domingo, 19 de março de 2017

Registro. Divaldo Pereira Franco no Paraná XIX Conferência Estadual Espírita. Pinhais, PR

17 de março de 2017
A Conferência Estadual Espírita, nos moldes atuais, teve início em 1994. Atualmente é um dos maiores eventos espíritas do mundo, reunindo cerca de 30 mil pessoas em 3 dias de evento, no Expotrade Convention Center, Rodovia Deputado João Leopoldo Jacomel, 10454 - Pinhais/PR, região Metropolitana de Curitiba. O tema central é: 160 anos de Espiritismo na Terra. Diversos palestrantes, desde o dia 13 de março, realizaram em treze localidades do interior, litoral e região metropolitana, diversas atividades, dando à Conferência Estadual Espírita essa dimensão estadual e decentralizada. A culminância do evento ocorre de 17 a 19 de março de 2017, em Pinhais.
A abertura, com a participação de notáveis líderes espíritas, conferencista e autoridades, teve a participação especial de José Raul Teixeira. Presentes, também, as diretorias da Federação Espírita do Rio Grande do Sul e da Federação Espírita Catarinense e outras lideranças do Movimento Espírita brasileiro e paraguaio.
O Presidente da Federação Espírita do Paraná, Adriano Lino Greca, abrindo a Conferência, destacou o lançamento de O Livro dos Espíritos, apresentando à humanidade, por Allan Kardec, em 18 de abril de 1857, a Doutrina Espírita, esclarecedora e consoladora, constituindo-se em a Terceira Revelação Divina.
Pelo sucesso alcançado, este ano foi lançado, na abertura da XIX CEE, o segundo volume da obra Vida e Valores, da Editora FEP.
Homenageando e agradecendo a trajetória de luz de Divaldo Pereira Franco que vem esparzindo bênçãos ao longo de setenta anos de trabalho em prol do esclarecimento, da divulgação e do acolhimento, foi divulgado um vídeo destacando seus feitos na tarefa de acolher necessitados e de esclarecer aos sedentos de saber e consolação. Divaldo Franco, orador, médium e educador, foi parabenizado pelas sete décadas de oratória constante, sendo aplaudido calorosamente de pé. Materializando essa homenagem, foi-lhe entregue uma placa em gratidão e homenagem pelo brilhante trabalho de iluminar as consciências ao longo de sua história.
Emocionado, Divaldo Franco agradeceu a homenagem com que foi destacado, transferindo-a à Allan Kardec, o egrégio codificador. Para si recebia o carinho e a ternura com que vem sendo destacado pelos paranaenses há sessenta e três anos, ininterruptamente.
Em magistral conferência, com o tema Imortalidade e Vida, Divaldo Franco, solícito e participativo, discorreu sobre o inevitável encontro com a morte do corpo físico, pois que dela não há quem possa se evadir. Falando sobre a imortalidade da vida, o orador e médium que fez de sua vida um hino de louvor ao Cristo, amando o próximo, citou o pensamento dos antigos filósofos que enalteciam e ensinavam sobre a imortalidade da vida e a sobrevivência do Espírito.
Jesus apresentou a mensagem do amor, da imortalidade, evidenciando através de Seu exemplo e de Seus ensinamentos a respeito da imortalidade que Ele tão bem destacou ao apresentar-se inúmeras vezes para um sem número de pessoas após a crucificação no Calvário, falando de um mundo inolvidável. A mensagem é de vida e de vida eterna.
Passando por Francisco de Assis e outros, o conferencista de Feira de Santana salientou os feitos de notáveis pensadores e cientistas, de varias escolas, descortinando uma realidade antes negada. O Espiritismo marcha ao lado da ciência, e vai adiante expondo o mundo dos invisíveis, ou o dos sem corpos físicos. Filósofos e pensadores de diversas correntes têm se aplicado, desde há muito, desenvolvendo conceitos sobre a vida, a imortalidade e o ser espiritual.
O desenvolvimento de escolas psicológicas resultou na criação da parapsicologia, da psicobiofísica, da psicotrônica e a psicologia transpessoal, cujas bases são semelhantes à Doutrina Espírita. A imortalidade, que dá sentido à vida, alicerça-se na comunicabilidade das almas, alçando o homem à vida espiritual. A imortalidade é o poema glorioso da vida porque dá vida a vida.
Sentir-se livre, imortal, dá ao homem a condição de ser servidor, dando-se ao outro. A mudança interior, através da vivência do amor, propicia aos indivíduos a plenitude, não permitindo que o mal dos maus lhe faça o mal. Jesus aguarda que cada um aceite o Seu convite de ir até Ele. Bendigamos a vida. A dor é o poema que Deus reserva aos eleitos, assim se expressou o Embaixador da Paz e da Bondade no Mundo. Em momentos de crise moral, existencial, é necessário viver conforme os ensinamentos crísticos. Declamando o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, Divaldo encerrou a sua conferência sob intensos aplausos da multidão que o assistia.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Registro. Divaldo Pereira Franco no Paraná Ponta Grossa

16 de março de 2017
Em noite agradável, Divaldo Franco se apresentou em Ponta Grossa para mais uma brilhante conferência, como vem fazendo ininterruptamente desde o ano de 1954 quando esteve pela primeira vez nos campos gerais. O Salão Social Arthur João de Maria Ribeiro, do Clube Princesa dos Campos – Clube Verde -, foi palco para mais uma grande confraternização dos espíritas paranaenses. Antes do evento o Sistema Brasileiro de Televisão – SBT- Ponta Grossa – realizou entrevistas com a escritora Suely Caldas Schubert, de Minas Gerais; Lúcia Moehlecke Flores, da Equipe do Livro Divaldo Franco, do Rio Grande do Sul; Demétrio Ataíde Lisboa, Presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção/Mansão do Caminho; Jorge Godinho Barreto Nery, Presidente da Federação Espírita Brasileira, entre outras personagens; e Divaldo Pereira Franco que falou sobre o começo de sua mediunidade, o seu desejo de continuar na obra do bem, a transição planetária e o intercâmbio entre os mundos habitados, e a felicidade – a paz na intimidade do indivíduo.
Após bela interpretação musical ao som do clarinete, compuseram a mesa diretiva Luís Maurício Resende, Conselheiro da Federação Espírita do Paraná – FEP; Adriano Lino Greca, Presidente da FEP; Jorge Godinho Barreto Nery, Presidente da FEB; Edson Luiz Wacholz, Presidente da União Regional Espírita – 2ª Região; e Divaldo Pereira Franco. Presentes, também, outras autoridades do Movimento Espírita do Paraná e do Brasil. Comemorando antecipadamente os setenta anos de oratória – 27 de março de 1947 -, e nonagésimo aniversário de Divaldo Franco foi-lhe ofertada uma placa de agradecimento em nome da URE-2ª Região.
Iniciando a conferência para mais de dois mil presentes, em dois ambientes, Divaldo Franco discorreu sobre o conhecimento humano, desde a micropartícula ao macrocosmo, uma conquista notável, bem como a realização do pensamento humano. Estas conquistas, aliando a tecnologia e a ciência, prolongam a vida do homem sobre a Terra. As comunicações, pessoais e institucionais, se constituem em um avanço notável. Por outro lado, a humanidade experimenta, ainda, os flagelos das guerras, da violência de toda ordem, a miséria material e moral. A paz ainda se encontra distante dos corações e das mentes do homem moderno, carente de transformação moral, apesar de todos os avanços modernos.
Esquecendo-se de si para viver o mundo exterior, o homem deixou de viajar para dentro de si mesmo, descobrindo-se como um ser capaz de amar, possuidor de um sentido moral e psicológico para a vida, dando um significado ético, autoconhecendo-se e identificando a sua condição de ser psicológico.
Em faltando um significado para a vida, o homem está enveredando pelo caminho da depressão. Estima-se que haja 360 milhões de depressivos crônicos, e que em 2025 a depressão será a primeira causa de mortes através do suicídio, por absoluta falta de um sentido psicológico para a vida.
Rollo May, (1909 —1994) afirmava que a sociedade humana havia elegido como parâmetros para a felicidade o individualismo, o sexismo e o consumismo. Todos são caminhos de fuga para a realidade existencial. O homem moderno, cibernético está coisificando-se. Já não conversa mais, não dialoga, somente discute. Isolou-se, e a solidão instalada o consome.
O que fazer? Carl Gustav Jung (1875-1961), psiquiatra suíço e fundador da psicologia analítica, escreveu em três dias e noites, freneticamente, o livro Resposta à Job, personagem mitológica da Bíblia, onde apresenta uma definição a respeito da consciência, destacando que o verdadeiro momento de consciência é quando o Ego toma conhecimento do SELF, do EU profundo. A busca pelo autoconhecimento levará o homem a construir-se mais equilibrado, responsável, amoroso. A família é o laboratório ideal. Voltar à família, construindo o genuíno lar é tarefa que todos devem realizar.
Emilio Mira y Lopez, (1896-1964), sociólogo, médico psiquiatra, psicólogo e professor, estabeleceu os gigantes devoradores da vida humana: rotina, ansiedade, medo e amor. São elementos presentes na vida de grande parte da humanidade, e que comprometem o equilíbrio integral - físico, psicológico e espiritual -, impedindo os indivíduos de alcançarem o estado de paz e felicidade. A falta de metas psicológicas profundas, de motivação, vivendo-se para o atendimento aos instintos básicos - comer, repousar e procriar -, em permanente estado de ansiedade, sem confiança em si mesmo e na providência divina, sem controle dos medos e de da libido, compõem o quadro ideal para as perturbações íntimas.
Joanna de Ângelis, Mentora Espiritual, estimula os indivíduos a realização de esforços para transformar esses gigantes perniciosos da alma. Em vez da rotina, ter uma vida dinâmica, variando as atividades, experimentando novas oportunidades; em vez de sucumbir aos medos, enfrentá-los, com o uso da audácia, da coragem; a ansiedade deve ser substituída pela confiança em si mesmo, na perfeita justiça e misericórdia divinas, que tudo provê, vivendo cada momento tendo a consciência do que está fazendo ou vivendo; a solidão deve ser substituída pela solidariedade – o solidário não é solitário -; e, por fim, educar a libido, para poder viver o amor mais puro, livre de conflitos e desequilíbrios perturbadores. É o amor vivido e exemplificado por Jesus de volta aos corações humanos, a Sua proposta é psicoterapêutica.
O amor é seiva de vida para se alcançar a felicidade. Deve-se compreender que a vida de cada um depende de outrem, constituindo a grande família universal. Não se resignar com o mal que grassa no seio da humanidade. É necessário quebrar essa rotina. A Mentora Joanna de Ângelis orienta para que os homens possam descobrir os invisíveis da sociedade humana, isto é, os desafortunados, os miseráveis, tanto material quanto moralmente. O amor deve ser dirigido, ofertado indistintamente, tanto para os amigos, como para os inimigos.
As condecorações dos cristãos verdadeiros são as cicatrizes do sofrimento, oriundas do burilamento a si mesmo, aparando as arestas agressivas. É necessário ser feliz, mesmo carregando as dificuldades, servindo sempre, principalmente aos familiares. O Espiritismo é o novo sermão do monte, construindo uma sociedade digna. É a doutrina que leva o homem a crer racionalmente. É a ciência e a religião unidas em prol da humanidade.
Quando o indivíduo perdoa, desalgema-se e trabalha em favor da humanidade, agasalhando pensamentos voltados para as virtudes, afastando-se dos pensamentos pessimistas e fomentadores do mal. Amar é tornar-se feliz. Assim foi encerrada a magnífica conferência em Ponta Grossa sob fortíssimos aplausos após a apresentação do poema Meu Deus e Meu Senhor.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke
 

terça-feira, 7 de março de 2017

Registro. Conferência por Divaldo Franco Rio Verde, GO

28-02-2017

A aprazível e pujante cidade de Rio Verde – distante 280 km de Goiânia, capital do estado de Goiás - optou pelas amplas instalações  do Clube Dona Gersina, para receber cerca de 2.600 pessoas  que confortavelmente ali se reuniram para ouvir Divaldo Franco.
Após assumir a tribuna, Divaldo inicia sua conferência relatando a situação sócio, econômica e política vigente em Israel  na época do nascimento de Jesus.
Em seguida Divaldo nos leva – pela força poderosa de seu verbo – a uma viagem que tem início na promessa do Mestre do envio do Consolador, pxssando pela crucificação da Luz do Mundo que precedeu as perseguições de todos aqueles que – despertos pelos seus exemplos – passaram a seguir os passos de Jesus.
Divaldo, numa anamnese histórica, salta das perseguições pecos romanos aos cristãos para a adoção do Cristianismo como religião de Roma.
Os cristãos – antes perseguidos – passam a perseguir e matar todos quanto não aceitem suas convicções.
Mas Jesus – incondicional em seu amor - envia regularmente emissários para restabelecer seus ensinamentos de amor, harmonia e paz. Santo Agostinho, o bispo de Hipona e a luz inigualável de Francisco de Assis.
É a noite medieval logo sucedida pelas perseguições e crimes do Santo Ofício a temida – Santa Inquisição infelicitando e matando em nome do Cristo.
Insurge-se Lutero contra os descalabros papais e tem início a Reforma – protestantismo.
Mentes brilhantes cansadas da ditadura religiosa que a todos submetia impedindo a evolução do pensamento científico rebelam-se e pelo Iluminismo iniciam o divórcio da Igreja.
Pela metade do século XIX vem à luz da humanidade o Consolador prometido por Jesus em Seus dias na Galiléia.
Um novo período alvorece iluminando os corações e as mentes sombreadas pelas nuvens pesadas do obscurantismo religioso e do cinismo materialista do ateísmo.
O Espiritismo – organizado por Allan Kardec, o Bom Senso encarnado – vem resgatar, com sua  estrutura  sólida, a pulcritude dos postulados cristãos, por intermédio de suas bases:
1. Existência de Deus
2. Pluralidade dos Mundos habitados
3. Imortalidade e Evolução Progressiva da alma.
4. Reencarnação
5. Comunicabilidade dos Espíritos.
São as colunas de uma Doutrina que responde a questões antigas que acompanham a humanidade por milênios: Quem somos? De onde viemos? Qual o propósito da vida? Qual a origem e a razão do sofrimento? E que logrou matar a morte revelando um Mundo Espiritual pujante e dinâmico em substituição ao silêncio dos túmulos e às beatitudes imobilizantes de um Paraíso destinado aos Eleitos de um Deus personalista e vingativo.
Uma Doutrina que traz Jesus de volta por estar desataviada de mitos incompreensíveis por incompatíveis com a bondade absoluta de Deus – Nosso PAI.
Uma Doutrina que vem esclarecer e dar conteúdo moral à faculdade da Mediunidade, e a coragem de informar: “Todo aquele que de forma consciente ou não, sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é médium. Essa faculdade é própria ao homem não sendo, ASSIM, um privilégio exclusivo de uns poucos”. Livro dos Médiuns, Cap. XIV, item 159.
Relatando suas experiências pessoais no desabrochar de sua Mediunidade, Divaldo encerra a conferência enfatizando as recomendações da Espiritualidade Superior para que – à semelhança de Francisco de Assis – nos dedicássemos ao amor e a caridade.
   Fotos: Sandra Patrocinio
   Texto: Djair de Souza Ribeiro

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL

DIVALDO FRANCO - RIO VERDE, GOIÁS - 28/02/2017.

    La apacible y pujante ciudad de Rio Verde –a 280 km de Goiânia, capital del Estado de Goiás- optó por las amplias instalaciones del Clube Dona Gersina, para recibir a cerca de 2.600 personas que, confortablemente, se reunieron allí a fin de escuchar a Divaldo Franco.
    Después de instalarse en la tribuna, Divaldo da comienzo a su conferencia describiendo la situación sócio-económica y política vigente en Israel, en la época del nacimiento de Jesús.
Seguidamente, Divaldo nos conduce –mediante la poderosa fuerza de su palabra– a un viaje, que tiene comienzo en la promesa del Maestro del envío del Consolador, pasando por la crucificación de la Luz del Mundo, que precedió a las persecuciones de todos aquellos que – despiertos mediante Sus ejemplos– comenzaron a seguir los pasos de Jesús.
Divaldo, en una reminiscencia histórica, salta de las persecuciones de los romanos a los cristianos, para la adopción del Cristianismo como religión de Roma.
Los cristianos –antes perseguidos– pasan a perseguir y matar a todos los que no acepten sus convicciones.
No obstante, Jesús –incondicional en su amor- envía regularmente emisarios para restablecer sus enseñanzas de amor, armonía y paz: San Agustín, el obispo de Hipona, y la luz inigualable de Francisco de Asís.
Es la noche medieval, a la que suceden las persecuciones y crímenes del Santo Oficio, la temida Santa Inquisición, que siembra la desdicha y la muerte en nombre del Cristo.
Se rebela Lutero contra los descalabros papales, y comienza la Reforma – el protestantismo.
Mentes brillantes, cansadas de la dictadura religiosa que a todos sometía, impidiendo la evolución del pensamiento científico, se rebelan, y mediante el Iluminismo dan comienzo al divorcio de la Iglesia.
A mediados del siglo XIX llega a la luz de la humanidad, el Consolador prometido por Jesús en sus días en la Galilea.
Un nuevo período amanece, iluminando los corazones y las mentes, ensombrecidas por las nubes densas del oscurantismo religioso y del cinismo materialista del ateísmo.
El Espiritismo –organizado por Allan Kardec, el Buen Sentido encarnado– vino a rescatar, con su estructura sólida, la pulcritud de los postulados cristianos, a través de sus bases:
1. Existencia de Dios
2. Pluralidad de los Mundos habitados
3. Inmortalidad y Evolución Progresiva del alma.
4. Reencarnación
5. Comunicabilidad de los Espíritus.

Son las columnas de una Doctrina que responde a cuestiones antiguas, que han acompañado a la humanidad durante milenios: ¿Quienes somos? ¿De dónde venimos? ¿Cuál es el propósito de la vida? ¿Cuál es el origen y la razón del sufrimiento? Y que logró matar a la muerte, al revelar la existencia de un Mundo Espiritual pujante y dinámico, en sustitución al silencio de las tumbas y a las beatitudes paralizantes, de un Paraíso destinado a los Elegidos de un Dios personalista y vengativo.
Una Doctrina que trae a Jesús de retorno, porque está despojada de mitos incomprensibles, incompatibles con la bondad absoluta de Dios: Nuestro PADRE.
Una Doctrina que vino a esclarecer y dar contenido moral a la facultad de la Mediumnidad, y el coraje de informar: Toda persona que siente, en forma consciente o no, en un grado cualquiera, la influencia de los Espíritus es médium. Esa facultad es inherente al hombre, de modo que no constituye un privilegio exclusivo, de uns pocos. El Libro de los Médiums, cap. XIV, ítem 159.
Con el relato de sus experiencias personales, vinculadas al desabrochar de su Mediumnidad, Divaldo concluye la conferencia enfatizando las recomendaciones de la Espiritualidad Superior, para que –a semejanza de Francisco de Asís– nos dedicásemos al amor y la caridad.
   Fotos: Sandra Patrocinio
   Texto: Djair de Souza Ribeiro

(Texto em espanhol recebido em email da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

segunda-feira, 6 de março de 2017

Registro. Divaldo Franco- Encerramento do Congresso Espírita de Goiânia, GO

28/02/2017
Após 4 (quatro) dias de muita informação proporcionada pelas séries de palestras esclarecedoras e evangelizadoras, além da fraternidade e alegrias intraduzíveis o 33º Congresso Espírita do Estado de Goiás chega ao seu fim.
Para fechá-lo Divaldo Franco realiza a derradeira palestra do evento. O tema a ser desenvolvido é o mesmo daquele adotado como temática central do Congresso que estava encerrando:  Vida: Desafios e Soluções.
As emoções se entrechocam: A alegria pelos momentos inesquecíveis é tocada pelo clima de saudades da  convivência em uma ambiente onde a atmosfera espiritual a todos nos repletou.
As conversas animadas dos participantes já possuíam algo de nostálgico. As bênçãos da Espiritualidade a todos sensibilizavam, preparando-nos para as emoções derradeiras daquele banquete de luz.
Foi, neste clima emocional e entre palmas a refletirem os mais nobres sentimentos do enorme público que lotava o teatro,  que Divaldo Franco dirigiu-se à tribuna.
No meio do enorme silêncio expectante Divaldo falou:
O célebre caçador de nazistas - 4 (quatro) vezes indicado ao Prêmio Nobel da Paz - Simon Wiesenthal  narra em o livro O Girassol (1970) que em 1944 era um jovem polonês e judeu encarcerado  no campo de concentração de Mauthausen-Gusen, localizado próximo da cidade de Linz na Áustria . Amargurado, sem esperança e indefeso, testemunhou o assassinato da  sua avó e o embarque de sua mãe em um vagão de carga contendo mulheres judias idosas.
Na condição de mão de obra escrava, Simon foi destacado para remover o lixo em um hospital para soldados alemães feridos na ofensiva dos aliados e enquanto trabalhava acercou-se dele uma enfermeira e certificando-se de que Simon era   judeu lhe fez sinal para que a acompanhasse. Receoso, Simon a seguiu até um quarto onde um soldado nazista jazia imóvel envolvido em ataduras.
O soldado,  gravemente ferido, era um oficial da SS, e ele mandara chamar Simon lhe fazer  para uma confissão no leito de morte.
- Meu nome é Karl - disse uma voz entrecortada e distorcida pelas ataduras que lhe cobriam grande parte do rosto - Preciso lhe contar algo que me devasta a alma.
De formação religiosa Católica alistou-se nas tropas SS havendo retornado recentemente, muito ferido, do front russo.
Durante um cerco às tropas russas que fugiam da “máquina nazista” a unidade de Karl fora atraída a um campo minado que resultou na morte de mais de 30 dos seus soldados. Como vingança, os SS reuniram 300 (trezentos) judeus, prendendo-os em sobrado de 3 (três) andares, espalharam combustível e a incendiaram. Karl ordenara aos seus homens que atirassem contra qualquer um que tentasse escapar.
Karl fez um breve silêncio e seguiu a narrativa macabra, que Simon acompanhava tomado de ódio que o silenciava.
- Os gritos das vítimas na casa eram horríveis.
- Divisei um homem com uma criancinha nos braços. Suas roupas estavam em chamas. Ao lado havia uma mulher, sem dúvida a mãe da criança. Com a mão livre, o homem cobria os olhos da criança, depois ele pulou para a rua. Segundos depois a mãe jogou-se também. Nós atiramos matando todos aqueles que tentavam fugir!
Dominado pelas emoções dessa insanidade Karl continuou após algum tempo de silêncio:
- Nunca mais pude esquecer o olhar de incredulidade daquele menino cujos olhos lhe pareciam perguntar: Por que?
- Sei que em poucas horas morrerei, e por essa razão solicitei a presença de um judeu. Mas antes queria pedir a um judeu que me perdoasse pelas atrocidades.
Simon Wiesenthal, olhou para o corpo do homem moribundo abriu a porta e deixou o local em silêncio sem conceder o perdão solicitado.
Através dos anos, Wiesenthal perguntou a muitos rabinos e sacerdotes o que deveria ter feito. Finalmente, mais de vinte anos depois da guerra, ele escreveu essa história e submete o leitor a uma questão:
- O que você teria feito em meu lugar?
Após breve silêncio Divaldo segue no desenvolvimento do tema.
Desde o instante do nascimento quando nos esgueiramos pelo canal vaginal a vida se nos opõe dificuldades. Algumas naturais, próprias da vida física, outras que nos chegam por imposição de equívocos gerados pelas nossas imprudências, incompetência ou imprevidência.
Outras ainda nos colhem como necessidade de desenvolver predicados que carecemos para a nossa evolução moral, espiritual e intelectual. Como praticar a qualidade do perdão se ninguém nos magoar ou ferir – moral ou fisicamente?
Há, ainda, as dores acerbas e quase intermináveis que parecem nos consumir nas labaredas das dores morais e físicas. São as expiações que nos fazem experimentar – hoje – as dores com as quais submetemos nosso semelhante em atos pretéritos.
Não são castigos ou condenações. São desafios que nos convidam a desenvolver humildade, pureza de coração, paciência, tolerância, perdão e resignação. Qualidades preconizadas em o Sermão das Bens Aventuranças e que nos ensinarão a sermos Benevolentes com todos. Indulgentes com as falhas alheias. Perdão para com as faltas que contra nós praticam nossos irmãos. TODASelas qualidades que representam o verdadeiro significado da palavra CARIDADE, conforme o entendimento do Mestre Jesus – Modelo e Guia de toda a Humanidade.
A solução é então apresentada pelo Semeador de Estrelas:
Viver – na prática – os ensinamentos do Mestre Jesus. Aplicando a Caridade em todas as oportunidades e locais - no lar, no ambiente de trabalho, no lazer – entendendo que a vida tem um propósito superior: Desenvolver padrões de pensamento e ação que transforme a nossa Natureza Animal (instintos e sensações) em Natureza Espiritual a nos permitir experimentar a paz e a felicidade em sua plenitude.
Diante de tão belos e cristalinos conceitos o silêncio se fez natural e prosseguiu por um longo hiato até que uma onda de paz e forte emotividade perpassou todas as almas, iluminando os corações encharcados de bênçãos.
A voz sublime do espírito Dr. Bezerra de Menezes se fez ouvir - pela mediunidade psicofônica de Divaldo Franco -  nos convidando a seguir as Pegadas do Nazareno.
Chegava ao fim o 33º Congresso Espírita do Estado de Goiás.
    Fotos: Sandra Patrocínio
    Texto: Djair de Souza Ribeiro

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL

DIVALDO FRANCO - CLAUSURA DEL CONGRESO ESPÍRITA DE GOIÀNIA - 28/02/2017


    Al cabo de 4 (cuatro) días de abundante información, proporcionada por las sucesivas conferencias, esclarecedoras y evangelizadoras, además de la fraternidad y la alegría, indescriptibles, el 33º Congreso Espírita del Estado de Goiás llega a su fin.
    A tal efecto, Divaldo Franco realiza la última conferencia del programa. El tema que desarrollará es el mismo que ha sido adoptado como tema central del Congreso que estaba clausurando: Vida: Desafíos y Soluciones.
    Las emociones se entrechocan: La alegría por los momentos inolvidables se contrapone a la nostalgia por la convivencia, en un ambiente donde la atmósfera espiritual a todos nos colmó.
    Las conversaciones animadas de los participantes ya tenían una cierta nostalgia. Las bendiciones de la Espiritualidad a todos emocionaron, predisponiéndonos para las emociones de las despedidas, de aquel banquete de luz.
    Fue en este clima emocional y, entre las palmas que reflejaban los más nobles sentimientos del numeroso público que colmaba el teatro, que Divaldo Franco se dirigió a la tribuna.
    En medio del absoluto silencio, expectante, Divaldo comenzó su disertación:
    El célebre cazador de nazis -4 (cuatro) veces propuesto al Premio Nobel de la Paz- Simon Wiesenthal, narra en el libro El Girasol (1970), que en 1944 era un joven polaco y judío, encarcelado en el campo de concentración de Mauthausen-Gusen, ubicado cerca de la ciudad de Linz, en Austria. Amargado, sin esperanza e indefenso, fue testigo del asesinato de su abuela y del embarque de su madre en un vagón de carga, que contenía mujeres judías de edad avanzada.
    En la condición de mano de obra esclava, Simón fue designado para eliminar la basura en un hospital para soldados alemanes, heridos durante la ofensiva de los aliados, y mientras trabajaba se le acercó una enfermera, quien al constatar que Simón era judío le hizo una seña para que la acompañase. Temeroso, Simón la siguió hasta un cuarto, donde un soldado nazi yacía inmóvil, envuelto con vendas.
    El soldado, gravemente herido, era un oficial de la SS, y él había mandado a llamar a Simón, para hacerle una confesión en el lecho de muerte.
    -Mi nombre es Karl -dijo con voz entrecortada y distorsionada por las vendas que le cubrían gran parte del rostro. -Necesito contarle algo que me destroza el alma.
    De formación religiosa católica, se alistó en las tropas SS, y había retornado recientemente, muy herido, del frente ruso.
    Durante un cerco a las tropas rusas, que huían de la máquina nazi, la unidad de Karl había sido atraída hacia un campo minado, lo que dio por resultado la muerte de más de 30 de sus soldados. A modo de venganza, los SS reunieron a 300 (trecientos) judíos, los colgaron a lo largo de 3 (tres) niveles o pisos de una casa, derramaron combustible y los prendieron fuego. Karl había ordenado a sus hombres que dispararan contra cualquiera que tratase de escapar.
    Karl hizo un breve silencio y continuó con la macabra narración, a la que Simón acompañaba dominado por el odio, que lo obligaba a guardar silencio.
    -Los gritos de las víctimas en la casa eran horrorosos.
    -Divisé a un hombre con una criatura en los brazos. Sus ropas estaban en llamas. Al lado había una mujer, sin duda la madre de la criatura. Con la mano libre, el hombre cubría los ojos de la criatura, después él saltó hacia la calle. Algunos segundos después la madre se arrojó também. ¡Nos lanzamos para matar a todos los que intentaban huir!
    Dominado por las emociones de esa locura, Karl continuó después de algunos instantes de silencio:
    -Nunca más pude olvidar la mirada de incredulidad de aquel pequeño, cuyos ojos parecían preguntar: ¿Por qué?
    -Sé que en pocas horas voy a morir, y por ese notivo solicité que trajeram a mi presencia un judío. Porque antes quería pedirle que me perdonase las atrocidades.
    Simon Wiesenthal dirigió una mirada al cuerpo del hombre moribundo, abrió la puerta y se retiró del lugar en silencio, sin conceder el perdón que se le había solicitado.
    A través de los años, Wiesenthal preguntó a muchos rabinos y sacerdotes acerca de qué debería haber hecho. Finalmente, más de veinte años después de la guerra, él redactó esa historia y planteó al lector una pregunta:
    -¿Usted qué habría hecho en mi lugar?
    Luego de un breve silencio, Divaldo continúa con el desarrollo del tema.
    A partir del instante del nacimiento, cuando nos deslizamos por el canal vaginal, la vida nos presenta dificultades. Algunas de ellas lógicas, inherentes a la vida física, otras nos llegan por imposición de equivocaciones generadas por nuestra imprudencia, incompetencia o imprevisión.
    Otras, además, nos sorprenden como una necesidad de desarrollar atributos para nuestra evolución moral, espiritual e intelectual. ¿Cómo ejercitar la cualidad del perdón, si nadie nos ofende o hiere– moral o físicamente?
    Hay, además, dolores crueles y casi interminables, que parecieran consumirnos en las llamas de los dolores morales y físicos. Son las expiaciones, que nos hacen experimentar –hoy– los dolores con los cuales hemos sometido a nuestro semejante, en acciones del pasado.
    No son castigos ni condenas. Son desafíos que nos invitan a desarrollar la humildad, la pureza de corazón, la paciencia, la tolerancia, el perdón y la resignación. Cualidades preconizadas en el Sermón de las Bienaventuranzas, que nos enseñarán a que seamos Benevolentes con todos. Indulgentes con las faltas ajenas. Que perdonemos las faltas que contra nosotros practican nuestros hermanos. TODAS esas cualidades, representan el verdadero significado de la palabra CARIDAD, según lo entendía el Maestro Jesús –Modelo y Guía de toda la humanidad.
    La solución es, pues, presentada por el Sembrador de Estrellas:
    Vivir en la práctica las enseñanzas del Maestro Jesús. Aplicando la Caridad en todas las oportunidades y lugares -en el hogar, en el ámbito de trabajo, en el ocio –entendendiendo que la vida tiene un propósito superior: desarrollar modelos de pensamiento y de acción que transformen nuestra Naturaleza Animal (instintos y sensaciones) en Naturaleza Espiritual, lo que nos permita experimentar la paz y la felicidad en su plenitud.
    Ante tan hermosos y transparentes conceptos, el silencio se instaló espontáneamente y se extendió por un largo espacio de tiempo, hasta que una onda de paz e intensa emotividad impregnó a  todas las almas, iluminando los corazones, desbordantes de bendiciones.
    La voz sublime del Espíritu Dr. Bezerra de Menezes, se hizo oír a través de la mediumnidad psicofónica de Divaldo Franco- y nos invitó a que siguiéramos las huellas del Nazareno.
    LLegaba a su fin el 33er. Congreso Espírita del Estado de Goiás.

    Fotos: Sandra Patrocínio
    Texto: Djair de Souza Ribeiro



(Texto em espanhol recebido em email da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

domingo, 5 de março de 2017

Registro. Divaldo Franco- Síntese da Palestra na noite de 27/02/2017 em Goiânia, GO

Segunda de Carnaval. Momo e sua corte dominam as atenções de um número incontável de pessoas em busca das extravagâncias do sentido, em Goiânia mais de 3.000 pessoas se ajuntam na entrada do Centro de Convenções buscando a oportunidade de assistir a mais uma palestra de Divaldo Franco.
Divaldo Franco ocupando a tribuna dá início a exposição emoldurando o tema – Seja Feliz Hoje - com a narrativa da história do médico americano Tadeu Merlin, favorável a aplicação da Eutanásia (do grego Morte Branda) em casos de doenças terminais.
Com esse pensamento povoando seu cérebro, o Dr. Merlin foi convocado a efetuar um atendimento de emergência para tentar salvar a vida de uma parturiente e seu bebê que não vinha à luz mesmo após 20 horas de trabalho de parto.
Quando, finalmente, a criança veio ao mundo o Sr. Merlin deu-se conta de que a mesma era portadora de uma deficiência congênita no pé o que o impediria de ter uma vida normal. Esse fato, associado ainda, à penúria econômica da mãe, despertou no médico materialista a ideia de acabar com os enormes sofrimentos que aquela criança teria.
Aproveitando que a mãe do bebê dormia, extenuada pelo largo período do parto, o Dr. Merlin preparou a injeção que levaria o recém-nascido à morte sem despertar suspeita. Porém, algo que o médico não soube explicar, deteve sua iniciativa e com esforço abandonou a efetivação da eutanásia.
Os anos se dobraram e várias décadas mais tarde o agora famoso e bem sucedido Dr. Merlin vivia uma vida tranquila ao lado da filha e de Barbara a netinha de 5 anos que encantava sua vida.
Em um acidente de trânsito, desencarnaram a filha e o genro do Dr. Merlin deixando Barbara sob seus cuidados.
Ao completar 7 (sete) anos, porém, a linda Barbara foi alvo de uma virose pertinaz. Os diversos médicos consultados afirmavam que a morte da criança ocorreria em poucos dias, sob dores terríveis. Os médicos aconselharam o Dr. Merlin a suavizar os momentos finais da netinha querida aplicando-lhe a eutanásia.
Em desespero o Dr. Merlin buscou ajuda junto a um médico da periferia de uma cidade do meio oeste americano que vinha efetuando estudos com essa doença.
O jovem médico avaliou Barbara e confirmou o veredito dos demais profissionais. A morte de Barbara ocorreria em poucos dias.
Vendo o sofrimento do avô, o médico ofereceu um tratamento experimental e sem certeza de resultados, o que foi prontamente aceito pelo Dr. Merlin. Após algumas semanas de tratamento a vitalidade e a saúde, voltaram a animar Barbara.
Quando o Dr. Merlin foi agradecer o jovem médico, o avô de Barbara deu-se conta de que o médico que havia devolvido a saúde de sua netinha era portador de uma deficiência física no pé e que ele se movimentava com dificuldades. Ao abordar o assunto com o médico, o Dr. Merlin descobriu que o profissional que salvara a netinha era a criança que há 35 anos ele quase aplicara a equivocada solução da eutanásia.
Com a emoção dominando os corações dos atentos ouvintes, Divaldo inicia a abordagem sobre o real sentido da vida enfatizando a felicidade formulando uma questão: O que é a Felicidade? É o prazer?
E ele mesmo nos responde: Não. Felicidade não é prazer.
Para os antigos a real felicidade era a vivência dos códigos morais preconizados pelos Upanichades (escrituras do hinduísmo) ou a filosofia presente no Bhagavad Gita.
Segue Divaldo abordando o tema passando por Pitágoras e os pensamentos de Sócrates que estabelece uma finalidade ética para a vida que é a de Bem viver e não a de Viver bem, aproveitar, ter prazer.
Após uma imperceptível pausa Divaldo – de maneira leve, esclarecedora e com sutis toques de fino humor - aborda a filosofia da Grécia e detalha o pensamento e definições das diversas escolas filosóficas sobre a felicidade:
1. Epicuro afirmava – pelo pensamento Epicurista ou hedonista - ser a felicidade alcançada com o TER coisas e prazer indutores da felicidade. Porém, junto com o verbo TER está atrelado o verbo PERDER.
2. Mais tarde surgiu Diógenes do pensamento Cínico que afirmou que a felicidade é NADA TER. Desdenhando os bens transitórios passou a habitar um tonel. Desconsiderou, em Corinto, o convite que lhe fora feito por Alexandre Magno, desprezando a honra de governar o mundo ao seu lado e admoestando-o por tomar-lhe o que chamava "o meu sol"
3. Surge, então, Zenon de Cicio e o pensamento estoico, que ensinava ser a felicidade a necessidade de se banir da vida a afetividade e a emotividade causadoras do apego e produtoras de infelicidade. Além domais o homem deveria enfrentar as vicissitudes e os sofrimentos com serenidade, libertando-o da infelicidade. A felicidade estoica é RESIGNAR não ter medo seja da morte, de perder o que se possui.
4.  Posteriormente Sócrates com o pensamento de que a felicidade é SER e não ter coisas transitórias. Sócrates combatia os males que os homens produzem para gozarem de benefícios imediatos, objetivando, com essa atitude de reta conduta, o bem geral, a felicidade comunitária. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa.
Divaldo, fala então da interpretação da Doutrina Espírita sobre a felicidade ao nos ensinar que o ser humano deve aprender a ser feliz de acordo com as circunstâncias, incorporando e vivendo a certeza da transitoriedade do seu corpo físico e da sua eternidade espiritual. Filosofia esta, sintetizada no pensamento de Allan Kardec: “A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não da situação material em que ele vive”.
Estamos na Terra para construir um mundo melhor.
E com essa mensagem de ternura, carinho e de felicidade Divaldo relembra as inesquecíveis palavras de Jesus quando nos ensina através das Bem aventuranças:
— Bem aventurados os que choram porque serão consolados
A felicidade não tem data para acontecer, pois muitas vezes condicionamos a felicidade quando atingirmos tal ou qual situação. Igualmente a felicidade não depende de termos ou possuirmos algo transitório
Com a emoção dominando os corações dos atentos ouvintes, Divaldo nos diz que a felicidade é possível através do amor. Basta amar, sem a preocupação de ser amado. Se você ama e é amado olhe com ternura e carinho o teu afeto e seja feliz – agora. Se você não é amado agradeça a Deus a caminhada solitária pelos vales das sombras pois “que Deus é o meu pastor e nada me faltará”. Se você sente falto de alguma coisa eleva o pensamento a Deus e Lhe peça que te obsequie com a dádiva, mas de conforme com os padrões do Seu entendimento e vontade e não conforme a nossa.
Podemos – hoje ainda -sermos felizes apesar dos problemas que nos acontecem e que basta não revidarmos os males que nos fazem e nem retribuir com ódio as ignomínias que nos façam. Oerder a paz: Jamais! Contaminarmo-nos com o mau? Nunca!
Aquele que conhece Jesus NÃO TEM O DIREITO de ser infeliz, mesmo nesse momento de muita angústia que, qual uma sombra, procura impedir o brilho da real e verdadeira felicidade.
Os olhares de todos deixavam transparecer o impacto daquelas palavras e sentia-se a presença da felicidade... enquanto isto, lá fora, uma multidão seguia buscando o prazer iludidos de terem obtido a felicidade.
      Fotos: Sandra Patrocinio
      Texto: Djair de Souza Ribeiro

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL

DIVALDO FRANCO - SÍNTESIS DE LA CONFERENCIA DE LA NOCHE DEL 27/02 EN GOIÀNIA

Martes de Carnaval. Momo y su corte dominan la atención de una cantidad enorme de personas, que buscan las extravagancias de los sentidos. En Goiânia, más de 3.000 personas se congregan en la entrada del Centro de Convenciones, en busca de la oportunidad de presenciar otra conferencia de Divaldo Franco.
Divaldo Franco ocupa la tribuna y da comienzo a la exposición. Organiza el tema –Sea Feliz Hoy- con la narración de la anécdota del médico norteamericano Tadeu Merlin, quien estaba a favor de la aplicación de la eutanasia (del griego muerte blanda) en casos de enfermedades terminales.
Con ese pensamiento poblando su cerebro, el Dr. Merlin fue convocado a efectuar una atención de emergencia, para intentar salvar la vida de una parturienta y de su bebé, que no salía a la luz incluso después de 20 horas de trabajo de parto.
Cuando, finalmente, la criatura vino al mundo, el Sr. Merlin se dio cuenta de que esta era portadora de una deficiencia congénita en el pie, lo que le impediría tener una vida normal. Esa circunstancia, asociada además a la carencia económica de la madre, despertó en el médico -materialista-, la idea de poner fin a los enormes sufrimientos que aquella criatura tendría.
Aprovechando que la madre del bebé dormía, extenuada por el prolongado período de parto, el Dr. Merlin preparó la inyección que conduciría al recién nacido a la muerte, sin despertar sospechas. No obstante, algo que el médico no supo explicar detuvo su iniciativa, y con esfuerzo abandonó la concreción de la eutanasia.
Los años pasaron y, varias décadas más tarde, el entonces famoso y exitoso Dr. Merlin, vivía una vida tranquila junto a su hija y de Bárbara, la nietecita de 5 años que encantaba su vida.
En un accidente de tránsito, desencarnaron la hija y el yerno del Dr. Merlin, dejando a Bárbara a sus cuidados.
Al cumplir 7 (siete) años, la linda Bárbara fue atacada por una virosis pertinaz. Los diversos médicos consultados afirmaban que la muerte de la criatura se produciría al cabo de unos pocos días, sometida a dolores terribles. Los médicos aconsejaron al Dr. Merlin aliviar los momentos finales de la nietecita querida aplicándole la eutanasia.
Desesperado, el Dr. Merlin buscó la ayuda de un médico de la periferia, de una ciudad del medio oeste norteamericano, que había estado efectuando estudios con esa enfermedad.
El joven médico evaluó a Bárbara y confirmó el veredicto de los demás profesionales. La muerte de Bárbara se produciría en pocos días.
Teniendo en cuenta el sufrimiento del abuelo, el médico propuso un tratamiento experimental, sin certeza acerca de los resultados, lo que fue de inmediato aceptado por el Dr. Merlin. Al cabo de algunas semanas de tratamiento, la vitalidad y la salud volvieron a animar a Bárbara.
Cuando el Dr. Merlin fue a agradecer al joven médico, el abuelo de Bárbara se dio cuenta de que el médico que había devuelto la salud a su nietecita, era portador de una deficiencia física en el pie y que se movía con cierta dificultad. Al abordar el tema con el médico, el Dr. Merlin descubrió que el profesional que había salvado a su nietecita era la criatura a la que 35 años atrás, él casi aplicaba, equivocadamente, una solución para eutanasia.
La emoción dominaba los corazones de los atentos oyentes, cuando Divaldo inició el desarrollo acerca del auténtico sentido de la vida. Con énfasis en la felicidad, plantea una pregunta: ¿Qué es la Felicidad? ¿Es el placer? Y él mismo nos responde: No. Felicidad no es placer.
Para los antiguos, la felicidad auténtica era vivir según los códigos morales preconizados por los Upanishads (escrituras del hinduísmo) o la filosofía presente en el Bhagavad Gita.
Divaldo sigue abordando el tema, y pasa por Pitágoras y los pensamientos de Sócrates, quien establece una finalidad ética para la vida, que es la de Bien vivir, y no la de Vivir bien, aprovechar, gozar del placer.
Luego de una imperceptible pausa, Divaldo –de manera sutil, esclarecedora y con delicadas manifestaciones de humor, aborda la filosofía de Grecia, y detalla el pensamiento y las definiciones de las diversas escuelas filosóficas, acerca de la felicidad:
1. Epicuro afirmaba –según el pensamiento epicureísta o hedonista- que la felicidad se alcanza con el TENER cosas y el placer, inductores de la felicidad. No obstante, junto al verbo TENER está asociado el verbo PERDER.
2. Más tarde surgió Diógenes, del pensamiento Cínico, quien afirmó que la felicidad es TENER NADA. Despreciando los bienes transitorios comenzó a habitar dentro de un tonel. Rechazó, en Corinto, la invitación que le había hecho Alejandro Magno, despreciando el honor de gobernar el mundo al lado de él, y reclamándole por quitarle lo que denominaba mi sol.
3. Surge, entonces, Zenon de Cicio y el pensamiento estoico. Él enseñaba que la felicidad es la necesidad de eliminar de la vida, la afectividad y la emotividad, causantes del apego y promotoras de desdicha. Además, el hombre debería enfrentar las vicisitudes y los sufrimientos con serenidad, liberándose de la desdicha. La felicidad estoica consiste en RESIGNARSE, en no tener miedo, ya sea de la muerte, ni tampoco de perder lo que se posee.
4. Posteriormente, Sócrates con el pensamiento acerca de que la felicidad es SER y no tener cosas transitorias. Sócrates combatía los males que los hombres producen, para gozar de beneficios inmediatos, tendiendo con esa actitud de recta conducta, al bien general, a la felicidad de la comunidad. Felicidad sería el bien del alma, a través de la conducta justa y virtuosa.
Divaldo alude, entonces, a la interpretación de la Doctrina Espírita sobre la felicidad, al enseñarnos que el ser humano debe aprender a ser feliz de acuerdo con las circunstancias, incorporando y viviendo la certeza de la transitoriedad de su cuerpo físico y de su eternidad espiritual. Filosofía, esta, sintetizada en el pensamiento de Allan Kardec: La felicidad depende de las cualidades del individuo y no de la situación material en que vive.
Estamos en la Tierra para edificar un mundo mejor.
Y con ese mensaje de ternura, afecto y felicidad, Divaldo recuerda las inolvidables palabras de Jesús, cuando nos enseñaba a través de las Bienaventuranzas: —Bienaventurados los que lloran porque serán consolados.
La felicidad no tiene una fecha para ocurrir, pues muchas veces condicionamos la felicidad, cuando accedemos a tal o cual situación. Igualmente, la felicidad no depende de que tengamos o poseamos algo transitorio.
La emoción dominaba los corazones de los atentos oyentes, cuando Divaldo nos dice que la felicidad es posible a través del amor. Alcanza con amar, sin la preocupación de ser amado. Si usted ama y es amado, observe con ternura y cariño a su afecto y sea feliz –ahora. Si usted no es amado agradezca a Dios la trayectoria en soledad por los valles de las sombras, pues Dios es mi pastor y nada me faltará. Si usted se sintiera carente de alguna cosa, eleve el pensamiento a Dios y pídale que le conceda una dádiva, pero de conformidad con los modelos de Su entendimiento y voluntad, y no según la nuestra.
Podemos –hoy mismo- ser felices, a pesar de los problemas que nos acontecen, y alcanza con que no devolvamos el mal que nos hagan, ni retribuir con odio las ignominias que nos hagan. Perder la paz: ¡Jamás! ¿Contaminarnos con el mal? ¡Nunca!
Quien conoce a Jesús NO TIENE DERECHO a ser infeliz, incluso, en ese momento de profunda angustia en que, como una sombra, procura impedir el brillo de la real y auténtica felicidad.
Las miradas de todos dejaban traslucir el impacto de aquellas palabras, y se percibía la presencia de la felicidad... Mientras tanto, afuera, una multitud seguía buscando el placer, con la ilusión de obtener la felicidad.
      Fotos: Sandra Patrocinio
      Texto: Djair de Souza Ribeiro



(Texto em espanhol recebido em email da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

quarta-feira, 1 de março de 2017

Registro. Divaldo Franco - Síntese da Palestra de Goiânia, GO

26-02-2017.

 O Teatro Rio Vermelho localizado no Centro de Convenções de Goiânia abrigou os mais de 2.000 pessoas para ouvir Divaldo Franco desenvolver o tema proposto pelos organizadores do 33º Congresso Espírita do Estado de Goiás: Amor, Sexualidade e Seus Desafios.
Assumindo a tribuna Divaldo deu início +a palestra narrando a tocante história de Moisés Mendelssohn (1729-1786) avô do célebre compositor, pianista e maestro alemão Felix Mendelssohn (1804-1847).
Moisés Mendelssohn era um homem feio, baixo e possuidor de uma grotesca corcunda.
Certa feita conheceu a lindíssima filha de um comerciante e por ela se apaixonou perdidamente, porém, a jovem ao lhe ser apresentada demonstrou profunda repulsa pela sua desagradável estética.
Mas Moisés não se deixou abater por ter sido repelido pela linda Frudge e num gesto de muita ousadia perguntou –lhe:
- Você acredita que os casamentos são combinados no céu, antes de nascermos?
Evitando olhar aquela figura tosca a jovem respondeu:
- Sim, acredito.
-Também, acredito – completou Mendelssohn.
E sem deixar que o silêncio constrangedor dominasse aquela conversa, ele emendou:
- Quando me preparava para nascer, Deus mostrou-me aquela que seria, mais tarde, a minha esposa.
- Ela era bela, muito bela. Deus, porém, anunciou:
-Sua mulher será bela, porém trará uma corcunda a lhe marcar a aparência física.
Diante dessa informação, ousei levantar os olhos ao Altíssimo e lhe suplicar:
- Senhor, uma mulher com corcunda será uma tragédia. Permita, por misericórdia, que eu seja corcunda e que ela seja perfeita.
E Deus, na sua infinita bondade resolveu atender minhas súplicas e me fez nascer encurvado.
Pela primeira vez Frudge olhou diretamente nos olhos de Mendelsshon e fitando-lhe os olhos apaixonados deu-se conta de que aquela fora a mais pungente declaração de amor que ela jamais havia imaginado receber.
Emocionada, tomou a mão do rapaz entre as suas e aceitou-o como noivo vindo, posteriormente, a se casar com ele.
Após a narrativa desta tocante história a emoldurar o tema, Divaldo passou a aprofundar suas observações.
 O amor não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre, porque vive no íntimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.
O amor deve ser sempre o ponto de partida de todas as aspirações e a etapa final de todos os anseios humanos.
Equivocadamente o sexo é considerado - por um grande contingente de pessoas - como sinônimo de amor.
Todavia, o sentimento do amor é muito mais amplo e abrangente, uma vez que representa a somatória dos sentimentos e anseios que formam a base de nossas ações no bem.
O sexo, desacompanhado do amor, é SENSAÇÃO herança do instinto dominador, enquanto que o amor é a EMOÇÃO a ser conquistada pelos caminhos da elevação espiritual e moral.
Quando o sexo se impõe sem o amor, a sua passagem é rápida, frustrante e insaciável.
A mitologia grega define Eros como sendo o deus do Amor, mais especificamente o amor físico.
Eros teria nascido – espontaneamente - do caos primitivo como manifestação da vida afetiva.
Posteriormente passou a representar a Paixão, e teria tido uma origem diferente, mais poética, agora como filho de Hermes e Afrodite, ou ainda filho de Cronos e Gê  ou ainda, de Afrodite e Marte.
Nessa situação passou a representar o desejo sexual, a função resultante do prazer sensualista, dos prazeres e satisfações sexuais.
Após essa síntese da Mitologia que considera Eros e Amor  como uma único sentimento, Divaldo interpõe o conceito a moral espírita-cristão para o qual o amor é superior aos desejos sexuais, enquanto Eros, que pode ser portador de sentimento afetivo, caracteriza-se pela libido, sempre canalizada para os prazeres e satisfações imediatas da utilização do sexo.
O amor é permanente, enquanto Eros é transitório.
O amor felicita, proporcionando alegrias duradouras. Eros agrada e desaparece ávido, como fogo que arde e consome o combustível, pra em seguida se tornar em cinzas que se esfriam.
Eros toma conta dos sentidos e responde pelas paixões descontroladas, pelos conflitos da insatisfação, que levam ao crime e ao desespero, pois, ao eleger como  objetivo imediato e impostergável, o atendimento dos desejos do desequilíbrio sexual, é responsável pela alucinação que vige nos grupos e indivíduos perturbados.
Manifestando-se pela posse descontrolada, não confia, e se deixa contaminar pelo ciúme e pela insegurança, num crescendo desvairado até culminar em patologias sexuais devastadoras e perversões alucinantes.
O amor dulcifica e acalma, espera e confia. É enriquecedor, e, embora se expresse em desejos ardentes que se extasiam na união sexual, não consome aqueles que se lhe entregam ao abrasamento, porque se enternece e vitaliza, contribuindo para a perfeita união.
O AMOR utiliza-se de Eros, sem que se deixe ser por ele controlado, Eros, porém, raramente se utiliza do sentimento de pureza e serenidade qualidades características do AMOR.
E como advertência final, Divaldo esclarece a respeito dos descalabros e da inversão de valores dos dias atuais.
O sexo praticado de forma vil atrai Espíritos igualmente atormentados e doentes que se vinculam ao indivíduo, levando-o a processos de obsessões terríveis e de difícil libertação.
Desvios de comportamento sexual, aberrações nas práticas do sexo, condutas extravagantes e subvertendo as funções estabelecidas pelas Leis da Vida, produzem perturbações, que não se restabelecem com facilidade, senão através de dolorosas reencarnações.
Fitando do alto da tribuna o imenso público que ouvia suas considerações Divaldo arremata com uma observação a ecoar nas consciências atentas.
Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a vida e tome o cuidado de não enganar a outrem, pois cada um responde sempre pelo que inspira e pelo que faz.
O sexo não foi elaborado para o prazer vulgar, senão para as emoções superiores na construção das vidas, ou para as sensações compensativas quando amparado pelas dúlcidas vibrações do amor, mantendo a afetividade e a alegria de viver.
Os dias atuais são de libido e de paixões descontroladas e pela predominância dos desejos que desgovernam as mentes e aturdem os sentimentos sob o comando de Eros.
Todavia, o amor está sendo convidado a substituir a ilusão que o sexo desregrado produz, acalmando as ansiedades enquanto eleva os seres humanos.
Amor ou Eros?
Jesus, modelo e guia,  nos apresenta a resposta: “Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”
(Mateus 6:23)
    Fotos: Sandra Patrocinio
   Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehleck)


ESPANHOL

DIVALDO FRANCO - SÍNTESIS DE LA CONFERENCIA DEL DÍA 26/02/2017, EN GOIÂNIA.
El Teatro Rio Vermelho, ubicado en el Centro de Convenciones de Goiânia, albergó a más de 2.000 personas dispuestas a escuchar a Divaldo Franco, quien desarrolló el tema propuesto por los organizadores del 33º CONGRESO ESPÍRITA DEL ESTADO DE GOIÁS: Amor, Sexualidad y sus desafíos.
Instalado en la tribuna, Divaldo dio comienzo a la disertación, narrando la conmovedora historia de Moisés Mendelssohn (1729-1786) -abuelo del célebre compositor, pianista y maestro alemán Felix Mendelssohn (1804-1847).
Moisés Mendelssohn era un hombre desprovisto de belleza, de baja estatura y tenía una grotesca joroba.
En cierta ocasión, conoció a la muy hermosa hija de un comerciante, y se sintió perdidamente enamorado de ella; mientras tanto, cuando le fue presentada la joven, ella demostró un profundo rechazo por su desagradable aspecto.
Pero Moisés no se dejó abatir, a causa del rechazo de la hermosa Frudge y, en un gesto muy audaz, le preguntó:
-¿Usted cree que los casamientos están pactados en el cielo, antes de nuestro nacimiento?
Evitando dirigir la mirada a aquella figura contrahecha, la joven respondió:
-Sí, lo creo.
-También yo lo creo –completó Mendelssohn.
Y sin permitir que el silencio incómodo dominase aquella conversación, él agregó:
-Cuando me preparaba para nacer, Dios me mostró a la que sería, más tarde, mi esposa.
-Ella era hermosa, muy hermosa. Dios, mientras tanto, anunció:
-Su mujer será hermosa, pero tendrá una joroba que caracterizará su apariencia física.
Ante tal información, me permití elevar la mirada al Altísimo y le supliqué:
-Señor, una mujer jorobada será una tragedia. Permita, por misericordia, que yo sea el jorobado y que ella sea perfecta.
Y Dios, en su infinita bondad resolvió atender mis súplicas, y me hizo nacer jorobado.
Por primera vez, Frudge miró directamente a los ojos de Mendelsshon, y al observar su mirada apasionada, se dio cuenta de que aquella había sido la más fervorosa declaración de amor que ella jamás había imaginado recibir.
Emocionada, tomó la mano del joven entre las suyas y lo aceptó como novio; posteriormente, se casó con él.
Después de la narración de esta conmovedora anécdota, para enmarcar el tema, Divaldo comenzó a profundizar sus reflexiones.
El amor no se apega ni padece la ausencia, sino disfruta siempre, porque vive en la intimidad del ser y no de las gratificaciones que el amado dispensa.
El amor debe ser, siempre, el punto de partida de todas las aspiraciones, y la etapa final de todos los anhelos humanos.
Equivocadamente, el sexo es considerado -por una gran cantidad de personas- como sinónimo de amor.
No obstante, el sentimiento del amor es mucho más amplio y contenedor, pues representa la sumatoria de los sentimientos y los anhelos que constituyen la base de nuestras acciones en el sentido del bien.
Si el sexo no está acompañado por el amor, es una SENSACIÓN -herencia del instinto dominador-, mientras que el amor es la EMOCIÓN que se conquista atravesando los caminos de la elevación espiritual y moral.
Cuando el sexo se impone sin el amor, su paso es breve, frustrante e insaciable.
La mitología griega define a Eros como el dios del Amor, pero específicamente el amor físico.
Eros habría nacido –espontáneamente- del caos primitivo, como manifestación de la vida afectiva.
Posteriormente, comenzó a representar la Pasión, y habría tenido un origen diferente, más poético, como hijo de Hermes y Afrodita, o también como hijo de Cronos y Gea, o de Afrodita y Marte.
En esa situación pasó a representar el deseo sexual, la función resultante del placer sensual, de los placeres y las satisfacciones sexuales.
A continuación de esa síntesis de la Mitología que considera a Eros y Amor como un único sentimiento, Divaldo enuncia el concepto de la moral espírita-cristiana, para la cual el amor es superior a los deseos sexuales, mientras que Eros, que puede ser portador de un sentimiento afectivo, se caracteriza por la libido, siempre canalizada hacia los placeres y las satisfacciones inmediatas de la utilización del sexo.
El amor es permanente; mientras tanto, Eros es transitorio.
El amor es portador de felicidad, y proporciona alegrías duraderas. Eros agrada y desaparece ávido, como fuego que arde y consume el combustible, para seguidamente convertirse en cenizas que se enfrían.
Eros se apodera de los sentidos y es responsable de las pasiones descontroladas, de los conflictos de la insatisfacción, que conducen al crimen y a la desesperación, pues al elegir como objetivo inmediato e impostergable, la satisfacción de los deseos del desequilibrio sexual, es responsable de la alucinación que está vigente en los grupos y en los individuos perturbados.
Se manifiesta mediante la posesión descontrolada; no confía; se deja contaminar por los celos y la inseguridad, en un crescendo de descontrol, hasta culminar en patologías sexuales devastadoras y en perversiones alucinantes.
El amor dulcifica y calma; espera y confía. Es enriquecedor y, aunque se exprese en deseos ardientes, que llegan al éxtasis en la unión sexual, no consume a aquellos que se entregan a su abrazo, porque se enternece y se vitaliza, contribuyendo a la perfecta unión.
El AMOR se vale de Eros, pero no permite que él lo controle; Eros, mientras tanto, raramente se vale de los sentimientos de pureza y serenidad, cualidades características del AMOR.
Como advertencia final, Divaldo explica respecto a los descalabros y la inversión de valores de los días actuales.
El sexo practicado de forma vil atrae a Espíritus igualmente atormentados y enfermos, que se vinculan al individuo, conduciéndolo a procesos de obsesiones terribles, y de difícil liberación.
Desvíos de la conducta sexual, aberraciones en las prácticas del sexo, conductas extravagantes, que subvierten las funciones establecidas por las Leyes de la Vida, producen perturbaciones que no se reparan con facilidad, sino a través de dolorosas reencarnaciones.
Mientras observaba -desde lo alto de la tribuna- a la inmensa cantidad de público que escuchaba sus reflexiones, Divaldo plantea una observación que quedaría resonando en las conciencias atentas:
Nadie se equivoque acerca de los compromisos del sexo ante la vida, y tenga el cuidado de no inducir a error a otros, pues cada uno es responsable -siempre- por lo que inspira y por lo que hace.
El sexo no fue creado para el placer vulgar, sino para las emociones superiores en la edificación de las vidas, para las sensaciones compensadoras,cuando está amparado por las delicadas vibraciones del amor, conservando la afectividad y la alegría de vivir.
Los días actuales son de libido y pasiones descontroladas, con el predominio de los deseos que perturban las mentes y aturden los sentimientos, comandados por Eros.
No obstante, el amor está siendo invitado a sustituir a la ilusión que el sexo descontrolado produce, para que calme las ansiedades, mientras eleva a los seres humanos.
¿Amor o Eros?
Jesús, modelo y guía,  nos presenta la respuesta: Donde esté vuestro tesoro, allí estará también vuestro corazón. - Mateo, 6:23.

    Fotos: Sandra Patrocinio
   Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)