram lançados, em comemoração aos vinte anos de Encontro Fraterno com Divaldo Franco, três novas obras. Em Busca da Iluminação Interior, de Joanna de Ângelis com psicografia de Divaldo Franco e comentários dos psicoterapeutas Cláudio     e Iris Sinoti. De Alvaro Chrispino o título é Família(s): uma visão espírita sobre os novos arranjos e as velhas buscas. O terceiro lançamento leva a assinatura de Luis Hu Rivas cujo título é: Meus amigos Divaldo e Nilson. Essa obra é destinada ao público infantil.
Para destacar ser possível tornar-se alguém herói, Divaldo Franco, com uma narrativa emocionante, apresentou a história de luz e amor de uma pária hindu, contada na obra Muito Além do Amor, deDominique Lapierre. A jovem que enfrentou os sofrimentos físicos e morais mais cruéis em sua infância e juventude, encontrou a libertação de suas dores na entrega total de sua vida ao Cristo, amando a todos os seres incondicionalmente e dedicando-se integralmente ao alívio dos sofrimentos de seus irmãos em Humanidade. Ananda, em Sânscrito significa alegria.
Tocando em profundidade os corações dos ouvintes, Divaldo foi conduzindo o público nessa jornada heroica de Ananda, que apesar dos inúmeros obstáculos enfrentados, inclusive a rejeição da família ao identificá-la portadora de lepra, ministrou-lhe veneno, sobrevivendo ainda. Prostituída, abandonada, degradada moralmente, foi recolhida pelas mãos perfumadas pela caridade de Madre Teresa de Calcutá.
Tornada freira na ordem de Madre Teresa, esposando espiritualmente Jesus, Ananda doou-se por inteiro, servindo incondicionalmente, dominando seus medos, iluminando as sombras interiores com as luzes do amor, tornou-se heroína de si mesma. Onde estivesse a miséria humana exposta em forma de enfermidades infectocontagiosas lá era possível encontrar a dedicada servidora do Mestre de Nazaré que aprendeu a amar amando-se e amando o necessitado que encontrava pelo caminho, distribuindo o pão da vida ofertado por Jesus.
Falando de si, abrindo sua alma generosa, Divaldo Franco, envolto em profunda emotividade destacou suas experiências, dizendo que é possível ser feliz, com paciência, não se rebelando contra as provas, testemunhando, amando. A felicidade é a esperança que se concretiza todos os dias da era nova que já começou. Os cataclismos serão morais, as crises serão individuais, sentenciou o orador cativante, devendo cada qual lapidar o diamante bruto que ainda é, preparando ao mesmo tempo o caminho para os que vem após.
Seremos felizes, na paz profunda do ser, até transitarmos sem empeços nos dois planos da vida, com coragem, sem mágoas, sem dúvidas e temores, Jesus nos aguarda. Heroico, deseja ver-nos triunfar, silenciando a alma, cantando louvores a Deus. Divaldo, envolvendo a todos em profunda ternura, incentivou a fazermos a jornada heroica para domar as sombras, fazendo brilhar a luz interna, tornando-nos heróis de nós mesmos e para os demais, servindo o Cristo onde nos encontrarmos.
Visivelmente, todos emocionados e vibrando os corações nas faixas da alegria e da felicidade, guardando a certeza do porvir ditoso, muitos, com seus olhos marejados de lágrimas, sentiram as belezas do amor a penetrar a intimidade, agradecendo o encontro afetuoso que Divaldo promoveu a serviço de Jesus.

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

Divaldo Franco. Encontro Fraterno 2017 Praia do Forte, BA

Encontro Fraterno com Divaldo Franco 2017
Bahia, 26 de outubro. Noite
Abertura
No período noturno, com a presença de mais de 660 inscritos, a vigésima edição desse magnífico evento de caráter internacional, que mobiliza espíritas e simpatizantes, teve seu momento de abertura marcado pela homenagem aos 20 anos dessa grandiosa e bem-sucedida realização, iniciada em 1997 com 255 presentes. O dia do nascimento de Nilson de Souza Pereira, o Tio Nilson, 26 de outubro, quando completaria 93 anos de idade foi relembrado, homenageando-o carinhosamente. A beleza e a harmonia das músicas, belamente interpretadas, elevando o padrão emocional dos presentes, criou um ambiente de confortável equilíbrio.
Após cumprimentar e acolher os participantes, Divaldo Franco, falando sobre a temática do encontro, A jornada heroica da alma, deixou uma pergunta para ser respondida por cada participante até o final do evento: - O que te falta para tornar-se um herói? Fixando-se na mensagem do monte, as bem-aventuranças, o destacado médium e orador espírita frisou a comunhão de Jesus com Deus no alto da montanha, e a necessidade dos amigos para que se possa enfrentar as vicissitudes da vida, assim como Jesus se fez rodear de amigos naquele sublime momento, os seus diletos discípulos.
Moisés e Elias, o fardo e o jugo, o amor e a caridade são eventos magnos – personalidades e ensinamentos - que transformaram a humanidade, que nunca mais foi a mesma após a mensagem exemplificada pelo Mestre de Nazaré. Um dia não mais haverá lágrimas e dores, pois que o homem, vencendo a montanha dos desafios, das dificuldades, da solidão, comungará com Deus.
No mundo, Jesus viveu para o homem, amigo e solícito para com seus irmãos, conquistou os seus corações, jamais contaminando-se. Suas ações foram de acolhimento e esclarecimento aos desvalidos, aos sofredores, miseráveis e doentes da alma, aos cegos e leprosos, doando a sua paz, como só Ele pode dar. A Sua jornada foi heroica, tornando-se ponte para os necessitados de toda ordem. Encerrando esse primeiro momento, Divaldo suplicou ao Mestre a ajuda para carregarmos a nossa cruz afim de tornar-nos, também, heróis do amor, dulcificando-nos no trabalho em favor do próximo.
Convidando um quarteto de profissionais da área da saúde, Divaldo entabulou um esclarecedor diálogo, dirigindo perguntas que objetivavam respostas sobre a construção de uma jornada de um herói na atualidade. Cláudio e Iris Sinoti, psicoterapeutas; Patrícia, médica geriátrica; e Juan Danilo Rodriguez, médico de família e psicólogo, equatoriano residente em Quito, se esmeraram em definir o herói, suas dificuldades, a necessidade do amor e do autoamor, a contribuição espírita para a construção desse herói adormecido no imo de cada um, o autoconhecimento, livrando-o da ignorância de si mesmo, sendo chamado a entrar em contato consigo, encontrando a força moral para a construção do homem de bem, o homem da nova era.
O homem, ainda mergulhado nas sombras, isto é, na ignorância, principalmente de si mesmo, deve amar-se, libertando-se de suas marcas antigas. As doenças não devem se constituírem em propriedades dos que as possuem, mas, fazendo delas as amigas facilitadoras do equilíbrio e da harmonia. O autoencontro, o desenvolvimento da força interna para descobrir o amor a si mesmo, aceitando as ingerências da vida, o envelhecimento, são etapas que contribuirão para a construção do herói desejável. Possuir a consciência dos valores e qualidades éticas, desenvolvendo características humanas, colocando-as a serviço do bem, do amor, amando-nos uns aos outros, tornando-nos melhores hoje do que fomos ontem. Assim se constrói um herói.
Narrando o Poema Meu Deus e meu Senhor, de Amélia Rodrigues, Divaldo Franco encerrou a magnífica abertura do Encontro Fraterno, edição 2017, a vigésima, sob calorosos aplausos.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Divaldo Franco. Encontro Fraterno 2017 Praia do Forte, BA

26 de outubro de 2017
A edição de número 20 do Encontro Fraterno com Divaldo Franco está começando. Após ingentes e exaustivos trabalhos de planejamento, preparação e ajustes por uma grande equipe de eficazes colaboradores e voluntários, o evento de caráter internacional se efetiva com a chegada dos participantes, que acorrem ao complexo IberoStar - Hotéis & Resorts, localizado na Praia do Forte/BA.
Estampando alegria, acolhimento fraternal e amorosidade, Divaldo Franco, não deixando transparecer as suas dores cruciantes que vem experimentando desde o início desse ano, a todos recebe com largo sorriso, abraços calorosos e olhar acolhedor, transmitindo confiança e esperança. Verdadeiro gentleman.
Suas palavras, dirigidas pessoalmente para muitos, são de estímulo e de júbilo. Há encontros e muitos reencontros. Cada um, se expressando pelos sorrisos e olhares, se faz fraterno e solidário, materializados por abraços afetuosos, transmutando energias realimentadoras.
Assim é Divaldo Franco. Vive intensamente o momento, esquecendo-se de si, doando-se por inteiro ao seu próximo, independente de seu estado de saúde física ou emocional, oferecendo-nos um exemplo incomparável.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 24 de outubro de 2017

5º. Movimento “Você e a Paz” com Divaldo Franco Amparo, SP

22/10/2017

Apesar da chuva fina, milhares de pessoas se reuniram na Praça Pádua Salles para celebrar a paz. O 5º Movimento Você e a Paz, realizado em Amparo-SP, contou com mais de 500 voluntários na organização do evento, patrocínio da Química Amparo Ltda - Ypê e apoio da Prefeitura Municipal de Amparo. Camisetas e balões brancos foram distribuídos a todos os participantes do evento, para que pudessem percorrer as ruas da cidade, buscando a paz íntima.
Divaldo Franco abriu a caminhada saudando aos presentes e mencionando a felicidade imensa que era se reunir com pessoas que almejam a paz e que esta deve ser a maior meta da vida, porque de nada adianta possuir tudo e não ter paz interior. Disse ainda que se tivesse que escolher, escolheria primeiro a paz íntima e depois os valores, porque em paz pode-se desfrutar de tudo aquilo que se possui. Sem paz, os objetos tornam-se apenas adornos pesados e desagradáveis. Aproveitou, também, para ressaltar que na cidade de Concórdia, sul do Brasil, e em Paris, outras pessoas também estavam reunidas, nesta mesma data, para o movimento Você e a Paz.

A chuva cessou para que a caminhada pudesse ocorrer da maneira mais harmoniosa possível, em que os participantes, imbuídos das palavras consoladoras de Divaldo Franco, propuseram-se a refletir ainda mais sobre a paz. Era visível a alegria e o sentimento de paz que reverberavam entre os caminhantes presentes, em busca de reafirmar a paz íntima.
Após a o retorno à praça, o evento continuou com atividades gratuitas nos espaços de orientação jurídica, cafezinho da paz, interação, saúde, beleza, recreação para as crianças e leitura. Como encerramento do dia de atividades e palavras de paz, houve o show do cantor Guilherme Arantes.
Ao cair da tarde, por volta das 18h00, deu-se seguimento, no palco montado à praça, a profundas reflexões sobre a paz. A Sra. Ana Maria Veroneze Beira, organizadora do evento, agradeceu a presença de todos que estavam ali para ouvir as mensagens de paz que seriam trazidas por líderes religiosos. Pontuou que mesmo com os avanços tecnológicos, na atualidade, há um distanciamento dos valores ético-morais imprescindíveis para a construção da paz no mundo. Alertou para o fanatismo e a segregação que ameaçam a paz entre os povos, trazendo, como consequência, os desastres morais e materiais, em que muitas vidas são perdidas pela violência. Convida, aos ouvintes, a germinar gentileza, paciência, perdão e amor, vivenciando-os a cada momento da vida em pequenos gestos, pois a vida é a maior expressão do Amor de Deus pelo ser humano.

A seguir, Pastor José Lima, da Assembleia de Deus Ministério do Belém de Amparo, iniciou sua fala com a promessa de paz, em que, no terceiro milênio, o Amor aparecerá, enquanto as lágrimas desaparecerão e as dores cessarão, cabendo a cada indivíduo fazer seu papel para que a paz de Deus conserve o coração do homem.
Dom Luiz Gonzaga Fechio, Bispo Diocesano de Amparo, lembrou que o apelo desse evento se torna cada dia mais atual, pois somos nós os responsáveis pela paz. Cada indivíduo deve se responsabilizar pela sua parte no espaço que lhe cabe, a começar da própria família e sua vida pessoal. Assumir os compromissos com o bem comum, aos invés de delegá-los. Quem segue a Cristo, encontra a verdadeira paz, que só ele e jamais o mundo, pode dar. Paz, que Francisco de Assis acolheu e viveu como testemunho e que pode ser encontrada na mansidão e humildade de coração, em que o homem é chamado a salvaguardar o próprio homem. Encerra citando Gandhi: “não existe o caminho para a paz porque a paz é o caminho” e convida para que se faça qualquer ato de amor, por menor que seja, como ato de paz.

Divaldo Franco iniciou sua fala, narrando a história contida na obra O Girassol, de Simon Wiesenthal. Esta foi escrita depois de um período de muito sofrimento vivido pelo autor. Fala-se tanto de paz, mas essa é tão rara! O indivíduo belicoso, a sociedade agressiva, os trabalhadores do bem cansados e o religioso indiferente à dor ainda não encontraram a paz.
Wiesenthal, polonês e judeu, é levado, na segunda guerra mundial, ao campo de concentração de Mauthausen-Gusen, localizado próximo da cidade de Linz na Áustria, testemunhando o assassinato da sua avó e o embarque de sua mãe em um vagão de carga contendo mulheres judias idosas. Ele foi destacado para remover o lixo em um hospital para soldados alemães feridos na ofensiva dos aliados e enquanto trabalhava acercou-se dele uma enfermeira e certificando-se de que Simon era judeu lhe fez sinal para que a acompanhasse.
A enfermeira o levaria para visitar um soldado alemão gravemente enfermo, Karl Silberbauer, e que desejava falar com um judeu. Silberbauer tinha sido educado no cristianismo, porém, fascinou-se pelo discurso de Hitler. Nesta condição, havia cometido vários atos de barbárie. Estava atormentado e arrependido em seu leito de morte e solicitou a Wiesenthal, após narrar as atrocidades que fizera, ser perdoado por ele, um judeu. Simon Wiesenthal, diante de seu próprio sofrimento, não foi capaz de perdoar.
Karl Silberbauer solicitou também que Wiesenthal procurasse a sua mãe e lhe dissesse que estava arrependido e que morrera cristão. A isso, o autor do livro fora capaz de atender, porém jamais de perdoar um nazista.

Divaldo encerra a narrativa, perguntando ao público se seriam capazes de perdoar. Leva aos presentes a meditar sobre o perdão, refletindo que se fala tanto de paz e quando chega o momento de perdoar, apela-se para a razão, que estabelece os parâmetros do equivocado, do crime. Na atualidade, ainda se dispõe de leis imperfeitas para reeducar os criminosos. Divaldo Franco aconselha a perdoar em qualquer circunstância, pois a vítima merece ter paz: com o perdão para com um crime, liberta-se do tóxico criminoso que lhe foi injetado pelo bandido. Não se deve perder a razão de viver esperando uma vingança. O indivíduo merece paz, e para que a logre, é necessário que se perdoe.
Perdoar não é conivir com o crime. Este deve ser corrigido, educado; mas não cabe a vítima devolver o ultraje. Perdão é não devolver a ofensa. É necessário que se estabeleça uma jornada diferente da Wiesenthal, almejando, assim, o primado do perdão, da compaixão pelo outro. A verdadeira paz é a harmonia interior que nunca devolve aquilo que é danoso.
Fiódor Dostoiévski quando exilado na Sibéria, recebeu no trem um exemplar do Novo Testamento e ao ler sobre Jesus, escreveu obras incomparáveis. Afirma, em sua obra O Idiota, que a beleza salvará o mundo, porque Deus é Amor. Divaldo menciona esse é o Amor que produz, no perdão, a paz da consciência tranquila, do caráter régio e dos hábitos corretos. É através de uma conduta interior reta, que o mal dos maus não pode fazer mal. E convida a todos, inspirando-se em Mohandas Karamchand Gandhi, a ser esta paz que não tem caminho, mas que é o caminho.

Texto e fotos: Sandra Patrocínio


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Divaldo Franco – 4º. Congresso Espírita Sul-americano Bogotá, Colômbia

14 de outubro de 2017 
No dia 14 de outubro de 2017, no Centro de Convenções de Compensar, na cidade de Bogotá, Colômbia, foi aberto o 4º Congresso Espírita Sul-americano, sob os auspícios do Conselho Espírita Internacional (CEI), do CEI Sul-americano, da Federação Espírita Colombiana, e da Federação Espírita de Cundinamarca. Com um público de aproximadamente 800 pessoas que lotaram o auditório principal, o emérito orador e divulgador da Doutrina Espírita Divaldo Pereira Franco abriu oficialmente as atividades, saudando o público ali presente.
Brindando-nos com belíssima palestra – Doutrina Espirita – Caminho para a Felicidade - Divaldo fez um périplo pelos fatos e personalidades marcantes do seculo XVI, XVII e XVIII, trazendo-nos, em um preâmbulo, algumas descobertas científicas da época que antecederam o período iluminista e a revolução francesa, onde pensadores e cientistas nobres trouxeram-nos, à luz da ciência e da filosofia, descobertas importantes no campo da matemática, da astronomia, da física e do pensamento.
Ao mesmo tempo, ideias materialistas, em choques profundos com a doutrina vigente da fé cega, passaram a permear os círculos acadêmicos-científicos, filosóficos e políticos, trazendo nas doutrinas pessimistas deSchopenhauerFriedrich Nietzsche, e as ideias cruéis de Spencer e tantos outros, revivendo as tradições do pensamento materialista mais antigo, que preconizavam a inexistência de Deus e da imortalidade da alma.
Divaldo, apresentando a sequência dos acontecimentos da época, destacou a figura do grande médiumDaniel Dunglas Home, relatando a multiplicidade de fenômenos mediúnicos que este produzia através de suas faculdades, despertando a curiosidade da alta sociedade, até mesmo do próprio imperador Napoleão III.
Discorrendo sobre a conjuntura política da época em síntese admirável, passou pela Revolução Francesa, a formação do império Napoleônico, culminando com a vinda do Consolador Prometido por Jesus através da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, elucidando as mentes e trazendo a mensagem inigualável de Jesus sob a ótica espiritista.
A Doutrina Espírita expandiu-se na França e na Europa apesar das ideias materialistas que passavam a se espalhar. O Consolador Prometido atravessou o Atlântico, encontrando no Brasil terreno fértil para progredir e expandir-se como nunca. Espíritos nobres voltam ao corpo físico, tal como, Adolfo Bezerra de Menezes que dirigiu a recém-criada Federação Espirita Brasileira até o ano de 1900 quando desencarnou, trazendo o pensamento de Jesus na sua maior pureza.
O materialismo segue em sua batalha contra o Espiritismo, afirmando que se tratava de mais uma filosofia africana de caráter inferior, mas perde-se nos argumentos menores, sem conseguir consolar o ser humano carente de Deus, de alívio para suas dores e de amor.
Divaldo destacou, também, momentos de sua infância e juventude, quando fenômenos mediúnicos começavam a incomodá-lo sobremaneira; relatou seus primeiros contatos com o Espiritismo, bem como, descreveu experiências que teve com Chico Xavier, onde este lhe trouxe mensagens especiais de sua mãe, já desencarnada, com fatos impossíveis de serem contestados diante do detalhamento de dados trazidos por Chico Xavier.
Encerrou a palestra com o belíssimo Poema da Gratidão, despertando em cada um de nós uma profunda gratidão por todo o seu labor ao redor do mundo em prol da divulgação desta abençoada Doutrina.
No dia seguinte, 15 de outubro, entre as diversas atividades e palestras desenvolvidas pelos oradores de vários países que ali também se encontravam participando do evento grandioso, Divaldo desenvolveu um workshop com os jovens, com o tema – A Juventude Espírita nos Tempos de Transição Planetária – Dialogo com os Jovens - encantando a todos com sua oratória e didática impressionante.
No último dia, 16 de outubro, encerrando o 4º Congresso Sul-americano, Divaldo apresentou belíssima palestra, com a temática – A Era do Espírito Imortal - sendo ao final ovacionado de pé por toda a plateia e a mesa diretiva das atividades.
Que homem é esse que se chama Divaldo Pereira Franco?! Que energia?! Que vitalidade?! No auge de seus 90 anos de idade, seguindo em frente de forma inigualável, pelo mundo afora, instruindo-nos, alertando-nos, consolando-nos, e propagando a Paz!
Muito obrigado Divaldo!
Marcelo Netto/Diana Burgos
  Fotos: Facebook

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco no Movimento “Você e a Paz’ São Paulo, SP

Associação de Desenvolvimento Espiritual Reencontro realizou, no dia 8 de outubro de 2017, a Terceira edição do Movimento Você e a Paz em São Paulo. O evento teve lugar no Auditório Ibirapuera - Oscar Niemeyer (plateia externa), no Parque Ibirapuera.
A atriz, modelo e locutora Jacqueline Dalabona  - sob a direção do ator, autor e diretor de teatro Odilon Wagner - foi a encarregado das apresentações na condição de anfitriã do evento que contou com a presença de representantes diversas religiões, além de autoridades e personalidades de vários segmentos, como o prefeito de SP João Doria Junior.
O artista Nando do Cordel – autor da música composta especialmente para o Movimento Você e a Paz – entreteve o público que se aglomerava na expectativa do início do evento.
O evento foi oficialmente aberto por Jonas Pinheiros, presidente da A.D.E. Reencontro nomeando a todos os presentes como “embaixadores da Paz”.
A parte artística do evento foi abrilhantada pela Bachiana Filarmônica SESI de SP, sob as regência dos Maestros Roberto Minczuk e João Carlos Martins.
Na sequência foi efetuada a entrega do Troféu Você e a Paz às iniciativas, pessoas e empresas que promovem a paz, nas categorias:
Personalidade que se Doa:
·         João Doria Junior prefeito de São Paulo
·         Padre Rosalvino obra social Dom Bosco de amparo às crianças e adolescentes de Itaquera SP
Instituição que Realiza:
·         Plataforma Sinergia (reaproveitamento de alimentos);
·         Fraternidade Sem Fronteiras (amparo e solidariedade às comunidades pobres de países da África);
·         Instituto Passe de Mágica (foco no esporte educacional em comunidades de alta vulnerabilidade social);
·         Hospital Santa Marcelina (dedicado ao amparo hospitalar aos desvalidos da periferia de SP)
·         Heróis do Bem (Voluntários que visitam hospitais, orfanatos levando alegria e esperança).
Empresa que Viabiliza:
·         Química Amparo (Fabricante dos produtos de limpeza YPÊ pelos empreendimentos e obras assistenciais);
·         Escola Santa Marina da Vila Carrão na periferia de SP
As manifestações dos pensamentos dos religiosos, presentes ao evento, sobre a paz teve início com as palavras do Mestre Espiritual Sri Prem Baba da ancestral linhagem Sachcha, que observou termos tudo para nos unirmos, pois respiramos o mesmo ar, caminhamos sobre os mesmos caminhos sobre a superfície da Terra e bebemos da mesma água. Apesar disso, vamos buscar detalhes para fomentar e alimentar a desunião, o sectarismo e a discórdia. A paz passa pela União enquanto que a intolerância nos impede da União.
Devemos aprender a construir a harmonia, erradicando a violência e a agressividade. Para tanto basta despertar o AMOR.
O amor para ser despertado requer uma atitude simples. Mesmo diante da turbulência global, devemos cultivar a paz no microcosmo da Constelação Familiar que nos cerca (pai, mãe, irmãos, avós, tios, primos) agradecendo-lhes por “absolutamente tudo”.
O Cônego Jose Bizon, do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de SP, diretor da Casa da Reconciliação, ponto de referência para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso em SP, deu início à sua prédica  citando Jesus “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9) para afirmar em seguida de que é possível a união e a vivência pacífica entre as diversas formas do pensamento religioso e das atividades humanas, bastando observar a diversidade da formação do povo brasileiro.
A intolerância não é choque de opinião, mas sim é um choque de ignorância e sensibilizando a todos repetiu a prece de São Francisco terminando com o pensamento de Nelson Mandela, premio Nobel da Paz de 1993:
“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.
O Sheikh Jihad Hassan Hammadeh, Presidente do Conselho de Ética da União Nacional das Entidades Islâmicas e vice-presidente da União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI) inicia sua apresentação com a saudação Salaam Aleikum – Que a Paz esteja sobre vós – expressão de cumprimento entre os Muçulmanos.
Sheikh Hammadeh inicia a exposição de seus pensamentos afirmando que todos querem a paz, para logo em seguida formular uma questão retórica:
— Então por que não temos paz? Qual o caminho da paz?
Os maus têm um produto ruim (a maldade) enquanto a maioria de nós tem um bom produto (o bem). Então por que o mal prevalece?
Apesar de o produto ser bom (o bem), a propaganda que fazemos é sofrível. Nós não praticamos a paz, optando pela vivência individualista.
O mundo de paz que todos anelamos exige que não mais sejamos seguidores, mas sim lideres na propagação da paz, mediante a vivência e o comportamental pessoal afastando-nos dos conflitos da beligerância, da injustiça e da intolerância.
O profeta Mohammed (Maomé) questionado sobre como encontrar a paz ensina:
— Quem amanhecer seguro no seu lar, tendo saúde no corpo e com o pão de cada dia é como se ele tivesse conquistado o mundo todo. Ele é a pessoa mais rica da face da Terra?
E o profeta segue ensinando que o melhor do Islã – a religião da paz – é dar de comer aos famintos e falar de paz para as pessoas. Duas regras simples que todos – independente do credo religioso – podemos praticar, fazendo esse compromisso com Deus:
Alimentar os necessitados e ensine o caminho da paz.
O Pastor Davi Seiberth Arantes da Igreja Metodista Wesleyana inicia sua abordagem perguntando:
— O que é a paz?
A paz é muito mais do que um conceito filosófico. É necessário mudar profundamente o comportamento individual de que a paz é atribuição dos poderosos tornando-nos impotentes para alterar a situação de conflito que permeia toda a Sociedade.
Por certo não podemos resolver o problema global, mas temos o dever de mudar nossos comportamentos pois a qualidade da Sociedade é o resultado direto das somas das qualidades individuais dos cidadãos que a compõem.
Para encerrar sua participação o Pastor Arantes reflexiona em torno das palavras do Apóstolo Paulo na epístloa aos Romanos:
— “Não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. Romanos 12:2
O Juiz de Direito, autor e divulgador Espírita José Carlos De Lucca iniciou sua exposição observando que há muito mais semelhanças do que diferenças entre as diversas denominações religiosas. Há, contudo, uma semelhança fundamental e primordial: Todos nós, independente do rótulo religioso, somos Filhos de Deus e essa condição deve ser o caminho a nos conduzir a uma vivência mais harmônica e pacífica, respeitando as diversidades e acabando com a intolerância e o ódio sectário.
De Lucca narra o diálogo entre Leonardo Boff e o Dalai Lama ocorrido durante o intervalo de um encontro mundial sobre religião e a paz entre os povos:
— Santidade – pergunta o teólogo, escritor e professor universitário brasileiro - qual é a melhor religião?
– A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor – respondeu o líder religioso Budista.
– O que me faz melhor? – continuou o teólogo brasileiro.
— Aquilo que te faz mais compassivo, aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável e maais ético. A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião. - completou o Dalai Lama.
Equivocadamente, muitos consideram que para ser bom basta não praticar o mau, quando na realidade é preciso fazer o bem, no limite das próprias forças, pois cada um responderá por todo o mal que tiver tido como origem o bem que se tenha deixado de fazer.
Encerrando o evento, o médium e orador espírita Divaldo Franco, criador e idealizador do movimento, abordou a importância da cultura de paz e dos sentimentos, atitudes e valores em prol de um mundo mais justo e consequentemente pacífico.
Para emoldurar o tema Divaldo se utiliza da narrativa de uma jovem armênia e cuja história foi retratada em o livro Perdão Radical de autoria de Brian Zahnd.
Entre os anos de 1915 a 1917 ocorreu a guerra entre turcos e armênios. Como em toda a guerra a crueldade é soberana. A Armênia invadida pelos turcos viu seu povo ser dizimado em um genocídio.
Não foi diferente para aquela família modesta. Os soldados turcos  Invadiram a casa e de, imediato mataram os pais de duas jovens.
A mais moça, quase uma criança, foi estuprada até a morte, a outra, um pouco mais velha, foi transformada em escrava sexual do comandante daquela tropa.
Após fugir dessa situação a jovem refugiou-se em outro país e estudou até se formar enfermeira.
Muitos anos se passaram até que deu entrada no Hospital onde ela trabalhava o antigo comandante das tropas que havia destroçado suas esperanças.
Cristã, aplicou-se a cuidar do quase moribundo até a sua recuperação total.
Desejando agradecer à jovem que tanto havia se dedicado a lhe devolver a saúde, descobriu toda a verdade.
E envergonhado de suas ações pretéritas ousou perguntar à jovem, qual a razão de tê-lo perdoado, quando o normal teria sido um comportamento oposto.
A jovem olhou profundamente nos olhos do algoz de sua felicidade e lhe respondeu:
— Teus crimes contra mim, minha família e meu povo foi por sermos cristãos. Perdoo-te porque Jesus nos ensinou: “Aquele que crê em mim, faz também as obras que faço”.
Divaldo passa, então, a elaborar os comentários de cunho moral em torno da narrativa que a todos emocionou.
Perdoar não é esquecer, pois o esquecimento depende da memória física. Perdoar no conceito amplo ensinado por Jesus é não devolver o mal recebido e nem mesmo desejar a infelicidade daqueles que nos prejudicam e infelicitam.
Perdoar não significa estar de acordo com o erro. Todo crime merece repúdio. O criminoso, porém, merece compaixão.
O perdão, antes teológico, adquiriu a condição de terapia, por nos devolver a harmonia pacificando nossos corações e sentimentos.
A crise que se abate toda a Humanidade é, na realidade, crise INDIVIDUAL que se propaga envolvendo toda a Sociedade, que centraliza seus objetivos existenciais no individualismo, consumismo e na busca do prazer, por confundi-lo com a felicidade. A Sociedade carece de objetivos existências profundos e transcendentais, preferindo permanecer na superfície das ilusões que passam e se esgotam em si mesmas, levando o ser à perda do objetivo existencial resultando no inconformismo, na depressão, na revolta e, por conseguinte produzindo a violência.
Divaldo encerra seus comentários, lembrando-nos das palavras de Jesus:
“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Jesus       (João 14:27)
O evento foi encerrado com uma apresentação da música Paz pela Paz, de Nando do Cordel, composta especialmente para este movimento.
   Texto: Djair de Souza Ribeiro,    Fotos: Edgar Patrocinio

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco - Conferência em Araras, SP

01/10/2017

A Índia – há mais de 8000 anos – é o berço da construção do pensamento espiritual no oriente e o Mahabharata, cuja autoria é atribuída a Krishna, é o texto sagrado de maior importância no hinduísmo, e pode ser considerado um verdadeiro manual de psicologia-evolutiva de um ser humano, como evidenciado nos diálogos entre Krishna e seu discípulo Arjuna – alma singela e bastante confusa – recebendo os esclarecimentos sobre a cerca de seu dever iluminando o aprendiz na ciência da autorrealização mediante a adoção de ideias nobres e transcendentais.
Krishna adverte o discípulo Arjuna que para obter a autorrealização, deveria ele participar da Guerra de Kurukshetra a luta entre os Káuravas (os vícios) e os Pândavas (as virtudes), representando, alegoricamente, a luta do Bem contra o Mal (imperfeições).
Muitos milênios mais e Allan Kardec afirmaria: “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas más inclinações”. (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII Sede Perfeitos itens 3 O Homem de Bem e 4 Os Bons Espíritas).
A partir desse introito Divaldo discorre sobre o processo antropossociopsicológico da criatura humana que inicia sua viagem com a manifestação do Instinto desdobrado em suas 3 (três) abrangências: Reprodução; Alimentação; Repouso.
Avançando um pouco mais na sua evolução o homem primitivo, observando as forças da Natureza agindo à sua volta, desenvolve sua primeira emoção: O Medo
Essa emoção, quando mantida dentro da normalidade, é positiva, pois nos capacita fisiologicamente para enfrentar ou fugir das situações perigosas.
A partir do medo surgem, então, a ira, a cólera, o ódio e o desejo de vingança.
Agrupados em suas cavernas e observando a fragilidade e dependência das crias tem início o desenvolvimento dos prelúdios do nobre sentimento que somente muito mais tarde se consolidará em sua estrutura psicológica: o amor.
O amor é - no arcabouço psicológico emocional da criatura humana - uma emoção recente e por essa razão estamos mais habituados às emoções anteriores e que nos acompanham de longa data como o medo, a ira.
O amor nos inspira a buscar um sentido profundo e transcendental para a nosso existência que nos leva ao discernimento e a capacidade de distinguir o bem do mal.
Allan Kardec preocupado com esse tema fundamental para a vida moral indaga aos Bons Espíritos pela questão 630 de O Livro dos Espíritos: Como se pode distinguir o bem do mal?
Ao que redarguiram os Benfeitores:
— O bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus, e o mal é tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é se conformar à lei de Deus. Fazer o mal é infringir essa lei.
O Espiritismo vem despertar a nossa consciência para a necessidade de encontrarmos um sentido psicológico para a vida deixando a fase do primarismo representado pelos instintos e as sensações.
Nós somos mais do que um corpo físico e emocional. Somos também aqueles que trazemos na alma a presença de Deus e nascidos para amar, pois o amor é o ápice do nosso processo evolutivo ético e moral.
O sentido da vida, conforme nos ensinou Jesus – Modelo e Guia - é AMAR.
Para aqueles que já têm a consciência iluminada pelos ensinamentos do Cristo o verdadeiro Vencedor não é aquele que conquista bens, poder, projeção social. Para a moral de Jesus o Triunfador é aquele que vence a Sí mesmo e Vitorioso é aquele que controla as suas más inclinações e vence as suas más tendências.
O foco de que a vida resume-se a conquistas imediatistas gera a perda do sentido existencial com a consequência funesta da Depressão e do vazio existencial, levando a criatura que experimenta essa constrição a desejar a libertação da terrível angústia. Incapaz de compreender esse desejo de “libertação” acaba fugindo pelo mecanismo do suicídio.
O resultado dessa infeliz escolha vem se refletindo nas estatísticas da OMS que prognostica para o ano de 2025 que as mortes provocadas pelos suicídios situar-se-ão no primeiro lugar entre as mortes não naturais, ultrapassando as mortes decorrentes de acidentes de viação (carros, trem, ônibus, avião, barco, moto, etc) e também aquelas produzidas pela violência das guerras, terrorismo, assassinatos.
Nos dias atuais, em todos os 27 países da Europa o número de suicídios representa 81% entre todos os casos de mortes não naturais (crimes, catástrofes e acidentes de viação).
Conforme o mais recente levantamento estatístico envolvendo todos os países membros da ONU estabeleceu-se um registro macabro: A cada 40 segundos, em algum lugar do planeta, alguém morre pelo suicídio, totalizando cerca de 810.000 óbitos anuais.
A ciência constatou que toda matéria e energia que compõe o Universo somente existe em função das 4 forças fundamentais que tornou tudo possível: Gravidade, Eletromagnetismo, Força Nuclear Forte e a Força Nuclear Fraca. Albert Einstein acrescentou uma quinta força: o Amor de Deus.
É o Seu amor que no proporciona a vida e as oportunidades de evolução consubstanciada na Reencarnação.
Divaldo passa, então a abordar a reencarnação, iniciando pela verídica narrativa de Justiniano I (482-595 d.C.) Imperador bizantino (Império Romano do Oriente).
Antes de ser coroado Imperador, Justiniano conheceu e se casou com Teodora filha de um tratador de animais e que vivera uma juventude de devassidão escandalizando a cidade com as suas aventuras de atriz e dançarina. Seu matrimônio com a antiga bailarina de circo e prostituta teria grande importância, uma vez que ela iria influenciar o Imperador de maneira decisiva em muitas questões políticas e religiosas.
Suas antigas companheiras de meretrício deram grande visibilidade à toda comunidade da anterior ocupação da Imperatriz, que incomodada mandou matar a todas elas.
Mais trde, estando à beira da morte, Teodora exigiu do marido que a reencarnação – aceita como verdadeira até aquele momento pelo Cristianismo – fosse banida dos cânones religiosos.
Após a morte de Teodora, Justiniano convocou – em 553 d.C. – o Segundo Concílio de Constantinopla que deste então, passou considerar como herética a doutrina de Orígenes um dos pais do Cristianismo e por consequência a reencarnação.
Mesmo banida das considerações religiosas, a reencarnação deixa inúmeras evidências de que é uma verdade da vida. Ilustrando essas evidências Divaldo narra a história de Kim Yong-Ung nascido na Coreia do Sul, é considerado o homem com o Q.I mais elevado do planeta. Kim, com apenas 6 meses, passou a falar e com 1 ano falava fluentemente. Aos 3 anos de idade já falava, além do coreano, japonês, alemão e inglês.
Aos 17 anos obteve o título de Doutor em Física, pela Unibersidade do Colorado – EUA.
Com o principal objetivo de emoldurar o tema da reencarnação, Divaldo narra suas experiências pessoais vividas por ele.
A primeira foi no ano de 1967 quando de uma viagem para a divulgação doutrinária na França.
Impulsionado por uma força que não sabia precisar, Divaldo tomou de um ônibus e dirigiu-se às cercanias de Paris até encontrar um Convento religioso de Freiras.
Dialogando com a Madre Superiora informou-a de detalhes a respeito do fundador daquela ordem, fornecendo inclusive a localização de uma porta – até então desconhecida de todos – que oculta por detrás do altar mor permitia chegar até os aposentos do religioso do Século XVI uma das existências de Divaldo.
Logo em seguida, Divaldo narra a comovente história de uma de suas irmãs que desencarnou em 1939 pelo suicídio da ingestão de cianureto e mercúrio.
Divaldo, pela sua mediunidade, percebia a presença espiritual da irmã, até a desencarnação da mãe em 1972; Nesses 33 anos, a irmã apresentava as sequelas do ato impensado.
Anos mais tarde, apareceu uma mulher paupérrima às portas da Mansão do Caminho trazendo nos braços uma criança desnutrida e portadora de lábios leporinos. Era a irmã querida que retornava ao seu afeto.
Divaldo, impulsionado pelo afeto, pensou em submeter a menina a cirurgia para reparar as deformidades físicas que a incapacitavam para uma vida convencional.
A mãezinha de ambos – Dona Ana – apareceu à mediunidade de Divaldo recomendando que não interferisse nas sequelas que eram as consequências do suicídio, mesmo porque a menina teria uma existência muito breve.
Em mais alguns anos a criança sucumbe a uma bronquite retornando ao Plano Espiritual, mais redimida do gesto tresloucado.
Mais algum tempo e o espírito da irmã reencarna novamente e passa a frequentar a escola na Masão do Caminho, mas Divaldo atendendo as recomendações, não interfere na vida da menina, agora uma adolescente.
A vida não é uma prisão e nem tampouco nossas aflições são castigos de Deus.
São, na verdade, desafios existenciais que nos convidam a desenvolver qualidades que ainda não possuímos ou então oportunidades de expiarmos equívocos transatos, pelas atitudes fomentadas pela ausência de um sentido transcendente para a vida.
A reencarnação em sua proposta primordial é a de que nossa vida é escrita por nós.
Aproveitemos a existência consagrando-nos a viver a vida com entusiasmo embalado nas asas de um sentido psicológico profundo. Sempre com muita gratidão a Deus, pelo muito que temos Dele recebido.
           Texto: Djair de Souza Ribeiro;  Fotos: Sandra Patrocínio

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco em São Paulo, SP

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, no dia 02 de outubro de 2017, concedeu a Divaldo Franco, a mais alta honraria da casa: o colar de Honra ao Mérito Legislativo. A Petição, assinada por 95 deputados, foi idealizada por Washington Nogueira Fernandes e concretizada pelo deputado Ramalho da Construção, também nobre trabalhador da Federação Espírita do Estado de São Paulo.
            Estiveram presentes à sessão solene diversas autoridades para homenagear Divaldo, entre elas:  vereadora Adriana Ramalho, Antônio César Ferrari de Carvalho, ex-presidente da Federação Espírita Brasileira e da USE, Cecília Gonçalves, Edson Sardano, secretário de segurança de Santo André, Fernando de Freitas, deputado Itamar Borges, Jonas Pinheiro, presidente da associação do desenvolvimento espiritual do Reencontro, José Alberto Ernani Gonçalves, Júlio Martins, representando o deputado Antonio Salim, Mariano Fernandes, Pastor João Rodrigues, da Igreja Assembleia de Deus, Rosana Amado Gaspar, representando Júlia Nezu, presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo,  Silvia Cristina Puglia,  Silvia Márcio Barbosa, representando o desembargador Nilson Fernandes, Waldir Beira Junior, presidente do conselho da Sociedade Espírita de Proteção à Infância e Zulmira da Conceição Charles Hassesian, presidente da FEESP.
            Após o hino nacional e a abertura da sessão, presidida pelo deputado Ramalho da Construção, a senhora Silvia Puglia, elevou o pensamento através de uma belíssima e emocionante oração, na qual mostrou, aos presentes, que a homenagem era necessária e educativa no fomento ao Bem.
            Zulmira da Conceição Hassesian, convidada a subir na tribuna, corroborou que esta era uma homenagem justa e honrosa pela obra no Bem, pois Divaldo tem dedicado a sua vida a confortar seres necessitados, seja material, seja espiritualmente.

            Rosana Amado Gaspar, representando a USE, lembrou que Divaldo é realmente um  semeador de estrelas, pois,  por onde passa, deixa rastros e brilho de amor. Em sua fala, também reforçou as características de desprendimento que possui o homenageado.
            Logo após o colar ter sido entregue pelo deputado Ramalho da Construção e sua esposa, os presentes foram convidados a ouvir a verve de Divaldo Franco, sendo este aclamado e aplaudido em pé pelo público, como um inspirado pregador das multidões que o é.
            Divaldo Franco, em sua grandiosidade, transfere a homenagem ao Espiritismo, uma Doutrina Libertadora, já anunciada por Jesus Cristo quando prometeu o Consolador que viria enxugar as lágrimas e comunicar boas novas. Doutrina, esta, que ofereceu ao médium e orador, objetivos existenciais, iluminando e trazendo-o à luz da razão; estendendo-lhe mãos generosas para amar e servir.
            Sua magnífica oratória, que a todos envolveu, iniciou-se evocando o modelo de Mohandas Karamchand Gandhi, como o exemplo da excelência do Amor, que teve seu pensamento logrado ao libertar a Índia sem qualquer derramamento de sangue: “Se um único homem atingir o mais alto grau de amor, será suficiente para neutralizar o ódio de milhões” .
            Para Victor Frankl, toda vida deve ter um sentido psicológico, sendo que Jung também corrobora esse pensamento, afirmando que uma existência não possuidora de sentido psicológico, é uma vida vegetativa. Divaldo Franco salienta que, através da Doutrina Espírita, conseguiu atingir um sentido psicológico para a sua existência, utilizando-se do lema:  “fora da caridade, não há salvação”. E reflexiona: trabalhar no Bem não é uma virtude, mas um dever, pois ter uma vida ética é uma conquista do processo antropsicológico da criatura humana.
            Divaldo alerta que a humanidade vive um dos momentos mais difíceis da era moderna, uma época de crise social, defluente da perda dos valores éticos e morais, muito bem definida pelo teólogo e psicólogo americano Dr. Rollo Reece May. Este elucida que o ser humano, da era cibernética, vive num período difícil por causa de três fatores que não foram cuidados devidamente: o individualismo, o sexismo e o consumismo.

            Para trazer aos ouvintes, uma melhor compreensão sobre o assunto, Divaldo faz uma breve abordagem histórico-social do entendimento humano sobre Deus, a partir do Iluminismo. O indivíduo, que conseguiu a comunicação virtual, pôde penetrar no macrocosmo, descobrir os buracos negros e a luz negra, viajar nas direção as micropartículas e detectar o Bóson de Higgs. Não tendo uma maneira de expressar a diferença entre energia e matéria, define esse Bóson como sendo a partícula de Deus. Isto trouxe um esclarecimento especial à mentalidade do materialismo do séculos XVII e XVIII, quando o pensamento iluminista abriu as portas para a revolução cultural, à revolução industrial e, na atualidade, à revolução cibernética. Hoje, o ser humano pode aprofundar o que era mistério ontem e ter a percepção de uma realidade que transcende a qualquer percepção imaginativa. Com isto, tem-se uma maior facilidade de compreensão da grandeza de Deus, pois a física quântica, assevera que essa partícula existe, provando-a matematicamente. “Ser a partícula de Deus é fascinante!”, afirma Divaldo Franco.
            Bacon e uma elite de pensadores se divorciaram, no século XVII, da fé cega para se deterem diante da razão, o que levou,  na data de 5 de novembro de 1792, em Notre Dame, o pensador dizer a 15 mil pessoas presentes que, se Deus era a razão,  não se tinha mais porque acreditar em Deus, preparando, talvez, terreno para Nietzsche  proclamar, mais tarde, que Deus havia morrido.
            Esse desvio de cultura, descobriu a razão e deu a ciência ao homem, do empirismo à tecnologia para que pudesse encontrar o motivo lógico da existência e eliminar a possibilidade remota, vazia e mitológica de que foi criados do nada. Quando se apresentou a teoria a respeito do Big Bang, como sendo a origem de tudo, já que antes não havia nada, deparou-se com um paradoxo: o nascimento de um universo a partir de duas partículas. Ora, se antes não havia nada, é provável que tenha havido outros universos e é possível que ainda outros mais existirão.
            É impressionante notar que cientistas, nesse momento de crise, façam a sua viagem de volta a Deus para relatar que o universo não é fruto de um acaso, mas de uma causalidade absoluta. Allan Kardec, na primeira pergunta do Livro dos Espíritos, retira o caráter antropomórfico, ao indagar “o que é Deus”, ao invés de “quem é Deus?”, como até então fora feito. A resposta dos Espíritos: “É a inteligência suprema do universo, causa primeira de todas as coisas”, ajudará a filosofia a pensar, a partir do século XIX, que Deus é a causa “incausada” do universo.
            Porém, esse mesmo momento de crise, é capaz de produzir perspectivas e esperança, pois a sociedade tem progredido através dele, já que a própria palavra originária do grego, krisis, significa a véspera do progresso. Aquela se apresenta muito mais grave, porque não é uma crise internacional, mas da criatura humana, do vazio existencial. Uma sociedade que cultivou o existencialismo em detrimento da solidariedade e estabeleceu o prazer como meta, deixando à margem a felicidade, tende a empurrar o ser humano a mecanismos psicológicos de fuga, como o consumismo. Porém, nada de fora preenche a solidão de dentro. O sentimento de paz e harmonia, não pode ser comprado pelos valores terrestres. Ele necessita ser elaborado pela moral do indivíduo, propondo  o Self em primazia às necessidades do Ego.          Divaldo aponta como exemplo de crise, a cidade do Rio de Janeiro, transformada, em sua violência urbana, num campo de batalha, mesmo o Brasil estando em paz sob o ponto de vista civil. Ressalta, também, que a UNESCO havia programado, para o ano de 2000, um memorando,  em seis itens, um dos quais seria voltar à solidariedade, o que equivale dizer que em alguma época, as pessoas eram solidárias, mas, agora, estão solitárias.  Quando o indivíduo iniciar a  transformação ética para melhor, a crise acabar-se-á. Para isso, é necessário que o ser humano realize uma viagem interior em busca de plenitude, voltando-se aos valores do Evangelho de Jesus e descobrindo seus objetivos psicológicos através de uma autoanálise.   
            Divaldo propõe o autoperdão: não se deve guardar mágoa de si mesmo, pois o indivíduo é um ser em processo de evolução de consciência. O perdão deve-se iniciar no próprio indivíduo, com a proposta desafiadora de Jesus Cristo, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
            O autoamor, então, sai das páginas da velha teologia punitiva para conceder a grandeza racional de que o indivíduo merece viver e ser  feliz na Terra; não apenas aguardando o reino dos céus, que será consequência dos atos terrestres. Quando o ser humano compreende seu erro,  tem a oportunidade de se reabilitar. E se a pessoa tem  o direito de ser como é, também tem o dever de perdoar,  respeitando aquilo que o próximo ainda está conquistando.
            Porém, perdão não implica na superação do crime, perdoar não é conivir com o ato indigno do outro. Do ponto de vista psicológico, perdoar é não devolver a ofensa, mas também não é aceitar a ofensa de maneira indigna, porque um erro é sempre um erro e o problema é do errado.
            Hoje, o perdão já não é mais teológico e sim psicoterapêutico: quem perdoa, goza de saúde, é livre, maduro, capaz de entender que se deve ter tolerância para com o outro. Mesmo que este não compadeça de perdão, o indivíduo merece livrar-se do sentimento mau que inculpou em seu pensamento. Olhar para o outro desarmado e ter a coragem de visualizar alguém que se pode libertar da pequenez. Jesus desceu aos mais miseráveis e não se fez pequeno. O indivíduo necessita da paz que advém da mente que cumpre o dever, da emoção que aceita a verdade e do corpo que se prepara para servir.
            Desta maneira extraordinária, Divaldo Franco encerrou sua oratória naquele plenário, emocionando a todos com suas reflexões sobre paz, amor e perdão, baseadas no Evangelho de Jesus Cristo, na Doutrina Espírita e na Psicologia; conquistando a aclamação dos presentes, que se levantaram para as palmas entusiastas e prolongadas.
            Após a palestra de Divaldo Franco, a vereadora Adriana Ramalho fez uma breve saudação, agradecendo ao médium e orador espírita, dizendo-se emocionada. Para ela, pode-se enganar qualquer pessoa, até a si mesmo, mas a Deus, que é ímpar, apesar das diversidades de religiões; jamais, pois Ele conhece o que vai no coração de cada indivíduo, sabendo, verdadeiramente,  dos corações bem intencionados. Encerrou sua fala dando o testemunho de seu pai, deputado Ramalho da Construção, que diagnosticado com câncer, teve em Jesus e na Federação Espírita do Estado de São Paulo, amparo e consolo para passar por esta prova.

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco em Americana, SP

O Parque de Eventos do Clube dos Cavaleiros de Americana – SP foi escolhido para poder receber com conforto as mais de 3.500 pessoas que ali se congregaram na noite de 30.09.2017 para poder ouvir a conferência espírita de Divaldo Franco.
Divaldo inicia a conferência fazendo referência às recentes estatísticas da OMS que projeta para o ano de 2025 que os óbitos provocados por problemas cardíacos, que hoje lideram o ranking de causa mortis, será ultrapassado pela Depressão em função dos suicídios.
Historiando o transtorno da depressão, Divaldo cita o Dr. Emil Kraepelin (1856-1926) psiquiatra alemão tido como o criador da moderna psiquiatria, por ter desenvolvido um novo sistema para diagnosticar as doenças mentais, contrariando a abordagem psicanalista de Freud que atribuía a fatores psicológicos a origem das doenças psiquiátricas, enquanto que o Dr. Kraepelin considerava-as como sendo uma decorrência de problemas orgânicos do cérebro.
Com base nesse novo pensamento o Dr. Kraepelin logrou diferenciar a Esquizofrenia do Transtorno Afetivo Bipolar, que até então era considerada uma única doença.
Os seguidos progressos da psiquiatria lograram identificar os Neurotransmissores substâncias químicas produzidas pelos células nervosas (Neurônios), com a função de enviar informações para outras células estimulando e impulsionando nossas reações. Essas substâncias – cerca de 64 (adrenalina, noradrenalina, dopamina, endorfina etc) – têm funções muito específicas. Algumas excitam, enquanto que outras são inibidoras.
Os Transtornos Mentais têm origem – no campo físico – pela carência ou excesso na produção dos Neurotransmissores.
A Psiquiatria materialista, que enxerga – por enquanto – o ser humano como sendo exclusivamente o corpo físico, atribui esses desequilíbrios na produção dos Neurotransmissores a fatores genéticos.
O Espiritismo considera a criatura humana como sendo um ser Bioespiritual (Espírito e corpo físico) gerador dos fatores básicos para os desarranjos estruturais do organismo biológico. O Espírito ao reencarnar atrai (impulsionado automaticamente pela Lei de Ação e Reação) as células sexuais - masculina e feminina - que melhor atenderão às suas necessidades evolutivas redentoras.
A cada um segundo suas obras, nos alerta Jesus.
Divaldo silencia por alguns segundos, dando aos ouvintes a chance de assimilar esses complexos conceitos, porém tornados simples pelo poder do conhecimento e pelo domínio das técnicas de esclarecimentos do conferencista.
Agora, Divaldo envereda por uma nova vertente das Psicopatologias: Obsessão.
Divaldo inicia a abordagem citando a questão 459 de O Livro dos Espíritos quando Kardec indaga aos Bons Espíritos: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Ao que os Espíritos de Bondade respondem: Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário (a ponto de que), são eles que vos dirigem.
Em que pese o fato da relutância e refratariedade por parte da Psiquiatria, essa já admite a possibilidade da  existência de espíritos catalogando no Código Internacional de Doenças – CID 10, item F 44.3 – o estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente. Essa situação é considerada doença quando a pessoa não tem controle.
Divaldo volta a citar Allan Kardec: Entre os que são tidos por loucos, muitos há que são apenas subjugados e precisariam de um tratamento moral (Livro dos Médiuns, Cap XXIII, item 254, questão 6)
Obsessão não é loucura, mas pode provoca-la, caso a ação prejudicial de um Espírito sobre outro for pertinaz e não tratada a seu devido tempo. Nesse caso, é preciso compreender que a ação persistente pode produzir lesões físicas, muitas vezes irreversíveis.
Espíritos desencarnados adversários, direcionam à mente do hospedeiro físico induções hipnóticas carregadas de pessimismo e de desconfiança, de inquietação e de mal-estar, que estabelecerão as matrizes das obsessões, classificadas por Kardec como sendo: Simples, Fascinação ou Subjugação (equivocadamente chamada de Possessão).
A obsessão - transmissão mental de cérebro a cérebro – se expressa inicialmente como inspiração discreta para mais tarde fazer-se interferência da mente obsessora na mente encarnada, com vigor que alcança o seu apogeu na deplorável subjugação.
Os tratamentos acadêmicos, seja o psiquiátrico como o psicológico configuram-se indispensáveis produzindo melhoras no quadro. Todavia se os hospedeiros desencarnados não forem afastados, os mesmos permanecerão com a perseguição e vingança.
Somente quando ocorrer uma alteração do comportamento mental e moral do enfermo, direcionado para o amor, para o bem, conseguindo sensibilizar aqueles que estejam na condição de perseguidores, é que dar-se-á a recuperação recebendo no processo terapêutico o auxilio – imprescindível - dos medicamentos na reorganização da máquina cerebral.
Com o precípuo objetivo de enfatizar a necessidade da transformação moral e o amor como terapias indispensáveis no trato das obsessões, Divaldo transportando as recomendações de O Livro dos Médiuns para a prática narra a todos o caso da perseguição que sofreu por 40 anos de um espírito que era identificado por Divaldo como O Máscara de Ferro e que finalmente o perdoou pelas ações do passado quando Divaldo tomou em seus braços uma criança recém nascida abandonada às portas da Mansão e passou a dedicar-lhe total atenção, carinho e amor.
Emocionado o espírito que o perseguira por todos aqueles anos pousou gentilmente a mão em seu ombro e falou-lhe:
— Divaldo, até agora tu não me convenceste. Venceste-me pela paciência. Contudo hoje já não tenho mais como te odiar. Essa criança que aninhas com tanto carinho entre teus braços abriga o espírito de minha mãe que retorna ao plano físico.
Abençoada Doutrina que nos esclarece ensejando-nos a oportunidade de libertação, não só da obsessão como também das doenças, pois o Espiritismo nos informa de que todas as enfermidades de qualquer procedência encontram no Espírito as causas que as provocam no corpo.
O Espírito - ser real - é sempre o responsável por quaisquer ocorrências na existência física.
Enquanto houver no ser humano a predominância dos impulsos de violência e de ressentimento, de ciúme e de ódio, de amargura e de mentiras, maledicências e calúnias, a problemática da enfermidade nele predominará.
Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes disparados desatrelam as células dos seus automatismos, que degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.
A recíproca nos ensina a Doutrina Libertadora dos Espíritos, é igualmente verdadeira o pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-as em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito.
Compete-nos – exclusivamente a nós – fazermos desse conhecimento libertador o instrumento com o qual construiremos a nossa evolução moral e espiritual.
Não há, portanto, razão para nos deixarmos envolver pelo manto de pessimismo que os dias atuais vêm cercando a sociedade.
Em que pese os dias tumultuosos da atualidade onde as aflições, ódios, intolerâncias, sofrimentos e violências, dias em que as pessoas – ao invés de se amarem umas às outras como preconizado por Jesus – elegem se armarem umas contra as outras – no âmbito material e emocional -  urge aceitar e viver a proposta de Jesus, amando mais, tornando-nos, assim, mais gentis, tolerantes, pacíficos e  mansos de conformidade com os ensinamentos registrados no Sermão da Montanha,  permitindo a formação de uma humanidade mais justa e feliz.
Embalando a todos nas suaves estrofes do Poema da Gratidão, Divaldo encerra a conferência, permitindo-nos sentir a presença do amor incondicional de Jesus a nos envolver.

           Texto: Djair de Souza Ribeiro;  Fotos: Sandra Patrocínio


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)