terça-feira, 8 de agosto de 2017

VIII Congresso CEJA/Barra com Divaldo Franco Rio de Janeiro, RJ

Emoção, alegria e muita Luz! Assim foi mais um grande encontro promovido pelo Centro Espírita Joanna de Ângelis - CEJA-Barra, realizado neste domingo, dia 6 de agosto de 2017, no KM de Vantagens Hall (Avenida Ayrton Senna, 3000 - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro - RJ) - o 8º Congresso CEJA-Barra -, evento que já faz parte do calendário mundial espírita, pois com o advento da internet ele é assistido por milhares de pessoas nos mais diversos rincões do planeta.

A emoção e a alegria contagiava de forma coletiva a grande maioria das 3500 pessoas presentes ao grande banquete espiritual. Com o tema central "O Segredo da Felicidade" e tendo como mestre de cerimônias o casal de trabalhadores da casa, os atores Rodrigo Sant´Anna e Ana Rosa, o evento começou com Iraci Campos Noronha, Presidente da instituição dando as boas vindas a todos os presentes e ao pessoal da internet, convidando-os a passarem uma tarde/noite descobrindo o verdadeiro sentido da felicidade. E, após sentida prece, deu por iniciado o Congresso, pedindo a todos para abrirem seus corações para a felicidade.

Para a composição do palco, foram chamados os convidados da primeira parte do encontro: o Presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB), Jorge Godinho Barreto; o psiquiatra, escritor, médico associado e fundador da Associação Médico Espírita (AME) de Pelotas/RS, Sergio Luiz da Silva Lopes; o diretor de unificação do CEERJ, Alexandre Pereira da Silva; o psicólogo clínico, escritor e orador espírita Rossandro Klinjey; a vice-presidente do CEJA-Barra, Ceris Muharre; o presidente da Mansão do Caminho, Demétrio Ataíde Lisboa.

Assim como a espiritualidade amiga abraçava cada pessoa que chegava ao evento, as notas musicais e a voz de Leila Pinheiro, presença constante no evento, acolhiam e preparavam o público para as palestras que iriam acontecer. O tímido coral do público no início, deu lugar a uma prece cantada, emocionando a todos. Quem ainda não estivesse em total sintonia, encontrava, na apresentação de Leila, um facilitador - e se conectou. Ovacionada, Leila despediu-se, dando lugar às palavras do presidente da FEB - Jorge Godinho Barreto.

Godinho cumprimentou a plateia falando da alegria de estar no evento "especialmente porque a humanidade passa por momentos de desafios onde falar de felicidade é algo até que alguém pode estranhar". Mas para nós espíritas, falar de felicidade é algo que devemos trabalhar. 

Em seguida foi a vez da Dra. Adriana de Oliveira Melo, médica de gestações de alto risco na maternidade pública de Campina Grande, que atende todos os municípios do sertão da Paraíba.  Cientista reconhecida mundialmente pelo seu trabalho em que apresentou provas da relação entre o vírus da zika e os crescentes casos de microcefalia na região em que vive e trabalha, em novembro de 2015.

Em seguida, Rossandro Klinjey proferiu palestra sobre Felicidade Real X Felicidade Ilusória, enfatizando que no espiritismo nós temos um Norte luminoso chamado Cristo, a nossa mais alta esperança. Em um momento em que todas as coisas parecem frágeis, é a mensagem do Evangelho que consola nossos corações.

Antes de chamar o próximo palestrante, mais um momento de emoção. É que chegava ao evento o Patrono do CEJA-Barra, o convidado de honra, o palestrante mais aguardado, o querido e incansável divulgador do Cristo e do Espiritismo, Divaldo Pereira Franco, que foi recebido de pé, com calorosas palmas. Que bom! Ele já estava entre nós!

Ana Rosa anunciou o próximo palestrante, Sergio Luiz da Silva Lopes, que falou sobre Psiquiatria e Autoconhecimento. Dentre muitas colocações, Sérgio Lopes, mostrou que as pessoas solitárias desejam muito encontrar alguém que lhe complete. Se isso não acontece, é um atestado de infelicidade; uma promissória de infelicidade. Porque nunca ninguém completará o outro. Os relacionamentos vêm para nos completar mutuamente. Para sermos mais felizes. Para termos algo além daquilo que já temos. Mas o sentimento de felicidade já deve estar presente como um germe. Como um sentimento de gratidão na nossa vida. Jesus disse "bem aventurados os pacificadores". Mas para pacificarmos, precisamos estar em paz conosco mesmos.

Iraci Campos Noronha foi chamada para falar sobre seu primeiro livro "Reconstruindo Emoções". Ela conta que foi um trabalho especial, extremamente novo, pois até então ela só havia psicografado mensagens. Iraci dedica a obra à Divaldo Franco seu grande orientador e incentivador e a Veneranda Joanna de Ângelis que a prefaciou. O livro, que recomendamos, ditado pelo Espírito Nise da Silveira aborda assuntos como  Depressão, Dor Emocional, Ansiedade, e como cuidar dessas emoções.

Luís Mário Medeiros Duarte, em seguida, falou sobre "A cura através da neurociência", dizendo acreditar na felicidade plena porque Jesus, Buda e Krishna nos disseram que era possível. O que motiva o ser humano é a Felicidade. Até mesmo todos os animais buscam a felicidade, mesmo não sabendo.

Continuou dizendo que Médicos, psiquiatras, a ciência, têm problemas muito difíceis hoje em dia. A ciência tenta explicar a questão mente-cérebro, mente-corpo. Há um pressuposto de que só existe uma realidade: a matéria. Assim pensam os médicos e cientistas que creem exclusivamente na matéria. Seguindo esse pensamento, a nossa mente, tudo o que significa, deseja, sente, ama, suas memórias, são coisas ilusórias, criadas por nós para nos adaptarmos ao mundo.

Kardec, continuou Luis Mário, usando também de experimentos mensuráveis, métodos da ciência, portanto, pôde verificar a experiência pós-morte. O Livro dos Médiuns é um livro comprovadamente de método científico

Chegou a vez de Cristiane Niero que falou sobre "O caminho interior para a Plenitude". É preciso ter coragem. Coragem para se desconhecer; coragem para morrer para o nosso EU ilusório, para as velhas crenças e valores, para o que nos aprisiona e dita regras. E assim, ter capacidade e dar espaço para o autoperdão. Não peçam nunca para que as dificuldades da vida seja amenizadas; mas peçam força para superar as dificuldades porque elas têm um sentido importante para todos nós.

Após a inspiradora palestra de Cristiane e do sorteio de livros, o evento contou com mais um momento musical, do tenor Evandro Oliva. Em seguida, foi a vez do momento mais esperado, a palestra do querido orador Divaldo Pereira Franco - "O Segredo da Felicidade"

Divaldo discorreu sobre as mudanças do destino da humanidade. Ele começa falando sobre o encontro de Jesus com Natanael Ben Elias, um miserável que veio Lhe pedir a cura. Este é o ponto de partida para explicar o que é necessário para obtermos a cura; o caminho para a felicidade.

É necessário que venha uma ciência que traga Deus de volta com o espiritismo para nos encher de alegria de viver e podermos levar a esperança àqueles que perderam tudo, menos o direito à vida. Nós somos, os espíritas, nesse momento, o olhar de ternura de Jesus. Não nos envergonhemos de abraçar os abandonados; de dizer uma palavra de carinho. Há mais sede de amor do que fome de pão. Somente seguindo Jesus e o seu Evangelho podemos alcançar a felicidade, a plenitude, falou de forma vibrante e emocionada O Semeador de Estrelas.

Ovacionado pelo público, que o aplaudiu de pé, o querido Patrono e co-fundador do CEJA-Barra, nos fez imaginar a grande emoção dos milhares que assistiam via Internet. 

Nesse momento, todos os trabalhadores cercavam o auditório de mãos dadas, em um simbólico abraço fraternal a cada um. Após Divaldo, o tenor Evandro Oliva voltou ao palco para cantar, juntamente com os convidados, conferencistas e trabalhadores, a música “É preciso saber viver” que encerra anualmente o congresso.

Foi magnífico! Uma chuva de bençãos. Saímos, todos, melhores do que quando chegamos ao evento. Obrigado por sua atenção. Até 2018!

  Texto: Maria Claudia Souza Rodrigues​
  Fotos: Luismar Ornelas de Lima​


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco em Faro, Portugal

28 e 29/07/2017.

Divaldo começa o seu seminario agradecendo a Caminus Duo – Joana Vieira & Mikhail Shumov pela magistral interpretação de várias peças musicais, que sensibilizaram o público. A música é a língua com a qual Deus se comunica conosco.
Começa falando de um grande depressivo crônico, piloto, que realizou o primeiro vôo França - Dakar para levar correspondência e que também iniciou os vôos entre Buenos Aires e Ushuaia, a cidade mais meridional de Argentina, com uma vida cheia de aventuras e cuja maior obra alcançou um grande êxito, falamos de Antoine de Saint-Exupéry.
O Pequeno Príncipe é uma obra que comove os corações de crianças e adultos.
Infelizmente Antoine não creia em Deus até que um fato ocorrido na sua vida vai mudar este conceito para sempre.
Seu avião é derrubado e diante da preocupação daquele momento, se pergunta: Haverá um Deus? Seria tudo uma fantasia religiosa? Observando como se alimentavam uns ratos do deserto, chegou à conclusião de que vale a pena lutar por viver.
Entre ele e o seu mecánico, que viajava com ele conseguem reparar o avião e chegar à Paris.
Ao regressar se torna idealista.
Logo depois em Espanha eclode a guerra civil y Antoine se apresenta como voluntario, assim como muitos otros para combater.
Durante os combates seu avião foi derrubado e ele capturado.
Foi considerado inimigo de guerra, condenado à muerte e encerrado em uma hedionda fortaleza próxima à fronteira francesa, à espera de sua execução.
Durante a sua estadia compreende o sentido da vida, seu significado e o fácil que é perdê-la. Recém casado e pai de uma criança, começa a questionar a sua existência neste planeta.
Fumador compulsivo, se encontra em uma cela sem nada que o relaxe.
O traje de presidiário que lhe deram, ainda está con los buracos de bala do seu anterior dono, buscando nos bolsos Antoine encontra uma guimba e a leva à boca.
Por um segundo mata sua ansiedade, porém um cigarro apagado não é suficiente, através de sinais tenta que o guarda lhe dê fogo, mas este desconfiado, não lhe presta atenção.
O guarda, ao final, sentindo pena, se aproxima cuidadosamente e lhe acende o cigarro.
O prisioneiro emocionado pelo gesto e como agradecimento olha o seu guardião e sorri longamente e o soldado lhe devolve o sorriso. Ele continua fumando e sorrindo até terminar a última tragada e com um gesto agradece ao guarda.
O soldado espanhol, comovido ante os gestos de Antoine lhe abre a porta e lhe pede que se vaia.
Ele crê que o guarda tentará matá-lo quando se vire de costas e decide sair encarando o seu libertador, até que a uma distância prudencial já não pode resistir-se mais e começa a correr em direção à França, onde chega ao amanhecer do dia seguinte.
No seu relato, recorda o monólogo que fez quando sorriu ao soldado, onde lhe falava de sua morte, de sua família, de tudo que para ele era importante e ia perder.
Parece que as palavras, que eram proferidas no seu idioma natal, o francês, conseguiram abrandar o coração do soldado, que não falava o seu idioma, mas que com certeza, a emoção lhe tocou o coração.
Uma semana depois, em Paris, com seu filho e sua esposa, narra a história de um sorriso e diz:
- Se a humanidade sorrisse um pouco mais seria melhor. Se mudássemos nossos gestos de desagrado por sorrisos haveria felicidade no mundo.
Ao analizar a história de Antoine Saint- Exupéry, Divaldo recorda uma citação de Aristóteles:
“Quando duas pessoas se amam, são uma só alma em dois corpos.” (Metaforicamente falando)
A humanidade se divide em extrovertidos e introvertidos. Os indivíduos introvertidos chegaram à fase adulta sem liberar-se das amarguras infantis, são crianças feridas.
O conhecimento espírita é o veículo mais nobre para a extroversão, porque o conhecimiento de Jesus e seus ensinamentos nos libera das amarguras e nos fala de esperança e também através dos ensinamentos dos imortais que nos dizem: - A vida continua.
Divaldo narra depois a história do colar de diamantes, quando uma dama rica, o empresta a uma amiga para um baile de gala e esta o perde. Ao perceber que não podia devolvê-lo, encomenda um igual, de acordo com suas lembranças do colar, o que faz com que eles se endividem. No final o devolve, porém a dívida é demasiado importante e leva a ela e a seu marido à falência, até o ponto em que ele agoniado falece e ela se vê obrigada a viver do que encontra na rua.
Um dia quando revira o lixo, seus olhos avistam uma dama que descia por uma escada.
A dama era aquela sua amiga e levava o colar. A mulher o olha fixamente e a dama reconhece a sua amiga, se aproxima e lhe pergunta pela sua atual situacão. O que ocorreu? E ela apontando para o colar lhe explica sua desgraça. A amiga a fita e lhe diz:
- Por que você no me contou, te disse que te emprestava porque tinha muitas jóias, que não te preocupasses. O colar que te emprestei só custava 50 francos, era uma imitação, minha querida amiga.
Aplicando-o a nossa vida, isso quer dizer que nos endividamos por colares falsos. Confundimos a felicidade com TER. Nossas jóias deveriam ser a amizade, a caridade, a fraternidade, etc...
Recorda Divaldo como em uma ocasião Ghandi ria em frente de uma joyería e quando lhe indagaram o motivo da sua alegria respondeu:
- Estou feliz de ver tantas cosas que não necessito.
Ato seguido narra como em uma ocasião estando inconsciente, por uns problemas cardíacos, visualiza a figura de Jesus e o mar de Galiléia. Recordando a felicidade desse momento e demonstrando que SIM se pode ser feliz, ainda que seja por um instante.
Na segunda parte do seminario Divaldo inicia contando uma história comovedora. La história do Dr. Tadeo Merlin, que sendo um defensor da eutanásia, deixou viver um menino aleijado, que anos mais tarde irá salvar a vida da sua neta. O doutor Tadeo Merlin no final da história diz a si mesmo, quão cego estava, hoje compreendo que é melhor melhor ser aleijado que ser cego como eu.
Também contou a história acontecida há poucos días, quando em uma palestra, fez alusão a Chico Xavier, falando da sua bondade e comparando-o com a figura de Francisco de Assis. No dia seguinte a mídia publicava: “Divaldo Franco diz que Chico Xavier foi Francisco de Assis.”
Ao passar os dias e não dizer nada sobre a noticia, alguns amigos lhe comentaram a necesidade de desmentir a noticia, ao que Divaldo contestou:
- Não posso desmentir algo que eu não disse.
Com um grande sorriso e sem demonstrar no semblante o trancurso de mais de três horas de seminario, Di se despede com a oração da gratitude de Amélia Rodrigues e enche uma vez mais os corações dos que ali estávamos de alegria e felicidade, HOJE FOMOS FELIZES.
                       Texto e fotos: Manuel Cemyd


(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Registro. Divaldo Franco em Portugal Lisboa

21 de julho de 2017
Na Associação União do Comércio e Serviços - UACS, em Lisboa, Portugal, às 21h00min, depois de conceder autógrafos por uma hora, recebendo cerca de 300 pessoas desejosas de ouvir o Trator de Deus, Divaldo Pereira Franco foi agraciado pela Federação Espírita Portuguesa com uma homenagem através de um vídeo, sendo-lhe entregue uma placa comemorativa aos 50 anos de divulgação do Espiritismo em Portugal.
Ao iniciar a conferência, Divaldo narrou como iniciou a sua atividade, há 50 anos, em Portugal, falando sobre o Espiritismo em locais subterrâneos e escondidos por causa da ditadura vigente no país naquela época. Hoje, salientou, o Espiritismo é respeitado mesmo em algumas universidades.
Durante o século XVII a ciência e a religião estavam separadas, cada qual com seus pontos de vista, não cogitando somarem esforços em favor do bem comum. Mais tarde, no século XIX o Espiritismo surge para apresentar os grandes valores da vida, ensinando que a criatura humana pode ser feliz hoje, não necessitando esperar o amanhã. Mas a felicidade não é uma linha horizontal e monótona, é um processo de alegria e sofrimento, que fazem parte da mesma equação, que é a vida.
Mas qual é o sentido da vida? Assim, perguntaríamos, com dados científicos, por que a natureza teria gastado aproximadamente 2 milhões de anos, desde que a primeira molécula até chegar no biótipo que somos? Sócrates, com seu pensamento ético-estético, e através de uma cultura ética, e, também, através de Platão, demonstra como a vida se desenrola no mundo das ideias, onde o ser humano se originou e onde ele caminha.
Mais tarde, em 12 de fevereiro de 1862, Ernest Renan foi convidado para dar uma palestra em uma escola de Paris, na França, na presença das maiores inteligências europeias da época, e, este eminente homem de letras começou sua palestra dizendo: - Jesus é um homem incomparável.
É uma frase simples, se não for analisada em toda a sua profundidade, explicando que Jesus é um homem como qualquer um de nós, mas incomparável a qualquer um de nós. Remove, assim, o caráter "divino" que a religião Lhe deu. Suas palavras lhe custaram a expulsão da Sorbonne, mas ainda assim permaneceu na história. Renan fala de um Jesus humano, mas com um comportamento excepcional. A partir desse momento Renan escreveu a obra "A Vida de Jesus" para explicar, filosófica e antropologicamente, que Jesus existiu, e que foi tão grande que passa através da história deste planeta dividindo-a em antes do nascimento e depois Dele.
Divaldo explicou que é necessário trabalho e esforço para ocorrer uma mudança, tornando-se em uma pessoa melhor. Para exemplificar, Divaldo Franco narrou uma experiência pessoal que teve lugar este ano durante sua turnê europeia:
Estando durante toda a viagem com os problemas do nervo ciático, Divaldo lutou, em todas as suas palestras, para dar o melhor de si mesmo, para superar e para transmitir a mensagem de Jesus com toda a energia que lhe foi possível. Para tal, tentou todos os remédios que as pessoas que conheciam a sua doença lhe recomendaram. Em algumas oportunidades suas dores foram agravadas tendo em vista que alguns desses medicamentos não só não ajudaram sua melhora como lhe agravaram a situação, chegando, um deles, a queimar a pele, com consequências dolorosas pela reação química adversa.
Mas ainda assim ele continuou a turnê, aguardando o retorno para Salvador, na Bahia, para um tratamento mais abrangente. Finalmente, chegando em Salvador passou por uma cirurgia urgente para aliviar a dor, não para curá-la, pois necessitava de mais tempo e seus compromissos não lhe permitiam.
Divaldo após o tratamento, muito feliz pela ausência de dor, continuou atendendo aos seus compromissos, mas, para sua surpresa, com muitos dias fazendo uso de medicamentos fortes, se originaram outros distúrbios físicos que continuam a impedi-lo de desempenhar corretamente as suas obrigações.
Finalmente, um dia, conversando com sua mentora, Divaldo perguntou-lhe sobre a sua saúde, porque os médicos o aconselharam a parar de viajar, a parar de pegar coisas pesadas, etc....
Joanna de Ângelis, como sempre faz, aconselhou-o a tomar a decisão por ele mesmo, contudo ela ofereceu-lhe alguns conselhos, perguntando se ele conhecia a vida de Francisco de Assis, que, claro, disse conhecer, sua mentora, então, disse:
- Francisco desencarnou aos 44 anos, cego, com câncer e outras doenças, e no leito de morte, quando ele estava se despedindo, compôs um belo cântico à vida. E tu, com 90 anos, tens um corpo que acusa apenas alguns detalhes que lembram sua longa existência terrena, aproveitas, se quiseres, a oportunidade que nosso Pai te dá e lembra o Sol de Assis, querer é poder.
E o maior divulgador Espírita-Cristão que existe hoje, na opinião deste pobre narrador, continua semeando diariamente nos corações daqueles que o querem ouvir, como ocorreu hoje em Lisboa, por mais de cinco minutos, o público não cessou suas ovações e aplausos, foram cinco minutos cheios de amor e gratidão à figura daquele que há 50 anos, independentemente da repressão do momento, se arriscou e semeou a primeira semente do que é, agora, o Espiritismo em Portugal.
A gratidão estava estampada nos rostos de todos os presentes, que dali saíram com a certeza de poderem ser felizes hoje.
Texto: Manuel Sonyer
Foto: Vitor Feria
Versão ao Português: Paulo Salerno
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

domingo, 2 de julho de 2017

Registro. Divaldo Franco no Paraná Pato Branco

30 de  junho de 2017
O Clube Pinheiros, de Pato Branco/PR, ficou lotado. Foram mais de duas mil e quintas pessoas presentes que assistiram Divaldo Franco falar sobre Jesus e de como Ele toca as almas sedentas de amor. Sob a coordenação da 14ª União Regional Espírita, da Federação Espírita do Paraná, e estando presentes as lideranças espíritas da cidade, região e do Estado, o evento serviu também para homenagear o ilustre orador, porta-voz dos Espíritos benévolos, pelos seus 70 anos de oratória. A homenagem foi materializada através de uma placa, registrando os atributos de fidelidade e de incansável mensageiro do Cristo, que há 64 anos desenvolve atividades doutrinárias no Paraná.
Marcelo Archetti, cantor, músico e compositor, encantou o público ao apresentar-se e homenagear Divaldo. Suas excelentes apresentações sensibilizaram os presentes, harmonizando-os através de melodias cuidadosamente selecionadas.
Esparzindo luzes, tocando os corações e sensibilizando as mentes, Divaldo Franco, com sua voz cristalina, esclarecedora, vai servindo o Cristo onde quer que se encontre, acolhendo os aflitos, levantando-lhes o ânimo através do emprego do código divino, o amor, destacando a esperança em dias melhores, mais justos, com equilíbrio ético e moral.
Divaldo agradeceu a honra de ser bem recebido, desde a 1ª vez em que esteve em terras paranaenses, encontrando e reencontrando almas que lhe estão vinculadas, expressando que a maior dívida, segunda a escritora sueca Selma Lagerlöf (1858-1940), é a da gratidão. A gratidão é uma estrela que fulge em a noite dos sentimentos.
A mensagem de Jesus, ínsita em o Novo Testamento, tem, ao longo da história, sensibilizado o homem sedento de justiça e paz. São inúmeros os exemplos de criaturas que ao conhecê-Lo abandonaram velhas posturas, conceitos e hábitos para tomarem para si os postulados do Cristo, transformando suas próprias vidas, e de outros, em hinos de amor a Deus, ao próximo e a si mesmo.
Fiódor Dostoiévski (1821-1881), escritor, filósofo e jornalista russo, afirma, em sua obra O Idiota, que a beleza salvará o mundo; Léon Tolstói (1828-1910), escritor russo, autor da obra Guerra e Paz; Mohandas Karamchand Gandhi (1869—1948), libertador do povo indiano e paquistanês, pacifista por excelência; e Martin Luther King Jr. (1929-1968), pastor protestante e ativista político estadunidense, possuem em comum o desejo de paz, de amor ao semelhante. Encontraram as premissas e as ações para o estabelecimento da paz e da conquista do amor na profunda mensagem de Jesus. Esses, e muitos outros, mudaram de atitudes ao conhecerem Jesus, narrado no Novo Testamento.
Sir James Jeans (1877-1946), astrônomo, matemático e físico inglês, afirmava que a criatura humana vive em um Universo onde o amor é a força motriz. Essa ideia é igualmente compartilhada por Albert Einstein (1879-1955), físico teórico alemão radicado nos Estados Unidos, que asseverava que além das quatros grandes forças sustentadoras e mantenedoras do Universo há uma ainda mais poderosa, o amor.
Allan Kardec, o insigne codificar da Doutrina Espírita, ao apresentar o Espiritismo para a humanidade, estabeleceu que a crença em Deus, na imortalidade da alma, na comunicabilidade entre os homens e os Espíritos, a pluralidade das existências e dos mundos habitados, bem como a existência da ética moral do evangelho, são princípios norteadores para a construção de um indivíduo capaz de amar, pacífico e pacificador.
No campo da ciência o homem fez grandes conquistas, conhecendo vários mecanismos e seus aspectos, desde os infinitamente pequenos ao macrocosmo. Conhecendo-se os efeitos, o homem sensato terá que admitir que há uma causa geratriz. Contudo, esse mesmo homem, tem negligenciado em se fortalecer. Ao adquirir hábitos éticos e morais compatíveis com as leis divinas, possuindo um sentido, um significado, para a vida, como tão bem esclarecem alguns eminentes pesquisadores da psique humana, tais como Viktor Frankl e Carl Gustav Jung, o homem dignifica-se, tornando-se em alguém melhor.
O homem é um Espírito no caminho da imortalidade. Entre o mundo corpóreo e o mundo dos Espíritos há somente a mudança do estado energético onde se encontra a criatura, construindo a sua felicidade, tomando por desafio amar, descobrindo o Cristo interno, autodescobrindo-se.
Orador por excelência, didático, Divaldo narrou exemplos de como o amor opera em a intimidade do homem, transformando a criatura para melhor. A Doutrina Espírita, um tesouro inigualável, tem a tarefa de educar as almas, destacar a beleza da imortalidade, o sentido da vida, o amor ao próximo e a si mesmo. Todo aquele que ama não adoece, embora possa ter doença, afirmou o Professor de Feira de Santana, na Bahia.
A depressão e as dores íntimas, e que se adentram aos lares de milhões, devem ser trabalhadas com os ingredientes do amor, principalmente aos que estão mais próximos. O momento atual é de crises individuais, mas que formam a grande crise estrutural do Planeta, somando-se. Para essas misérias humanas o convite é reencontrar a alegria de viver, abandonando o Ego, adotando a solidariedade, pois que as criaturas não são autossuficientes, necessitando uma das outras para o crescimento interno e externo.
Os que amam sabem encontrar os invisíveis da sociedade, isto é, aqueles que não são notados em suas dores e aflições. É necessário que cada um procure descobrir esses invisíveis, minorando-lhes o sofrimento, sendo solidários, partícipes, abraçando-os, colocando o evangelho de Jesus na prática, levando em conta que o jugo é suave e que o fardo é leve.
Finalizando a magnífica conferência, Divaldo concitou a que se adote como mecanismo de vida os postulados de Jesus, compreendendo que Ele está de volta, convidando a estar com Ele, sem se deixar abater pelas dores próprias ou de outrem. Não permita que o mal dos maus te faça mal, perdoando, fazendo-se merecedor da felicidade, não carregando mágoas, iras. O amor, a solidariedade, o sentido da vida são bases para a felicidade. Recitando o Poema da Gratidão, Divaldo foi calorosamente aplaudido. A semeadura foi realizada, cabe a cada um preparar o próprio solo íntimo para acolher as sementes do Cristo. Concluído este roteiro doutrinário em terras do belo Estado do Paraná, o semeador incansável foi em busca de outros solos. Onde? Não importa, pois que o semeador, semeia, semeia, semeia...
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

sábado, 1 de julho de 2017

Registro. Divaldo Franco no Paraná Cascavel

29 de junho de 2017
Lideranças espíritas locais, regionais e estadual, representada pelo 2º Vice-Presidente da Federação Espírita do Paraná, Luiz Henrique da Silva recepcionaram Divaldo Franco no Clube Tuiuti, onde foi homenageado pelo transcurso de seu 90º aniversário, transcorrido em maio próximo passado. Cidadão Honorário de Cascavel, Divaldo visitou essa pujante cidade pela primeira vez em 23 de julho de 1968, desenvolvendo uma atividade doutrinária. A homenagem, conduzida pelo Presidente da 10ª União Regional Espírita/FEP, Laudelino Risso, coordenador do evento, se constituiu no destaque de expressivos textos contidos na trilogia de Manoel Philomeno de Miranda, psicografada pelo insigne orador baiano: Transição Planetária; Amanhecer de uma Nova Era; e Perturbações Espirituais. Nos trechos destacados estão contidas músicas que foram belamente interpretadas pelos liderados do Professor Jocimar, emocionando os mais de três mil expectadores.
Stanislav Grof (1931-), psiquiatra tcheco, estudou os transtornos de natureza esquizofrênica, os estados alterados de consciência, constatando a reencarnação e a influência dos Espíritos na vida das pessoas. A psique humana não desaparece com o decesso do corpo físico, expressando-se para além da dimensão meramente física. O psiquiatra tcheco foi um dos fundadores da Psicologia Transpessoal, a denominada quarta força. Radicado nos Estados Unidos da América, desenvolveu pesquisas sobre os estados alterados de consciência – EAC -, utilizando-se de experiências com o ácido lisérgico como meio de atingir esses estados, juntamente com Aldous Huxley (1894-1963), escritor inglês. Assim, os homens de ciência, com seus estudos aprofundados sobre a mente humana, têm contribuído para o bem-estar de muitos, aliviando, e até mesmo curando, esses transtornos psiquiátricos.
Conceitos como Deus, a imortalidade, as obsessões estão sendo estudados, permitindo que o homem se conheça em maior amplitude, possibilitando ações que levam ao bem-estar, ao conforto espiritual e moral, onde a morte não significa mais do que um portal para a dimensão extrafísica, permanecendo o ser em plena lucidez, expressando-se para além da dimensão do cérebro físico.Outro fator abordado pelo eminente orador foi o das experiências de quase morte, que ao narrar sua própria experiência, evidenciou a expressão inteligente se manifestando para além do equipamento cerebral, ínsito no corpo físico, isto é, de natureza transcendente, guardando perfeito equilíbrio emocional e racional. O pensamento se expressa com lucidez, embora estando fora do cérebro físico. É a vida se expressando além da fronteira física.
A vida é única, as existências são múltiplas. O Espírito é imortal, reencarnando-se para aprimorar-se, crescendo em conhecimento e espiritualmente, construindo, desde agora, o Reino dos Céus em sua intimidade. A reencarnação é a base fundamental do Espiritismo. Os filósofos pré-socráticos paravam as suas pesquisas e pensamentos na barreira chamada morte. Sócrates foi o divisor de águas ao expressar-se com base em uma doutrina de natureza ética, espiritualista, que avança para além do corpo meramente físico.O pensamento humano se expande, alcançando compreensão e clareza sobre os fatos. O bem, em contínuo desenvolvimento, se expressa através da ação de homens lúcidos, evangélicos, como é o caso do atual Papa Francisco e de João Paulo II que afirmava que as comunicações entre vivos e os mortos são reais, atestando que a vida é enriquecedora, possuindo objetivos nobres. Cada indivíduo é o autor de suas próprias vidas.
Dinâmico, prático e lúcido, Divaldo Franco prendeu a atenção ao narrar experiências, suas e de outros, destacando a imortalidade, a comunicabilidade, a reencarnação, a pluralidade das existências e a sublime presença de Deus na vida de Suas criaturas. O Espiritismo dá ao homem, nestes dias tormentosos, a alegria de viver, dada a certeza da imortalidade. O ser humano transfere-se de uma para outra dimensão sem solução de continuidade. O momento é glorioso, o homem vai vencendo o mal, abrindo espaços para o bem se expressar generosamente. O espírita deve ser o exemplo do bom cristão, tornando-se, até mesmo, em exceção no meio nefasto do mal. No conceito de Rollo May (1909-1994), psicólogo americano, o homem ao adotar como filosofia de vida o individualismo, o sexismo e o consumismo tem construído a sua própria infelicidade, atormentando-se em ter, esquecendo-se de ser.
Há esperança de uma nova era, quando o bem superar o mal, construindo uma sociedade melhor, equilibrada, ética e moral, sendo feliz hoje, vivenciando a felicidade agora, pois que a imortalidade é uma realidade. O fardo é leve, o jugo é suave, assim se expressou o Mestre Galileu, destacando que cada um deve ajustar-se à Lei Divina, reencarnando sucessivamente para desenvolver o amor ao próximo e a si mesmo, construindo um mundo melhor, melhorando-se, alcançando o estado numinoso, de individuação, no conceito de Carl Gustav Jung. Cada indivíduo, destacou o nobre e incansável orador, deve agradecer as suas tribulações de vida, agindo com galhardia, confiança, guardando a certeza da imortalidade. Recitando o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo encerrou a magnífica conferência, destacando que é possível ser feliz hoje. O público, jubiloso e acolhedor, agradeceu-lhe com expressiva salva de palmas. Reabastecendo-se nas fontes do amor, o semeador devotado segue intimorato, vivamente feliz, porque ama.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Registro. Divaldo Franco no Paraná Foz do Iguaçu

28 de junho de 2017
Divaldo Franco esteve mais uma vez em Foz do Iguaçu. Suas visitas à essa aprazível cidade completaram 49 anos. Dedicado servidor do Cristo, Divaldo supera inúmeras dificuldades para dedicar-se inteiramente ao seu próximo, que o busca com avidez, sedento de luz e de esperança. Aos noventa anos de idade, o Semeador de Estrelas, com seu verbo iluminado, consola e acalenta as almas e os corações sequiosos de amor.
Recebido pelas lideranças espíritas paranaenses, representadas pelo 2º Vice-Presidente da Federação Espírita do Paraná – FEP -, Luiz Henrique da Silva; Laudelino Risso, da 10ª União Regional Espírita/FEP; Vânia Maria de Souza, Conselheira/FEP; e por Ricardo Antonio Xavier Segundo, da 13ª URE, que neste evento encerrou a sua XII Semana Espírita cujo título foi 160 anos de O Livro dos Espíritos: Luz para a Humanidade,  Divaldo Franco proferiu empolgante conferência sobre o Cristo Consolador, para um público estimado em 2.500 pessoas, lotando as dependências do auditório do Hotel Recanto Cataratas. Estavam presentes caravanas de diversos Estados, do Paraguai e do Uruguai. Milciades Lezcano, do Paraguai, proferiu a prece inicial.
Esparzindo luzes, Divaldo discorreu sobre diversos acontecimentos que envolveram o Império Romano e Israel, preparando o advento do Cristo entre os homens. Eram dias difíceis, como os de agora. Os interesses de cunho pessoal superavam o coletivo. A História Romana que precedeu a chegada do Messias foi ricamente apresentada, pintando com fidelidade um belo quadro daquela fase histórica. Após mais de 600 anos de guerras, os romanos experimentavam a paz e a justiça. A chegada de Jesus estava sendo preparada.
Incomparável, Jesus palmilhou as terras da Galileia, de Nazaré e outras, ensinando o amor, acolhendo os aflitos, estimulando a mudança de atitudes para com o próximo. Nas palavras do escritor e psicólogo Ernest Renan (1823-1892), foi um homem incomparável, tão extraordinário que dividiu a história da humanidade. A nobre psicanalista alemã Dra. Hanna Wolff classificou Jesus como sendo o maior psicoterapeuta da humanidade. Aquele que dá, enriquece-se, o que recebe somente armazena.
Na atualidade, como no passado, disse o ínclito orador, a humanidade se encontra deprimida. Há, nela, dois tipos de criaturas: a que é ponte e a que é parede. Os que são pontes, aproximam-se uns dos outros, favorecendo-se, permutando, auxiliando, amando. Os do tipo parede são os que somente recebem, permanecendo estagnados, fenecendo. Com esses dois exemplos Divaldo perguntou: - De que lado você está?  Ponte ou Parede?
O homem dúlcido que viveu entre os miseráveis optou pelos que sofrem. A dor, disse Divaldo, é a necessidade do progresso antroposociopsicológico do homem. Jesus postulava que a vida deve ter um sentido psicológico. Assim, tanto Viktor Frankl (1905-1997), como Carl Gustav Jung (1875-1961), concluiram que todo o indivíduo deve ter um sentido para viver, um sentido psicológico. Pensadores da antiguidade nunca se referiram ao amor como o fez Jesus.
O maior hino de amor que a humanidade conhece está contido nas Bem-Aventuranças, que tão bem foram completadas, enriquecendo a alma humana, com o hino de louvor à todas as criaturas de Deus, inclusive louvando a irmã morte, destacando o amor incondicional. O homem, sem compreender realmente a Lei Divina, foi estabelecendo condutas para ajustar os seus próprios desvios na expectativa de se furtarem à ação da Lei Natural. Avançando em conhecimento, o homem foi distanciando-se de Deus, no passado e no presente. Sempre que isso ocorre, o sofrimento visita as criaturas criando oportunidades para voltarem a se enquadrarem na lei de amor.
Como o homem nunca ficou ao desamparo, ao experimentar o materialismo, surgiu no decorrer a Doutrina Espírita. Em 18 de abril de 1857 o homem conheceu a Era Nova, a síntese do pensamento filosófico da humanidade. Vinha à lume O Livro dos Espíritos, com um conteúdo indispensável para que o homem possa entrar no reino dos céus. Esse gigante alcança a casa de mais de cem milhões de exemplares vendidos, em português. Ante a evidência dos fatos, muitos materialistas se tornaram espíritas.
Homens de ciência, e a própria ciência em determinados pontos, têm posto de lado conceitos puramente materialistas para adentrarem-se nos postulados espíritas, ou seja, na transcendência do homem. A reencarnação tem sido a grande resposta às indagações antes insolúveis, tornando-se fato inconteste.
Cada indivíduo possui a família de que necessita para a sua evolução. A proposta da Doutrina Espírita é trazer o cristianismo em sua maior pureza e clareza, divulgando o amor, com a presença psicoterapêutica de Jesus que cura e enriquece o indivíduo que ama. Jesus é o modelo e o guia para o homem e para a mulher que estão em crise, transitando para um mundo melhor, possibilitando-os a sorrir, a amar, a ter esperança, permitindo-lhes alcançar a plenitude, que será atingida com ações em favor do próximo, principalmente aos excluídos, aos invisíveis da sociedade, os desvalidos de recursos materiais e morais.
Após recitar o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo Franco foi aplaudido de pé. Foi um gesto de gratidão, de carinho, de amor ao irmão dedicado que tem se doado, inconteste, ao próximo, independente de crença, de posição social, cultural, ou outra adjetivação qualquer. É o semeador do verbo, do amor, da esperança, do exemplo, tendo sempre por divisa o Mestre Nazareno.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Divaldo Franco na Europa Viena, Áustria

08 de junho de 2017
Na noite de 08 de junho de 2017, quinta-feira, nas instalações do Regina Hotel, no centro da bela Viena, Áustria, foi onde se deu o encerramento do que podemos denominar como um roteiro de luz. Estava, pois, se concluindo mais uma grande jornada de divulgação da Doutrina Espirita. Ao longo dos últimos 30 dias, o incansável Divaldo Pereira Franco percorreu 12 países e 22 cidades da Europa levando sua palavra de estímulo, sua alegria de viver, a renovação e a esperança à muitos corações afetuosos e a todos que o ouviram. Somente os obstinados possuem as fibras necessárias para realizarem uma atividade desta magnitude. Foi um trabalho hercúleo, levando os ensinamentos de Jesus Cristo aos famintos da alma, que todos somos.
Desenvolvendo o tema autoiluminação, atendendo ao convite dos amigos do Verein für spiritistische Studien Allan Kardec - VAK/Viena, e contando com o valioso auxílio de Edith Burkhard, que verteu a conferência para o idioma alemão, Divaldo Franco, com seu verbo iluminado, sensibilizou os presentes, tocando-lhes as suas fibras íntimas, falando-lhes ao coração, destacando a fundamental importância na transformação interior.
Como habitualmente vem fazendo neste roteiro de luz, Divaldo apresentou o seu amigo, que o acompanhou por todo o percurso, o Dr. Juan Danilo Rodríguez, médico, fundador de uma instituição holística em Quito, no Equador, dedicada ao tratamento e cura do autismo, e também fundador do primeiro centro espírita do Equador. Dr. Juan fez referência à sincronicidade e a Lei de Causa e Efeito, onde cada indivíduo encontra-se no local e na situação que necessita para evoluir, referindo-se especialmente àqueles que deixaram o país onde nasceram para florescer em outras pátrias, buscando, todos, a autoiluminação, o crescimento espiritual.
O trator de Deus, nas palavras de Chico Xavier, Divaldo Franco, asseverou que a criatura humana necessita alcançar a finalidade para qual veio à Terra, isto é, a plenitude, o estado numinoso, o Reino dos Céus. Esta é uma busca inevitável, uma vez que todos marcham na direção do progresso. Segundo o experiente expositor, o progresso moral não atingiu, ainda, os mesmos níveis do progresso intelectual, a humanidade prossegue sob o jugo das paixões inferiores, dos instintos agressivos e das necessidades imediatas do ego.
O psicólogo e professor Mira y Lopez (1896-1964), em seus estudos concluiu que existem gigantes devoradores de vidas. Assim, ele escreveu o livro Os Quatro Gigantes da Alma, comprovando que esses gigantes conduziram e ainda conduzem os homens às paixões, afastando-os da plenitude. A solidão, a ansiedade, o medo e o sexo tomaram conta do pensamento humano. Outros pensadores apresentaram projetos de autoajuda, em uma tentativa de buscar a própria paz. Muito se tem feito em benefício da humanidade, no oriente, por exemplo, a prática da meditação, a contemplação, as artes marciais são propostas para a conquista da autoiluminação.
O Espiritismo, uma ciência filosófica e moral, veio à lume em 1857, apresentando recursos para iluminar a criatura humana. Descobriu-se que o grande problema do homem é o próprio homem, que atribuindo aos outros a sua culpa, se permite vitimizar, sem coragem para assumir a realidade de sua fragilidade. O grande vazio que o ser humano enfrenta é a falta de um sentido existencial, vivendo sem um rumo norteador, sem objetivos. Apresentando exemplos de pessoas estoicas, que não se curvaram diante das negativas da vida, e sem desistirem, triunfaram, deixando um legado de ensinamentos. Divaldo demonstrou ser possível alcançar a plenitude, sentindo-se feliz onde e como se encontra a criatura humana.
Com a sua verve característica, Divaldo narrou a bela Lenda da Calhandra, ou do Rouxinol, história real vivida e atribuída a Ernestine Schumann-Heink, famosa cantora de ópera, e Elizabeth Gladich, a pequena violinista. Inspirado, o incansável orador sensibilizou os ouvintes. A lenda é um exemplo de amor à vida, de valorização da presença de Deus no ser humano destacou o Embaixador da Paz no Mundo, afirmando que todos somos calhandras de Deus, que a cada um de nós Ele falou, vai e faz a tua parte, seja ela qual for. Assim, cantando as Glórias de Deus, os indivíduos devem buscar a felicidade, construindo-se no amor e plenificando-se.
O Espiritismo, afirmou o nobre orador, propõe a autoiluminação através da caridade, por ser a mais nobre autotransformação para melhor. A maior caridade é transformar o coração, amando-se, para poder amar aos outros. Espíritos nobres, interessados em nossa plenitude, são atraídos e nos ajudam a compreender que só estaremos realmente bem, quando tudo ao nosso redor estiver bem, salientou o venerando orador.
A verdadeira felicidade está na alegria de encontrar-se bem, fazendo todo o bem possível. A maioria das pessoas deseja uma felicidade sensorial, que cansa, enquanto uma felicidade transcendental plenifica. Quando damos, repartimos o amor, multiplicamos e nos plenificamos.
Concluindo a brilhante conferência, Divaldo deixou algumas interrogações com o objetivo de estimular reflexões:
- Qual é o ideal que você abraça?
- Qual o anseio que você possui para uma vida melhor?
- O que você está fazendo para o mundo melhorar?
Ao encerrar, deixando mais um estímulo, Divaldo Franco propôs o desenvolvimento da fraternidade, do amor, afinal, o caminho para a plenitude sempre será o amor.
Após a conferência o querido expositor ainda respondeu vários questionamentos, apresentando respostas calcadas em sua vasta experiência de vida, o que muito enriquece aos que o ouvem, afinal, a sua história se constitui em uma longa existência dedicada ao amor, ao próximo, à educação.
Para sua surpresa, os amigos locais o presentearam com uma linda torta, alusiva ao seu 90º aniversário transcorrido no último 05 de maio. Todos saíram repletos de alegria e felizes pela abençoada oportunidade de estar na companhia deste querido amigo, um verdadeiro apóstolo do Espiritismo.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
 (Recebido em email de Jorge Moehlecke)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Registro. Divaldo Franco na Europa Viena, Áustria

06 de junho de 2017
Na noite de terça-feira, dia 06 de junho de 2017, após ter sido recepcionado pelos amigos do Verein für spiritistische Studien Allan Kardec - VAK/Viena no entardecer da segunda-feira, Divaldo Franco realizou conferência na sede da Sociedade Espírita que ele ajudou a fundar.
Ainda no ano de 1989, no quarto do pequenino apartamento do querido amigo Josef Jackulak, aconteceu a primeira reunião espírita na Áustria após a II Guerra Mundial, onde participou um pequeno grupo de cinco pessoas. Desta modesta reunião se originou, mais tarde, a fundação do VAK/Viena, que até hoje prossegue fiel aos postulados da amada Doutrina Espírita e à Allan Kardec. Divaldo falou sobre a temática das Vivências em Família, contando com a eficiente tradução ao idioma alemão de Edith Burkhard.
De imediato, Divaldo apresentou o amigo Dr. Juan Danilo Rodríguez, médico equatoriano, que destacou a importância da participação e convivência em sociedade e, referindo-se à família, frisou ser ela um dos mais belos presentes que Deus oferece aos seres humanos, sendo uma oportunidade de redenção no caminho do amor.
Divaldo Franco fez uma retrospectiva histórica sobre a família, termo originado do latim famulus, ou seja, servo, referindo-se às famílias romanas, que se caracterizavam pelo número de servidores que atendiam ao clã.  Porém, em uma análise contemporânea, pode se observar que a família possui, segundo a sua natureza, duas configurações: a biológica e a espiritual. A família é a célula da sociedade e, em assim sendo, quando a família adoece, a sociedade se desorganiza.
Apresentando dados sobre os estudos realizados pelo Dr. Rollo May (1909-1994), teólogo, e psicólogo dos Estados Unidos da América, o lúcido orador explicou que a violência urbana se tornou muito mais grave em razão da dissolução dos costumes da família. Vivemos uma explosão na busca da liberdade, os laços de respeito entre as pessoas afrouxaram-se. A família de hoje é a da libertinagem, caminhando para um momento onde a solidão tomará conta da sociedade. As linhas básicas da educação foram transferidas para a escola, os pais tentam diminuir, a cada dia, a sua responsabilidade na formação do caráter dos filhos, muito em razão de serem pais ainda jovens, que se uniram mais por impulso do que por amor. Esses jovens pais não suportam os desafios que uma vida em família exige, dando surgimento aos filhos órfãos de pais vivos.
A família é o laboratório sublime da sociedade. Nesse núcleo, seus integrantes aprendem, através daqueles que são "nossos", a amar aos que são "dos outros".  Temos hoje, asseverou o experiente orador, uma sociedade culta, civilizada, rica de tecnologia e pobre de paz. Cabe aos indivíduos o exercício que os leve a uma mudança interior para melhor.
O Dr. Miguel Ruiz (1952-), descendente de uma cultura indígena no México, com mais de 5000 anos de história, elaborou uma pequena síntese para uma vivência saudável em sociedade:
1º - Ser impecável com a apalavra.
2º - Nunca levar nada para o lado pessoal.
3º - Não tentar tirar conclusões apressadas.
4º - Dar sempre o melhor de si.
Utilizando-se de sua vastíssima experiência como educador de almas, Divaldo penetrou nas intrincadas questões da educação, com a firmeza semelhante aos caminhos desvelados por Jesus, dos milhares de crianças que passaram pela obra assistencial Mansão do Caminho, explicitando como a Doutrina Espírita pode auxiliar na grandiosa tarefa de educar, salientando, ainda, que a grande divulgação do Espiritismo é a própria conduta dos espíritas. A sociedade humana está cansada de palavras, aguarda por vivências, pela exemplificação através dos atos, confirmando a teoria. Não podemos falar em educação sem falar em exemplo, afirmou Divaldo Franco.
Encerrada a conferência, Divaldo ainda respondeu diversas questões, aprofundando alguns pontos, sempre com a alegria que lhe habitual, oferecendo a simpatia e o sorriso aos que lhe buscavam a atenção.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
 (Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 6 de junho de 2017

Registro. Divaldo Franco na Europa Zurique, Suiça

05 de junho de 2017
Na segunda-feira, 05 de junho de 2017, Divaldo Franco realizou um conferência pública, encerrando sua passagem pela bela Zürich, despedindo-se dos amigos, abordando o tema Seja Feliz Sempre, contando com o auxilio de sua tradutora ao alemão Edith Burkhard. O evento teve a apresentação dos jovens músicos Flávio Benedito e Maurício Virgens, brasileiros, que, mesmo residindo na Europa, contribuem tanto quanto podem, para cantar o amor, acompanhando o querido amigo, Divaldo Franco, um verdadeiro pai.
Logo no início da conferência, Dr. Juan Danilo Rodríguez, dedicado médico equatoriano, terapeuta holístico, agradeceu o carinho e a acolhida que recebeu, afirmando que a felicidade se constrói através de pequenas ocorrências, de detalhes. A felicidade é o grande tesouro, tão buscado pelo homem.
Citando pensadores da antiguidade, Divaldo Franco, abordando o tema, disse que no período socrático os pensadores se questionavam sobre o real sentido da vida. A interrogação diz respeito à criatura humana, que se indaga sobre a existência da morte, haja vista que, de repente, tudo se acaba no nada. Qual a razão da dor?
Em breve síntese dos pensamentos filosóficos, esclareceu que Epicuro afirmava ser a felicidade sinônimo de prazer, que os esforços deveriam ser todos voltados para fruir o gozo. Se assim não é, a felicidade é para os que têm posses? Questionou Divaldo. Referindo-se, então, à doutrina da ética, da beleza, o Hedonismo, a possibilidade para se alcançar a felicidade através da posse. O pensamento filosófico, com base na doutrina Cínica, de Diógenes, propunha que a felicidade seria nada possuir, para não correr nenhum risco. Será, insistiu o querido orador, que a felicidade é não ter nada?
Promovendo uma melhor compreensão sobre a felicidade, o incansável seareiro discorreu sobre a doutrina Estoica, do filósofo Zenon de Cicio que assegurava ser a felicidade a ausência do sofrimento, até chegar no filósofo Sócrates, que, vendo a inscrição na entrada do templo de Delphos, conhece-te a ti mesmo, adotou esta proposta, tornando-se em exemplo para suportar todo tipo de perseguição, de injustiças. Sua ética é o autoconhecimento. Este é o caminho para a felicidade, sentenciou o orador, que dá condições ao indivíduo ser o mesmo em qualquer situação, seja ela positiva ou não.
Jesus, destacou, é o médico das almas, o maior psicoterapeuta da humanidade. Ele asseverou que A Felicidade não é deste mundo, pois a verdadeira felicidade não está na Terra. Todos podem atingir a plenitude, não, porém, neste estado horizontal, do tudo bem, sempre, mas quando o ser humano se dedicar ao crescimento vertical, buscando a angelitude, buscando Deus e o Seu Reino dentro de si mesmo.
A forma como se procede hoje, irá construir o amanhã. O Espiritismo confirma, por provas irrefutáveis, a realidade da reencarnação, e essa realidade demonstra que os indivíduos podem ser felizes hoje e sempre, basta ter um ideal, uma meta transcendente. Através da vivência deste ideal, que deve ser alcançado pela prática no bem, a criatura humana se encontrará com a felicidade.
Não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem, esta é a meta. Amar o próximo é autoamar-se, a terapia que Jesus ensinou aos homens. A moderna filosofia recomenda que se viva intensamente o agora, que é toda hora, a atual, e a que virá. Temos tantos recursos, de diversas ordens, nem sempre valorizados, e com frequência somente compreendemos o valor destes recursos quando os perdemos.
Encerrando a conferência, Divaldo agradeceu o amor e o acolhimento com que foi honrado, recitando, com sentida emoção, o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues.
Texto e fotos: Ênio Medeiros

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Registro. Divaldo Franco na Europa Zurique, Suiça

04 de junho de 2017
No domingo pela manhã, 04 de junho de 2017, nas instalações do G19 - Stiftung G19 -, em Zürich, na Suíça, teve sequência o seminário com Divaldo Franco, seguindo com o tema Seja Feliz Hoje. Este é, sem dúvida, um seminário terapêutico, graças a ampla experiência e o tato psicológico de Divaldo que, com um toque de humor, consegue descontrair, auxiliando o relaxamento, estimulando o bom humor em todos.
O Dr. Juan Danilo Rodríguez, espírita equatoriano, proferindo breves palavras, estabeleceu três itens importantes para a conquista da felicidade: A Paz Interior; O Amor; e O Serviço no bem, que devem ser arquitetados e postos em prática através dos pensamentos e atos, afinal, o mundo que cultivamos é o mundo de nossas ideias. As emoções que cada um experimenta são o resultado do percurso realizado por nossas almas ao longo do tempo.
Com maestria, Divaldo Franco iniciou afirmando que Jesus falava de um reino que se encontra dentro das criaturas e, assim, cada qual deverá mergulhar em si mesmo e buscar esse reino que faculta a evolução, o crescimento. As pessoas O buscavam para a solução dos problemas, sem se darem conta que cada um é o autor dos próprios problemas e que é possível avançar a medida que o indivíduo se ilumina.
Citando os estudos do professor, sociólogo e psiquiatra Mira y Lopez (1896-1964), o dedicado e eficiente orador discorreu sobre os quatro gigantes da alma – medo, ira, e dever, no aspecto negativo, e o amor, de caráter positivo -, e as heranças primitivas, sempre presentes no inconsciente. De uma maneira geral, apraz aos indivíduos vivenciar um conflito, um sofrimento, isto é fruto da herança arquetípica, quando o instinto imperava em a criatura humana.
Adentrando-se pelos caminhos da reencarnação, Divaldo explicou que esta é uma oportunidade nova de poder compreender porque a vida apresenta certas situações, construindo a redentora reabilitação diante da vida. Outro ponto destacado, dando oportunidade a reflexões íntimas, o nobre conferencista discorreu sobre as dificuldades de relacionamentos, onde, muitos, desejam e insistem que o outro se renove, esquecendo-se, porém, que a renovação é pessoal, íntima, intransferível.
Finalizando o profícuo seminário, após dois dias de atividades intensas, o ilustre orador ainda conduziu os presentes em uma visualização terapêutica dirigida, facultando o mergulho, pelo pensamento, nas questões propostas, enriquecendo os presentes com harmonia e paz.
Em gratidão, o público, revigorado pelos excelentes ensinamentos, aplaudiu intensamente o Semeador de Estrelas. Após estes dias de intensa convivência fraterna, todos ficaram já pensando no próximo pentecostes, no ano vindouro, ao tempo em que se deliciavam ouvindo a bela música interpretada pelos talentosos Maurício Virgens, barítono, e Flávio Benedito, pianista, sensibilizando as almas ali presentes, despedindo-se, renovando votos de felicidades mútuas.
Em um derradeiro estímulo, Divaldo ainda afirmou: Vale a pena amar.
E, recolhendo-se nas próprias instalações do G19, para refazer-se, o ínclito e amoroso Divaldo Franco foi se preparar para viajar, em 05 de junho, ao próximo destino, a capital da Áustria, Viena. O semeador dedicado, acolhendo o convite do Mestre Nazareno, semeia, semeia...
Texto e fotos: Ênio Medeiros

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

Registro. Divaldo Franco na Europa Kloten, Suiça

03 de junho de 2017
Após encerrar o primeiro dia de seminário em Zürich, Divaldo Pereira Franco seguiu diretamente para a vizinha cidade de Kloten, a convite dos amigos do CEEAK – Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec -, de Winterthur, na Suiça. O tema da conferência foi: Imortalidade e Vida, que contou com a tradução ao idioma alemão de Edith Burkhard. A plateia foi constituída por 300 pessoas aproximadamente. Para o momento artístico, o evento contou com o magnífico trabalho do barítono Maurício Virgens, cantando belíssimas músicas. Esse foi um dia de atividades intensas, com trabalhos nos três turnos.
Divaldo apresentou o seu amigo Dr. Juan Danilo Rodríguez, que com seu carisma e humildade característicos, utilizando-se de linguagem simples, falou ao coração, utilizando-se do idioma universal do amor.
Os fatos paranormais, afirmou Divaldo, são tão antigos quanto a criatura humana. O ser humano, na sua trilha evolutiva, primeiro pintou, desenhou, para somente depois falar. Nas cavernas ficaram as marcas destes fenômenos, nelas surgiu, também, o culto ao fenômeno da morte, porque os mortos sempre voltaram para afirmar o prosseguimento da vida.
O ilustre orador narrou a história do rei Creso, da Lídia e de Ciro, rei da Pérsia, evidenciando fenômenos mediúnicos ocorridos no santuário de Delphos, quando o deus Apolo falou pela boca de uma pitonisa, uma médium, narrando fatos parapsicológicos que demonstram a possibilidade da veiculação das informações de além-túmulo. Divaldo utilizou-se da história para narrar diversos fatos paranormais ocorridos em várias partes do mundo, com diversas personalidades religiosas, militares e outras, que marcaram a história da humanidade.
Porém, a humanidade em progresso teve, no dia 18 de abril de 1857, a oportunidade de ingressar em uma nova era. Nesta data foi apresentado O Livro dos Espíritos, estava inaugurada a era do Espírito imortal. A conferência, a partir deste ponto, tornou-se em uma verdadeira aula de Espiritismo, fundamentando os postulados básicos desta doutrina de luz, que liberta as consciências e consola os corações aflitos. O Espiritismo é o Cristianismo puro, e o seu slogan é: Fora da Caridade não há Salvação.
A imortalidade da alma é uma das mais belas manifestações de Deus em favor da vida. Morrer não é aniquilar, mas mudar de uma espécie de onda, para outra. O Espiritismo matou a morte, pois a vida prossegue, a imortalidade é vida.
Enriquecendo a questão da imortalidade e da vida, Divaldo apresentou algumas de suas experiências com a mediunidade, adquiridas nesta longa existência de mediunato, ofertando conhecimento e ternura ao atento auditório.
Após um dia de trabalhos intensos, este Paulo de Tarso dos dias atuais, um gigante à serviço do bem e da paz, não cede nunca, não desiste. Haja o que houver, ele vai, mesmo combalido, o que é natural diante de um ritmo intenso de atividades. Sem transparecer cansaço, Divaldo é capaz de falar, de pé, por várias horas seguidas. Ele vai "até morto", mas ele vai. Vai e fala, fala e comove, comove e semeia a semente do amor, e os benfeitores que lhe inspiram, auxiliam-no e o acompanham, promovendo as condições necessárias para que o bem cresça e se agigante como suave perfume que toma conta do ambiente, sem se fazer notar, perfumando com o perfume do amor.
Que alegria a presença destes benfeitores da humanidade, que sob os auspícios do Mestre de Nazaré, vem ao encontro daqueles que nos encontramos nos pântanos das paixões onde ainda nos debatemos, louvado seja Senhor! E o semeador? Ele saiu a semear...
Texto e fotos: Ênio Medeiros

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)