sexta-feira, 16 de março de 2018

Registro. Divaldo Franco no Paraná Pinhais


15 de março de 2018
O amor, o perdão e a caridade moral devem viger entre os espíritas. (Divaldo Franco)
A Federação Espírita do Paraná, liderada pelo seu Presidente, Adriano Lino Greca, juntamente com os seu dois Vice-Presidentes, realizou produtivo Encontro de Divaldo Franco com os dirigentes espíritas da Inter-regional metropolitana de Curitiba. Estando presentes mais de 80 Centros Espíritas e Entidades Associadas, o evento visou atender as expectativas do movimento espírita da capital paranaense.
Calcado em perguntas previamente elaboradas, Divaldo Franco teve a oportunidade de colaborar, esclarecendo à luz da Doutrina Espírita, dos ensinamentos de Jesus e de sua própria experiência adquirida ao longo de mais de sete décadas, apresentando reflexões doutrinárias sobre a caridade, o acolhimento, o amor ao próximo, o perdão, a ética e a moral.
As judiciosas informações e considerações tiveram por objetivo o aperfeiçoamento moral dos espíritas, que por sua vez se reflete no Centro Espírita, com consequências na sociedade humana. Carinhosamente recebido, e após longo trabalho, Divaldo Franco foi demoradamente aplaudido, atestando o mútuo amor nutrido pelo tribuno baiano e pelo movimento espírita paranaense.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)

quinta-feira, 15 de março de 2018

Registro. Divaldo Franco no Paraná Ponta Grossa

Divaldo Franco no Paraná
Ponta Grossa, 14 de março de 2018
O amor soluciona qualquer desafio. (Divaldo Franco)
Dentro da programação de interiorização da XX Conferência Estadual Espírita, promovida pela Federação Espírita do Paraná – FEP -, com seu ápice entre os dias 16 e 18 de março de 2018, nas instalações do Expotrade, em Pinhais/PR, Divaldo Franco esteve em Ponta Grossa proferindo elucidativa conferência sobre a gratidão. O público atendendo generoso convite das lideranças espíritas locais lotou o auditório, e um outro salão contíguo, do Clube Princesa dos Campos.
Muito solicitado, Divaldo Franco concedeu entrevista para a Rede Massa, do SBT, onde externou sua perspectiva sobre o movimento espírita no exterior, as atividades desenvolvidas na Mansão do Caminho, o Movimento Você e a Paz, frisando que a grande tarefa do ser humano é tornar-se alguém melhor. O Brasil, em um processo de renovação, encaminha-se para se tornar muito melhor do que atualmente é. Indagado sobre si, disse que não pode alimentar expectativas de longo prazo, dado a sua idade de 90 anos. Cada ser humano deve preocupar-se em amar, em servir desinteressadamente. O amor soluciona qualquer desafio.
Divaldo Franco se faz acompanhar pelo seu dileto amigo Juan Danilo Rodríguez Mantilha, natural de Ambato, no Equador. Espírita, médico, terapeuta holístico, psicólogo transpessoal, é fundador do Centro Espírita Francisco de Assis, na capital equatoriana. É, também, fundador da Fundação Luz Fraterna, dedicada ao tratamento da síndrome autista, propiciando, para esses, uma vida de mais equilíbrio e contato social, dignificando a criatura humana. Juan é autor do livro Alliyana, onde apresenta uma abordagem sobre o tratamento do autismo. Alliyana é uma palavra originária da língua quíchua, dos nativos do Equador, e tem como significado sarar, que para a cultura andina, sarar, curar é esclarecer. O Dr. Juan atualmente reside na Mansão do Caminho, onde desenvolve fervorosa e abnegada atividade voluntária. Em sintética entrevista destacou o trabalho desenvolvido pelo Espiritismo, acolhendo e consolando os aflitos.
Encerrada a bela apresentação artística levada a efeito pelo coral Vozes de Francisco, e a natural apresentação da mesa diretiva, composta pelas lideranças espíritas locais, com a presença do Presidente da FEP, Adriano Lino Grega e do 1º Vice-Presidente Luiz Henrique da Silva, o Dr. Juan Danilo se expressou agradecendo a honra de participar de significativo evento, apresentando o abraço do Centro Espírita Francisco de Assis, de Quito, e da Mansão do Caminho. Abordou brevemente o seu contato com Espíritos benfeitores que o instigaram a estudar o Português, e em anterior orientação foi instado a fundar o Centro Espírita Francisco de Assis.
Divaldo Franco, antes de iniciar a sua conferência, fez sintética apresentação de Juan Danilo, destacando, além da obra acima citada, o livro Notas do Coração, já com tradução para vários idiomas. Frisou que Juan Danilo ama a Doutrina Espírita e o Brasil, é um servidor fiel de Allan Kardec, estando residindo atualmente na Mansão do Caminho.
Citando estudiosos da criatura humana, o fenomenal tribuno de Feira de Santana discorreu sobre a gratidão. Ela é terapêutica, produzindo saúde e bem-estar. A gratidão não significa retribuir a quem fez um bem, um gesto de generosidade, de auxílio. A gratidão significa fazer a outrem qualquer o que quer que tenha recebido, ampliando a ação do bem, multiplicadamente. Esse sentimento é o amor em ação, reconhecendo a vida animada e inanimada.
Com duas comoventes e instrutivas histórias verídicas, Divaldo deixou claro que ser grato não é agradecimento e retribuição. A gratidão se multiplica pelas ações que se expressam ao fazer algo de bom ao semelhante. Jesus ensinou a gratidão ao sentenciar que os homens deveriam fazer uns aos outros o que gostariam que lhes fosse feito. O amor engrandece. A humanidade coleciona muitos nomes de indivíduos gratos, com Francisco de Assis, que com sua simplicidade e generosidade, foi extremamente grato a vida, a natureza.
Os Espíritos nobres ao fazerem o bem o fazem em gratidão a Deus, que lhes permite agir no bem, sendo bons com todos. A gratidão imprime no ser um sentimento extraordinariamente forte que se torna impossível manter-se apático, à margem dos acontecimentos. A gratidão, além do bem-estar que produz, faz com que o indivíduo passe a perceber o seu próximo com o sentimento do amor. Quando alguém te faz um bem, agradeça e faça, então, o bem a outrem. A gratidão é generosa.
Discorrendo sobre a Doutrina Espírita, Divaldo frisou que a gratidão está em seus ensinamentos, nas orientações, nos esclarecimentos, pois que os nobres Espíritos legaram à Humanidade esse riquíssimo conteúdo em gratidão a Deus. Jesus pronunciou a palavra AMOR, o Espiritismo, por sua vez, destacou a REENCARNAÇÃO. Servir e amar, eis dois fundamentos libertadores do ser humano. Declamando o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo encerrou a rica conferência recebendo fortíssimos aplausos, e porque todos se encontrassem vivamente tocados por emoções superiores e exteriorizando em seus rostos a gratidão, demoraram-se a sair do ambiente luarizado pelas bênçãos esparzidas.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke




(Informação recebida em email de Jorge Moehlecke)

quarta-feira, 14 de março de 2018

Divaldo Franco no Paraná União da Vitória

13 de março de 2018

O mal que se faz a outrem, é o mal que se faz a si mesmo. (Divaldo Franco)
Denominado por Suely Caldas Schubert como O Semeador de Estrelas, Divaldo Pereira Franco, fazendo bom uso das ferramentas do Espiritismo e servindo Jesus onde é chamado, após laborioso trabalho em Campo Mourão, deslocou-se para União da Vitória, ambas cidades do Paraná, e atendendo programação da XX Conferência Estadual Espírita da Federação Espírita do Paraná, esteve apresentando profícua trabalho doutrinário no Complexo Esportivo da UNIUV, com o tema O Amor como Solução.
Divaldo, resistindo estoicamente fortes dores, antes desta peregrinação pelo Paraná, esteve entre os dias 02 e 11 de março de 2018 nos Estados Unidos da América, percorrendo as cidades de San Francisco, San Diego, Los Angeles e Boston, semeando a Boa Nova, consolando corações, esclarecendo mentes. Incansável e demonstrando grande amor ao seu semelhante, esquece-se de si mesmo, doando-se por inteiro aos que o buscam, ávidos de esperança, paz e harmonia. Doando-se ao se próximo, atendendo gentil e alegremente aos que o procuravam para um cumprimento, uma confidência, um autógrafo, um consolo, Divaldo atendeu convite para uma pequena entrevista à TV Mill, afiliada da TV Cultura.
O mundo conhecido antes do nascimento do Mestre Jesus havia sido preparado para recebe-lo, inclusive com a substituição dos homens belicosos pelos filósofos e poetas. Espíritos nobres, formando uma cultura de amplitude de conhecimento e de moralidade, prepararam as condições para o nascimento de Jesus, que com seu comportamento, conhecimento e amor, mudou completamente a Humanidade.
Fatos foram se sucedendo, Jesus escolheu seus servidores, e incansável, amoroso e acolhedor, tocou corações rudes e mentes obtusas, curou os doentes do corpo e da alma. Por amor transformou as criaturas que se apresentaram propensas às mudanças, dignificando-as com seu lúcido olhar. Chorou compadecendo-se daqueles que tendo seus corpos curados, mantiveram suas almas algemadas aos desvios e apelos do passado infelicitador, dando vazão aos sentidos e paixões vis, esquecidos que os corpos são perecíveis. Jesus veio curar o ser imortal e resgatar a sua condição moral.
Dentre todos os pensadores, filósofos e poetas que se apresentaram no palco terreno antes de Jesus, somente Este falou de AMOR, cantando-o e vivenciando-o integralmente. O egotismo se torna nulo pelo amor que se devota ao outro através de ações de caridade, de perdão, de acolhimento.
Os séculos foram se desdobrando sobre a humanidade revelando déspotas e violentos, açambarcadores da paz, promotores do mal. Em sentido contrário, e alicerçados no amor crístico, seres enobrecidos, caridosos e harmoniosos apresentaram-se ante às lutas ingentes entre o bem e o mal, destacando que o homem é capaz de amar, de perdoar e de viver em paz. O Espiritismo, contrapondo-se ao materialismo, prepara o homem para as grandes conquistas espirituais, libertando-o de atavismos, apresentando o ser imortal, o ser espiritual. Allan Kardec, o nobre codificador do Espiritismo, através de seu profícuo trabalho científico, e estudando os fenômenos extraordinários de então, estabeleceu que esse crescimento moral/espiritual se dará pelo trabalho, pela solidariedade e pela tolerância, expressões do amor.
Divaldo discorreu sobre suas próprias experiências demonstrando que o amor é a solução para a transformação do ser, alçando-o ao patamar de equilíbrio espiritual e moral, libertando o ser virtuoso que jaz adormecido em a criatura humana. A Doutrina Espírita revela ao homem a sua grande missão: AMAR. Mudar o pensamento, adotar uma conduta reta em acordo com o Evangelho de Jesus, construirá um mundo melhor, tornando a Terra em um orbe regenerado.
Concluindo seu brilhante trabalho, Divaldo Franco narrou comovente história, onde criaturas lúcidas e amorosas propiciaram momentos de felicidade, ternura e de elevação espiritual, dignificando o ser humano. Aqueles que sintonizados com as ideias apresentadas, e tocados em seus corações, sentiram as vibrações do amor, sensibilizando e luarizando em bênçãos as criaturas predispostas à vivência amorosa consigo e com os demais. As lágrimas vertidas por alguns foram suficientes para compreender o poder do amor solucionador.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

terça-feira, 13 de março de 2018

Registro. Divaldo Franco no Paraná Campo Mourão, PR

Divaldo Franco no Paraná
Campo Mourão, 12 de março de 2018
A vida é uma unidade, tanto no corpo como fora dele a criatura humana vive, indiscutivelmente.(Divaldo Franco)
Retornando ao Paraná, como faz habitualmente todos os anos, Divaldo Franco proferiu excepcional conferência sobre a imortalidade da alma para um público de 1.500 pessoas, lotando o auditório do Celebra Eventos, na bela e hospitaleira Campo Mourão. Estando presentes diversas lideranças espíritas regionais e estadual, o evento foi divulgado pela TVA, a emissora da Associação Espírita de Maringá, sendo essa a sua primeira transmissão externa, gerando sinal para a FEBTV. O Grupo Encanto, formado por trabalhadores da Sociedade Espírita Meimei e do Centro Espírita Caminheiros do Bem, ambos de Campo Mourão, com suas belas interpretações vocais e musicais, harmonizaram o ambiente, preparando-o para a conferência que se sucederia. Essa atividade está integrada ao programa descentralizado da XX Conferência Espírita do Paraná, contemplando atividades pelo interior do Estado.
Divaldo Franco, o trator de Deus, nas palavras do saudoso Chico Xavier, completando setenta anos de oratória espírita, chamando atenção para a imortalidade, narrou sintética história escrita pelo inglês William Somerset Maugham (1874–1965), novelista, contista e dramaturgo. Essa pequena história, inspirada em antiga lenda oriental, narra o encontro com a morte em um mercado de Bagdá.
Percorrendo o pensamento filosófico oriental e ocidental, notadamente dos gregos, Divaldo explanou o entendimento de diversas correntes de pensamento sobre a morte e a imortalidade do ser humano. Apoiando-se em fatos históricos, desenvolveu esclarecedora linha de raciocínio, destacando fatos e personagens que corroboraram a imortalidade e a comunicabilidade dos ditos mortos. A vida é uma unidade, tanto no corpo como fora dele a criatura humana vive, indiscutivelmente.
Jesus estabeleceu que a criatura humana é imortal, momentaneamente revestida de matéria densa – o corpo físico. Passando pela criação do Universo, apresentou o trabalho ingente de Allan Kardec estampado em A Gênese, onde o homem, imortal, desempenha um papel importante no contexto espiritual e material, inclusive no aperfeiçoamento dos corpos que lhe serve de vestimenta temporária.
No campo dos fenômenos espirituais, destacando diversos protagonistas, Divaldo Franco evidenciou o grandioso trabalho desenvolvido por Hippolyte Léon Denizard Rivail, mais tarde conhecido por Allan Kardec, que despertando para as evidências das manifestações espirituais, investigou-as com profundidade, entregando à humanidade a Doutrina Espírita, por ele codificada.
A imortalidade da alma também se expressa pelas inúmeras constatações sobre o conhecimento precoce de grande número de crianças, que não possuindo tempo hábil, discernimento e maturidade, se apresentam com pendores excepcionais em diversas áreas do conhecimento, verdadeiros prodígios, hoje facilmente encontrados através das mídias sociais.
O Espiritismo é a resposta de Jesus à Humanidade sedenta de ternura e confiança, de amor e de caridade, de sorrisos e apertos de mãos. O Planeta Terra, em franca regeneração, recebe seres de outras dimensões, aqui encarnando em auxílio ao aperfeiçoamento do ser humano habitante do orbe terrestre. Facilmente se poderá encontrar Jesus, acolhendo os indigitados, sofredores e carentes de afeto e acolhimento espiritual e material. Esses seres estão por toda a parte, perambulam pelas ruas carregando o peso do sofrimento que se expressa nos dois campos da vida, material e espiritual. O planeta regenerado será construído pelos que possuem sentimentos nobres, a caminho do vir a ser.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

quinta-feira, 1 de março de 2018

Espiritismo brilhou nos dias 23/24 de fevereiro no Piauí...

Washington Fernandes
washingtonfernandes@terra.com.br

Nos dias 23 e 24/02/2018, dois acontecimentos muito importantes em Teresina/PI, movimentaram o público espírita,e a imprensa da Capital. Dia 23, o médium Divaldo Franco recebeu a maior das honrarias das Universidades: a concessão do título Doutor Honoris Causa,maior outorga de todos os segmentos honoríficos universitários.
É muito interessante que,Divaldo não cursou nem o ginásio, e foi o quarto Título Honoris que ele já recebeu (Montreal/Canadá, Salvador/BA, Santos/SP). Ele vestiu as vestes talaresdoutorais(traje característico dos clérigos, magistrados, acadêmicos, advogados,na profissão; e tem origem na antiga Roma).Talar vem do latim,quer dizer calcanhar; por isso, o comprimento vai até os calcanhares. Por proposta apreciada e aprovada por unanimidade pelo Conselho Universitário, a honraria indica que o agraciado é possuidor, entre outras coisas, de caráter ilibado, comportamento escorreito e amor pela cultura. É interessante, Divaldo ter já recebido quatro vezestalmaior prêmio universitário, inobstante ele não ter cursado nem o ginásio!!...
Ao portador desseTítulo, são conferidas: 1)o Diploma que a chancela; 2)a Beca Doutoral (é o primeiro Traje); 3ª) a faixa na cintura; 4ª) a samarra (pelerini), nos ombros, que remonta ao cerimonial da Universidade de Coimbra/Portugal, da qual, as universidades brasileiras herdaram as tradições do protocolo acadêmico; é somente usada por reitores, chanceleres e doutores; 5ª) por fim, o Reitor coloca no homenageado o capelo (chapéu em forma de círculo, recoberto de seda; é privativo do Reitor e dos Doutores Honoris Causa). Representa o poder temporal,e é uma analogia com o coroa da realeza. Os membros do Conselho Universitário ficaram de pé, e o Reitor pronunciou a concessão do Grau. Divaldo recebeu os cumprimentos de todos membros de Conselho Universitário; a autora da proposta, a Dra. Kátia Marabuco, presidente da Associação Médica no Piauí, se disse muito feliz, pelo reconhecimento a Divaldo, que há 70 anos se dedica ao próximo; eleé um exemplo de ser humano. Divaldo fez uma palestra excepcional, como sempre! OReitordisse que era uma honra imensa, para a Universidade Federal do Piauí, estar recebendo o novo Doutor da instituição; e que só pela história de vida de Divaldo, ele já seria merecedor do Título;aqueles que eventualmente não o conheciam, após suapalestra, ficaram plenamente convencidos da legitimidade da outorga. Parabenizoua Universidade, por receber nos seus quadros de honorários, a figura de uma pessoa, com uma história de vida,como a de Divaldo...
No dia seguinte (24/02), aconteceu outro evento no Theresina Hall, a maior casa de espetáculos do Piauí, e uma das mais modernas do Nordeste. Tem área climatizada de 3.100 m2 e capacidade para 13 mil pessoas. Divaldo foi homenageado,desta vez,pela Federação Espírita, pela Polícia Militar, e pela APMM(Academia Piauiense de Mestres Maçons).O público foi de cerca de 4,5 mil pessoas; Divaldo foi entrevistado pela TV, e ambos eventos (23 e 24) representaram, indiscutivelmente, momentos muito favoráveis para o Espiritismo, que além de estar muito bem representado, foi apresentado por uma pessoa, que muitíssimo bem o apresenta, fiel aos postulados doutrinários, e que muito o dignifica...

Divaldo e alguns membros do Conselho Universitário
O Reitor Dr. José Arimateia D. Lopes, Divaldo, com a Beca doutoral e o Diploma Honoris Causa
Palestra de Divaldo dia 24/02, 4 mil pessoas!
Divaldo na palestra no Theresina Hall
Palco no Theresina Hall
Jovens espíritas no palco do Theresina Hall
Divaldo com o Diploma do grupo de maçons da APMM

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Registro.Festa em homenagem a Divaldo Pereira Franco Teresina, PI

Festa em homenagem ao grande humanista/educador /comunicador e Doutor Honoris Causa Divaldo Franco.
Aos vinte e quatro dias, do mês de fevereiro de 2018, na cidade de Teresina no estado do Piauí, aconteceu uma grande festa promovida pela Associação de Médicos Espíritas do Piauí e a Federação Espírita do Piauí no espaço de eventos Theresina Hall, espaço este com a capacidade de quatro mil pessoas sentadas.
Organizada com muito esmero e dedicação, contando com a valiosa colaboração de uma equipe de 200 pessoas, que estiveram desde novembro de 2017 motivadas pela união fraterna em torno do nome de Divaldo, movimentou a comunidade espírita do Piauí e do vizinho estado do Maranhão.
Com uma procura muito maior que a esperada, acorreram ao local, pessoas desejosas em ver, ouvir e homenagear o grande médium baiano Divaldo Pereira Franco. Auditório lotado, pontualmente às 19 horas deu-se inicio a festa à qual transcreveremos o cerimonial.
Estimados Confrades Espíritas do Piauí,
Meus senhores e minhas senhoras,
           A Federação Espírita Piauiense e a Associação Médico-Espírita do Piauí, têm a honra de realizar e coordenar este majestoso evento, em que o movimento espírita do Piauí se reúne para prestar homenagem ao grande Humanista, Educador, Embaixador da Paz, médium baiano DIVALDO PEREIRA FRANCO.
           Há 72 anos, pela mediunidade, Divaldo vem desenvolvendo sua jornada de semeador do Evangelho restaurado pelas luzes do Espiritismo. Mesmo enfrentando difíceis lutas, incompreensões e perseguições, por ser espírita, Divaldo concentrou seus esforços e transformou em ação, sua tarefa cristã passando a trabalhar em favor dos necessitados e desvalidos. Foi assim, que criou em Salvador, na Bahia, a Mansão do Caminho, obra fundada para crianças órfãs e carentes, tidos por ele como seus filhos do coração.
           Entretanto, sua fidelidade doutrinária não se restringe somente ao magnífico e abençoado trabalho que realiza na Mansão do Caminho. Divaldo Pereira Franco é um dos mais abnegados divulgadores da cultura espírita no Brasil e no exterior, proferindo palestras e divulgando mensagens psicografadas. Com a publicação de mais de 250 livros, ele aborda os mais diferentes temas, transmitindo conhecimento e emoção sobre a vida. Em toda sua obra ele nos leva a ter uma visão do que podemos atingir em termos de evolução espiritual, identificando o sagrado na intimidade de cada um de nós. Seus trabalhos e suas obras escritas falam por si só.
           Diante de tudo que Divaldo Franco representa para nós espíritas, para a Bahia, para o Brasil e para o mundo, esse nosso irmão é merecedor de todas as homenagens, por cumprir sua missão de difundir a doutrina Espírita, à luz do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem medir sacrifícios.
           Ontem, Divaldo recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Humanidades, outorgado de maneira justa e legítima pela Universidade Federal do Piauí. Hoje, 24 de fevereiro, o Piauí Espírita aqui representado por 4.000 pessoas, vem prestar-lhe a sua homenagem permeada de amor, respeito e reconhecimento, agradecidos pelo muito que nos deu e nos oferece ainda hoje.
           Receba querido irmão, de todas as piauienses vibrações resplandecentes, através de nossos aplausos calorosos.
Em seguida o Octeto de Theresina interpretou de forma vibrante e envolvente o Hino do Piauí e as melodias: Hallelujah, Time to say Goodbye, Because We Believe, Unchained Melody  e Amigos para sempre.
Com os corações vibrando de amor e alegria, sentindo que a paz e a harmonia iluminavam o ambiente, foi convidado o Dr. Carlos Alberto da Silva Frias Neto, Presidente da Associação de Médicos Espíritas do Maranhão, para fazer a Prece de Abertura das atividades daquela maravilhosa noite. Ato seguinte o grupo vocal Octeto de Teresina, interpretou Ave Maria de Gounod, tocando profundamente a sensibilidade de todos.
Em seguida o cerimonialista convida para falar em nome da Federação Espírita Piauiense, seu presidente, o coronel José Lucimar de Oliveira e em nome da Associação de Médicos Espíritas do Piauí sua presidente Dra Katia Maria Marabuco de Sousa.
Após breves discursos dos presidentes é anunciado:
           Nesta noite, A FEPI e a AME-PI, representando a sociedade espírita e não espírita do Estado do Piauí, prestarão suas homenagens ao nosso ilustre confrade – Divaldo Franco, de forma singular, mas com pluralismo de fraternidade e amor.
Seguem-se as homenagens: Em nome da Academia Piauiense de Mestres Maçons, convidamos Prof. Ernani Napoleão Lima e comissão para fazer a investidura do Professor Divaldo Franco na referida academia.
Com prazer e profundo respeito, convidamos Coronel Rubens da Silva Pereira e  o Coronel  Jose Lucimar  para fazer a entrega da Medalha do Mérito da Policia Militar e o Certificado respectivamente, a Divaldo Franco.
           Convidamos a Sra. Maria de Jesus Araújo dos Santos e o Sr. Ornálio Bezerra representando o Movimento Espírita do Piauí, para fazer a entrega da placa em homenagem ao grande orador Espírita e Doutor Honoris Causa Divaldo Pereira Franco.
Ao término das homenagens o grupo vocal Octeto inicia a interpretação surpresa de Edelweiss, enquanto duas crianças , entram espalhando pétalas de rosas brancas no palco, simbolizando a delicada flor austríaca, tão especial para nosso querido Divaldo que emocionado, sorri feliz e aplaude.
Com grande expectativa o cerimonialista anunciou: Senhoras e Senhores, é com imenso prazer e com nossos corações exultando de alegria que ouviremos o nosso homenageado DIVALDO PEREIRA FRANCO, o exemplo vivo da chama da fé, do otimismo, da fraternidade e do amor cristão.
Divaldo levanta-se, é ovacionado de pé pelo grande público que comovido exclamam seu nome. Por uma hora nosso homenageado fala com alegria intercalando momentos de leveza com a profundidade dos conhecimentos que lhe é peculiar.
Ouvir Divaldo é um deleite para a alma, pois sua voz nos conduz de forma suave e magistral por horas sem cansaço, às incursões do conhecimento humano e a promessa do porvir de amor prometido pelo maior mestre de todos os tempos – Jesus de Nazaré.
Após esse grande e precioso brinde para o público presente e os internautas, Dra. Kátia Marabuco é convidada para as considerações finais da homenagem e os agradecimentos. Em seguida as considerações da beleza desta inesquecível noite de festa, encerra com o belíssimo poema de autoria de Rabindranath Tagore pela psicografia de Divaldo Franco- Lugar de, da obra Pássaros Livres que, como uma prece é uma exaltação ao Senhor.
                       Texto: Iveline Prado e Katia Marabuco
                        Fotos: Gelia & Samir Fotografia

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Registro. Doutor Honoris Causa - Divaldo Franco – Universidade Federal do Piauí - Teresina

23/02/2018.

Em uma noite memorável, o grande orador espírita Divaldo Pereira Franco recebeu a maior honraria de uma instituição de ensino superior, o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Piauí.
Divaldo com sua oratória eloquente, firme e envolvente discorreu por uma hora, de pé, com toda a desenvoltura que lhe é peculiar; encantando e emocionando às lágrimas toda uma plateia em um auditório lotado.
Diante do Conselho Universitário e do Magnífico Reitor, e de uma plateia extasiada, Divaldo discursa com naturalidade traçando uma trajetória desde os motivos que o levaram na juventude a dedicar-se ao próximo, a serviço da humanidade inspirado nos exemplos do Inolvidável Mestre Galileu- o Mestre dos Mestres, ao grande Mahatma Gandhi e a alma exemplar de Madre Teresa de Calcutá. Traça o roteiro científico mostrando o momento em que a ciência laica separa-se do jugo tacanho da religião, não a religião amor de moral profunda e elevada, mas a do atraso de pensamento que amarrava o progresso científico e fechava os horizontes do avanço intelectual humano a círculos conservadores e dogmáticos. Inúmeros cientistas e suas contribuições, datas precisas e fatos transformadores são acrescentados, incluindo a contribuição do inesquecível codificador Professor Hippolyte Denizard Rivail, que nos trouxe um edifício doutrinário que abalou os alicerces das crenças do Velho Mundo.
Em seu discurso versa magnificamente sobre a clínica do Dr Jean - Martin Charcot, o fundador da neurologia moderna, até os atuais neurocientistas. Desde o grande Isacc Newton a Albert Einstein e toda uma plêiade de notáveis homens de ciência e suas contribuições, Divaldo envolve a todos com o seu verbo brilhante, atual e progressista.
Findo o discurso comovente, o Magnífico Reitor durante sua fala, diz-se maravilhado e nada mais poderia acrescentar, e, se alguém tinha dúvidas do merecimento deste título, diante de tão extraordinário saber do nobre doutor Divaldo Franco, agora não tinha mais nenhuma dúvida.
Uma noite memorável para a Academia e para o Espiritismo.
Nossa gratidão eterna ao querido Divaldo Franco.
Texto: Dra. Kátia Marabuco
Fotos: Gelia & Samir Fotografia

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Franca, SP

17-02-2018.

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio

“A primeira ideia que uma criança precisa ter é a da diferença entre o bem e o mal e a principal função do educador é cuidar para que ela não confunda o bem com a passividade e o mal com a atividade”. Maria Montsuori.
A Fundação Educandário Pestalozzi, criada (1944) a partir do ideal da professora Maria Aparecida Novelino e de seu marido o médico Dr. Tomás Novelino ofereceu as dependências de seu ginásio esportivo para acomodar as mais de 1.200 pessoas que se reuniram para ouvir Divaldo Franco apresentar o seminário “Constelação Familiar” referenciando Bert Hellinger (1925) teólogo, filósofo, pedagogo e psicanalista alemão desenvolveu a sua abordagem de Constelação Familiar a partir das experiências com dinâmica de grupos envolvendo casais, famílias, empresas e comunidades e analisando as trocas de estímulos e respostas entre indivíduos (análise transacional). Dessas observações constatou que 80% das enfermidades humanas têm por base as dificuldades das relações familiares
O eminente pesquisador – partindo da prática (observação) para a teoria – estabeleceu três (3) ordens ou Leis de Amor:
1. Pertencimento: Todos têm o direito de pertencer, isto significa que independentemente do comportamento e ações de um indivíduo – mesmo que sejam considerados como errado, abominável, reprovável ou mesmo pecaminoso - ele continuará tendo o direito de pertencer a sua família. Esse direito prossegue mesmo que ele sofra repreensão, limitação e inclusive punição legal. O direito de Pertencer não desaparece diante da diminuição de sua credibilidade, confiabilidade e até sua proximidade perante a família suscitada pelo seu comportamento e atitudes.
2. Equilíbrio entre o Dar e o Receber: Como na física, os sistemas buscam o equilíbrio entre as trocas que ocorrem. O mesmo acontece em qualquer relação (pessoal ou comercial) quando um dá demais e recebe de menos há um desequilíbrio no relacionamento. Para que o amor de certo, é imprescindível que haja um equilíbrio entre o dar e o receber; Há uma ordem natural entre o Dar e o Receber e fluem do mais “velho” para o mais novo. Entre pais e filhos, por exemplo: Os pais dão e os filhos recebem. Os pais dão a vida e os filhos a aceitam. Os pais dão amor e os filhos o tomam em seu coração.
As dificuldades no seio familiar surgem quando essa o equilíbrio é rompido ou ocorre uma inversão no fluxo. Pais emocional ou afetivamente ausentes (embora fisicamente presentes) provocam nos filhos a “necessidade” de afastarem os pais das preocupações e torna-los felizes em suas presenças. A inversão no fluxo – os filhos dando amor – sobrecarregam os filhos. Outro exemplo é quando o pai ou a mãe – esquecido que a base da família é o casal fortalecido - abdica do papel de cônjuge e passa a dedicar-se integralmente às necessidades da prole.
A forma apropriada dos filhos retribuírem o amor recebido dos pais é passando isso adiante para as próximas gerações.
3. Hierarquia de tempo: Para Bellinger, na ordem natural das coisas, quem vem primeiro, é o mais antigo e este deve ter prioridade sobre quem vem depois, ou seja, nos sistemas familiares, os pais têm prioridades sobre os filhos. Os pais são grandes e os filhos pequenos, desse modo, retomamos a segunda lei do amor, os pais dão e os filhos recebem.
Após conceituar as bases da Terapia da Constelação Sistêmica Familiar de Bert Hellinger, Divaldo acrescenta que faltou ao notável terapeuta considera uma quarta (4ª) ordem ou Lei de Amor: A Reencarnação.
Famílias e grupos sociais há que mesmo contendo as três leis mencionadas contêm integrantes que odeiam a outro ou mutuamente entre si.
E para emoldurar esse pensamento, Divaldo narra a história de beligerância – aparentemente gratuita – que prevalecia entre uma irmã sua e o pai de ambos.
O ódio entre pai e filha era recíproco a ponto de ambos alimentarem o desejo de eliminar ao outro sem que fosse detectada a causa de tanta animosidade. Essa situação – inexplicável - perdurou por longos anos até que Divaldo em um desdobramento espiritual logrou identificar a causa que remontava a encarnações transatas do pai e da irmã.
Em épocas passadas – o agora pai – era um explorador de mulheres no comércio das sensações inferiores e entre as mulheres que ali estavam, havia uma que era sua preferida e amante – aquela que pelas leis do amor de Deus nascera-lhe agora como filha para transmutar as emoções asselvajadas e sublimar as energias instintivas em o verdadeiro amor.
Descoberta a causa, Divaldo envidou todos os esforços para equacionar as dificuldades entre um e outro. Quando o pai aproximava-se da desencarnação Divaldo instou para a irmã dar ao pai – por ela odiado – o perdão no leito de morte que aos dois felicitaria removendo o ódio e as dificuldades. Ambos – pai e filha – abraçaram-se demoradamente perdoando-se mutuamente. Ele retorna ao Plano Espiritual compreendendo a grandeza e sabedoria das Leis Divinas e ela liberando-se de injunções e constrições que lhe permitiram redirecionar os passos alterando a direção existencial.
Após essa narrativa que a todos calou profundamente, Divaldo segue conceituando e nos trazendo sugestões e orientações na condução cristã do núcleo familiar, pois a família, sem qualquer dúvida, é uma fortaleza segura para a criatura resguardar-se das agressões do mundo exterior, adquirindo os valiosos e indispensáveis recursos do amadurecimento psicológico, do conhecimento, da experiência para uma jornada feliz na sociedade.
Nem sempre compreendida, especialmente nos dias modernos, a família permanece como educandário de elevado significado para a formação da personalidade e desenvolvimento afetivo, mediante os quais se torna possível ao espírito encarnado a aquisição da felicidade.
A conduta dos genitores deve privilegiar a educação – aquela que forma caráter e estabelece valores morais e éticos – e a exemplificação, pois educar é oferecer exemplos, posto que o educando copia com mais facilidade as lições vivas que lhe são apresentadas, antes que as teorias com que é informado.
Se os exemplos no lar são repletos de amor, de respeito e de paciência, os filhos tornam-se afáveis, dignos e gentis, excetuando-se, evidentemente, os filhos portadores de transtornos de conduta.
A progenitura demanda sérios compromissos e responsabilidades que não podem ser abdicadas sem consequências.
Na constelação familiar, o amor nobre e sem sentimentalismo exagerado configura-se indispensável ao êxito da proposta educativa. É através da sua doação, que ele se multiplica e mais se desenvolve, tornando-se imbatível.
A vera e real educação necessita resgatar os valores ético-morais que foram relegados a plano secundário, elaborando a conscientização da responsabilidade do ser perante si mesmo, o seu próximo e a vida, na qual se encontra sem possibilidade de fuga.
Constitui expressivo recurso, contribuindo, para o equilíbrio de todos os membros que constituem a família o estudo do Evangelho de Jesus no lar. Reunindo-se semanalmente os familiares para conversação salutar e esclarecimento de dificuldades nos relacionamentos, configura-se saudável oportunidade para o bom desenvolvimento ético-moral, atenuando incompreensões e corrigindo dificuldades.
Os membros da Constelação Familiar, por ocasião de qualquer ocorrência trágica, mais do que nunca, devem-se apoio mútuo, entendimento recíproco, levando em consideração que alguns deles são mais frágeis emocionalmente do que outros que melhor resistem aos golpes do destino. É comum – em um processo de transferência psicológica de a própria insegurança acontecer após graves desastres, o afastamento do casal, que sempre transfere de um para o outro o que considera a culpa pela ocorrência infeliz.
“O amor é o eterno fundamento da educação”. Johann Heinrich Pestalozzi

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Uberlândia, MG

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio

Que se deve pensar dos que - recebendo a ingratidão em retribuição de benefícios que fizeram - deixam de praticar o bem para não topar com os ingratos?
Nesses, há mais egoísmo do que caridade, visto que fazer o bem, apenas para receber demonstrações de reconhecimento, é não o fazer com desinteresse, e o bem, feito desinteressadamente, é o único agradável a Deus. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita, Item 19 Benefícios pagos com a ingratidão
O Centro de Convenções de Uberlândia, Minas Gerais, acolheu em suas amplas e confortáveis instalações as cerca de 3500 pessoas para ouvirem Divaldo Franco.
Dando início à conferência espírita, Divaldo cita dados envolvendo as mortes não naturais ocorridas em 2017 no Brasil e que ceifou 115.000 vidas, vitimadas pelos acidentes viários (provocadas pela embriagues, imprudência, negligência ou imperícia) e assassinatos. Fala-nos ainda das milhões de pessoas que morrerão à fome enquanto há tanto desperdício de alimentos nas Sociedades ditas desenvolvidas.
Divaldo formula uma pergunta retórica: Qual a razão de tanta agressividade que vem acompanhando a humanidade desde seu início? Diante do Universo infinito como pode o ser humano viver preso à sua pequenez? Como pode a humanidade que vem descobrindo as maravilhas do Universo, ainda deixar preponderar a agressividade em seu comportamento?
Divaldo passa a abordar as conquistas da Ciência que permite ao ser humano deslumbrar-se com as luzes do conhecimento e dos segredos da vida, da matéria e do Universo, mas nos perdemos nas Sombras da ignorância e da agressividade.
A Ciência vem logrando obter explicações sobre as questões que de há muito nos fazíamos: O que é o Universo, qual a sua origem e como tudo isso foi construído?
Com uma habilidade primada pela simplicidade, ilustrando profundo conhecimento, Divaldo nos fala da evolução antropossociopsicológica da humanidade revelando que alimentar-se, abrigar-se e reproduzir-se compunham os instintos básicos que moviam as ações humanas.
Surge, então, a primeira emoção: o Medo que, por sua vez, gera a suspeita, a desconfiança, a ansiedade e a timidez. Logo em seguida surge a segunda emoção: a Ira a se desdobrar em raiva, ódio, o desejo de vingança. Mais um pouco e desponta a terceira emoção: o Amor, sentimento do qual Jesus é o grande expoente por divulga-lo e principalmente vivenciá-lo.
O amor é força poderosa que transforma tudo e a todos que se deixam ser por ele tocado. Nem mesmo a ingratidão tem capacidade de diminuir-lhe o poder.
Para emoldurar o conceito moral Divaldo compartilha conosco a comovedora narrativa de Francisca, humilde moradora dos Alagados na cidade de Salvador, BA e frequentadora da Mansão do Caminho.
Certa ocasião Divaldo fora chamado com urgência para atender Francisca que estava à beira da desencarnação. Lá chegando sentou-se ao lado de Francisca que reunindo suas últimas forças contou-lhe detalhes de sua vida pessoal.
Narrou que era mãe solteira pois que fora abandonada pelo venal companheiro ao tomar conhecimento da gravidez e expulsa do lar pelos pais. Essas injunções não tiveram o poder de diminuir o seu amor pelo filho, e para assisti-lo extenuava-se no trabalho de lavadeira e de vendedora de acarajé o que lhe permitiu custear todos os estudos e necessidades do filho que graças a toda a dedicação materna logrou ser aprovado no vestibular da Faculdade de Medicina, exigindo de Francisca a ampliação de seus esforços.
Sua dedicação era tanta que logrou obter – junto a um médico e habitual freguês de seu acarajé – emprego para seu filho sem identificar, contudo, que era sua mãe.
Chegara, finalmente, a data de formatura e Francisca preparara-se com esmero para aquela ocasião à qual tanto lutara e se sacrificara. Sentia que atingira o objetivo maior de sua vida. Antecipava no coração a alegria que proporcionaria ao filho ao lhe dar – na cerimônia de colação de grau – o anel de formatura.
Horas antes de seguir para o local da cerimônia seu filho a procurara no barraco e pediu à mãe que não comparecesse ao evento. Aproveitaria a ocasião para marcar o casamento com a noiva – filha única do diretor e proprietário da Clínica onde ele trabalhava – que desconhecia a existência de Francisca, informação propositalmente omitida pelo filho à futura esposa.
Francisca dissimulou o impacto emocional da ingratidão do filho e, entregando-lhe o estojo luxuoso com o anel de formatura, beijou-lhe a face dele se despedindo.
* * *
“Deveis sempre ajudar os fracos, embora saibais de antemão que os a quem fizerdes o bem não vo-lo agradecerão. Ficai certos de que, se aquele a quem prestais um serviço o esquece, Deus o levará mais em conta do que se com a sua gratidão o beneficiado vo-lo houvesse pago. Se Deus permite por vezes sejais pagos com a ingratidão, é para experimentar a vossa perseverança em praticar o bem”. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita, Item 19 Benefícios pagos com a ingratidão.
* * *
Francisca - respirando com extrema dificuldade pela iminência da desencarnação - reuniu suas derradeiras forças e segurando as mãos de Divaldo fez-lhe o derradeiro pedido. Caso o filho viesse procurá-lo, Divaldo devia dizer-lhe que ela não tinha pelo filho nenhuma mágoa ou ressentimento pelo simples fato de o amar incondicionalmente. Feito o pedido, desencarnou.
Semanas mais tarde - como previra Francisca – o filho buscara informações sobre a mãe e foi aconselhado a buscar Divaldo Franco que acompanhara as derradeiras palavras da mãe.
Com o coração em frangalhos destroçado pela culpa, o filho recebeu a notícia que veio arrefecer-lhe a angústia: A mãezinha não lhe guardava mágoa e naquele momento – nimbada de mirífica luz - apresentava-se à visão psíquica de Divaldo acariciando o seu menino a quem amava tanto.
Em pranto copioso e sentido de catarse, o filho de Francisca pediu uma oportunidade para assistir aos irmãos desvalidos trabalhando na Mansão do Caminho como médico voluntário. Tornou-se – afirma Divaldo concluindo a narrativa de Francisca, a vendedora de acarajés que a todos emocionaram – modelo de dedicação e amor ao próximo atendendo a pobreza e os desvalidos do bairro onde a mãezinha vivera.
* * *
“Ah! Meus amigos, se conhecêsseis todos os laços que prendem a vossa vida atual às vossas existências anteriores; se pudésseis apanhar num golpe de vista a imensidade das relações que ligam uns aos outros os seres, para o efeito de um progresso mútuo, admiraríeis muito mais a sabedoria e a bondade do Criador, que vos concede reviver para chegardes a Ele”. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIII Não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita, Item 19 Benefícios pagos com a ingratidão.
* * *
A psicosfera ambiente estava dominada de sentimentos superiores que a todos envolviam. Divaldo chama-nos a atenção para o amor incomensurável de Jesus pela humanidade que pagou-Lhe com a ingratidão – pela adulteração e distorção de Seus ensinamentos - o sublime sacrifício de nos trazer o caminho para a verdadeira felicidade.
Em que pese nossa renitente ingratidão, Jesus nos envia o Consolador prometido: o Espiritismo.
Doutrina abençoada e libertadora que vem enfatizar a necessidade de amar de tal forma que deixemos pegadas pelos caminhos para aqueles que vêm depois, possam dizer:
— Por aqui passou um anjo e que deixou setas luminosas apontando o porto de segurança.
Busquemos, com todas as forças do nosso ser, alcançar a plenitude através do BEM, nunca pela força, pelo amor e não pelo ódio.
Divaldo encerrou a conferência sob ovação da imensa plateia. Enquanto suas considerações repercutiam nas mentes luarizadas com suas palavras, os exemplos da nobre Francisca – invisível vendedora de acarajé – e o Poema da Gratidão fincavam profundamente suas raízes nos corações.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Registro. Divaldo Pereira Franco em Tupaciguara, MG


15-02-2018

Texto: Djair de Souza Ribeiro - Fotos: Sandra Patrocínio
A Aliança Municipal Espírita de Tupaciguara e a APAE patrocinaram a presença de Divaldo Franco naquela municipalidade para uma série de atividades.
Antes da Conferência Espírita, Divaldo Franco descerrou a placa que inaugurava o Memorial "João Custódio e Maria Clara", nas dependências da APAE. No mesmo local, Divaldo foi homenageado pelos vereadores e recebeu a placa de Cidadão Honorário tupaciguarense, em reconhecimento aos serviços prestados à comunidade.
Às margens do Mar da Galileia erguia-se uma pequena cidade, pouco maior que uma aldeia, identificada pelo nome de Cafarnaum, local onde se situava a casa de Simão Pedro e escolhida por Jesus para início de sua tarefa, por amar a doce cidade.
Suas águas eram prodigiosas e abundantes excelentes para a pesca, razão pela qual, eram disputadas pelos pescadores.
Para emoldurar e lastrear todo o aprendizado moral da conferência, Divaldo Franco se serve das anotações do Evangelista Marcos, capítulo e versículos de 1 ao 12, e utilizando todo amor, carinho e conhecimento, nos leva em uma viagem extraordinária a testemunhar os fatos ocorridos naquele dia longínquo.
Naquela manhã, a presença de Jesus em Cafarnaum repercutiu por toda a cidade que comentava as notícias das curas realizadas pelo Mestre o que resultava na aglomeração de curiosos e aflitos da região e por essa razão a humilde casa de Pedro havia sido invadida por grande número de pessoas.
O dia já ia avançado, quando um grupo tentou chegar à porta da residência carregando nos braços um conhecido paralítico da pequena cidade. Tratava-se de Natanael ben Elias, que carregava – por 25 anos – aquela paralisia incapacitante.
A massa compacta que se acotovelava diante da casa do Pescador não cedeu espaço impedindo que os amigos levassem Natanael até a presença de Jesus. Decidido, porém, a encontrar com o Mestre Nazareno, Natanael pediu aos amigos que subissem por uma escada lateral que levava à claraboia existente no alto da casa e por ali – com o uso de cordas – o baixassem ao interior da casa.
Pousando suavemente aos pés de Jesus o paralítico de Cafarnaum voltou seu olhar para Jesus, que após um ligeiro instante lhe perguntou:
— Natanael ben Elias, acreditas que eu possa te curar?
— Sim, creio.
***
Nesse ponto da Conferência, Divaldo interrompe a narrativa e complementa com informações referente a fé manifestada por Natanael ben Elias diante da pergunta de Jesus.
Divaldo nos fala a respeito de um trabalho do médico e pesquisador Dr. Bernie Siegel que adotou a técnica das 4 fés para auxiliar pacientes com doenças consideradas terminais:
1. A fé em Deus. Aquele que crê em Deus logra encontrar o apoio psicológico e o estímulo para suportar as dores e dificuldades da terapia como a quimio ou radioterapia.
2. A fé no Médico: Por razões óbvias se o paciente não confia no médico, duvidara igualmente da terapia ou da técnica que ele utiliza. Psicologicamente analisando esta postura é o inconsciente do paciente colidindo com o seu consciente.
3. A fé na Terapia: É a certeza de que a terapia lhe fará bem e passará a contribuir favoravelmente. Jesus sempre que atendia aos doentes que lhe procuravam para obter o “milagre” da cura era questionado pelo Rabi Nazareno: - Tu crês que eu te possa curar? Assim agindo tinha início a aplicação de uma “egoterapêutica” pois se eu tenho certeza de que o que desejo acontecerá, eu já começo a trabalhar para que isso ocorra.
Tudo começa na mente, para depois se transformar em verbalização e posteriormente em ação
4. A fé em si mesmo: Eu vou curar-me! Eu estou canceroso, mas não sou canceroso, pois quem É (algo ou alguma coisa) não vê alternativa ou saída. Já aquele que ESTÁ enfrenta uma situação transitória e temporária.
Divaldo acrescenta uma 5º Fé. A crença nos Espíritos médicos que estão no além como o Dr. Bezerra de Menezes.
Logo após essa esclarecedora digressão Divaldo segue com a narrativa do encontro entre Jesus e Natanael.
***
Atônito por ter sido chamado pelo nome pois que nunca houvera tido contato com Jesus antes – perguntou-Lhe:
— Como sabes o meu nome? Conheces-me?
E a resposta do Mestre não foi de toda compreendida por Natanael.
— Eu te conheço desde há muito, pois sou o bom Pastor que conhecer uma a uma as ovelhas que Deus me confiou.
Em seguida de forma doce, mas imperativa Jesus ordenou:
— Ergue-te. Pegue tua cama e retorna à tua casa.
Com o coração descompassado de ansiedade, Natanael ergueu-se e extravasou todo seu contentamento gritando ao descobrir-se livre da paralisia que tanta amargura havia lhe trazido e, ainda, sob o impacto emocional deixou o lar de Simão Pedro sem reflexionar no que houvera lhe sucedido.
Nem bem Natanael afastara-se e ouviu-se a súplica de uma mãe trazendo nos braços uma menina de 8 anos cega, pedindo ao Mestre Jesus que lhe devolvesse a visão. Tomado de compaixão Jesus impôs Suas mãos e a menina passou a ver abandonando a escuridão que fora sua companheira desde o nascimento.
Em seguida outro doente clamou por socorro à saúde debilitada e mais outro e ainda mais um num cortejo interminável de súplicas atendidas pela misericórdia e compaixão típicos de um Amor incondicional.
O sol que se punha no horizonte veio lançar suas derradeiras luzes sobre Jesus que buscara recomposição das forças junto da beira do lago. Pedro aproximando-se constatou que Jesus chorava silenciosamente e imaginando que aquelas lágrimas eram de alegria pelas maravilhas realizadas o humilde Pescador questionou o Mestre se aquele pranto era de felicidade.
— Não são lágrimas de felicidade. Choro, mas de tristeza – respondeu Jesus – pois muitos daqueles que curei retornaram aos vícios anteriores, e assim, em breve período voltarão às angustias conhecidas. Próximo dali Natanael ben Elias - junto dos amigos e de mulheres equivocadas que os cercavam – comemorava a cura da paralisia embriagando os sentidos de sensações e prazeres.
— Não vim para curar corpos mutilados pela própria incúria do doente, mas para curar almas. Minha proposta – continuou Jesus a Pedro – é de oferecer o caminho para que a criatura que decidir trilhá-lo não mais adoeça.
As doenças – segue Divaldo completando a abordagem moral – não são castigos divinos ou acidentes fortuitos do acaso, mas, ao contrário são os meios pelos quais se serve a Divindade para educar o Espírito rebelde e contraventor das leis divinas com o objetivo de reeducação, para que não tornemos a cometer os mesmos desvarios.
Trata-se de um método eficaz, mesmo que aparentemente severo, mas que uma vez aprendida a lição liberta o Espírito das injunções mais infelizes, devolvendo-o ao carreiro de sua evolução, agora mais consciente.
E para exemplificar essas considerações consoladoras, Divaldo compartilha conosco mais uma de suas inolvidáveis vivências, relatando a história de uma paupérrima mulher frequentadora assídua da Mansão do Caminho que apresentava dificuldades de compreensão e outras físicas além de não possuir dentes na boca.
Julia – era esse o seu nome - compunha uma figura que gerava uma quase automática repulsa para aqueles que veem somente o corpo físico.
Os maus tratos da vida devido a sua condição socioeconômica acabaram produzindo a sua desencarnação. Após providenciar o necessário para o sepultamento do cadáver e obedecido o intervalo de tempo exigido, o corpo sem vida de Julia foi levado à sepultura e no exato instante que a urna funerária baixava na cova, Divaldo viu um Espírito belo sem as marcas de quaisquer limitações se desprender dos despojos mortais e surgir diante da sua visão psíquica.
Trajava-se como uma dama da corte espanhola do Século XVI e dirigindo-se a ele disse em perfeito espanhol:
— Hola Divaldo. Soy yo, Julia (Olá tio Divaldo sou eu Júlia).
Menos de 20 horas após sua desencarnação, Julia voltava, fisicamente harmoniosa e o mais importante com os valores morais reformulados e agora respeitadora das Leis Divinas.
Julia – completa Divaldo – fora uma ativa participante da Inquisição espanhola descobrindo e delatando judeus – somente os ricos - para poder ficar com parte da fortuna dos mesmos.
Enternecendo os corações dos presentes Divaldo narra que na estrada que o trazia até Tupaciguara apareceu-lhe o Espírito de João Custódio Machado sem as manifestações físicas que lhe caracterizaram o corpo encarnado, mas que não foi capaz de incapacitá-lo ao trabalho de socorro ao próximo e à caridade.
Enfatizando que devemos pedir a Deus e aos Bons Espíritos que nos de força para suportar nossas dificuldades com resignação – sem revolta – e agradecer pela oportunidade de resgatarmos nossos equívocos passados.
Enfatizando a necessidade da gratidão Divaldo encerra a conferência com o poema da Gratidão de autoria do Espírito Amélia Rodrigues.