quarta-feira, 22 de junho de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco em Cartagena, Colômbia

7 de junho de 2016

Conferência em Cartagena 
Comemorando os 22 anos do Centro Espírita Joanna de Ângelis, de Cartagena, Colômbia, no dia 7 de junho de 2016, Divaldo Pereira Franco proferiu a conferência Encontro com a paz e a saúde.
Começou referindo-se a um estudo realizado com respeito à felicidade. Disse que a paz e a saúde unidas constituem a felicidade humana. 
Disse que na vida, todos temos duas janelas abertas, uma para a tristeza e outra para a alegria. A sabedoria consiste em lembrar, diante da janela da tristeza, que a outra, da alegria, nos espera. 
Cada momento, na vida, deve ser vivido em totalidade. Ante a dor, sofrê-la; diante da alegria, vivê-la, jamais retornando ao passado, de forma masoquista, no intuito de inspirar compaixão. O objetivo da vida é inspirar amor. 
Carl Gustav Jung afirmou que a felicidade é possível e que a paz é o caminho para ela. A verdadeira paz é um estado de consciência. Exemplificando, narrou a história de Ananda, uma jovem pária, que até hoje continua rica de paz e de saúde, demonstrando que é possível conseguir a paz pelo autoamor. 

Segue narrando experiências pessoais, exemplificando como ele próprio consegue manter a paz e a alegria de viver, apesar das lutas ferozes que enfrenta e as abençoadas calúnias, às quais jamais deu importância, seguindo a orientação de Joanna de Ângelis: Se é verdade o que falam, agradece; se não é verdade, agradece por não ser verdade. Não preste atenção ao que dizem. Se te chamam de santo, continuarás a sê-lo; se te chamam de demônio, continuarás a ser o que és. A opinião do próximo tem o valor que se lhe atribue.  
É necessário que nossa vida seja de paz, essa que ninguém nô-la pode dar.

A saúde ideal não significa somente um corpo saudável, equilíbrio emocional, uma mente que pensa. Para nos dizermos saudáveis, de forma integral, é preciso também ter saúde espiritual. 
Encerra, convidando a todos que meditemos na beleza da Doutrina Espírita, em seus ensinamentos, em suas lições de fraternidade e amor, a fim de que possamos encontrar a paz, a saúde verdadeira, e, por consequência, a felicidade.

Diana Burgos.
Tradução sintetizada de Maria Helena Marcon.
Fotos: Facebook
Em 22.6.2016.

 (Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)

Espanhol

DIVALDO FRANCO - Centro Espírita Joanna de Ângelis
Cartagena, Colombia, 7 de junio de 2016.


En conmemoración de los 22 años del Centro Espírita Joanna de Ângelis, de Cartagena, Colombia, el día 7 de junio de 2016, Divaldo Pereira Franco pronunció la conferencia titulada: Encuentro con la paz y la salud.
Comenzó haciendo referencia a un estudio realizado acerca de la felicidad. Manifestó que la paz y la salud, unidas, constituyen la felicidad humana. 
Dijo que en la vida, todos tenemos dos ventanas abiertas: una hacia la tristeza y otra hacia la alegría. La sabiduría consiste en tener presente, ante la ventana de la tristeza, que la otra, la de la alegría, nos espera. 
Cada momento, en la vida, debe ser vivido en plenitud. Ante el dolor, padecerlo; ante la alegría, experimentarla; jamás retroceder hacia el pasado en forma masoquista, con la intención de inspirar compasión. El objetivo de la vida es inspirar amor. 
Carl Gustav Jung manifestó que la felicidad es posible, y que la paz es el camino hacia ella. La verdadera paz es un estado de conciencia. A modo de ejemplo, narró la historia de Ananda, una joven paria, que hasta hoy sigue siendo rica en paz y en salud, demostrando que es posible conseguir la paz mediante el autoamor. 

Continúa narrando experiencias personales, y explica cómo él mismo consigue mantener la paz y la alegría de vivir, a pesar de las luchas feroces que enfrenta y de las benditas calumnias, a las cuales jamás les ha dado importancia, teniendo en cuenta la orientación de Joanna de Ângelis: Si es verdad lo que dicen, agradece; si no es verdad, agradece que no sea verdad. No prestes atención a lo que dicen. Si te llaman santo, seguirás siéndolo; si te llaman demonio, seguirás siendo lo que eres. La opinión del prójimo tiene el valor que se le atribuye.  

Es necesario que nuestra vida transcurra en paz, algo que nadie puede darnos.

La salud ideal no significa solamente un cuerpo saludable, equilibrio emocional, una mente que piensa. Para considerarnos saludables, de modo integral, también es preciso tener salud espiritual.

Finaliza, invitando a todos a que meditemos acerca de la belleza de la Doctrina Espírita, de sus enseñanzas, sus lecciones de fraternidad y amor, a fin de que podamos encontrar la paz, la salud verdadera y, por consiguiente, la felicidad.

Diana Burgos.
Traducción sintetizada por Maria Helena Marcon.
Fotos: Facebook
El 22.6.2016.

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

terça-feira, 21 de junho de 2016

Registro. Divaldo P. Franco na conferência de encerramento do XVI Congresso Espírita Colombiano. Medellin, Colômbia

06-06-2016. 

A conferência de encerramento do magno evento do Espiritismo Colombiano, a 6 de junho de 2016, ficou sob responsabilidade de Divaldo Pereira Franco, que abordou O céu e o inferno – estados de consciência. 
Servindo-se de conteúdos do best seller Estes dias tumultuosos, de Pierre Van Paassen, publicado depois da Segunda Guerra Mundial, discorreu sobre o comportamento humano nessa terrível calamidade. 
Os estudiosos da História da Humanidade concluíram que a maioria das guerras tem motivação religiosa, com predomínio de interesses egoístas de um grupo radical. 
A Doutrina Espírita nos explica o porquê dos sofrimentos humanos, que a vida não é única, que nos cabe transitar por várias existências, que o berço é a porta de entrada e a tumba, a de saída da vida.

O pensamento do Papa João Paulo II coincide com o kardequiano, ao afirmar que céu e inferno não são senão estados de consciência. 
Os que traímos, os que nos permitimos o predomínio das más qualidades, os que somos portadores de más inclinações e nos permitimos liberá-las, vivemos o inferno sobre a Terra e, depois da desencarnação, continuaremos com as nossas dores, nossos conflitos, nossas aflições. 
Afirma que é preciso viver o amor para viver o reino dos céus, que começa no agora, em nossa intimidade. Descreve a felicidade como um estado de consciência tranquila, quando podemos olhar o outro, sem precisar desviar o olhar, por vergonha; é poder deixar pegadas de esperança para os que sigam depois de nós. 
Por esse motivo o Espiritismo é o consolo, O Consolador, que veio para nos orientar a solucionar nossos problemas. Jesus não é Aquele que está na cruz, mas Aquele do Sermão da Montanha, Aquele que caminha pelas ruas, O que está ao lado das meretrizes.

O Espiritismo veio como a revelação do amor para que sejamos felizes desde agora. É necessário que façamos uma mudança radical, profunda. Essa mudança se chama amor. Começar desculpando aquele que consideramos não credor do nosso perdão, lembrando que todos nos equivocamos. 
O momento da grande transição chegou, a Era Nova.

Que deste Congresso levemos as melhores palavras, os melhores exemplos, que nos esqueçamos da nossa inferioridade e renasçamos agora, para a verdade; que nos liberemos da ideia de sermos eternos enfermos e da ideia de um Deus dominante, sem compaixão, nem misericórdia. 
Deus é o Criador de tudo, a Inteligência Suprema do Universo e a Causa primeira de todas as coisas, como nos revelaram os Espíritos. 
O convite é para que adentremos o reino dos céus, desde hoje.


Diana Burgos
Tradução sintetizada por Maria Helena Marcon


Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)

Espanhol

DIVALDO FRANCO EN EL
XVI CONGRESO ESPÍRITA DE COLOMBIA
Medellín, 06 de junio de 2016.

La conferencia de cierre del magno acontecimiento del Espiritismo colombiano, el 6 de junio de 2016, quedó bajo la responsabilidad de Divaldo Pereira Franco, quien disertó acerca del tema: El cielo y el infierno: estados de conciencia. 
Adoptando como base, conceptos del best seller Estos días tumultuosos, de Pierre Van Paassen, publicado después de la Segunda Guerra Mundial, aludió al comportamiento humano en esa terrible calamidad. 
Los estudiosos de la Historia de la humanidad arribaron a la conclusión, en cuanto a que la mayoría de las guerras tienen una motivación religiosa, con predominio de intereses egoístas de parta de un grupo radical. 
La Doctrina Espírita nos explica el porqué de los sufrimientos humanos, que la vida no es una sola, que nos cabe transitar por diversas existencias, que la cuna es la puerta de entrada, y la tumba, la de salida de la vida.

El pensamiento del Papa Juan Pablo II coincide con el de Kardec, cuando afirma que el cielo y el infierno sólo son estados de conciencia. 
Quienes traicionamos, quienes nos permitimos el predominio de las malas cualidades, los que somos portadores de malas tendencias y nos permitimos liberarlas, vivimos el infierno sobre la Tierra y, después de la desencarnación, continuaremos con nuestros dolores, nuestros conflictos, nuestras aflicciones.

Manifiesta Divaldo que es preciso vivir el amor, para vivir el Reino de los Cielos; que comienza ahora, en nuestra intimidad. Describe la felicidad como un estado de conciencia serena, cuando podemos mirar al otro sin desviar la mirada avergonzados; es dejar huellas de esperanza para los que vengan después de nosotros.  Por ese motivo el Espiritismo es el consuelo, el Consolador, que vino a orientarnos para la solución de nuestros problemas. Jesús no es Aquel que está en la cruz, sino Aquel del Sermón de la Montaña, Aquel que camina por las calles, el que está al lado de las meretrices.

El Espiritismo vino como la revelación del Amor, para que seamos felices a partir de ahora. Es necesario que hagamos un cambio radical, profundo. Ese cambio se llama Amor, comenzando por la disculpa a aquel que no consideramos acreedor de nuestro perdón, teniendo presente que todos nos equivocamos. Ha llegado el momento de la gran transición; ha llegado la Era Nueva.

Que de este Congreso nos llevemos las mejores palabras, los mejores ejemplos, que dejemos de lado nuestra inferioridad y que renazcamos ahora, hacia la Verdad; que nos liberemos de la idea de que somos eternos enfermos, y del concepto de un Dios dominante, sin compasión ni misericordia. 
Dios es el Creador de todo, la Inteligencia Suprema del Universo y la Causa primera de todas las cosas, tal como nos lo han revelado los Espíritus. 
La invitación es que ingresemos en el Reino de los Cielos a partir de hoy.

Texto: Diana Burgos
Traducción sintetizada por Maria Helena Marcon

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)




sexta-feira, 17 de junho de 2016

Registro. XVI Congresso Espírita Colombiano - Divaldo Franco-Medellin, Colômbia

05 de junho de 2016

No dia 5 de junho de 2016, Divaldo Pereira Franco teve mais uma participação no XVI Congresso Espírita Colombiano, com o seminário Sexo e Consciência.

Considerando a sutileza do tema proposto, Divaldo optou por dar-lhe conotação de uma conversa íntima, no intuito de chegar a um ponto máximo de comportamento ético, em relação à nossa consciência e atitudes sexuais. 
Afirmou que, durante largo tempo, se confundiu consciência com conhecimento. Carl Gustav Jung deu-lhe uma excelente definição: o momento de consciência é aquele no qual o ego toma conhecimento de seus conteúdos psíquicos, ou seja, aquele em que podemos e devemos atuar em determinada situação.

Graças a isso, o notável psicólogo Pedro Ouspensky, discípulo de Gurdjieff, estabeleceu que nos situamos em níveis diferentes de consciência: 
Consciência de sono – são os que vivem sem ter a percepção do que ocorre. Constituem a maioria da população. 
Ele divide, ainda, a sociedade em fisiológica e psicológica. A primeira é aquela que estaciona nas funções primárias: comer, dormir, praticar sexo. 
Os que detêm ideais, os que pensam na Humanidade, pertencem ao grupo da sociedade psicológica. 
O segundo nível de consciência é a consciência desperta: a felicidade está ligada à felicidade do outro. Abre-se ao altruísmo, à solidariedade e à fraternidade. A estatística seria de 5% da população que se encontra neste nível.

Consciência de si mesmo é o terceiro nível: estou em um corpo, sou uma alma, uma consciência e essa administra a máquina orgânica, através de sete funções: intelectiva, emocional, instintiva, movimento, sexual nas posturas anatômicas masculina e feminina, com as posturas psicológicas de ânima (feminina) e animus (masculina; a emocional superior e a intelectiva superior. 
O quarto estado é o da Consciência cósmica, no qual, segundo Ouspensky se encontra 3% da população. Como exemplo, citou Paulo de Tarso: Já não sou eu quem vive, é o Cristo que vive em mim. É o estado crístico, um estado de integração com o pensamento cósmico. 
Dos personagens do Evangelho, Divaldo elegeu como modelo de transformação moral, a figura de uma mulher, Maria de Magdala, uma meretriz e relatou seu amor a Jesus. Ela, junto à mãe dEle e o apóstolo João Evangelista foram os únicos a permanecerem ao pé da cruz, quando da crucificação.

E foi para Maria de Magdala que Ele apareceu, após a morte, por primeira vez. Foi ela que anunciou o retorno dEle das sombras da morte.
Mais tarde, ela ficou entre os leprosos, falando-lhes do reino dos céus, da abnegação, da caridade. Acabou por contrair a enfermidade e morreu, em Éfeso, em casa de Maria de Nazaré, a quem fora visitar, descobrindo-se em final da própria existência. 
Prosseguiu falando a respeito das questões sexuais, dizendo da sua condenação pelas religiões ortodoxas, enquanto Joana de Ângelis afirma: Não há nada mais extraordinário do que a comunhão sexual, quando assinalada pelo sentimento do amor. 
Paulo de Tarso, por sua vez, asseverou: Uma coisa somente é imunda quando a mente o é.

O verdadeiro sexo deve ser realizado com ética. Na tradição junguiana e na psicologia transpessoal, o sexo é considerado fundamental para a vida. É preciso viver a experiência sexual com dignidade, amar e servir ao próximo, lutando contra as imperfeições. 
Narrou as experiências de Francisco Cândido Xavier canalizando sua energia sexual para a mediunidade, psicografando de oito a dez horas por dia, deixando-nos pouco mais de quatro centenas de obras. 
Finalizou Divaldo narrando sua própria experiência, desde a juventude, dizendo-se pai de 684 filhos que não tinham pais. Frisou da sua felicidade por ter encontrado no Espiritismo a razão primordial da vida, a razão essencial do amor.

Texto:Diana Burgos.
Fotos: Luís Fernando Vargas e facebook
Tradução sintetizada por Maria Helena Marcon.
Em 16.6.2016.


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


Espanhol



DIVALDO FRANCO EN EL XVI CONGRESO ESPÍRITA COLOMBIANO -
Medellín, 05 de junio de 2016.


El día 5 de junio de 2016, Divaldo Pereira Franco tuvo una nueva participación en el XVI Congreso Espírita Colombiano, con el seminario Sexo y Conciencia.

En consideración a que el tema propuesto era muy delicado, Divaldo optó por darle la característica de una conversación íntima, con la intención de llegar a un punto máximo de comportamiento ético, en relación con nuestra conciencia y con las actitudes sexuales. 
Manifestó que durante largo tiempo, se confundió conciencia con conocimiento. Carl Gustav Jung le dio una excelente definición: el momento de conciencia es aquel en el cual el ego toma conocimiento de sus contenidos psíquicos, o sea, aquel en el que podemos y debemos actuar en una determinada situación.

Gracias a eso, el notable psicólogo Pedro Ouspensky, discípulo de Gurdjieff, estableció que nos ubicamos en niveles diferentes de conciencia:

Conciencia de sueño – Se trata de aquellos que viven sin tener la percepción de lo que ocurre. Constituyen la mayoría de la población. 
Él divide, además, a la sociedad, en fisiológica y psicológica. La primera es aquella que se estaciona en las funciones primarias: comer, dormir, practicar el sexo.  Quienes cultivan ideales, aquellos que piensan en la humanidad, pertenecen al grupo de la sociedad psicológica. 

El segundo nivel de conciencia es la conciencia despierta: la felicidad está vinculada a la felicidad del otro. Se entrega al altruísmo, a la solidaridad y a la fraternidad. La estadística informa que un 5% de la población se encuentra en este nivel.

Conciencia de sí mismo es el tercer nivel: estoy en un cuerpo, soy un alma, una conciencia, y esta administra la maquinaria orgánica, a través de siete funciones: intelectiva, emocional, instintiva, movimiento, sexual -en las posiciones anatómicas masculina y femenina-, con las posiciones psicológicas de ánima (femenina) y ánimus (masculina); la emocional superior y la intelectiva superior. 

El cuarto estado es el de la conciencia cósmica, en el cual, según Ouspensky se halla el 3% de la población. Como ejemplo, citó a Pablo de Tarso: Ya no soy yo quien vive, es el Cristo quien vive en mí. Es el estado crístico, un estado de integración con el pensamiento cósmico. 

Entre los personajes del Evangelio, Divaldo eligió como modelo de transformación moral, la figura de una mujer: María de Mágdala, una meretriz, e hizo un relato acerca de su amor a Jesús. Ella, junto con la madre de Él y el apóstol Juan, el Evangelista, fueron los únicos que permanecieron al pie de la cruz, en ocasión de la crucifixión. Y fue a  María de Mágdala a quien Él se apareció después de la muerte, por primera vez. Fue ella quien anunció el retorno de Él de las sombras de la muerte. Más tarde, ella permaneció entre los leprosos, hablándoles del Reino de los Cielos, de la abnegación, de la caridad. Acabó por contraer esa enfermedad y murió, en Éfeso, en la casa de María de Nazaret, a quien había ido a visitar, cuando descubrió que había llegado al final de su existencia.

Divaldo prosiguió haciendo alusión a cuestiones sexuales, y mencionó su condenación por las religiones ortodoxas, mientras que Joanna de Ângelis afirma: No hay nada más extraordinario que la comunión sexual, cuando la caracteriza el sentimiento del amor. Pablo de Tarso, por su parte, afirmó: 
Una cosa solamente es inmunda cuando la mente lo es.

El verdadero sexo debe ser realizado con ética.
En la tradición junguiana y según la Psicología Transpersonal, el sexo es considerado fundamental para la vida. Es preciso vivir la experiencia sexual con dignidad, con amor y servicio al prójimo, luchando contra las imperfecciones. 

Narró las experiencias de Francisco Cândido Xavier, que canalizaba su energía sexual hacia la mediumnidad, y psicografiaba entre ocho y diez horas por día. Él nos dejó poco más de cuatro centenas de obras.

Finalizó, Divaldo, narrando su propia experiencia, desde la juventud, diciendo que es el padre de 684 hijos que no tenían padres. Destacó su felicidad, por haber encontrado en el Espiritismo la razón primordial de la vida, la razón esencial del amor.

Texto:Diana Burgos.
Fotos: Luis Fernando Vargas y facebook
Traducción sintetizada por Maria Helena Marcon.
El 16.6.2016.

(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])



domingo, 12 de junho de 2016

Registro. XVI Congresso Espírita Colombiano - Divaldo Franco Medellin, Colômbia.

04 de junho de 2016

XI Congresso Espírita Colombiano – A busca da paz interior

Nasci da poeira das estrelas. Minha vida é uma canção de eternidade, que vai de experiência em experiência, cantando a glória do viver. Diante de mim, há uma emoção que me fala das existências passadas e das glórias do amanhã. 
Assim iniciou Divaldo a Conferência A busca da paz interior, no dia 4 de junho, no XVI Congresso Espírita Colombiano, fazendo referência à obra do dr. Miguel Ruiz, Os quatro compromissos, no qual é apresentado o caminho para se encontrar a verdadeira felicidade: 
1. Seja impecável com suas palavras: a palavra é a música universal. Ela transforma as ondas vibratórias dos pensamentos em emoções verbais, demonstrando o estado de evolução de cada indivíduo.

2. Não faça suposições: se deseja a plenitude, nas conversações, não tire conclusões, de forma precipitada, do que o outro pensa… Desarme-se do rancor, dos sentimentos negativos, do ódio, de suposições destrutivas.

3. Não receba nada como pessoal. Se a pessoa não tem valor moral para dizer o que pensa e se aproveita da sua ausência para falar, impedindo-lhe o direito de defesa, essa pessoa não merece respeito e a falsa imputação não deve ser considerada.

4. Faça muito bem o que fizer. Não se satisfaça em fazer qualquer coisa simplesmente por fazer. Faça de uma forma profunda, significativa, dando o melhor de si e não permitindo que ninguém suspeite de seu caráter. 
O Espírito Joanna de Ângelis ensina: Não permita que alguém se afaste sem que leve algo de bom dos minutos passados com você. 
Tudo isso evoca o Mártir da Cruz, o homem extraordinário que veio à Terra para conduzir a criatura humana pelos caminhos da imortalidade, uma vida impecável. 
Leon Tolstói, o notável escritor russo de Guerra e Paz, nos brindou com obras fascinantes, que nos penetram a alma como um punhal, rompendo a ignorância. 
Conde, aristocrata da Rússia, renuncia a tudo, quando Jesus o alcança com sentimento de profunda ternura, como jamais encontrara na religião ortodoxa a que se vinculava.

Para poder penetrar na alma da doutrina cristã, para poder ler as anotações iniciais, ele foi estudar grego. Tudo para melhor entender o significado do verbo Amar. E escreveu o livro O reino de Deus está em vós, o que significa que não está fora, não é algo que tenhamos que conquistar, saindo do nosso eu profundo para alcançar o exterior, por meio de rituais. Nada, senão o ritual do amor. 
Exerceu grande influência sobre Martin Luther King e Gandhi. Esse, depois de ler a sua obra, se transforma no Mahatma, o grande condutor das massas, o exemplo da não violência, que afirmava:Não existe um caminho para a paz. A paz é o caminho. 
Divaldo cita como exemplos do amor e da paz Madre Teresa de Calcutá, o Papa Francisco, Francisco de Assis, Francisco Cândido Xavier, esse líder da literatura nacional e internacional, com obras traduzidas para dezoito idiomas. 
Fala, com emoção, de sua experiência de 68 anos, ao lado do dedicado companheiro da Mansão do Caminho, Nilson de Sousa Pereira, que confessava ter dificuldades para amar a Jesus.

Divaldo narra a história de Joana de Cusa, que foi queimada, no circo romano, ao lado do filho, que lhe pedia para negar a Jesus, a fim  de não morrer. 
Nilson, naquela vida, era esse filho de Joana de Cusa. Estando em Roma, no local do holocausto, Nilson reconhece seu amor a Jesus. 
Teve uma vida de abnegação, atendendo aos órfãos e aos pais que não têm filhos. 
Pela psicofonia de Divaldo, em sua primeira comunicação mediúnica, disse: Nunca te entristeças. Tu conheces Jesus e quem O conhece, não tem razão para se entristecer. 
Quero te pedir, amigo querido, que nunca caias em depressão ou tristeza, diante das lutas iluminativas da vida. Guarda a certeza de que os que te amamos, os guias e teu amigo e irmão, estaremos ao teu lado. 
Luta contra as tuas imperfeições, busca o autoconhecimento e te faças hoje melhor do que ontem e amanhã melhor do que hoje. Estou te esperando.
Confessa Divaldo que, ao escutar a mensagem gravada, não pôde sopitar as lágrimas de gratidão por esta doutrina científica, esta filosofia do amor, esta doutrina ética, com que a Divindade o presenteia, nesta existência longa e profundamente pacífica e pacificadora.

E conclui: assim, se desejais a paz, mantende a paz íntima. Se desejais conquistar o mundo, conquistai a vós mesmos. Se tendes necessidade de vitórias contra as imperfeições, lembrai que os verdadeiros heróis vencem a si mesmos e ninguém lhes conhece as dificuldades do coração. 
Estamos convidados para um mundo novo. É preciso que não reajamos contra os que não nos querem bem, que não reajamos ao mal e que tudo façamos para conquistar o bem. 
Criemos a nossa paz, vivamos a não violência, mesmo vivendo num mundo violento porque somos trabalhadores da Seara do Mestre Jesus.
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     Diana Burgos
    Tradução adaptada de Maria Helena Marcon
    Fotos: Katherine Del Toro
     Em 9.6.2016.

(Texto em português recebido em email do divulgador Jorge Moehlecke)


Espanhol

XVI CONGRESO ESPÍRITA COLOMBIANO –
Conferencia de DIVALDO FRANCO: La búsqueda de la paz interior.

He nacido del polvo de las estrellas. Mi vida es una canción de eternidad que, de experiencia en experiencia, va cantando la alegría de vivir. Ante mí se presenta una sorpresiva emoción, que me habla de las existencias pasadas y de las glorias del mañana.

De ese modo dio comienzo Divaldo a la conferencia La búsqueda de la paz interior, el día 4 de junio ppdo., en el XVI Congreso Espírita Colombiano, haciendo referencia a la obra del Dr. Miguel Ruiz Los cuatro compromisos, en la cual se presenta el camino para encontrar la verdadera felicidad:

1. Sea impecable con sus palabras: la palabra es una música universal, que transforma las ondas vibratorias de los pensamientos en emociones verbales, demostrando el estado de evolución de cada individuo. 
2. No haga suposiciones: si desea la plenitud, de las conversaciones no extraiga conclusiones en forma precipitada, acerca de aquello que el otro piensa… Despójese del rencor, de los sentimientos negativos, del odio, de las suposiciones destructivas.
3. No reciba nada como personal. Si una persona no tiene valor moral para manifestar aquello que piensa, y se aprovecha de su ausencia para hablar -privándolo del derecho a la defensa-, esa persona no merece respeto y la falsa  imputación no debe ser tenida en cuenta.
4. Haga muy bien aquello que haga. No se satisfaga con hacer algo simplemente por hacerlo. Hágalo comprometiéndose, con significación, entregando lo mejor de sí mismo, y no dé lugar a que alguien sospeche de sus características. 

El Espíritu Joanna de Ângelis enseña: No permita que alguien se retire sin que se lleve algo bueno de los minutos compartidos con usted. 

Todo lo precedente evoca el Martir de la Cruz, el hombre extraordinario, que vino a la Tierra para guiar a la criatura humana por los caminos de la inmortalidad: una vida impecable.

León Tolstoi, el famoso escritor ruso de la obra Guerra y Paz, nos brindó obras fascinantes, que penetran en nuestra alma como un puñal que destruye la ignorancia. 
Conde, aristócrata de Rusia, renuncia a todo cuando Jesús llega a él, con un sentimiento de profunda ternura, como jamás había encontrado en la religión ortodoxa a la cual había estado vinculado.
Para penetrar en el alma de la doctrina cristiana y leer los conceptos iniciales, se puso a estudiar la lengua griega. Todo para entender mejor el significado del verbo Amar. Además, escribió el libroEl Reino de Dios está en vosotros, lo que significa que no está afuera, que no es algo que debamos conquistar saliendo de nuestro yo profundo para alcanzar el exterior, por medio de rituales. Nada que no sea el ritual del Amor. 
Ejerció una gran influencia sobre Martin Luther King y Gandhi. Este último, después de leer su obra, se transforma en el Mahatma, el gran conductor de las masas, el ejemplo de la no violencia, que afirmaba: No existe un camino en dirección a la paz. La paz es el camino. 
Divaldo cita como ejemplos del Amor y de la Paz a la Madre Teresa de Calcuta, al Papa Francisco, a Francisco de Asís, a Francisco Cândido Xavier, el líder de la literatura nacional e internacional, cuyas obras han sido traducidas a dieciocho idiomas.

Habla con emoción acerca de su experiencia de 68 años, al lado del devoto compañero de laMansión del Camino, Nilson de Souza Pereira, quien confesaba tener dificultades para amar a Jesús. 
Divaldo narra la historia de Joana de Cusa, que fue quemada en el circo romano, junto con su hijo, quien le rogaba que negara a Jesús, a fin de no morir. 
Nilson, en aquella vida, era ese hijo de Joana de Cusa. Cuando estuvo en Roma, en el lugar del holocausto, Nilson reconoció su amor a Jesús. 
Tuvo una vida de abnegación, atendiendo a los huérfanos y a los padres que no tienen hijos. 
Mediante la psicofonía de Divaldo, en su primera comunicación mediúmnica, dijo: Nunca estés triste. Tú conoces a Jesús, y quien lo conoce no tiene motivo para entristecerse.
Quiero pedirte, amigo querido, que nunca caigas en depresión ni tristeza, ante las luchas iluminativas de la vida. Conserva la certeza de que aquellos que te amamos, los Guías y tu amigo y hermano, estaremos al lado tuyo. 
Lucha contra tus imperfecciones, busca el autoconocimiento y hazte hoy mejor que ayer, y mañana mejor que hoy. Te espero.
Confiesa Divaldo que al escuchar el mensaje grabado, no puede contener las lágrimas de gratitud por esta Doctrina científica, esta filosofía del Amor, esta Doctrina ética con que la Divinidad lo ha ofrendado, en  esta existencia extensa y profundamente pacífica y pacificadora.

Y concluyó: Por consiguiente, si anheláis la paz, conservad la paz íntima. Si deseáis conquistar el mundo, conquistaos a vosotros mismos. Si tenéis necesidad de victorias sobre las imperfecciones, tened presente que los verdaderos héroes triunfan sobre ellos mismos, y nadie se entera de los padecimientos de sus corazones. 
Somos invitados a un mundo nuevo. Es necesario que no reaccionemos contra los que no nos quieren bien, que no reaccionemos al mal, sino que todo lo hagamos para conquistar el bien. 
Seamos los creadores de nuestra paz, experimentemos la no violencia aunque vivamos en un mundo violento, porque somos trabajadores de la Siembra del Maestro Jesús.
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     Diana Burgos

    Traducción al portugués, adaptada, por Maria Helena Marcon
    Fotos: Katherine Del Toro
   
    El día 9.6.2016.


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Registro. Divaldo Franco na Europa- 2016 Bad Honnef, Alemanha

Bad Honnef, 28 e 29 de maio de 2016

Nos dias 28 e 29 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou um seminário na cidade de Bad Honnef, Alemanha, com o tema “A Felicidade É Possível”, encerrando, assim, a temporada de 30 dias de divulgação do Espiritismo na Europa, alcançando 9 países e 13 cidades.
O evento, promovido pela Freundeskreis Allan Kardec Düsseldorf, foi realizado no auditório do Hotel Seminaris Bad Honnef e contou com a participação de mais de 280 pessoas em cada dia. Todo o seminário foi traduzido ao alemão pela intérprete Edith Burkhard.
Dezoito países estavam ali representados, a dar-nos uma pequena dimensão do alcance mundial do Espiritismo: Brasil, França, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Suíça, Suécia, Alemanha, Japão, Itália, Holanda, Espanha, Portugal, Reino Unido, Áustria, Polônia, Estados Unidos, Emirados Árabes (Dubai).
As apresentações musicais, que encantaram o público, ficaram por conta de Flávio Benedito (piano), Maurício Virgens (canto), Warren Richardson (canto) e Amina Richardson (canto).
Marina Steagall apresentou a campanha mundial “Life! Say Yes To!”, que aborda os meios de valorização da vida e os equívocos e prejuízos do abortamento, da eutanásia, da pena de morte e do suicídio.

No sábado, o encontro foi iniciado com a evocação do pensamento do filósofo grego Protágoras, do século V a.C., que afirmara que “o ser humano é a medida de todas as coisas”. Com isso, ele colocava o homem no centro do processo cognitivo, dividido, então, em uma parte objetiva e outra subjetiva. Segundo esse filósofo, veríamos a realidade sobretudo de acordo com o nosso estado emocional. Em complementação a esse pensamento, foi abordada a proposta de Immanuel Kant, filósofo alemão iluminista, que defendia que a realidade só seria percebida pelo ser humano a partir de suas experiências objetivas prévias, que seriam quais formas que moldariam o conteúdo da realidade apreendido. Segundo asseverado, haveria dois fatores essenciais e determinantes do processo de conhecimento: o ego e o Self, que seriam o resultado de nossas conquistas emocionais, sociológicas e intelectuais.
Nesse breve introito, já teríamos o embasamento para o tema do seminário: a realidade apresenta-se a todos tal qual é e cada um apreende a parte dela que lhe é possível, interpretando-a segundo a sua própria emoção e as experiências acumuladas. Ser feliz ou infeliz, portanto, dependeria fundamentalmente do próprio indivíduo e não de circunstâncias ou fatores externos. O que constituiria a felicidade para um, não necessariamente seria a felicidade para outro. E aquilo que seria interpretado como felicidade por certa pessoa, num determinado momento de sua vida, talvez, num período posterior da existência, fosse sentido como infelicidade. Daí a necessidade, conforme exposto, de o indivíduo realizar o autodescobrimento.

Com fundamento na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, foi dito que a verdadeira vida estaria dentro do ser humano, de maneira a ser indispensável a viagem interior para o encontro com a realidade profunda do si, identificando-se os arquétipos, essas marcas antigas de nossas existências pretéritas, para a superação dos conflitos e más tendências e a reconexão com o Self.
No processo evolutivo antropossociopsicológico e espiritual, o ser humano caminharia do instinto para a razão, desta para a intuição e, por fim, para a angelitude, quando, vencido o ego e seus derivativos (egoísmo, egotismo, egolatria, egocentrismo), desfrutaria a plenitude do Self, na vivência do altruísmo, do amor ao próximo e a si mesmo, da caridade, enfim.
Como recurso auxiliar para a análise da problemática do ego e sua relação com a origem dos sofrimentos, assim como da necessidade de a criatura humana alterar a sua conduta moral para melhor, como forma de libertar-se das dores que a afligem e ser feliz, Divaldo propôs um estudo espírita e junguiano da obra "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada", de autoria de Robert Fisher.
Para que fosse possível realizar essa viagem de estudo sobre o autodescobrimento e a autoiluminação mais facilmente, foram abordados os conceitos de ser humano, nos seus aspectos biológico, psicológico e social, assim como a visão espírita dele, que o apresenta como ser tríplice (corpo físico, perispírito e Espírito), demonstrando-se que somos, em essência, uma energia pensante que sobrevive ao decesso físico e realiza o seu processo evolutivo por meio das reencarnações. Também foram apresentados alguns conceitos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, tais como o consciente, o inconsciente coletivo e o individual, os arquétipos, o ego, o Self, a sombra.

Em seguida, o orador passou à análise específica da estória contida no livro referido. Tratava-se de um cavaleiro que, ao longo de muitos anos, habituou-se a manter-se vestido com sua armadura de ferro, a qual acabou por se enferrujar. Ele era casado e tinha um filho, mas o seu relacionamento com a família era muito distante e difícil. Após uma discussão com a esposa, aborrecido, decidiu o cavaleiro afastar-se do domicílio e realizar uma viagem. Nesta viagem, ele passou a ter contato com alguns outros personagens, com os quais se relacionou e que o ajudaram a refletir sobre a própria existência. Por fim, o cavaleiro considerou que deveria retirar a armadura, o que não conseguiu de imediato, uma vez que ela já se encontrava muito enferrujada. Um dos personagens disse-lhe que seria necessário atravessar uma determinada trilha, onde encontraria três castelos: o do silêncio, o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Ser-lhe-ia necessário permanecer um certo tempo em cada um deles, para se lhes aprender as lições, a fim de que ele pudesse seguir para o seguinte. Nesse processo, passando por cada castelo, o cavaleiro foi introjetando os diferentes ensinamentos, refletindo sobre a própria vida, conhecendo mais de si mesmo, ao tempo em que ele passou a mudar de pensamentos, de comportamentos, e , com isso, a armadura, de parte em parte, começou a cair de seu corpo, até que ele viu-se totalmente liberado dela.

Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro pela trilha, visitando cada um daqueles castelos, é bem a viagem de autodescobrimento e de autoiluminação de todos nós, que trazemos as nossas máscaras, as personas a que se referia Carl Gustav Jung. Ao longo de nossa jornada evolutiva, criamos em nós condicionamentos negativos, que tornaram-se uma segunda natureza em nós, passamos a usar máscaras que compõem a nossa personalidade, que utilizamos para agradar as convenções sociais. E assim, perdemos o contato com o nosso ser profundo, a nossa realidade espiritual (Self). Esses condicionamentos negativos, as nossas más inclinações, seriam a causa de nossos sofrimentos.
Conforme afirmou o orador, é necessário que façamos a viagem interior, em busca do conhecimento da Verdade, dessas leis divinas que estão escritas em nós, para que tomemos consciência de que somos Espíritos imortais e de que a nossa meta psicológica profunda deve ser amar, vencendo os nossos medos e dúvidas, eliminando as nossas imperfeições morais e estabelecendo-se, assim, a conexão entre o ego e o Self.

Em análise do Decálogo Logoterapêutico da Dra. Elisabeth Lukas, foram destacados os itens a prescrever a necessidade de reservarmos um momento para nós mesmos, de ouvirmos a nossa consciência e de dedicarmos tempo para a nossa transcendência, confirmando o estudo sobre o cavaleiro da armadura enferrujada.
Para exemplificar a proposta de libertação do ego e vivência do altruísmo como forma de encontrar-se a felicidade, Divaldo narrou uma comovente história de uma das mais aclamadas contraltos de todos os tempos, Madame Ernestine Schumann-Heink, nascida austríaca e mais tarde naturalizada americana. Madame assistira a um concerto de música nos EUA, no qual apresentaram-se várias crianças. Uma delas, de nome Elizabeth, contava apenas 5 anos e teve um péssimo desempenho. Após sair do palco, correu para os bastidores para chorar, prometendo a si mesma nunca mais tocar violino. Madame foi vê-la e por perceber nela o talento, pediu-lhe que acompanhasse-a em sua turnê. Em determinado dia, num passeio por um bosque, a Sra. Schumann-Heink mostrou à Elizabeth uma calhandra e contou-lhe a lenda sobre aquele pássaro que tão belamente cantava. A estória dizia que, após criar o mundo e o ser humano, Deus percebeu que tudo era alegria na criação, com exceção do homem, que, infeliz, de tudo queixava-se. Decidiu oferecer algo que lhe alegrasse os dias. Tomou de uma porção de barro e foi modelando até que, de repente, deu-se conta que modelara uma pequena ave. Abriu-lhe o bico e insuflara-lhe a vida, dizendo-lhe: “tu serás a calhandra e cantarás para que nunca mais o ser humano seja triste”. E, a partir daquele dia, o canto dela tomara o mundo e nunca mais houvera a infelicidade. Madame concluiu o diálogo dizendo: “compreende Elizabeth? Todos somos calhandras de Deus; para mim Ele disse ‘vai e canta’, para você Ele disse: ‘vai e toca’, para outro Ele disse ‘vai e ensina’. Todos temos algo a oferecer ao mundo para ele não seja tomado de tristeza e as pessoas possam ser felizes”.

A pequenina menina nunca mais desistiu de tocar. Muitos anos mais tarde, Madame tivera grande decepção, pois que sua voz por fim falhara num concerto. Pensara em encerrar naquela noite a sua carreira. Mas Elizabeth, agora renomada violinista, estava na plateia e foi ter com a grande contralto no seu camarim. Recordou-a da lenda da calhandra e disse-lhe que não se importasse com a falha da voz ocorrida naquela noite, pois que a sua missão deveria seguir adiante, lenindo a tristeza do mundo com a sua arte. A partir daquele dia, Madame trocou os grandes palcos e seletas plateias para cantar para os infelizes e sofredores da Terra. E, com essa inspiradora mensagem, Divaldo conclamou a todos para que nunca esqueçamo-nos de que somos calhandras de Deus, com talentos os mais diversos, que devem ser postos a serviço de Jesus, para oferecer um pouco de beleza e de alegria ao mundo tão sofrido, porque a verdadeira felicidade não consiste em reter nada para si, mas em distribuir os talentos para a felicidade de todos.
Na fase final dos estudos do primeiro dia de seminário, o médium fez uma análise do conceito de felicidade e de como fruí-la, de acordo com a filosofia Oriental, que baseava-se na revelação espiritual, e com a Filosofia Ocidental, desde o período pré-socrático, a proposta de Sócrates e os filósofos pós-socráticos. Com maior enfoque na mensagem socrática, afirmou que somente pelo autoconhecimento é que o ser humano poderia encontrar a felicidade. Essa proposição estaria contida também na resposta dada pelos Espíritos nobres à questão 919, elaborada por Allan Kardec e inserta na obra O Livro dos Espíritos, a versar sobre o método prático e eficaz para se melhorar nesta vida e resistir à atração do mal.

Referindo-se aos transtornos depressivos, que na atualidade encontram-se entre uma das 3 principais causas de mortes no mundo, Divaldo esclareceu que na raiz de toda depressão há um conflito de culpa, sendo, portanto, necessário que o indivíduo realize a terapia do autoamor, autoperdoando-se e permitindo-se ser feliz, fruir da felicidade possível na Terra, que nunca é linear e constante, mas com as oscilações naturais dos desafios da existência, das dores, dos infortúnios, que fazem parte da experiência evolutiva. A felicidade, então, seria o equilíbrio ou, ainda, a harmonia físico-psíquico-emocional do ser, mantida ante qualquer situação, mesmo ante as contrariedades da existência.
No dia 29, domingo, Divaldo iniciou a análise sobre a felicidade recordando que, segundo a Doutrina Espírita, a educação dos caracteres humanos – portanto, não apenas aquela de natureza formal, ou instrução-, seria fundamental para a sua conquista, pois que implicaria autoconhecimento e superação das más inclinações (ego), com a dedicação do amor ao próximo. Servir ao semelhante seria o caminho para a felicidade.
Na sequência, abordou a obra literária “A Ciência de Ser Feliz”, de autoria da Dra. Susan Andrews, psicóloga e antropóloga americana, formada pela Universidade de Harvard, que afirmara em seu livro que a felicidade seria a combinação entre o grau e a frequência de emoções positivas; o nível médio de satisfação que a pessoa obtém durante um longo período; e a ausência de sentimentos negativos, tais como tristeza e raiva. Para ela, a felicidade não seria apenas caracterizada como a falta de emoções negativas, mas também como a presença de sentimentos positivos. Foram analisadas as 6 grandes ilusões a respeito da felicidade: dinheiro, boa educação, juventude/beleza, sucesso, saúde, prazer. Tais elementos não seriam sinônimo de felicidade, vez que grande parte de seus portadores não seriam realmente felizes.

Mas, então, como seria possível alcançar a felicidade? Para essa resposta, foi apresentado o conteúdo da obra “A Arte de Viver”, do filósofo grego estoico Epicteto, para quem uma vida feliz e uma vida virtuosa seriam sinônimos. O ser humano deveria buscar realizar apenas atitudes corretas em sua existência, evitando cogitar do sofrimento, dando o melhor de si, sendo sempre bom e esculpindo a beleza em sua vida, a fim de que pudesse ser efetivamente feliz.
Em uma abordagem comparativa com o Espiritismo, foi recordado que na questão de número 614 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec recebeu como esclarecimento das entidades superiores que a lei natural ou divina “é a única verdadeira para a felicidade do homem”, indicando-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e que ele só é infeliz quando dela se afasta.

Na fase final do seminário, Divaldo discorreu sobre o ressurgimento do materialismo no século XVII, com o pensamento de filósofos como Pierre Gassendi, John Locke, Francis Bacon, e, também com as teorias dos pensadores iluministas, não tardando, no entanto - como explicou-, a resposta do mundo espiritual, que preparou a França, por meio do esforço de Napoleão Bonaparte, para receber a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec e que se caracterizaria como uma ciência a estudar a origem, a natureza e o destino dos Espíritos e as relações existentes entre o mundo físico e o espiritual. Marchando ao lado da Ciência acadêmica, mas não se detendo no mero estudo dos efeitos e, sim, remontando às causas, o Espiritismo demonstraria a existência de Deus, a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação, a pluralidade de mundos habitados, e tomaria por base moral da conduta humana e proposta psicoterapêutica a mensagem do Evangelho de Jesus. 
Conforme asseverou o médium, o Espiritismo é uma doutrina de fatos, com fundamento na Ciência- como a Biologia Molecular, a Física Quântica, a Parapsicologia, as Neurociências, a Psicologia Transpessoal, a Psiquiatria e outras áreas-, a demonstrar a nossa realidade profunda, o ser espiritual que somos, o Self, que aguarda ser descoberto, para que expanda-se na direção do próximo, encontrando, enfim, a felicidade de servir.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre e José Manuel

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)

Espanhol

DIVALDO FRANCO: GIRA EUROPEA 2016.
Bad Honnef, 28 y 29 de mayo de 2016.



Durante los días 28 y 29 de mayo, el médium y orador espírita Divaldo Franco realizó un seminario en la ciudad de Bad Honnef, Alemania, sobre el tema La felicidad es posible, y finalizó así la gira de 30 días de divulgación del Espiritismo en Europa, durante la cual estuvo en 9 países y 13 ciudades.
El acto, promovido por la Freundeskreis Allan Kardec Düsseldorf se llevó a cabo en el auditorio delHotel Seminaris Bad Honnef y contó con la participación de más de 280 personas cada día. El seminario fue traducido al alemán por la intérprete Edith Burkhard.
Dieciocho países estaban representados allí, para darnos una pequeña dimensión del alcance mundial del Espiritismo: Brasil, Francia, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Suiza, Suecia, Alemania, Japón, Italia, Holanda, España, Portugal, Reino Unido de Inglaterra, Austria, Polonia, Estados Unidos de Norteamérica, Emiratos Árabes: Dubai.
Las interpretaciones musicales -que encantaron al público-, estuvieron a cargo de Flávio Benedito (piano), Maurício Virgens (canto), Warren Richardson (canto) y Amina Richardson (canto).
Marina Steagall presentó la campaña mundial Life! Say Yes to...! (¡Vida! ¡Di que sí a...!), que enfoca los medios de valorización de la vida, y las equivocaciones y los prejuicios acerca del aborto, la eutanasia, la pena de muerte y el suicidio.

El sábado, el Encuentro dio comienzo con la evocación del pensamiento del filósofo griego Protágoras -del siglo V antes de Cristo-, quien afirmaba que el ser humano es la medida de todas las cosas. De ese modo, él colocaba al hombre en el centro del proceso cognitivo, dividido por entonces en una parte objetiva y otra subjetiva. Según ese filósofo, veríamos la realidad, sobre todo, de acuerdo con nuestro estado emocional. Para complementar ese pensamiento se abordó la propuesta de Emmanuel Kant, filósofo alemán iluminista, que sostenía que la realidad sólo sería percibida por el ser humano, a partir de sus experiencias objetivas previas, que serían formas que modelarían el contenido de la realidad aprehendida. Según lo manifestado, habría dos factores esenciales y determinantes del proceso de conocimiento: el ego y el Self, que serían el resultado de nuestras conquistas emocionales, sociológicas e intelectuales.
En esa breve introducción, ya tendríamos la base del tema del seminario: la realidad se presenta a todos tal cual es, y cada uno capta la parte de ella que le es posible y la interpreta según su propia emoción y, también, según las experiencias acumuladas. Ser feliz o desdichado, por lo tanto, dependería fundamentalmente del propio individuo y no de circunstancias o factores externos. Aquello que constituiría la felicidad para uno, no necesariamente sería la felicidad para otro. Y aquello que sería interpretado como felicidad por una determinada persona, en un determinado momento de su vida, tal vez en un período posterior de la existencia, fuese experimentado como desdicha. De ahí la necesidad, conforme con lo expuesto, de que el individuo realice el autodescubrimiento.

Con fundamento en la Psicología Analítica de Carl Gustav Jung, se dijo que la verdadera vida estaría dentro del ser humano, de manera que resulta indispensable el viaje interior para el encuentro con la realidad profunda del ser, para identificar los arquetipos, esas huellas antiguas de nuestras existencias pasadas, para la superación de los conflictos y las tendencias negativas, y la reconexión con el Self.
En el proceso evolutivo antroposociopsicológico y espiritual, el ser humano avanzaría desde el instinto hacia la razón, desde esta hacia la intuición y, finalmente, hacia la condición angelical, cuando superado el ego y sus derivados (egoísmo, egotismo, egolatría, egocentrismo), disfrutaría la plenitud del Selfmediante la vivencia del altruísmo, del amor al prójimo y a sí mismo, de la caridad, en definitiva.
Como un recurso auxiliar, para el análisis del problema del ego y su relación con el origen de los sufrimientos, así como de la necesidad de que la criatura humana modifique su conducta moral para mejor, como una forma de liberarse de los sufrimientos que la afligen y ser feliz, Divaldo propuso un estudio espírita y junguiano de la obra El Caballero de la Armadura Oxidada, del autor Robert Fisher.
A fin de que fuese posible realizar ese viaje de estudio sobre el autodescubrimiento y la autoiluminación más fácilmente, se abordó el concepto de ser humano, en sus aspectos biológico, psicológico y social, así como también el enfoque espírita, que lo presenta como un ser triple: cuerpo físico, periespíritu y Espíritu, demostrando que somos, en esencia, una energía pensante que sobrevive al deceso físico, y que realiza su proceso evolutivo por medio de las reencarnaciones. También fueron expuestos algunos conceptos de la Psicología Analítica de Carl Gustav Jung, tales como el consciente, el inconsciente colectivo y el individual, los arquetipos, el ego, el Self  y la sombra.

Seguidamente, el orador pasó al análisis específico de la anécdota contenida en el libro referido. Se trataba de un caballero que, a lo largo de muchos años, se habituó a estar vestido con su armadura de hierro, la cual acabó por oxidarse. Él estaba casado y tenía un hijo, pero su relación con la familia era muy distante y complicada. Después de una discusión con su esposa, disgustado, decidió el caballero alejarse del domicilio y realizar un viaje. En este viaje, él tomó contacto con algunos otros personajes -con los cuales se relacionó- que lo ayudaron a reflexionar sobre su propia existencia. Por último, el caballero consideró que debería quitarse la armadura -lo que no consiguió de inmediato-, dado que esta se encontraba muy oxidada. Uno de los personajes le dijo que le sería necesario recorrer una determinada senda, donde iba a encontrar tres castillos: el del silencio, el del conocimiento y el de la voluntad y la osadía. Le sería necesario permanecer un cierto tiempo en cada uno de ellos, para aprender las lecciones que le trasmitirían, a fin de que él pudiese ir hacia el siguiente. En ese proceso, al pasar por cada castillo, el caballero fue internalizando las diferentes enseñanzas, y reflexionó sobre su propia vida, llegando a conocerse más, y al mismo tiempo comenzó a modificar sus pensamientos, su conducta y, así, parte por parte, la armadura comenzó a caerse de su cuerpo, hasta que se vio completamente libre de ella.

Divaldo explicó que el recorrido del caballero por la senda, visitando cada uno de aquellos castillos, es precisamenete el viaje del autodescubrimiento y de la autoiluminación de todos nosotros, que somos portadores de nuestras máscaras, las personas a las cuales se refería Carl Gustav Jung. A lo largo de nuestra trayectoria evolutiva, hemos creado en nosotros condicionamientos negativos, que se convirtieron en una segunda naturaleza, y comenzamos a usar máscaras que componen nuestra personalidad, máscaras que utilizamos para agradar según las convenciones sociales. De tal modo, perdemos el contacto con nuestro ser profundo, nuestra realidad espiritual (Self). Esos condicionamientos negativos, nuestras tendencias negativas, serían la causa de nuestros sufrimientos.
Según lo que manifestó el orador, es necesario que realicemos el viaje interior, en busca del conocimiento de la Verdad, de las Leyes Divinas que están inscriptas dentro de nosotros, para que tomemos conciencia de que somos Espíritus inmortales, y que nuestra meta psicológica profunda debe ser amar, superando nuestros temores y dudas, eliminando nuestras imperfecciones morales y, de ese modo, estableciendo la conexión entre el ego y el Self.

Mediante el análisis del Decálogo Logoterapéutico de la Dra. Elisabeth Lukas, se destacaron los ítems que prescriben la necesidad de que nos reservemos un momento para nosotros mismos, que escuchemos a nuestra conciencia y que dediquemos tiempo a nuestra trascendencia, confirmando el estudio sobre el caballero de la armadura oxidada.
Para ejemplificar la propuesta de liberación del ego y la vivencia del altruísmo, como una forma de encontrar la felicidad, Divaldo narró una conmovedora historia, acerca de una de las más aclamadas contraltos de todas las épocas, Madame Ernestine Schumann-Heink, nacida en Austria y más tarde naturalizada norteamericana. Madame asistió a un concierto de música en USA, en el cual se presentaron varias criaturas. Una de ellas, de nombre Elizabeth, tenía apenas cinco años y tuvo un pésimo desempeño. Después de dejar el escenario, la niña corrió hacia la zona de camarines para llorar, prometiéndose nunca más tocar el violín. Madame fue a verla, y como había percibido el talento de la niña, le pidió que la acompañase en su gira. Cierto día, paseaban por un bosque cuando la Sra. Schumann-Heink le señaló a Elizabeth una calandria, y le relató la leyenda sobre aquella ave que cantaba con tanta belleza. La anécdota se refería a que, después de que creara el mundo y el ser humano, Dios percibió que todo era alegría en la Creación, con excepción del hombre que, desdichado, de todo se quejaba. Decidió, entonces, brindarle algo que alegrase sus días, y tomó una porción de barro y fue dándole forma hasta que, de pronto, se dio cuenta de que había modelado una pequeña ave. Le abrió el pico y le trasmitió la vida, diciéndole: Tú serás la calandria, y cantarás para que nunca más el ser humano esté triste. Y a partir de aquel día, su canto se apoderó del mundo, y nunca más hubo desdicha en él. Madame concluyó el diálogo diciendo: ¿Comprendes, Elizabeth? Todos somos calandrias de Dios; a mí Él me dijo: Ve y canta, a ti Él te dijo: Ve y toca el violín; a otro Él le dijo Ve y enseña. Todos tenemos algo que ofrecer al mundo para que no lo domine la tristeza, y así las personas puedan ser felices.

La pequeña nunca más se negó a tocar el violín. Muchos años más tarde, Madame tuvo una gran decepción porque su voz, finalmente, había fallado en un concierto. Aquella noche había pensado en dar por concluida su carrera, pero Elizabeth, que por entonces era una renombrada violinista, estaba en la platea y fue a ver a la extraordinaria contralto en su camarín. Le recordó la leyenda de la calandria, y le dijo que no se preocupara porque aquella noche su voz hubiera fallado, pues su misión era seguir adelante, aliviando la tristeza del mundo con su arte. Desde aquel día, Madame dejó los grandes escenarios y las selectas plateas para llevar su canto a los desventurados y sufridores de la Tierra. Y, con ese inspirador mensaje, Divaldo convocó a todos a que nunca nos olvidemos que somos calandrias de Dios, con los más diversos talentos, que deben ser puestos al servicio de Jesús, para ofrecer un poco de belleza y de alegría al mundo, tan sufrido, porque la verdadera felicidad no consiste en guardar algo para sí mismo, sino en distribuir los talentos para felicidad de todos.

En la fase final de los estudios del primer día de seminario, el médium hizo un análisis del concepto de felicidad y cómo disfrutarla, de acuerdo con la filosofía oriental, que se basaba en la revelación espiritual, y según la filosofia occidental, desde el período presocrático, la propuesta de Sócrates y de los filósofos pos-socráticos. Con un amplio enfoque en el mensaje socrático, afirmó que solamente mediante el autoconocimiento podría, el ser humano, hallar la felicidad. Ese concepto estaría también contenido en la respuesta que dieron los Espíritus nobles a la cuestión 919, elaborada por Allan Kardec e incluida en la obra El Libro de los Espíritus, la cual trata acerca del método práctico y eficaz para mejorar en esta vida y resistir la atracción del mal.

Con referencia a los trastornos depresivos, que en la actualidad se encuentran entre una de las tres principales causas de muerte en el mundo, Divaldo explicó que en la raíz de las depresiones existe un conflcto de culpa y, por lo tanto, es necesario que el individuo realice la terapia del autoamor, autoperdonándose y permitiéndose ser feliz, disfrutar la felicidad posible en la Tierra, que nunca es lineal ni constante, sino con las oscilaciones naturales de los desafíos de la existencia, de los dolores, de los infortunios, que forman parte de la experiencia evolutiva. La felicidad, entonces, sería el equilibrio o, también, la armonía físico-psíquico-emocional del ser, conservada en todas las circunstancias, incluso ante las contrariedades de la existencia.
El día 29, domingo, Divaldo comenzó el análisis sobre la felicidad recordando que, según la Doctrina Espírita, la educación de los caracteres humanos –por lo tanto, no sólo aquella de naturaleza formal, la instrucción-, sería fundamental para su conquista, pues implicaría el autoconocimiento y la superación de las malas tendencias (ego), con la dedicación de amor al prójimo. Servir al semejante sería el camino hacia la felicidad.
Seguidamente, abordó la obra literaria La ciencia de ser feliz -cuya autora es la Dra. Susan Andrews, psicóloga y antropóloga norteamericana, graduada en la Universidad de Harvard-, quien manifestó en su libro que la felicidad sería la combinación entre el grado y la frecuencia de las emociones positivas; el nivel medio de satisfacción que la persona obtiene durante un largo período; y la ausencia de sentimientos negativos, tales como la tristeza y la rabia. Para ella, la felicidad no estaría solamente caracterizada como la falta de emociones negativas, sino también como la presencia de sentimientos positivos. Se analizaron las 6 grandes ilusiones acerca de la felicidad: dinero, buena educación, juventud/belleza, éxito, salud, placer. Tales elementos no serían sinónimo de felicidad, visto que gran parte de sus portadores no serían realmente felices.

Pero, entonces, ¿cómo sería posible alcanzar la felicidad? Para esa respuesta, se presentó el contenido de la obra El Arte de Vivir, del filósofo griego estoico Epicteto, para quien una vida feliz y una vida virtuosa serían sinónimos. El ser humano debería buscar cómo realizar tan sólo las acciones correctas en su existencia, evitando pensar en el sufrimiento, dando lo mejor de sí, siendo siempre bueno y esculpiendo la belleza en su vida, a fin de que pudiese ser efectivamente feliz.
Mediante un enfoque comparativo con el Espiritismo, recordó que en la cuestión número 614 de El Libro de los Espíritus, Allan Kardec recibió como explicación de las Entidades superiores, que la ley natural o divina es la única verdadera para la felicidad del hombre, pues le indica aquello que debiera hacer o dejar de hacer, y que él sólo es desdichado cuando de ella se aparta.

En la fase final del seminario, Divaldo se refirió al resurgimiento del materialismo en el siglo XVII, con el pensamiento de filósofos tales como Pierre Gassendi, John Locke, Francis Bacon, y también con las teorías de los pensadores iluministas, no tardando, mientras tanto -como lo explicó-, la respuesta del Mundo Espiritual, que preparó a Francia, mediante el esfuerzo de Napoleón Bonaparte, para recibir la Doctrina Espírita, codificada por Allan Kardec, que se caracterizaría como una ciencia dedicada al estudio del origen, la naturaleza y eldestino de los Espíritus, y de las relaciones existentes entre el mundo físico y el espiritual. Mediante la marcha junto a la Ciencia académica, sin detenerse en el mero estudio de los efectos, sino remontándose hasta las causas, el Espiritismo demostraría la existencia de Dios, la inmortalidad del alma, la comunicabilidad de los Espíritus, la reencarnación, la pluralidad de los mundos habitados, y adoptaría como base moral de la conducta humana, y también como propuesta psicoterapéutica, el mensaje del Evangelio de Jesús. 
De conformidad con lo manifestado por el médium, el Espiritismo es una doctrina de fenómenos, con fundamento en la Ciencia -como por ejemplo la Biología Molecular, la Física cuántica, la Parapsicología, las Neurociencias, la Psicología Transpersonal, la Psiquiatría y otras áreas-, a fin de demostrar nuestra realidad profunda, el ser espiritual que somos, el Self, que aguarda ser descubierto, para que se expanda en dirección al prójimo y encuentre, finalmente, la felicidad de prestar servicio.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre y José Manuel

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)