segunda-feira, 12 de novembro de 2018

4ᵒ Movimento Você e a Paz, em São Paulo

Sequer a chuva foi capaz de espantar as pessoas de diversos credos que vieram em busca de celebrar a paz no quarto movimento da cidade de São Paulo, ocorrido em 10 de novembro de 2018, no auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer. Idealizado pelo médium e orador espírita Divaldo Franco e organizado  pela Associação de Desenvolvimento Espiritual Reencontro, o evento teve a participação das apresentações musicais de  Anastasha Meckenna, Virginia Rosa e banda Soul da Paz. 
Jacqueline Dalabona, mestre de cerimônia, e Odilon Wagner agradeceram a presença de todos e anunciaram  os  agraciados com o Troféu Você e a Paz. Na categoria “Instituições que realizam”, foram homenageados os Institutos Olga Kos e Credipaz, além da rede de loja de chocolates Cacaushow. Já na categoria “Personalidade física que se doa”, foram lembrados o humorista Carlos Alberto da Nóbrega e o escritor Maurício de Sousa.
Cônego Joé Bizon, representante do catolicismo,  propôs,  em sua fala, a construção de uma cultura de paz. Convidou a todos a se reconciliarem e perdoarem, evitando a intolerância e promovendo o tratamento fraterno dentre seres humanos. Para ele, sem paz não haverá justiça, pois segundo o profeta Isaías, a paz é o fruto desta. Ao encerrar seu pronunciamento, menciona o pensamento do papa Francisco sobre as diferenças religiosas, que não devem ser fontes de divisão, mas sim uma força em prol da unidade, do perdão, da tolerância e da sábia construção de uma nação. As religiões podem auxiliar a extirpar as causas dos conflitos, construindo pontes de diálogos e sendo uma voz proféticas às pessoas que sofrem.
Paula Cristina Corcelli Jorri (representante da umbanda), aconselhou aos ouvintes a serem portas de paz, permitindo que esse sentimento permeie as palavras, gestos e obras. Alerta para o fato de que não basta apenas vestir branco para simbolizar a paz, mas que é necessário internalizar o branco, vestindo-se de dignidade, ética e responsabilidade.
O rabino Nathan Ruben Silberstein (judaísmo) menciona que Deus é a fonte da paz e que Esse consegue realmente unir as pessoas em favor de sentimentos nobres. Para seu companheiro de religião, o rabino Michel Schlesinger, a paz é uma conquista que se atinge à medida que em que se está de bem consigo mesmo. Os dois respeitáveis senhores finalizaram suas falas desejando que todos consigam atingir a paz.
 Divaldo Franco iniciou sua mensagem, referindo-se a uma história ocorrida durante a primeira Guerra Mundial, no período de 1915 a 1917, em que turcos e armênio se combatiam. Os soldados da Turquia, ao invadirem uma das casas armênias, assassinaram os pais da família, deixando duas jovens órfãs. A mais jovem foi estuprada até a morte e a demais, foi transformada em escrava sexual do comandante da tropa.
Terminada a guerra, e tendo conseguido se evadir, ela tornou-se enfermeira na Turquia, indo trabalhar em um hospital. Nesta ocasião, um homem agonizante necessitava de cuidados especiais, porém ninguém queria cuidar dele, que estava coberto de úlceras putrefatas: somente aquela enfermeira armênia dedicada aceitou cercar-lhe de atenção. Quando convalescido, o doente agradeceu-a, e ela contou-lhe quem era. Disse também que porque se tornara cristã, não poderia prejudicar ninguém, nem mesmo seu algoz do passado, que tanto a fizera sofrer, atendendo assim o ensinamento de Jesus, o de amar os inimigos. Divaldo leva o público à reflexão mais íntima, perguntando-lhe se, assim como ela, seria capaz de perdoar. Porque somente o perdão traz a paz.

Em setembro de 1939, a educadora italiana Maria Montessori, ao ser convidada a proferir uma palestra sobre a paz, a homens de Estado,  inicia seu discurso ponderando que a criatura humana não é educada para a paz, sendo somente formada para a prepotência, para o triunfo enganoso,  a mentira, a quimera, a ilusão e  afirma que a salvação da humanidade virá através da Educação. Isso condiz com a questão 685 do Livro dos Espíritos que menciona ser a educação moral a única forma de combater o materialismo e a crueldade. Divaldo pondera que Allan Kardec também foi educador e  discípulo de Pestallozi (pai da educação chamada Escola Nova), além de Jesus Cristo, mestre por excelência. A paz é mais do que um estado de aparente modorra, ela pode ser de natureza agitada e encontrar-se numa pessoa ágil, ligeira, mas com a consciência de paz.
O medo é a ausência da paz, pois perdeu-se a confiança no próximo. Ao invés de amar, está-se preocupado em armar. Diante disso, Divaldo propõe desarmar para amar mais os semelhantes, como está intrínseco na não-violência proposta por Gandhi. A paz do Cristo é universal e apolítica, por isso Franco propõe que se siga os exemplos de Francisco Candido Xavier, Madre Tereza de Calcutá e o papa Francisco, descobrindo os invisíveis e auxiliando-os, como fizeram os heróis, hoje célebres, e os anônimos amantes da verdade. Ao finalizar a sua fala, retoma a pergunta primeira: “você perdoaria?”. O ódio é a brasa que, ao jogar-se no criminoso, queima também as mãos do atirador.
De Lucca, representante do espiritismo, traz em sua mensagem o pensamento de que a promoção da paz não é passividade, mas, sim, evitar com que se seja o contribuinte para a violência, buscando o sagrado habitado em cada ser humano.  Rememorou um caso de Chico Xavier, quando este teve seu cão envenenado por uma vizinha, magoando-o. Emmanuel, nesta ocasião, solicitou a ele que procurasse saber o que a vizinha estaria precisando e lhe desse de presente, livrando-se assim de quaisquer ressentimentos e pagando o  mal com o bem, perdoando verdadeiramente.
O evento encerrou-se em clima de harmonia e união, com a música emblemática do movimento (A paz, composta por Nando Cordel) e entoada por todos que se encontravam no local, provando que é possível a união de diversos credos em favor de um bem maior.
 Texto: Carlyne Paiva         
Fotos: Edgard Patrocínio

domingo, 11 de novembro de 2018

Palestra para os trabalhadores do Reencontro, em São Paulo

Na data de nove de novembro de 2018, que antecede ao quarto movimento “Você e a Paz”, na cidade de São Paulo, cerca de 250 trabalhadores voluntários e convidados se reuniram no salão de cursos do Reencontro, para ouvirem as palavras elucidativas e consoladoras do orador espírita Divaldo Franco.
A reunião foi aberta com canções interpretadas por Anatasha Meckenna e que muito sensibilizaram os ouvintes. Logo após, a Associação de Desenvolvimento Espiritual, homenageou o palestrante da noite ao inaugurar e nomear o salão, em que estavam os presentes, como: “Auditório Divaldo Pereira Franco”.  O presidente Jonas Pinheiro, movido por um senso de fraternidade, também iniciou uma campanha em prol da Mansão do Caminho, incentivando os colaboradores compassivos a auxiliarem esta obra de Amor. Lembrou a todos da grandiosidade desta obra, que atende mais de cinco mil pessoas diariamente, prestando socorro à comunidade e jamais negando auxílio aos necessitados. Para isso, conta com mais de trezentos funcionários e trezentos e cinquenta voluntários dispostos a manter todas as atividades em serviço dos que adentram a instituição na busca de atendimento médico, social, educacional ou espiritual.

Divaldo Franco agraciou os presentes com uma profunda reflexão sobre a caridade, convocando-os a não tardarem em realizá-la. Para tanto, lembrou de uma frase dita por Dr. Bezerra de Menezes, através do médium Chico Xavier: “Quando a caridade é muito discutida, o socorro chega tarde”.
Lembrou do exemplo de Vicente de Paula, que fora confessor da coroa parisiense, mas que decidiu se despojar do conforto e viver Jesus na rua, em meio a fome, o frio, a peste que dizimava e as demais misérias humanas. Por mais que trabalhasse, não conseguia atender por completo a escassez, ficando desolado com a situação. Logo, decide buscar socorro aos necessitados, entre aqueles que governavam a população, pois é necessário que se tenha a coragem de suplicar apoio em nome das pessoas carentes.

Rememorou também que, quando jovem, nos anos cinquenta, teve a ideia de alugar uma carroça e recolher doentes para morrerem em lugares mais aconchegantes de cuidados e ternuras, pois é necessário que se lute contra a indignidade humana. Construiu um barracão com a ajuda de Nilson de Souza Pereira, chegando a atender até 40 doentes. Na estrutura, não havia portas nem janelas, pois a verdadeira caridade é um gesto espontâneo, que não nega auxílio aos necessitados: todos poderiam adentrar. Lembrou de uma senhora em especial, com marcas de varíola e uma perna amputada, que, frequentando o barracão agora denominado “Casa de Jesus” e prestes a desencarnar, desvelou ser uma mulher de cultura erudita. No passado, fora embaixadora do Brasil no Egito, Uruguai, Argentina, entre outros países, mas que naquele momento, despida de posses e a depender da caridade alheia, dissera-lhe: “Nunca sabemos o nosso fim, procure fazer sempre o bem para que o bem fique no nosso coração”.
Após as palavras de Divaldo Franco,  Dr. Juan Danilo Rodrigues encerrou o evento brindando os ouvintes com uma magnífica prece em forma de canção.

Texto: Carlyne Paiva
Fotos: Edgard Patrocínio

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

domingo, 28 de outubro de 2018

Divaldo Franco no Paraná Curitiba

27 de outubro de 2018
1º Encontro da Área de Assistência e Promoção Social Espírita na Federação Espírita do Paraná
O Encontro, reunindo os trabalhadores da área de Assistência e Promoção Social Espírita - APSE -, foi realizado no Recanto Lins de Vasconcellos, em atividade que se iniciou às 08h00min e teve seu encerramento às 18h20min. Após a abertura, Rubens Marcon abordou os aspectos legais da Assistência Social, discorrendo sobre inúmeros diplomas legais disciplinadores, orientadores, normalizadores e sistematizadores, envolvendo vários órgãos governamentais e instituições prestadoras de serviço.
Divaldo Pereira Franco, que se faz acompanhar pelo dileto amigo Juan Danilo Rodríguez Mantilla, espírita equatoriano, médico e psicólogo, facilitando-lhe os deslocamentos e os cuidados de saúde. O tema que foi abordado pelo preclaro orador baiano foi: O trabalhador e o assistido. Divaldo, apesar de sua problemática envolvendo hérnias de disco, que lhe tolhem movimentos e causam-lhe muitas dores, mantém-se jovial, alegre e prestativo, acolhendo todos os que se lhe acercam para um cumprimento, um gentleman.
Destacando que se sente muito feliz por estar em Curitiba sob a proteção da FEP, que visita desde abril de 1954, Divaldo Franco informou que iria falar de coração para coração, repartindo a sua experiência adquirida ao longo de 70 anos de atividades, quando passou a visitar e compartilhar as dores dos que estão em fase de sofrimento.
Há vinte anos a Benfeitora Joanna de Ângelis propôs um novo rumo ao Centro Espírita, fundamentado nos ensinos de Allan Kardec, que pautava seus atos na trilogia, trabalho, solidariedade e tolerância. Evidenciou as experiências de notáveis educadores, inclusive de Johann Heinrich Pestalozzi. A criança é o berço ideal para se semear a verdade. Pestalozzi amava as crianças de rua e reunia-as em sua casa em Yverdon, na Suiça, trabalhando o método do amor, recebendo as crianças e conversando com elas pondo-se de joelhos para que ficasse na mesma altura das crianças, olhando-as nos olhos na mesma linha horizontal, criando a escola nova no exercício do amor com base no trabalho, solidariedade e perseverança.
Joanna de Ângelis apresentou uma trilogia para ser trabalhada pelos centros espíritas assim estabelecida: Espiritizar, Qualificar e Humanizar. O Espiritizar tem por base os fundamentos da Doutrina Espírita, a crença em Deus, a pluralidade dos mundos habitados, a imortalidade do espírito, a comunicabilidade entre os Espíritos e os encarnados, a pluralidade das existências e a ética e a moral do Evangelho de Jesus. Espiritizar é fazer com que a Doutrina Espírita penetre no ser humano, desenvolvendo a tolerância com liberdade de pensar, falar e de agir.
O espiritista tem o dever de colocar a caridade em ação, dignificando a existência do assistido, dando-lhe a cidadania com trabalho digno. O espiritista deve observar que na condição ético/moral, os seres são diversos. Espiritizar é fundamental para auxiliar o próximo, cooperando com ele. Apresentando enriquecedoras experiências, Divaldo Franco, o trator de Deus, nas palavras do saudoso Chico Xavier, discorreu sobre grandes nomes e seus feitos no tocante à caridade, incluindo a passagem do Bom Samaritano, conforme ensinado pelo Mestre Nazareno, uma página de rara beleza e de excelentes resultados de assistência social.
O espírita deve agir com bom humor, com alegria de viver e de servir, utilizando-se de todo o momento disponível para estar a serviço do próximo, sendo solidário, tolerante, compreendendo a sua dor, o seu sofrimento. O necessitado é o irmão que momentaneamente está naquela condição, devendo ser servido com alegria, estimulando-o à mudança para melhor.
O Qualificar, da trilogia, é de fundamental importância tendo em vista facilitar entender os dramas, as misérias morais. Qualificar-se é poder oferecer luz aos que se encontram na escuridão de suas dores, para tirá-los da miséria sócio moral. Qualificar é preparar-se para bem servir e para fazer bem o bem que lhe compete realizar.
Fechando o triângulo equilátero, o Humanizar significa desenvolver a emoção, a sensibilização, sem esquecer que os benfeitores auxiliam sempre. Autoiluminar-se é tarefa inadiável para aquele que deseja servir o seu próximo, equipando-se de conhecimento para pôr-se em sintonia com o assistido.
O trabalho em nome do Cristo exige devotamento e sacrifício. Desde há alguns anos Espíritos muçulmanos e judeus, desencarnados, se uniram em um pacto para dificultar a existência humana, agindo em especial contra os espíritas que são atingidos por pensamentos deletérios. Eles agem posicionando-se contra o sentido ético, destruindo a família, inspirando agentes encarnados para satisfazer os seus ditames, desestrurando a sociedade humana, levando os indivíduos a práticas perniciosas, individuais e coletivas. Divaldo Franco alertou para que não se deixem contaminar pelo ódio, envenenando as relações humanas. É uma verdadeira guerra, tornando as criaturas humanas inimigas uma das outras, como se pode notar nas relações atuais nesse período atual.
Nada poderá separar a criatura humana do amor do Cristo, desde que se mantenha fiel a Ele, amando o próximo, perdoando, sendo-lhe servidor amoroso. Allan Kardec vaticinou que a Doutrina Espírita irá crescer e se multiplicar e que somente o homem perceberia isso no futuro. O homem ainda se encontra no lamaçal da própria consciência, mas que sairá através do devotamento ao próximo com amor.
Na parte da tarde, Miriam Feuerharmel apresentou os dados e os métodos empregados na APSE da FEP, destacando, entre outros assuntos, o texto de Emmanuel, intitulado Caridade Essencial, uma psicografia de Chico Xavier e que se encontra no capítulo 110 da obra Vinha de Luz.
A proteção social e a APSE – Diálogo e articulação foi o tema apresentado por Edvaldo Roberto de Oliveira que desenvolveu o assunto com dados sobre o apoio que se dá e se recebe, na família e na sociedade humana. A ação protetiva deve ser no âmbito espiritual, emocional, afetiva e material.
Divaldo Franco, retornando à tribuna, disse que o Evangelho de Jesus é um hino de louvor as boas novas, de alegria de viver. Antes que desenvolvesse o seu tema, Divaldo solicitou que Juan Danilo cantasse a canção You Raise me Up, uma história religiosa, dando um sentido para o tema que iria abordar, a chegada do Mestre e as suas curas. Israel experimentava inquietações que não identificava. Jesus estava por chegar e permanecer algum tempo entre os homens. Havia uma expectativa no ar, havia angústia, decepção, pois que a criatura humana havia sido reduzida em importância. Israel era monoteísta, cercada por politeístas.
Na casa de Simão Pedro, Jesus havia procedido as curas durante todo o dia, notadamente a de Natanael Ben Elias. Ali estavam as necessidades humanas, as aflições. A multidão, como na atualidade, estava ansiosa pela cura. Vendo-O cansado, Pedro dispersou a multidão ao entardecer, e levou o Mestre a descansar a beira do mar da Galileia, e sentado em uma pedra, Jesus chorou. Pedro, exultante pelos resultados positivos imaginou que Jesus chorava de alegria. No entanto, o Mestre lhe diz que era por compaixão, pois que, aqueles que haviam sido beneficiados pela cura estavam se perdendo novamente nos desvãos da moralidade e da iniquidade.
Como para as curas, é necessário que o ser humana creia para poder conquistar qualquer objetivo. Crer é uma proposta terapêutica. Simão Pedro, como os que foram curados também não compreenderam o sentido. Jesus não veio para curar as feridas do corpo, mas as da alma. Jesus veio para curar as feridas da alma para que os corpos não tenham feridas. Estabeleceu que intercederia pelos homens rogando a Deus que enviasse outro consolador para que esse ficasse permanentemente com os homens, ensinando, relembrando e esclarecendo para que possa ser consolado.
O Espírito de Verdade veio para restaurar a mensagem do Cristo, trazendo conhecimentos novos, e a sublime mensagem do amor alcança os ouvidos e os corações dos que O escutam. Jesus veio para amar. Em nome dele as perseguições aconteceram, e os cristãos experimentaram dores acerbas no testemunho de sua fé. Como o homem é insensato, nos períodos que se seguiram, e tendo os cristãos assomado ao poder, passaram a perseguir e a matar os perseguidores de outrora. Perseguido ontem, perseguidor hoje. Aí estão, na História, os tribunais do Santo Ofício, a Inquisição.
Divaldo apresentou os primórdios do Espiritismo, a partir dos fenômenos de Hydesville, em 31 de março de 1848, e a comprovação daqueles fatos em 1905. Em 1852 Paris era a cidade das artes e da beleza. Nesse contexto, as mesas girantes ganharam notoriedade. Hippolyte Léon Denizard Rivail passou a investigar os fatos inusitados, e apresentando uma ciência nova, o Espiritismo, caracterizando a volta do Consolador, prometido por Jesus, o modelo e guia para a humanidade, sob o pseudônimo Allan Kardec.
No seu desvario, o homem vai se equivocando e angariando débitos para com a Lei Divina, que pela sua natureza, coloca o infrator diante de si mesmo a fim de que se recupere pelo exercício do amor. Joanna de Ângelis afirma que as condecorações dos cristãos são as cicatrizes adquiridas no trabalho em favor do próximo, em nome de Jesus.
O ínclito orador destacou que o objetivo do encontro é a qualificação para melhor servir, sem criticar outras iniciativas ou instituições. A solidariedade, a caridade está acima de qualquer confissão religiosa ou filosófica. O próximo é sempre o próximo, creia ele neste ou naquele sentido, seja ele quem for, será sempre o próximo. O Espiritismo é o grande incentivador da sensibilização das almas para que a caridade possa se fazer presente no seio dos assistidos. O Espiritismo é alegria, é uma doutrina de coragem, pois que Jesus é um notável psicoterapeuta e suas mensagens são de otimismo, suavizando as dores.
O Evangelho de Jesus, exarado em a Doutrina Espírita, é magnífico, lúcido, esclarecedor e consolador. Espiritizar, Humanizar e Qualificar é o objetivo a ser alcançado em nome do exercício do amor. Todos passam pelas dificuldades, por isso, deve ser mantido o bom ânimo, a confiança e a responsabilidade, respaldadas nas obras de agora, tornando-as pontes para facilitar a vida do outro.
Finalizando, Divaldo destacou um ensinamento da Benfeitora Joanna de Ângelis, quando ela incentiva a que se deixe pegadas luminosas por onde se passe, com o fim de sinalizar o caminho que conduz na direção de Jesus. Aconselhou os presentes a serem otimistas, servindo onde se encontre, sendo solidário, fortes pela união em torno do Mestre Nazareno. Agradecendo a oportunidade do trabalho, destacou que volta aos labores cotidianos da Mansão do Caminho, deixando a mensagem para que uns possam amar aos outros, mantendo-se na esperança e confiantes em dias melhores, e que a paz de Jesus se faça presente nos corações de todos. Efusivamente aplaudido, recebeu os gentis cumprimentos dos presentes.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Divaldo Franco no Paraná Curitiba

26 de outubro de 2018
Conferência Pública
A caridade é a alma do Amor. (Divaldo P. Franco)
Divaldo Franco, em seu ingente trabalho de divulgação de o Evangelho de Jesus, esteve em Curitiba no dia 26 de outubro de 2018 para proferir uma conferência pública no Expo Renault Barigui, discorrendo sobre o tema: Caridade, Luz da Vida. O público, formado por cerca de quatro mil expectadores, cativado pela verve do Semeador de Estrelas e demonstrando grande interesse, manteve-se atento e participativo.
Estando presente a Diretoria Executiva da Federação Espírita do Paraná – FEP – e diversas lideranças espíritas paranaenses, Divaldo Franco, acompanhado por Juan Danilo Rodríguez Mantilla, espírita equatoriano, atualmente residindo no Brasil, na Mansão do Caminho em Salvador/BA, ambientando o assunto discorreu sobre o Papa Bórgia e sua família, bem como sobre a decadência do pensamento religioso daquela época, final do século XV. Nos séculos seguintes, XVI e XVII, operou-se uma revolução filosófica, e o pensamento se alarga.
Com a ruptura entre a ciência e a religião, no século XVI, o pensamento filosófico foi se impondo em patamares de melhor compreensão, sendo que o século XVII representou um marco histórico de mudança profunda do pensamento humano. Divaldo, então, apresentou sucintamente as teorias de Pierre Gassendi, John Locke, Thomas Hobbes, Johannes Kleper, Blaise Pascal e Baruch Spinoza. No século XVIII, outros pensadores e filósofos iluministas como Jean-Jacques Rousseau, Voltaire e outros, os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade ganham notoriedade, o homem conquista seus direitos.
No século XIX a filosofia e a religião passaram a convier em harmonia. Allan Kardec, discípulo de Johann Heinrich Pestalozzi – que afirmava que a criança deveria ser educada em bases novas -, apresentou a Doutrina Espírita, lançando luzes para um entendimento aclarado sobre o próprio homem, sua origem, o sentido psicológico do existir, suas relações com Deus, com os Espíritos, a imortalidade, os diversos mundos habitados, a reencarnação, a pluralidade das existências e o Evangelho de Jesus, onde o homem é o semeador que colhe obrigatoriamente os frutos de sua semeadura. A Doutrina Espírita é uma ciência filosófica, trazendo de volta ao seio da humanidade a figura de Jesus e a caridade, obra do amor.
Esse enfoque chega até os dias atuais, conturbados nas várias expressões em que o ser humano se apresenta. A Lei de Amor apresentada pelo Mestre Galileu estabeleceu que a criatura humana deve se amar, amar ao próximo e amar a Deus, fazendo ao seu próximo tudo quanto desejaria receber dele. Dos instintos aos sentimentos o ser humano trilha diversos caminhos estagiando em várias situações desenvolvendo as virtudes, as propriedades herdadas de Deus. O conhecimento de si mesmo é o destino a que o homem chegará realizando a grande viagem para dentro de si, sendo fundamental desenvolver o autoamor para poder amar o semelhante.
A caridade, como expressão do amor, para ser exercida precisa contemplar o pão repartido, o estímulo à esperança e a alegria de viver. Na atualidade, o coração do ser humano está frio, fruto do individualismo. A Doutrina Espírita é a ponte que une a ciência e a religião, demonstrando a excelência do Espiritismo e a sua perfeita concordância com a ciência, nas suas várias expressões.
Segundo o orador, vivemos um momento histórico em que os nobres cientistas realizam um movimento de retorno à Deus, promovendo, mesmo sem que o saibam, uma nova aliança entre a Ciência e a Religião. Divaldo Franco destacou a figura de Jesus como expoente máximo da Lei Divina na Terra, da caridade, sendo o mais perfeito psicoterapeuta da Humanidade, capaz de alcançar os conflitos mais profundos existentes em a natureza humana e oferecer consolo e alívio para as todas as dores.
Os modernos cientistas desvendaram e continuam em árduo trabalho para ampliar o conhecimento libertador, e o Espiritismo dá ao homem uma realidade profunda, onde a imortalidade da alma se impõe pela lógica racional e experimental. No mundo de regeneração as virtudes substituirão as imperfeições, em um trabalho de aperfeiçoamento, desde agora, tornando-se, assim, o homem, em um ser caridoso, cumpridor da Lei de Amor.
A caridade é o amor, é dar-se, fazer com que a criatura humana tenha um propósito para realizar na vida, para tal é necessário o autoconhecimento, alinhado com a melhor ética, a do Cristo, a ética do amor. Sobre o Brasil, o insigne orador destacou que é hora de os brasileiros se unirem em um sentimento de brasilidade para que o bem viceje e o ódio se dilua pela ação dos bons no exercício da caridade fraternal, vencendo as más inclinações, desenvolvendo sentimentos e aspirações nobres. A caridade é a alma do Amor. 
A alegria de viver se apresenta quando se oferece a mão ao próximo, despida de qualquer sentimento negativo, construindo um mundo melhor. Um mundo de solidariedade, de fraternidade e paz interior, deixando para trás qualquer ressentimento, estendendo a mão para servir, lembrando, sempre, que a honra é para quem serve e não para quem é servido. Jesus convoca os homens para estar com Ele, recebendo a consolação. A Humanidade está em um processo de evolução, e Jesus é o caminho, a verdade e a vida.
Após discorrer sobre uma experiência, onde o beneficiário recobrou a saúde e a alegria de viver, Divaldo destacou que o amor, a caridade, são mecanismos que operam transformações inimagináveis. Com o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo encerrou a brilhante conferência, recebendo calorosos aplausos, onde o público, reverente, colocou-se de pé, em gesto de gratidão.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Texto em francês. Conférence de Divaldo Pereira Franco et Juan Danilo Rodriguez à Paris, le 17 Octobre 2018.

Conférence de Divaldo Pereira Franco et Juan Danilo Rodriguez à Paris, le 17 Octobre 2018.
Organisée par le Groupe d´Études Spirites Joanna de Ângelis.
C’est dans une salle comble, à l’hôtel Marriott Rive Gauche à Paris, que nous avons eu la grande satisfaction de pouvoir accueillir une nouvelle fois nos chers conférenciers Divaldo Pereira Franco et Juan Danilo Rodriguez à Paris, le 17 Octobre 2018.
Après une longue séance d’autographes de livres, Armandine Dias a ouvert l’événement par la projection d’un film sur la Mansão do Caminho, puis par la présentation de Juan Danilo Rodriguez, à qui elle a ensuite passé la parole. Juan a ensuite présenté le travail réalisé dans cette institution, dont le but est d’enseigner et de servir, et cité les trois nouveaux projets lancés ces derniers jours :
1)      La TV Mansão do Caminho, contenant notamment toutes les conférences disponibles de Divaldo Pereira Franco ;
2)      L’ouverture d’un enseignement secondaire pour les jeunes, dernière étape avant l’université ;
3)      L’ouverture d’une salle spéciale pour les enfants autistes ou avec d’autres troubles du comportement.
Juan a ensuite approfondi ce dernier projet dont il s’occupe particulièrement. Il a parlé de l’autisme, qui consiste en une difficulté d’expression des sentiments, le fait d’être à la fois dans un monde et en dehors de ce monde. Les statistiques montrent que le nombre de cas diagnostiqués augmente continuellement : en l’an 2000, 1 personne sur 80 était autiste, puis 1 sur 70 en 2008, et 1 sur 50 aujourd’hui. Puis, Juan a tracé l’historique des études sur l’autisme depuis la 2° guerre mondiale, et montré la différence entre l’autisme et la schizophrénie. Les principaux symptômes sont : la difficulté de communication sociale, de réciprocité, les difficultés de langage, le mutisme sélectif, l’écholalie, la difficulté d’adaptation.
Il a visité le Musée du Louvre pour voir le tableau de la Joconde, énigme pour les psychologues par son sourire social, plus par les yeux que par les lèvres. Ceci illustre une difficulté des autistes, qui ne peuvent fixer quelqu’un dans les yeux. Un autiste ne peut non plus mentir. Il codifie l’empathie différemment dans son cerveau. Il ne trouve pas le langage émotionnel. Il a une hyper ou une hyposensibilité.
Juan a affirmé qu’il a été diagnostiqué autiste Asperger dans son enfance, et a pu s’en sortir, passant ainsi un message positif pour les autres porteurs de ce trouble. Il faut adopter un langage très clair et direct avec les autistes, sans métaphores. Les instructions doivent être très précises. Il faut s’approcher d’un autiste par le côté, sans envahir son espace.
Juan a terminé en citant la question 367 à 370 du Livre des Esprits, portant sur l’influence de l’organisme qui peut limiter l’esprit élevé, ce qui constitue probablement le cas des autistes, notamment Asperger. « Éduquer un enfant autiste est un défi ! » « L’autisme, c’est l’amour en silence ».
Armandine a ensuite présenté la biographie de Divaldo Pereira Franco, lui passant la parole pour sa conférence.
Divaldo nous a invités à réaliser un voyage à la recherche de nous-mêmes, à l’intérieur de nous-mêmes. De nos jours, nous obtenons beaucoup de choses extérieures, mais avons de nombreuses carences intérieures. La technologie a beaucoup évolué, mais n’a pas apporté la paix intime. Le bonheur n’est pas d’apparaître sur les réseaux sociaux tout en ayant une vie vide, qui engendre la dépression, la panique, le suicide (un toutes les 4 mn sur la terre). L’égo nous pousse à tromper, à exploiter les sentiments d’autrui afin de dominer.
Beaucoup ont peur de la mort, de la ruine, de la perte d’amis ou de la santé mais ce sont pourtant des réalités auxquelles chacun doit faire face. Nous cherchons le pouvoir temporel, nous utilisons même les religions comme un instrument pour gagner de l’influence sur les autres, et cela se produit également dans le mouvement spirite.
Allan Kardec a défini le spiritisme comme une science, avec des bases philosophiques solides et des conséquences éthiques et morales qui constituent la base de toutes les religions. Mais le spiritisme n’a pas de rituels, de cultes, de hiérarchie sacerdotale. Sa base c’est d’aimer son prochain comme soi-même, et aimer la cause première que l’on appelle Dieu. C’est développer la fraternité, l’amour pour la cause sans mesquineries, la confiance en Dieu qui n’est pas un individu selon l’erreur anthropomorphique.
Divaldo a parlé de des deux hernies discales qu’il affronte depuis 18 mois. Il a expliqué que les guides spirituels ne peuvent l’aider parce qu’elles sont la conséquence de dettes du passé. Il est heureux d’avoir pu vivre 89 ans dans ce problème, et est heureux de vivre à 91 ans lucide, les cheveux noirs, grâce au shampoing ajoute-t-il.
Il a fait appel à la médecine et à la science pour aider à surmonter ce problème, visitant 14 médecins, réalisant plusieurs traitements sans pour autant résoudre le problème, et il ne souhaite plus se soumettre à une chirurgie plus complexe et trop lourde pour son âge. À 91 ans, chaque jour équivaut à un mois, et il vit intensément chaque minute. Un repos imposé reviendrait à être un mort vivant, il vit donc normalement malgré la douleur, utilisant une canne ou un fauteuil roulant lorsque nécessaire. La conscience donnée par les enseignements du spiritisme lui permet de comprendre la question de la douleur, suivant la loi de causalité. Il demande de l’aide à Jésus, plutôt qu’à Dieu, Jésus étant plus proche et ayant subi l’épreuve de porter sa croix, tombant trois fois sur son chemin alors que Divaldo n’est tombé qu’une seule fois.
Cela illustre qu’il faut chercher le sens de la vie, qui n’est pas le plaisir éphémère et le découragement devant les contrariétés.
Il a ensuite parlé de la décodification du génome humain, qui a fait affirmer à Bill Clinton que nous savons à présent comment Dieu a fait la vie. S’en est suivi les thérapies géniques, parfois basées sur le principe que les gènes commandent tout. La médecine propose aujourd’hui des traitements efficaces contre la plupart des types de douleurs.
Divaldo n’a donc rien changé dans sa vie, connaissant les causes de sa douleur, ne suivant pas à la lettre toutes les restrictions conseillées par les médecins. Il ne veut pas pour autant mourir, souhaitant continuer encore une trentaine d’années. Chacune de ses conférences attire beaucoup de personnes qui pensent que ce sera la dernière !
C’est la philosophie spirite, qui a tué la mort, qui lui donne cette joie de vivre.
Le génome humain ne contient que 35 000 gênes. Le Dr Hamer identifie l’un d’eux comme le gêne de Dieu, qui fait que l’on croit en Dieu en naissant, mais cette croyance est ensuite atténuée ou amplifiée par l’influence de l’éducation et de la culture. L’être humain n’a « que » 300 gênes de plus que le rat…
Divaldo a mentionné les recherches faites au Canada en tomographie à positrons sur le cerveau humain, avec la participation du Dr Vilayanur Ramachandran, montrant l’apparition d’une zone lumineuse inexplicable, qui s’amplifie lorsqu’on prononce le nom de Dieu.
Il a ensuite parlé du QI, test inventé au début du XX° siècle par les français Alfred Binet et Théodore Simon, ainsi que de l’Intelligence Émotionnelle (IE), inventée par Daniel Goleman en 1995, suite à la constatation que le seul critère du QI n’était pas suffisant.
En l’an 2000, Danah Zohar a développé la notion d’Intelligence Spirituelle (IS), apportant une mesure complémentaire nécessaire. L’IS ne réside pas seulement dans le cerveau, mais elle révèle une intelligence supérieure qui se matérialise dans la zone lumineuse citée plus haut. Un vieux chinois utilisait l’image d’une fleur de lotus qui se développe, à l’image de cette zone lumineuse. Les médiums voyants confirment également que, lors de la désincarnation, le dernier point d’attache de l’Esprit avec le corps se situe au chakra coronarien.
Danah Zohar a découvert la philosophie spirite à Zurich, lors d’une rencontre du Mouvement Vous et la Paix, et s’y intéresse depuis.
Divaldo a ensuite parlé d’Allan Kardec et du travail colossal qu’il a réalisé pour la codification spirite, avec la participation de plus de 100 médiums du monde entier et de plusieurs langues. À cette époque, les conditions de voyage étaient bien différentes et moins confortables que celles d’aujourd’hui. Les voyageurs des locomotives à vapeur étaient couverts de cendres noires, utilisant une cape spéciale pour se protéger. Allan Kardec a ainsi réalisé un voyage à Lyon et dans le Sud de la France pour rencontrer les premiers spirites.
Il a cité Allan Kardec : « Le Spiritisme marche sur le même terrain que la science jusqu'aux limites de la matière tangible ; mais tandis que la science s'arrête à ce point, le Spiritisme continue sa route, et poursuit ses investigations dans les phénomènes de la nature, à l'aide des éléments qu'il puise dans le monde extra-matériel ; là seulement est la solution des difficultés contre lesquelles se heurte la science. »
Le Spiritisme est orienté vers le futur, travaille à une société meilleure, apporte des réponses aux afflictions actuelles. Il permet de donner des explications pour l’autisme, la cause, et d’expliquer pourquoi des autistes sont devenus et peuvent devenir des prix Nobel. Sibelius, le compositeur finlandais qui s’est suicidé, se serait réincarné dans un enfant autiste qui est virtuose au piano.
Il revient sur la vieillesse, qui n’est pas un motif pour croiser les bras et attendre la mort. Il ne faut jamais renoncer. Jésus nous a envoyé le Consolateur, qui est le Spiritisme, nous indiquant le chemin vers le bonheur. De nombreux millionnaires ont été ruinés, beaucoup de pauvres sont devenus célèbres. En 70 ans de Spiritisme, Divaldo a été critiqué, ce qui est une preuve de l’attention qu’on lui porte. Il ne faut pas attendre d’être aimé, mais aimer. Beaucoup ne nous aiment pas parce qu’ils sont jaloux du bien que nous nous efforçons de faire. Jésus a été mis sur une croix. Allan Kardec a été trahi par des hypocrites, au sein même du Mouvement Spirite, comme il le témoigne dans les Œuvres Posthumes, affirmant qu’il avait été prévenu, mais que la compensation viendra au centuple grâce aux consolés qui sont aujourd’hui des millions. Il ne s’est jamais défendu des attaques personnelles.
Chacun a des difficultés, des maladies, etc. il ne faut pas se décourager, mais aimer. Ne pas laisser la place aux mauvais. Jésus nous a affirmé : « Vous serez heureux lorsque les hommes vous chargeront de malédictions, et qu'ils vous persécuteront, et qu'ils diront faussement toutes sortes de mal contre vous à cause de moi. » Soyons donc heureux lorsque nous serons persécutés par les nôtres, exclus de notre propre foyer. Divaldo cite le cas de François d’Assise à qui on a fermé la porte de sa propre maison.
Le Spiritisme apporte une paix intérieure. Il faut étudier les livres d’Allan Kardec : le Livre des Esprits qui contient la base, le Livre des Médiums qui nous explique comment devenir de bons médiums, l’Évangile selon le Spiritisme qui est le Consolateur promis par Jésus, Le Ciel et l’Enfer repris récemment par le Pape François qui a affirmé que le Ciel et l’Enfer n’existent pas en tant que tels mais sont des états de conscience, et La Genèse qui apporte des explications sur des textes de l’Évangile difficiles à interpréter, ainsi que les volumes complémentaires comme les 13 années de la Revue Spirite, et les fascicules Qu’est-ce que le Spiritisme et Le Spiritisme à sa plus simple expressionCes livres contiennent la carte, le chemin.
Divaldo conclut en affirmant qu’aujourd’hui, on donne la vie pour un trésor, mais en même temps on perd la paix. Dieu est amour, et désire la paix de chacun. Les bons resteront pour créer le monde de régénération. Il faut croire en Dieu, Intelligence suprême et cause première de toute chose. Le vrai bonheur, c’est de donner et de se donner, en une symphonie de fraternité, de gloire en Jésus pour la paix sur la Terre et l’amour entre les créatures.
Texte : Charles Kempf
Photos : Dominique


(Recebido  em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Encontro Fraterno Divaldo Pereira Franco Praia do Forte, BA

22 de setembro de 2018-tarde/noite
1. No período da tarde, Juan Danilo e Cláudio Sinoti desenvolveram seus temas prendendo a atenção do público expectante. Juan Danilo Rodríguez Mantilla, equatoriano, atualmente residindo na Mansão do Caminho, discorreu sobre os Conflitos Obsessivos.
O amor, disse o psicólogo e médico de família, é infinito, é grande, o amor é Deus. Os homens vivem mergulhados neste grande sentimento, e desejando tê-lo, desfrutá-lo, em vão tentam segurá-lo em suas mãos, tomando posse, e como o ser humano está mergulhado nele, aí se inicia a obsessão, por uma causa muito natural, tudo o que se presta atenção fica magnetizado. Tudo o que se presta atenção existe dentro e fora da criatura humana.
Apresentando e discorrendo sobre a questão 245, na segunda parte de O Livro dos Médiuns, destacou que a obsessão possui as seguintes causas, todas ou algumas, entre outras: vingança, queixas presentes ou passadas, desejo de fazer o mal, regozijo por atormentar, em vexar, ódio e inveja do bem. Na questão seguinte, a 246, estão estampadas as causas da obsessão: orgulho e as ideias e opiniões próprias.
A instalação das obsessões perpassarão os sistemas nervoso, límbico – responsável pelos instintos – e o hipocampo, - responsável pela memória -, deixando as suas marcas negativas indeléveis. As emoções básicas, - terror, submissão, defesa e saciedade -, também são afetadas na instalação do processo obsessivo. A magnetização do hipocampo se dá pela adesão espiritual e pela ruptura das defesas psicológicas.
O colapso das defesas psicológicas acontece quando são afetados os símbolos pessoais, as correspondências e preconceitos, e as dependências emocionais. Para elevar o nível das defesas psicológicas será necessário trabalhar a autoaceitação, o raciocínio, fazer o bem, perdoar e aprender com alegria, lembrando que quem luta se cansa, e quem trabalha disciplina-se.
Os recursos terapêuticos para debelar a obsessão estão baseados em três postulados: louvar, agradecer e encomendar, no sentido de suplicar. Para atender esses requisitos há, também, três tipos de oração: a oração (falar), a meditação, que significa pensar, refletir, e a contemplação, ou seja, interpretar e fixar.
Juan Danilo destacou que o significado da vida é dar-lhe um sentido, oferecer-se um objetivo, viver com alegria e ter uma meta para trabalhar. Isso irá gerar o caminho para a felicidade, para a vida em plenitude.

2. Cláudio Sinoti discorreu sobre o autoencontro e o significado existencial. Cada ser humano possui um tesouro íntimo, que muitos o abandonaram pelo caminho, e somente o próprio ser poderá resgatar. Assim será necessário que o indivíduo identifique quais as suas partes que necessita reencontrar, quais são as peculiaridades de sua alma.
O psicólogo Rollo May, em sua obra “O Homem a Procura de Si Mesmo” indaga: Quais são os principais problemas interiores de nosso tempo?...Pode surpreender que eu diga que o problema fundamental do homem, em meados do século XX, é o vazio. Com isso quero dizer não só que muita gente ignora o que quer, mas também que frequentemente não tem uma ideia nítida do que sente.” Há uma dissociação do que se é, do que se deseja ser e divulgar, levando o indivíduo a se perder.
Carl Gustav Jung destaca que o homem precisa de mais psicologia, de mais entendimento sobre a natureza humana, pois o único real perigo que existe é o próprio homem. Ainda nas palavras de Jung, o homem é a própria origem de todo o mal a porvir. É necessário estar em paz com os próprios conflitos, eles são importantes na construção de um homem equilibrado, consciente de si mesmo, autoconhecendo-se.
“Sem a consciência de si mesmo, a pessoa jamais saberá o que deseja de verdade, mas continuará sempre na dependência da família e apenas procurará imitar os outros, experimentando o sentimento de estar sendo desconhecida e oprimida pelos outros.” Carl Gustav Jung, O desenvolvimento da Personalidade. É necessário conhecer a própria realidade, atendendo ao chamado do próprio coração e não dos outros.
É preciso desfazer-se das ilusões que aprisionam. O homem desenvolveu uma terrível preocupação, a de se mostrar aos demais, aparentando o que ainda não é, e o sucesso decantado como forma de felicidade, é, talvez, uma das maiores responsáveis pela solidão profunda, ensina a benfeitora Joanna de Ângelis, no capítulo 1, da obra O Homem Integral. Comparar-se com o outro é ilusão.
Em Amor, Imbatível Amor, capítulo 6, Joanna de Ângelis afirma: “O ser, em si mesmo, é de quase secundária importância, desde que a aparência seja agradável, a posição tenha representatividade e o dinheiro se encarregue de resolver as situações embaraçosas.”
Na ilusão que a matéria lhe oferece, o homem busca o sucesso, o prestígio, o dinheiro, o poder, porém não se esforça em aprender a arte de amar, nas palavras de Erich Fromm. O homem, não conhecendo-se a si mesmo nega o que possui na intimidade, tanto quanto, também, o outro faz o mesmo, em permanente ilusão, adiando o autoencontro.
Joanna de Ângelis, no capítulo 4, da obra O Despertar do Espírito, cita: “Inicialmente, torna-se indispensável querer-se exercitar a vontade, em vez de refugiar-se em mecanismos conflitivos comodistas, por meio dos quais se justifica não possuir vontade suficiente para serem alcançados os objetivos que se gostaria de atingir.”
Finalizando, Cláudio destacou que a autoaceitação, o que significa polarizar-se onde se encontra, fazendo movimentos em busca da construção nova, preenchida de inúmeros significados. O homem é aquilo que ele fizer de si mesmo, a partir do que é. O indivíduo deve se comprometer ao autodescobrimento para ser feliz, identificando os seus defeitos e as suas boas qualidades, sem autopunição, sem autojulgamento, sem autocondenação, voltando-se para dentro de si mesmo, utilizando o mecanismo de viver e perceber o que está fora, e, também, o que há no seu interior, isto é, mergulhar e emergir em si mesmo, sistematicamente.
3. No período noturno, após excelente apresentação artística com os Professores de Dança da Universidade Federal da Bahia, Luiz Molina e Nelma Seixas que com suas performances encantaram e enterneceram o público, enlevando-o em vibrações de grande ternura e acolhimento, Divaldo Franco conduziu o Momento interativo-terapêutico e o que se convencionou denominar de “Primavera da Existência”, isto é, perguntas ou colocações que o público fez ao longo do encontro, e colocadas em uma arvore simbólica, à guisa de flores, e que seriam apreciadas à luz da psicologia e do Espiritismo. Divaldo se fez acompanhar dos psicólogos Cristiane Beira, Juan Danilo, e dos terapeutas junguianos Iris e Cláudio Sinoti.
Divaldo destacou que a arte é Deus se comunicando com o homem, conforme asseverava o filósofo Léon Denis. Salientou, o orador por excelência, que é tão fácil ser feliz quando o indivíduo encontra o sentido da vida, a sua meta. Visando, então, despertar em cada um a autoidentificação, a autoiluminação, o autodescobrimento, Divaldo Franco chamou seis voluntários oriundos do público e que haviam recebido na entrada um envelope com uma mensagem de autoria de benfeitores diversos, e que teriam a possibilidade de responder as indagações a respeito do vazio e o sentido existencial de cada um.
As interpretações realizadas pelos psicólogos, pelos terapeutas e por Divaldo Franco, além das especificidades individuais giraram em torno de ressignificar a vida, os ciclos que se encerram para dar continuidade a outro, a felicidade que não deve ser deixada de ser fruída a cada momento, as aflições de cada dia não devem ser impeditivos para uma vida feliz, as emoções, a autenticidade de pensamentos e atos, os momentos de definição da vida, o desafio do autodescobrimento, cada indivíduo possui dentro de si todas as potencialidades para serem desenvolvidas visando alcançar a plenitude, as adversidades e a esperança, a transformação das emoções em sentimentos, os desafios da vida, e o desenvolvimento do autoamor, entre outras considerações.
Com relação à árvore da primavera, os temas estudados e decodificado pelos profissionais e por Divaldo à luz do Espiritismo, apresentaram aspectos diversos, como, o esforço para vencer os desafios da vida, a transformação individual visando a plenitude, o amor que deve ser revelado aos que se ama, o sentimento genuíno que brota do coração, a educação das emoções, a autoaceitação, a passividade com relação aos eventos de vida, a necessidade de disponibilizar aos demais o conhecimento adquirido, autoconhecimento, o aprendizado se dá por etapas, amar-se conforme se é, as crises de solidão, a gratidão como ato terapêutico e manter-se em estado de atenção, porque o amanhã começa agora.
Finalizando as intensas atividades do dia e reverenciando a paz, o animado público cantou o Hino da Paz, de Nando Cordel.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


Encontro Fraterno. Divaldo Pereira Franco Praia do Forte, BA

22 de setembro de 2018 manhã
O sol generoso da Bahia se apresentou cedo, acolhendo os participantes do Encontro Fraterno. O Padre católico, Olavo Amarante, um pastor de almas, e que estuda com profundidade as obras da série psicológica de Joanna de Ângelis, é um entusiasta da Doutrina Espírita. Antes do Padre Olavo, Divaldo disse, entre outras colocações amorosas e permeadas de gratidão, que sente-se “profundamente emocionado em reconhecer que de maneira nenhuma mereço qualquer tipo de homenagem. Jesus disse que o semeador saiu a semear, não importa o terreno no qual caíram as sementes, a terra ingrata, árida, os pedrouços, os espinhos, nada disso importa. Baste que uma haja caído em solo fértil e teremos a devolução do amor que acalma a angústia das multidões.”
O Padre Olavo demonstrou a sua gratidão a Deus por estar na presença de Divaldo, abastecendo-se de suas energias, exemplo e conhecimento. Tem aprendido a aprender com Divaldo Franco, contemplando-o à luz do modelo Jesus e reverenciando Deus. Jesus é a resposta mais filosófica para designar o caminho que cada um deve percorrer. Referiu-se a Divaldo, reconhecendo o trabalho e o exemplo que transmiti, generoso e bondoso, sendo firme em suas convicções. As expressões psicológicas o auxiliam a contemplar a beleza de Deus.
As situações devem ser enfrentadas e compreendidas, mas sobretudo sentidas no coração, descobrindo o sentido da vida para que a verdade se revele, conforme apregoou Jesus. É necessário retornar à simplicidade do evangelho de Jesus, compreendendo-o e vivendo-o dentro de si. O vazio existencial pode ser preenchido através do exercício da solidariedade, com a espiritualidade, com Deus.
A sociedade moderna estabeleceu uma cisão entre Eros e o Ágape, duas dimensões do amor. Paulo de Tarso falou do amor em sua inteireza, ou seja, íntegro em suas duas dimensões, em uma unidade, Eros e Ágape. Eros sem o Ágape é violento, escandaliza, é passional. É necessário retomar o amor cristão, vivendo essas duas dimensões na sua inteireza. O mundo necessita de amor, do núcleo familiar educando para o exercício da ética, da solidariedade, da compaixão, da ternura. Na medida em que o ser humano se entrega ao seu mister, mais se eleva, repletando-se de amor. Deus está infuso, integrado em cada criatura sua. Deus é a sabedoria suprema.
Divaldo Franco aproveitando o exemplo de amor integral apresentado pelo Padre Olavo, discorreu sobre Edith Stein, canonizada pelo Papa João Paulo II, e que é muito desconhecida no seio cristão. Foi uma filósofa ímpar e é a primeira e única santa que o catolicismo reverencia. Tornou-se uma grande pensadora cristã, haja vista, sua origem judia. Ela ensinou a nunca desistir da meta, do objetivo colimado, do exercício do amor. Assim, não desista de sua meta, seja tenaz, a sua missão é autodescobrir-se. Todos possuem a missão de descobrir a pérola que está incrustada no seu interior, preenchendo a vida e o vazio existencial através do exercício do amor.
Após a foto coletiva, registrando o momento de congraçamento de almas, Divaldo Franco salientou que o programa desse encontro é de natureza espiritual, centrado na identificação do vazio existencial e por conseguinte a sua superação será através do autodescobrimento, didaticamente, aqui, expresso em doze passos, conforme elaboração de Cláudio Sinoti.
  1. Comprometa-se consigo mesmo.
  2. Saia da zona de conforto.
  3. Mantenha uma vontade sincera de mudança.
  4. Aceite, acolha e ame sua Sombra. Ela estará sempre com você!
  5. Transforme obstáculos em escada para o crescimento.
  6. Deixe as queixas de lado e ouça a sua voz interior.
  7. Liberte-se das relações de dependência.
  8. Esteja aberto(a) a novos conhecimentos e experiências.
  9. Invista em seus valores morais.
  10. Acredite que existe uma vida mais rica e plena.
  11. Queira ser feliz agora!
  12. Ame a si mesmo(a)!
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Encontro Fraterno Praia do Forte, BA

 21 de setembro de 2018 (Tarde)
No período da tarde e da noite, o Encontro Fraterno teve três programações.
Iris Sinoti com o tema: Conflitos Depressivos; Cristiane Beira discorreu sobre os Conflitos Emocionais; e Divaldo Franco conduziu o público em uma visualização terapêutica, uma atividade não espírita, conforme frisou, para proporcionar momentos de reflexão e encontro consigo mesmo.
Após momento musical com Assis Diomar, íris Sinoti abordou o tema Conflitos Depressivos, asseverando que é necessário retirar alguns mitos que cercam tão delicado tema, como por exemplo: a depressão não é uma bobagem, não é coisa de gente fraca, não é de quem não tem o que fazer, não é de quem não possui fé, não é de quem não tem vontade, a depressão é uma doença, e qualquer indivíduo pode passar por ela. O Brasil é o quinto país em número de depressivos e o primeiro em ansiedade. A depressão precisa ser levada a sério, ser respeitada.
Carl Gustav Jung asseverava que uma alma necessitava falar à outra alma, o que significa estar e fazer parte da situação que o outro está experimentando. A depressão é um convite da alma para as mudanças que são necessárias. Ela se apresenta na vida do ser para que ele possa identificar e conduzi-lo para um novo objetivo, uma nova forma de viver. Para estimular o público, Iris formulou a seguinte pergunta: - O que a depressão significa na sua vida? Assim, permeando respostas de pacientes e de estudiosos, a oradora foi conduzindo as reflexões, aclarando os fatos.
Rollo May, em A Coragem de Mudar, destaca que “Somos chamados a realizar o novo, a enfrentar a terra de ninguém, a penetrar a floresta onde não há trilhas feitas pelo homem, e da qual ninguém jamais voltou que possa servir de guia.” Significa que para cada um será preciso construir uma nova postura, uma nova maneira de sentir e viver a vida.
Alguns deixam as suas próprias bagagens emocionais para pegar a do outro, e por conseguinte, afanam-se e sobrecarregam-se em demasia e o corpo termina por experimentar o sofrimento. A depressão significa entrar em contato com uma dimensão de si mesmo e que, até então, era desconhecida.
Apresentando conceitos de estudiosos e da Benfeitora Joanna de Ângelis, Iris Sinoti foi conduzindo o público para alcançar a percepção de que é necessário nutrir compaixão pelo depressivo, de entender que a negação de sentir as emoções e sentimentos é o quadro em que o indivíduo se isolou por não saber agir e entender as próprias emoções e sentimentos.
“A depressão é um convite, um desafio da vida para que encontremos o real sentido, o que nos move por dentro. É a luta do herói contra o dragão, e nessa luta saímos da ilusão inocente de felicidade e conquistamos a certeza de que a vida só é verdadeiramente vida se tiver significado.” Iris Sinoti – Refletindo a alma.
Todo aquele que deixa de viver a sua própria vida para viver a vida que o outro traçou para ele, está no caminho para desenvolver um processo depressivo. Uma existência sem significado psicológico é vazia e destituída de motivação. A realidade da maioria é estar desconectada de si mesma, porém, conectada com o mundo. Deixa de viver a própria vida para viver a ilusão da vida do outro. Não atender ao chamado da vida, o seu sentido, é se recusar a trilhar o próprio caminho, afastando-se de seu destino.
Para eliminar a depressão é necessário correr o risco de enfrentar aquilo que mais se teme, aquilo que está bloqueando o seu crescimento, conforme afirma Rollo May, em Os Pantanais da Alma.
Joanna de Ângelis, na introdução da obra Conflitos Existenciais afirma: Ninguém se encontra na Terra exclusivamente para sofrer, mas para criar as condições de saúde real e de alegria plena. E Jung assevera que somente aquilo que realmente se é tem o poder de curar. Já Paracelso, in.: Depressão, destaca: O melhor remédio para o ser humano é o próprio ser humano. E o amor é o remédio de potência mais alta.
Finalizando sua abordagem, Iris destacou, ainda, que é preciso estar aberto para a vida, amando-se e amando o próximo, atento para as oportunidades da vida. A finalidade da existência humana é a de acender a luz na escuridão do ser, segundo Carl Gustav Jung.
Ao anoitecer, as atividades foram iniciadas por um belo momento musical.
Enternecendo os corações, a cantora Andrea Bien protagonizou belos momentos de enlevo, preparando o ambiente para Cristiane Beira apresentar o tema: Conflitos Emocionais. Conflito, esclareceu a psicóloga, pressupõe um sentido de oposição, o exercício de uma força, de uma potência em oposição a outra. Assim, as reações emocionais que desestruturam os indivíduos estão em oposição ao que ele sente, ou seja, a percepção entre o que o indivíduo é e o que deseja ser.
Classificando o ser humano em três categorias de emoções que se apresentam em desequilíbrio, ou formas de se apresentar no seio da sociedade humana, entre muitas outras, Cristiane assim as estruturou: 1º) as que vivem em sofrimento, adotando a posição de vitimização: 2º) as que adotam o poder como meio de resolver as situações da vida; e 3º) a angelical, transparecendo ser boa, atenciosa, anula-se para viver a vida do outro. Essas são estratégias utilizadas pela criatura humana para poder continuar, ou passar a pertencer.
O que existe dentro delas a ponto de despertar essas reações? Questionou. Quando essas causas são identificadas, o indivíduo está a caminho da solução, e o vazio se apresenta, porque não estando mais plenificado pelas emoções perturbadoras, ele se sente vazio.
Em conflito com a primeira categoria de emoções em desequilíbrio está a autovalorização, provocando a existência de um vazio, uma emoção que leva a sentir que não pode, que não merece. A segunda categoria provocará o conflito da autoafirmação, quando então vive para impor, exercendo o uso da força do poder. A autoestima conflitará com a emoção perturbadora do indivíduo que se coloca na posição angelical, o que lhe dá a sensação de estar fazendo o que gosta.
Como essas emoções em desequilíbrio se iniciam no interior de cada indivíduo, somente ele pode aplicar a modificação encontrando-se consigo mesmo em um processo de autoconstrução. Para sanear os comportamentos perturbadores será necessário que a criatura humana retroceda em seus procedimentos até encontrar a origem deles. Esses comportamentos se constituem em um conjunto energético de emoções de um complexo, e quando um padrão se apresenta, o complexo se revela, reforçando-o. O complexo é a base para o conflito que se manifesta, é algo que foi desenvolvido antes, e, instintivamente, o complexo domina. De complexo em complexo o EU não se manifesta.
Outro importante aspecto gerador e/ou reparador das emoções em desequilíbrio é a família, estrutura de suma importância para o desenvolvimento da psique. É a base onde os conflitos existências são gerados. Raramente se cogita em cuidar da família, revisitar, repensar a sua importância como geradora de complexos. Os complexos maternos e paternos são absorvidos pelos filhos, estruturando-se emocionalmente, positiva ou negativamente, bem como adotando outros estímulos, como a televisão, a internet, etc.
Como está a família? Para equacionar, Cristiane Beira trouxe a lume a questão 383 de O Livro dos Espíritos, onde claramente está expresso o papel dos pais para com aqueles a que foram incumbidos de educar. Os filhos assimilam os complexos e os conflitos dos pais, bem como os gerados por eles mesmos, os filhos. As crianças absorvem as projeções de seus pais. Assim, os pais devem estar atentos para as necessidades dos filhos, evitando transformar as necessidades deles, os pais, em necessidades dos filhos, isto é, projetando nos filhos as suas aspirações talvez não realizadas.
O problema das crianças é a herança dos antepassados que transferem seus conflitos, projetando neles todos as aspirações e insatisfações, esperando compensações. “A religião enfraqueceu nas famílias, o desinteresse pelo ser espiritual igualmente padece de atrofia emocional, deixando-se que cada um eleja, quando oportuno, o seu conceito de vida e de espiritualidade, como se fosse crível permitir-se que alguém primeiro se contaminasse por alguma enfermidade para depois expor-se aos perigos que a mesma proporciona.” Joanna de Ângelis.
Finalizando, Cristiane beira destacou ser necessário trabalhar no seio familiar a questão da espiritualidade, pois que, família e espiritualidade são dois antídotos para os complexos. Há necessidade de se destruir e reconstruir muitas coisas, a começar na família, através da espiritualidade, resgatando a humanidade que está em cada indivíduo e fora dele.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Encontro Fraterno Divaldo Pereira Franco. Praia do Forte, BA

21 de setembro de 2018 (manhã)
Radiosa foi a manhã, ensolarado estava o dia onde a primavera se apresenta, quebrando as rudezas do inverno, exteriorizando perfumes e cores. O dia 21 de setembro é, também, consagrado como o Dia Internacional da Paz. Divaldo Franco dando prosseguimento ao Encontro Fraterno, abordou o tema: O Vazio Existencial: As causas do Vazio, no primeiro momento. Na segunda parte foram trabalhados os conflitos humanos.
Após excelente momento musical com a cantora Anatasha Meckenna, Divaldo Franco, cuja vida é um hino de amor ao próximo, fez o lançamento de três obras. Amor & Sexualidade – A Conquista da Alma, de Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Franco e organizado por Luiz Fernando Lopes. O segundo, Momentos de Sublimação, de autoria de Vianna de Carvalho e Joanna de Ângelis, também psicografado por Divaldo. O derradeiro, voltado ao público infantil é O Anjo da Misericórdia, de Amélia Rodrigues, igualmente pela psicografia de Divaldo. Essa obra é uma adaptação para crianças realizada por Viviane Longo.
Divaldo Franco, contador de histórias, conduzindo o público, composto por 641 pessoas, apresentou as reminiscências de sua vida, dos vazios existências que enfrentou e a superação dos mesmos através do amor incondicional ao próximo, encontrando, portanto, um sentido para a sua vida, que até então, era vazia. Aos 50 anos de idade, sentindo-se só, sem família, Joanna de Ângelis deu-lhe o incentivo necessário, fazendo-o perceber que a sua produção psicográfica eram os seus filhos, bem como passaram a ser seus netos os livros que foram traduzidos para outros dezenove idiomas. Mesmo assim, Divaldo ainda não se encontrava pleno. Foi, então, estimulado pela Benfeitora a procurar os filhos do calvário, os que sofrem no anonimato das ruas aniquiladoras de vida, descobrindo esses invisíveis da sociedade humana, que teima em não vê-los, ignorando-os em suas misérias morais e sociais.
O vazio existencial não se preenche com coisas, que sempre se diluem, mas sim, com o amor, que dignifica a alma, plenificando-a, dando um sentido à vida, onde o próximo é o objeto das ações do bem. Jesus, falando aos homens, de alma para alma, preenche a vida da criatura humana que atende aos seus sábios encaminhamentos. Narrando histórias e citando autores, Divaldo Franco esclareceu que os pontos de vista da criatura humana, com relação ao sofrimento, as desilusões, as frustrações, vão mudando de patamar na medida em que o homem transita pela vida, ano após ano, e que para debelar a sede que o vazio existencial provoca é necessário doses generosas de esperança, muita esperança.
O vazio existencial deve ser preenchido com os perfumes e coloridos do amor. Quando a criatura humana ama ela se plenifica e o vazio deixa de existir. É necessário encontrar o sentido da vida e esforçar-se por mantê-lo, amando as pessoas como são e não as sus projeções, sempre enganadoras. Como as frustrações estão presentes na vida de muitos, é necessário realizar o exercício do amor, isto é, praticar o evangelho de Jesus.
Quando a criatura humana somatiza as suas dificuldades e desafios da vida, contribui para a desestruturação física. Quem não consegue estabelecer uma meta para a sua vida, deixa de viver e passa a uma condição vegetativa. A falta de uma meta para a vida provoca a existência do vazio devorador dentro de si, que somente será extinto após despertar para a necessidade de estabelecer o objetivo, o sentido para a própria vida. Independente da condição em que se encontra a criatura humana, ela deve agir com dignidade, preenchendo-se de um ideal fraternal. Se a vida não está te servindo mais para viver, dê-a a outro que deseja viver, e o amor florescerá, plenificando-te. O ser humano tem necessidade de refletir sobre si mesmo, e quando não o faz, perde oportunidades de se autoanalisar, conhecendo-se em maior profundidade.
Na atualidade, as criaturas humanas estão se afastando uma das outras, substituindo os contatos pessoais pelos virtuais, ocasionando solidão e vazio existencial. A utilização dos meios virtuais pode significar uma fuga do indivíduo que, em se afastando pessoalmente, se esconde atrás de um meio eletrônico, das mensagens instantâneas.
Enriquecendo a sua abordagem, Divaldo destacou as ações que podem ser tomadas por qualquer criatura humana que almeje ardentemente por mudanças para melhor, em um esforço individual construído na base do perdão, da alegria de viver, de compreender a vida transcendente, onde a tristeza, o desejo de suicídio e o vazio existencial vão sendo substituídos pelo sentimento do amor que se doa e tudo compreende.
Todos possuem o poder de dar um sentido para a vida, anulando o vazio existencial, basta desabrochar-se e plenificar-se de amor, sendo grato e agradecido à vida, mantendo a esperança em alto nível. Portanto, melhor do que dar, é dar-se ao outro, ser mais presente na vida do seu semelhante, tornando-se útil, desenvolvendo a beleza que há no coração, abandonando o egoísmo, amando aos outros através do bem-proceder. A alegria em nós é o sorriso de Deus, afirmou o narrador de histórias, o ínclito Divaldo Franco.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke