terça-feira, 21 de agosto de 2012

Divaldo Pereira Franco em Tramandaí, RS

Você e a Paz - 19 de agosto de 2012



 Texto: Paulo Salerno, fotos: Jorge Moehlecke
Você e a Paz – Tramandaí – 19 de agosto de 2012
O Movimento Comunitário Você e a Paz, evento ecumênico iniciado em 1998 e difundido sistematicamente por Divaldo Pereira Franco, é desenvolvido em várias cidades do Brasil e do Exterior. Esse Movimento cresce e se intensifica. A cada ano mais cidades realizam o evento Você e a Paz, semeando a cultura da não-violência, estimulando o ser humano a desenvolver a paz íntima.
Tramandaí, a Capital das Praias, no Estado do Rio Grande do Sul, realizou na tarde-noite do dia 19 de agosto de 2012 a sua primeira edição. Dorotéo Fagundes, do Programa Galpão do Nativismo da Rádio Gaúcha, fez a apresentação cultural, executando várias canções regionalistas. Os organizadores foram as instituições representativas do movimento espírita do litoral norte do Rio Grande do Sul.
O Prefeito de Tramandaí, Anderson José Tomiello Hoffmeister fez a saudação inicial destacando a presença de vereadores do Município e o Prefeito de Palmares do Sul/RS. Luiz Genaro Ladereche Figoli, representante da Loja Maçom 213 de Palmares do Sul/RS, apresentou a proposta de paz que é construída pela maçonaria. O representante no Núcleo da Cruzada Militar Espírita de Porto Alegre, Uchoa Collares de destaque as propostas de paz apresentadas por Jesus.
A Dra. Amália Viviane Faria da Silva, Presidente da Comissão de Direitos Humanos de Tramandaí, fez referência a participação de várias cidades litorâneas próximas, ressaltando o cumprimento dos ditames legais que organizam a sociedade humana, afirmando que só se constrói a paz erradicando a violência. O Instituto Waldomiro Lorenz de Porto Alegre, Dr. Fernando Lorenz disse que a paz, mais do que um sonho é uma disciplina e que se deve manter o otimismo mesmo em situações desfavoráveis.
Divaldo Franco, o Embaixador da Paz no Mundo, apresentou o entendimento de Buda, Sócrates e Jesus sobre a não-violência, desenvolvendo a paz íntima, aquela que não pode ser quebrada, violentada, pois que tem por base o amor incondicional a si mesmo, ao próximo e a Deus. No ano 2000, informou o nobre conferencista, a UNESCO estabeleceu seis itens para se alcançar a paz. 1º- Preservar a paz; 2º- Rejeitar a violência; 3º- Ser generoso; 4º- Respeitar o Planeta; 5º Ouvir para compreender; e 6º- Redescobrir a solidariedade.
A ONU identificou as vertentes da violência no mundo durante um encontro internacional de todas as religiões do Planeta. Essas vertentes são constituídas de 4 itens, a ignorância, o analfabetismo, a miséria econômica, e a miséria sociomoral. Divaldo enfatizou que a criatura humana assimila o bem, a ternura, a paz e que o ódio se dissemina até encontrar o algodão do amor.
Ideias-força destacadas por Divaldo: É necessário trazer a paz para dentro dos lares; É fundamental que a família assuma seu papel inalienável de educadora no lares; Educação é o trabalho de construção, de edificação do indivíduo; É necessário desarmar o indivíduo de seus ímpetos violentos; Não se erradica os maus hábitos em pouco tempo, mas em décadas; Há uma violência muito cruel, a indiferença; Agir, não reagir; Tornar-se pacífico é se tornar melhor; A solidariedade e a gentileza devem ser redescobertas; Há necessidade de o indivíduo identificar o objetivo da vida, o seu sentido psicológico.
Finalizado a sua participação, Divaldo foi amplamente aplaudido de pé por mais de 1400 pessoas entusiasmadas em se tornarem pacíficos e pacificadores e num gesto de solidariedade, de carinho, todos se abraçaram, cantando a seguir, como muito entusiasmo a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel.
Após o encerramento da solenidade Dorotéo Fagundes presenteou Divaldo Franco com o Livro-Agenda Gaúcha 2013. É uma agenda que insere cerca de 40 páginas com diversas informações sobre o regionalismo, a cultura gaúcha, um pequeno dicionário de termos gaúchos e diversas outras informações úteis. O Livro-Agenda é um projeto anual de disseminação da cultura regional do Brasil, lançado em 2004, da autoria de Dorotéo Fagundes de Abreu.
Um fraterno abraço
Paulo Salerno
 (51) 3248-5084 / 9973-2224



Registro. Divaldo Pereira Franco em Santa Cruz do Sul, RS


18 de agosto de 2012
Em noite agradabilíssima, com a presença de 750 pessoas no Auditório do Colégio Mauá, em Santa Cruz do Sul/RS, Divaldo Franco, o Semeador de Estrelas, conduziu o minisseminário Psicologia da Gratidão. O evento foi promovido pela Sociedade Espírita A Caminho da Luz e pela Livraria Espírita Paulo de Tarso.
Preparando o público, foi apresentado um pequeno vídeo com imagens de Israel, notadamente de lugares por onde Jesus passou em seu ministério de amor. O vídeo é representativo da gratidão a Jesus. Divaldo abordou as três emoções básicas da criatura humana que em seu princípio era todo sensações. A primeira emoção desenvolvida foi o medo, a mais antiga; a segunda, a ira, desenvolvida após milhões de anos; e a terceira, o amor.
Divaldo, falando sobre o ser psicológico, abordou as questões do ego e do self, cuja tendência, no homem psicológico maduro e equilibrado, é a sua fusão, desenvolvendo o eixo ego/self. A gratidão, continuou o nobre conferencista, nasce do sentido da afetividade. Ser grato não significa retribuir a gentileza.
Passando da abordagem psicológica à narração de fatos, o Professor Divaldo Franco, com sua verve característica, apresentou algumas histórias, enriquecendo o entendimento, sensibilizando sentimentos, despertando a criatura humana para desenvolver o sentimento da gratidão. Gratidão pela vida, ao semelhante, ao auxílio mútuo, pois que ninguém é tão autossuficiente que não necessite do próximo para bem transitar pela escala evolutiva.
A nossa meta é a plenitude. A família ditosa é gentil. Abandonar o hábito das queixas e reclamações. A vida possui mais alegrias que contrariedades. Não se deixar perturbar pelas contrariedades. O ser humano é uma fonte de energia controlada pela mente. Manter o alento e a alegria por tudo que se possua na vida, filhos, pais, amigos, oportunidades. Essas foram algumas das ideias muito bem trabalhadas pelo nobre conferencista.
Finalizando, disse que temos muito mais para agradecer a Deus do que pedir. Desejou muitas bênçãos, agradeceu a participação no trabalho que ora estava sendo encerrado, exorando a Deus que os lares sejam abençoados, sejam um reduto de alegria, o lugar do repouso, da afetividade, e pelas horas muito agradáveis que desfrutou com todos os presentes. Os aplausos se sucederam, com os assistentes de pé, gratos pelos excelentes e enriquecedores conceitos apresentados.
Um fraterno abraço
Paulo Salerno
 (51) 3248-5084 / 9973-2224


Registro. Conferência por Divaldo Pereira Franco em Novo Hamburgo, RS


17 de agosto de 2012

Concluída sua atividade em Farroupilha – 16 de agosto -, Divaldo viajou de carro, pela madrugada, de retorno à Novo Hamburgo. Durante a manhã e boa parte do período da tarde Divaldo atendeu seus afazeres rotineiros, via internet, não se descurando de seus compromissos com o complexo Centro Espírita Caminho da Redenção/Mansão do Caminho. Às 18h chegou ao Centro de Eventos FENAC/Novo Hamburgo para ficar a disposição de seus organizadores. Dentro do programado, interrompendo por breves instantes os autógrafos que concedia, foi entrevistado por Roberta Salinet, jornalista do RBS-TV Porto Alegre, para o programa Teledomingo.
O tema do minisseminário foi Psicologia da Gratidão. Mais de 1.200 pessoas assistiram à magnífica apresentação dos diversos tópicos que compuseram essa aula magistral sobre o sentimento da gratidão, a todos encantando. Com o apoio da União Municipal Espírita-Novo Hamburgo, o evento foi promovido e realizado pela Horta Comunitária Joanna de Ângelis que completará em 04 de setembro próximo 22 anos de profícuo trabalho em prol da criança e do jovem, contribuindo para a formação de cidadãos de bem.
Visando ambientar os participantes para os momentos iniciais do seminário, Divaldo apresentou um pequeno vídeo com cenas de Israel por onde Jesus transitou em sua peregrinação terrestre. Confúcio, mestre e filósofo chinês, ensinava que era necessário fazer o bem sem se preocupar com a gratidão. Somente pessoas psicologicamente amadurecidas possuem o sentido da gratidão. Pesquisas realizadas nos estados Unidos da América indicam que as pessoas agradecidas gozam de mais saúde. A gratidão possui sutilezas que escapam a compreensão. O prazer de fazer o bem já é gratidão. Com essas ideias, Divaldo, o servidor incondicional do Mestre Jesus, foi apresentando informações e despertando para o desenvolvimento e a prática saudável da gratidão.
Permeando as informações com a narração de fatos sobre a gratidão, a ingratidão, o perdão, o amor, o Embaixador da Paz no Mundo foi sensibilizando e sedimentando no pensamento dos expectantes o sentimento da gratidão. Finalizando a sua excelente exposição, Divaldo foi longamente aplaudido de pé. O público, compreendendo a mensagem sobre a gratidão, demonstrou-a, reconhecendo o brilhante trabalho apresentado, inclusive com recursos multimídia.
Um fraterno abraço
Paulo Salerno
 (51) 3248-5084 / 9973-2224

domingo, 19 de agosto de 2012

Registro. Divaldo Pereira Franco em Farroupilha, RS


Farroupilha/RS – 16 de agosto de 2012

Divaldo Pereira Franco, notável peregrino de Jesus, está mais uma vez no Rio Grande do Sul. Nesta atual jornada pelo Estado, esteve ontem em Farroupilha, hoje em Novo Hamburgo, no dia 18 estará em Santa Cruz do Sul e dia 19 em Tramandaí. Esse inquebrantável e lídimo trabalhador do Cristo, após as comemorações, ocorridas em 14 e 15 de agosto, alusivas aos 60 anos de fundação da Mansão do Caminho, recolheu-se aos seus aposentos às 2h do dia 16 e já às 4h encontrava-se de pé para empreender sua viagem ao Rio Grande do Sul, chegando à Capital às 12h30min.
Após breve repouso, dirigiu-se a cidade de Farroupilha, na Serra Gaúcha, para proferir a conferência Mediunidade: Desafios e Bênçãos. O evento foi promovido pela Secretaria da Educação, Cultura e Desportos da Prefeitura Municipal de Farroupilha e faz parte da 27ª Feira do Livro a ser efetivada no mês de novembro de 2012. As Casas Espíritas sediadas no Município, a União Municipal Espírita e o Conselho Regional Espírita da 3ª Região da Federação Espírita do Rio Grande do Sul foram as instituições apoiadoras.
Com a presença do Prefeito de Farroupilha Ademir Baretta, do Vice-Prefeito Fabiano Feltrin, da Secretaria de Educação, Cultura e Desportos Márcia Rombaldi e de diversas outras autoridades municipais, civis e militares, José Roberto Bertol, coordenador do evento, recepcionou as mais de cinco mil pessoas que lotaram o Ginásio do Saturno.
Divaldo Franco, o Paulo de Tarso da atualidade, percorreu a História da Humanidade apresentando alguns fatos mediúnicos, registros inequívocos da presença da mediunidade em todas as épocas e lugares, oportunizando contatos com os Espíritos desencarnados. Elucidou os postulados doutrinários contidos em O Livro dos Médiuns, que veio a lume em janeiro de 1861, os conceitos formulados por Allan Kardec, dignificando o exercício da mediunidade.
Os desafios da mediunidade são constituídos pelos esforços empreendidos para dominar a incidência dos vícios, das imperfeições morais. As bênçãos são as oportunidades de fazer o bem incondicionalmente, de ser mensageiro da esperança e dos benfeitores. Finalizando o brilhante trabalho, o humanista e Embaixador da Paz no Mundo,Divaldo Franco foi aplaudidíssimo, demoradamente, de pé, em reconhecimento e gratidão ao exuberante e incansável médium e orador espírita de Feira de Santana/BA.
Um fraterno abraço
Paulo Salerno
 (51) 3248-5084 / 9973-2224

(Informações e fotos recebidas em email de Jorge Moehlecke)


sábado, 4 de agosto de 2012

Súplica de Amor


Tu, que nos convidaste para o banquete da Boa Nova, embora não
dispuséssemos da túnica nupcial, aceitamos a invitação, e aqui estamos.
Tu, que nos convidaste para trabalhar na Tua vinha, embora não tivéssemos
condições hábeis para o bom serviço, e assim mesmo nos aceitaste.
Tu, que nos foste buscar perdidos no abismo, depois que tresmalhamos do
Teu rebanho, e a ele retornamos.
Tu, sublime amigo dos desventurados, que nunca Te cansaste de chamar-nos
ao seio da Tua misericórdia, em nome de Deus, e sempre acompanhas o nosso sucesso
dominado pela compaixão, novamente abres os Teus braços, para que repousemos no
Teu regaço.
Jesus!

Temos sede de paz.
Anelamos pelo encontro com a saúde integral que somente existe no Teu
afável coração.
Permite que, deste conúbio em que desces até nós, e nos mimetizas com
as Tuas energias santas, possamos representar-Te em qualquer lugar por onde
deambulemos, dizendo a todos que somos os Teus discípulos, fracamente fiéis,
carregando o madeiro das próprias aflições.
Jesus, Tu que nos amas, ajuda-nos a aprender a amar, de tal forma que a Tua
presença em nós anule a dominação arbitrária das nossas paixões, e sejas Tu a dominar-
nos interiormente, como um dia penetraste no Teu discípulo, o cantor das gentes, por
intermédio de quem passaste a cantar a Tua mensagem.
Segue conosco Senhor, e ajuda-nos a conquistar o nosso mundo interior para
que o Teu reino se estabeleça em nós, e se prolongue por toda a Terra.

Filhos da alma,
Eia, agora! Não depois, nem amanhã, nem mais tarde. O processo de
transformação íntima deve começar neste instante, sem recidivas no mal, sem retorno às
situações embaraçosas e perturbadoras.
O Mestre conta conosco na razão direta em que contamos com Ele.
Que brilhe, portanto, em nós, a luz que vem dEle, apagando por completo a
treva teimosa que permanece nas paisagens do nosso coração.

Bezerra

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, no
encerramento da sua palestra na noite de 02 de agosto de 2012, no Grupo Espírita André
Luiz, no Rio de Janeiro, Brasil.)

(Texto recebido em email de Ana Maria Spranger Luiz, RJ)
                                Dr. Adolfo Bezerra de Menezes
Quadro da artista plástica Nair Camargo, São Paulo. Foto Ismael Gobbo

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Registro. Seminário com Divaldo Pereira Franco Rio de Janeiro, RJ


01-08-2012

Com a presença de um público aproximado de 1400 pessoas, Divaldo Franco esteve no dia 01 de agosto na Casa de Espanha, onde ministrou o seminário Mediunidade, Desafios e Bênçãos. O evento foi transmitido ao vivo pela web através da Rede Amigo Espírita. É importante destacar a presença de diversas caravanas de outros municípios do Estado do Rio de Janeiro.
O ponto alto da presença de Divaldo no Rio se dará neste domingo,(05/08) das 9 as 17hs no Colégio Militar, onde será realizado o XXII Feirão Pró-Mansão do Caminho, com a participação de 52 barracas de Comunidades Espíritas do Brasil e do exterior.
Na próxima sexta-feira (03/08) as 20 horas a Rede Amigo estará transmitindo ao vivo direto da UERJ - Concha Acústica (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), com apoio do Grupo Espírita Caminho da Esperança, a palestra com Divaldo Pereira Franco. Acesse:http://www.redeamigoespirita.com.br/page/canalamigoespirita

Obs: a transmissão é através de 3G, sendo em baixa qualidade de vídeo.




(Informações recebidas em email de José Aparecido dos Santos)







quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Registro. Divaldo Franco realiza palestra no Museu Militar no Rio de Janeiro/RJ



Aconteceu nesta terça-feira, 31 de julho, com início as 19hs 20, nas dependências do Museu Militar Conde de Linhares, no Rio de Janeiro, palestra com o médium e orador espirita Divaldo Pereira Franco. O evento foi realizado pelo Grupo Espírita Caminho da Esperança, dirigido por Ana Jaicy Guimarães e companheiros.  Ao lado de Ana, Anete e o público estimado  de 600 pessoas, Divaldo inaugurou a Exposição Fotográfica “Mansão do Caminho 60 anos”, montada na Sala das Bandeiras.  Tivemos ainda o lançamento do DVD Mansão do Caminho 1952/2012 60 anos de Amor ao Próximo, que trás quase 500 imagens da instituição realizadas pelo fotógrafo e dirigente espírita Wilson Granella.
O público presente teve a oportunidade de conhecer também através de elaborada maquete, todo o complexo erguido por Divaldo e Nilson no bairro Pau da Lima em Salvador/BA, local hoje que conta com 140 mil pessoas, sendo um dos bairros mais pobres da cidade.
A abertura contou com a participação de grupos musicais e com o tenor Saulo Laucas.
Divaldo abordou como tema, a Psicologia da Gratidão, expondo diretrizes do espírito Joanna de Angelis, inspiradora do projeto educacional desenvolvido dentro da Mansão do Caminho.
A Rede Amigo Espírita esteve presente registrando e transmitindo mais este evento e continuará acompanhando a peregrinação do médium durante esta semana no Rio de Janeiro.
O ponto alto da presença de Divaldo no Rio se dará neste domingo,(05/08) das 9 as 17hs no Colégio Militar, onde será realizado o XXII Feirão Pró-Mansão do Caminho, com a participação de 52 barracas de Comunidades Espíritas do Brasil e do exterior.
--
José Aparecido
Rede Amigo Espírita

(Recebido em email de José Aparecido dos Santos, 01/08/2012)

Maquete da Mansão do Caminho





quarta-feira, 1 de agosto de 2012

4ª. Edição da Feira do Livro Espírita Mogi das Cruzes, SP


 4ª EDIÇÃO DA FEIRA DO LIVRO ESPIRITA

 O evento acontecerá, do dia 06 ao10 de agosto, em dois horários; das 13h30 às 16h15 e das 19h às 21h15 e no dia 11 de agosto (sábado) no horário das 16h30 às 18h30.

LOCAL: Av.Santa Rita, 383 no Jardim Armênia, em Mogi das Cruzes. Telef. 4799-5435, com Margarete

Serão cerca de 700 títulos que estarão à venda por preços promocionais.
Incluído os lançamentos: “AMIGOS PARA SEMPRE" de Divaldo Franco e “QUEDA SEM PARAQUEDAS” Dr.Sergio Bueno.

(Informação recebida em emails de EBM;  Regina Bachega; Ademir Mendes)

Registro. Divaldo Pereira Franco no XIV Congresso Espírita Colombiano. Ibagué, Colômbia


Atendendo ao nosso pedido o conferencista Divaldo Pereira Franco gentilmente nos enviou uma nota acerca de sua participação do XIV Congresso Espírita Colombiano que abaixo reproduzimos.


Querido Ismael:
sempre em paz.
Encontro-me em Ibagué, na Colômbia, há dois dias, participando do XIV Congresso Espírita Colombiano.
A programação está excelente e as atividades transcorrem em grande clima de paz e de  fidelidade à Codificação.
O Auditório do Centro de Convenções da Cidade tem sido insuficiente para atender a multidão que tem acorrido aos labores. São 600 lugares e, desde o primeiro dia, tem estado superlotado. Amanhã será encerrado.
Encontro-me programado para atividades nos 4 dias, havendo proferido a conferência inaugural, e também, além de duas outras, ontem e hoje, a de encerramento amanhã.
Aqui estive, nos primórdios do movimento, com o casal Martínez, ela uma grande trabalhadora, a senhora Colômbia Montoya de Martínez, desencarnada, há apenas dois meses.
E confortador ver o movimento espírita crescer, enriquecendo vidas que são libertadas pelo conhecimento da imortalidade  e confortando corações.
Abraços,
Divaldo 

(Informação recebida em email de sábado,  21/7/2012)
Divaldo Pereira Franco, Colombia de Martinez e Gonzalo Fernandes,ambos do Circulo “Fuerzas Amigas”, Bogotá Colômbia.Foto do Anuário Espírita, Ide, Araras, SP, 1974

"Divaldo Pereira Franco, o Paulo de Tarso dos dias atuais, peregrina pela Europa"

MAIO/JUNHO 2012


Revista  "A  REENCARNAÇÃO" - FERGS
1º Semestre de 2012 - Ano LXXIX - Nº 443
Título do Artigo: "Divaldo Pereira Franco, o PAULO  DE  TARSO dos dias atuais, peregrina pela Europa"
Páginas : 63 a 67
Texto e Fotos   /   PAULO  SALERNO  (Trabalhador espírita  da  1ª  Região  Federativa)

Divaldo Pereira Franco, o PAULO DE TARSO dos dias atuais, peregrina pela Europa
Partindo de Salvador/BA, no dia 7 de maio, Divaldo Pereira Franco chegou a Lisboa, Portugal, logo em seguida já estava em Londres/Inglaterra. Diversas situações enfrenta o Semeador de Estrelas, algumas de caráter adverso, cancelamento de voo, cansaço físico que aumenta com a questão do fuso horário, desgaste emocional, inúmeros procedimentos nas aduanas, preocupação com horários de conexões aéreas, a solidão nos hotéis, as barreiras linguísticas, o fardo das bagagens, sempre pesadas devido às necessidades para atender a um longo período.
Por outro lado, a felicidade de reencontrar os amigos, rever as pessoas queridas que se encontram envolvidas em bem divulgar a Doutrina Espírita, gratifica-o, dando-lhe a certeza de que seu esforço está sendo plenamente correspondido. Exulta de alegria, o que lhe constitui motivo de felicidade, saber que este ou aquele grupo espírita se encontra melhor estruturado, que as pessoas envolvidas estão motivadas, que outros se agregaram ao trabalho espírita, que as famílias estão bem, que o público que frequenta os estudos ou atividades doutrinárias responde positivamente à proposta do amor fraternal.
Divulgador incansável da Doutrina Espírita, em seu mais puro sentido e fidelidade aos princípios codificados por Allan Kardec, Divaldo desdobra-se para bem atender a todos, orientando quanto ao estudo e a prática doutrinária, a estruturação do movimento espírita, levando sempre em consideração a particularidade de cada cidade, cada país.  Nestes cinquenta anos de divulgação doutrinária espírita no Exterior, o incansável conferencista de Feira de Santana/BA tornou-se fundador ou cofundador de inúmeros centros espíritas nos sessenta e cinco países que já visitou.
Para aqueles que estão lendo esta pequena panorâmica sobre as viagens de Divaldo Franco, e que não estão familiarizados com viagens internacionais, com um trabalho minuciosamente planejado, incluindo-se as reservas de hotéis, a aquisição de passagens, tudo antecipadamente, a atenção aos diversos horários a serem respeitados em diferentes lugares a cada dia, não conseguem aquilatar, com precisão, o nível de desgaste físico, emocional e mental em uma atividade de tamanha envergadura.
Leitor amigo, imagine-se possuindo 85 anos de idade e desenvolvendo um trabalho durante 38 dias em 26 cidades de 14 países, com hábitos, culturas e climas diferentes, viajando de carro, de trem ou avião, atendendo a interesses doutrinários diversos, temas específicos, seminários com duração de um dia, preocupações consigo e com os outros, sem desligar-se de suas obrigações para com a instituição a que esteja vinculado.
Outro ponto de relevante destaque é o seu trabalho de psicografia de mensagens e livros, realizado à noite, às vezes na madrugada, e que não sofre solução de continuidade durante suas viagens. Incansável, Divaldo é essa verdadeira legenda do movimento espírita, levando a mensagem de Jesus a tantos quantos desejam empreender sua ascensão espiritual. Neste particular, inúmeras vezes recebe a gratidão de pessoas que testemunham o auxílio que lhes foi dispensado pelos Benfeitores Espirituais durante as conferências e seminários realizados.
Pois bem, Divaldo é o protagonista dessa façanha. Com 85 anos, possuidor de vigor físico e emocional em alto grau, consegue resistir e assimilar as diversas situações que se apresentam em uma viagem de tal porte. Nos aeroportos e estações de trens, de proporções gigantescas, se comparadas aos maiores do Brasil, Divaldo, carregando sua própria bagagem, caminha célere, não raro mais de 20 minutos até as salas de embarque, significando um quilômetro, às vezes mais.
Peregrinando pelas terras europeias, sempre levando as imorredouras mensagens de Mestre de Nazaré, falando aos corações cheios de esperança em um porvir de plenitude, auxiliando a criatura a conquistar a felicidade, Divaldo atendeu de forma magistral a cada um que se lhe acercou, estimulando-os a prosseguirem no caminho traçado por Jesus. OSemeador de Estrelas abordou a questão da transição planetária, afirmando que Espíritos de outras dimensões estão encarnando na Terra, contribuindo para que a humanidade que a habita alcance a categoria de mundo de regeneração. Nessa transição há um processo de transformação biológica, onde o corpo humano alcançará um aperfeiçoamento, visando debelar as doenças degenerativas, disse o Arauto do Evangelho. O mundo velho, perverso, de iniquidades vai cedendo lugar ao mundo de regeneração.
O Paulo de Tarso dos dias atuais esteve presente, em Stuttgart/Alemanha, no 3º Congresso Espírita Alemão. O Movimento Você a Paz foi realizado em Londres/Inglaterra e em Zurique/Suíça. Na Finlândia, em Helsinque, protagonizou o lançado de O Livro dos Médiuns em finlandês, – Meedioiden Kirja -, traduzido por Pekka Kaarakainen, juntando-se aos já traduzidos, O Evangelho Segundo o Espiritismo e O Livro dos Espíritos.
Na jornada atual foram 21 conferências, em media com duas horas de duração cada, 05 seminários de 6 horas, 11 minisseminários entre 3 e 4 horas. Para que tudo isso pudesse ser realizado foi necessário um planejamento cuidadoso e que se iniciou com seis meses de antecedência. O exercício de uma disciplina férrea para seguir o planejado, a atividade psicográfica que não é interrompida, atender seu trabalho em Salvador, cuidar da correspondência diariamente, telefonemas para dar continuidade e controlar a execução das atividades da Mansão do Caminho, foram diligentemente executados, pois que nada pode sofrer solução de continuidade.
A tarefa doutrinária na Europa sagrou-se de sucesso ímpar. O público participante foi o maior desde o distante ano de 1967, quando Divaldo iniciou seu trabalho na Europa. São quase quarenta e cinco anos de labor doutrinário, levando o conhecimento contido nas Obras Básicas da Doutrina Espírita, as mensagens cristãs de fraternidade, de solidariedade e de amor.
Incentivador nato, ombreou com os trabalhadores do Cristo, muitos deles brasileiros radicados na Europa, a perseverarem no estudo, na divulgação, no atendimento aos necessitados de consolação, na constituição de núcleos visando a fundação de instituições espíritas. Podemos afirmar categoricamente que os objetivos iniciais estão consolidados, quase todos, e produzindo ricos e enobrecedores resultados.
A força e a dedicação de Divaldo são inusitadas. Atravessando fronteiras geográficas e linguísticas, vencendo o tempo, o clima, superando o desgaste físico e mental para estar integrado com nossos irmãos de ideal espírita e simpatizantes. Reflitamos sobre o nosso esforço em vencer pequenas dificuldades, sejam materiais ou de relacionamentos interpessoais.
Exuberante em seus 85 anos de idade, com 65 anos de experiência no campo da oratória, profundo conhecedor da Doutrina Espírita, Divaldo Pereira Franco é reconhecido, nacional e internacionalmente, como um grande espírita. Sua obra, no campo da psicografia, da mediunidade, da oratória e da caridade, conforme atesta a atividade desenvolvida na Mansão do Caminho em Salvador/BA, torna-o digno de louvor.
Embaixador da Paz no Mundo, Divaldo é o semeador de sentimentos nobres nas mentes e corações humanos. Neste longo trabalho doutrinário, realizado recentemente na Europa, oPeregrino de Jesus teve a oportunidade de constatar que sua dedicação e seu esforço de quase 45 anos em terras europeias, juntamente com a colaboração de inúmeras pessoas lá radicadas ou nativas, está produzindo resultados alvissareiros.
Paulo Salerno
(Texto e fotos recebidos em email de Paulo Salerno)
Divaldo com grupo de espíritas escandinavos
Divaldo e homenageados no Você e a Paz, de Zurique;  Divaldo em Sankt Johann-Áustria, pela 1ª vez; Divaldo no 3º Congresso Espírita Alemão; O Livro dos Médiuns em finlandês.


Programação completa de Divaldo Pereira Franco no Rio de Janeiro, RJ


Caro Ismael,

A pedido da Ana Guimarães, estamos enviando cartaz contendo circuito das conferências a serem realizadas por Divaldo Pereira Franco na Cidade do Rio de Janeiro, com destaque para os que o Grupo Espírita Caminho da Esperança - GECE estará organizando, especialmente em virtude da mudança de local de realização da conferência do dia 31/07/12 (3ª feira), que será realizada no Museu Militar Conde de Linhares, Av. Pedro II n° 383 - São Cristóvão (em frente à Quinta da Boa Vista) e não mais no MAM. 
Gostaríamos de contar com seu apoio para divulgação dos eventos.
Na conferência do dia 31/07/12 (Museu Conde de Linhares) haverá exposição sobre a Mansão do Caminho, com fotos, slides, maquete, etc, pois, temos como objetivo a ampla divulgação do grandioso trabalho social promovido pela mesma.

Fraternalmente.

Helena Alves
Equipe trabalho organização
(Informação recebida em emails de helena de Souza Alves [helenamarcomini@gmail.com] e de Ana Maria Spranger Luiz [anaspranger@uol.com.br])

O "máscara-de-ferro”


Divaldo Pereira Franco
Do livro: O Semeador de Estrelas
Suely Caldas Schubert

Até onde vai a minha lembrança eu sempre detectava a presença de uma Entidade, um sacerdote romano, respeitável, com ares adversários contra mim, numa atitude agressiva, ameaçando-me, a princípio de forma educada e depois com muita rispidez. E prometendo que, se eu não seguisse as suas diretrizes, ele ia terminar por me destruir.
Mas eu era muito jovem para entender essas sutilezas da mediunidade.
Passaram-se os anos, e quando me tornei espírita, começando a exercer a mediunidade, fui constatando, a pouco e pouco, que ser médium não é uma viagem ao país da fantasia. É uma tarefa muito séria e de alta responsabilidade.
Nesse ínterim, a Entidade começou a dar-me uma assistência negativa, pois, à medida que se passava o tempo, mais eu me afeiçoava ao contexto do Espiritismo, de tal forma que a sua atuação tornou-se muito dolorosa. Nos momentos difíceis da minha vida ele esteve presente.
No rol das minhas lembranças, vem-me à mente uma tentativa malograda de suicídio, quando eu contava dezenove anos, por afogamento, no mar.
Numa noite - eu tinha certas visões desagradáveis então, sofri um desses fenômenos e ouvi uma voz me chamando e me hipnotizando. Dizia que a solução para mim - a única - era destruir o corpo, porque, na Terra, eu sofria muito, e, se destruísse o corpo, iria ser plenamente feliz, partiria para o Mundo Espiritual, onde estavam as pessoas que me amavam, aquelas que estão vinculadas a mim, e que já era tempo de me libertar dessa canga difícil, que era a vida física.
Morávamos perto da praia. Eu saltei a janela e fui sendo arrastado pela indução hipnótica em direção ao mar. Era madrugada e não havia ninguém por perto. Nilson, que é muito vigilante, percebeu o que estava acontecendo e me acompanhou. Notou, quando eu me lancei mar a dentro. As primeiras ondas molharam-me os pés, mas eu prossegui. (Até hoje eu não sei nadar). Fui entrando sob aquele fascínio, até que as ondas bateram no meu rosto, provocando-me um choque e despertando-me. Ao dar-me conta da situação, fiquei desesperado: ver-me com roupa dentro do mar, de pijama e sem saber o que havia acontecido!
Nilson estava próximo, orando, porque ele conhecia a interferência Divina, que nunca falta. Nesse exato momento, quando ele me viu a debater e gritar, atirou-se às ondas e me resgatou, trazendo-me para a praia.
Quando eu ia saindo das águas, amparado por ele, vi a Entidade, com aspecto dominador, dizendo que me mataria, não adiantava recalcitrar: ou eu abandonava o meu compromisso recebido com o Espiritismo ou ele me destruiria. Repetia que eu tinha deveres para com a sua antiga doutrina e que a estava conspurcando; que o meu labor era com a religião tradicional; que não tinha o direito de me desviar dela, fosse qual fosse a justificativa.
Passaram-se os anos. Aquele foi um período amargo da minha vida; o dos testemunhos. Esse Espírito criou-me injunções, as mais dolorosas.
Uma delas ocorreu à época em que eu ainda estudava. Sempre tive muita vontade de estudar e havia feito o chamado artigo 100, que corresponderia hoje ao supletivo do 1.° grau, e estava preparando-me para fazer o supletivo do 2.° grau, que naquele tempo se chamava artigo 91.
Em certa ocasião, quando eu ia a uma aula, depois do expediente no IPASE, caminhava tranqüilamente pela rua da Misericórdia, que é muito movimentada, quando alguém, subitamente, me puxou pelas costas. Voltei-me, julgando ser um colega. Recebi um golpe, um murro no rosto, que me lançou sobre uma vitrine de uma joalheria, provocando um certo pânico e um grande susto. Juntaram-se algumas pessoas, eu tive uns cortes, mas, quando caí, depois que me voltei de frente para o agressor, ele disse: "- Perdoe-me, desculpe-me! Eu tive a impressão de que você era o indivíduo que anda perturbando a paz de minha mulher e quis puni-lo. Você me desculpe!"
Houve uma confusão momentânea, e enquanto alguém me ajudava a levantar, no meio daqueles rostos, eu o vi.
Como de outras oportunidades, ameaçou-me:
- Vou humilhar-te de tal forma, tantas vezes, que não terás outra alternativa, senão a de se render, ou te matarei.
Eu residia muito distante do centro da cidade, e sempre me sugestionei que qualquer coisa que me sucedesse a minha primeira providência seria a de voltar para casa, imediatamente.
Como é natural, fiquei muito aturdido, desembaracei-me das pessoas, enxuguei o rosto com o lenço e saí. Desci uma rua do Pelourinho, em direção da Cidade Baixa, mas, estava tão atordoado que me perdi, e, por passar seguidamente pela porta onde um amigo tinha uma loja de calçados, este me viu e notou a minha palidez. Chamou-me, conversou comigo, e, só nesta hora, voltei à normalidade, seguindo, então, para casa.
Esta bofetada me marcou muito a vida, porque vi como os Espíritos podem, em certas ocasiões, armar um indivíduo para cometer um crime contra aqueles a quem detestam, desde que o outro ou aqueles dêem margem, entrando no processo de sintonia. Eu orava, tinha a vida normal de uma pessoa que procura manter a dignidade, já trabalhava na mediunidade, na pregação, mas isto lhe açulava, cada vez mais, o ódio.
Posteriormente, em 1960, no dia 13 de janeiro, eu estava em Uberaba. Havia sido orador de uma turma de médicos, e a bondade de Chico Xavier sempre me agasalhou em seu coração generoso.
Naquele tempo, Chico Xavier participava das reuniões da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, e no grupo de desobsessão, eu tinha permissão de tomar parte como se fosse membro que residisse fora. Sempre que estava na cidade, naquele dia - quarta-feira - eu me integrava na sessão.
Fui à reunião, participando dos trabalhos habituais, e vários Espíritos se comunicaram através dos diversos médiuns presentes.
O momento culminante, porém, foi quando esse mesmo Espírito que me vinha perseguindo se incorporou no médium Chico Xavier e, num gesto de quem mete a mão no bolso e tira algo, me disse como se estivesse a ler anotações:
- Estou aqui com a sua ficha. Você se lembra do ano de 1955 quando foi a Apucarana, por primeira, vez?
Eu não me lembrava.
- Pois vou refrescar-lhe a memória. E começou a citar fatos (que eu passei a recordar), que haviam sucedido naquela oportunidade, na cidade citada do norte do Paraná.
- Recorda-se - prosseguiu, citando outro fato - do dia 14 de julho do ano passado, quando você estava no Rio de Janeiro, à rua tal, número tanto , apartamento número tal?
Eu me recordei de um incidente muito desagradável, quando uma pessoa que estava dialogando comigo, sem qualquer motivo aparente, foi tomada de cólera e provocou uma discussão, à que eu procurei não dar prosseguimento, sofrendo então uma agressão de forma tão inesperada, que me chocou profundamente.
Guardei a data por ser o dia da libertação, da Queda da Bastilha.
A pessoa foi investindo contra mim, enquanto eu fui recuando até à janela da sala, já não havendo mais para onde afastar-me e sentindo nos olhos da criatura como ela estava possessa, com desejo de atirar-me de lá de cima era o 12º andar do edifício. Com muita habilidade, em silêncio, eu fui saindo dali, desviando-me, e evadi-me do lugar, permanecendo com aquela impressão terrível, que por pouco não me prejudicou a conferência nessa noite, no Colégio Militar, na Tijuca.
O Espírito dizia com rudeza:
- Fui eu quem incorporou essa pessoa para destruir-lhe a vida. Eu sei que não destruirei, mas aniquilarei o seu corpo e ficará do nosso lado. Eu venho hoje aqui para termos um acerto.
O que é impressionante - e grave - é que o Espírito falava com autoridade sobre mim. Apesar do ódio que ele destilava, eu sentia respeito e consideração, não experimentando rancor.
- Você se comprometeu conosco - afirmava, exaltado -, a chamada Igreja militante, para engrossar as fileiras do clero, quando retornasse à Terra, e trai-nos vergonhosamente, indo participar de uma doutrina abjeta.
Passou a atacar o Espiritismo com muita nobreza de linguagem, mas com muita agressividade emocional, utilizando-se de sofismas muito bem construídos , tais como:
- A minha reação contra o Espiritismo tem fundamento, porque o Espiritismo está barateando a mediunidade, o carisma, a graça, o dom, deixando que esta concessão seja colocada no ridículo de um populacho incapaz de a compreender.
Eu retruquei, algo tímido:
- Meu irmão, o senhor é a maior prova da legitimidade, da justeza do fenômeno espírita, porque o senhor está incorporado num médium, conversando comigo.
- Este manequim de quem me utilizo - respondeu, prontamente -, é um instrumento dócil, ele tem feito jus a ser veículo dos Espíritos, porém, o Espiritismo barateia a mediunidade. Como você consideraria, se eu, um sacerdote da respeitável religião, fosse a um picadeiro de circo para distribuir a sagrada eucaristia, entre palhaços, feras e o povo que ali foi para divertir-se? A eucaristia, para nós, é o momento culminante da união com Deus. Com os senhores, os espíritas, podem atrever-se a apresentar esta eucaristia no circo das misérias humanas?
Bem se vê que era um sofisma, mas, aparentemente, muito bem colocado, por que nós não barateamos a mediunidade, nós não a vulgarizamos, apenas repetimos Jesus, trazemos o fenômeno mediúnico, ou melhor, explicamos o fenômeno mediúnico a fim de facilitar às pessoas a se encontrarem consigo mesmas. Ao mesmo tempo, é a prova robusta da imortalidade da alma, preconizada por todas as religiões. Todavia, ele usou de um outro argumento:
- Quando o Espiritismo apareceu, a Igreja Romana podia ser comparada a um holofote que projetava imensa claridade no céu enquanto ele era uma talisca de fósforo acesa que se abria na treva, incapaz de competir com o poder e a opulência da Igreja. Que vemos agora? Observamos que o Espiritismo se transforma em uma constelação de astros a iluminar os céus e a Igreja vai apagando a sua claridade.
- Mas, meu irmão, a culpa não é do Espiritismo, o senhor me desculpe.
- Você, porém, é um desses responsáveis, porque anda com o archote da fé, de um lado para outro, buscando iluminar consciências, incendiando tudo à sua passagem. Vou dar-lhe uma determinação: retorne a Salvador, procure o sacerdote fulano de tal (cujo nome não devo declinar porque ainda está encarnado), na igreja tal, com quem mantenho contato direto e apresente-se para confessar-se, arrepender-se, tomar hábito e servir à causa da Verdade.
- Eu não posso, o meu compromisso é com Jesus. Eu sou um empregado a serviço de uma Nova Era. Não compreendo por que o irmão se volta contra mim. O irmão deveria voltar-se contra Aquele que me dirige; porque, se o senhor se voltar contra Ele, Ele me liberta. Eu sou escravo, liberte-me dEle e eu passarei de mão, com muito prazer, se for isso que aconteça. Mas se o senhor não me libertar dEle, eu não posso, não tenho como me evadir da presença de Jesus.
- Não, contra Ele eu não posso - retrucou - mas, contra você eu posso . Farei tudo por persuadi-lo. Utilizar-me-ei da bondade, da oferenda de recursos e valores para você triunfar no mundo. Mas, se você se obstinar, veja bem (e utilizou de outro sofisma): O pastor está conduzindo as ovelhas, uma delas tresmalha ou se desvia; ele a chama e vai atrás. Se não a alcança, usa o bordão e ela volta ou morre. Mas ele não a deixa, a não ser que a perca em definitivo. E o que farei contigo. Ou retorna para o nosso seio ou lhe bateremos tanto de bordão, eu e o meu povo, que, aonde quer que vá, a humilhação, o desrespeito e o sofrimento lhe estarão esperando.
E me fez um prognóstico sombrio, que se concretizou, em grande parte, pelo menos:
- Ou aceita a minha voz - é o meu ultimato - ou aonde for pregar a sua malsinada Doutrina, defrontará com a minha presença, sendo desmoralizado pelos seus correligionários e confrades. Não terá coragem de abrir a boca para coisa nenhuma. O momento é hoje e se você não voltar ao nosso compromisso, prepare-se para testemunhar se é verdadeira a sua integração nesse trabalho ou não.
A comunicação alongou-se. Ele declinou o nome: J.T.S.
A verdade é que, dois anos depois, exatamente, eu fui convidado a um pesado testemunho. Por onde quer que eu haja passado, durante vários anos e até hoje ainda, a partir do dia 10 de junho de 1962 as provações me aguardavam: a ironia, a zombaria, o descrédito e tantas coisas que nos levam ao sofrimento, chegavam e se avizinhavam rudes. Todavia, não desanimei.
Anos depois, mesmo continuando as provas, as lutas e as dores, ele me reapareceu.
Um esclarecimento: comecei a chamar esse Espírito pelo nome de o "máscara-de-ferro". Eu havia assistido um filme, fazia muitos anos, sob esta epígrafe. No dia da bofetada, na rua da Misericórdia, quando cheguei à casa e entrei discretamente para que os meus pais e a minha irmã não me vissem, segui ao meu quarto. Ali, ele me apareceu e o seu rosto me fazia lembrar a personagem do filme com a "máscara-de-ferro", só que o ferro estava como que incandescente. Aquilo me impressionou de forma tal, que eu, jovem ainda, com algum atavismo clericalista, ajoelhei-me aos seus pés e lhe pedi perdão.
- O senhor me odeia tanto - disse-lhe - que deve ter um motivo muito forte para isto; então, perdoe-me. Dê-me uma oportunidade de reparação, eu já não sou aquela mesma pessoa...
- Você mudou apenas de roupa, mas é a mesma pessoa e eu o matarei. Várias vezes ele me apareceu com aquela expressão terrível.
Anos depois, por volta de 1976, portanto, quase trinta anos de combate diário, de assistência quase diária, ele retornou e falou-me:
- Vou deixá-lo por um período. Você não me convence, porque eu o conheço, sei das suas dívidas; mas você me venceu, temporariamente, pela paciência, pela humildade, pela abnegação, pelo trabalho que vem desenvolvendo na sua comunidade e em si mesmo.
Eu fiquei muito feliz, é claro.
Passaram-se os anos. Certo dia, em circunstância muito dolorosa, chegou à "Mansão do Caminho" uma criança, e, como era natural, nós estávamos impossibilitados de receber novos candidatos por falta de espaço e de recursos. Vendo a criança num tal estado de abandono, de debilidade orgânica, de sofrimento e miséria, comovi-me e me lembrei de Jesus. Perguntei-me, mentalmente: Como faria Jesus em uma circunstância destas?
A consciência me disse que Ele a receberia. Foi o que eu fiz. Imediatamente convocamos os nossos colaboradores residentes e a criança foi encaminhada a uma das casas.
Nesta noite, apareceu-me aquele Espírito e me informou, emocionado:
- Agora você me convenceu. Porque esta, a quem acaba de receber, é a minha mãe, que está de volta ao corpo. Eu tenho que amar a quem vai ajudá-la na sua tarefa de redenção. Ensine-me, agora, o que fazer, para aprender a amar Jesus, na visão correta, e, se Deus me der vida, poder retornar e vir ainda receber o afago das suas mãos nessa sua casa...
Encerrava-se, assim, o capítulo do "máscara-de-ferro", de uma forma sublime, demonstrando a excelência do amor e o poder da caridade. Ele continua aparecendo-me, hoje, menos hostil, quase afável; já participa das nossas reuniões doutrinárias e mediúnicas, e, de vez em quando, traz outros correligionários, outros companheiros que têm o mesmo problema, para receberem a ajuda em nossa casa.

(Texto editado em PPS por Fatima Oliveira e repassado em mail por Ana Maria Spranger  Luiz)

Comunhão Espírita Cristã e a casa onde residiu Chico Xavier ao fundo. Uberaba, MG
Foto Ismael Gobbo
Chico Xavier no Grupo Espírita da Prece ladeado por Divaldo Pereira Franco e Suely Caldas Schubert
Foto do acervo particular de Suely Caldas Schubert