segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

22 de setembro de 2019

As condições climáticas se apresentavam em equilíbrio e suavidade. Assim, também, se encontravam os 652 participantes do Encontro Fraterno com Divaldo Franco – 2019. Todos se preparavam para o encerramento que teve início com a prece proferida pelo Padre Olavo Amaranto, um dos participantes. As conquistas individuais, as superações foram relatadas, segredadas, por inúmeros participantes desta e das edições anteriores desse encontro de almas em busca do equilíbrio espiritual através do autoconhecimento e do emprego das ferramentas psicológicas colocadas à disposição dos que querem fazer uso delas, atestando a excelência desse trabalho.
Cristo dá vida, nele, os cristãos, precisam se apoiar. Divaldo Franco solicitou que cada um fizesse a sua análise e avaliação deste período de quatro dias de contato com as máximas do Cristo e que chegaram, e chegam, à humanidade através de emissários e de estudiosos da psique humana, permitindo identificar o que é uma vida plena. O Arauto do Evangelho do Cristo e da Paz, com didatismo impressionante, disse que: 1º. Jamais desista de você! Superar-se a cada momento, a cada fase da vida, renovando-se, sendo resiliente, empregando coragem, vontade e inteligência para se reconstruir ainda melhor, a cada dia, confiando nas reservas de energia que Deus colocou em cada uma de suas criaturas. Não duvide, não desista. 2º. Ame-se! O amor possui mecanismos inimagináveis, todos disponibilizados por Deus através da Lei Divina, permanente e imutável. Tudo o que o homem precisa é aprender a amar. Jesus é a estrela de primeira grandeza que nos ama, e há dois mil anos espera por nós.
Após narrar comovente história, onde a presença e a força do amor restituiu a saúde à pessoa amada, em inegável ação curativa, Divaldo Franco solicitou à Demétrio Lisboa, Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção que dirigisse algumas palavras aos presentes. Demétrio, muito sensibilizado, agradeceu a presença de todos, destacando que identifica e sente Jesus através dos gestos carinhosos e afetuosos de todos os que colaboram com a Mansão do Caminho, dizendo que jamais se sentiu tão bem como neste período em que esteve reunido com irmãos que se solidarizaram para auxiliar através do intercâmbio espiritual e dos recursos financeiros, tão necessários, também.
Divaldo Franco sonha concretizar o plano educacional da Mansão do Caminho, ou seja, receber a criança ainda antes do parto, educá-la em todos os níveis escolares, concluindo seus estudos em Faculdade própria, dando oportunidade ao educando, do parto à faculdade, capacitar-se para o desempenho de uma carreira profissional qualificada.
Telma Sarraf, Vice-Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção e diretora do setor de eventos, reuniu no palco quase sessenta colaboradores para homenageá-los, destacando o esforço, o destemor e a dedicação que cada um realizou em prol de sua atividade, alcançando um resultado excelente, desde o planejamento, treinamento e execução desse magno evento. Com exceção do Estado de Roraima, todos os demais Estados Brasileiros estiveram representados. Áustria, Canadá, Estados Unidos da América, Itália, Paraguai e Uruguai estiveram também representados no Encontro Fraterno/2019.
O próximo Encontro Fraterno com Divaldo Franco está agendado para o período de 24 a 27 de setembro de 2020. Com gratidão, os participantes homenagearam Divaldo Franco, externando o amor que sentem por ele.
O Movimento Você e a Paz, em Salvador/BA, ocorrerá nos dias 11, 13, 15 e 19 de dezembro de 2019.
Fotos: Jorge Moehleck
Texto: Paulo Salerno

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

21 de setembro de 2019
O Encontro Fraterno com Divaldo, em sua 22ª edição, conta com a participação de 660 pessoas. Além dos expositores e inscritos, há uma grande equipe de trabalhadores sustentando a realização do evento em vários setores, que sob a liderança de Telma Sarraf, Vice-Presidente da Mansão do Caminho, atendem com cuidado, atenção, dedicação e carinho. Além de uma livraria, há setores que disponibilizam diversos materiais para serem comercializados. São doações que geram recursos para as obras sociais da Mansão do Caminho.
Envolvidos em alegria e confraternizando, os participantes do Encontro Fraterno com Divaldo Franco foram recepcionados na bela e tranquila manhã de sábado, 21 de setembro, com envolvente momento artístico, produzindo harmonia, paz nos corações e aspirações de superação.
O tema da manhã foi a angústia. Cristiane Lenzi Beira, psicóloga, descreveu essa sensação psicológica, como sendo algo que sufoca, é um aperto no peito, que gera insegurança, ansiedade. Narrando a sua própria experiência ao experimentar a angústia, Cristiane disse que, como qualquer semente, para germinar, passa por um processo, algumas fases, sendo necessário transitar por um período, fechada em sua cova, para então germinar, brotar, se apresentar débil e exigindo cuidados até tornar-se o que verdadeiramente é.
O ser humano também experimenta essas fases, e a superação da angústia, como na semente, começa no interior, dentro da criatura. A angústia faz parte do crescimento, ela provoca um pouco de solidão, quando há a oportunidade para poder identificar-se, isso é natural. Assim, é necessário suportar essas fases naturais do crescimento da criatura humana, evitando, contudo, permanecer estacionado no interior, negando-se a desabrochar, a germinar, sair, por assim dizer, da cova onde estava.
A criatura humana, em sua individualidade, deve ser o que é preciso ser, evitando ser o que os outros pensam. Em cada situação, Deus tem um propósito específico, visando sempre o enriquecimento, melhor se equipando, a criatura, de aspectos emocionais e psicológicos. A angústia é um convite para o autodesenvolvimento, para aproximar-se mais de sua natureza.
Todos os que sentem angústia devem buscar apoio, ajuda, contato humano, envolvendo-se em atividades extras, nobres. A angústia não precisa ser triste, é somente uma oportunidade de crescimento. Como tudo em a natureza, transita em fases duras, difíceis, buscando a plenitude, sabendo que a solução deve ser buscada no interior, dentro de si. Assim como a metamorfose é um processo de crescimento, de transformação e de aperfeiçoamento, o homem também experimenta semelhante processo, pois que sentir angústia é natural.
A sensação de ser pequeno ante um processo é somente uma interpretação, é um ponto de vista, não é real, é somente uma descrição de como está sentindo, sendo necessário aprender a dulcificar o processo, desenvolvendo a essência. É importante sair do seu ponto de vista egoico, transitando para a frequência cósmica, isto é, deixar de se sentir vítima, olhando-se para si exclusivamente, para começar a compreender que deve mudar o seu padrão de frequência, interagindo com o meio, sentir-se no contexto, fazendo parte, integrando-se. Há que se realizar um esforço para sair das vibrações baixas, alcançando as altas frequências. Assim como as sementes precisam desabrochar, crescer, evoluir com equilíbrio, contado com qualquer ajuste realizado internamente para produzir resultados positivos, tal é o homem que deve experimentar com lucidez a angústia, compreendendo-a como mecanismo de crescimento de transformação, atingindo novo patamar.
Um bom método é dialogar com a angústia, olhar para dentro de si com coragem e determinação visando identificar a essência, avançando, sendo resiliente, sem se deixar envolver pela tristeza. Embora esteja aflito, continuar com o dinamismo, empregando a flexibilidade, não sendo resistente, rígido para poder desenvolver-se, transformar-se.
Todos devem aproveitar os acontecimentos, passando por eles, transformando-se, crescendo, fazendo bom uso da angústia, sabendo que o adversário é interno, enfrentando-o através do diálogo sincero e corajoso, fazendo algo por si mesmo, exercendo o autocontrole, realizando reflexões otimista, realizando ações enobrecedoras. Busque apoio se necessário, cuide com mais intensidade o seu coração, sua alma (SELF) e menos o seu umbigo (EGO).
Após uma pausa para a realização da foto de todos os envolvidos no Encontro Fraterno, e que é tradicional, o evento teve continuidade com as abordagens realizadas por Divaldo Franco, o Mensageiro da Paz. Afirmando que a angústia foi muito bem desenhada por Cristiane, ressaltou que há temas que se encontram no campo do sentir, e não do de expor. Se utilizando da mitologia grega, o Arauto do Evangelho conduziu os presentes ao entendimento de que a angústia é a busca, é a insatisfação do que somos, anelando soluções, é um contínuo processo de crescimento espiritual. A angústia é uma emoção que o indivíduo sente ao estar frente a um acontecimento, uma circunstância, ou como consequência de lembranças traumáticas.
Na sua elucidação, Divaldo discorreu sobre as angústias que foram experimentadas pelos libertos dos campos de concentração nazista, ao final da II Guerra Mundial. Perguntavam-se, os libertos, por que haviam sobrevivido? Por que não haviam morrido, enquanto muitos haviam sido exterminados? Na angústia os personagens não são reais, são representações criados por ela. Compreendendo que Deus administra o Universo, e Deus sendo amor, tudo o que ocorre é estímulo para o desenvolvimento humano.
A angústia é um estado transitório anunciando a mudança que se avizinha. Na angústia, as sensações se tornam agudas. Neste estado emocional, conforme o grau em que se apresenta, o indivíduo sente que a vida perde o sentido, torna-se vazia, os anseios se ausentam, os prenúncios de acontecimentos futuros vão se avolumando, criando um quadro de expectativa quase que sufocante. Somente pelo amor, através de suas inúmeras manifestações, é possível conquistar a angústia.
Divaldo Franco, Professor por excelência, apresentando alguns casos, foi elucidando as ocorrências da angústia, descortinando um panorama amigável, colaborando para o entendimento dessa problemática emocional, utilizando-se, também, de cenas jocosas, desanuviando mentes, asserenando corações, conduzindo ao entendimento de que o ser humano é vida, não é homem nem mulher, é vida, enfatizou. A angústia não é um estado mórbido, mas um processo de amadurecimento da alma, plenificando-a, tanto quando a vida. A criatura humana possui tudo o que necessita, e ao se analisar, inventariando o que tem e o que é, irá perceber que é muito mais do que tem. Derramando bênçãos sobre todos, Divaldo Franco encerrou a atividade declamando o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Corações em júbilo saudaram o orador de escol com prolongado aplauso, colocando-se em pé para saudar com reverência o amigo anfitrião.

A noite já se fazia presente em Mata de São João, e no interior do Hotel Iberostar Praia do Forte os participantes do Encontro Fraterno com Divaldo Franco se movimentavam, buscando os seus lugares para mais uma excelente oportunidade de riquíssimo aprendizado. Ansiavam por vivenciar mais uma experiência, agregando-a ao patrimônio íntimo, capacitando o Espírito. Estava por começar o Momento interativo-terapêutico que recebeu o título: Ansiosa solicitude pela vida – Meus anseios. Logo após o harmonioso momento artístico, Divaldo Franco, Juan Danilo Rodríguez, Cristiane Beira e Simão Pedro de Lima se prepararam para conduzir esse especialíssimo momento, que se constituiu em enlevo, fortes emoções, que sensibilizou todos, a começar pela prece, O pai Nosso, proferido no idioma Guarani, pela representante paraguaia Ângela Spran. Foi uma homenagem aos povos selvícolas guaranis do Paraguai e do Brasil.
Divaldo, em gratidão, chamou ao palco todos os integrantes da Diretoria do Centro Espírita Caminho da Redenção, homenageando-os, reconhecendo os serviços que prestam, bem como os esforços que realizam para bem conduzir a instituição. São eles: Demétrio Lisboa, Telma Sarraf, João Neves, Divaldo Franco, Mário Sergio de Almeida, Nilo Calazans – ausente por estar em recuperação da saúde -, e Rose Mussi. A Mansão do Caminho é um dos nove departamentos do Centro Espírita. Divaldo Franco agradeceu publicamente pelos ingentes esforços em construir um mundo melhor. Em reconhecimento e, também, homenageando a diretoria, o público dedicou-lhes uma intensa salva de palmas, pondo-se de pé.
O momento interativo, que começou a ser preparado no primeiro dia do encontro, quando todos tiveram a oportunidade de escrever, em um pequeno cartão, as suas respostas para a seguinte indagação: Quais os impedimentos para alcançar a vida plena que anseia? Na entrada deste evento, cada participante recebeu um pequeno envelope onde estava contida, por assim dizer, a resposta da Benfeitora Joanna de Ângelis, pinçada de suas obras, atendendo as indagações de cada um. Representando as demais, foram sorteadas quatro perguntas. Seus formuladores se apresentaram no palco, levando consigo as respostas envelopadas, que foram interpretadas por Juan Danilo, Simão Pedro, Cristiane Beira e Divaldo Franco.
Divaldo Franco e os convidados acima nominados destacaram que cada ser humano é a soma de suas construções mentais, cabendo a cada um identificar se estão edificadas na rocha ou na areia; os processos de ira e de raiva devem ser tratados com serenidade; todo o anelo deve começar hoje, sem diminuir-se, todos possuem capacitação para avançar, centrado no mundo material para alcançar o espiritual; é necessário destruir as velhas construções mentais para poder erigir as novas, sem se deixar influenciar pelas dúvidas; crer em seu melhor, acreditando ser capaz para superar quaisquer obstáculos; a paz é construída na intimidade de cada indivíduo, é uma atitude ante os problemas e os conflitos; sentir-se em paz é estar quites com a consciência e com a vida; o autoconhecimento é fundamental para avançar na direção da eliminação dos impedimentos que obstaculizam uma vida plena; a paz não significa a ausência de conflitos, mas vivenciá-los com serenidade; é necessário o aprofundamento do conhecimento do mundo íntimo para poder identificar qual é, verdadeiramente, o principal fator que precisa ser identificado, especificamente; com o coração plenificado se possui paz para poder superar algumas sombras, trabalhando a sensibilidade;
Iluminar-se com a verdadeira fé, a que é raciocinada, a que dá confiança e certeza, dando atenção para a intuição, agindo com coragem; construir a fé a ponto de repetir as inúmeras manifestações de fé que se encontram no Evangelho de Jesus; é importante identificar qual o melhor caminho, mas, mais importante é decidir como irá percorrer esse caminho; tranquilidade, paz e confiança são importantes para desenvolver a confiança interna no trabalho que realiza, embora se encontre no meio da balbúrdia, isto é a paz interior, sem ela há desespero; as dificuldades são mecanismos para desenvolver a segurança; o perdão mais profundo é para consigo mesmo, ele é o mais importante; compreender qual é a relação, a importância, que o outro tem na sua existência, o que ele significa; não é possível obrigar alguém a gostar de nós; cada um precisa da sua própria aprovação, a aprovação do outro não é importante; o amor não tem correspondência, simplesmente ame, se somos amados é de menor importância; para construir um projeto de vida, trace primeiro as suas linhas gerais, na segunda fase, a da execução, especifique até chegar na essência, detalhando como fazer; perdoar é saber tolerar as ofensas até tornar-se não ofendível;
Quando fizer algo, faça-o bem, determinando por onde começar; fazer o bem é um exercício, simplesmente comece a fazer; aprende-se a fazer o bem no processo de fazer o bem conforme vai acontecendo; entre em ação já; transformar-se pela renovação dos próprios conceitos; caminhar com os valores da alma; a mudança somente acontece quando se renova a consciência; a Lei Natural é a Lei de Deus; a felicidade é cumprir a Lei Divina; conhecer para poder tornar-se mais capaz para oferecer as melhores orientações; quem resolve mudar já iniciou o processo de mudança, necessita somente de perseverar na mudança; o anseio por uma vida plena se concretizará.
Assim, com essas observações que orientam, cada participante pode se identificar com uma ou outra, ou com muitas delas, planejando eliminar os impedimentos para alcançar uma vida plena, colocando o planejamento em execução. Cumprido o programa, a atividade foi encerrada, e pensativos, os participantes, reflexivos, começaram a se recolher, preparando-se para um novo dia que será vivido com a amorosidade divina a envolver cada criatura.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


domingo, 22 de setembro de 2019

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

20 de setembro de 2019
Na radiosa sexta-feira, com clima ameno e corações ávidos de esperança, o Encontro Fraterno com Divaldo Franco, na sua 22ª edição, promove encontros e reencontros, estreitando laços fraternais. Sob a liderança segura de Telma Sarraf e sua equipe de eventos, e após harmonioso e melodioso momento artístico dedicado a homenagear o anfitrião, Divaldo Franco discorreu sobre o tema: Pessoa vazia. Tendo sido tocado, o Semeador de Estrelas disse que se sentia profundamente emocionado, agradecendo as palavras de carinho com que Priscila Beira o homenageou, seu sentimento é de gratidão, de ternura e de amor por todos os presentes.
Utilizando-se de uma mensagem, onde uma menina de 14 anos de idade, ao confessar-se com um padre, segredou-lhe o desejo de sair da vida através do suicídio, pois sua vida estava vazia, fazendo com que o sacerdote, ao narrar o fato, e tomando de compaixão ao ouvir a confissão auricular, banhou-se em lágrimas, Divaldo Franco destacou a situação em que as famílias se encontram na atualidade.
Ao discorrer sobre as várias escolas do pensamento humano, antigas e modernas, de todos os matizes, e que levou o homem a fazer experiências, sempre buscando a plenitude, o lúcido orador destacou que o homem sempre buscou conhecer e se conhecer. Orientações materialistas e espiritualistas foram postas em prática na tentativa de estabelecer um significado para a vida. Os padrões do mundo são sensoriais, atendem as relações com o mundo físico, já os padrões de Jesus são os emocionais e visam os aspectos espirituais do homem.
A ansiedade, o medo, o transtorno do pânico, conduzem a criatura humana a desenvolver as primeiras nuvens de uma tormenta chamada depressão. A Doutrina Espírita aponta com muita lucidez que o maior e incomparável psicoterapeuta é Jesus. Ele não teve medo, nem ansiedade, não experimentou nenhuma perturbação, pelo contrário, disse ser a luz do mundo, amou total e plenamente a todos, mesmo aos que se posicionaram contra Ele.
O Espiritismo veio para extirpar o materialismo, destacando o Espírito imortal, capaz de transformar o seu primitivismo em plenitude, tornando-se livre das peias materiais. À luz do Espírito, somente há uma superioridade, a moral. O vazio existencial é um estado enregelado, aí não há calor humano, o ego dita as condutas. Nesta condição, somente ao tornar-se útil ao seu próximo é que o indivíduo irá preencher-se, dando um significado relevante para a vida. O ego tem medo de ser amado, e o vazio somente é preenchido por doações de amor, preenchendo-se de Deus.
Divaldo Franco, instrumento de Deus entre nós, tal como exímio músico, toca as almas com suavidade, tirando notas de sinfonia amorosa, pois que sua partitura é o Evangelho de Jesus, fazendo de sua vida um hino ao amor, cujo verso preferido é: Não desisto nunca de amar.
Sobre os suicidas, disse que alguns há que são psicopatas do autoaniquilamento. O suicídio é o grito dos desesperados por vida. Há no planeta um medo coletivo, instaurado pelo terrorismo a partir do 11 de setembro de 2001, no ataque às Torres Gêmeas, em Nova York/EUA. O assassino, asseverou Divaldo Franco, mata na vã tentativa de matar o medo.
Levando o público para uma reflexão, o Professor Divaldo propôs algumas perguntas que necessitam de respostas sinceras. - Quem é você? – Por que você está aqui? – Pergunte-se: quem sou eu? – O que estou fazendo aqui? A humanidade somente será feliz quando for possível amar o próximo na mesma intensidade e qualidade do amor de uma mãe pelo seu filho.
Aconselhou a jamais desistir de si mesmo, pois sem você não há vida, estimulando a fazer depósitos de oração e boas ações no banco da providência divina, sacando quando necessário. Invista em si mesmo, reservando alguns minutos do seu dia para preencher o vazio existencial, considerando a transcendentalidade. O Espiritismo, pelas mãos do codificador Allan Kardec, é a filosofia da imortalidade da alma, contendo a mensagem de Jesus que preenche a alma por inteiro, sem deixar vazios.
Juan Danilo Rodríguez, dando seguimento ao tema Vidas vazias, discorreu sobre as ferramentas para preencher o vazio. Sua abordagem foi uma dinâmica interativa com viés muito prático, com fatos concretos e pessoas reais. Em um contexto transformador, é necessário conhecer como é possível agir tal qual Jesus agiu, visando descobrir o processo que o Mestre Nazareno utilizou para alcançar a posição em que Ele está. O Espiritismo é uma filosofia dinâmica e prática.
A primeira proposta prática foi para que cada um fizesse um desenho de si mesmo, representando-se através desse desenho. Salientou, então, que, comumente, se tem uma visão distorcida de si mesmo. Essa dificuldade para desenhar-se é a mesma para se conhecer, estabelecer seus conceitos, há, também, a incidência dos conflitos, comparando-se com os demais. Destacou que o ser humano quando deixa de comparar-se começa a crescer, desenvolvendo o amor nesse processo de descobrir a vida, superando os conflitos.
Jesus representa o homem integral, sendo assim, Ele empregou, por certo, alguns recursos. Juan Danilo alinhou os seguintes valores: Fraternidade; Respeito; Tolerância; e Liberação. Para conquistar a condição de ser integral é necessário conhecer e vivenciar esses valores. Na proposta do exercício, cada um deveria centrar o pensamento no valor fraternidade, sentir e identificar onde esse valor se expressou, assinalando no desenho, qual o local em que sentiu o valor fraternidade. Assim foi procedido com os demais valores, sendo que cada um pode ter o seu desenho acrescido pela presença desses valores que se exteriorizaram através de alguma parte do corpo.
Os problemas precisam ser resolvidos de uma forma em que o indivíduo possa superá-los, harmonizando-se, crescendo espiritualmente. Jesus jamais fugiu de um problema. Resolver problemas significa fazer uma reforma dentro de si mesmo para que não se repitam. O ser humano sofre por causas conhecidas, não pelas desconhecidas. Se imagina que as causas são desconhecidas, é porque ainda não as identificou, por medo ou por não utilizar os recursos hábeis para identificá-las, tais como as ferramentas que se encontram no Evangelho de Jesus e que estão contidas no Espiritismo, usando o amor e não a raiva para solucionar as situações que se apresentam. Será necessário identificar qual o recurso a ser utilizado para resolver esta ou aquela situação.
Com vários exercícios, utilizando os recursos acima enumerados, Juan Danilo foi conduzindo o público em reflexões judiciosas. Jesus, através da utilização da fraternidade, do respeito, da tolerância e da liberação, conseguiu tocar as criaturas que se deixaram por Ele tocar, ressignificando suas vidas, preenchendo os vazios da vida.
Simão Pedro de Lima abordou o tema o Evangelho como elemento terapêutico, salientando que o Evangelho deve ser interpretado pelo coração, não pela letra fria, pois que o espírito vivifica. Jesus ensinava com propósitos claros. Ele é o modelo e o guia para a Humanidade, isso significa dizer que Ele deve ser copiado e seguido. Para alcançar a felicidade é preciso amar como Jesus ama. Ele é o filho de Deus vivo. Os ensinamentos morais do Cristo são incontroversos, são palavras de vida eterna.
O Reino de Deus não é imposto, mas aceito pelos homens que já alcançaram alguma lucidez a partir do momento em que Jesus nasceu nesses corações, passando a habitá-lo. Essa interiorização não se dá através de aparências exteriores, despertando a consciência que lhe está ínsita. É um processo de relação íntima, uma construção de dentro para fora. A mensagem do Cristo é para que o homem tenha vida em abundância, a vida plena pautada nos seus ensinamentos e exemplos.
Jesus descortinou a existência de um mundo novo, o da vida abundante, onde o ter e o possuir significam somente o existir, ressaltando que a vida real, absoluta, é o ser, o Espirito imortal, sobrevivente. A vida material é impermanente. A vida no mundo físico é somente um momento, importantíssimo, mas transitório. A vida é muito mais do que isto, transcende a matéria.
O verdadeiro pastor conhece as suas ovelhas, e elas ouvem a sua voz chamando-as para si. Assim é Jesus, o Pastor de todos nós, que conduz o seu rebanho, sendo Ele próprio o caminho, a verdade e a vida. O Incomparável Mestre, antes mesmo que o mundo fosse, já conhecia cada um de seus irmãos em humanidade. Pregava Ele: Eu sou a videira, e o ramo que está ligado na videira não perece. Céus e terras passarão, mas não minhas palavras. É a perenidade de seus ensinamentos, sempre existiram.
A vida é uma sequência de fatos, sempre em movimento, devolvendo tudo o que se dá a ela. Cabe ao ser consciente direcionar a vida, não permitindo que a vida o conduza a seu bel-prazer. As mensagens do Divino Amigo são de libertação, de acolhimento, de estímulos, sendo necessário que cada um abandone o estado de aparências para mostrar-se em essência, refazendo-se, evoluindo a cada situação que se apresenta. Se deseja resultados diferentes, é imperioso mudar as atitudes, buscando primeiro o Reino de Deus, realizando esforços para a concretização da mudança desejada.
Sobre as bem-aventuranças, o lúcido orador destacou que elas contêm, na forma e na ordem em que foram apresentadas, uma hierarquia, sendo que uma é requisito essencial para a vivência da seguinte, isto é, somente depois de conquistada e consolidada uma das bem-aventuranças é que se pode alcançar a imediatamente superior. Cabe a cada ser humano viver a sua própria vida, deixando de viver a dos outros. A vida que cada um possui é o bem mais belo do mundo, tendo o indivíduo o poder de fazê-la como deseja.
No período noturno foram desenvolvidas duas atividades. A primeira com Juan Danilo Rodríguez, trabalhando com os presentes os elementos limitantes. Selecionando três pessoas do público, Juan Danilo questionou-as sobre qual seria o impedimento para alcançar uma vida plena, o que pode ser oferecido, quais são as virtudes, se é uma boa ou uma má pessoa, quais são as fortalezas íntimas para manifestar o que possui de bom, encontrando, assim, o caminho para a vida, realizando mudanças, descobrindo o Cristo interno, estabelecendo limites para a tolerância e para a paciência, aceitando auxílio, reencontrando-se consigo, conhecendo-se ao realizar a viagem para dentro de si mesmo. Há muito a ser conquistado, permitir-se a ficar só, visando descobrir-se, fazer preces verdadeiras, originais, solicitando o amparo com muita honestidade. A Doutrina Espírita precisa ser estudada e vivenciada de forma prática, com dedicação ao estudo contínuo e permanente. Somente a educação pode mudar o Espírito.
A segunda atividade foi conduzida por Divaldo Franco. Após pequena digressão sobre a depressão, a excelência do amor e a busca pela vida plena, o Arauto do Evangelho e da Paz conduziu os presentes em uma visualização terapêutica dirigida, destacando que essa não é uma atividade espírita, não devendo, portanto, ser praticada nos centros espíritas. Concluída a visualização, todos se recolheram, aproveitando os benefícios desta viagem interior, projetando soluções.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Encontro Fraterno com Divaldo Franco Mata de São João, Bahia

19 de setembro de 2019
Em Busca da Vida Plena é o tema do grandioso evento que está movimentando boa parte do Hotel Iberostar Praia do Forte desde a manhã do dia 19, com culminância no dia 22 de setembro. As caravanas de diversos Estados do Brasil e do Exterior começaram a chegar pela manhã, se estendendo ao longo do dia, oportunidades em que o anfitrião amabilíssimo, embora tolhido por dores acerbas, recepcionou terna e amorosamente centenas de participantes desejosos de encontrar os caminhos que possam levar os indivíduos a construção de uma vida plena.
O evento, organizado, planejado e executado primorosamente pela equipe de eventos da Mansão do Caminho sob a liderança segura e eficiente de Telma Sarraf, teve a sua abertura com riquíssimo e empolgante momento artístico, conduzindo o público para a sintonia harmônica e enlevo espiritual.
Divaldo Franco, com os convidados Juan Danilo Rodríguez, Cristiane Lenzi Beira e Simão Pedro de Lima, inovando a condução e a dinâmica, apresentou uma proposta interativa para o público: A vida plena que eu anseio. Fazendo um preâmbulo, Divaldo Franco asseverou que renovar-se e renascer, é entronizar Jesus na alma, visando modificar a estrutura do mundo através da transformação individual. Oportunizando a interação com o público, foi solicitado respostas para três perguntas: Como você se sente agora? O que é a vida plena que você anseia? O que impede você de ter uma vida plena?
Auxiliando a compreensão das perguntas, que também foram feitas para os convidados de Divaldo, Juan Danilo destacou que o que estava sentindo naquele momento era o de alcançar a compreensão de que esta pergunta deveria ser feita todos os dias para determinar as qualidades das emoções físicas e emocionais. Simão Pedro de Lima, respondendo à pergunta: O que anseia para ter uma vida plena? Destacou que é necessário entender a própria vida, discernir entre o viver e o existir, almejando a plenitude. Cristiane Beira, respondendo: O que te impede de ter uma vida plena? Salientou que da mesma forma que se rotula as pessoas, isso determina como ela irá se relacionar com os outros. Por outro lado, a forma como cada um se rotula, determinará como interagirá consigo mesmo.
Divaldo Franco, respondendo as mesmas indagações, disse que, na véspera do evento, se sentia preocupado, ansioso, porém, naquele momento se sentia imensamente plenificado, apesar das dores físicas que sente, exercita-se em controlá-las, controlando o corpo. Qual a vida plena que você anseia? Para Juan Danilo é a oportunidade do trabalho, de fazer algo para servir ao próximo, colaborando, sendo útil de alguma forma. Simão Pedro destacou que também para ele é ser útil, sem perder esse senso de utilidade. Já para Cristiane Beira, a vida plena é possuir menos coisas e mais sentimentos, pois são os sentimentos que plenificam o ser interior.
A vida plena para Divaldo Franco é ser médium, é entender as bênçãos do sofrimento, da dor, salientando que bem-viver é ser, e viver bem é ter, possuir. Todos os que anelam conquistar o reino dos céus, devem viajar para dentro de si, transformando lágrimas de sofrimento em gratidão. Frisou que a mediunidade é um tesouro que deve ser guardado no imo do coração. Amar a vida é o caminho da plenitude.
O que te impede de ter uma vida plena? Juan disse que é o medo do ridículo. Simão Pedro de se mostrar frágil, vaidoso, de expor as carências, receio de se mostrar como de fato é. Para Cristiane Beira os impedimentos são os conflitos, a falta de pureza de coração, as dificuldades de manter uma conexão permanente com Deus. A distonia entre a natureza humana e a divina é, para Divaldo Franco, um impeditivo para a vida plena. Neste ponto, destacou que a educação é a condutora para a plenificação da vida, pois que, idosos e crianças, sãos e doentes, carentes e abastados, se encontrarão plenificados nas situações em que se encontram por alcançarem o significado, a compreensão e a resignação, depositando confiança irrestrita em Deus, entendendo a realidade material e a espiritual. A vida plena, asseverou o Embaixador da Paz no Mundo, é viver o amor, é viver com ternura, com compaixão, promovendo vidas, se possível bem-vivendo.
Ao finalizar o encontro interativo, Divaldo Franco reuniu os participantes na área externa, e tendo as respostas individuais sido recolhidas, propôs incinerar os papéis com as respostas, simbolizando a transformação, a eliminação dos impeditivos para uma vida plena, construindo novos passos rumo à plenitude, animados de esperança, mesmo que seja difícil de viver esperançoso. Para tal, narrou rapidamente a epopeia que alguns prisioneiros de campos de concentração nazistas experimentaram, sobrevivendo com esperança, mesmo quando tudo parecia tender para o caos, o extermínio psíquico e físico. Alcançar a plenitude, sentir-se bem em qualquer situação ou condição, é ter e manter um alto significado para a vida. Com esperanças renovadas e com novas metas traçadas, e interagindo entre si, cada qual recolheu-se aos seus aposentos, consolidando nas mentes as novas proposituras para a construção de uma vida plena.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno

(Informações recebidas em email de Jorge Moehlecke)


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Mansão do Caminho/Salvador-BA - 17 setembro de 2019 Salvador, BA

Antecedendo o grande Encontro Fraterno anual com Divaldo Franco no hotel Iberostar que ocorrerá entre os dias 19 e 22 de setembro, o Centro Espírita Caminho da Redenção recebeu na noite de terça-feira, dia 17 de setembro, amigos de vários estados do Brasil e de outros países, que se reuniram no cenáculo desta instituição, para escutar a belíssima palestra proferida pelo ilustre médium e orador espírita Divaldo Franco.

Com muito humor e eloquência, Divaldo relembrou e apresentou a obra "Crestomatia da Imortalidade", obra psicografada por ele em 1969, com participação de diversos espíritos tais como, Joanna de Ângelis, Scheilla, Leon Denis, Vianna de Carvalho, Euripedes Barsanulfo, Amelia Rodrigues, e outros.

Com uma narrativa emocionante, Divaldo também nos trouxe dados da vida de Leon Denis e sua participação na divulgação da Doutrina Espírita.

Nesta obra belíssima mencionada acima, o tribuno baiano também leu a mensagem final ditada pelo espírito Joanna de Angelis que se intitula "Esperança", trazendo Jesus como caminho para a Paz Real da criatura humana, concluindo de forma brilhante, como de costume, consagrando-nos  uma noite de muita paz.

   Texto: Marcelo Marshall-netto
    Fotos: Jorge Moehlecke
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

domingo, 25 de agosto de 2019

Divaldo Franco no Rio Grande do Sul Novo Hamburgo

23 de agosto de 2019
Concluindo mais um roteiro doutrinário no Rio Grande do Sul, e que foi desenvolvido no período de 19 a 23 de agosto, Divaldo Franco realizou um seminário abordando o tema: O Vazio e o Sentido Existencial, levado a efeito no Teatro da Feevale que ficou lotado.
O momento musical, belo e harmonioso, elevou o padrão vibratório do ambiente, preparando a sequência, quando Juan Danilo Rodríguez, médico equatoriano, médium espírita, atualmente residindo na Mansão do Caminho, e companhia sistemática à Divaldo Franco, se expressou primeiramente destacando que o vazio existencial está presente em muitos momentos da vida das pessoas, pois que para muitos falta um objetivo, algo importante a ser alcançado e realizado. Tendo musicado um poema de Amélia Rodriguez, Juan Danilo, ao violão, cantou a esperança e o desejo de ser alguém na existência, construindo um sentido para a vida, sentindo-se útil, prestando atenção na vida, construindo uma meta nobilitante.
Divaldo Franco, dedicado servidor do Cristo, foi discorrendo sobre a vida e a visão de muitos, destacando-lhes as qualidades, notadamente seus ideais, o sentido de suas vidas, como por exemplo: Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), idealizador e fundador do moderno Estado indiano e paquistanês, o maior defensor do Satyagraha como um meio de revolução. Sendo mais conhecido como Mahatma Gandhi, cunhou a seguinte frase: Se um único homem alcançar a mais elevada qualidade de amor, isso sera suficiente para neutralizar o ódio de milhões. Narrando a história deste notável homem, Divaldo Franco, asseverou que todos os indivíduos que estabelecerem um sentido para as suas vidas se tornarão vencedores, pois se armarão de esperança, determinação e perseverança, vencendo todos os obstáculos que a vida possa apresentar.
Percorrendo o pensamento dos filósofos pré-socráticos, de Pitágoras e outros modernos, o orador incomparável fez ressaltar o que havia de comum entre todos, eles tinham um sentido para a vida e os vazios existenciais eram de pequena monta. Toda a criatura que ama não experimenta vazios existências, sendo possuidora de sentido existencial, de ideais nobres. O amor, sublime expressão divina, é pelo ser humano colocado em marcha, notadamente através da caridade salvadora. A lei de amor, segundo Albert Einstein (1879-1955), é a mais importante dentre as demais que sustentam o universo, a da gravidade, o eletromagnetismo, a força nuclear forte e a força nuclear fraca. Quando a criatura humana aprender a amar, não terá mais que conviver com o vazio existencial.
O ser humano, uma criatura complexa, avança para a plenitude conquistando conhecimento, sabedoria e amor. No campo científico e intelectual os avanços são fenomenais, e por facilitar a vida, conduz inúmeros a experimentarem a depressão, que poderá levá-los ao suicídio, porque se baseiam nos falsos valores do egotismo. Neste campo dos ideais, a humanidade geralmente encontra dois polos, os ideais nobilitantes e os ideais negativos, destruidores, como registra a história da humanidade.
Apesar das conquistas tecnológicas, permitindo ao homem desfrutar momentos intensos e de aparente felicidade, deprime-se pela própria facilidade da tecnologia, havendo um declínio muito grande no comportamento humano, que perdido de si mesmo, estorcega entre lágrimas de desesperança, tendo perdido os ideais de vida, o significado da existência.
Como o tema foi árido, e por entender que o sorriso é salutar, Divaldo Franco conduziu o público para o exercício da risoterapia, aliviando tensões. Há que se primar por manter em elevado patamar moral a família, tão degradada e vilipendiada. Cada época transmite à sua sucessora parcela do conhecimento acumulado, bem como dos comportamentos humanos, nem sempre em acordo com as Leis Divinas e com o Evangelho de Jesus. Os indivíduos devem preencher o vazio existencial, a ausência de valores nobres, com a presença de Deus, que deve ser buscado com ênfase, coragem e muita determinação.
Ainda aprisionado pela materialidade, o homem deve esforçar-se por elevar-se moralmente reservando alguns momentos diários para a transcendência, conforme ensina a psicóloga e psicoterapeuta clínica Elisabeth Lukas (1942-). Ela é uma das mais famosas sucessoras de Viktor Frankl, fundador da Logoterapia, a psicoterapia útil e centrada.
Ter um objetivo para a vida é muito importante, deve ser construindo em bases morais nobres. A ciência espírita afiança que nada morre, somente se modifica. Adotar a ética do bem-viver é possuir paz, é amar sob quaisquer condições. Todas as tentativas arquitetadas anteriormente pelo ser humano fracassaram, está na hora de tentar o amor.
Para que o homem encontre a plenitude é necessário estabelecer e praticar um ideal nobre, servindo, dedicando-se a outrem sem nada esperar em troca, amar tão-somente. Espíritos de envergadura moral mais elevada estão auxiliando a humanidade do Planeta Terra a evoluir. Os que se mantêm recalcitrantes estão sendo retirados da psicosfera da Terra. Espíritos nobres estão reencarnando para auxiliar no progresso moral do ser humano.
O orador de escol orientou a que não se tenha medo de ser feliz, embora experimentando algumas tristezas. O sentido de felicidade está nas circunstâncias em que ocorre. Ter metas, ideais, dar sentido à vida, ser solidário, ser útil, é dignificar a vida, e a Doutrina Espírita, oferecendo oportunidades de trabalho, faz com que o ser humano desabroche para a caridade, pois que fora dela, não haverá salvação. Assim, preencha a vida com doações energéticas, faça-se útil a alguém. Com o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo Franco encerrou mais um profícuo trabalho de iluminar mentes e de dulcificar corações, recebendo caloroso aplauso.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)



sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Divaldo Franco no Rio Grande do Sul Santa Cruz do Sul

22 de agosto de 2019

O Seminário intitulado O Sentido da Vida, apresentado por Divaldo Franco, médium espírita, humanista e pacifista, teve a sua abertura abrilhantada pelo Coral da UNISC (Universidade de Santa Cruz do Sul), encantando o público que lotou o Teatro Colégio Mauá, harmonizando o ambiente.
Juan Danilo Rodríguez Mantilla, equatoriano, médico, espírita e que atualmente reside na Mansão do Caminho, desenvolvendo um belíssimo projeto trabalhando com os portadores com necessidades especiais e que acompanha Divaldo Franco em suas viagens, saudou o público em nome da mansão Caminho, sendo o portador de mensagens de otimismo, destacando que cada dia possui as suas próprias necessidades. Essas, naturalmente sendo compreendidas, ensejam oportunidades para se descobrir qual é o sentido da vida. Na Mansão do Caminho, o sentido da vida é servir ao próximo, aprendendo a viver, a dar esperança conforme o Espiritismo orienta, sendo feliz ao desenvolver o amor puro e transcendente, sem esperar nada de ninguém. O sentido da vida pode ser, também, o de ter alegria de viver com muita esperança e confiança na providência divina.
Divaldo Franco, ao se expressar, asseverou que o grande sentido da vida é construir a identificação entre o EGO e o SELF. Ao apresentar os fatos experimentados por Viktor Frankl (1905-1997), médico psiquiatra austríaco, autor dos livros Em Busca de Sentido e Um Sentido para a Vida, Divaldo Franco evidenciou com este exemplo a possibilidade que todos possuem em estabelecer um significado para vida, independente das condições em que o ser humano se encontre. Viktor Frankl, por ser judeu, foi preso com sua esposa e pais pelas tropas nazistas, a Gestapo, e segregados em campos de concentração. Todos os seus familiares foram mortos pelo regime nazista, foram cerca de 180 até maio de 1945, quando a Grande Guerra teve fim.
Ele decidiu estabelecer para si, ainda preso, um sentido existencial profundo: sobreviver àquelas terríveis condições para poder, posteriormente, denunciar os horrores do holocausto produzido pelos nazistas e, assim, despertar nos indivíduos uma consciência e responsabilidade a respeito da dignidade humana.
Filho de família rica, Viktor Frankl, formou-se em psicologia e psiquiatria, tendo sido amigo de Sigmund Freud (1856-1939) e Alfred Adler (1870-1937). O incansável conferencista destacou que Viktor Frankl   somente sobreviveu por ter estabelecido uma meta, um sentido para a sua vida. Fazia parte do Colégio de Sábios, em Viena, na Áustria. O médico austríaco é o fundador da escola da Logoterapia que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência. Sobrevivem todos os que se fazem fortes e que suportem altas cargas emocionais. A força do sentido da vida é impressionante, e Jesus dá esse sentido para a vida. Esse sentido é o de viver além da vida. Embora não possua tudo, tem paz, diluindo a personalidade sem perder a individualidade.
A vida de Viktor Frankl foi a busca para encontrar o sentido da vida. Sua existência era a de um homem que não se preocupava, inicialmente, com a religião. Aprisionado pelos alemães, deixou de ser um homem, um indivíduo, perdeu a identidade, o motivo para viver, a razão principal do existir, para ser somente um número. Ao chegar no primeiro campo de concentração, Auschwitz, foi despido, seus pelos raspados, recebendo no braço uma tatuagem estampando o número 119.104. Ele somente não foi assassinado porque teve uma meta, um objetivo para a vida, embora tenha passado por alguns dos mais cruéis campos de concentração, onde os assassinatos e os suicídios eram numerosos todos os dias. Resistiu e fez um pacto com a sua consciência: viver para poder relatar ao mundo o que os nazistas faziam, tornando-se testemunha ocular e viva. Eles podiam matar, transformar as aparências, mas jamais poderiam aniquilar as ideias.
Assim, o fundador da Logoterapia atingiu um sentido psicológico para a vida ainda maior, o de ser útil. Ele foi poupado, ajudando outros prisioneiros. Para não enlouquecer, estabeleceu uma meta, um significado para a sua vida, ela deveria valer a pena de ser vivida, dignificando-se ao se tornar servidor. Oportunamente, os nazistas estabeleceram uma estratégia, anunciaram que iriam transferir alguns prisioneiros para um campo de concentração mais ameno. Viktor Frankl estava nesta lista, porém, antes de embarcar, um prisioneiro polonês lhe suplicou trocar de lugar com ele, pois tinha familiares o esperando. Viktor Frankl titubeou, seguir para outro campo era a esperança, permanecer significava a morte. Ante a súplica contundente, cedeu seu lugar. O outro, já dentro do trem, acenou-lhe com alegria.
Ao cair da tarde a notícia se espalhou no campo, o trem fora diretamente para um campo de concentração vizinho e todos foram dizimados nas câmaras de gás. Viktor Frankl havia sido poupado. Em outra oportunidade, já no final da guerra, os alemães em desespero trabalhavam afanosamente para apagar os vestígios do holocausto. Viktor Frankl foi designado para explodir alguns pavilhões, e esgueirando-se por entre eles, foi puxado para dentro do pavilhão dos pestosos, o pavilhão que os alemães não entravam para não se contaminarem. A mão vigorosa que o puxara era a de uma psiquiatra que o patriarca da família Frankl havia custeado os estudos. Dizia ele, o pai de Viktor Frankl, que uma pessoa que tem um ideal nobre deve ter o apoio. Viktor Frankl havia sido poupado mais uma vez.
Finda a guerra, e liberto, Viktor Frankl retornou à Viena, à sua casa, que já não era mais a mesma. Voltou a escrever o seu tratado de psiquiatria. Criou a Logoterapia, ciência que explora o sentido existencial do indivíduo e a dimensão espiritual da existência, demonstrando a necessidade do ser humano de encontrar um sentindo psicológico profundo para a vida, sendo a meta essencial amar e servir ao próximo. A proposta de Viktor Frankl, como de outros, é fascinante porque é a proposta do Cristo. Todos possuem um objetivo na vida. Qual é o sentido de sua vida? Indagou o nobre conferencista baiano.
Divaldo Franco, em seu incansável objetivo de servir, narrou mais alguns casos, destacando que os que possuem um significado, um sentido para a vida, são felizes, possuindo a alegria de viver, porque escolheram servir, e não serem servidos. Eloquente, Divaldo destacou a necessidade de cada indivíduo encontrar um objetivo para a vida. Se ainda não encontrou, dê a sua vida para alguém, dedique-se a ela, faça algo de bom em memória de alguém. Narrando suas experiências com os seus filhos adotivos, Divaldo era pai e mãe ao mesmo tempo, estabeleceu um sentido para sua vida, amar indistinta e veladamente, entregando-se ao amor sem reservas. Assim, viva para que os outros tenham vida, fazendo o bem.
No início do segundo bloco do seminário, Juan Danilo interpretou ao violão, musicando uma poesia de Amélia Rodrigues. Divaldo Franco destacou a Questão 685 a) de O Livro dos Espíritos, onde os tutelares divinos afiançam que a educação é o único recurso para se modificar o mundo.  Deste modo, desde a fase infantil, todos vão estabelecendo seus ideais, o que desejam ao se tornarem adultos. São os sonhos, os objetivos, o sentido para a vida. Todos necessitam de uma meta, de ter ideais, de dar significado para a vida, preenchendo os vazios existenciais, não se permitindo à ociosidade. Todos têm o dever de fazer algo de bom em favor do próximo, mudando a estrutura do pensamento, dando um sentido para a vida, dando uma beleza ao sentido existencial.
Trazendo emotividade e amenizando o árido tema, Divaldo Franco narrou a comovente história do menino Bill que sonhava se tornar um bombeiro da cidade de Los Angeles, na Califórnia-EUA. Bill se encontrava em fase terminal, sua mãe telefonou aos Bombeiros solicitando uma visita. O Comandante disse-lhe que iria visitá-lo, e que poderia fazer muito mais. Assim aconteceu, Bill foi visitado pelo Comandante que se fez acompanhar de mais nove bombeiros. O Comandante disse à Bill que ele se tornaria bombeiro mirim na semana seguinte. Bill renovou suas forças, superou-se e aguardou. Na data, lá estavam os bombeiros para transportar Bill ao quartel, onde seria incorporado ao grupo. Recebeu uniforme e equipamentos.
Neste instante soou o alarme de incêndio. Havia um incêndio de pequenas proporções nos arredores de Los Angeles. O agora bombeiro Bill foi convocado para debelar as chamas. Ele era a felicidade. Fremia de prazer e alegria. Extinto o foco de incêndio, retornaram e Bill voltou ao hospital. Mais uma semana. Ele piorou, estava por desencarnar. O Comandante foi acionado pela mãe de Bill, solicitando a presença de um bombeiro naqueles instantes derradeiros. O Comandante informou que poderia fazer muito mais. Destacou seus homens para visitar Bill, entrando em seu quarto hospitalar pela janela, usando uma escada especial. Ali, ao lado de Bill, se postaram dez bombeiros, o Comandante disse-lhe: - Bombeiro Bill! Estou te dando permissão para te ausentar de nossa corporação. Está na hora de te apresentar ao Comandante Supremo. Bill fechou seus olhos. Ouvia-se o Toque de Silêncio, magistralmente executado pelo corneteiro, ecoando pelo hospital.
Educar os filhos, preparando-os para a vida, acompanhando-os no crescimento e nas experiências de suas fases de vida é dever de todos os pais. Amar é educar, é dar uma meta para a vida, amar é preencher os vazios da vida. Asseverou Divaldo Franco que a humanidade já experimentou a guerra, a traição e outras mil coisas e não deu certo, por que não experimentar, então, o amor? Demonstrando a experiência do amor, o Semeador de Estrelas narrou fatos jocosos, alegres, provocando o riso terapêutico, ao tempo em que orientou ao estudo do Espiritismo, recomendando que o fosse realizado a partir de O Livro dos Espíritos, seguindo nas demais obras, na cronologia de seus lançamentos, bem como estudar outras obras de Allan Kardec.
Jesus está sempre voltando aos corações abertos para acolhê-LO. Após cada crise o progresso avança, é a evolução em constante desenvolvimento. Finalizando o profícuo encontro, Divaldo Franco desejou que cada indivíduo pudesse alcançar o ideal do bem, a prática do sorriso, a missão da solidariedade, a volta ao lar, à família, à fraternidade. Homenageando o público atencioso e generoso, Divaldo Franco declamou o Poema Meu Deus e meu Senhor, de Amélia Rodrigues. Os aplausos foram efusivos, amplos e prolongados. Foi o exercício da generosidade mútua. O Semeador incansável lançou a semente do amor, restando a cada um fazê-la germinar em seus corações.
Texto: Paulo Salerno
Fotos Jorge Moehlecke

quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Divaldo Franco no Rio Grande do Sul Caxias do Sul

21 de agosto de 2019

Divaldo Franco, o trator de Deus, nas palavras do maior médium do século XX, Francisco Cândido Xavier, retornando à Caxias do Sul para a realização de mais um seminário, lotou o Salão dos Capuchinhos. O tema Luz nas Trevas, muito instigante, foi antecipado por belo momento musical.
O Semeador de Estrelas, lançando luz sobre as trevas, discorreu sobre a formação do Planeta Terra ao longo de bilhões de anos, as primeiras manifestações solares, as galáxias contadas em números astronômicos, atestam a perfeição divina. Em um salto, o nobre e eloquente orador passou a elucidar o pensamento filosófico e científico sobre os átomos e as propriedades radiantes da matéria, o pensamento dos filósofos pré-socráticos, tudo se realizando para lançar luzes nas sombras da ignorância humana.
Assim, o homem vai se capacitando, tornando-se artífice da própria evolução, compreendendo que há uma consciência cósmica, com manifestação na inteligência do próprio homem. O pensamento socrático permite ao ser humano alcançar o seu autoconhecimento, uma maior iluminação intelectual, oferecendo oportunidade para distinguir a ilusão da realidade, o instinto da inteligência, as trevas da ignorância das luzes da sabedoria, geração após geração. Naturalmente que ideias novas se deparem com objeções e negações, porém, a verdade vai se revelando na medida em que o ser humano se luariza, pois que descobre uma realidade exultante.
A partir do século XVII a humanidade avançou e distendeu o seu conhecimento, embora os pensadores daquela época tenham sido anatematizados, mesmo sacrificados fisicamente. Era a treva da ignorância se debatendo ante a luz. Ao desenvolver a sua percepção, o homem vai saindo das sombras, permitindo que as luzes se estabeleçam. A sábia Mentora Joanna de Ângelis, ao escrever pela mediunidade de Divaldo Franco a obra Luz nas Trevas, realça a percepção da vida no corpo físico e a da vida espiritual, o homem crente e o ciente.
Ressaltando o grande cientista Albert Einstein e a carta endereçada à sua filha Lieserl, Divaldo Franco destacou que o cientista concluiu que o amor é a maior e mais vigorosa força do Universo, presidindo as demais, como se pode observar nesta citação: “Há uma força extremamente poderosa para a qual a ciência até agora não encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e governa todas as outras, existindo por trás de qualquer fenômeno que opere no universo e que ainda não foi identificada por nós. Esta força universal é o AMOR. (...) O Amor é Deus e Deus é Amor.”
No contexto histórico e cultural do século XIX, Hippolyte Léon Denizard Rivail (Allan Kardec) reencarnou-se na Terra, recebendo, ainda na infância, a formação educacional do mestre Pestalozzi. Na idade adulta, e residindo em Paris, tomou contato com os fenômenos das mesas girantes e falantes, como eram conhecidos os fenômenos mediúnicos, e passou a estudá-los em bases científicas, constatando a legitimidade dos fatos e extraindo deles consequências filosóficas e morais, de interesse extremo para o progresso intelectomoral e espiritual da Humanidade, dando origem a obra O Livro dos Espíritos, lançada em 18 de abril de 1857, marcando o surgimento oficial do Espiritismo na Terra.
A luz do conhecimento permite ao homem perceber o imperceptível. Após discorrer sobre alguns dados astronômicos, Divaldo Franco asseverou que Deus transcende a capacidade de o homem entende-LO. O mundo é fascinante, mas necessita da luz do amor para poder abandonar as trevas.
Com sua característica verve, Divaldo Franco narrou com cores belas a história de um grande homem que também lançou luz nas trevas. Trata-se de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) escritor, ilustrador e piloto francês. Divaldo Franco, humanista, recomendou a leitura de uma de suas obras: O Pequeno Príncipe. O romance apresenta uma profunda mudança de valores, sugerindo ao leitor o quão equivocado podem ser os julgamentos, e como eles podem levar o homem à solidão.
No início da segunda parte do seminário, Juan Danilo Rodríguez, médico espírita equatoriano, atualmente residindo na Mansão do Caminho, dotado de alta sensibilidade, interpretou ao violão uma música de sua autoria, adaptando a letra do Poema Meu Deus e Meu Senhor, de Amélia Rodrigues, sendo fortemente aplaudido.
Destacando a importância da mitologia grega, Divaldo descreveu os fatos que envolveram Narciso, um ser dotado de beleza incomum. Ele é o símbolo da soberba, do orgulho, a treva da presunção. Os conflitos humanos, de uma maneira geral, estão retratados nos mitos. O amor de Deus ensejou que a Doutrina Espírita fosse dada a lúmen na Terra, lançando luzes sobre as trevas da iniquidade humana. O Espiritismo, como ciência, dá ao homem a oportunidade de investigar os fatos, remontando as causas.
Ao historiar os fatos que levaram ao advento da Doutrina Espírita, Divaldo Franco salientou que a ciência espírita lançou luzes sobre a imensa escuridão em que o homem ainda se debate. Seus princípios filosóficos permitem o esclarecimento sobre o mundo dos Espíritos, destacando que o amor é a caridade em ação, pois que fora da caridade não há salvação. O Espiritismo é luz sobre as trevas da ignorância humana.
Joanna de Ângelis destaca alguns princípios a que o homem se deve aliar. 1º) Ame, todos nasceram para amar. 2º)  A vida é bela, a beleza está nos teus olhos. 3º) O mal que te fazem não te faz mal, porém, o mal que fazes te fará mal.
Em sua mensagem final, o Embaixador da Paz no Mundo, destacou a esperança, o exercício do amor, não aceitando o mal de ninguém, mas dando uma oportunidade a si mesmo e ao próximo. Não é importante convencer, mas iluminar-se. Faça da tua vida um caminho pontilhado de pegadas luminosas, sinalizando aos que vêm após. Valorize a família, o lar. Lembre-se de semear sempre a boa semente, não se preocupe tanto com o solo onde a semente será deitada. Semeie alegria, felicidade e gratidão. Reverente e superando-se, Divaldo Franco pôs-se de pé para declamar o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, aquecendo corações e mentes com ternura e amor, na gélida noite caxiense.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Divaldo Pereira Franco no Rio Grande do Sul Gramado

20 de agosto de 2019

Retornando à Gramado pela quarta vez, Divaldo Franco, em companhia de Juan Danilo Rodríguez, médico e médium espírita, foi carinhosamente recebido e homenageado. No auditório do Centro de Treinamento e Eventos da Faurgs (Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e estando presente cerca de oitocentas pessoas, Divaldo Franco concedeu entrevistas para diversos órgãos de imprensa local e regional, atendeu a inúmeros pedidos de autógrafos, bem como recebeu cumprimentos de um sem-número de amigos e simpatizantes.
Após belíssimo momento artístico, o nobre conferencista, Embaixador da Paz no Mundo, ambientou o tema apresentando a comovente história do Dr. Thadeu Merlin, adepto da prática da eutanásia, desde os bancos acadêmicos, como meio de abreviar o sofrimento dos que padecem enfermidades terminais. Assim pensava o Dr. Thadeu Merlin. Porém, quando sua neta, Bárbara, foi acometida por insidiosa virose e sem cura até então, e recebendo orientação para a eutanásia, se negou peremptoriamente. Pouquíssimas vezes havia se lembrado de Deus. Após muitos esforços e buscas de solução para sanar a enfermidade, sempre sem sucesso, lhe foi recomendado consultar um médico que estava desenvolvendo uma pesquisa nesta área.
Imediatamente o Dr. Thadeu Merlin para lá se dirigiu, com a esposa e a neta enferma. O local era miserável, com crianças e adultos aleijados em várias formas. Foram recebidos pelo Dr. Müller, que examinou Bárbara, diagnosticando seu caso como incurável e letal. Havia, porém, um estudo inconcluso realizado pelo Dr. Müller, pois não havia sido aplicado em um ser humano. O avô suplicou para que fosse tentado, independente do resultado. Assim foi feito, e a paciente preparada, a terapêutica foi aplicada.
A vida é interessante. O Dr. Thadeu Merlin identificou que o seu colega, o Dr. Müller, era coxo, possuía uma deformidade no pé. Ao contar a sua história, o Dr. Thadeu Merlin identificou que o Dr. Müller era aquele recém-nascido que havia sido por ele atendido, e que teve um ímpeto de aplicar-lhe a eutanásia, pela deformidade em seu pé. A consciência de Thadeu Merlin falou alto: Matar, nunca! Já te desincumbiste da tarefa. Deixe-a viver! Se essa criança vai ser coxa, o problema é dela, não teu! Deixa-a! Dr. Thadeu Merlin assustou-se. A consciência às vezes chega inesperadamente. Ele tinha consciência.
Assim, aquele que foi poupado, agora estava ali salvando a neta de alguém que o tinha ajudado a nascer. O Dr. Thadeu Johann Müller viveu porque a consciência do Dr. Merlin falou mais alto, dando oportunidade ao Dr. Müller salvar alguém que tinha sido aconselhado a ser submetido ao processo da eutanásia.
Consciência é algo, na psicologia, muito grave, importante. Foi constatado que a consciência não é conhecimento. Aristóteles afirmava que o ser humano é uma criatura que possui a faculdade de discernir. Mira Y Lopes classifica o ser humano como sendo um animal bípede e gregário, possuidor de características. 1ª) possui personalidade; 2ª) possui conhecimento; 3ª) possui identificação; e 4ª) possui consciência.
A consciência no homem é uma espécie muito particular de “tomada de conhecimento de si mesmo”, conhecimento de quem ele é, de onde está e, a seguir, conhecimento do que sabe, do que não sabe, e assim por diante. Em cada indivíduo há uma individualidade. O Espiritismo é a ciência de conhecimento universal. Mira Y Lopes classificou o ser humano em níveis de consciência. 1º) de sono, sem sonho; 2º) de sono, com sonho; 3º consciência de si mesmo; - neste nível há funções: a) intelectiva; b) emoção; c) movimento; d) instintiva; e) sexual; f) emocional transcendental; e g) intelectomoral superior. O 4º nível de consciência é a consciência cósmica.
Juan Danilo Rodríguez, a pedido de Divaldo Franco, apresentou bela página musical. Uma composição de letra e música dele mesmo, excelente adaptação de um poema da autora Amélia Rodrigues.
Divaldo Franco, incansável, destacou que não há nada pior do que a falta de liberdade. Esta é tão importante que foi trabalhada pela Doutrina Espírita, se constituindo em uma lei de cunho moral. O homem moderno, experimenta em muitas oportunidades um comportamento de ausência de liberdade, passando a viver em estado libertino. O exercício da liberdade pressupõe se expressar com responsabilidade, oferecendo ao outro o direto de se manifestar como deseja, também com responsabilidade. A Doutrina Espírita estuda uma outra lei, e que está vinculada ao exercício da liberdade, é a da afinidade, com causa e efeito.
A instituição família exerce preponderante papel na construção de seres responsáveis e livres, pois que deve desenvolver valores éticos e morais elevados. É necessário que se aprenda a amar, o de ser gentil, atencioso, criando hábito de consciência, oferecendo algo de bom de si mesmo ao próximo. Cabe ao ser humano consciente voltar à consciência, ao amor e à justiça.
Em esforço redobrado, por sentir fortes dores, Divaldo pôs-se de pé para declamar o Poema Meu Deus e Meu Senhor, de Amélia Rodrigues, oferecendo um gesto simbólico em gratidão aos presentes. Forte e calorosa salva de palmas foi a atitude de reconhecimento ao excelente trabalho apresentado, que ainda se prolongou por mais alguns minutos, quando novo quadro musical foi apresentado, abrilhantando a noite gélida de Gramado.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


terça-feira, 20 de agosto de 2019

Divaldo Franco no Rio Grande do Sul Nova Petrópolis

19 de agosto de 2019

Divaldo Pereira Franco, médium e orador espírita, humanista e pacifista, esteve pela primeira vez em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha. Neste périplo, que se estende pelos dias 19 a 23 de agosto, percorrendo outras cidades como Gramado, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul e Novo Hamburgo, se faz acompanhar por Juan Danilo Rodríguez, médico espírita, o amigo equatoriano, atualmente residindo na Mansão do Caminho, onde, além de acompanhar Divaldo, desenvolve um projeto voltado especificamente aos portadores do espectro autista. Recebidos com muita alegria, desvelo e entusiasmo pelos organizadores do evento, que se corou de sucesso, Divaldo Franco foi recepcionado por cerca de seiscentas pessoas no auditório do Centro de Eventos da Associação Comercial e Industrial de Nova Petrópolis.
Após belo momento musical, Divaldo Franco fez uma breve análise sobre o homem e a mulher da modernidade que, apesar de ter alcançado e dominado altas tecnologias, penetrando o micro e o macrocosmo, tendo acesso à uma melhor saúde física e bem-estar social, não logrou alcançar a felicidade. Aturdido, envereda pelos caminhos da violência. O ser humano da atualidade convive com 44 milhões de criaturas aidéticas infectadas e infectando. Outros 360 milhões se constituem em depressivos crônicos. A sífilis e o Mal de Hansen (lepra) são diagnosticados, no Brasil, a cada 15 minutos. Há um suicídio, no planeta, a cada quatro segundos. No Brasil há um suicídio a cada oito minutos. No Japão, o índice de suicídio infantil é alarmante.
Ante este quadro terrivelmente pessimista, indagou o nobre conferencista: - O que estamos fazendo? As criaturas, de uma maneira geral, têm as suas vidas vazias, desprovidas de qualquer ideal nobilitante. Vive em um comportamento de violência suprema. Após 800 anos de ética, de cultura e de civilização, a humanidade se encontra em estado de solidão, apesar de estar na multidão. Cada ser humano experimenta aflições e angústia, independente de classe social ou econômica. Parafraseando o poeta inglês Thomas Hardy, que dizia: “o homem contemporâneo perdeu o endereço de Deus”, Divaldo afirmou que o homem contemporâneo perdeu o endereço de si mesmo.
Há uma necessidade imensa de o ser humano aprender amar. Mohandas Karamchand Gandhi afirmava que amava admiravelmente Jesus de Nazaré, mas tinha medo dos cristãos, dado o seu comportamento, e que ainda não foi capaz de domar suas inclinações más.
Por outro lado, demonstrando a excelência dos ensinamentos de Jesus, Divaldo narrou a história real de uma jovem que tendo se convertido ao cristianismo foi capaz de perdoar o seu algoz, salvando-lhe, inclusive a vida, restituindo-lhe a saúde, pois que, depauperado, encontrava-se na iminência da morte física. Este fato está contido na obra “Perdão Radical”, de Brian Zahnd, que descreve um episódio ocorrido durante o genocídio do povo armênio, provocado pelos turcos otomanos, na guerra ocorrida entre 1915 e 1917, entre a Armênia e a Turquia, dizimando cerca de um milhão e quinhentos mil seres humanos. Esse genocídio ocorreu em paralelo a I Guerra Mundial. É a demonstração da poderosa força de transformação da mensagem de Jesus, quando bem compreendida e vivenciada, despertando o verdadeiro amor na criatura humana. Esse amor levou aquela jovem armênia a perdoar radical e incondicionalmente o algoz que a havia desventurado e exterminado sua família impiedosamente.
Buscando produzir uma reflexão no atento público, Divaldo Franco fez a mesma pergunta que o autor da obra acima referida fez: - Você perdoaria?
É necessário conhecer verdadeiramente a Jesus para poder seguí-LO e praticar seus ensinamentos. Paulo de Tarso apresentou uma ética moral: fora da caridade não há salvação. A caridade, afiançou o lúcido orador, precisa do amor para ser verdadeiramente caridade. A caridade é a alma da vida, das três virtudes, esperança, fé e caridade, a primeira é a caridade. É um sentimento de entrega total ao próximo, seja ele quem for. O sentido do amor da doutrina cristã é que o mal não deve ser destacado. Para amar, é necessário que cada indivíduo desenvolva o autoamor, aprender a amar-se, para, então, amar o próximo.
Jesus estabeleceu o amor como base. A conduta moral é mais importante do que qualquer religião. É necessário que o amor viceje dentro de cada ser humano, que deve conhecer-se em maior profundidade. Em 75 anos de divulgação da Doutrina Espírita e dos ensinamentos de Jesus Cristo, e visitando mais de 70 países, Divaldo Franco destacou que ama Jesus impetuosamente, além de ser fascinado pela psicologia moderna. Aproveitando o momento de sentimentos elevados, o conferencista conduziu o público para a prática do riso terapêutico, apresentando casos jocosos, seus e de outros, destacando a alegria de viver, apesar das inúmeras dificuldades que tem experimentado, desenvolvendo o autoamor, sendo grato a Deus, à vida, vivenciando as mensagens de Jesus de Nazaré.
Para falar sobre a mediunidade, destacou a sua própria vivência nesta área, bem como os óbices que teve que enfrentar, testemunhando o seu amor cristão, a pluralidade das existências, desmistificando a morte, que não existe, conforme muitos pensam. Falando sobre os postulados da Doutrina Espírita, salientou que Deus é amor, conforme ensinou o apóstolo João. Asseverou que cada um deve fazer de sua vida, uma vida de misericórdia, levando em conta que a vida é uma só, com existências múltiplas. Neste aspecto, citou o Papa João Paulo II que afirmou que as almas voltam e se comunicam conosco.
É de todo salutar que o ser humano aprenda a sorrir mais. O Evangelho de Jesus é um tratado de boas novas. Discorrendo sobre os feitos de Martinho Lutero e de Calvino, com a reforma protestante, Divaldo enalteceu que Jesus é inconfundível. Ele veio para tornar a Terra no Reino de Deus, levando o homem a alcançar a plenitude dentro de si mesmo. Somente o amor de Deus dá ao homem a paz. O bem proceder ético é o produtor do bem-estar. A Doutrina Espírita é a boa nova da alegria, é uma doutrina lógica. Ame, essa é a mensagem do Espiritismo, se te interessar, estude-o, a vida é encantadora, escreva a tua vida sem queixas, agradecendo a Deus.
Divaldo encerrou a conferência pondo-se respeitosamente em pé, apesar das fortes dores que o acometem e emocionando os presentes que o ouviam com atenção luarizou a noite nova-petropolitana com o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues. Em gratidão, um forte aplauso foi protagonizado pelo público, em pé.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke