quarta-feira, 6 de junho de 2018

Divaldo Franco na Europa Berlim, 05 de junho de 2018. Conferência

Na noite de 05 de junho de 2018, terça-feira, Divaldo Franco, atendendo ao convite dos espíritas do Studien-und Arbeitsgruppe Joanna de Ângelis e.V. - SAJA, de Berlim, proferiu conferência pública com o tema “Schmerz - Leid – Heilung” - Dor - Sofrimento - Cura -, e contou com o eficiente auxílio deEdith Burkhard na tradução para o idioma alemão.
Ao iniciar as atividades da noite, lamentando não falar o idioma alemão, fazendo-se entender, porém, através do idioma internacional do amor, Divaldo Franco asseverou que a busca do ser humano na terra, desde os primórdios é a felicidade, e uma das mais importantes áreas para a aquisição da felicidade é a saúde. Discorrendo sobre a história da evolução do ser humano, desde o período pré-socrático, Divaldo esclareceu que aqueles filósofos haviam concluído que a vida humana era constituída de dois elementos, o ser e o não ser.

A filosofia idealista de Sócrates, o mundo das ideias, e as conclusões de Platão levaram o homem a compreender que ele, o homem, voltava várias vezes até atingir o estado de luz. Com o Platonismo, surgiu, então, o espiritualismo. Percorrendo o pensamento proposto pelo Atomismo grego, até alcançar a atualidade com o Materialismo e o Espiritualismo, Divaldo Franco expôs o trabalho desses pensadores que procuravam responder sobre a felicidade, a vida e a morte, a dor, o sofrimento e a cura.

Apresentando as conclusões a que chegou Sidarta Gautama, o Buda, sobre o sofrimento, Divaldo discorreu sobre as quatro grandes verdades: 1) Todos os seres estão sujeitos ao sofrimento; 2) O sofrimento surge de causas específicas; 3) Eliminando as causas, o sofrimento é eliminado; e 4) O sofrimento e suas causas são eliminados. É o fim do caminho de sofrimento.
Eis que surge um Homem na face da Terra, é um Judeu, de Nazaré, Ele sobe em uma montanha e diz que a verdadeira felicidade não é ter, porque o que se tem se pode perder, mas a felicidade é ser melhor a cada dia. Então, Jesus foi o mais notável filósofo da humanidade, nada escreveu, mas as suas palavras penetraram a alma humana de tal forma que se tem a sensação de que foram pronunciadas ainda ontem. Em Jesus, esclareceu o hábil orador, o ser humano encontra uma filosofia para superar a dor e o sofrimento. Dor é sensação, a dor física leva ao sofrimento, porém o sofrimento moral somatiza e o indivíduo adoece. Quem cultiva a raiva, certamente terá distúrbios gástricos, o ódio derruba as defesas orgânicas e a criatura humana fica vulnerável às enfermidades.

Entre Jesus e os dias atuais surgiu o Espiritismo, uma ciência que estuda a origem, a natureza, o destino dos Espíritos e as suas relações com o mundo material. Viver é uma bênção, a lição da dor e do sofrimento, minimizadas pelo avanço da tecnologia, com o emprego dos recursos farmacológicos - barbitúricos, anestesias, antibióticos e outros -, são importantes, porém, nenhum deles é capaz de enxugar as lágrimas da saudade, da ausência do ser amado.
O Espiritismo orienta os indivíduos a seguir a ética do bem e, O Livro dos Espíritos, e as questões ali expressas, respondendo a todos os conflitos do pensamento humano, projetando luz na ignorância, é poderoso auxiliar para que o ser humano transforme o ego, saindo do ego-homem, para o ego-Cristo.
Se o homem optar em amar, a servir e dar sentido a sua vida, naturalmente se sentirá feliz, e suas dificuldades ficarão menores. A tarefa é a de tornar o difícil em fácil, assim, simplificando, será possível adquirir felicidade.

Encerrando a brilhante conferência, profundamente inspirado, o Arauto do Evangelho e da Paz elucidou que vale a pena ser feliz, basta uma atitude emocional, um sorriso, uma palavra gentil, a honra de ser você quem ajuda, contribuir para a felicidade alheia. Deus nos deu tanto, e nós, às vezes, somos tão ingratos, seja você aquele que ama.
Muito aplaudido, era possível perceber a euforia que envolveu os presentes no auditório, afinal, Divaldo é um trabalhador do Cristo que, além de expor o que vive, discursa com a alma. Sentindo o amor do seareiro do Cristo, que veio e lançou novas e excelentes sementes no solo dos corações dos amigos de Berlim, seu verbo marcou-os indelevelmente e, certamente, se lembrarão destas mensagens e da noite ímpar em suas vidas.
Após um rápido lanche na sede do SAJA, o incansável Divaldo Franco apressou-se em retornar ao hotel, pois, amanhã, 06 de junho de 2018, será o último compromisso do programa doutrinário em terras europeias. O dia não terá ainda se mostrado, mas ele já estará no aeroporto de Berlim, muito cedo, rumando para Stuttgart, porque ele sabe: Jesus conta conosco...

Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

terça-feira, 5 de junho de 2018

Divaldo Franco na Europa. Berlim, 04 de junho de 2018 Conferência com Juan Danilo

Nas primeiras horas da manhã de 04 de junho de 2018, segunda-feira, o incansável trabalhador de Jesus, Divaldo Franco, acompanhando de alguns amigos, já se encontrava no aeroporto de Düsseldorf, embarcando para Berlim, onde foi recebido pelos confrades espíritas do Studien-und Arbeitsgruppe Joanna de Ângelis e.V. - SAJA, e conduzido ao hotel para se refazer da viagem e se preparar para o encontro que estava marcado para o final da tarde na sede do SAJA.
Sem perda de tempo e para bem aproveitar as oportunidades de levar o conhecimento e a experiência na divulgação da Doutrina Espírita, Divaldo Franco e os que o acompanham no roteiro de divulgação doutrinária na Europa foram recebidos com muita alegria e entusiasmo. Divaldo atendeu aos amigos que o buscavam para cumprimentos, fotografias, uma conversa fraterna, até chegar o momento do início da atividade agendada. Nesta oportunidade, quem conduziu e expôs o tema - O Homem Perante a sua Consciência -, foi o querido amigo Dr. Juan Danilo Rodríguez.
Juan Danilo, introduzindo o assunto, fez referência à questão 621 de O Livro dos Espíritos, onde Allan Kardec indagou sobre onde está escrita a Lei de Deus, obtendo dos imortais, que respondendo, informaram que ela se encontra na própria consciência do ser humano. Dr. Juan adentrou-se pelos caminhos da inteligência, da mediunidade, exemplificando suas afirmativas com alguns exemplos de experiências próprias.
Traçando alguns direcionamentos para desenvolver a consciência em si mesmo, referiu-se à Jesus e ao Seu diálogo com Pilatos, onde aquele, aparentemente vencido, mantém-se vencedor, sobrepondo-se pela Sua moral, pelo Seu amor, asseverando que “Todo aquele que busca a verdade escuta a minha voz”. É fundamental que todas as criaturas humanas tenham um propósito para o seu próprio crescimento. É fundamental, frisou Juan, conhecer o propósito do ser que se é. Esse passo inicial é primordial para começar a transformação, para melhor, de alguns pontos no próprio caráter.
Em seguida, como consequência do propósito traçado, ou seja, o desenvolvimento da consciência, se deve empreender a conquista do autocontrole, trabalhando com afinco e dedicação e, assim, naturalmente o indivíduo se volta para a solidariedade e para a vida, alterando seus propósitos para melhor. Agora, mais equipado o ser dá um novo sentido à vida, porque muda a forma de pensar, e nota que tudo começa a mudar ao seu redor. É o amor como Jesus o apresentou, amando a Deus, ao próximo e a si mesmo.
Quando os indivíduos optam por estes caminhos, asseverou o lúcido palestrante, descobrem um propósito para o seu ideal e começam, naturalmente, a caminhar para a felicidade, porque somente é feliz quem ama. Quando o ideal, que é amar, está fixado no ser, torna-se fantástico, pois o ego transcende a personalidade, aprende a ter um propósito, a ser solidário, a lutar pelo amor, atingindo uma consciência lúcida, transcendente.
Evidenciando a lógica do Espiritismo, Dr. Juan afirmou, ainda, que é uma doutrina de transcendência. Graças à lógica do Espiritismo se pode compreender que todos traçam seus próprios caminhos, para uns mais longos, com perigos, desvios, e para outros, caminhos mais curtos e diretos, porém, todos chegarão ao ideal da transcendência, afinal na Doutrina Espírita se encontram todas as respostas para a transcendência.
Encerrando as atividades realizadas na sede do SAJA, Dr. Juan foi muito aplaudido. E porque o assunto seja sempre palpitante, ainda respondeu algumas perguntas, e despedindo-se de todos, juntamente com Divaldo, retornaram ao hotel para a conferência pública que se fará no dia seguinte.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno
 (Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Divaldo Franco na Europa Bad Honnef, 03 de junho de 2018

Seminário
No domingo, 03 de junho de 2018, na pequenina Bad Honnef, na Alemanha, teve prosseguimento o seminário em busca pelo herói que existe em cada criatura humana, com Divaldo Franco e Juan Danilo.
Iniciando as atividades, após belíssimas apresentações musicais, Divaldo afirmou que todos possuem um herói interno, e que não tem coragem de mostrar a ninguém. Fazendo referência à Miguel de Cervantes, romancista, e dramaturgo e à sua obra-prima, Dom Quixote, com o sonhador personagem, o orador e médium espírita abordou questões sobre a pureza, as paixões, os castelos, os dragões, fazendo comparações com a realidade do quotidiano. O importante, asseverou, não é ter o nome registrado na história, o importante é fazer o que deve ser feito e a maneira de o fazer.
Todos possuem seus heróis, mas é, também, necessário ser herói, estabelecer uma meta, lutar contra os moinhos de vento, lutar e destruir os monstros internos, os conflitos, as paixões e os velhos hábitos. O que carregas dentro de ti? Perguntou o experiente expositor, afinal em sua longa trajetória, em contato com milhares de pessoas no mundo todo, Divaldo adquiriu grande experiência e viveu muitas ocorrências que lhe permitem explorar o mundo dos conflitos internos, das ansiedades dos seres humanos, com muita propriedade.
Sempre apresentando um toque de humor saudável, conduzindo os interlocutores a um aprendizado suave, conquanto fosse grave a temática abordada, permitindo que a atenta plateia pudesse absorver os conteúdos analisados, sem que percebessem os transcorrer das horas, fazendo deste, um seminário terapêutico, facultando plena renovação em cada participante.
Após ligeira pausa, o Dr. Juan Danilo, psicoterapeuta, acostumado também com os desafios da criatura humana, prosseguiu afiançando que todos trazem no imo do ser, as aspirações e tendências que influem na vida de qualquer ser humano, bem como nas opções que realiza. Naturalmente que incertezas e muitas interrogações surgem no caminho de todos, por isso, estudando a Doutrina Espírita é possível descobrir uma infinidade de recursos, e as dúvidas se vão diluindo nas certezas conquistadas com a compreensão dos conceitos imortalistas propostos pelo Espiritismo. Igualmente faculta, o estudo do Espiritismo, a conquista de uma fé raciocinada, ou seja, crer, mas saber porque crê. Juan Danilo destacou a figura e o trabalho dedicado e ingente do mestre Lionês, Allan Kardec, discorrendo a respeito da sobrecarga e a missão do insigne codificador do Espiritismo, bem como sobre as orientações recebidas do Espírito de Verdade. A Doutrina Espírita resgata conceitos que geralmente passam despercebidos, que estavam esquecidos, ou que eram ignorados, que, no entanto, são de grande importância para bem compreender o papel desta doutrina de lógica e razão.
Após o intervalo para o almoço todos retornaram para ouvir algumas respostas às centenas de perguntas formuladas pelos presentes durante os dois dias de seminário. Aleatoriamente escolhidas, elas foram respondidas com adendos e aprofundamentos sobre os assuntos tratados. Muitíssimo significativo este momento de perguntas e respostas, pois, uma questão formulada pode revelar um questionamento que também outro se possa fazer e que sequer tivesse percebido. É interessante notar que nesses momentos, ao responder, os experientes oradores têm a possibilidade de explorar ângulos e aspectos que enriquecem, ainda mais, a abordagem dos temas.
Se já não bastasse toda a riqueza de conteúdo e oportunidades vivenciadas, Divaldo Franco, inovando, preparou uma surpresa. Eis que ele resolve convidar, inicialmente, pessoas da plateia que somente falassem o idioma alemão, e que auxiliadas pela eficiente tradução de Edith Burkhard, os presentes de origem espanhola e portuguesa puderam perfeitamente acompanhar. A seguir convidou outras pessoas do auditório, qualquer uma delas, que quisessem participar da atividade proposta, que se constituía em responder três perguntas:
O que é um herói para você?
Você se considera um herói?
O que lhe falta para ser um herói?
Divaldo, então, convidou o Dr. Juan Danilo para que, na condição de psicólogo, fizesse uma análise psicológica do convidado com base nas respectivas respostas. Após isto, Divaldo apresentou uma análise, que se poderia chamar de mediúnica, sob a mesma óptica, porém, com uma riqueza de detalhes que absolutamente surpreendeu a todos, especialmente ao próprio voluntário que dificilmente conseguia conter suas emoções, pela fidelidade e profundidade das colocações feitas com muita propriedade. As análises se constituírem, também, em sugestões de direção para o porvir. Todos, muito impactados e surpresos, perceberam que a atividade havia se tornado em um laboratório do próprio seminário.
Ao encerrar, Divaldo Franco e Juan Danilo deixaram uma mensagem de otimismo e bom ânimo. Em reconhecimento e gratidão, o público aplaudiu de pé, efusivamente. Na sequência, um clima de alegria envolveu os presentes no auditório, era o momento das despedidas, já pensando no próximo ano, afinal, o semeador, uma vez colocada as mãos na charrua do bem não olha mais para trás, prossegue sem cessar semeando a boa semente, a semente do amor.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)


domingo, 3 de junho de 2018

Divaldo Franco na Europa Bad Honnef, 02 de junho de 2018

Seminário
O sábado, dia 02 de junho de 2018, se constituiu no dia esperado do seminário iluminativo de almas, um convite à busca pelo herói que reside em cada ser humano. Na pequena Bad Honnef encontraram-se mais de trezentas pessoas, previamente inscritas, para o tradicional seminário anual com Divaldo Franco.
Pela manhã Divaldo Franco iniciou o seminário formulando um convite à coragem, pois que os indivíduos estão acostumados a viajar para fora de si, e por isso, a necessidade da coragem para empreender a viagem, agora, para dentro de si. Os valores externos, os mais fáceis de serem conseguidos, criam um herói de fácil declínio. A psicologia do comportamento, afirmou o nobre conferencista, leva o homem até a borda do túmulo, e daí por diante, restam interrogações.
A partir deste ponto, Divaldo discorreu acerca da psicanálise, da psicologia humanista, e do comportamento, adentrando-se na vida do herói além-túmulo, de onde procede a criatura humana, e que se interroga sobre quem é e para onde vai. A psicologia espírita levanta o véu e demonstra a realidade do ser, suas lutas, os desvarios, as conquistas e o porvir. A psicologia espírita é o vir a ser, porque o ser humano está no momento transitório, a caminho do que será. A visão externa é tão fascinante, advertiu, que os indivíduos se deixam envolver e fascinar pelo erotismo, uma vez que tudo é magia para o pensamento. A criatura humana adora viver a fantasia, o encanto, porém, o ideal, que é a beleza, está em quem vê, nem sempre no que é visto.
Encerrando a etapa da manhã, Divaldo arrematou sugerindo que não se deve, nunca, desistir, nem abandonar os sonhos, nem deixar de tentar ser herói. Isto significa não confundir humildade com covardia, muitos são humildes com os poderosos e poderoso com os humildes. Todos saíram reflexivos, pois as colocações de Divaldo Franco foram um convite à visitação ao mundo interior, ainda muito comentado e pouco conhecido.
No início da tarde o Dr. Juan Danilo, médico, psicoterapeuta transpessoal, apresentou, também, suas considerações sobre a palpitante temática, afirmando que o amor é solidário, porém, advertindo sobre as ilusões que o ser humano alimenta e carrega consigo e que o leva a perceber de forma muito equivocada inúmeros eventos de sua vida. Contribuindo para um perfeito equilíbrio, o Dr. Juan enumerou e comentou o decálogo do Caminho do herói:
Reserve um momento para si mesmo;
Esteja disposto a descobrir verdades sobre você;
Aceite o fato de que o mundo que você vive é o reflexo de sua alma;
Reconheça seus medos, mas não se detenha neles;
Aprenda com sua sombra;
Seja sempre um aprendiz;
Direcione sua vida para um propósito superior;
Lute por uma causa justa e guarde seus princípios e valores;
Diga sim a si mesmo, não desista de você;
Aceite o chamado e viva plenamente;
Após as profundas abordagens iluminativas, pois ilustrando estes passos com exemplos próprios e narrativas de histórias pertinentes as metas apresentadas, fez com que cada um dos presentes pudesse se colocar na situação e viver cada meta apresentada, em sintonia com a vida quotidiana de cada um. Juan Danilo fez uma explanação simples e significativa, de fácil compreensão, uma vez que, de fato, o objetivo maior é apresentar uma ferramenta apropriada para a mudança para melhor, tornando a vida fácil de ser vivida.
Ato contínuo, Divaldo Franco, que acompanhava a narrativa do amigo Juan, retomou a palavra fazendo uma abordagem sobre as doutrinas do oriente, no que se refere às virtudes e aos vícios, mergulhando em seguida na figura incomparável de Jesus, apresentando e discorrendo sobre as bem-aventuranças. Este homem, Jesus de Nazaré, que apenas com algumas palavras, sem ter escrito nada, venceu um império de setecentos anos.
Discorrendo sobre a ética, nascida com Platão, comentou sobre Aristóteles, o surgimento da estética, chegando ao conhecimento, a arte de pensar, a busca da perfeição. Porém, com Jesus, em seus ensinamentos, asseverou Divaldo, é que o homem irá encontrar a verdadeira ética, que é o amor, este amor que preexiste a vida e sobrevive ao corpo, pois é a ética da vida.
Allan Kardec, ressaltou o preclaro expositor, é o herói dos tempos novos, ele enfrentou o dragão da ignorância e venceu com a lança do conhecimento. O professor Rivail, em sua monumental obra, sob o pseudônimo Allan Kardec, apresenta a armadura para os heróis, a Doutrina Espírita.
Todos possuem em si, afiançou o Semeador de Estrelas, o Divino pensamento, ainda nublado pelas sombras da ignorância, combatê-la é a proposta da nova era. Afinal, o Espiritismo é este equipamento que dá força, coragem e resistência para o homem vencer a antiética, que de tão intensa, é a sombra na vida dos indivíduos. Somente avançando para o conhecimento Numinoso é que o homem encontrará a plenitude.
O herói está em cada um, é necessário fazê-lo surgir, vencer os dragões do medo, da ignorância, da agressividade, para se transformar em doçura e paz. Esta é uma luta íntima de cada criatura humana, como assevera Santo Agostinho na pergunta 919 de O Livro dos Espíritos.
Finalizando as atividades do dia, e tocando nas fibras íntimas de cada coração que ali buscava conhecer e sentir o amor, Divaldo discorreu sobre a figura do doce cantor de Deus, Francisco de Assis, grande herói medieval que põe o mundo de joelhos aos seus pés, com as armas do amor, da bondade, da renúncia, dos louvores a Deus.
Oitocentos anos depois, Assis, cidade italiana, ainda respira aquele clima, e as papoulas e lavandas de Santa Maria dos Anjos embalsamam a natureza onde ele cicatrizou as feridas dos leprosos. Talvez ainda hoje, nos poentes ricos de beleza, e nas noites de luar, se possa ouvir o uivo longo do irmão Lobo, de Gubbio.
Saudades de termos de volta o cantor da natureza, o amigo das abelhas, das andorinhas, que em sua simplicidade, seguindo as pegadas do mestre de Nazaré, venceu também, ele, o mundo...
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

Divaldo Franco na Europa Bad Honnef, 1º de junho de 2018

Encontro Evangélico
No final da tarde de sexta-feira, 1º de junho de 2018, após retornar de Oslo, na Noruega, Divaldo Pereira Franco, Embaixador da Paz, prossegue no roteiro de atividades de divulgação da Doutrina Espírita, agora em Bad Honnef, pequena cidade próxima à Bonn, na Alemanha. Antecedendo ao já tradicional seminário anual, foi realizado o estudo de o Evangelho nas dependências do mesmo hotel onde se realizará o seminário do final de semana.
Divaldo Franco, muito animado, iniciou o encontro apresentando a figura incomparável de Jesus, convidando os presentes a sorrir e a sonhar, tal como Martim Luther King Jr. sonhava com uma humanidade melhor. Dez países ali estavam reunidos, mostrando que o idioma não constitui barreira. Diante de tantos apelos e facilidades do mundo hodierno lá fora, todos estavam ali, abrindo mão destes convites dourados do mundo. Estavam em busca de Jesus e de paz, demonstrando que a nova era já se faz presente.
O Semeador de Estrelas discorreu sobre a história do império romano, traçando o cenário que iria receber o astro rei, Jesus, ou seja, a história antropológica do pensamento universal. Hoje, dando um salto quântico na história, a Humanidade vive dias promissores, afinal, Espíritos de escol estão retornando ao planeta, estamos no advento de um mundo de regeneração. O ser humano deve buscar o mapa do tesouro, que é a Doutrina Espírita, e o tesouro que é a verdade, esclareceu com lucidez, contribuindo desta forma com esta transformação. Mudar para melhor e acabar com o Ego, a sombra, é tarefa para todos os dias.
O Arauto do Evangelho e da Paz frisou para que não se dê importância ao mal dos outros. A tarefa de cada um é ampliar o bem, diminuindo as infantilidades que promovem as pequenas guerras, que são combustíveis para as guerras maiores, nas quais há, sempre, a presença das influências espirituais negativas. São elementos que se deve ter ciência, dar atenção, sempre.
Em um clima de reunião familiar, estimulou aos presentes a participarem com comentários e perguntas. Ouvindo com atenção, respondeu todas as questões formuladas.
Neste clima de fraternidade verdadeira, o Arauto do Evangelho, encerrando a bela atividade, formulou convite para que fosse atendida a atual solicitação do Pobrezinho de Assis, ou seja, levar o amor onde exista o ódio. Todos se recolheram com a alma referta de bênçãos pelos momentos inolvidáveis ali vividos, certamente com muitos elementos para reflexão.
A noite se apresentava suave, envolvendo a pequena e bela cidade, o céu distendeu o seu manto salpicado de diamantes estelares e uma brisa mansa soprava docemente, carregando o perfume de rosas que gargalham por toda parte, anunciando a primavera. Jesus, o norte para todos nós...
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Oslo, 30 de maio de 2018

Encontro da Escandinávia
Na manhã de quarta-feira, 30 de maio de 2018, logo cedo, Divaldo Franco esteve reunido no já tradicional encontro de trabalhadores espíritas da Escandinávia. Este ano, o encontro ocorreu em Oslo, reunindo trabalhadores espíritas dos países que integram a região, para ouvirem os esclarecimentos e buscarem diretrizes com o amigo experiente, Divaldo Franco.
Apesar do estado gripal e dos efeitos da recente cirurgia na coluna, ali estava o trabalhador assíduo, pronto para o trabalho. Inicialmente, Divaldo falou das dificuldades que todos enfrentam, dos conflitos, das adversidades, porém, destacou, o compromisso assumido com a divulgação da Doutrina Espírita chama à responsabilidade, solicita disciplina. Os espíritas não estão na Doutrina Espírita para agradar as outras pessoas, procurando terminologias que não firam a outrem, não deve, jamais, buscar adaptar terminologias, o Espiritismo é único, e deve ser apresentado com total fidelidade aos seus postulados, à Allan Kardec e à Jesus.
Os espíritas devem atentar para a necessidade de compreender o seu irmão de caminhada, advertindo para a importância do esforço pessoal em se melhorar, aprimorando-se, combatendo as más inclinações, diminuindo a sombra que ainda é portador. Assim, criará condições para lhe auxiliar a entender melhor aquele que caminha ao seu lado. Abordando algumas de suas experiências na educação de crianças da Mansão do Caminho, comentou a respeito das grandes dificuldades e desafios da educação, traçando um comparativo com as atividades espíritas, o convívio com as pessoas, os conflitos que cada um ainda é portador. Estamos no espiritismo, afirmou o lúcido orador, para resolvermos problemas e não para criá-los.
O centro espírita é a célula básica do Espiritismo, é a nossa escola, nosso hospital, nosso lar, nosso santuário, é ali que nós nos comunicamos com Deus. Comentando sobre as diversas atividades realizadas nos centros ou sociedades espíritas, lembrou Allan Kardec ao destacar os critérios necessários para que as sociedades espíritas sejam classificadas como sérias, observando que existem as que não são sérias, a depender dos prepósitos dos que ali mourejam. O Espiritismo é uma ideia, não necessita de nós, ao contrário, nós precisamos dele, no sentido de que a ideia, por si só se faz e alcança seus objetivos, com ou sem a nossa presença.
Foi um encontro muito importante, e que todo Espírita deveria ter ouvido, pois ali, o Arauto do Evangelho e da Paz chamou a atenção para muitos aspectos que estão sendo esquecidos com o passar do tempo. É digno de nota a fibra, a garra e a coragem com que Divaldo expõe e ama a Doutrina Espírita.
Sejam bem felizes, vivam a graça de Deus, e se tiverem que chorar, chorem, mas quando passar, voltem a trabalhar e a sorrir, recomendou o preclaro expositor. Finalizando as atividades lembrou o Benfeitor Emmanuel: “espírita seja o nome do teu nome”.
O encontro foi, realmente, de luzes. As emoções e sentimentos foram sensibilizados pelo toque amoroso de Divaldo e, como é natural, os olhos se orvalharam de lágrimas. Perante todos, ali estava um homem de longa idade, com o corpo desgastado, mas com uma energia tal, um brilho no olhar, uma vontade de amar e servir, que é impossível não se comover...
Assim se encerrou o encontro. Ali mesmo, na pequena sala, foi servido um almoço rápido, pois que, o Embaixador da Paz deveria retornar ao hotel para se preparar visando viajar à Alemanha, onde a faina evangélica continuará. Aqui, ali ou acolá iremos sempre encontrar o dedicado e persistente trabalhador do Cristo em ação. Esse é Divaldo Franco!
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

Divaldo Franco na Europa Oslo, 29 de maio de 2018

Conferência
Na manhã de 29 de maio de 2018, terça-feira, Divaldo Franco e os que o acompanham nesta jornada doutrinária em terras europeias chegaram à Noruega, sendo recebidos na bela capital Oslo pelos amigos do Grupo de Estudos Espíritas Allan Kardec – (Gruppen for Spiritistiske Studier Allan Kardec - GEEAK-Norge). Todos foram surpreendidos por um belo dia ensolarado e por uma temperatura de 26ºC, que segundo os confrades, fazia cem anos que não se repetia nesta época do ano. Diretamente conduzido ao hotel, o incansável seareiro do Cristo, tratou de desfazer a mala e refazer-se um pouco da viagem e logo no meio da tarde, já estava se deslocando para a conferência que se realizou no centro de Oslo, bem ao lado do Castelo do Rei.
Ao chegar, Divaldo Franco e comitiva foram surpreendidos, pois quase não conseguiram entrar na sala. Obedecendo às normas de segurança, e por haver cerca de cento e cinquenta pessoas superlotando a sala, infelizmente cerca de sessenta pessoas não puderam entrar, algumas oriundas de outros países, tiveram que retornar. Mesmo assim, algumas se mantiveram no corredor, empenhadas em, ao menos, ouvir a mensagem que Divaldo se fez portador.
Ao iniciar a conferência, Dr. Juan Danilo Rodríguez deu as boas-vindas, passando a discorrer sobre as facilidades atuais. Fazendo referência à vida futura, proposta do tema da tarde, explanou um pouco sobre o seu novo lar, a Mansão do Caminho, para dar uma ideia aos noruegueses atentos sobre o imenso trabalho de acolhimento, educação e amor realizado pela nobre instituição brasileira, sensibilizando a todos com sua ternura e carinho habituais.
Afirmando falar o idioma internacional do amor, e auxiliado por eficiente tradutor norueguês, Divaldo Franco embasou a temática citando o período do Iluminismo Francês e do Racionalismo Inglês, que transformaram a paisagem da terra, uma vez que estimulavam os filósofos a combater o poder dos Reis e da alta aristocracia, surgindo, como consequência, a Revolução Francesa. Citando Augusto Comte, o Pai do Positivismo, Divaldo descreveu o Humanismo. Através da física quântica moderna, o homem sabe que não existe a matéria, ela é resultado da aglomeração dos átomos, logo, tudo o que vemos, não é exatamente como vemos. Referindo-se também à Albert Einstein, este afirmava que os indivíduos vivem em um mundo de ideias, de pensamentos e de transformações constantes, demonstrando que tudo muda o tempo todo.
Divaldo Franco, aproveitando a sua vastíssima experiência no campo da mediunidade, destacou que, em uma vida longa, sempre enfrentou e enfrenta os quadros de doenças, fazendo uma ponte fantástica com a escolha de amar a vida. Sendo alguém que conhece e ama Jesus, o Semeador de Estrelas frisou, com muita propriedade, o significado e a importância do amor na vida de todos, afinal, Divaldo sempre buscou amar e a ir em busca dos que não são amados, os invisíveis, aquelas pessoas que fazem os trabalhos mais humildes, que muitas vezes os indivíduos olham, porém, não veem. Vivemos em um mundo de energias e o Espiritismo é a ciência que nos trouxe uma filosofia de vida estruturada na imortalidade da alma.
Era possível observar o quanto a plateia estava emocionada, certamente perceberam que estavam diante de alguém que ama verdadeiramente a si, ao próximo e a Deus. Os noruegueses, com absoluta certeza, se renderam à simplicidade e ao amor do baiano peregrino que há sete décadas percorre o mundo levando o Espiritismo e o Evangelho de Jesus.
Encerrando a conferência, muito aplaudido, ainda respondeu a diversas perguntas, atendendo gentilmente a todos, recolhendo-se em seguida para o necessário descanso, afinal, no dia que se segue, bem cedo, haverá o encontro com os trabalhadores espíritas da Escandinávia, e Divaldo lá estará a postos, porque sabe que Jesus conta com os seus esforços.
Texto e Fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

terça-feira, 29 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Helsinque, 28 de maio de 2018

Conferência
A segunda-feira, 28 de maio de 2018, foi intensa para Divaldo Franco na Finlândia, já no período da manhã, no hotel, concedeu uma longa entrevista respondendo várias perguntas anteriormente formuladas sobre a Doutrina Espírita, seguido por Juan Danilo, que também foi entrevistado. Após ligeiro almoço, Divaldo Franco e os amigos que o acompanham seguiram para o local da conferência pública e, no final da tarde, lá estava o Arauto do Evangelho discorrendo sobre o Espiritismo para um auditório composto por cerca de duzentas pessoas, a maioria finlandeses, com a presença, também, de alguns brasileiros.
Contando com a tradução do amigo finlandês Pekka Kaarakainen para o idioma local, o Dr. Juan Danilo, como tem ocorrido neste roteiro pela Europa, iniciou as atividades relatando suas experiências na fundação do primeiro centro espírita do Equador, na cidade de Quito, onde residia até há alguns meses. Atualmente Juan reside em Salvador, na Mansão do Caminho, demonstrando, em seu relato, a atuação da Providência Divina que a tudo preside, utilizando-se de caminhos, nem sempre convencionais. O querido amigo apresentou as atividades que são desenvolvidas na Mansão do Caminho, junto à comunidade local, constituindo-se, essas atividades, em um trabalho de verdadeiro amor, iluminando consciências, levando também o pão para o corpo e o alimento para a alma.
Iniciando a sua conferência, Divaldo Franco afirmou que o ser humano penetrou no macrocosmo, nas micropartículas e alcançou a energia. Combateu e venceu epidemias, encurtou as distâncias, permitindo que se viva, hoje, em uma espécie de aldeia global. Porém, apesar de todas estas e outras conquistas, ainda não aprendeu a conviver bem entre si.
No momento cultural atual, afirmou, quando se fala sobre o amor, a impressão que se sente é a de se estar ultrapassado. O amor foi desfigurado pelo ser humano, transformando-o em um impulso das paixões carnais. No entanto, esclareceu, o amor é sempre muito atual, deixou de ter um sentido religioso para ser psicoterapêutico. Divaldo narrou experiências vividas ao longo de várias décadas na Mansão do Caminho, sensibilizando os ouvintes atentos. Nada mais apropriado para falar sobre o amor, do que exemplificar através das ações dessa obra que é toda voltada ao amor, afinal, a sua, é uma vida de amor ao próximo, como ensinou Jesus. O lúcido orador mergulhou nos ensinamentos de Jesus, o maior filósofo e psicoterapeuta da humanidade, demonstrando a excelência do amor. Hoje a psiquiatria e a psicologia recomendam a leitura do Evangelho como processo terapêutico.
Citando Charles Richet, Prêmio Nobel de Medicina, médico fisiologista francês, Divaldo Franco discorreu sobre a metapsíquica, sobre a parapsicologia, adentrando-se na imortalidade da alma. Apresentando dados e fatos sobre o surgimento do Espiritismo, abordou amplamente a mediunidade, trazendo vivências suas, uma vez que desde os quatro anos de idade, não apenas vê os espíritos, mas os ouve e conversa com eles, fazendo com que a atenta plateia pudesse ter uma noção muito ampla da realidade da Doutrina Espírita, do seu significado na vida de todos.
O Espiritismo, afirmou Divaldo, vem repetir as lições de Jesus. E como estava discorrendo sobre o amor, destacou a importância do exercício da caridade, embora a Finlândia seja um país rico, existe a miséria moral e emocional, o alcoolismo, o suicídio, entre outros dramas que assolam as criaturas humanas. O homem moderno vive em uma hora em que a tecnologia apresenta muito conforto, porém, somente o amor concede o estado de felicidade. Não devolva o ódio a ninguém, seja você aquele que ama e tem paz.
É por amor que os Espíritos auxiliam e amparam os indivíduos e orientam para proceder bem aqui na Terra, a fim de colher os bons frutos quando adentrar na vida além desta vida, na imortalidade.
Encerrando sua enriquecedora conferência, após ter respondido inúmeras questões formuladas pelos presentes sedentos de conhecimentos novos sobre o Espírito imortal, o peregrino do Cristo, agradeceu a presença amorosa e o carinho com que o receberam. Igualmente, solícito, atendeu aos inúmeros pedidos de autógrafos, fotos, despedidas, afirmando que pretende ainda retornar ao país, que visita pela terceira vez, pois que se depender dele, pretende ultrapassar o centenário na terra.
Muito aplaudido, e de pé, os finlandeses, que em geral são introvertidos, renderam suas homenagens, cativados pela simplicidade, a espontaneidade e a natural abordagem com que Divaldo Franco se expressa. Certamente notaram que o seu, é um discurso legítimo, porque vive conforme prega. Retornando ao hotel, logo se recolheu, tendo em vista que o próximo amanhecer já o encontrará no aeroporto, rumando para Oslo, na Noruega.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Helsinque, 27 de maio de 2018

Conferência
Em 27 de maio de 2018, domingo, muito cedo, Divaldo Franco já se encontrava no aeroporto de Viena, rumando para a Finlândia. Ao chegar na bela capital Helsinque, além do astro rei, o sol, Divaldo e alguns amigos foram recebidos pelo pequeno grupo do confrade Pekka Kaarakainen, que a todos aguardava alegremente. Após uma rápida refeição no próprio aeroporto, Divaldo foi conduzido ao hotel, pois já era aguardado por um grupo de estudantes do Espiritismo para um encontro informal.
Mal se acomodará, buscando um refazimento rápido, e porque Divaldo não se permite viver a hora vazia, se reuniu, no próprio hotel, para dividir sua vasta experiência com o grupo de Finlandeses ávidos por conhecimentos.
Ali estavam pessoas notadamente buscando compreender estas ideias e os ideais espíritas, para eles, ainda muito novas. O amigo Dr. Juan Danilo deu início ao aguardado encontro, saudando aos presentes com o carinho e empatia que lhes são próprios e passou a narrar como foi que o Espiritismo surgiu em sua vida, discorrendo, também, sobre a implantação da Doutrina Espírita em Quito, no Equador, onde, a semelhança da Finlândia, o Espiritismo ainda é muito pouco conhecido. Relatou, igualmente, suas experiências com os Espíritos, através da mediunidade, passando em seguida a palavra a Divaldo Franco.
Traduzindo o teor da narrativa ao idioma Finlandês pelo querido amigo e anfitrião Pekka, Divaldo Franco, saudando os presentes, incentivou-os a prosseguirem estudando os postulados espíritas, afinal, disse ele, os fenômenos espíritas são de todas as épocas da humanidade.
Citando o filósofo Sócrates, adentrou-se pela necessidade do autoconhecimento, que se constitui no caminho para e felicidade, sendo possível encontrar as razões para tudo o que ocorre na vida. O ilustre orador discorreu e comentou sobre as bases, os alicerces da Doutrina Espírita, deixando muito claro os cuidados que se deve adotar a respeito da fidelidade à codificação, e sobre a responsabilidade e o compromisso que se deve ter ao realizar a divulgação do Espiritismo. Foi uma palestra eminentemente doutrinária, algo cirurgicamente elaborado, elucidando, certamente, muitas dúvidas e conceitos distorcidos trazidos pelos olhares atentos, como é natural.
O preclaro conferencista apresentou, ainda, várias vivências suas com relação à mediunidade, afinal são setenta anos de convivência com os Espíritos e muita experiência acumulada. A vida é um poema de alegria que oferece plenitude, e o Espiritismo dá ânimo para tornar o mundo melhor, afirmou Divaldo Franco.
Alicerçado em sua ampla experiência, Divaldo tornou o encontro leve e agradável, apesar do tema grave, e com seu bom humor provocou muitos risos, deixando todos muito à vontade, afinal Divaldo vem, há décadas, desbravando fronteiras pelo mundo afora, falando de Espiritismo onde nunca antes ninguém falou.
Na etapa final ainda respondeu diversas questões formuladas, sempre com jovialidade, esclarecendo a todos. Assim, encerrou o encontro, atendendo, uma vez mais, todos os que desejaram dar-lhe um abraço, fazer uma foto, ou entabular um rápido diálogo, tudo muito normal para um “jovem” de noventa e um anos de idade. Ele é mesmo um trator, o “Trator de Deus”, segundo Chico Xavier, o médium espírita do século XX.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno
(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

domingo, 27 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Viena, 26 de maio de 2018

Seminário
Na manhã ensolarada do dia 26 de maio de 2018, na belíssima Viena, e a convite dos amigos do Verein für Spiritistische Studien Allan Kardec - VAK, foi realizado o seminário Luz nas Trevas. Cerca de cem pessoas lotaram o auditório para ouvir Divaldo Franco. Ali estavam pessoas oriundas de Portugal, França, Luxemburgo, República Tcheca, Espanha, Áustria, Suíça e Brasil. O experiente orador, discorrendo sobre tão palpitante tema, teve o auxílio sempre eficiente da querida amiga de muitos anos Edith Burkhard, vertendo o conteúdo do seminário para o idioma alemão. Para que todos conhecessem a Mansão do Caminho e suas atividades, bem como a trajetória de Divaldo Franco e o trabalho do ilustre orador convidado, foi apresentada uma série de vídeos elucidativos e atuais.
O querido amigo Dr. Juan Danilo deu início às atividades apresentando as boas vindas, formulando convites para o aprendizado da Doutrina Espírita e a sua aplicação na vida cotidiana de cada indivíduo. Juan discorreu sobre os pensamentos e as dificuldades com a qualidade do pensar. Citando Jesus, que havia enunciado que a felicidade não é deste mundo, destacou que a era do ego transcendente está se iniciando, rumando para a solidariedade, deixando para trás a solidão, e buscando desenvolver a capacidade de amar.
Ato contínuo, Divaldo Franco passou a apresentar reflexões, estimulando os presentes a pensar, notadamente quando há a necessidade de realizar esforços para entender a iluminação, salientando ser necessário muita coragem para construir o autoconhecimento. Cada ser humano tem em si um pouco de psicólogo, especialmente para avaliar aos outros, porque os indivíduos, naturalmente, projetam no outro as próprias imperfeições.
A autoiluminação é um belo desafio, é um convite à viagem mais difícil, a viagem para dentro de si mesmo, pois o grande desafio da criatura humana é a própria criatura, que enquanto não se voltar para o mundo íntimo, continuará deduzindo que maus são os outros, que errados estão sempre os outros. A visão psicologia do homem hodierno é de que o erro está sempre do outro lado.
Tudo o que o ser humano tem, afirmou o querido orador, é muito transitório pois, ou fica escravizado pelo que possui, ou o perde, então, a vida se torna um vai e vem sem fim. Não é importante ter uma religião para se iluminar, porque após iluminar-se o ser entra na espiritualidade, que está acima de qualquer religião, que, em verdade, são metodologias para vincular-se a Deus.
Divaldo Franco, ilustrando a rica abordagem, narrou a bela e comovente história de Adam Rickles, de formação judia ortodoxa, e Joey, seu filho, que por não concordar com o pai resolveu sair de casa. É uma história onde os fatos, como que guiados por mãos invisíveis, vão se sucedendo, propiciando grandes momentos angustiantes que levaram os protagonistas a reflexionarem, ensejando o reconhecimento da ingratidão, do arrependimento, até a culminância do perdão e da gratidão.
Emocionando a atenta plateia, afirmando ainda, baseado na história narrada, que as aparentes coincidências, são milagres do amor, ao que Carl Gustav Jung iria chamar de Sincronicidade. O amor é a alma da vida, assim, todos devem estar atentos aos pequenos gestos de amor que dão sentido novo a vida, e faz com que o ser humano se renove.
Desnecessário dizer o quanto foi possível aprender ouvindo as narrativas de Divaldo Franco, que hoje se converte em um “poço” de experiências, nesta longa existência em contato com milhões de pessoas. Suas narrativas recheadas de histórias reais, de experiências próprias, de vivências, auxiliam no entendimento das temáticas abordadas. Tocando os corações e as mentes, dava a impressão de se estar diante de um espelho, ou até imaginar que o animado orador conhecia as problemáticas dos que o escutavam, pois as questões levantadas pelo incansável e dedicado orador possuíam o dom de traduzir perfeitamente o quadro existencial de cada um, naqueles aspectos habilmente abordados.
Foi um dia especial. Ao encerrar o seminário que transcorreu durante todo o dia, o infatigável trabalhador de Jesus relatou sua alegria pelos trinta anos ininterruptos de atividades doutrinárias espíritas em Viena, lançando sementes de amor, de compaixão no solo dos corações amigos que lhe concedem a honra de ouvi-lo.
Agradecendo o carinho com que é sempre recebido, a amizade que lhe nutrem, Divaldo Franco, o Arauto do Evangelho e da Paz, despediu-se e logo recolheu-se sob os auspícios do querido amigo Josef Jaculak, pois que as primeiras horas de domingo, 27 de maio, já irão encontrar Divaldo rumando para Helsinque, na Finlândia. Divaldo Franco é o Semeador que jamais se permitiu escolher o solo onde deposita as sementes do amor, em nome do Mestre Nazareno.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Bratislava/Eslováquia, 24 de maio de 2018

Conferência
No anoitecer de 24 de maio de 2018, foi a vez de a Eslováquia receber Divaldo Pereira Franco em sua bela capital Bratislava, onde o Espiritismo é muito pouco conhecido e divulgado. Cerca de quarenta pessoas aguardavam com grande expectativa a oportunidade de rever o incansável trabalhador do Cristo. Os amigos do grupo Verein für Spiritistische Studien Allan Kardec - VAK, de Viena, dedicados e incansáveis, se esforçam para manter um pequeno grupo de estudos da Doutrina Espírita, e sempre que Divaldo se encontra em Viena, estes amigos buscam promover o encontro em Bratislava visando fortalecer, e ampliar se possível, as sementes do Espiritismo naquele solo onde as pessoas guardam as marcas do sofrimento imposto pelo regime comunista.
Inicialmente o amigo Dr. Juan Danilo, dirigiu-se aos presentes apresentando-lhes o magnífico trabalho desenvolvido pela Mansão do Caminho, em Salvador/BA, fazendo com que todos pudessem ter uma ideia do imenso trabalho de dedicação e amor realizado pela nobre instituição.
O querido orador Divaldo Franco, que contou com a tradução do devotado amigo Josef Jaculak, vertendo para o idioma tcheco a conferência, discorreu sobre os possíveis caminhos para a felicidade. O Arauto do Evangelho e da Paz salientou que somente aquele que ama é imensamente feliz. O ego, muitas vezes, inibe a criatura humana de amar. O grande problema psicológico da atualidade é a falta de amor. Em verdade, os indivíduos possuem medo de amar, a menos que se trate de desejo, pois que confunde o sentimento de amor com as necessidades biológicas da libido.
Adentrou-se, também, o lúcido orador, pelos caminhos da mediunidade, e discorrendo sobre as suas próprias experiências adquiridas ao longo de mais de sete décadas convivendo com os Espíritos, facultou aos presentes a possibilidade de conhecer o vasto campo da mediunidade. Os que ali estavam, em sua maioria, jamais, ou raramente, tiveram a oportunidade de ouvir algo com tanta lógica, com tanta riqueza de detalhes contidas nas narrativas.
Era possível notar na expressão facial dos nativos daquele país, a alegria de poder estar ouvindo aqueles relatos enriquecedores, respondendo, por certo, às suas inquietações, desde a muito trazidas no íntimo. Que maravilha poder dar de beber a quem tem sede! Sede de conhecimentos, de vida, pois que esta é uma das características do Espiritismo, afinal, ele prova tudo o que diz.
A felicidade real afirmou Divaldo Franco, é a paz de espírito, é quando os indivíduos dominam as paixões inferiores, é quando domam os instintos animais e anelam, também, pela felicidade alheia, então sentem-se felizes, jubilosos. A Depressão foi outro ponto bem salientado pelo médium e orador espírita, particularmente no aspecto das influências espirituais negativas. Discorrendo sobre a reencarnação, questionou por que algumas pessoas são felizes na Terra, enquanto outras são desgraçadas, infelizes. Isto se dá pelos méritos alcançados na escala evolutiva de cada ser humano, tendo-se em vista que cada um recolhe a própria sementeira, e as reencarnações são oportunidades de construir trajetórias mais saudáveis e harmoniosas.
A imortalidade é vida, e alcançar a compreensão sobre ela é trabalhar para construir a própria felicidade. Conhecer torna-se um dever que todos devem abraçar. De alguma forma, afirmou o nobre seareiro do bem, os indivíduos estão procurando o sentido da vida, esse sentido é amar.
É interessante observar a forma alegre e jovial com que Divaldo aborda as temáticas propostas. Com sua enorme experiência, adquirida nestes mais de setenta anos de oratória, e de forma descontraída, faz com que todos relaxem através do riso, conduzindo, seguidamente, o público para tal mister. Através das várias décadas levando o espiritismo pelo mundo, Divaldo Franco sabe e conhece os variados costumes, o idioma, a alimentação, o clima em que a criatura humana está inserida, mas que em sua essência, ela é a mesma em toda parte do Globo. Ela chora, sofre e carrega seus conflitos e ansiedades, sem variar.
O “Trator de Deus”, como também é conhecido Divaldo Franco, expõe a mensagem do amor, fala às mentes, dirige-se à alma, e toca realmente os corações. Ao final, as pessoas retiraram-se bem diferentes de quando ali chegaram. Agora suas fisionomias estavam leves, descontraídas, alegres. Foram momentos de júbilo, de felicidade.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Viena, 22 de maio de 2018

Conferência
Na noite do dia 22 de maio de 2018, atendendo ao convite dos amigos queridos do Verein für Spiritistische Studien Allan Kardec - VAK, de Viena, que neste ano completa trinta anos de existência, fundado com o auxílio e sob orientação de Divaldo Franco, e retornando à bela Áustria, o experiente orador iniciou a temporada de atividades deste ano abordando a temática das mudanças no mundo, contando com o valioso auxílio de Edith Burkhard, que verteu a conferência para o idioma alemão.
Inicialmente o dedicado amigo Dr. Juan Danilo, que acompanha todo o roteiro pela Europa, saudou os presentes em nome da Mansão do Caminho, asseverando que, em sendo uma obra do amor em ação, vem desde a sua fundação contribuindo para que o mundo mude para melhor, educando para a vida.
Divaldo Franco, o Arauto do Evangelho e da Paz, fez um convite para uma mudança radical nas vidas de cada presente, buscando um sentido novo para nortear os pensamentos e ações. Estudando o processo antropológico da evolução, desde o período primitivo, passando pelo racional e chegando no intuitivo, onde o ser humano se encontra, se pode constatar, no entanto, que a história se repete, e os seres humanos aturdidos buscam fugir para lugar nenhum. Embora as altíssimas conquistas tecnológicas terem sido alcançadas, elas não capacitaram os indivíduos a confraternizarem-se uns com os outros. O ser humano prossegue com dificuldades para encontrar a paz.
O ilustre orador apresentou exemplos seus, adquiridos nesta longa trajetória dedicada ao bem, e a servir com amor, narrando vivências que tocaram profundamente, sensibilizando e incentivando a perseverar nestes mesmos caminhos. Se ele entendeu o chamado do Mestre de Nazaré, porque eu não posso, também, tomar estes caminhos? É a indagação que surge em nossas mentes, ouvindo os relatos deste trabalhador de Jesus, de forma tão simples e objetiva.
É responsabilidade de cada um, esclareceu Divaldo, criar as condições para ter dias melhores, buscar o bem, colaborar para a felicidade alheia e encontrar os irmãos “invisíveis”, isto, por incrível que pareça, produz um grande bem.
A lógica do Espiritismo, esclareceu o Arauto do Evangelho, mudou a sua vida, e proporcionou-lhe não apenas ser feliz, mas também poder levar esta felicidade de amar e servir, apresentando a luz, a alegria para milhares de pessoas, e para aqueles espíritos que no princípio lhe pareciam ser o caminho para a loucura. Hoje eles lhe auxiliam nesta grande missão de levar o amor, o esclarecimento e a paz pelo mundo.
Encerrando o belo trabalho da noite, o Embaixador da Paz, desejou que o amor preencha todos os lugares vazios do coração, que este amor se sobreponha a todas as ingratidões sofridas, porque a vida é um hino de amor que impulsiona a criatura humana para a plenitude.
Aplaudido de pé e intensamente, todos retornaram aos lares levando a mensagem de alegria e de amor nas mentes e nos corações. O semeador prossegue semeando as sementes da boa nova com muita alegria, determinação e grande amor pelo próximo, pois que escolheu o seu sentido para a vida, servir e amar sempre, incondicionalmente.
Texto e fotos Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

terça-feira, 22 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Winterthur, 21 de maio de 2018

Conferência
Na manhã de segunda-feira, 21 de maio de 2018, encerrando as atividades doutrinárias na Suíça, Divaldo Franco realizou uma conferência, lotando o auditório, após o encerramento do seminário de Pentecostes. O dedicado trabalhador, apresentando as conclusões de Jung, fez judiciosas referências às sombras, às tendências negativas, à predominância do ego e, fazendo um exame das imperfeições humanas, asseverou ser necessário estabelecer a ligação entre o EGO e o SELF. Esse eixo, EGO-SELF, por onde os indivíduos transitam, somente será alcançado quando for atingido o estado numinoso de consciência, a plenitude.
Divaldo traçou um paralelo entre as bem-aventuranças e o episódio de Massada, um imponente planalto escarpado, situado no litoral sudoeste do Mar Morto. O local é uma fortaleza natural, com penhascos íngremes e terreno acidentado e que passou a história por não se render aos romanos, matando-se uns aos outros, todos as novecentas pessoas que ali se encontravam. Sempre teremos a imensa paisagem da humanidade formada pelo bom, pelo bem, pelas bem-aventuranças e, pelo outro lado, há a presença do mal, da morte, da ignorância, de Massada.
Discorreu, ampla e profundamente, sobre a figura incomparável do Mestre de Nazaré, apresentando-O de forma simples, para que todos pudessem compreender e trazer definitivamente Jesus para perto de si, como a um amigo com o qual se pode sempre contar. Referindo-se e analisando o paradoxo das religiões, que pelo fanatismo religioso provocou o maior número de guerras na humanidade, em contraste com os fatores econômicos e sociais, sempre em menor incidência, inclusive nos dias da atualidade, por absoluta falta do exercício do amor apregoado pelo Cristo. Auxiliando na compreensão dos ensinamentos de Jesus, e à luz da Doutrina Espírita, interpretou diversas vivências do Mestre Galileu sob a óptica da psicologia profunda.
Ao final do encontro, o querido orador, Divaldo Franco, apresentou palavras de conforto para aqueles que estão longe da sua Pátria, sofrendo saudades, confortando-os moralmente, incentivando a vitória sobre si mesmo, apresentando Jesus muito próximo, possível de ser alcançado, pois que é o amigo dos que sofrem.
Aplaudido intensamente, e de pé, o trabalhador do Cristo encerrou a jornada pela Suíça, despedindo-se de todos, porque a labuta prossegue e, Viena, na Áustria, já o aguarda. Segue, assim, o “jovem” agricultor de Jesus, porque a semeadura no solo ainda árido dos corações não pode parar, e ele sabe bem disto, divulgando a mensagem do consolador de forma sistemática, com alegria e destemor.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Winterthur, 20 de maio de 2018

Seminário Seja Feliz Hoje.
Na manhã do dia 20 de maio de 2018, domingo, dando prosseguimento com o seminário de Pentecostes, em Winterthur, na Suíça, Divaldo Franco iniciou discorrendo sobre a vida e a obra de Sócrates, o pai da filosofia, que também lecionava o autoconhecimento. Allan Kardec, afirmou Divaldo, utilizando-se da base dos conhecimentos Socráticos, e perguntando aos Espíritos sobre a forma mais eficaz para a evolução do ser humano, obteve semelhante resposta, indicando as diretrizes apontadas por Sócrates: o conhece-te a ti mesmo.
Mergulhando nos ensinamentos contidos nas obras básicas do Espiritismo, o Arauto do Evangelho trouxe inúmeras reflexões, através da filosofia, proporcionando uma ampla compreensão nestes intrincados caminhos da evolução. Hoje, com o avanço da ciência, a humanidade já dispõe do Holograma, e o homem, embora desejando uma filosofia do toque, da matéria, os Espíritos oferecem uma filosofia de ideias.
O que vemos não é como vemos, diz a física moderna, somos enganados por nossas sensações. Através destas sensações chega-se às emoções, que por sua vez, conduzirá a criatura humana a alcançar a intuição, eis aí a evolução do pensamento. Avançamos para a autoterapia, os médicos do porvir somente nos auxiliarão a bem direcionar o pensamento.
A filosofia da felicidade está centrada no amor, afirmou Divaldo. Viva, portanto, intensamente cada momento de sua vida, de forma que, ao encerrar esta etapa, possas repetir Confúcio: Quando chegastes, todos sorriram e tu choravas. Vives de tal forma, que ao retornares, quando todos chorarem tua partida, tu possas sorrir, pela paz de consciência conquistada por uma existência reta.
Citando o grande psiquiatra austríaco Viktor Frankl (1905-1997), criador da logoterapia, e que se tornou um símbolo da solidariedade, sobrevivendo aos campos de concentração nazistas, reforçava a necessidade de se ter um sentido psicológico, uma meta transpessoal na vida, evitando o vazio existencial. Divaldo ainda narrou a bela história do colar de diamantes, evidenciando que, em muitas oportunidades e ocasiões, o homem somente atribui real valor para o que possui quando perde. Observação: Para os detalhes desta bela história, consulte a obra O Colar de Diamantes, de Divaldo Franco, compilada por Délcio Carvalho.
O incansável trabalhador de Jesus, com bom ânimo, ainda respondeu diversas perguntas formuladas pelos presentes, dividindo sua enorme experiência de vida, afirmando que todos podem ser felizes desde a hora que desejar. Ao encerrar o seminário, era visível a emoção que envolveu a todos, tocados no íntimo pelas narrativas, pelo carinho deste peregrino do Cristo. Os efusivos aplausos que recebeu foram de gratidão, reconhecimento e de estímulos para prosseguir, intimorato, neste roteiro de luz pelo continente europeu.
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

domingo, 20 de maio de 2018

Divaldo Franco na Europa Winterthur, 19 de maio de 2017

Na noite de sábado, 19 de maio de 2018, Divaldo Franco, atendendo ao convite dos amigos do Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec – CEEAK, de Winterthur, na Suíça, participou de um encontro informal com os trabalhadores espíritas, uma oportunidade de elucidativas reflexões.
A exposição do tema ficou sob a responsabilidade do querido amigo Juan Danilo que discorreu sobre o inesquecível diálogo de Pedro com Jesus, questionando sobre o número de vezes que deveria perdoar as ofensas, adentrando-se na tão debatida questão do perdão, ainda pouco vivenciada. A proposta psicológica do perdão, afirmou Juan Danilo, é a mesma da reencarnação. Facilmente o indivíduo fica sem a relativa paz adquirida em razão da sua fragilidade moral, pelo passado de equívocos que carrega.
Descobrindo mais e melhor a sua realidade espiritual, a criatura humana deixa de reagir tanto e começa a agir um pouco mais pela compreensão alcançada, por mínima que seja. A reforma íntima, afirmou, requer um olhar aprofundado nas ferramentas que a codificação da Doutrina Espírita oferece. A fé raciocinada, a oração e o autoconhecimento são ferramentas oferecidas pelo Espiritismo.
Encerrando sua exposição, Juan Danilo afirmou que errar faz parte da vida dos indivíduos, porém, jamais deve desistir, afinal está caminhando, evoluindo, e todo aquele que caminha está sujeito a tropeços, buscando sempre se educar. Muito aplaudido pelos presentes que o receberam com alegria efusiva, o expositor os cativou através de sua abordagem simples e profunda.
Na sequência, Divaldo Franco passou a responder as questões formuladas sobre assuntos diversos. Suas respostas, enriquecidas com relatos riquíssimos, sensibilizaram pela beleza dos detalhes. A experiência de Divaldo é impressionante. Construída através de uma vida dedicada à divulgação e à vivência do Evangelho de Jesus, Divaldo Franco é um manancial caudaloso de conhecimento enriquecido por uma longa jornada que lhe permite falar ao coração. Assim foi encerrada a noite, após um longo dia de atividades. E o semeador? Saiu a semear...
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

Divaldo Franco na Europa Winterthur, 19 de maio de 2018

Na manhã de 19 de maio de 2018, agora na Suíça, em Winterthur, Divaldo Franco iniciou o seminário anual de Pentecostes. Neste ano o tema foi “Seja Feliz Hoje”. Inicialmente foi projetado um vídeo sobre a vida e a obra de Divaldo Franco, em seguida a plateia foi agraciada com a bela voz de Mauricio Virgens, interpretando Ave-Maria, antecedendo a fala do querido orador.
Divaldo Franco, o Trator de Deus, segundo Chico Xavier, iniciou afirmando que a felicidade é uma ave ligeira que sempre voa de um lado para o outro, e quando pensamos possuí-la, ela escapa de nossas mãos e vai pousar mais adiante. Após esta introdução, o querido amigo Dr. Juan Danilo saudou os presentes e os internautas em nome da Mansão do Caminho, discorrendo sobre a doação e o amor que é dispensado a todos que buscam aquela veneranda instituição educacional, afirmando que amar e servir é, sem dúvida, o caminho para ser feliz.
Reassumindo a exposição, Divaldo optou por trazer narrativas de experiências próprias, apresentando a belíssima história do menino indiano Tamil, e de seu encontro com Sathya Sai Baba (1926-2010), guru indiano e um dos mais famosos e influentes líderes religiosos de seu país, evidenciando o amor em ação, e de como sementes do bem geram frutos de felicidade, tocando profundamente a todos. Realmente, e sem a menor dúvida, cada indivíduo pode plantar estas sementes de amor, porque é capaz, se assim o desejar.
A felicidade não são as breves alegrias, mas é a sementeira para toda a vida, por isto Jesus afirmou não ser a felicidade deste mundo, mas ela começa neste mundo através da semeadura. O homem moderno está rico de teoria e vazio de realidade. Desenvolveu, aprendeu e sabe trabalhar os instrumentos delicados da tecnologia, mas não consegue equacionar as suas próprias emoções.
Aprofundando o tema, o nobre conferencista, citando o médico psiquiatra e professor Emilio Mira y Lopez (1896-1964), adentrou-se pelo campo dos quatro gigantes da alma, a Rotina, a Ansiedade, o Medo e a Solidão. Trabalhou cada um destes gigantes, evidenciando-os na vida de qualquer ser humano, apresentando exemplos ricos, permitindo que cada um se colocasse nas situações expostas, de forma cristalina, contribuindo para que todos saíssem enriquecidos com grandes aprendizados para a vida.
Tudo o que for plantado hoje, amanhã estará florindo, espinhos ou flores. Ao plantar rosas, mesmo que os espinhos firam as mãos, o perfume sempre compensará. A felicidade é um estado natural de Deus com cada criatura. Pode-se ser feliz hoje, afirmou Divaldo. Trata-se de uma questão mental, é um estado de alma, cada ser humano pode reverter estados negativos através do pensamento e criar este estado de plenitude, de felicidade.
Finalizando o primeiro dia do seminário, bem-disposto e humorado, mesmo após ter falado por seis horas com pequenos intervalos, Divaldo incentivou a todos, relatando alguns diálogos seus com a benfeitora Joanna de Ângelis sobre as relações da criatura humana e o sofrimento. Esses diálogos sempre o motivam a amar e, por extensão, motivou os presentes, asseverando que ninguém se arrependerá por perdoar e amar.
É incrível e quase inexplicável, mas o Trator de Deus, no auge de sua “adolescência”, ainda convidou aos que o escutavam para uma atividade de perguntas e respostas a ser efetivada após duas horas e meia de intervalo, na sede do GEAK, em Winterthur. Quem é que aguenta acompanhar este ritmo?
Texto e fotos: Ênio Medeiros
Revisão e adaptação: Paulo Salerno



(Recebido em email de Jorge Moehlecke)