segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Vitória da Vida

Meus irmãos:
Sou eu que volta sob a proteção da Divina Misericórdia.
A vida triunfa sobre a morte, e,  há 40 dias desde o momento final no corpo, o amor incondicional do Pai prossegue socorrendo-me de modo que neste momento eu possa dizer com o coração túmido de saudade mas com o Espírito exultante: estou vivo!
Tenho orado com fervor aguardando este momento de reencontro para agradecer a Deus a felicidade incomparável da longa existência aureolada de bênçãos que reconheço não merecer.
Nossa Benfeitora trouxe-me hoje, às vésperas do encerramento do ano, para agradecer tudo quanto recebi durante a existência e, particularmente, nos dois últimos anos de impedimento e de limitação.
De alma ajoelhada agradeço o devotamento, o respeito, o carinho de que fui objeto, mais especialmente a vigília dos filhos, de Gerulina, das cuidadoras e a paciência dos irmãos da Casa Grande, que não se enfastiaram com o meu demorado processo de libertação.
Agradeço as homenagens que me foram oferecidas, as condolências, as lembranças, todo este colar de bondosas referências que não condizem com a minha existência humilde, sempre em plano secundário, de trabalhador braçal que sempre me considerei...
Desejo registrar as emoções profundas, falar das alegrias incontáveis do reencontro com os seres queridos, alguns dos quais de saudosas recordações.
Agradeço a todos que não me atrevo a nomear, que usaram de misericórdia para com o velho amigo causador de problemas... Que me perdoem os erros que não pude superar, as imperfeições que não consegui corrigir e a pequenez que não pude transformar em grandeza moral.
Comovo-me com as saudades daqueles que me amam e suplico que sejam felizes.
Suplico a Deus que transforme nossa Casa de amor num santuário de misericórdia, porque tudo passa mas o amor permanece.
Ninguém nunca se arrependerá por ter agido com misericórdia, compaixão e amor.
Que o nosso ninho de esperança permaneça como o lar dos que não têm abrigo, a estância, última que seja, para o repouso, na certeza de que, aqui entre nós de ambos os lados, Jesus estará de braços abertos dizendo com suavidade: Vem, meu filho, este lar é teu!
Perdoem-me as emoções. É a primeira experiência. Embora preparando-me para este momento, a mente desatrela o corcel das lembranças, das saudades, da gratidão...
Eu suplico que as preces continuem envolvendo-me para que eu possa corresponder às expectativas dos corações que me amam.
Paz e misericórdia, gratidão profunda e súplica em favor de todos os que sofrem.
O velho companheiro agradecido,

                      Nilson

(Mensagem psicofônica pelo médium Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção, na noite de 30 de dezembro de 2013, em Salvador, Bahia.)
Divaldo Pereira Franco, à direita, na janela, em viagem doutrinária pela Alemanha em moderno trem ao lado de Nilson.
Foto Jorge Moehlecke

Entrevista com Divaldo Franco apresentada pela Rede Bahia

Rede Bahia, repetidora da Globo em Salvador, apresentou no Jornal da Manhã do dia 20 setembro e Bahia Meio Dia dia 19 as seguintes entrevistas;


  Abraço-Jorge Moehlecke


(Informaçoes recebidas em email de Jorge Moehlecke)

Registro. Divaldo Pereira Franco no Congresso Espírita Espanhol Calpe (Alicante) Espanha

Los días 6,7 y 8 de diciembre 2013 se celebró el XX Congreso Espírita Nacional de España en Calpe, provincia de Alicante en el Sureste de España.
Naturalmente participó Divaldo, así como los maestros de los Himalayas, nunca envejece.
En una de sus inspiradas conferencias nos llevó al antiguo santuario de Delfos y una sentida presentación de Sócrates a través de las palabras de este filósofo "conócete a ti mismo" y la psicología de Freud, Jung y Chales Richet, nos enseñó El Autodescubrimiento.
Una de las noches nos llenó de una SERENA Y PROFUNDA PAZ A TRAVÉS DE UNA MEDITACIÓN, así como solo Divaldo puede hacerlo, gracias a su intimidad con Jesús y el mundo Espiritual. 

(Informações recebidas em email de Solveig Nordstrom, Alicante, Espanha)
En este Congreso, se rindió un pequeño homenaje a Nilson.
También nos deleitó con sus palabras en una conferencia impartida en Benidorm el 9 de diciembre de 2013, cuyo tema era “La psicología del perdón”.

Divaldo Franco/palestra na Mansão do Caminho Salvador/BA

17/12/ 2013

No Centro Espírita Caminho da Redenção, às 20h00min, Divaldo Franco, sempre que está em Salvador/BA, profere a conferência hebdomadária. Neste dezessete de dezembro, o nobre orador e médium espírita, ao narrar uma história sobre a antiga Pérsia, destacou a necessidade de o ser humano descobrir suas riquezas íntimas, como os seus dons, suas faculdades, seus sentimentos bons, seus pendores para amar. Tais quais diamantes, podem fazer de todo homem alguém muito rico. Rico de virtudes nobres, de valores morais elevados.
Incentivou a que cada um, ao contrário de procurar os diamantes fora de si, busque descobrir a fabulosa mina íntima, o coração enternecido, amoroso. A vida, disse, é uma longa viagem à intimidade de si mesmo visando encontrar a rica mina ali existente. Todo o cristão possui o mapa, por assim dizer, dessa mina íntima, é o Evangelho de Jesus Cristo. Aprender a desapegar-se das coisas, dos prazeres humanos facilita o autoencontro consigo mesmo. O Evangelho Segundo o Espiritismo é um tesouro incalculável. Suas letras se assemelham a fulgurantes diamantes. Na Doutrina Espírita estão as respostas para todas as questões da vida e, também, para tranquilizar a alma. Finalizou sua magnífica conferência advertindo-nos para não deixarmos que o mal dos maus nos faça mal, a não aceitar a provocação dos maus.
Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke

Conferência com Divaldo Pereira Franco Franca, SP



FEEB 98 anos. Palestra com Divaldo Pereira Franco Salvador, BA

Parabéns F.E.E.B. 98 Anos/Palestra com Divaldo Pereira Franco no Centro de Convenções da Bahia/Dia 25 de dezembro de 2.013
ENTRADA FRANCA

(Informações recebidas em email de Edward Ascom Cobem [edwardplantaodapaz@gmail.com])

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

16º. Movimento “Você e a Paz” Salvador, BA

14 de dezembro de 2013

Salvador, 14 de dezembro.
Anfitrião como poucos, Divaldo Franco recebeu, na Mansão do Caminho, um grupo de visitantes oriundos de Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul, e de Zurique/Suíça para um encontro informal e para um lanche, primorosamente preparado e por ele mesmo servido. O encontro transcorreu de forma animada, alegre, uma confraternização de amigos. Na hora aprazada, todos rumaram para o local onde se daria o evento programado.
Prosseguindo o planejamento do 16º Movimento Você e a Paz em Salvador/BA, a atividade foi realizada na Praça da Paz Celestial, no Bairro da Paz, às 19 horas do dia 14 de dezembro. O Grupo de Capoeira Paz, do Centro Espírita Caminho da Paz, realizou uma bela apresentação que contou com a participação de crianças e jovens moradores do bairro e integradas no Centro Espírita. Com a presença do líder do Conselho de Moradores da Bairro da Paz, Carlos Santos, e outras lideranças ligadas ao movimento espírita, os pronunciamentos foram iniciados. 
Rute Brasil Mesquita apresentou o legado extraordinário de inúmeras escolas, albergues, colônia regeneradora para mulheres, abrigos para crianças, grupo de dramaturgia, oficinas de trabalho, liceu, etc. A notável idealizadora e executora dessas obras foi a notável Anália Franco – 1853/1919. A nobre senhora, em sua magnífica obra, pautou suas ações em prol da paz, desde os lares e na sociedade.
Marcel Mariano, apresentando os fatos geradores e seus desdobramentos que culminaram com a guerra entre Inglaterra e a Argentina, conhecida por guerra das Malvinas, destacou que para ser desencadeada a violência basta um pequeno fato gerador, uma provocação qualquer, seja através de um olhar, de um gesto, a tonalidade da voz. A não-violência é a construtora e a promotora da paz.
Divaldo Franco, idealizador do Movimento Você e a Paz, destacou que as emoções em desequilíbrio são suscetíveis de desencadear a violência em todos os seus matizes. Como o ser humano ainda não aprendeu a controlar suas emoções, relaciona-se com os demais de forma desarmônica, desequilibrada, gerando a violência. Fatos cruciais se apresentam na vida de todas as criaturas. Assim, com suas emoções, devem tomar uma decisão, muitas de difícil resolução. O Embaixador da Paz, Divaldo Franco, salientou que somente o amor possui a força necessária para deter a violência. O amor é a emoção mais edificante. É possível ser feliz em todos os lugares onde o ser humano se encontra, basta ter a paz da consciência tranquila. Seja você uma pessoa de paz, que ama, que perdoa.
Com todos, cantando a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel, as emoções e sentimentos superiores afloraram levando muitos dos presentes às lágrimas. Lágrimas significativas de que as mensagens apresentadas encontraram eco naqueles corações e mentes, todos motivados para a prática da não-violência, pela paz. Com essas emoções, o evento foi finalizado.
    Texto: Paulo Salerno
    Fotos: Jorge Moehlecke
(Informações recebidas em email de Jorge Moehlecke)


Registro. Movimento “Você e a Paz” com Divaldo Pereira Franco Salvador, BA

O Movimento Você e a Paz é um movimento não religioso e apolítico. Foi idealizado e colocado em prática em 1998 pelo Professor Divaldo Pereira Franco, tornando-se, onde é apresentado, em um catalizador da divulgação da paz, em uma visão de não-violência, da paz interior. Na noite do dia 12 de dezembro de 2013 o evento, em sua 16ª edição, foi realizado na Praça do Imbuí, um bairro da capital Salvador/BA. Preparando o ambiente e as pessoas que, em bom número, já se encontravam aguardando desde cedo o início das atividades, apresentou-se o dueto 2 em 1, que em uma bela performance, interpretou notáveis canções.
Testemunhando sua dedicação em bem divulgar o Espiritismo, Divaldo Franco, com mais de oitenta anos de idade, e recém-chegado de um profícuo roteiro doutrinário na Espanha e no Marrocos, cativou e motivou, com sua eloquência, aos que o escutaram, inclusive a partir das janelas dos prédios do entorno da praça. A proposta apresentada foi a da adoção de hábitos de não-violência, desarmando-se intimamente, desenvolvendo o potencial de amor que jaz latente em todos. Narrando histórias de vítimas que perdoaram seus algozes, Divaldo indagou: Se a vítima fosse você, perdoaria?
Estavam presentes, ou representadas, algumas lideranças do movimento espírita de Salvador, das caravanas que se somaram ao evento e representando parcela expressivas dos espíritas do Brasil, e também da Suíça. Lideranças locais se destacaram com suas mensagens enaltecendo o esforço que cada individuo deve empreender para pacificar-se, a exemplo das personalidades apresentadas. Os aplausos intensos, a vibração e emoção com que todos cantaram no final do evento, atestaram a justeza da proposta da paz, da não-violência, a começar na própria criatura, no seu lar, na sociedade em que está inserida. Belíssimo espetáculo!
Outras fotos no facebook,

Texto: Paulo Salerno
Fotos: Jorge Moehlecke


Entrevista em espanhol por Divaldo Pereira Franco durante o XX Congresso Espírita Espanhol. Calpe (Alicante) Espanha


para a revista Actualidad Espiritista

Acesse aqui:
(Com colaboração de Simoni Privato Goidanich)

08-12-2013

         Às 11:00h de domingo, 8 de dezembro, foi confiado a Divaldo P. Franco encerrar o XXº Congresso Espírita Nacional, com a conferência Autodescobrimento, uma busca interior. Este fiel trabalhador na obra de Jesus apresentou ao público a figura de Sócrates, considerado o Pai da Filosofia, criador do método maiêutico como um mecanismo de aprendizagem e raciocínio, sendo o primeiro grande pensador que se refere ao autodescobrimento, fundamentando-o nas ideias do Bem, da Verdade e da transformação da criatura humana. O fascinante filósofo, considerado pelo oráculo de Delfos como o personagem mais sábio da Grécia antiga, a quem é atribuído o famoso aforismo Gnosce te ipsum (γνῶθι σεαυτόν), foi capaz de responder, em sua sentença de morte, que todos já nascemos condenados a morrer e, nos momentos antecedentes da absorção da cicuta, exaltou a existência do Espírito imortal. Sua doutrina imortalista, prosseguia Divaldo, é adotada vinte e dois séculos mais tarde pelo Pai da Psicologia Analítica, Carl Gustav Jung, ao afirmar que a vida adquire sentido através da imortalidade da alma. Nesse momento, Divaldo Franco oferecia, de uma forma extraordinária, uma revisão cronológica da história do pensamento humano, destacando a figura junguiana por haver contemplado em sua obra a causalidade e não a casualidade da vida, em razão de haver estado em contato com os fenômenos mediúnicos.     
       Neste ponto, o Paulo de Tarso dos nossos dias detalhava minuciosamente alguns aspectos da Psicologia Analítica, a fim de determinar que o propósito da vida é atingir o estado numinoso, com suas colocações impregnadas pelo suave aroma das palavras do Mestre Galileu, quando indicou-nos que o Reino dos Céus está dentro de nós. Apresentando Jesus como sendo a ponte entre a Terra e o Céu, sendo a ponte entre o ego e o Self, sendo a ponte que conduz ao autodescobrimento, ao conhecimento de si mesmo, como nos indica a Espiritualidade na questão 919 de O Livro dos Espíritos, Divaldo conduziu o público a um verdadeiro clímax, ao advogar que o Espiritismo não se trata de uma crença, mas a Ciência do conhecimento, Ciência capaz de comprovar a vida após a morte e a existência do Espírito imortal, a Ciência que nos ensina sermos verdadeiros cânticos do Evangelho de Jesus em obras, e não em palavras, transformando as nossas vidas e atos – como indica a Benfeitora Joanna de Ângelis – em pegadas luminosas para aqueles que venham após nós, a fim de que sigam a luz apontando para o porto da paz. A vibração do salão aumentou quando foi proferido, com grande arrebatamento, o Poema da Gratidão, do notável Espírito Amélia Rodrigues, que fundiu-se, ao finalizar, com um prolongado aplauso, após 75 minutos de um magistral discurso.
       Texto: Xavier Llobet
       Fotos: Manuel Sonyer e Vitor Féria
       Tradução ao portugues: Delcio Carvalho





Registro. XXº Congresso Espírita Nacional Calpe (Alicante) Espanha

6 de dezembro de 2013.

Nos dias 6,7 e 8 de dezembro de 2013 teve lugar, em Calpe (Alicante), o XXº Congresso Espírita Nacional.
O Paulo de Tarso da atualidade fará no Congresso, a conclusão final desta intensa trajetória em solo espanhol e em seu país vizinho, o Marrocos. Aqui está como um convidado especial e destacado para realçar o evento, pois é o encarregado pela abertura e o seu fechamento.
Em 6 de dezembro, às 10 horas, tendo sido inaugurado o Congresso, realizou-se uma pequena homenagem a um grande homem, Nilson de Souza Pereira, tio Nilson. A homenagem sensibilizou profundamente aos presentes, incluindo Divaldo, que ao subir à tribuna, referiu-se a Nilson como "exemplo vivo do verdadeiro espírita, tal como consta em o Evangelho Segundo o Espiritismo."
Abriram-se, assim, as portas para a magnífica apresentação da sua conferência, que tinha como abordagem "O Espiritismo como Filosofia de Vida", um título que foi designado como tema principal do XXº Congresso. Divaldo começou sua extensa exposição, apresentando ao público o Século XVII como sendo o século em que a religião deixa de governar a Ciência, ocorrendo uma cisão natural entre ambos, assentando-se a primeira na fé cega, e a segunda na razão. Ao escolher, a Humanidade, a razão ante a fé, aparece o materialismo, que posteriormente atenua-se com o surgimento da Enciclopédia e o anúncio dos Direitos Humanos, juntamente com a Revolução Francesa, em 1789.
Em 2 de dezembro de 1804 é auto coroado, na catedral de Notre Dame de Paris, o ditador Napoleão Bonaparte, que paradoxalmente tenta trazer de volta a ideia de Deus para a mente do povo francês, o povo da luz do Século XIX, no qual também dois meses antes viu nascer Hippolyte Léon Denizard Rivail, o ínclito Codificador da Doutrina Espírita, que adotou o pseudônimo de Allan Kardec.
O fantástico trajeto histórico-filosófico que nos apresentou Divaldo, mostrava pormenorizadamente as ideias pessimistas do filósofo alemão Arthur Schopenhauer e a filosofia nihilista de Friedrich Nietzsche, que pretendeu gravar nos corações a sua célebre frase "Deus morreu", extraída da sua obra Assim Falou Zaratustra.
Continuou ele a surpreender os congressistas com seu excelente verbo, passando pelo filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, com o retorno à religiosidade, e pelo criador do Positivismo, Auguste Comte, para desembocar no surgimento dos fenômenos mediúnicos de Hydesville, ao tempo em que apareceu o Manifesto Comunista, de Karl Marx, até surgir O Livro dos Espíritos, como uma aliança entre fé e razão, oferecendo ao mundo a fé raciocinada.
O Espiritismo, como uma filosofia de vida, vem para gravar em nossa alma, com letras douradas, o Sermão da Montanha, pois trata-se do verdadeiro Cristianismo redivivo, que nos dá um verdadeiro sentido para a vida, levando-nos ao desaparecimento das paixões primitivas que acompanham, ainda, muitas consciências adormecidas. O Espiritismo, que é positivista e nunca pessimista, tem como base a moral de Jesus, e nos ensina a mergulharmos no Reino dos Céus, que está dentro de nós, identificado com o Self, de C. G. Jung, instruindo-nos a sermos espíritas através dos nossos atos e não por nossas palavras.
A excelência do Poema da Gratidão, inspirado pelo notável Espírito Amélia Rodrigues, serviu para concluir a sua conferência e para envolver ao público em um suave perfume com o aroma da Caridade.
                   Texto: Xavier Llobet
                   Fotos: Manuel Sonyer e Vitor Féria
                  Tradução para o português: Delcio Carvalho

Registro. Divaldo Pereira Franco Marrocos

03-12-2013

O três de dezembro em Marrakech despertou sob um radiante Sol que convidava a um agradável passeio. Divaldo Franco, junto com seus acompanhantes, se dirigiu alegre ao ponto nevrálgico desta capital imperial, o coração da cidade, a zona mais concorrida e buliçosa, a Praça Jemaa El Fna, cuja tradução literal ao nosso idioma significa Assembleia dos Mortos.
Apesar do nome, é o local onde ressoam os tambores, onde os residentes cantam e encantam as serpentes, onde os cheiros, sons e cores se misturam em uma miscelânea, gerando uma atmosfera um tanto especial. Lá, em meio a essa atmosfera, Divaldo e seus amigos deteram-se por alguns instantes no ponto central da praça e, em círculo, fizeram uma oração em voz alta, direcionada ao Mestre Jesus, chegando a produzir um efeito como se todo aquele tumulto parasse por um momento para ouvir, enquanto era plantada uma pequena semente, aguardando germinar.
Depois de alguns momentos de um encantador passeio pelos arredores e a impregnação com sua atmosfera, o grupo voltou àquela Assembleia dos Mortos, na qual Divaldo ofereceu um item histórico extraordinário, sob o ponto de vista espiritual, desde a vinda de Jesus até o surgimento do Espiritismo, em 18 abril de 1857, surpreendendo a mente e os corações da sua comitiva e, com certeza, de muitos daqueles mortos...
Na parte da tarde, Divaldo, esse trabalhador incansável na obra do Senhor, se dispôs a psicografar, na privacidade de seu quarto, também realizando outras atividades doutrinárias particulares. Esse momento, o grupo utilizou para visitar um oásis de paz, beleza e silêncio, em meio à agitação da cidade, o Jardim Majorelle. Um ambiente que convidava à reflexão e no qual novamente, como no dia anterior, realizamos outro Culto do Evangelho, tendo a Espiritualidade ofertado-nos a abertura no item 7 do Capítulo XII, “Se alguém te bater na face direita, oferece também a outra”. Centralizaram-se as análises do texto, tanto particularmente como de maneira geral, referindo-se esta última aos conflitos religiosos que ocorrem e se repetem ao longo da História. Momentos, que também foram utilizados ​​por uma freira religiosa católica, do Plano Espiritual, para oferecer seu depoimento e participar do Evangelho, indicando que em sua reencarnação transferiu-se a estas terras a fim de curar suas feridas físicas, feridas que em pretéritas existências ocasionou “em nome da religião".
De volta ao hotel, Divaldo esperava-nos, sorridente, como se fora um pai, reunindo o grupo para a continuidade do trabalho em conjunto, que iniciou-se com 8 orações, pronunciadas em 8 idiomas diferentes: catalão, alemão, português, holandês, italiano, francês, inglês e espanhol. Em seguida, a pedido da Benfeitora Joanna de Ângelis, narrou, com fervor e energia, a Parábola do Moço Rico, com grande quantidade de detalhes que os ali presentes quase poderiam contemplar, em forma de quadros vivos, cada momento da fantástica narração. Assim, encaminhou o estudo para uma reflexão da questão sobre a renúncia das fortunas, que ainda "possuem" a criatura humana, que não deve esperar o amanhã para desapossar-se.
Após o período das perguntas pertinentes, esplendidamente respondidas por Divaldo, ele realizou com o grupo uma Visualização Terapêutica, por meio da qual todos os presentes, em ambos os lados da vida, saíram totalmente renovados.

               Texto: Xavier Llobet
               Fotos: Manuel Sonyer
              Tradução ao português: Delcio Carvalho

(Recebido em email de Jorge Moehlecke)

Registro. Divaldo Pereira Franco. Culto do Evangelho. Marrocos


02 de  dezembro de  2013

           Apresentada oficialmente a obra Transformação Renovadora, do Espírito Joanna de Ângelis, através da psicografia de Dolores Martínez, do Centro Espírita Manuel e Divaldo,
e a obra Messes d’Amor – tradução ao catalão do original Messe de Amor, numa sala do quarto andar do hotel, prosseguia Divaldo P. Franco, juntamente com os seus companheiros e amigos,
absorvendo a luminosidade que descia do Alto e que iluminava a mente e o coração. Reunidos em círculo, repetiam a história do antigo Cristianismo situado antes da etapa de Constantino, após a qual a Doutrina de Jesus foi violada.
        Divaldo lembrou que graças ao Espiritismo de Allan Kardec, a nova sociedade está sendo cristianizada e os Espíritos que participaram da Codificação tiveram como objetivo transcrever
a profundidade do amor na página suprema da Caridade. Ele também enfatizou a importância da caridade moral ressaltando a responsabilidade em exercitarmos a fraternidade em todo o Movimento Espírita, amarmo-nos mais, para que a maledicência, o egoísmo e o orgulho não conspirem novamente contra a obra de Jesus, pois nos situamos na época em que a criatura humana se fez o lobo de outra criatura humana.
       Na sequência, foi realizado o culto do Evangelho em que a Espiritualidade ali reunida inspirou o grupo a abrir no item 14 do Capítulo XIII, na questão sobre a beneficência e a caridade,
comunicação escrita por Cárita, mártir cristã em Roma.
      As diversas dissertações do Evangelho foram realizadas em oito idiomas: catalão, alemão, português, holandês, italiano, francês, inglês e espanhol. Tratou-se de um verdadeiro
pentecostes em solo marroquino, semeando a Doutrina do Mestre aos quatro ventos, sob o atento olhar da Espiritualidade ali congregada, assinalando um antes e um depois, nestas terras vermelhas.
     Divaldo transmitiu um belíssimo poema, em francês e espanhol, que um Espírito da região quis nos presentear como ato de agradecimento pelo trabalho que se estava realizando.
    Terminado o Evangelho, o Apóstolo de Jesus informou-nos da grande presença de Espíritos reunidos, alguns expectantes para ouvir pela primeira vez o Evangelho Segundo o Espiritismo, outros,
parentes dos ali presentes, e outros, Guias de outro países que foram amorosamente convidados pela Benfeitora Joanna de Angelis para presenciar e participar do ato. 
          Texto: Xavier Llobet
          Fotos: Manuel Sonyer

(Informações recebidas em email de Jorge Moehlecke)