segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Registro. Encontro Fraterno com Divaldo Franco 2016 Praia do Forte, BA

05 de novembro - tarde/noite

Retomando as atividades, no período da tarde, Cristiane Beira desenvolveu o tema A Saga do Ciúme. Ciúme, disse a psicoterapeuta, é uma das exteriorizações da criança ferida, ínsita no psiquismo da criatura humana, e que não se relaciona de forma saudável. Fazendo um percurso pela expressão psíquica, Cristiane discorreu sobre as intenções que movem a criatura a buscar o que lhe desperta a atenção, satisfazendo desejos, procurando conhecer o outro, principalmente os aspectos exteriores, esquecendo-se de identificar a essência do ser que se observa, os seus valores humanos, morais, éticos, espirituais e a saúde emocional.
No desenvolvimento e na aquisição de atitudes equilibradas será necessário que se desvende o universo que se chama homem, reconhecendo e acolhendo, por exemplo, a criança interna, realizando o autocontrole, alcançando a individuação, quando então, os diversos EU se condensam, fundindo-se na integralidade, passando a ser um, ser quem se é e não uma representação ou projeção, tornando-se inteiro, integral. Enquanto não alcançar essa integralidade, nele permanecerá a criança maltratada, ferida, magoada, ciumenta a lhe requerer atenção.
A individuação, em geral, é o processo de desenvolvimento de um modelo de pessoa autêntica, com moralidade, íntegra consigo e com o próximo. Para amar o próximo é fundamental que a criatura se ame, que desenvolva o autoamor, podendo assim dar de si o que já adquiriu, atendendo ao ensinamento de Jesus. É necessário saber amar-se, antes de amar o outro.
Compreender que o outro não existe é importante passo para o amadurecimento psicológico, passando a responsabilizar-se, integralmente, pelo que faz ou pelo que não fez, podendo ter feito. O outro é a projeção de quem analisa, observa.
As relações de submissão, de dominação se complicam pela existência de falta de afeto, de carências, falta de amor, dependência emocional, falta de consciência sobre as necessidades do outro. O ciúme é o cárcere da emoção e é de natureza ancestral. O ciúme distorce a realidade. Cada um, vivendo na intensidade que lhe é própria, percebe o outro de forma diferente, a seu modo. Ciúme e insegurança estão em estreito relacionamento.
Cada indivíduo deve se esforçar para assumir o EU feliz, pleno, acolhendo a criança ferida, acalentando-a, recuperando-a, estabelecendo uma relação saudável consigo mesmo, evitando dar guarida ao ciúme.
Na sequência foram respondidas varias perguntas, oportunidade em que Divaldo Franco, Cristiane Beira, e o casal Iris/Cláudio Sinoti abordaram pontos específicos, atendendo as necessidades de esclarecimentos pessoais de forma anônima, aprofundando o tema do Encontro.
No período noturno o Encontro Fraterno foi retomado com Maurício Virgens, Vanda Otero e Flávio Benedito apresentando-se e promovendo a elevação do padrão vibratório dos presentes, reconhecendo por aplausos a excelente apresentação musical. Divaldo coordenou e interpretou as respostas anônimas à pergunta inicial desse excelente encontro: O que a criança que fui diria do adulto que me tornei? Vencida essa fase, onde a diversidade de respostas se constituiu de rico momento devido a profundidade em que foram apresentadas, propiciou uma bela panorâmica sobre o estado de consciência, bem como de entendimento do conteúdo apresentado pelos expositores.
Ato contínuo, Divaldo, como mestre experimentado, conduziu a visualização terapêutica dirigida, uma viagem em busca do autoconhecimento. Finalizado o exercício, Divaldo solicitou que um dos presentes, de preferência que ele não o conhecesse, se apresentasse para expor as suas impressões. A cada fase da visualização exposta pelo convidado, Divaldo foi interpretando, traçando um perfil psicológico segundo as percepções do voluntário. Essa amostragem teve por objetivo, também, responder de forma genérica as percepções a que cada um alcançou na visualização.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



ESPANHOL


ENCUENTRO FRATERNO CON DIVALDO FRANCO 2016
05 de noviembre – tarde y noche
    Para continuar con las actividades, durante la etapa de la tarde Cristiane Beira desarrolló el tema La Secuencia de los Celos. Los celos, explicó la psicoterapeuta, son exteriorizaciones de la criatura herida, instaladas en la psiquis de la criatura humana que no se relaciona de modo saludable. Mediante un recorrido a través de la manifestación psíquica, Cristiane aludió a las intenciones que llevan a la criatura a buscar aquello que atrae su atención, satisfaciendo deseos, procurando conocer al otro -principalmente en los aspectos exteriores-, omitiendo la identificación de la esencia del ser que se observa, sus valores humanos, morales, éticos y espirituales, además de la salud emocional.
    En el desarrollo y en la conquista de actitudes equilibradas, será necesario develar el universo al que se denomina hombre, reconociendo y aceptando, por ejemplo, a la criatura interna, realizando el autocontrol para alcanzar la individuación, cuando los diferentes YO se aglomeran y se funden en la integridad, y pasan a ser uno, ser quien se es y no una representación o proyección, para convertirse en entero, integral. Mientras no alcance esa integridad, subsistirá en él la criatura maltratada, herida, ofendida, celosa, que le demanda atención.
    La individuación es, en general, el proceso de desenvolvimiento de un modelo de persona auténtica, con moralidad, íntegra consigo y con el prójimo. Para amar al prójimo es fundamental que la criatura se ame, que desarrolle el autoamor, y así podrá dar lo que ha adquirido, conforme con la enseñanza de Jesús. Es necesario saber amarse, antes de amar al otro.
    Comprender que el otro no existe es un importante paso hacia la maduración psicológica, para comenzar a hacerse responsable integralmente, de lo que se hace, o de lo que no se hizo, pudiendo haberlo hecho. El otro es la proyección de quien analiza, observa.
    Las relaciones de sumisión, de dominación, se complican por la falta del afecto, por las carencias, por la falta de amor, la dependencia emocional, la falta de conciencia acerca de las necesidades del otro. Los celos son una cárcel de la emoción, y su naturaleza es ancestral. Los celos distorsionan la realidad. Cada uno, viviendo con la intensidad que le es propia, percibe al otro de forma diferente, a su modo. Los celos y la inseguridad están en estrecha relación.
    Cada individuo se debe esforzar para asumir el YO feliz, pleno, atendiendo a la criatura herida, abrigándola, recuperándola, estableciendo una relación saludable consigo mismo, evitando dar guarida a los celos.
    A continuación, se dio respuesta a varias preguntas, oportunidad en que Divaldo Franco, Cristiane Beira, y el matrimonio formado por Iris y Cláudio Sinoti, abordaron puntos específicos, atendiendo a las necesidades de explicaciones personales, en forma anónima, profundizando el tema delEncuentro.
    En la etapa nocturna, el Encuentro Fraterno continuó con Maurício Virgens, Vanda Otero y Flávio Benedito, quienes con su presentación favorecieron la elevación del nivel vibratorio de los presentes, que expresaron su reconocimiento mediante aplausos, por la excelente interpretación musical. Divaldo coordinó e interpretó las respuestas anónimas a la pregunta inicial del excelente Encuentro: ¿Qué diría el niño que he sido, del adulto en que me convertí? Completada esa fase, en la cual la diversidad de las respuestas dio lugar a un rico momento, debido a la profundidad con que fueron expresadas, el anfitrión propició un hermoso panorama sobre el estado de conciencia, así como acerca de la comprensión del contenido presentado por los expositores.
    A continuación, Divaldo, con su experiencia como maestro, condujo una visualización terapéutica, un viaje en busca del autoconocimiento. Concluida la ejercitación, Divaldo solicitó que uno de los presentes -preferentemente alguien a quien él no conociera-, se presentase para exponer sus impresiones. En cada fase de la visualización expresada por el invitado, Divaldo fue interpretando, y trazó un perfil psicológico según las percepciones del voluntario. Esa demostración tuvo como objetivo, también, responder en forma general a las percepciones que cada uno obtuvo durante la visualización.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])

Registro. Encontro Fraterno com Divaldo Franco 2016 Praia do Forte, BA

05 de novembro – manhã
“A felicidade se estabelece quando os dois níveis – físico e mental – harmonizam-se, ensejando o prazer emocional e transpessoal.” (Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
Em simetria com a bela manhã que se fez um belo presente, o momento artístico, preparando o ambiente para o desenvolvimento do tema – Curando feridas, mágoas e ressentimentos -, se constituiu em beleza de harmonia de som e voz produzida por Flávio Benedito ao piano, e a destacada soprano Vanda Otero.
Atendendo ao escopo do Encontro, Divaldo Franco propôs uma pergunta: Se você não soubesse a idade que tem, que idade gostaria de ter? Ficando a resposta para ser construída por cada um mais tarde, o dinâmico e sereno conferencista apresentou algumas observações sobre a providência divina, nem sempre aceita ou compreendida pelos homens, principalmente pelos que são os seus protagonistas. Ao olhar-se, distanciados dos fatos, os atentos observadores concluem que tudo transcorreu dentro de uma lógica e dos propósitos de evolução.
Trabalhando os Quatro Gigantes da Alma propostos por Emilio Mira y Lopes (1896-1964), sociólogo, médico psiquiatra e psicólogo, autor da obra de mesmo nome, Divaldo Franco foi descortinando esses gigantes, apresentando-lhes os nomes, discorrendo sobre o seu surgimento e os efeitos na alma humana. São eles: o medo, a ira, o amor e o dever.
Apoiando-se, principalmente nos estudos e nas análises do Professor Mira Y Lopes, o Embaixador da Paz no Mundo falou sobre as fases pelas quais passou a manifestação do pensamento. A primeira, o pensamento arcaico, depois segue-se o período pré-mítico, e a do egotismo, e por último a da razão, da lógica.
Ao despertar para o amor, o homem se faz benevolente, desdobra-se para propiciar paz e harmonia aos seus semelhantes, onde a abnegação é constante, e por conseguinte viver a fase do dever, torna-se uma prazer, mesmo que aos olhos dos observadores externos possa parecer penoso. O exemplo maior é Jesus, cujos ensinos levará as criaturas a receberem o Cristo na intimidade do ser. Neste ponto, e para estes que possuem o Cristo interno, o amor se universaliza.
Joanna de Ângelis - Espírito, estudiosa do comportamento humano propõe que as palavras culpa e pecado, com seus significados psicológicos e teológicos da atualidade, sejam substituídos pelo vocábulo responsabilidade, entendendo que responsável é todo aquele que já possui condições de reparar o prejuízo ou dano moral ao semelhante.
Traçando o caminho que o homem palmilhou através de sua história, Divaldo desvela, com muita lógica, as fases da autoconstrução do homem na Terra, evoluindo material, espiritual, social e psicologicamente.
Após breve intervalo, quando todos os participantes posaram para a foto oficial, o anfitrião passou a percorrer as quatro estradas psicológicas que levarão a humanidade a alcançar a prática do amor incondicional, atendendo a Lei Divina. Fazendo uso dos pontos cardeais, para configurar Israel, Divaldo situou ao norte a cidade de Damasco, ali Saulo transformou-se em Paulo, o Apóstolo dos gentios. Assim, Damasco simboliza a conversão.
Ao sul está situada Jerusalém, cujo significado é o testemunho, sustentado através da inteireza moral. Viajando para o leste, a cidade símbolo é Jericó, caracterizada pela solidariedade. Indo na direção oposta, saindo de Jerusalém, para o oeste, a estrada conduzirá para Emaus, quando um peregrino especial acompanha na caminhada dois viajantes. O peregrino é então convidado a pernoitar, fazendo companhia aos dois, aceitando, depreende-se que o significado não pode ser outro a não ser o do acompanhamento.
Neste traçado geográfico nota-se a figura da cruz, um símbolo que tornou-se ponte entre a terra e o céu, ligando os homens a Deus. Concluindo o módulo, Divaldo foi efusivamente aplaudido de pé.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



ESPANHOL


ENCUENTRO FRATERNO CON DIVALDO FRANCO 2016.
05 de Noviembre por la mañana

La felicidad se instala cuando los dos niveles –el físico y el mental– están en armonía, dando lugar al placer emocional y transpersonal. (Joanna de Ângelis/Divaldo Franco)
    En correspondencia con la agradable mañana, que se convirtió en un bello presente, el momento artístico, preparando el clima ambiental para el desarrollo del tema –Curando heridas, disgustos y resentimientos-, se convirtió en una belleza armoniosa entre el sonido y la voz, producida por Flávio Benedito en el piano, y la destacada soprano Vanda Otero.
    Atento al objetivo del Encuentro, Divaldo Franco propuso una pregunta: Si usted no supiera qué edad tiene, ¿qué edad le gustaría tener? La respuesta quedó pendiente, para que cada uno la elaborase más tarde, el dinámico y sereno conferencista expuso algunas reflexiones, acerca de que la Providencia Divina no siempre es aceptada o comprendida por los hombres, y principalmente por aquellos que son sus protagonistas. Al observarse, alejados de los acontecimientos, los atentos observadores arriban a la conclusión en cuanto a que todo transcurrió dentro de una cierta lógica, y de los propósitos relativos a la evolución.
    Haciendo reflexiones acerca de los Cuatro Gigantes del Alma, propuestos por Emilio Mira y Lopez(1896-1964), sociólogo, médico psiquiatra y psicólogo, autor de la obra del mismo nombre, Divaldo Franco fue develando esos gigantes, e hizo mención a sus nombres, además de reflexiones sobre su aparición y sus efectos en el alma humana. Son ellos: el miedo, la ira, el amor y el deber.
    Sobre la base, principalmente, de los estudios y los análisis del Profesor Mira y Lopez, el Embajador de la Paz en el mundo hizo alusión a las fases por las cuales pasó la manifestación del pensamiento. La primera, el pensamiento arcaico; le sigue después el período pre-mítico y la fase del egotismo y, por último, la de la razón y de la lógica.
    Al despertar al amor, el hombre se vuelve benevolente, se desdobla para propiciar paz y armonía a sus semejantes, donde la abnegación es una constante y, por consiguiente, vivir la fase del deber se convierte en un placer, aun cuando para la mirada de los observadores externos pueda parecer penoso. El ejemplo máximo es Jesús, cuyas enseñanzas llevarán a que las criaturas reciban al Cristo en la intimidad de su ser. En este punto, y para quienes poseen el Cristo interno, el amor se universaliza.
Joanna de Ângelis -Espíritu-, estudiosa del comportamiento humano, propone que las palabras culpa y pecado, con sus significados psicológicos y teológicos de la actualidad, sean sustituidas por el vocablo responsabilidad, entendiendo que responsable es todo aquel que ya posee condiciones para reparar el perjuicio o daño moral al semejante.
    Al trazar el camino que el hombre recorrió a través de su historia, Divaldo devela, con mucha lógica, las fases de la autoedificación del hombre en la Tierra, a través de la evolución material, espiritual, social y psicológica.
    Después de un breve intervalo, cuando todos los participantes posaron para la foto oficial, el anfitrión pasó al recorrido de las cuatro estradas psicológicas, que conducirán a que la humanidad acceda a la práctica del amor incondicional, atendiendo a la Ley Divina. Recurriendo a los puntos cardinales, para configurar Israel, Divaldo ubicó en el norte la ciudad de Damasco, alli Saulo se transformó en Pablo, el Apóstol de los gentiles. Por consiguiente, Damasco simboliza la conversión.
    Al sur está situada Jerusalén, cuyo significado es el testimonio, sustentado a través de la integridad moral. Cuando se viaja hacia el este, la ciudad símbolo es Jericó, caracterizada por la solidaridad. Si se va en Ia dirección opuesta, saliendo de Jerusalén hacia el oeste, la ruta conducirá a Emaús, cuando un peregrino especial acompaña el recorrido de los viajeros. El peregrino, entonces,  es invitado a pernoctar, haciendo compañía a los dos, y acepta. Se deduce que el significado no puede ser otro que el de acompañamiento.
    En este trazado geográfico se observa la figura de la cruz, un símbolo que se convirtió en puente entre la Tierra y el Cielo, vinculando los hombres a Dios. Al concluir el módulo, Divaldo fue efusivamente aplaudido de pie.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])

domingo, 6 de novembro de 2016

Registro. Encontro Fraterno com Divaldo Franco 2016 04 de novembro – tarde e noite. Praia do Forte, BA

Encontro Fraterno com Divaldo Franco 2016
04 de novembro – tarde e noite
Nenhuma criatura humana se encontra na Terra sem atravessar, vez que outra, a noite escura da alma. (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis – Atitudes Renovadas – capítulo 7)
No período da tarde o casal Cláudio e Íris Sinoti, psicoterapeutas, realizaram um estudo sobre a obra O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry. Iniciando a atividade, Cláudio destacou que a obra visa contribuir para que cada um resgate a criança que existe dentro de si, com encanto, ética e beleza. A história, disse, começa com uma pane, assim, de que forma o ser humano trabalha as suas crises?
Como no passado, alguns personagens históricos retiraram-se para o deserto visando se plenificarem, encontrando o oásis da sabedoria. O homem na crise adentra-se pelo deserto da sua intimidade, alguns infelicitam-se, negando-se a encontrar a fonte, outros desenvolvem habilidades que os capacitam viajar na direção da fonte do saber, encontrando a harmonia e a paz.
Em algum momento da jornada evolutiva o vínculo com a vida foi ferido. Encontrar-se com a criança interior é viver com capacidade de formar vínculos, responsabilidades, autoconstruindo-se. Quando a gente anda sempre em frente não pode mesmo ir longe. (Antoine de Saint-Exupéry).
Visitando os personagens e situações que compõe a obra de Saint-Exupéry, Cláudio foi conduzindo os presentes para uma autoanálise, propiciando a autoidentificação, propondo alternativas para o convívio sem conflitos com a criança interior através da reflexão, da análise sobre o cotidiano, renovando-se.
As sombras, destacou, quando não são cuidadas, trabalhadas, voltam-se contra a criatura. Sombra e luz se misturam na intimidade do ser e devem ser cuidadas diariamente, dando atenção às ações e que necessitam ser trabalhadas, aclaradas. É preciso resgatar a beleza que existe no mundo, pois que a beleza significa o lugar onde Deus se encontra, desenvolvendo a capacidade de olhar para todos os lados, identificando pontos positivos ou negativos.

Íris Sinoti, dando continuidade e mantendo a mesma base de análise, disse que a criança interior deve ser resgatada e levada para rever a vida e dar-lhe um significado, sob pena de enlouquecer, alojando-se na depressão. Por estar desconectado do que é importante para a vida, ajusta-se, subordina-se sem questionamentos a um mestre ou líder qualquer. Por outro lado, afirma Antoine de Saint-Exupéry, libertá-lo para que aprenda a ser mestre de si mesmo é uma empreitada muito mais difícil.
O homem, em geral, conhece tudo sobre os outros e ignora a si mesmo, como ensina James Hollis, psicólogo americano: ...mesmo enquanto o mundo exterior continua a reclamar nossos esforços, precisamos nos voltar para dentro de nós. Assim, para que cada um pudesse reflexionar sobre a sua própria conjuntura, Íris questionou, indagando qual o papel do ser humano no planeta Terra? 
Apoiando-se em conceitos formulados por Joanna de Ângelis, Eva Pierrakos, James Hollis e Carl Gustav Jung, Íris, a exemplo de Cláudio, foi conduzindo os presentes para o desenvolvimento da autorreflexão, oferecendo ferramentas para o aprimoramento psicológico, finalizando esclareceu que cativar significa formar vínculos, desfazer barreiras, romper muralhas, e que o essencial é invisível aos olhos, mas que quando se utiliza o coração se pode ver bem a beleza que nos cerca e a vida que possuímos.

No período noturno, Divaldo se apresentou para dar continuidade ao tema que iniciara pela manhã: A Criança Ferida. Antes, porém, harmonizando o ambiente, foi desenvolvido o momento artístico onde se apresentaram novamente Flávio Benedito e Maurício Virgens, agora se fazendo acompanhar da soprano Vanda Otero, que com sua bela voz e magistral interpretação, fez com que o público, tomado de emoção, se levantasse aplaudindo demoradamente.
Em seu magnífico trabalho, Divaldo foi dissecando a educação da criança em termos de ideal e que se encontram alicerçados nos mais judiciosos conceitos formulados por renomados pensadores, principalmente os de Joanna de Ângelis, como o seguinte, encontrado na obra Constelação Familiar, capítulo 10, psicografado por Divaldo Franco: “Ao invés de coibir-se a criança nas suas manifestações no lar, em nome da educação, deve-se estimulá-la a ser autêntica, evitando-se a dissimulação e a hipocrisia, por cujos mecanismos psicológicos agrada adultos, ocultando a sua realidade, a sua sensibilidade.”
Carl Gustav Jung, em Desenvolvimento da Personalidade informa: “A criança se encontra de tal modo ligada e unida à atitude psíquica dos pais, que não é de causar espanto se a maioria das perturbações nervosas verificadas na infância devam sua origem a algo de perturbado na atmosfera psíquica dos pais.”
Elucidando os conceitos abordados através de histórias e vivências, e exaltando os bons exemplos, o intimorato conferencista espírita, foi despertando o desabrochar de ideias, colocando cada um frente a uma circunstância da vida, propiciando reflexões sobre atitudes próprias ou alheias, favorecendo o amadurecimento psicológico, a formação da personalidade.
É conhecido e aceito que é no período infantil que se instalam os pródromos dos futuros conflitos que aturdem a criatura humana ao longo do seu desenvolvimento, caso falte a verdadeira afetividade e respeito pelo ser em formação. Toda criança tem a necessidade de ser amada, protegida, nutrida e orientada, com isso poderá desenvolver os sentimentos da afetividade, da harmonia, da saúde, do discernimento, conforme ensina Joanna de Ângelis em Autodescobrimento.
Finalizando após uma narrativa emocionante de superação causada pelo desamor, Divaldo destacou que o amor deve ser desenvolvido e fortalecido na presença dos que são indiferentes, desamados e conflitados, pois que é o bálsamo que cicatriza as feridas da alma, luarizando ao que ama e ao que é amado.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



ESPANHOL


ENCUENTRO FRATERNO CON DIVALDO FRANCO 2016.
04 de noviembre – tarde y noche
Ninguna criatura humana está exenta, en la Tierra, de atravesar, alguna que otra vez, la noche oscura del alma. (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis – Actitudes renovadas – capítulo 7)

    Durante el período de la tarde, el matrimonio compuesto por Cláudio e Íris Sinoti, psicoterapeutas, realizaron un estudio sobre la obra El Principito, de Antoine de Saint-Exupéry. Para dar comienzo a la actividad, Cláudio destacó que la obra tiende a contribuir a que cada uno rescate al niño que existe dentro de él, con encanto, ética y belleza. El relato -dijo- comienza con una avería, entonces: ¿De qué manera el ser humano elabora sus crisis?
    En el pasado, algunos personajes históricos se retiraron a un desierto, con el propósito de acceder a la plenitud, al hallar el oasis de la sabiduría. El hombre, en medio de una crisis, penetra en el desierto de su intimidad; algunos se vuelven desdichados, si se niegan a encontrar las nacientes; otros, desarrollan habilidades que los capacitan para viajar en dirección a la fuente del saber, donde encuentran la armonía y la paz.
    En algún momento de la trayectoria evolutiva, el vínculo con la vida fue afectado. Encontrarse con el niño interior es vivir con capacidad para establecer vínculos, responsabilidades, autoconstruyéndose. Si camina siempre en línea recta no puede uno llegar lejos. (Antoine de Saint-Exupéry).
    A través de una revisión de los personajes y las situaciones que componen la obra de Saint-Exupéry, Cláudio fue conduciendo a los presentes hacia un autoanálisis, propiciando la autoidentificación, proponiendo alternativas para la convivencia libre de conflictos con la criatura interior, a través de la reflexión, del análisis acerca de lo cotidiano, de modo de renovarse.
    Las sombras, destacó, cuando no son cuidadas, elaboradas, se vuelven contra la criatura. Sombra y luz se mezclan en la intimidad del ser y deben ser cuidadas a diario, prestando atención a las acciones que necesitan ser elaboradas, aclaradas. Es preciso rescatar la belleza que existe en el mundo -pues la belleza significa el lugar donde se encuentra Dios-, y desarrollar la capacidad de mirar hacia todos los lados, e identificar los aspectos positivos o negativos.

    Íris Sinoti continuó, y conservando la misma base de análisis, manifestó que el niño interior debe ser rescatado y conducido a la revisión de la vida, para darle un significado, de lo contrario se corre el riesgo de enloquecer, instalándose en la depresión. Al estar desconectado de lo que es importante para la vida, se adapta, se subordina sin discusión a un maestro o líder cualquiera. Por otro lado, manifiesta Antoine de Saint-Exupéry, dejarlo en libertad para que aprenda a ser maestro de sí mismo es una empresa mucho más difícil.
    El hombre, en general, conoce todo sobre los otros y se ignora a sí mismo, como enseña James Hollis, psicólogo americano: ...precisamente cuando el mundo exterior continúa reclamando nuestros esfuerzos, nos es necesario dirigirnos hacia nuestro interior. Entonces, para que cada uno pudiese reflexionar acerca de su propia circunstancia, Íris hizo una pregunta, a fin de averiguar cuál es el rol del ser humano en el planeta Tierra. 
    Sobre una base de conceptos enunciados por Joanna de Ângelis, Eva Pierrakos, James Hollis y Carl Gustav Jung, Íris -al igual que hizo Cláudio-, fue conduciendo a los presentes hacia el desarrollo de la autorreflexión, brindando herramientas para el perfeccionamiento psicológico. Por último, explicó que cautivar significa formar vínculos, deshacer barreras, romper murallas, y que lo esencial es invisible a los ojos, aunque cuando se utiliza el corazón, se puede ver bien la belleza que nos rodea y la vida que poseemos.
    En el período nocturno, Divaldo se hizo presente para dar continuidad al tema que había iniciado durante la mañana: El Niño Herido. Pero antes, para contribuir a la armonía del ambiente, se desarrolló el momento artístico, donde se presentaron nuevamente Flávio Benedito y Maurício Virgens, esa vez acompañados por la soprano Vanda Otero, quien con su hermosa voz y una magistral interpretación, consiguió que el público, dominado por la emoción, se pusiera de pie y aplaudiera extensamente.
    En su magnífica tarea, Divaldo hizo un análisis pormenorizado de la educación de la criatura en términos de ideal, que se encuentran sustentados en los más prudentes conceptos enunciados por renombrados pensadores, principalmente los de Joanna de Ângelis, como el siguiente, que figura en la obra Constelación Familiar, capítulo 10, psicografiada por Divaldo Franco: En vez de inhibir a la criatura en sus manifestaciones dentro del hogar, en nombre de la educación, se la debe estimular a que sea auténtica, evitando la simulación y la hipocresía, mecanismos psicológicos mediante los cuales agrada a los adultos, pero oculta su realidad y su sensibilidad.
    Carl Gustav Jung, en Desenvolvimiento de la Personalidad informa: La criatura se encuentra de tal modo ligada y unida a la actitud psíquica de sus padres, que no es para provocar asombro que la mayoría de las perturbaciones nerviosas que se verifican en la infancia, deban su origen a alguna perturbación en la atmósfera psíquica de los padres.
    Explicando los conceptos abordados a través de anécdotas y experiencias, exaltando los buenos ejemplos, el valiente conferencista espírita fue despertando el desarrollo de ideas, colocando a cada uno frente a una circunstancia de la vida, propiciando reflexiones sobre actitudes personales o ajenas, de modo de favorecer la maduración psicológica, y la formación de la personalidad.
   Es sabido y aceptado, que en la etapa infantil se instalan los fenómenos preliminares de los futuros conflictos, que afectan a la criatura humana a lo largo de su desenvolvimiento, en el caso que falte la verdadera afectividad y el respeto por el ser en formación. Cada criatura tiene necesidad de ser amada, protegida, nutrida y orientada; de ese modo, podrá desarrollar los sentimientos de la afectividad, la armonía, la salud, el discernimiento, según lo enseña Joanna de Ângelis en Autodescubrimiento.
    Al finalizar, después de una narración emocionante, acerca de la superación ocasionada por el desamor, Divaldo destacó que el amor debe ser desarrollado y fortalecido en presencia de quienes son indiferentes, faltos de amor y conflictivos, pues el amor es el bálsamo que cicatriza las heridas del alma, bañando con la delicada luminosidad lunar a quien ama y a quien es amado.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])


Registro. Encontro Fraterno com Divaldo Franco 2016 04 de novembro – manhã. Praia do Forte, BA

 “A criatura não é o que se apresenta, nem como se encontra. Esse estado impermanente é trânsito para o que será. Em prazer ou em sofrimento, não se é isso, mas se está isso, conscientizando-se do continuum no qual se encontra mergulhado.” (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis – O Ser Consciente – capítulo 9)
Radiante, como quase todos os dias na Bahia, o dia se apresentou para que o desfrutássemos sob as orientações de Divaldo Franco, ícone do movimento espírita nacional e internacional. Suas lúcidas palavras produzem envolvimento emocional, despertando a criatura que ainda dorme em si.
Com as apresentações musicais levadas a efeito por Flávio Benedito e Maurício Virgens, o ambiente foi se harmonizando na medida em que os participantes também asserenavam-se, construindo ambiência salutar.
Foram lançados dois novos títulos da LEAL. O primeiro foi o livro infantil escrito e ilustrado por Luís Hu Rivas, intitulado Minha Amiga Joanna de Ângelis. As ilustrações são no estilo cartoon. O segundo, de autoria de Joanna de Ângelis e psicografado por Divaldo Franco, tem por título Seja Feliz Hoje. Marcando o lançamento do livro infantil, Luís Hu entregou para Divaldo dois quadros, também pintados no estilo cartoon. Um representa a Joanna de Ângelis baby, o outro, de igual estilo, estampa Francisco e Clara de Assis.
Divaldo, em sua verve aclarada, estimulou os participantes a manterem o bom ânimo, a alegria e o perdão, tornando o encontro em terapêutico, utilizando a técnica da risoterapia, introduzindo o tema: A Criança Ferida. Apresentando a classificação do ser humano sob a ótica de Carl Gustav Jung, o médium e conferencista de Feira de Santana discorreu sobre as características do ser introvertido e do extrovertido, salientado que o ser humano é a soma de suas experiências passadas, conforme o psicólogo Emilio Mira y Lopes.
Apresentando o quadro evolutivo dos seres sobre a face do Planeta, Divaldo deixou claro o esforço em superar os obstáculos e sublimar ações, endereçando as criaturas para o Criador, destacando a importância da educação nesse processo, corrigindo os instintos, desenvolvendo a generosidade a ponto de amar o próximo. Todo os ser imaturo é considerado por Jung como uma criança ferida. Ela está sempre desconfiada, magoada, solitária, crer-se infeliz.
Ilustrando o tema, a criança ferida, Divaldo apresentou e comentou sobre o Mito de Narciso, deixando claro que cada um apresenta em suas atitudes um pouco desse mito. Possuir um certo encantamento por si é natural, isso se constitui em autoamor. Com o auxílio de diversos ensinamentos de Joanna de Ângelis, contidos em suas obras, o ilustre orador destacou a importância da educação, desde a infância, desenvolvendo a autenticidade, as potencialidades, adquirindo equilíbrio emocional e físico. Os conflitos, os medos devem ser examinados, descobertos e trabalhados com carinho e coragem.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



ESPANHOL


ENCUENTRO FRATERNO CON DIVALDO FRANCO 2016

04 de noviembre por la mañana
    La criatura no es lo que se presenta, ni como se encuentra. Ese estado impermanente es un tránsito hacia lo que será. En el placer o en el sufrimiento no se es eso, sino se está de ese modo, con conciencia del continuum en el cual el individuo se encuentra sumergido. (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis – El Ser Consciente, capítulo 9.)
    Radiante, como casi todos los días en Bahia, la mañana se presentó para que la disfrutásemos, según la opinión de Divaldo Franco, ícono del movimiento espírita nacional e internacional. Sus lúcidas palabras producen encantamiento emotivo, y despiertan a la criatura que aún duerme en cada ser.
    Con las presentaciones musicales, efectuadas por Flávio Benedito y Maurício Virgens, el ambiente se fue armonizando -a medida que también los participantes se sosegaban- hasta que se creó una atmósfera saludable.
    Se lanzaron dos nuevos títulos de la LEAL. El primero fue el libro infantil escrito e ilustrado por Luís Hu Rivas, intitulado Mi Amiga Joanna de Ângelis. Las ilustraciones corresponden al estilo cartoon. El segundo título, de la autora Joanna de Ângelis, psicografiado por Divaldo Franco, lleva por título Sea Feliz Hoy. Destacando el lanzamiento del libro infantil, Luís Hu entregó a Divaldo dos cuadros, también pintados en el estilo cartoon. Uno representa a Joanna de Ângelis baby; el otro, representa a Francisco y a Clara de Asís.
    Divaldo, con su énfasis esclarecedor, estimuló a los participantes para que conserven el buen ánimo, la alegría, y ejerciten el perdón. Convirtió al Encuentro en una experiencia terapéutica, cuando recurrió a la técnica de la risoterapia, e introdujo el tema: La criatura herida. Al presentar la clasificación del ser humano, desde el punto de vista de Carl Gustav Jung, el médium y conferencista de Feira de Santana aludió a las características del ser introvertido, y también a las del extrovertido, destacando que el ser humano es la suma de sus experiencias pasadas, de conformidad con el psicólogo Emilio Mira y Lopez.
    Cuando presentó el cuadro evolutivo de los seres, sobre la faz del planeta, Divaldo dejó en claro el esfuerzo para superar los obstáculos y sublimar las acciones, orientando a las criaturas hacia el Creador, y destacando la importancia de la educación en ese proceso, para controlar las acciones instintivas y desarrollar la generosidad, al punto de amar al prójimo. Todo ser inmaduro es considerado, por Jung, como una criatura herida: está siempre desconfiada, disgustada, solitaria, y se cree desventurada.
    A modo de ilustración del tema La criatura herida, Divaldo presentó y comentó el mito de Narciso, dejando en claro que cada uno presenta en sus actitudes, algo relacionado con ese mito. Poseer un cierto encanto espontáneo es natural, eso significa autoamor. Con el auxilio de diversas enseñanzas de Joanna de Ângelis, contenidas en sus obras, el ilustre orador destacó la importancia de la educación, a partir de la niñez, desarrollando la autenticidad, las potencialidades; para la conquista del equilibrio emocional y físico. Los conflictos, los miedos, deben ser analizados, descubiertos y elaborados con cariño y valentía.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Registro. Encontro Fraterno com Divaldo Franco - 03 de novembro – Abertura. Praia do Forte, BA

Encontro Fraterno com Divaldo Franco 2016
Abertura – 03 de novembro – noite
“O autoconhecimento se torna uma necessidade prioritária na programática existencial da criatura. Quem posterga, não se realiza satisfatoriamente, porque permanece perdido em um espaço escuro, ignorado dentro de si mesmo.” (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis – O Ser Consciente – página 9)
O Encontro Fraterno com Divaldo Franco está completando doze edições. Inicialmente foram realizados dois encontros, um em 1997 e outro em 1999. Mais tarde, a partir do ano de 2007 o evento vem sendo realizado anualmente. Esse ano reuniu 656 participantes que lotaram o Salão de Convenções Amaralina, no complexo Iberostar. Na abertura do evento, conduzida por Telma Sarraf, foi prestada uma homenagem ao 8º Congresso Espírita Mundial, levado a efeito em Lisboa, Portugal, no início do mês de outubro passado, reproduzindo o vídeo de encerramento daquele magnífico encontro que visou despertar reflexões profundas reverenciando a vida.
Preparando o momento de homenagem, o barítono Maurício Virgens, em bela apresentação, provocou efusivos aplausos que foram, também, ofertados ao pianista Flávio Benedito, que depois de uma apresentação solo, executou harmoniosa música cantada por Maurício. Findo o momento artístico, o estudo do Evangelho foi conduzido por Divaldo Franco. Para tal, convidou três participantes para tecerem comentários sobre o texto evangélico: João Rabelo, Ana Beira e Francisco Ferraz.
Divaldo, referindo-se ao evento, disse que é um reencontro com os corações amigos e que objetiva despertar a criatura para modificar a criança psicológica que ainda é. Passando à leitura dos registros evangélicos de Mateus 11:28 a 30, e de João 14:15 a 17 e 26, e os judiciosos comentários de Allan Kardec, Divaldo convidou João Rabelo para apresentar seus comentários.
Após informar que cerca de quatro mil Espíritos desencarnados estão sendo enviados ao Brasil para que recebam a elucidação sobre a mensagem do Cristo, consolando-os, Rabelo disse que esse é o momento para que a criatura volte-se para dentro de si e faça com que o amor desabroche, que contribua para que a humanidade encontre Jesus e sua paz. Francisco de Assis e Joanna de Ângelis convidam para que o homem viva momentos de introspecção, despertando o sentimento do amor. O convite do consolador é para agora, fazendo ao próximo o que Jesus ensinou: amá-lo. Finalizando enalteceu a manutenção do ânimo, da esperança, do exercício da consolação.
Ana Beira, com sua suave e doce voz, destacou inúmeras aflições que assolam a humanidade atual: a falta de paz, as guerras, as migrações forçadas, as enfermidades, a fome. Em contrapartida, frisou que muitos se dedicam a minorar as aflições, as enfermidades e todo o tipo de dores e sofrimentos. São os enviados do Cristo consolando. Lembrou que o convite de Jesus é para os que sofrem, porque deseja aliviar-lhes a dor, ofertando a Sua amorosidade, ensinando que o coração deve ser puro, que a humildade seja conquistada. O mundo necessita ter Jesus de volta, fazê-Lo presente na vida hodierna, amando. O mundo de paz e de amor será construído com Jesus, vivenciando os Seus ensinamentos, o amor incondicional às criaturas de Deus.
Na continuidade, Francisco Ferraz, eloquente e profundo conhecedor da vida de Paulo de Tarso, narrou belíssima passagem do apóstolo dos gentios, destacando os ingentes esforços que os cristãos dos primeiros tempos realizaram, dando testemunhos de sua fé, da abnegação, aceitando as dores. Há necessidade, frisou, que cada um olhe para dentro de si e lembre-se de encontrar Jesus. É Ele que promove e consola os homens. As Bem-aventuranças são hinos de amor e consolação que se destinam a amparar os aflitos de toda ordem.
Divaldo Franco retomando a palavras destacou que o Cristo Consolador alenta, informa e ampara todos os homens. O consolador prometido veio para permanecer com a humanidade, restaurando os ensinamentos do Cristo em linguagem compreensível. Esse consolador foi sendo apresentado aos homens através de vários pensadores, de diferentes épocas, culminando com o advento da Doutrina Espírita. As ciências humanas avançaram em conhecimento de forma vertiginosa, facilitando a vida, porém as existências da criatura encontram-se vazias, sem a identificação clara de um sentido para a vida. Jesus é para todos, ricos e pobres, Sua mensagem visa fazer com que a criatura desperte para o amor.
Traçando os objetivos do Encontro Fraterno, Divaldo salientou que ele se destina a propiciar o renascimento, o descobrimento do sentido psicológico da vida, a paz, estimulando que cada um possa tomar a si a tarefa de minorar o sofrimento alheio. Encerrado o módulo de abertura, mais uma vez o ambiente foi preenchido com os melodiosos sons produzidos por Flávio Benedito ao piano.
Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



ESPANHOL



ENCUENTRO FRATERNO CON DIVALDO FRANCO 2016
INAUGURACIÓN – 03 de noviembre – noche

El autoconocimiento se transforma en una necesidad prioritaria en el programa existencial de la criatura humana. Quien lo posterga, no se realiza satisfactoriamente, porque permanece perdido en un espacio oscuro, ignorado dentro de él mismo. (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis – El Ser Consciente – página 9.)
El ENCUENTRO FRATERNO CON DIVALDO FRANCO está completando las doce ediciones. Al principio, se realizaron dos Encuentros: uno en 1997 y otro en 1999. Más tarde, a partir del año 2007, el Encuentro se fue realizando anualmente. Este año reunió a 656 participantes, que colmaron el Salón de Convenciones Amaralina, en el complejo Iberostar. En la inauguración del Encuentro, conducida por Telma Sarraf, se realizó un homenaje al 8º Congreso Espírita Mundial -que se llevó a cabo en Lisboa, Portugal, a principios del mes de octubre pasado- y se proyectó el vídeo del cierre de ese magnífico Encuentro, que tendió a despertar reflexiones profundas acerca del respeto a la vida.
    Con anterioridad al momento del homenaje, el barítono Maurício Virgens, en una grata presentación, recibió efusivos aplausos, que también fueron dedicados al pianista Flávio Benedito, quien luego de presentarse como solista, interpretó un armonioso tema musical que cantó Maurício. Cuando finalizó la introducción artística, el estudio del Evangelio fue conducido por Divaldo Franco. En tal sentido, invitó a tres participantes a que hicieran comentarios sobre el texto evangélico: João Rabelo, Ana Beira y Francisco Ferraz.
    Divaldo, con referencia al acto, manifestó que es un reencuentro con corazones amistosos, que tiene como objeto despertar a la criatura humana, para modificar a la criatura psicológica que aún es. Luego de la lectura de los registros evangélicos de Mateo, 11:28 a 30, y de Juan, 14:15 a 17 y 26, y de los sensatos comentarios de Allan Kardec, Divaldo invitó a João Rabelo a que expusiera sus reflexiones.
    Después de informar que unos cuatro mil Espíritus desencarnados están siendo enviados a Brasil, para que reciban la elucidación -acerca del mensaje del Cristo- que les dispense consuelo, Rabelo dijo que este es el momento para que la criatura humana se dirija hacia su interior, y haga que el amor comience a manifestarse, contribuyendo a que la humanidad encuentre a Jesús y su paz. Francisco de Asís y Joanna de Ângelis invitan a que el hombre experimente momentos de introspección, a fin de que despierte su sentimiento de amor. La invitación del Consolador es para ahora, haciendo al prójimo lo que Jesús enseñó: amarlo. Para concluir, enfatizó la conservación del ánimo, la esperanza y la ejercitación del consuelo.
    Ana Beira, con su dulce voz, destacó numerosas aflicciones que asolan a la humanidad actualmente: la falta de paz, las guerras, las migraciones forzadas, las enfermedades, el hambre. En contraposición, manifestó que son muchos quienes se dedican a aliviar las aflicciones, las enfermedades y todo tipo de dolores y sufrimientos. Son ellos los enviados del Cristo, que cumplen la función de consolar. Recordó que la invitación de Jesús está dirigida a los que sufren, porque desea aliviar su dolor, dispensando su amorosidad, enseñando que el corazón debe ser puro, y que la humildad sea conquistada. El mundo necesita tener a Jesús de retorno, hacerlo presente en la vida cotidiana, a través del amor. El mundo de paz y de amor será edificado con Jesús, poniendo en práctica sus enseñanzas: el amor incondicional a las criaturas de Dios.
    A continuación, Francisco Ferraz, elocuente, profundo conocedor de la vida de Pablo de Tarso, narró una bellísima anécdota del Apóstol de los gentiles, destacando los enormes esfuerzos que los cristianos de los primeros tiempos realizaron, dando testimonio de su fe, de su abnegación, aceptando los sufrimientos. Es necesario, destacó, que cada uno dirija la mirada hacia su interior y se proponga encontrar a  Jesús. Es Él quien promueve y consuela a los hombres. Las Bienaventuranzas son himnos de amor y consuelo destinados a amparar a los afligidos de toda índole.
    Divaldo Franco -cuando volvió a tomar la palabra- destacó que el Cristo Consolador alienta, informa y ampara a todos los hombres. El Consolador prometido vino para quedarse con la humanidad, restableciendo las enseñanzas del Cristo en un lenguaje comprensible. Este Consolador ha sido presentado a los hombres a través de diversos pensadores, de diferentes épocas, hasta culminar en el advenimiento de la Doctrina Espírita. Las ciencias humanas han avanzado en cuanto a conocimiento de forma vertiginosa, facilitando la vida, pese a lo cual las existencias de las criaturas se encuentran vacías, porque carecen de una identificación clara acerca del sentido de la vida. Jesús es para todos: ricos y pobres. Su mensaje tiende a hacer que la criatura despierte al Amor.
    Al enunciar los objetivos del ENCUENTRO FRATERNO, Divaldo destacó que está destinado a propiciar el renacimiento, el descubrimiento del sentido psicológico de la vida -la paz-, propiciando que cada uno pueda asumir la tarea de aliviar el sufrimiento ajeno. Para finalizar el módulo de Apertura, una vez más el ambiente se llenó con los melodiosos sonidos producidos por Flávio Benedito, interpretando el piano.

Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Encontro Fraterno com Divaldo Franco - 03 de novembro de 2016 - parte da manhã.Praia do Forte, BA

“O ser consciente deve trabalhar-se sempre, partindo do ponto inicial da sua realidade
e psicológica, aceitando-se como é e aprimorando-se sem cessar.” (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis – O Ser Consciente – pagina 8)

No período de 03 a 06 de novembro de 2016 está acontecendo mais um Encontro Fraterno com Divaldo Franco. Esse ano o tema central é: Seja Feliz Hoje. O evento se realiza no complexo hoteleiro Iberostar Praia do Forte. Desde o período matinal, e se prolongando pela tarde, Divaldo Franco, anfitrião do evento, recebe pessoalmente os participantes. A grande maioria chega transportada por ônibus disponibilizados pela organização. Veem de outros Estados, da capital soteropolitana, de cidades do interior da Bahia e do Exterior, outros chegam por meios próprios, independente, todos são carinhosamente recebidos.

Os organizadores do evento e os funcionários do hotel não medem esforços em propiciar bem-estar aos participantes, que se traduz em conforto e tranquilidade, saudando-os com carinho. Há um clima de confraternização, de reencontros, pois que boa parte é constituída de pessoas que participaram dos eventos anteriores. São dedicados amigos da Mansão do Caminho. Presentes para aprender, constituem-se, também, benfeitores em apoio às obras assistenciais da veneranda instituição baiana.

Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL

ENCUENTRO FRATERNO CON DIVALDO FRANCO -
03 de noviembre de 2016 - Por la mañana

    El ser consciente debe cultivarse siempre, a partir del punto inicial de su realidad psicológica, y aceptándose tal como es, además de perfeccionarse sin cesar. (Divaldo Franco/Joanna de Ângelis – El Ser Consciente – pág. 8)

    Entre los días 03 y 06 de noviembre de 2016 está desarrollándose otro Encuentro Fraterno con Divaldo Franco. Este año el tema central es: Sea Feliz Hoy. El acto se lleva a cabo en el complejo hotelero Iberostar Praia do Forte. Durante la mañana, y continuando por la tarde, Divaldo Franco -anfitrión del acontecimiento- recibe personalmente a los participantes. La gran mayoría llega transportada por omnibus facilitados por la organización. Llegan de otros estados, de la capital soteropolitana, de ciudades del interior de Bahia y del exterior; otros llegan por medios propios, independientes: todos son cariñosamente recibidos.

    Los organizadores del acto, al igual que los empleados del hotel, no escatiman esfuerzos para propiciar bienestar a los participantes, lo que se traduce en confort y tranquilidad, además de los saludos cordiales. Se vive un clima de confraternización, de reencuentros, pues una buena cantidad está constituida por personas que participaron de los Encuentros anteriores. Son devotos amigos de la Mansión del Camino, que se hacen presentes para aprender, quienes se convierten, también, en benefactores, que prestan apoyo a las obras asistenciales de la venerada institución baiana.

Fotos: Jorge Moehlecke
Texto: Paulo Salerno


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Registro. XIX Movimento Você e a Paz – Evento de Santa Bárbara, BA

No dia 26 de outubro passado, Divaldo Franco iniciou as atividades do Movimento Você e a Paz, na cidade de Santa Bárbara-Ba, na praça José Donato de Lima.
Com a presença de um público expressivo, considerando o índice populacional do município, encontrando-se alguns sentados, outros de pé e alguns outros que se colocaram em cadeiras em frente às suas residências, fomos agraciados com uma temperatura bastante agradável na cidade que também é denominada carinhosamente, “Terra Santa”.
Respondendo ao convite feito, tivemos a presença da primeira-dama do município, representando o prefeito Sr. Nilton César Estrela de Menezes, bem como de representantes da Igreja Católica, das Religiões de Matrizes Africanas, e da Doutrina Espírita o coordenador do CR-3 e do Centro Espírita Francisco de Assis.
O evento foi iniciado com uma singela homenagem a Tio Nilson, por ser aquela a data do seu nascimento. Sra. Telma Sarraf iniciou falando da significativa importância da data para todos nós, em uma frase que caracteriza o homenageado e o homem de bem que, acreditamos, se fundem na mesma coisa: [“A grandeza de um homem pode ser medida pela capacidade de serviço ao próximo, de humildade e de amor. Os homens grandes chamam a atenção e projetam sombra, mas, os
grandes homens, onde quer que se encontrem tornam-se claridade inapagável,
apontando rumos libertadores” (Joanna de Ângelis). Tio Nilson tornou-se um deles no silencio de suas realizações e na grandeza da sua aparente pequenez].
Em seguida, o mestre de cerimonias, João Araújo, leu um texto de autoria de Divaldo Franco, que foi publicado no jornal A Tarde em 06 de dezembro de 2013, e na Revista Espírita no 300 de Janeiro/Fevereiro-2014.
Após a habitual apresentação do cerimonial, a palavra foi franqueada aos representantes, sendo todos peremptórios em falar da importância da vivência de uma Cultura de Paz.
Divaldo Franco iniciou de forma impactante, com uma frase significativa e real: “Todos comentamos a respeito da paz, no entanto nos olvidamos de que a paz nasce no âmago dos nossos sentimentos para tornar-se uma realidade interior que nos proporcione a harmonia que podemos distender às demais pessoas”.
Lembrou-nos da essencialidade da educação, como também nos apresentou o nobre codificador Allan Kardec, narrando o fato histórico vivenciado pelo extraordinário orador ateniense, aluno de Platão, Licurgo que recebeu um convite para falar sobre a educação. Complementou o pensamento, citando uma frase de Victor Hugo: “Toda vez que se abre uma escola se fecha uma cadeia”.
Consentâneo à temática em reflexão, apresentou-nos o significado profundo da família, elucidando: “A escola primeira da vida é a família. E é exatamente na família que nós aprendemos a conviver para estabelecer vínculos com a futura sociedade.    A família é a primeira célula, a célula do organismo social, se uma célula em meu corpo degenera, logo advém o perigo de todo o corpo contaminar-se e perder a sua existência através da infecção. Quando a família perde o equilíbrio e os pais não sabem conduzir-se diante dos filhos, eis a escola da violência, da brutalidade, da vulgaridade, dos sentimentos chãos, porque nós fazemos na rua exatamente aquilo que aprendemos a fazer dentro de casa”.
Na sua peroração convocou-nos a todos a viver em paz e transmitir a paz para o próximo, “não pode haver nada mais agradável do que uma pessoa pacifica, uma pessoa pacificadora, uma pessoa rica de ternura que nos agrada à primeira vista, que nos toca, que nos comove, que sente a dor do próximo... eu me refiro a uma pessoa modesta, à nossa casa, fazer de nossa casa um santuário de paz, vivermos em harmonia, porque de nossa casa, o local de trabalho, o clube, o local de festa, o enamorado, o afeto, a sociedade, serão o resultado natural da nossa paz pessoal”.
Encerrou, numa efusão de agradecimentos, com a Poesia da Gratidão, do Espírito Amélia Rodrigues, e cantando o hino do Movimento Paz pela Paz de autoria de Nando Cordel.
                               Texto:João Araújo   Fotos: Telma Sarraf

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL


XIX MOVIMIENTO TÚ Y LA PAZ –
Acto en Santa Bárbara – Bahia, Br.

    El día 26 de octubre pasado, Divaldo Franco comenzó las actividades del Movimiento Tú y la Paz, en la ciudad de Santa Bárbara, Bahia, en la plaza José Donato de Lima.
    La presencia del público fue significativa, considerando el índice de población del municipio. Algunos estuvieron sentados, otros de pie y algunos otros se instalaron en sillas, delante de sus residencias. Fuimos agraciados con una temperatura bastante agradable en la ciudad, la cual también recibe la denominación cariñosa de Tierra Santa.
     En respuesta a la invitación que se le hizo, contamos con la presencia de la primera dama del Municipio, en representación del Prefecto, Sr. Nilton César Estrela de Menezes. También estuvieron presentes representantes de la Iglesia Católica, de las Religiones de Matrices Africanas y, por la Doctrina Espírita, el Coordinador del CR-3 y del Centro Espírita "Francisco de Asís".
     El acto dio comienzo con un sencillo homenaje a Tio Nilson, porque coincidió con la fecha de su nacimiento. La Sra. Telma Sarraf comenzó refiriéndose a la importante significación de la fecha para todos nosotros, con una frase que caracteriza al homenajeado y al hombre de bien que, consideramos, se funden en el mismo concepto: La grandeza de un hombre se puede medir por su capacidad de servicio al prójimo, por su humildad y su amor. Los hombres grandes llaman la atención y proyectan sombra, pero los grandes hombres, donde quiera que se encuentren se convierten en focos inextinguibles, que señalan los rumbos liberadores (Joanna de Ângelis). Tio Nilson se convirtió en uno de ellos, en el silencio de sus realizaciones y en la grandeza de su aparente pequeñez.
     A continuación, el maestro de ceremonias, João Araújo, leyó un texto de la autoría de Divaldo Franco, que fue publicado en el periódico A Tarde el 06 de diciembre de 2013, y en la Revista Espírita no 300 de Enero/Febrero 2014.
     Después de las habituales formalidades del ceremonial, la palabra fue cedida a los representantes, y todos coincidieron en aludir a la importancia de la vivencia de una Cultura de Paz.
     Divaldo Franco comenzó de modo impactante, con una frase significativa y cabal: Todos hacemos comentarios respecto de la paz y, sin embargo, nos olvidamos de que la paz nace en la raíz de nuestros sentimientos, para convertirse en una realidad interior, que nos proporcione la armonía que podamos transmitir a las demás personas.
     Nos recordó la condición esencial de la educación, como también nos presentó al ilustre Codificador Allan Kardec, y narró una anécdota histórica protagonizada por el extraordinario orador ateniense, alumno de Platón: Licurgo, quien recibió una invitación para hablar sobre la educación. Completó el pensamiento, citando una frase de Victor Hugo: Cada vez que se abre una escuela se cierra una cárcel.
     En coherencia con el tema propuesto para la reflexión, enunció el significado profundo de la familia, y explicó: La primera escuela de la vida es la familia. Y es precisamente en la familia, que aprendemos a convivir, para establecer vínculos con la futura sociedad. La familia es la primera célula del organismo social. Si una célula en mi cuerpo degenera, de inmediato se presenta el peligro de que todo el cuerpo se contamine y pierda su existencia, a causa de la infección. Cuando la familia pierde el equilibrio, y los padres no saben conducirse delante de los hijos, se hace presente la escuela de la violencia, de la brutalidad, de la vulgaridad, de los sentimientos chatos, porque nosotros hacemos en la calle exactamente lo mismo que aprendemos a hacer dentro de la casa.
     En su disertación nos convocó a todos a vivir en paz y a transmitir la paz al prójimo. No puede haber nada más agradable que una persona pacífica, una persona pacificadora, una persona rica en ternura, que nos agrada a la primera vista, que nos llega, que nos conmueve, que siente el dolor del prójimo... Me refiero a una persona modesta, a nuestra casa, a hacer de nuestra casa un santuario de paz, a que vivamos en armonía, porque nuestra casa, el lugar de trabajo, el club, el local de las fiestas, el novio, el afecto, la sociedad, serán el resultado lógico de nuestra paz personal.
     Concluyó, en medio de una efusión de agradecimientos, con la Poesía de la Gratitud, del Espíritu Amélia Rodrigues, y cantando el himno del Movimiento: Paz por la Paz, del autor Nando Cordel.

                               Texto:João Araújo   Fotos: Telma Sarraf


(Texto em espanhol recebido em email da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

HOMENAGEM : Entrevista: Divaldo Franco, “Nilson Pereira: um homem bom...”

Tio Nilson

Nilson de Souza Pereira nasceu em Salvador (BA) em 26 de outubro de 1924 e desencarnou às 4h40min de 21 de novembro de 2013, na mesma cidade, aos 89 anos. Tio Nilson, como era carinhosamente chamado, fundou, juntamente com o médium Divaldo Pereira Franco, no dia 7 de setembro de 1947, o “Centro Espírita Caminho da Redenção”, e, em 15 de agosto de 1952, o braço social da instituição, a “Mansão do Caminho”. Foi telegrafista do Ministério da Marinha, trabalhou na Empresa de Correios e Telégrafos e foi bancário. Organizou vários livros da lavra mediúnica de Divaldo Franco: “Terapia espírita para os desencarnados”, “A serviço do Espiritismo – Divaldo na Europa”, “... E o amor continua”, “Exaltação à vida”, “Vidas em triunfo” e “Viagens e entrevistas”. Mas também escrevia para a revista “Presença Espírita”, editada há 38 anos pelo “Caminho da Redenção”.
Em 30 de dezembro de 2005 foi agraciado (tal como Divaldo Franco) com o título de Embaixador da Paz no Mundo, concedido pela “Ambassade Universelle pour la Paix”, em Genève (Suíça), capital da Organização Mundial da Paz, ligada à ONU. Tornou-se, assim, o 206º Embaixador da Paz no Mundo.
Quem era Nilson, que tipo de pessoa era?
Nilson foi, na Terra, um homem jovial e encantador, dedicado ao trabalho do bem desde que travou contato com o Espiritismo no ano de 1945. Na ocasião era marinheiro, posteriormente telegrafista dos Correios e, por fim, bancário, em cujo labor aposentou-se.
Portador de uma dedicação incomum, era considerado o “homem dos sete instrumentos”, pela sua capacidade de exercer as mais variadas funções em nossa Instituição, consertando tudo quanto lhe chegava às mãos. Responsável pela edificação de todo o conjunto de casas, departamentos e residências da comunidade Mansão do Caminho, instalações elétricas, água e serviços gerais. Antes de tornar-se espírita aos 23 anos de idade teve namoradas e quase ficou noivo. Posteriormente entregou-se totalmente à obra de amor e quase não dispôs de tempo para materializar outras aspirações. Era alegre e jovial, mas sério e responsável, sendo muito respeitado e amado.
Como nasceu a vossa amizade, como se conheceram, como nasceu o projeto de, em conjunto, construírem a Mansão do Caminho? E que tipo de cidadão era?
Em 1945 eu ensinava português em uma Escola de datilografia, auxiliando os alunos que tinham dificuldade com o idioma. Eu estava com 18 anos. Nilson e amigos matricularam-se na Escola no mês de fevereiro e passei a ministrar-lhe e aos companheiros noções do idioma pátrio. Nesse ínterim seu genitor enfermou gravemente e sabendo-o prontifiquei-me a visitá-lo, constatando que se tratava de um transtorno obsessivo de consequências orgânicas. Apliquei-lhe a terapia dos passes, da água fluidificada, os Benfeitores orientaram-no no tratamento homeopático e, ao recuperar-se, toda a família tornou-se espírita.
O projeto da Mansão do Caminho é resultado de uma visão psíquica de que fui objeto, quando ambos retornávamos de uma visita a uma jovem obsidiada e nos encontrávamos num comboio ferroviário. Ao descrever-lhe o que vi, ele desenhou e guardou os detalhes apresentados, vindo a materializar-se, por volta de 1955... Ao adquirirmos uma área de 86 mil metros quadrados, ele começou a construir a comunidade conforme o desenho que fizera, resultando no que hoje existe. Antes as crianças viviam em um edifício de 3 andares,  então denominado Orfanato, que recebeu o nome de Mansão do Caminho. Era um cidadão eminentemente pacífico e trabalhador.
É verdade que ele mandava o Divaldo deitar-se no banco de trás do carro, para não o incomodar, pois o Divaldo confundia os vivos com os mortos? (risos...) Que outras histórias pitorescas que ache oportuno partilhar?
Realmente, no período de educação da mediunidade, o fenômeno era tão pulsante que me levava à dificuldade de distinguir aquilo que era objetivo do que se passava no campo da paranormalidade. Eu via acidentes e assustava-me, obrigando Nilson a mandar-me para a parte de trás do carro, a fim de não o atrapalhar. Dessa forma não aprendi a conduzir veículos até hoje. Muitas vezes, eu era apresentado a uma pessoa e via-lhe o semblante. Ao reencontrá-la, apresentava outra face, o que muito me confundia, porque dependia do acompanhamento espiritual daquele momento.
Qual o papel dele na Mansão do Caminho, que tipo de trabalhos era da sua responsabilidade?
O papel de Nilson na Mansão do Caminho era de fundamental importância. Porque além de ser o grande trabalhador, também era o presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção e de todos os seus departamentos, incluindo a Mansão. Não se detinha, porém, no que lhe era dever realizar, mas estava sempre disposto aos labores que se apresentavam, o que não eram poucos.
Dormia pouco, a fim de atender a todos os compromissos, nunca ultrapassando 4h30 em média diariamente.
Nilson sempre viveu na sua retaguarda, apesar de caminharem lado a lado. Deu-lhe muito apoio nas suas viagens de divulgação espírita pelo mundo afora. Que tipo de espírita era, que tarefas espíritas tinha, como o classificaria como espírita?
Em razão do seu caráter de homem de bem, jamais se apresentava, mantendo-se sempre discreto em todas as situações, em Salvador ou viajando pelo mundo. Era-me, no entanto, o grande apoio, a solidariedade, o concurso amigo para quaisquer situações. Embora de formação cultural primária, escrevia muito bem e falava com correção de linguagem. Era um verdadeiro espírita, conforme o conceito apresentado por Allan Kardec.
Ele recebeu um alto galardão como cidadão mundial defensor da paz. Como foi isso, quer explicar-nos?
Para nossa surpresa, no mês de dezembro de 2005, nós dois fomos indicados como Embaixadores da Paz no mundo, sem jamais sabermos como isso aconteceu em Genève, através do Instituto para a Paz no Mundo.
De acordo com um livro publicado, Nilson teria sido seu irmão, ambos filhos de Joana de Cusa, e Nilson foi sacrificado, juntamente com sua mãe Joana de Cusa, atualmente sua guia espiritual, Joanna de Ângelis. Que outras ligações teve com Nilson que se recorde?
Em realidade, conforme as informações espirituais, ele teria sido queimado vivo com sua mãe, Joana de Cusa, que mais tarde se identificaria como Joanna de Ângelis. Ainda, segundo as mesmas fontes, teríamos ambos retornado ao conhecimento e convivência da doutrina cristã ao tempo de Francisco de Assis, na Úmbria e, posteriormente, na Escócia...
Nilson teve vários problemas de saúde graves e desencarnou de cancro. Todas essas dores foram expiação ou contingências de um ser terreno, em provas escolhidas?
As problemáticas na área da saúde foram decorrência de comportamentos infelizes em existências passadas, que ele soube administrar muito bem, sem jamais haver-se queixado ou reclamado. Sempre paciente, foi um exemplo de resignação.
40 dias depois da sua desencarnação ele comunicou-se por intermédio de sua fala (psicofonia). Como foi esse momento? Divaldo assistiu ou participou na desencarnação do Nilson?
Havíamos combinado que ao ocorrer qualquer problema com um de nós, o outro continuaria no trabalho. Desse modo, durante toda a sua enfermidade final, eu mantive a programação de viagens e os compromissos firmados, indo ao Hospital para o acompanhar nas demais horas. Quando ele desencarnou eu me encontrava em viagem e prossegui, não havendo participado do seu sepultamento. Ao concluir o labor e retornar, fui diretamente ao cemitério orar junto à sua tumba, sem extravasar a imensa dor que me dominava e ainda permanece mais suavizada. Nesse ínterim, após a desencarnação, tive uma visão dele, quando do nosso Movimento Você e a Paz: ele apareceu-me amparado pela Benfeitora Joanna de Ângelis e acenou-me sorrindo. Posteriormente, num momento de profunda reflexão e dor, ouvi-lhe a voz, que me disse: “Di, não quero você triste nem deprimido. A sua alegria é importante para auxiliar outras pessoas...”
No dia da mensagem psicofônica, vivenciei sentimentos de interiorização até o momento, na reunião, quando ele ofereceu-nos a página consoladora, durante um transe inconsciente de minha parte, que muito me refrigerou o coração e a mente.(1) 
Palavras finais sobre Nilson Pereira e outras aos leitores do Jornal de Espiritismo.
Espero que o exemplo desse homem nobre e simples sirva de demonstração atual de que é possível viver Jesus nos dias modernos.(2)  

(1) 
A mensagem transmitida por Nilson foi publicada na edição 345 desta revista. Eis o link:http://www.oconsolador.com.br/ano7/345/correiomediunico.html
(2) Sobre a Mansão do Caminho leia a reportagem publicada nesta revista em 1º de setembro de 2013. Eis o link: http://www.oconsolador.com.br/ano7/327/especial2.html
Nota do Autor: 
A entrevista acima foi concedida por Divaldo Pereira Franco em 2 de dezembro de 2013 ao Jornal de Espiritismo, de Portugal, e publicada na edição nº 63 de Março-Abril de 2014. Para saber mais, acesse http://artigosespiritaslucas.blogspot.pt/2014/03/nilson-pereira-um-homem-bom.html
O Consolador
 
Revista Semanal de Divulgação Espírita


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



ESPANHOL


ENTREVISTA A DIVALDO FRANCO
NILSON PEREIRA: UN HOMBRE BUENO...
    Nilson de Souza Pereira nació en Salvador (BA) el 26 de octubre de 1924, y desencarnó a las 04:40 del 21 de noviembre de 2013, en la misma ciudad, a los 89 años. Tio Nilson, como era cariñosamente llamado, fundó conjuntamente con el médium Divaldo Pereira Franco, el día 7 de septiembre de 1947, el Centro Espírita Caminho da Redenção, y el 15 de agosto de 1952, la rama social de la Institución, la Mansión del Camino. Fue telegrafista del Ministerio de Marina, trabajó en la Empresa de Correos y Telégrafos, y fue bancario. Organizó varios libros de la producción mediúmnica de Divaldo Franco: Terapia espírita para los desencarnados, Al servicio del Espiritismo – Divaldo en Europa, ...Y el amor continúa, Exaltación de la vida, Vidas en triunfo y Viajes y entrevistas. Y también escribía para la revista Presença Espírita, que edita hace 38 años el Centro Espírita Caminho da Redenção.
El 30 de diciembre de 2005 fue agraciado (al igual que Divaldo Franco) con el título de Embajador de la Paz en el Mundo, concedido por la Ambassade Universelle pour la Paix, en Ginebra (Suiza), capital de la Organización Mundial de la Paz, vinculada a la ONU. Se convirtió, de tal modo, en el 206º Embajador de la Paz en el Mundo.

¿Quién era Nilson, qué tipo de persona era?
    Nilson fue, en la Tierra, un hombre jovial y encantador, dedicado al trabajo por el bien desde que estableció contacto con el Espiritismo, en el año 1945. En esa ocasión era marinero, posteriormente telegrafista de los Correos y, por último, bancario, labor en la cual se jubiló.
Portador de una dedicación poco común, era considerado el hombre de los siete instrumentos, por su capacidad de ejercer las más variadas funciones en nuestra Institución, reparando todo lo que llegaba a sus manos. Responsable de la edificación de todo el conjunto de casas, departamentos y residencias de la comunidad Mansión del Camino, instalaciones eléctricas, de agua y servicios generales. Antes de convertirse en espírita, a los 23 años de edad tuvo algunas novias y se comprometió para casarse. Con posterioridad se entregó por completo a la obra de amor y, prácticamente, no dispuso de tiempo para materializar otras aspiraciones. Era alegre y jovial, pero serio y responsable, y fue muy respetado y amado.

¿Cómo nació vuestra amistad, cómo se conocieron, cómo surgió el proyecto de construir conjuntamente la Mansión del Camino? ¿Y qué tipo de ciudadano era?
    En 1945 yo enseñaba portugués en una Escuela de dactilografía, y ayudaba a los alumnos que tenían alguna dificultad con el idioma. Yo tenía 18 años. Nilson y algunos amigos se matricularon en la Escuela en el mes de febrero, y comencé a suministrarle, al igual que a los compañeros, nociones del idioma patrio. Mientras tanto, su padre enfermó gravemente, y al enterarme fui a visitarlo, constatando que se trataba de un transtorno obsesivo de consecuencias orgánicas. Le apliqué la terapia de los pases, del agua fluidificada, y los Benefactores lo orientaron en el tratamiento homeopático; luego, cuando se recuperó, toda la familia se convirtió en espírita.
El proyecto de la Mansión del Camino es el resultado de una visión psíquica de la que fui objeto, cuando ambos retornábamos de una visita a una joven obsedida, y nos encontrábamos en un tren ferroviario. Al describirle lo que vi, él hizo un dibujo y conservó los detalles que me habían mostrado, lo que llegó a ser materializado, en 1955... Cuando adquirirmos una zona de 86.000 metros cuadrados, él comenzó a construir la comunidad, según el diseño que había hecho, y dio por resultado lo que existe hoy. Anteriormente, los niños vivían en un edificio de 3 pisos, que entonces era denominado orfanato, y que recibió el nombre de Mansión del Camino. Nilson era un ciudadano eminentemente pacífico y trabajador.

¿Es verdad que él le pedía a Divaldo que se acostara en el asiento trasero del coche, para que no lo incomodara, pues Divaldo confundía a los vivos con los muertos? (risas...) ¿Qué otras anécdotas divertidas considera oportuno compartir?
    En realidad, durante la etapa de educación de la mediumnidad, el fenómeno era tan sutil, que me llevaba a la dificultad para distinguir entre aquello que era objetivo y lo que ocurría en el campo de la paranormalidad. Yo veía accidentes y me asustaba, lo que obligó a que Nilson me mandara a la parte de atrás del coche, a fin de no perturbarlo. Así fue que no he aprendido a conducir vehículos, hasta el día de hoy. Muchas veces, era presentado a una persona y veía su semblante. Al volver a encontrarla, ella mostraba otra cara, lo que me confundía mucho, porque dependía del acompañamiento espiritual que esa persona tuviera en aquel momento.

¿Cuál era la función de él en la Mansión del Camino? ¿Qué tipo de tareas tenía a su responsabilidad?
    El rol de Nilson en la Mansión del Camino era de fundamental importancia, porque además de que fuera un gran trabajador, también era el Presidente del Centro Espírita Camino de Redención, y de todos sus departamentos, incluyendo a la Mansión. Sin embargo, no se limitaba a lo que era su deber realizar, sino estaba siempre dispuesto a hacerse cargo de las tareas que se presentaban, las que no eran pocas.
Dormía escasas horas, a fin de atender todos los compromisos. Nunca se levantaba más tarde de las 04:30, según un promedio diario.

Nilson siempre vivió detrás suyo, pese a que caminaran a la par. Le dio mucho apoyo en sus viajes de divulgación espírita por todo el mundo. ¿Que clase de espírita era? ¿Qué tareas espíritas tenía asignadas? ¿Cómo lo clasificaría como espírita?
    Debido a su carácter de hombre de bien, jamás se ponía en evidencia: siempre era discreto, en todas las situaciones, fuera en Salvador o viajando por el mundo. Mientras tanto, él era mi gran apoyo, por su solidaridad, su colaboración amistosa en cualesquiera situaciones. Pese a que su preparación cultural era primaria, escribía muy bien y empleaba el lenguaje con corrección. Era un verdadero espírita, según el concepto enunciado por Allan Kardec.

Él recibió un importante galardón como ciudadano mundial defensor de la paz. ¿Cómo fue eso, quiere explicarnos?
    Para nuestra sorpresa, en el mes de diciembre de 2005, ambos fuimos propuestos como Embajadores de la Paz en el mundo, y no hemos sabido cómo ocurrió eso. Fue en Ginebra, a través del Instituto para la Paz en el Mundo.

De acuerdo con un libro que está publicado, Nilson ha sido su hermano, y ambos fueron hijos de Joana de Cusa; y Nilson fue sacrificado, conjuntamente con su madre Joana de Cusa, quien es actualmente su guía espiritual, Joanna de Ângelis. ¿Qué otros vínculos tuvo con Nilson, que usted recuerde?
     En realidad, según las informaciones espirituales, él habría sido quemado vivo junto con su madre, Joana de Cusa, que más tarde se identificaría como Joanna de Ângelis. Además, de acuerdo con las mismas fuentes, ambos habríamos retornado al conocimiento y la convivencia, según la doctrina cristiana, en la época de Francisco de Asís, en Umbría y, posteriormente, en Escocia...

Nilson tuvo algunos problemas de salud graves, y desencarnó de cáncer. ¿Todos esos sufrimientos fueron expiación, o contingencias de un ser terrenal, con pruebas elegidas?
    Los problemas, en cuanto a la salud, fueron consecuencia de conductas lamentables en existencias pasadas, que él supo sobrellevar muy bien, sin que jamás se haya quejado ni reclamado. Siempre paciente, fue un ejemplo de resignación.

40 días después de su desencarnación él se comunicó por intermedio de su palabra (psicofonía). ¿Cómo fue ese momento? ¿Divaldo ayudó o participó en la desencarnación de Nilson?
     Nos habíamos puesto de acuerdo en cuanto a que, si ocurría algún problema con uno de nosotros, el otro continuaría con la tarea. De ese modo, durante toda su enfermedad final, conservé la programación de los viajes y los compromisos contraídos, e iba al hospital, para acompañarlo, el resto del tiempo. Cuando él desencarnó yo me encontraba de viaje, y proseguí, de modo que no participé de las exequias. Al concluir la labor, retorné y fui directamente al cementerio, a orar junto a su tumba, sin exteriorizar el inmenso dolor que me dominaba, y aún permanece, aunque más aliviado. En ese ínterin, después de la desencarnación, tuve una visión de él, en ocasión de nuestro Movimiento Tú y la Paz: él se me presentó, amparado por la Benefactora Joanna de Ângelis y me hizo una seña sonriendo. Posteriormente, en un momento de profunda reflexión y dolor, escuché su voz, que me decía: Di, no quiero que estés triste ni deprimido. Tu alegría es importante para prestar auxilio a otras personas...
El día del mensaje psicofónico, experimenté sentimientos de introspección, hasta el momento de la reunión, cuando él nos entregó la página consoladora, durante un trance inconsciente de parte mía, que mucho me alivió el corazón y la mente.(1) 
Palabras finales sobre Nilson Pereira y otras para los lectores del Jornal de Espiritismo.
Espero que el ejemplo de ese hombre, noble y sencillo sirva como demonstración actual de que es posible vivir según Jesús en los días modernos.(2)  

(1) 
El mensaje trasmitido por Nilson fue publicado en la edición 345 de esta revista.Link:http://www.oconsolador.com.br/ano7/345/correiomediunico.html
(2) Sobre la Mansión del Camino, lea el reportaje publicado en esta revista el 1º de septiembre de 2013. Link: http://www.oconsolador.com.br/ano7/327/especial2.html

Nota del Autor: 
La entrevista precedente fue concedida por Divaldo Pereira Franco el 2 de diciembre de 2013, al Jornal de Espiritismo, de Portugal, y publicada en la edición nº 63 de Marzo-Abril de 2014. Para saber más, conéctese a http://artigosespiritaslucas.blogspot.pt/2014/03/nilson-pereira-um-homem-bom.html
O Consolador
 
Revista Semanal de Divulgación Espírita

(Texto em espanhol recebido em email da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

                                                                                                      Tio Nilson e Divaldo
                                                                                                        Tio Nilson
                                                                         Tio Nilson, na extrema esquerda de pé.