quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A convivência com Divaldo em Araçatuba

Antonio Cesar Perri de Carvalho


Conhecemos Divaldo Pereira Franco por ocasião de sua palestra na XV Concentração de Mocidades Espíritas do Brasil Central e Estado de São Paulo (COMBESP), efetivada em abril de 1962, em Araçatuba (SP). Na oportunidade, ele também visitou a Instituição “Nosso Lar”, na época recém fundada por familiares nossos. Nos anos imediatos, encontramo-nos em palestras na I Confraternização de Mocidades e Juventudes Espíritas do Brasil (COMJEB), realizada em abril de 1965, em Marília (SP). Inclusive temos livro com autógrafo desta última oportunidade; no C.E. Bezerra de Menezes (Araçatuba) – coincidentemente dia de nosso aniversário, em 1965 -, e na cidade de Lins. Seguiram-se outros encontros: em eventos jovens, como a 1ª. COMJESP (Ribeirão Preto, 1967), palestras em cidades do interior paulista, e em Araçatuba (1970). À essa época, já mantínhamos correspondência com Divaldo e recebíamos os folhetos impressos pela Mansão do Caminho contendo mensagens psicografadas.

A partir desse período, Divaldo foi nosso convidado para participação em vários eventos do movimento espírita de Araçatuba, a 16ª. COMENOESP (1973), Semanas e Mês Espírita. Desde 1972 passamos a organizar os roteiros de Divaldo pela região de Araçatuba, incluindo palestras desde Penápolis até a então nova cidade de Ilha Solteira, e, numa das vezes, chegando a Três Lagoas (MT). Essa atuação era feita porque além de amigo do conferencista, entre 1971 e 1986 éramos dirigente do órgão da USE local (UMEA e UNIMEA). Divaldo passou a ser hóspede de nossa genitora – Bebé – e nosso também, após nosso casamento. Durante 30 anos juntamente com nossa genitora, fomos anfitriães de Divaldo. Minha esposa Célia e a genitora Bebé sempre se esmeraram na recepção ao Divaldo e visitantes. Nossos filhos nasceram e cresceram acostumados com a visita do “tio”. Foram momentos proveitosos, alegres e fraternos, estes em que Divaldo tinha disponibilidade de atender à região. Nos dois lares citados sempre havia uma refeição com convites para os dirigentes e amigos da cidade, reunindo grande número de participantes e bate-papos informais.

Outro fato é que, em várias visitas de Divaldo, houve momento de prece conjunta em nossos lares – também com presença de convidados -, momentos em que o médium psicografou mensagens de Benedita Fernandes e de nosso tio Lourival Perri Chefaly. Nossos livros “Dama da Caridade” (1982) e “Em Louvor à Vida” (em parceria com Divaldo, edição LEAL, 1987) incluem algumas destas psicografias. Outra obra que surgiu desse período foi “Repositórios de Sabedoria” (Vol. I e II, edição LEAL, 1980), coletânea de pensamentos de Joanna de Ângelis, extraídos das primeiras obras da Autora Espiritual, e que elaboramos em forma de abecedário.

Em todas as visitas de Divaldo organizávamos alguma entrevista com os dirigentes locais e/ou com a imprensa (rádios, jornais e TV). Estas foram transformadas em publicações que fizemos nos jornais de Araçatuba, onde mantínhamos “coluna espírita”, como Tribuna da Noroeste, A Comarca e Folha da Região, e também em periódicos espíritas, como O Clarim, Revista Internacional de Espiritismo, Unificação, Anuário Espírita e Presença Espírita.

Várias dessas publicações foram reunidas em “Divaldo em Araçatuba”, coletânea que elaboramos por ocasião da solenidade em que Divaldo recebeu o título de “Cidadão Honorário” de Araçatuba, em 1984, evento que atuamos na organização juntamente com a Edilidade local.

Além das ações em Araçatuba, com freqüência estávamos presentes em eventos com Divaldo em cidades paulistas, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Neste, em momentos de encontros conjuntos com Chico Xavier.

Com nossa mudança, por razão profissional, para a cidade de São Paulo no ano de 1989, e, mais tarde, para Brasília, Divaldo voltou a ser hospedado por nossa genitora até sua visita de 2001, ano próximo à desencarnação dela. Mesmo assim, voltávamos a Araçatuba, para acompanhar os eventos com atuação de Divaldo. A convivência com Divaldo em Araçatuba foram momentos significativos, proveitosos, de boas recordações e bem aproveitados para a difusão do Espiritismo!

(O autor foi um dos fundadores da Mocidade Espírita Irma Ragazzi Martins e do C.E. Luz e Fraternidade, em Araçatuba, presidente da União Municipal Espírita e da União Intermunicipal Espírita de Araçatuba, presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, e é diretor do Conselho Espírita Internacional e da Federação Espírita Brasileira, onde exerce a função de secretário geral do Conselho Federativo Nacional da FEB).

Divaldo Pereira Franco

Centro Espírita “Bezerra de Menezes”

Araçatuba, SP, 1965

Divaldo Pereira Franco. Palestra Instituto de Educação Manoel Bento da Cruz, Araçatuba, em 1972. Na foto: César Perri, Divaldo P. Franco e Rolando Perri Cefaly


Divaldo com familiares de César Perri. Na foto: Paulo, César e Célia, Lourival, Suzi, Divaldo, Rolando, Rodolfo, Josefina (Bebé)

Divaldo numa entrevista com os jovens por ocasião de sua participação na COMENOESP no ano de 1973

Divaldo Pereira Franco em palestra no C.E. Luz e Fraternidade em 1973. Ao fundo César e Rolando Perri Cefaly

Divaldo P. Franco no C.E. Luz e Fraternidade em 1981. Na foto César, Divaldo, Rolando e o repórter Luiz Carlos Dini

César Perri (E) ao lado de Divaldo Pereira Franco que psicografa mensagem na casa de d. Bebé no ano de 1981

Divaldo sendo entrevistado na A.E. Varas da Videira, Araçatuba, SP, no ano de 1983

Divaldo Pereira Franco recebe titulo de cidadão araçatubense no ano de 1984

César Perri (C), entrega opúsculo a Divaldo P. Franco (E) quando Divaldo recebia o titulo de cidadão araçatubense, em 1984. Na época presidia a Câmara Valdir Nascimbene (D)

Divaldo Pereira Franco sendo entrevistado no G.E. Pagan (atual G.E. da Fraternidade), em Araçatuba, SP, em 1985

Divaldo P. Franco (D) com César Perri no lançamento do livro “Em Louvor à Vida” no Araçatuba Clube, em 1987

Divaldo P. Franco no Araçatuba Clube onde proferiu palestra pública. Foto: Maria Luzia A. Rosa, Alderney Galetti, César Perri, a Prefeita Germinia D. Venturolli e Divaldo P. Franco

Divaldo P. Franco em visita ao Hospital Benedita Fernandes, em Araçatuba, SP, no ano de 1998


Dona Bebé e Divaldo P. Franco. Araçatuba, SP, 2001

Divaldo Pereira Franco sendo entrevistado na casa de

Dona Bebé no ano de 2001

Decreto Legislativo que concedeu o titulo de Cidadão Araçatubense

para Divaldo Pereira Franco publicado no jornal A Comarca

Matéria publicada no jornal Folha da Região alusiva à entrega do titulo de

Cidadão Araçatubense para Divaldo Pereira Franco,


As fotos utilizadas neste trabalho são do acervo particular de Antonio César Perri de Carvalho e sua utilização em outras publicações só com sua autorização expressa.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Divaldo Pereira Franco em Cartagena, Colômbia

(Texto e fotos recebidos de Alvaro Velez Pareja)

Tal como había sido programado y divulgado, se realizó la visita de Divaldo P. Franco a la ciudad de Cartagena, Colombia, durante la gira del orador y médium espírita brasileño por el país, del 5 al 9 de enero pasado. El 9 de enero estuvo en Cartagena inicialmente visitando a la Sociedad Espiritista de Cartagena SEC, en su nueva sede, donde dictó la conferencia “Superación de los Conflictos Existenciales” ante una audiencia de 120 personas; seguidamente hizo un recorrido por las dependencias de la institución, deseando a sus directivos y miembros mayores progresos basados en la fraternidad y la solidaridad entre todos. Esta visita concluyó con un almuerzo de confraternización en medio de un clima ameno. En horas de la tarde visitó el Centro de Estudios Espíritas Juana de Ángelis donde, ante un numeroso público dictó la conferencia “Juana de Ángelis: Transformadora de Almas”.

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Conferencia de Divaldo P. Franco en la Sociedad Espiritista de Cartagena.

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Divaldo acompañado de Jorge Berrio (al fondo), presidente de CONFECOL.

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Álvaro Arguello, vicepresidente de la SEC, Divaldo P. Franco y Jorge Berrío.

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Público asistente a la conferencia de Divaldo P. Franco en la SEC.

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Divaldo con Miriam Estrada de Valle y Carmen Cardona.

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Divaldo habla vía telefónica con la Presidente de la SEC, Alexis Bohórquez, quien se encontraba

de viaje en Bogotá. Aquí lo vemos con Miriam de Valle, Adriana Vélez y Milcíades Lezcano.

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Divaldo P. Franco y Álvaro Vélez Pareja.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Bahia Espírita

PUBLICAÇÃO DO ANUÁRIO ESPIRITA, 1968,

IDE, ARARAS, SP PAGINAS 141 A 144

MATÉRIA ASSINADA POR NILSON DE S. PEREIRA

Palestra com lançamento de livro por Divaldo Pereira Franco. São Paulo, SP

Dona Guiomar Albanesi e Divaldo Pereira Franco

O evento com o Centro Espírita Perseverança lotado ocorreu na noite desta quarta-feira 4/1/2011. Na oportunidade Divaldo lançou o livro “Liberta-te do Mal”, ditado pelo espírito Joanna de Angelis e por ele psicografado. Já na noite desta quinta-feira, 5, Divaldo iniciou seu roteiro na Colômbia proferindo palestra na capital Bogotá.






quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Artigos - Roosevelt Andolphato Tiago

Divaldo – a excelência da comunicação espírita

Divaldo – a excelência da comunicação espírita

Roosevelt Andolphato Tiago

www.roosevelt.net.br

A mensagem espírita é majestosa por natureza, no entanto, no verbo de alguns oradores ela cresce e ganha maior propriedade. Existe hoje uma infinidade de palestrantes que se dedicam a comunicação espírita, porém a maioria identifica a capacidade única de Divaldo Franco, seja pela beleza que ele emprega a palavra ou pela imbatível pronuncia e riqueza de vocabulário.

Durante algum tempo, limitávamos a dizer que para a palestra bastava boa vontade e conhecimento espírita, mas depois das apresentações deste grande orador, ficou claro que a busca de falar cada vez melhor é uma necessidade inerente aos que querem ser verdadeiramente úteis na divulgação da mensagem dos espíritos.

As parábolas do evangelho são ditas infinitas vezes, mas no verbo de alguns oradores elas ganham a propriedade de nos penetrar e promover reflexões íntimas, que produzem mudanças comportamentais e que verdadeiramente, é o que importa.

Divaldo Franco é um espelho a refletir a busca da excelência, o impulso de melhorar sempre, que deve nortear todo orador disposto a vencer as próprias limitações da fala e da expressão, para ser um instrumento cada vez mais útil e melhor.

Ninguém como ele consegue falar da Doutrina Espírita com tanta elegância e adicionando a ela a profundidade de conteúdo que naturalmente seu estudo pode extrair. Pelos serviços prestados ao espiritismo e pelo estímulo aos oradores de toda parte, receba minha manifestação de respeito e admiração.

Divaldo Pereira Franco. Conferência do centenário de O Livro dos Espíritos. Salvador, BA, 18/4/1957

Público presente à conferência de Divaldo Pereira Franco no centenário de O Livro dos Espíritos. Salvador, BA, 18/4/1957

Os dois livros com maior conteúdo científico da história da literatura mediúnica

Texto publicado originalmente na RIE -

Revista Internacional de Espiritismo,

Editora O Clarim. Janeiro 2012

Washington L. Nogueira Fernandes

washingtonfernandes@terra.com.br

A admirável obra Evolução em Dois Mundos, do Espírito André Luiz, 1958, Ed. FEB/RJ, psicografada pelos médiuns mineiros Chico Xavier (1910-2002) e Waldo Vieira (1932- ) é considerada dos livros mediúnicos com maior conteúdo científico de todos os tempos, e que até ensejou a obra Elucidário de Evolução em Dois Mundos, José Marques Mesquita, Ed. Culturesp, SP, 1984; esse citado livro rastreou todas as citações científicas do livro do Espírito André Luiz Sabe-se que André Luiz foi médico no Brasil na sua última encarnação (mas sua identidade ainda é cercada por controvérsias). A outra obra que destacamos é À Luz do Espiritismo, do Espírito Manoel Vianna de Carvalho, 1983, Ed. LEAL/BA. Vianna viveu de 1874 a 1926, nascido em Icó/CE, foi engenheiro militar e face às atividades profissionais viajou por todo o Brasil, possibilitando fundar vários núcleos espíritas, em muitas cidades e Estados brasileiros. Ele ditou ao médium baiano Divaldo Franco (1927- ) seis obras mediúnicas. As obras Evolução em Dois Mundos, do Espírito André Luiz, e À Luz do Espiritismo, do Espírito Vianna de Carvalho, representam os dois livros mediúnicos com maior conteúdo científico na história da Literatura Mediúnica. E cada qual tem sua importante peculiaridade. Na obra do Espírito André Luiz verdadeiras profecias científicas foram apresentadas, algumas que ainda estão sendo descobertas, e sendo gradativamente melhor compreendidas pela ciência (algo nunca ocorrido antes na literatura espírita); além dos admiráveis mecanismos descritivos da estrutura científica da vida, foram feitas sutis tentativas para explicar os mecanismos de funcionamento das Leis Espirituais, como jamais fôra entrevisto ou tentado. Por seu turno, a obra do Espírito Vianna é incomparavelmente a mais enciclopédica até hoje publicada (mediúnica), e que apresentou catorze diferentes temáticas culturais, totalizando 1464 citações antropológicas.

EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS, ANDRÉ LUIZ

Nesse livro mediúnico constaram 1080 citações culturais, especificamente nas áreas da Medicina, Biologia - Humana e Vegetal-, com respectivos desdobramentos e implicações (patologias, Anatomia, fisiologia, e também Zoologia etc). O Espírito André Luiz ditou outros quinze livros mediúnicos, onde só outros dois possuem conteúdo mais científico (Mecanismos da Mediunidade e Nos Domínios da Mediunidade, e com outros temas), mas com bem menos citações; os outros livros do Espírito André Luiz são histórias descritivas da vida espiritual ou de conteúdo evangélico. Citações de outras temáticas - como Geográficas, Bíblicas, Históricas, Religiosas, Onomásticas etc -, não foram incluídas no livro Elucidário de Evolução em Dois Mundos, de José Marques Mesquita, pois este não era o objetivo da obra, além do que elas foram só esporádicas (pouco mais de uma dezena no total).

À LUZ DO ESPIRITISMO, VIANNA DE CARVALHO

As 1464 citações culturais-históricas* tiveram 14 diferentes Temáticas: Fatos Históricos (559), Onomástico (lista de nomes conhecidos: Presidentes, Imperadores, Imperatriz, Reis, Princesas, religiosos, Faraós, Cientistas, Prêmios Nobel, médiuns, filósofos, heróis épicos antigos, dramaturgos, diplomatas, Bispos, generais, escritores, químicos, poetas, profetas, matemáticos, físicos, ocultista, navegador, psicólogos, astrônomos, economistas, militares, médicos, religiosos, Papa, teólogos, geógrafos, estadistas) (296), Científicas (210), Topônimas (Geográficas - Antiga e Moderna: Países, Aldeias, Cidades, Cidades-Arqueológicas, Províncias, Territórios, Vilarejos, Continentes, Cordilheira, Oceanos, Península, Naturalidade, Sítios Arqueológicos, Civilizações Pré-Mesoamericana e Outros Acidentes Geográficos) (91), Frases históricas (67), Bíblia (49), Teológicas e Religiosas (45), Literárias (33), Fatos Filosóficos (31), Citações de Locais Históricos, Acadêmicos, Religiosos, Edificações Culturais (29), Livros (25), Mitologia (12), Datas (10), em Outros Idiomas (7). A pluralidade de desdobramentos temáticos ocorreu também na área das Ciências exatas e biológicas, nas obras do Espírito Vianna de Carvalho (como Astronomia, Física, Matemática, Biologia etc); aliás, todas as obras do Espírito Vianna através de Divaldo têm muitas citações culturais, muitas vezes com outras temáticas.

Portanto, concluímos que o livro À Luz do Espiritismo apresentou quase 50% mais citações antropológicas (politemáticas) do que a mais reconhecida obra mediúnica, Evolução em Dois Mundos (1464 naquela, contra 1080 nesta); enfatizando que esta obra do Espírito André Luiz se constitui na mais incomparável até hoje publicada, na sua estrutura e proposta.

Enfim, o que mais interessa é reconhecer a grande riqueza cultural da Doutrina Espírita, a benefício dos próprios espíritas...

* Quem tiver interesse em tomar conhecimento da discriminação das citações no livro do Espírito Vianna de Carvalho é só escrever para o autor deste artigo que ele as enviará com o maior prazer...

(Texto recebido em email de Washington Fernandes)

Foto histórica no Grupo Espírita da Prece, Uberaba, MG, em outubro de 1977.

Divaldo Pereira Franco em primeiro plano de camisa listrada e Chico Xavier

na cabeceira psicografam ao mesmo tempo. Foto do Reformador, FEB,

12/ 1977, Escaneada por Leopoldo Zanardi e Rafael A. Franqueira, Bauru, SP

Fotos: Chico Xavier (Arquivo Geraldo Leão)

Divaldo Pereira Franco (Arquivo Ismael Gobbo)

Imagem: André Luiz: http://wwwmediuns.blogspot.com/2011/02/andre-luiz.html

Foto: Viana de Carvalho (Arquivo Washington Fernandes)


A FEB visita o ICE e a FEERJ- SC

Publicação da revista Reformador, FEB,

agosto 1976, página 231

(MATÉRIA ESCANEADA E ENVIADA POR EMAIL PELOS AMIGOS COLABORADORES LEOPOLDO ZANARDI E Rafael A. Franqueira (Bauru, SP)

Jesus

"E eu, quando for levantado da terra,

todos atrairei a mim". João 12:32

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Enquando fulguravam em ouro os raios do astro-rei, banhando a Natureza de incomparável festa de luz, foram pronunciadas as últimas palavras, ditas as instruções finais e significativas, e delineadas as rotas para as tarefas do futuro. Nimbado por indefinível claridade, Ele ascendeu lentamente, ante a explosão de lágrimas dos companheiros e as esperanças de redenção pelo trabalho no porvir.

A montanha, na Betânia, diminuía, os horizontes do mundo se ampliavam e os Seus olhos banhavam de ternura o fecundo campo de trabalho, onde as flores do amor deveriam desabrochar, através dos tempos, sob Sua inspiração.

Convivera entre aquelas gentes simples estabelecendo as bases da edificação fraterna para os espíritos.

Apagara-se para ministrar humildade e descera para melhor servir.

Dispensara intermediários nos seus planos e viera, Ele mesmo, participar dos mínimos preparativos, demorando-se cada dia e a todo instante, no mais acendrado desvelo, de modo a infundir pelo exemplo, as lições firmes do dever e da abnegação.

Prevendo as consequências políticas, sociais e espirituais da Sua mensagem na História dos tempos, podia divisar, desde já, as legiões dos que se deixariam sacrificar e seviciar, permanecendo fiéis aos postulados da Verdade até à morte infamante...

Assim pensando, o Rabi se inundou de inusitada alegria.

Os conquistadores preparavam soldados e mercenários, infundindo terror e utilizavam-se das estratégias bélicas, estabelecidas pela impiedade, pela espionagem, pela traição. Combatiam corpos, espoliavam cidade, esmagavam as aspirações dos povos enfraquecidos...

Ele chegara anônimo e partia espezinhado. Legara, porém, aos que ficaram confiantes, a armadura da paciência, as armas do amor e a estratégia do bem incessante e infatigável...

O campo, talvez ficasse muitas vezes juncado de cadáveres... cadáveres dos seus legionários que se dariam ao sacrifício, mas que jamais sacrificariam outrem.

Oferecera-lhes os instrumentos desconhecidos, até então, da concórdia e da mansidão, e inaugurara um estranho e singular modo de combater: o combate da não-violência.

Para Ele, por essa razão, no entanto, aparentemente não houve lugar... Todavia, das lições vivas e incorruptíveis do Seu amor brotaram bênçãos e o punhado de Espíritos revestidos pelas vestes carnais que ficavam na retaguarda, paulatinamente, alcançariam os altos e inamovíveis objetivos a conquistar logo mais.

Eram singelo pólen, que, entretanto, fecundaria a humanidade inteira, vencendo as distâncias e os tempos.

No infinito das horas, chegaria o momento da comunhão final com os amados e o triunfo total sobre as misérias que convulsionavam as mentes e os corações.

Recordou-se daqueles homens e mulheres arrancados dos seus quefazeres diários para a incomparável jornada do socorro fraternal. Nem eles mesmos se aperceberam da significação profunda do "abandonar tudo e segui-lO".

Acarinharam, meses a fio, estranhas e ingênuas esperanças; lutaram entre si disputando primazia, sonharam quiméricos triunfos, aspiraram a honrarias banais... Agora, lentamente, aclaradas as interrogações que perturbavam a faculdade de raciocinar e nublavam os seus sentimentos vacilantes, podiam pressentir a elevada responsabilidade de que se encontravam, por fim, investidos.

Sairiam pela terra, qual discreto perfume de poderosa impregnação e, por onde passassem, sem o perceberem, deixariam sinais inapagáveis.

Escolhera-os, de diversas procedências, corações comprometidos com os vários misteres do dia a dia.

A uma mulher habituada aos coxins de seda e à sedução, oferecera valor e forças para, renovada, ser exemplo vivo da vitória do espírito sobre a carne putrescível.

Tocara jactancioso "doutor da Lei", ensejando-lhe penetração profunda no complexo mecanismo dos renascimentos purificadores.

Acenara a um administrador fiel as esperanças do Reino, restituindo-lhe a filha enferma, em eloquente atestado sobre o valor da saúde espiritual...

Confundira com o verbo simples e as atitude desataviadas, os hipócritas e mentirosos, os enganadores eos que se compraziam na malversação dos valores de toda natureza.

Os amigos, íntimos comensais de toda hora, escolhera-os entre as funções modestas do povo, adestrando-os em regime de austera disciplina e incessante afeição para as lutas intermináveis da dedicação sem limite...

Sabia que a Sua voz, eles a levariam cantando, suarentos e trôpegos, mas resolutos e conscientes, a todos os espíritos lenindo as terríveis ulcerações que minavam o organismo da humanidade.

As mãos da cupidez e da criminalidade se levantariam, todas as torpezas seriam arregimentadas, a mais infames armas seria utilizadas contra, enquanto eles ficariam fiéias ao Seu testemunho, percorrendo a Terra.

Podia vislumbrar as labaredas e as cruzes, os animais e os gládios, as crueldades ímpares e as perseguições implacáveis que movimentariam contra eles, sem lhes diminuírem o ânimo nem lhes quebrantarem a coragem, pois que se sustentavam na Igreja da Revelação assentada na rocha da Verdade, com a argamassa do Seu sangue e o selo da Sua ressurreição, ficando reservado ao futuro o resultado do Seu exílio por amor...

O cordeiro confraternizaria com o lobo e o joio cederia lugar ao trigo, enflorescendo a gleba humana com as bênçãos da paz integral.

"Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens" - entoavam as vozes angélicas, saudando o Rei Excelso que chegava ao sólio do Altíssimo.

O Divino Amigo, além da esfera de sombras em que ficaram os homens embrulhados em paixões e ansiedades, com o espírito tímido de confiança, abriu os braços e todo harmonia balbuciou, pensando naqueles que O seguiriam através dos tempos:
"Pai Nosso, que estais no Céu"..., retornando ao seio dAquele que O enviou, sem se apartar, porém, dos lutadores da retaguarda terrena, até a "consumação dos evos".
* * *
Desde então, o sofrimento e a dor encontraram amparo em débeis mãos que se fortalecem ao contato do trabalho cristão.

Por onde passe a hidra da guerra, semeando cadáveres e destruição, seguem empós, corações abnegados, atendendo à viuvez, à orfandade, ao abandono e à miséria.

Não mais a impiedade se instalou na Terra nem a perseguição conseguiu pleno triunfo.

Em toda parte Ele tem estado presente e o simples enunciado do Seu nome é vigoroso estímulo para a liberdade e a paz do espírito.

Não triunfando no mundo, Jesus venceu todas as vicissitudes e estabeleceu as balizas do Novo Mundo da Humanidade Feliz, em cuja construção estamos unidos todos nós, desencarnados e encarnados, no exercício da aprendizam e vivência evangélica.

AMÉLIA RODRIGUES

(Do livro "Primícias do Reino", psicografia de Divaldo Franco)

(Texto da Internet: http://jornalespiritamontecarmelo.blogspot.com/2011_04_01_archive.html)

Descrição: Ficheiro:Wga Garofalo Ascension of Christ.jpg

Ascensão de Cristo por Garofalo

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Wga_Garofalo_Ascension_of_Christ.jpg

Descrição: C:\email\24-12-2011_arquivos\image016.jpg

Jerusalém, Israel. Foto Ismael Gobbo

Divaldo Pereira Franco recebe Medalha do Mérito e Diploma do MP Baiano. Salvador, BA

Texto de Miriam Theisen e fotos de Jorge Moehlecke

Divaldo com a Medalha do Mérito e o Diploma concedidos pelo MP da Bahia

No dia 19 de dezembro, Salvador, Bahia, Brasil...

Em reunião especializada na sede do Ministério Público da Bahia comandada pelo Chanceler Procurador Geral da Justiça Dr. Wellington César Lima e Silva, Divaldo Franco recebeu nesta manhã a Medalha do Mérito pelos serviços prestados à comunidade baiana e brasileira. O seu nome, quando foi indicado, recebeu unanimidade de votos do Egrégio Colégio de Procuradores do Estado da Bahia. No ato da entrega da Medalha e do respectivo diploma, estavam presentes todos os Procuradores e outras autoridades do Ministério Público do Estado da Bahia.

Ao meio dia, em entrevista a TV Jornal Bahia, repetidora da Globo, Divaldo enfatizou a importância da Cultura da Paz.

À noite, a Praça do Campo Grande estava iluminada... É o 14o Movimento Você e a Paz, expandindo a mensagem de Jesus, “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.”

O talento de Nando Cordel, irradiando alegria, entusiasmou o público presente com cantos. Em seguida, aconteceu a cerimônia de entrega do troféu Você e a Paz, instituído pela Mansão do Caminho, em gratidão as personalidades que se destacaram por trabalhos em prol da Humanidade. Oradores elucidaram a necessidade de preservar a Paz Universal.

O Idealizador do Movimento, Divaldo Pereira Franco, destacou a Lei do Amor, a alegria de viver para conquistar a Paz interior, que é condição essencial para a Felicidade.

Encerrando, com “A Canção Pela Paz”, de Nando Cordel.

Vídeo, entrega da Medalha a Divaldo Franco

http://youtu.be/T7bffRsIq3I

Abraços,

Jorge Moehlecke

(Texto e fotos recebidos de Jorge Moehlecke)

Divaldo na entrevista ao TV Jornal Bahia



14º. Movimento “Você e Paz” na Praça do Campo Grande, Salvador, BA

14º. Movimento “Você e Paz” na Praça do Campo Grande, Salvador, BA

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Texto contido no livro O Paulo de Tarso dos Nossos Dias



explicando este despretensioso livro:

ESPIRITISMO PARA TODO O SEMPRE!

(ESTUDANDO COM O INIMIGO)

Diz-nos Joanna de Ângelis, no livro organizado pelos confrades Miguel e Therezinha Sardano, com o sugestivo título S.O.S. FAMÍLIA: ”A transformação do lar em célula viva do Cristianismo operante constitui labor impostergável... Acende o sol do Evangelho em casa, reúne-te com os teus para orar e jamais triunfarão trevas em teu lar, em tua família, em teu coração”.

Outro dia, uma senhora bem jovem ainda, questionou-me o porquê dos jovens não se sentirem estimulados, incentivados, a militarem na Doutrina Espírita. A opinião era dela. Seus três filhos não frequentam as hostes dedicadas ao Espiritismo. Disse-lhe que na minha acanhada opinião, nós, os pais espíritas levávamos nossas crianças e jovens à natação, aos cursos de informática, aos cursos de línguas estrangeiras mesmo que eles não estivessem muito propensos a esses estudos complementares...Mas, para as aulas de evangelho, ou para as mocidades espíritas eles só iriam se poracaso assim o desejassem. Logo, se problema algum havia, seria com os pais, não com os jovens. Esses moços estariam lendo a Codificação? Estudavam-na? Passei a lembrar que jovem ainda embalara-me na doce canção que a Doutrina Espírita representa para mim, através de um jovem marido e de um também jovem orador espírita que soubera com suas palavras arrebatadoras e com exemplos, carrear a mim e a tantos outros para a Codificação. Logo, o problema seria falta de exemplos? Talvez...Contei-lhe:

Ao me casar, em 1963, quando arrumava nossos pertences na nova morada, encontrei alguns livros espíritas, que pertenciam ao meu marido, espírita convicto. Coloquei-os, então numa pequena prateleira, num quartinho-despensa nos fundos da nossa residência para que não atrapalhassem os belos exemplares encadernados de nossa estante de jacarandá. O tempo foi passando...

Outono de 1965. Anunciava-se, à tarde uma greve de ônibus. Estávamos num dos núcleos da Universidade do Brasil, atual U.F.R.J., no centro da cidade, na Esplanada do Castelo. Como voltar para casa? Então, minha amiga, Jurema Miranda, filha do Gal. Gothardo Miranda, incansável trabalhador da seara espírita, convidou-me a ficar em casa de sua avó, por algumas horas, até tudo se normalizar. Aceitei com prazer a oferta gentil. Fomos andando a pé do centro da cidade até a rua Mariz e Barros, na Tijuca. Era longe, mas, éramos jovens. Fomos conversando. Jurema falava de Espiritismo, da Cruzada dos Militares Espíritas, de uma Casa Espírita em Botafogo - o Cristófilos; de um tal de André Luiz, de Kardec, falando, falando... Eu? Desesperada, revoltada! Como uma moça daquelas, rica, bela, casada, possuidora de tantos dotes intelectuais ficava encantada com aquelas bobagens de Espiritismo? O tempo foi passando...

Alguns dias mais tarde, desse acontecimento, Isac convidou-me a assistir a um certo jovem baiano, espírita, que deslumbrava a todos com sua vibrante oratória, e que não ficara somente nas palavras, mas que fundara uma instituição para promoção de crianças e adolescentes. Chamava-se DIVALDO FRANCO. Aceitei. Como recusar o convite do esposo quando recém-casados? Na minha ignorância e arrogância, pressupunha que Espiritismo seria algo somente para pessoas de classes sociais menos aquinhoadas, fiquei espantada por naquele encontro perceber tantas pessoas educadas, distintas, felizes.

Porém, enquanto esperava o orador tivera um insight. Pois não era que todas as minhas amigas eram espíritas? Bastava que eu me interessasse pela amizade de alguma colega, desde os tempos do ginásio, ao entabularmos as primeiras palavras, ela se dizia espírita. Algumas noivavam com rapazes do Colégio Militar, também espíritas. Eu estudava com o inimigo! O Colégio Militar, o Instituto de Educação e a Universidade estavam infestados de espíritas! Eram eles jovens tão diferentes! Não fumavam, não tomavam bebidas alcoólicas, mantinham uma conversação saudável.

Ah! Então, era isso que me encantava neles! Tínhamos todos cerca de vinte e poucos anos.

O baiano começou a falar. E como falava! Comecei a avaliar meus valores. Percebi que essa doutrina viera para todos os filhos de Deus que estivessem dispostos ao Bem. Ao ouvir aquele arrebatado moço descrever sobre Kardec; sobre a reencarnação; lembrar do Cristo, e do Evangelho, fiquei boquiaberta! Ele, alguns anos somente mais velho do que eu já fizera tantas coisas, e eu? Não houvera contribuído com nada de bom e de belo em prol dos meus irmãos em humanidade, somente criticara os espíritas, que estavam obrando em nome de Jesus. O tempo foi passando... Passava devagar. Éramos jovens.

1965. Nasceu Claudia. Seu nome foi colocado em homenagem à esposa de Pilatos, médium, que através de um sonho profético, advertira o marido para não crucificar Jesus.

1966. Estava em gestação novamente. Seria a vez da Isabela renascer. Seu nome foi colocado em homenagem ao pai e à rainha de Portugal, D.Isabel, médium de efeitos físicos, de origem espanhola, logo, Isabela, também conhecida como Rainha das Rosas.

A gravidez dava-me muitas dores na coluna vertebral, e lá no quartinho-despensa havia uma cama de lona que quando aberta, propiciava-me alívio às dores. Naquela tarde, com dores deitei-me na tal cama de lona, e ao olhar para cima meus olhos bateram na prateleira onde jaziam os livros espíritas do Isac: a Codificação Kardequiana e o livro “Nosso Lar” de autoria de André Luiz, escrito pelas abençoadas mãos de Francisco Cândido Xavier.

Como eu estava sem nada de novidades para ler, e como sou traça de biblioteca, resolvi ler aquelas bobagens. O Espiritismo, desde esse dia, veio como cisne de luz a me retirar dos olhos as densas trevas da ignorância. Eu que não tinha explicações plausíveis para certos fenômenos que comigo ocorriam, passei a entendê-los... O tempo foi passando.

1967. Nilda de Brito Villela, espírita, sobrinha do Dr. Imbassay, espírita de escol, ligou-me propondo um emprego. Não podia aceitá-lo, disse-lhe que ainda me encontrava de licença para aleitamento, mas perguntei-lhe de chofre qual Centro Espírita que ela frequentava. Do outro lado do fio, Nilda, espantada, abre os olhos desmesuradamente, pede uma cadeira, senta-se e dá-me o endereço da Associação Espírita Nosso Lar. No Domingo ao chegarmos, Tio Wilson e Tia Wilma cantavam com as crianças, de sua autoria, a bela canção “A caminho da Luz”. Encantei-me com a pureza e simplicidade daquele momento. Ficamos na Doutrina, os quatro, para todo o sempre!

1998. Então, agora avó, militando no Grupo Espírita André Luiz há trinta anos, saindo das felizes recordações, continuei falando à jovem mãe daqueles três rapazes entediados com a Doutrina Espírita. Entediados! Que tal lerem as boas obras que o Espiritismo nos oferece, frequentarem núcleos idôneos, ou talvez...

Quem sabe?...

Talvez a angústia cedesse lugar à esperança..

(Texto recebido em email de Ana Maria Spranger)

Divaldo Pereira Franco proferindo palestra na cidade do Rio de Janeiro

no mês de setembro de 1956

sábado, 31 de dezembro de 2011

A primeira visita de Divaldo Franco a Araxá “Um dardo luminoso atirado pelos anjos”

ABAIXO MATÉRIA PUBLICADA NA EDIÇÃO

No. 41, NOVEMBRO/DEZEMBRO DE 2011 DA

FOLHA ESPÍRITA “FRANCISCO CAIXETA”,

ARAXÁ, MG, BRASIL.

ACESSE A EDIÇÃO:

http://www.espiritacaixeta.org.br/folha/Fol41.pdf