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28/02/2016
Na manhã de 28 de fevereiro de 2016, a Federação Espírita do Estado do Rio Grande do Norte, fundada em 29 de abril de 1926, comemorando seu 90º aniversário foi presenteada com o Workshop Tesouros Libertadores, ministrado pelo maior orador espírita da atualidade, Divaldo Pereira Franco.
Com o auditório do Hotel Holiday Inn, completamente lotado o médium e conferencista sugeriu a todos uma viagem terapêutica em busca da empatia.
Divaldo Franco foi acarinhado pela FERN com uma Placa comemorativa de seus 90 anos assim como um buque de fotos do Lançamento do Movimento Você e a Paz na cidade de Natal.
Após a apresentação musical do Grupo Canto de Paz que musicou algumas poesias de Auta de Souza e a prece feita pelo Presidente da Federação Eden Lemos, o Seminário teve início com reflexões sobre vários aspectos a respeito dos tesouros. Aqueles que são de sabor permanente e aqueles que transitam pelas nossas mãos, às vezes, escravizando-nos.
“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mt 6.21) disse Jesus. Mas que tesouros? Existem tesouros que libertam e tesouros que aprisionam. O ter é sempre razão de sofrimento. Os tesouros valiosos são os de qualidade, são atemporais: o amor, que liberta-nos da paixão que é posse. E tudo aquilo que nós desejamos com o interesse de possuir escraviza-nos. E é por isso que aqueles que se submetem aos valores terrestres; ao poder; às coisas que projetam o ego, estão sempre insatisfeitas, porque essa busca ávida não tem limite. O limite é o infinito.
Segundo Divaldo, é necessário que a posse tenha um caráter de transitoriedade com o qual nós nos afinizaremos porque ter ou deixar de ter é uma condição de ordem simplesmente mental. O necessário, o indispensável, a vida vem nos dando, da mesma forma que veste as flores de cores e a natureza de beleza e providencia todo e qualquer tipo de recurso para a vida, também aqueles que dizem respeito a nossa vida, estão providenciados.
Mas nós, criaturas humanas, graças ao nosso processo antroposociopsicológico possuímos a avidez de ter, buscando mais segurança, o que nem sempre se dá, e muitas vezes esse ter produz no indivíduo a avareza e no outro, a disputa por tomar-lhe. Ademais, toda vez que nós temos somos sacudidos pelo medo de perder, deixamos de ser o possuidor e nos tornamos o possuído.
Ao abordar, Os Quatro Gigantes da Alma, de Emílio Mira y Lopez, o palestrante deu-se conta de que aqueles eram os gigantes da alma à época em que analisou a obra mas na atualidade nós teríamos os mesmos propósitos sob novos rótulos: a rotina, a ansiedade, a solidão e o medo. Esclareceu, ainda, minuciosamente as cinco características da pessoa humana como a personalidade, a identificação, o conhecimento, a consciência, e a individualidade.
Divaldo Franco referiu-se a Freud que construia a arquitetura da psicanálise com base em nossas experiências vivenciadas e ao jovem Jung que em Zurique procurava entender porque existia o complexo de inferioridade, de superioridade, o narcisismo, todas essas manifestações neuróticas e psicóticas. Ele buscou a palavra arquétipos para definir o momento quando o inconsciente registrou o fato e jogou a culpa na consciência. Todos nós temos culpa consciente ou inconsciente. Temos algum complexo de inferioridade, temos um pouco de narcisismo. Todos nós temos marcas antigas. De repente, recordamos de um fato desagradável, raramente de um agradável pois esse não produziu muitas marcas porque nós fruímos e vivemos mas o desagradável nós recusamos, castramos, apagamos da nossa consciência mas ele não é eliminado, vai para o arquivo do inconsciente. E de vez em quando o inconsciente libera e passamos a ter tristeza, melancolia, angústia, a sensação de que alguém não gosta de nós, de que alguém está nos perseguindo, temos esses estados neuróticos de culpas inconscientes guardadas em nosso mundo interior. Fez referência a teoria da anima (parte feminina na alma do homem) e do animus (parte masculina na alma da mulher).
No retorno do primeiro intervalo, oportunidade em que, o agora cidadão macaibense, Divaldo Franco atendeu a uma imensa fila para autógrafos e fotos, todo auditório se emocionou com as palavras do mestre acerca da grandeza do amor, como o amor é fascinante e seu poder miraculoso como psicoterapia.
Um sentimento que se dá sem pedir nada pois quem ama se sente feliz com a felicidade do outro, mesmo que recusado, isso é secundário, pois quem ama se plenifica com o outro aceitando ou não.
Nesse sentido, Freud, que foi extraordinário, pecou pelo excesso porque cada um de nós temos muitos afetos declarados ou ocultos sem a presença de qualquer manifestação da libido, sexual, da libido narcisista, da libido de querer exibir-se, e da libido do conflito dessa ou daquela natureza.
E a tese Socrática: Conhece-te a ti mesmo. Educar para Sócrates, educere não era transmitir informação, era sofismar, buscar informação que está dentro de nós.
O psicanalista freudiano nos mandaria a uma auto análise, fazer a nossa regressão até a infância, ao período dos traumas; o psicoterapeuta junguiano buscaria os nossos arquétipos, aquilo que nós temos no inconsciente e não sabemos, as nossas frustrações, as nossas antipatias, através do diálogo, dos sonhos e das associações iria descobrindo o que o nosso inconsciente está mandando para fora e a consciência não identificou. Nós cultivamos certos hábitos sem nos darmos conta. Quantos conflitos banais que temos que podemos resolver pelo auto amor, é só começar a amar-se, a descobrirmos como somos únicos, e que nossas vidas tem um sentido muito grande, parece vaidade mas não é, todo mundo é único, cada um de nós é único, que jamais por melhor que seja o meu modelo, eu serei sempre uma cópia, então é muito melhor ser o modelo, então que me copiem mas nós não copiemos ninguém. Que tenhamos uma meta, um objetivo, uma busca que é um trabalho de auto conquista de natureza transcendental, então, é claro, quando nos entregamos a essa busca descobrimos o milagre do amor terapêutico.
Outro momento marcante do encontro foi quando o conferencista contou um caso seu pessoal em que um médico lhe deu apenas 28 dias de vida em razão de um problema cardíaco e na ocasião ele tinha 60 anos de idade. Mesmo contra recomendação médica de repouso absoluto, mas atendendo a recomendação de Joanna de Ângelis, Divaldo participou de uma sessão mediúnica, recebeu comunicação, psicografou, incorporou uma entidade sofredora e ao término da sessão, às 21:30 hs, ele não sentia mais a angina pectoris, já respirava sem dor. Daí constatou como o espiritismo é terapêutico, os guias espirituais haviam lhe dado passes, e haviam produzido uma dilatação automática da artéria que estava bloqueada pelo colesterol. ...” sou fanático pelo espiritismo que para mim é um hobby, não é um dever, é uma plenitude, é a presença de algo que a mim me realizou, então eu semeio.
O Espiritismo nos dá a explicação lógica da vida. Explica os por quês. Diz qual é a finalidade do existir e nos fala de um Jesus que não está mais crucificado para expirar pena. A paixão de Jesus não é numa semana. A paixão de Jesus somos nós. É todos os dois mil anos que ele nos espera para que façamos a nossa revolução interna e sejamos cidadãos, ao invés de sermos cristãos assassinos que não tenhamos religião mas sejamos cidadãos honestos. Nada pior do que ter uma religião e disfarçá-la cometendo crimes, melhor não ter, porque aquele que não tem religião e age bem é um homem de bem, conforme Allan Kardec escreve em o Evangelho Segundo o Espiritismo. Então essa doutrina é um tratado de terapia. Precisamos, também, sermos mais otimistas, cultivarmos o otimismo, termos ciência de que somos seres imortais, estamos vivendo na carne, desenhando esse papel extraordinário da evolução que nos vai levar a plenitude.
Mas será que nós somos mesmo uma individualidade? E cita o neurocirurgião Alexander Eben, que era um cético, nunca acreditou em vida após a morte até passar por uma experiência dramática. Entrou em coma profundo, teve visões de uma espécie de paraíso, e voltou convencido de que existe vida do outro lado. E publicou dois livros: Uma Prova do Céu e Mapa do Céu, e está absolutamente convencido de que a morte não leva à destruição da individualidade, do espírito.
Divaldo citou também o livro Inteligência Espiritual, lançado pela física e filósofa americana Dana Zohar que aborda a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida. Um estudo baseado no Quociente Espiritual (QS) que pesquisado e divulgado por cientistas de várias partes do mundo descobriram o que está sendo chamado “Ponto de Deus” no cérebro. Uma terceira inteligência que implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS está ligado à necessidade humana de ter um propósito na vida e o usamos para desenvolvermos valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
E O Semeador de Estrelas encerra o agradável encontro com mais uma mensagem :...” A vida tem um sentido, e o nosso tesouro libertador é exatamente viver para essa vida. Sem medo de amar. Vamos adotar a empatia. Não tente conhecer-se apenas a ti mesmo. Tentemos nos colocar no lugar do outro. Sentir a dor e a alegria do outro. Vamos perceber que o outro também tem problemas e precisa de nós. Amemos aos invisíveis. Que a nossa grandeza moral nos enriqueça com esse tesouro libertador que é o amor, que possamos amar, evocando a figura incomparável de Jesus Cristo: ...” eu vim para os doentes porque os sãos não necessitam de mim. Eu venho para aqueles que tem a necessidade de amor”...
Texto e fotos: Maria Rachel Coelho
(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)
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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Divaldo Franco - Workshop Tesouros Libertadores Natal, RN
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Registro: Divaldo Pereira Franco em Macaíba, RN
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27-02-2016
Numa noite inspirada e emocionante como as poesias de Auta de Souza. Foi assim que neste sábado, 27 de fevereiro de 2016, na Praça Paulo Holanda Paz onde em 2006 foi inaugurado o Memorial Auta de Souza, obra do artista plástico Guaracy Gabriel, o embaixador da Paz na ONU e maior orador espírita da atualidade, Divaldo Pereira Franco, recebeu o título de cidadão macaibense em uma cerimônia repleta de emoções, onde também foi lançado na cidade de Macaíba, RN, o Movimento Você e a Paz. A data foi escolhida em comemoração aos 140 anos do nascimento e 115 anos do falecimento da poetisa Auta de Souza. Na presença do prefeito Fernando Cunha e de vários vereadores, inclusive, Edson do Carmo, autor do projeto, aprovado por unanimidade na Câmara de Macaíba, Divaldo Franco agradeceu a honra declinando-a porque não a merecia mas que a mereciam aqueles que hoje cultivam a memória dessa personagem única na literatura brasileira; aqueles que o trouxeram pela primeira vez em Macaíba em 1952, se referindo ao casal de amigos José Melo e Dagmar Melo, quando conheceu a antiga residência de Auta de Souza, após ter proferido uma Conferência na Federação Espírita do Estado do Rio Grande do Norte, oportunidade em que viu na escola de Autinha o trabalho que viria executar ao longo dos anos; e ao nobre espírito Allan Kardec, porque, pessoalmente, se dedicou ao estudo e a prática do espiritismo cristão. Humildemente, Divaldo, afirmou que só lhe cabia a alegria imensa de pertencer a essa família e agradeceu a honra imerecida. Disse, no entanto, que vai procurar respeitar através da conduta que o Evangelho de Jesus nos impõe, na prática da caridade. ...”Já estive em mais de 3.000 cidades do mundo, em quase todos os países dos cinco continentes e onde quer que eu vá apartir de agora me referirei a Macaíba, a essa inesquecível noite porque outra poetisa sueca Selma Lagerlof escreveu uma lenda e disse que existe uma dívida que nós nunca resgatamos. É a dívida da gratidão. A gratidão é um sentimento que deve vigorar em nossas almas como um verdadeiro poema de vida e por mais que nós procuremos retribuir um gesto de amor, será sempre mínima, a nossa cota, pela honra da qual fomos investidos por aquele, que nos ensejou a oportunidade de ser amado. Então, eu carrego, de hoje em diante essa dívida com a querida Macaíba. Terei sobre os ombros a responsabilidade de ser macaibense, demonstrando que através de meus atos irei honrar essa comunidade que se lembrou do velho companheiro e amigo para dar-me a oportunidade de receber a cidadania que era um dia da minha querida Auta, na intimidade, Autinha. Aos nobres vereadores a nossa gratidão. Muito obrigado”... O conferencista revelou que seu primeiro contato com Auta de Souza deu-se através da mediunidade do apóstolo Francisco Cândido Xavier em uma noite de experiências mediúnicas, a doce poetisa dedicou- lhe, dentre muitas outras páginas, um poema que ela denominou “Agora” que lhe penetrou o coração, quando tinha apenas 21 anos. Depois foi consultar a sua obra O Horto, publicado em Paris em 1910, apartir de então, se interessou e passou a levar de sua escola em Macaíba algumas sementes do jasmineiro que ela houvera plantado. Auta de Souza é a patronesse, foi eleita, em espírito, na obra Mansão do Caminho, para que abençoasse esse esforço em favor dos necessitados. Logo após a cerimônia de outorga de cidadão macaibense e a entrega dos troféus às instituições que foram escolhidas, o homenageado fez uma análise do pensamento do filósofo inglês Thomas Hardy para a atualidade. O poeta inglês estabeleceu que a criatura humana do seu tempo, havia perdido o endereço de Deus e como consequência experimentava uma grande lacuna no coração. Hoje podemos dizer que a criatura moderna perdeu o endereço de si mesma. Porquanto do ponto de vista da ciência e da tecnologia conseguimos alcançar um patamar jamais imaginável. Ouvimos uma cantora de 90 anos e 3 meses como uma adolescente, se referindo a Glorinha Oliveira, que fez a apresentação musical que antecedeu sua palestra, avanços e conquistas de fora, que parece-nos adornos, que nos dão comodidade, conforto, nos proporcionam alguma saúde, no entanto, não somos felizes. Quando acreditamos que vencemos as epidemias, um modesto mosquito nos surpreende e nos torna vassalos do medo. Mas ao lado disso nós sentimos ausência de paz interior. Podemos ter aquisições monetárias, podemos gozar de prestígio social mas não deciframos os enigmas do nosso ego, os conflitos da nossa sombra, as angústias da nossa ansiedade. Esse século de beleza é também o da ansiedade porque as pessoas condicionam a felicidade: eu só serei feliz quando alcançar tal meta ou certa posição social, no entanto alcançamos a meta, a posição social e não fugimos do vazio espiritual. Estamos numa sociedade que padece de uma pandemia, da depressão. A OMS estabelece que hoje a primeira causa mortis está entre o câncer e as doenças cardiovasculares mas que no ano de 2025 o maior incidente de óbito será pela depressão através do suicídio porque a vida perdeu o sentido psicológico. Porque estamos perdidos. A sociedade que nos exige tanto e nos dá tão pouco estabelece padrões e aquele que não está no padrão social é infeliz. Mas ao mesmo tempo que nos submetemos a esses padrões estabelecidos, os nossos conflitos internos não desaparecem. Até hoje temos medo. Temos medo de amar. Estamos num momento que somos descartáveis, somos usados e depois jogados fora. Esquecemos o essencial, o grande dever de amarmo-nos uns aos outros e não tem nada a ver com religião. A proposta do amor pregada por Jesus Cristo, hoje, não tem nada a ver com teologia, o amor hoje é terapia. A pessoa que ama não adoece. Amar é uma proposta de saúde. Quando aprendermos a ir ao outro e não julgar o outro vamos encontrar a felicidade. Os notáveis psiquiatras e psicoterapeutas da atualidade já não estão preocupados com os barbitúricos, estão recorrendo ao Evangelho de Jesus como terapia. Viktor Frankl, psiquiatra austríaco, o americano Milton Hyland Erickson, todos eles recomendam o amor como solução para os nossos problemas. Jesus foi o maior psicoterapeuta da humanidade, ele olhava o doente e o penetrava com a doçura e misericórdia do seu olhar. Ele percebia a miséria e sabia que a doença física era resultado da somatização da doença psíquica. Então não existem corpos doentes mas seres doentes. Pessoas com realidades interiores pessimistas, cheias de mágoas, que coleciona rancores, deseja o mal, tem inveja, é insatisfeito, reclama, doentes internos que somatizam através dos fenômenos degenerativos da emoção ou por meio das manifestações que gastam a nossa vulnerabilidade, as nossas defesas e instalam-se as nossas doenças. Mas o que fazer? Todos nós necessitamos de paz. A paz é uma conquista individual. Gandhi disse: a paz não tem caminho, a paz é o caminho. E é tão extraordinário esse caminho que virou verbo. Pazear. Vamos pazear? Vamos fazer a paz? Vamos fazer com que nosso mundo íntimo respire ternura, esse sentimento de solidariedade. E temos que ter coragem de enfrentar o nosso ego. O sol não brilha porque eu existo. Eu existo porque o sol brilha. Então a paz está dentro de nós. A proposta é muito simples. Podemos viver em paz. Não reagir mas agir. Reagir é devolver, agir é pensar antes de agredir. A paz dentro do lar, transmitindo aos nossos filhos carinho, ternura, contato humano. Usemos o verbo amar. Uma proposta para sermos felizes. Quem está de bem com si, o self, o ser que é, não molesta ninguém. E O Embaixador da Paz no Mundo conclui: que é com essa proposta que o Movimento Você e a Paz já foi levado a mais de um milhão de pessoas, pessoalmente, contato é contato, e mais os veículos de mídia que transmitem as suas palestras. Nessa data evocativa da morte de Auta de Souza, o homenageado reitera sua emoção com o título de cidadania e solicita a todos: ...”vivam em paz, sejam promotores da paz, multiplicadores da paz, é fácil. Algumas vezes a violência volta mas é natural. Se nós caímos é porque estamos andando. Se alguém disser que nunca caiu é porque nunca saiu do lugar. É necessário cair para levantar-se e dar um passo adiante. Então nessa mensagem em que a ciência e a tecnologia tanto nos ajudam, o sentido moral da vida, o sentido espiritual da vida dão a nossa existência o preenchimento do vazio existencial. Já não seremos pessoas que não tem meta. Achamos o endereço. O endereço da paz”...
Texto e fotos: Maria Rachel Coelho
(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)
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DIVALDO FRANCO - MACAÍBA, RIO GRANDE DO NORTE, BRASIL - 27-02-2016.
Noche de inspiración y emociones, con las poesías de Auta de Souza. Fue de tal modo, que el sábado 27 de febrero de 2016, en la Plaza Paulo Holanda Paz -donde en 2006 se inauguró el Memorial Auta de Souza, obra del artista plástico Guaracy Gabriel-, el embajador de la Paz en la ONU, el máximo orador espírita de la actualidad, Divaldo Pereira Franco, recibió el título de Ciudadano Macaibense, en una ceremonia colmada de emociones, donde también fue lanzado, en la ciudad de Macaíba, RN, el Movimiento Tú y la Paz. La fecha fue elegida en conmemoración de los 140 años del nacimiento, y de los 115 años del fallecimiento de la poetisa Auta de Souza. En presencia del prefecto Fernando Cunha y de varios concejales, incluso de Edson do Carmo, autor del proyecto -aprobado por unanimidad en la Cámara de Macaíba-, Divaldo Franco agradeció el honor declinándolo porque no lo merecía -según manifestó-, sino lo merecían aquellos que hoy rinden culto a la memoria de esa persona única en la literatura brasileña, quienes lo llevaron por primera vez a Macaíba, en 1952 - refiriéndose al matrimonio de los amigos José Melo y Dagmar Melo, oportunidad en que conoció la antigua residencia de Auta de Souza, luego de haber pronunciado una conferencia en la Federación Espírita del Estado de Rio Grande do Norte; y, además, vio en la escuela de Autinha el trabajo que ella iba a realizar a lo largo de los años -y al ilustre espíritu Allan Kardec-, porque personalmente se dedicó al estudio y la práctica del espiritismo cristiano. Con humildad, Divaldo manifestó que sólo le cabía la alegría inmensa de pertenecer a esa familia, y agradeció la honra inmerecida. Dijo, además, que va a tratar de respetar a través de la conducta que el Evangelio de Jesús nos impone, la práctica de la caridad. ... He estado en más de 3.000 ciudades del mundo, y en casi todos los países de los cinco continentes, y donde quiera que yo vaya, a partir de ahora mencionaré a Macaíba, a esta inolvidable noche, porque otra poetisa, sueca -Selma Lagerlof-, redactó una leyenda y dijo que existe una deuda que nosotros nunca hemos rescatado: es la deuda de la gratitud. La gratitud es un sentimiento que debe prosperar en nuestras almas como un verdadero poema de vida y, por más que procuremos retribuir un gesto de amor, será siempre mínimo para nuestra contribución, por la honra con la cual hemos sido distinguidos por Aquel que nos concedió la oportunidad de ser amado. Entonces, yo asumo, desde hoy en adelante esa deuda con la querida Macaíba. Llevaré sobre los ombros la responsabilidad de ser macaibense, demostrando que a través de mis actos voy a honrar a esa comunidad, que se acordó del viejo compañero y amigo, para darme la oportunidad de recibir la misma ciudadanía que fue un día de mi querida Auta, a quien en la intimidad llamábamos Autinha. A los dignos representantes del gobierno local, nuestra gratitud. Muchas gracias... El disertante reveló que su primer contacto con Auta de Souza se produjo a través de la mediumnidad del apóstol Francisco Cândido Xavier. Una noche de experiencias mediúmnicas, la delicada poetisa le dedicó, entre muchas otras páginas, un poema al cual denominó Agora, que penetró en su corazón, cuando sólo tenía 21 años. Después fue a consultar su obra El Huerto, publicada en París en 1910 y, a partir de entonces, se interesó, y comenzó a llevarse de su escuela en Macaíba algunas semillas del jazminero que ella había plantado. Auta de Souza es la patrona, elegida en espíritu, de la obra Mansión del Camino, para que bendijera ese esfuerzo en bien de los necesitados. A continuación de la ceremonia en la que fue designado ciudadano macaibense, y a la entrega de los trofeos a las instituciones que fueron seleccionadas, el homenajeado hizo un análisis del pensamiento a partir del filósofo inglés Thomas Hardy hasta la actualidad. El poeta inglés estableció que la criatura humana de su época, había perdido la dirección de Dios y, como consecuencia, experimentaba un gran vacío en su corazón. Hoy podemos decir que la criatura moderna ha perdido la dirección de sí misma, porque desde el punto de vista de la ciencia y de la tecnología conseguimos alcanzar un nivel jamás imaginado. Escuchamos a una cantora de 90 años y 3 meses, como una adolescente, que se refería a Glorinha Oliveira, que hizo la presentación musical que precedió a su disertación, avances y conquistas desde el exterior, que nos parecen adornos, que nos dan comodidad y consuelo, que nos proporcionan algo de salud; sin embargo, no somos felices. Cuando suponemos que hemos derrotado a las epidemias, un modesto mosquito nos sorprende y nos convierte en vasallos del miedo. Pero, además de eso experimentamos ausencia de paz interior. Podemos obtener conquistas monetarias, podemos gozar de prestigio social, pero no desciframos los enigmas de nuestro ego, los conflictos de nuestra sombra, las angustias de nuestra ansiedad. Este es el siglo de la belleza, y también el de la ansiedad, porque las personas condicionan la felicidad: Yo sólo seré feliz cuando alcance tal meta o cierta posición social; mientras tanto, alcanzamos la meta, la posición social y no podemos evitar el vacío espiritual. Estamos en una sociedad que padece una pandemia: la de la depresión. La OMS establece que en la actualidad, la primera causa de muerte está entre el cáncer y las enfermedades cardiovasculares, pero que en el año 2025 la mayor incidencia de muerte se deberá a la depresión, a través del suicidio, porque la vida perdió su sentido psicológico, porque estamos perdidos. La sociedad, que nos exige tanto y nos da tan poco, establece un modelo, y aquel que no está incluido en ese modelo social es un desventurado. Pero, aunque nos sometamos a esos modelos establecidos, nuestros conflictos internos no desaparecen. Hasta hoy tenemos miedo. Tenemos miedo de amar. Estamos en un momento en que somos descartables, somos utilizados y después descartados. Hemos olvidado lo esencial, el gran deber de amarnos unos a otros, lo que no tiene nada que ver con la religión. La propuesta del amor predicada por Jesucristo, nada tiene que ver hoy con la teología: el amor hoy es una terapia. La persona que ama no se enferma. Amar es una propuesta de salud. Cuando aprendamos a acercarnos al otro sin juzgarlo, vamos a encontrar la felicidad. Los destacados psiquiatras y psicoterapeutas de la actualidad ya no recurren a los barbitúricos, están recurriendo al Evangelio de Jesús como terapia. Como Viktor Frankl, psiquiatra
austríaco, y el norteamericano Milton Hyland Erickson, todos ellos recomiendan el amor como una solución para nuestros problemas.
Jesús fue el más grande psicoterapeuta de la humanidad. Él observaba al enfermo y lo impregnaba con la dulzura y la misericordia de su mirada. Él percibía la miseria y sabía que la enfermedad física era el resultado de la somatización de la enfermedad psíquica. Entonces, no existen cuerpos enfermos sino seres enfermos. Personas con realidades interiores pesimistas, llenas de disgustos, que coleccionan rencores, desean el mal, tienen envidia, están insatisfechas, que se quejan; enfermos en su interior que somatizan a través de los fenómenos degenerativos de la emoción, o por medio de las manifestaciones que consumen nuestra vulnerabilidad, nuestras defensas, y así se instalan nuestras enfermedades. Entonces, ¿qué hacer? Todos necesitamos paz. La paz es una conquista individual. Gandhi dijo: la paz no tiene camino, la paz es el camino. Y es tan extraordinario ese camino que se convirtió en verbo: Pazear. ¿Vamos a pazear? ¿Vamos a hacer la paz? Vamos a hacer que nuestro mundo íntimo respire ternura, ese sentimiento de solidaridad. Y debemos tener el coraje de enfrentar a nuestro ego. El sol no brilla porque yo existo. Yo existo porque el sol brilla. Por consiguiente, la paz está dentro de nosotros. La propuesta es muy sencilla. Podemos vivir en paz. No reaccionar sino obrar. Reaccionar es devolver; obrar es pensar antes de agredir. La paz dentro del hogar, transmitiendo a nuestros hijos el cariño, la ternura, el contacto humano. Apliquemos el verbo amar, una propuesta para que seamos felices. Quien está bien consigo mismo, el self, el ser que es, no molesta a nadie. El Embajador de la Paz en el Mundo concluye: es con esa propuesta que el Movimiento Tú y la Paz ya ha sido difundido a más de un millón de personas, personalmente, contacto a contacto, más los vehículos de los medios que transmiten sus conferencias. En esa fecha evocativa de la muerte de Auta de Souza, el homenajeado reitera su emoción por el título de ciudadanía y solicita a todos: ...Vivan en paz, sean promotores de la paz, multiplicadores de la paz, es sencillo. Algunas veces la violencia retorna, pero es lógico. Si nos caemos es porque estamos caminando. Si alguien dijera que nunca se ha caído, es porque nunca salió de su lugar. Es necesario caerse, para levantarse y dar un paso adelante. Entonces, en ese mensaje en el que la ciencia y la tecnología tanto nos ayudan, el sentido moral de la vida y el sentido espiritual de la vida, le confieren a nuestra existencia el llenado del vacío existencial. Ya no seremos personas que no tienen una meta. Hemos encontrado la dirección. La dirección de la paz...
Texto y fotos: Maria Rachel Coelho
(Texto em espanhol recebido em email da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])
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Eventos Espíritas com Divaldo Pereira Franco Londres, Reino Unido
MAY - 2016 - by Divaldo Franco in - London 8 & 9 May 2016 - Whitechapel - Queen Mary University-400 seats
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Bookstall will be available - Signing books
In terms of parking in the area, you can find details of public parking in the vicinity at: www.towerhamlets.gov.uk/lgnl/transport_and_streets/parking.aspx
(Informação recebida em email de BUSS British Union of Spiritist Societies [bussevents@googlemail.com])
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Coluna Opinião: com Divaldo Pereira Franco Jornal: A Tarde - Salvador, BA
Espanhol
(Textos recebidos da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
Registro. Seminário “Liberta-te do Mal” com Divaldo Franco São Paulo, SP

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Registro. Seminário Liberta-te do Mal com Divaldo Franco São Paulo, SP
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