sábado, 11 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Chico e Divaldo
Antonio Cesar Perri de Carvalho
Anfitrião e amigo de Divaldo Pereira Franco, amigo e constante visitante às tarefas de Chico Xavier, no início dos anos 1970 fomos portador de abraços e de recados de ambas as partes.
Finalmente, ocorreu o esperado reencontro. Amigos de ambos estavam presentes às primeiras reuniões com Chico Xavier, em Uberaba.
Entre as memoráveis reuniões com Chico e Divaldo, algumas nos marcaram muito.
Na tradicional reunião do Grupo Espírita da Prece, aos 14 de fevereiro de 1978, Divaldo proferiu uma bela exposição sobre Florence Nightingale, ao ensejo do estudo da questão no. 876 de O Livro dos Espíritos. Outros, inclusive nós, fizemos uso da palavra. Naquela noite, Chico permaneceu recolhido à câmara de psicografia durante oito horas consecutivas, atendendo ao receituário. Após seu retorno, por volta das duas horas da madrugada, ocorreram as psicografias em público. Chico Xavier psicografou uma página de Emmanuel, sobre os estudos da noite, e uma carta de um jovem desencarnado. Divaldo recebeu uma carta assinada por Lolo (apelido familiar de um tio nosso) e dirigida a mim e à minha esposa, que acompanhávamos a reunião1.
No dia seguinte, muitos visitantes acompanharam Chico Xavier à "peregrinação" vespertina. Chico cedeu a Divaldo todo o tempo disponível para a preleção sobre O Evangelho Segundo o Espiritismo. À noite, no Grupo Espírita da Prece, novamente se repetiram as psicografias. Desta feita, o tema central foi o "dia das mães" e quatro belas mensagens foram recebidas: de Maria Dolores, através de Chico Xavier; de Amélia Rodrigues, por Divaldo; de Meimei, por Marlene Rossi Severino Nobre e, de Emmanuel, por intermédio de uma colaboradora do Grupo Espírita da Prece.
Durante o ano de 1980, Divaldo assumiu um papel muito ativo na campanha para o "Prêmio Nobel da Paz 1981" para Chico Xavier.
Aos 5 de novembro de 1980 assistimos à cerimônia em que Divaldo Pereira Franco recebeu o título de "cidadão uberabense". Chico Xavier compareceu e usou da palavra na solenidade. A uberabense Altiva Noronha esmerou-se nos preparativos e na organização do evento.
Nos últimos dias de julho de 1983 foi lançado em Uberaba o livro "...E o amor continua", contendo mensagens psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Divaldo Pereira Franco2. No novo livro foram incluídas cartas familiares recebidas por ambos, em reuniões públicas de Uberaba. A propósito, esclareceu Chico Xavier na referida obra: "Este livro é o ponto de junção de dois tarefeiros da mediunidade, expressando o sentimento e a palavra dos comunicantes amigos..." Além das mensagens familiares recebidas pelos dois médiuns, há o estudo para a identificação dos autores espirituais.
Outro encontro significativo dos dois tarefeiros, que presenciamos, aconteceu nos dias 14 e 15 de fevereiro de 1986. Na oportunidade, Divaldo fez explanação sobre os estudos da noite: paciência e "bem aventurados os aflitos" e psicografou mensagens de Joanna de Ângelis e cartas familiares. Entre estas, na noite de sábado, recebeu mensagem de Lourival Perri Chefaly, nosso tio. Este se dirigia à nós e a esposa Célia, à irmã Bebé e vários sobrinhos de Araçatuba e de Votuporanga, que acompanhavam as atividades daquele final de semana.
Notas:
1 – O autor comentou a mensagem na revista Presença Espírita (Salvador, junho de 1978) e incluiu-a no livroEm Louvor à Vida, em pareceria com Divaldo Pereira Franco, Salvador: Ed. LEAL, 1987.
2 – Editora LEAL, Salvador.
(Capítulo transcrição de: Perri de Carvalho, A.C. Chico Xavier. O homem e a obra. 1.ed. São Paulo: Ed.USE, 1997, p. 47-49)
Divaldo Pereira Franco, no centro, recebendo o titulo de Cidadão Uberabense, em 1980,
Observado por Francisco Cândido Xavier (E)
Chico Xavier e Divaldo Pereira Franco (D) conversam em Peregrinação, na cidade de
Uberaba, MG, no ano de 1978. Na foto também aparecem o casal Wealker e Zilda.
Peregrinação em Uberaba, MG, tendo à frente Divaldo Pereira Franco (E) e
Chico Xavier, no ano de 1978. César Perri ao fundo à esquerda
A partir da esquerda: Doralice Gomes Feitosa, Josefina Perri Cefaly de Carvalho “Bebé”,
Antonio César Perri de Carvalho, Chico Xavier e Célia Carvalho.
Nilson, Lourival Perri Cefaly e Divaldo
Capa do livro “Em Louvor à Vida”
As fotos que ilustram esta matéria pertencem ao acervo particular de Antonio César Perri de Carvalho e só poderão ser utilizadas em outras matérias com sua autorização expressa.
Seminário “Transição Planetária” com Divaldo Pereira Franco São Paulo, SP
Divaldo Pereira Franco
Prezado amigo Ismael,
O Encontro com Divaldo Franco no Hotel Jaraguá em São Paulo, no período de 20, 21 e 22 último, revestiu-se mais uma vez de pleno êxito.
Estiveram presentes 344 pessoas do Estado de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Piauí.
O tema focalizado no seminário foi “Transição Planetária” sabiamente desenvolvido por Divaldo Franco. Divaldo salientou que tem havido muita precipitação no que diz respeito à fixação de datas para o chamado “Fim do mundo”. Tranquilizou o auditório explicando que todas essas datas, prognosticando a destruição do planeta merece aprofundamento cientifico e não meras especulações de natureza supersticiosa.
A visão dos profetas que estabeleceram calendários deve ser decodificada à luz da ciência astronômica e física. O universo é obra de bilhões de anos e jamais poderia se destruir de forma tão simplória. Na visão espírita devemos considerar a morte e a destruição do mundo moral, ou seja, uma transformação do caráter humano para iniciar uma Nova Era, a da Regeneração. A Terra passará por um processo de transformação geológica no seu clima para ser um planeta mais habitável e confortável sem as tragédias que ocorrem no atual mundo de expiações e provas.
O evento foi filmado e gravado e posteriormente será disponibilizado no mercado através do megalivros.com.br
Permaneço às ordens do prezado amigo. Abraços, com votos de paz. Miguel
(Texto de Miguel de Jesus Sardano e
Fotos recebidas de Sandra Patrocinio [sandrapatrocinio@lisaconsultoria.com.br])
Público, Divaldo Pereira Franco e Miguel de Jesus Sardano fazendo a apresentação
O Retorno do Apóstolo Chico Xavier
Uma rosa para Chico Xavier
Cidália Xavier Carvalho (Pedro Leopoldo, MG)
A única dos irmãos de Chico Xavier encarnada
Foto Ismael Gobbo
Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas.
Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade,
Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.
Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação.
Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.
Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis.
Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.
Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências.
Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.
Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade.
Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem.
Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido.
Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas.
As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.
A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade.
Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém.
Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.
Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando- -se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de re-núncia na mediunidade luminosa.
Por isso mesmo, o seu foi mediumato incomparável.
...E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe:
– Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.
JOANNA DE ÂNGELIS
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 2 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia
(Copiado do site: http://portalespirito.com/Reformador/2002/reformador-2002-08ex.pdf)
Rua São Sebastião, em Pedro Leopoldo, MG.
À esquerda, em primeiro plano, a casa onde Chico Xavier nasceu
Foto do arquivo Geraldo Leão
Foto de Chico Xavier em “O Globo” aos 25 anos
Ilustrou reportagem de Clementino de Alencar de 1/5/1935
Foto colhida do livro: Notáveis reportagens com Chico Xavier (IDE,Araras)
Francisco Cândido Xavier no Grupo Espírita da Prece, Uberaba, MG. Foto Ismael Gobbo
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Divaldo Pereira Franco no Centenário da S.E. Francisco de Assis de Amparo aos Necessitados. Ponta Grossa/PR
Texto Paulo Salerno
Fotos Jorge Moehlecke
Divaldo Pereira Franco
Retornando à Ponta Grossa/PR pelo 58º ano consecutivo, Divaldo Pereira Franco esteve na noite do dia 19 de janeiro de 2012 proferindo uma conferência em solenidade alusiva ao centenário da Sociedade Espírita Francisco de Assis de Amparo aos Necessitados, fundada em 20 de janeiro de 1912.
Várias autoridades do Movimento Espírita local e da Diretoria Executiva da Federação Espírita do Paraná abrilhantaram esse significativo evento para o movimento espírita ponta-grossense. Em noite agradabilíssima, o Salão Social Arthur João de Maria Ribeiro, do Clube Princesa dos Campos – Verde, engalanou-se, física e espiritualmente, para receber o público que o lotou.
Divaldo Pereira Franco, O Semeador de Estrelas, apresentou uma excelente conferência sobre Jesus, o Suave Cantor da Galileia. Com seu verbo eloquente, esclarecedor e, sobretudo, consolador, Divaldo narrou, a guisa de introdução, as dificuldades enfrentadas pelo maestro George Frideric Handel, um dos maiores compositores de todos os tempos e que superou-as, inclusive as de saúde, após ler e compreender uma frase sobre Jesus – E Ele foi desprezado por todos.
Handel, nesta fase de superação, compôs a ópera Messias, lançada em 13 de abril de 1742, em Dublin, Irlanda. Um coro de 200 vozes, especialmente escolhido e ensaiado por Handel, apresentou este magnífico oratório cujo momento culminante foi o Aleluia, exaltando a glória do Messias que viera à Terra para conduzir a criatura humana aos páramos celestiais. Um sucesso absoluto. O teatro especialmente alugado ficou completamente lotado. George Frideric Handel doou, a partir de então, o resultado de suas exibições ao Hospital Foundling, entidade de assistência à criança abandonada.
Divaldo Franco, dedicado divulgador da Doutrina Espírita, com seu exemplo de amor incondicional ao próximo, exaltou a brilhante história do Messias de Nazaré, o personagem mais notável que a Humanidade já conheceu. Jesus rompeu as páginas da violência através da ternura, foi o primeiro a falar sobre o amor. Ao invés de ser humilhado, fez da cruz duas asas, a da misericórdia e a da abnegação, lançando-as na direção do infinito. É o grande maestro da sinfonia do amor, afirmou o Professor Divaldo Franco.
A partir de Jesus, herói é aquele que vence as próprias paixões, vencedor é aquele que ultrapassa as estreitas fronteiras da sua pequenez superando a enfermidade. Verdadeiramente conquistador é aquele que é capaz de penetrar no âmago de si mesmo e conquistar as províncias sublimes do ego para poder penetrar na grandeza do self divino, lecionou o nobre conferencista baiano.
Toda a doutrina de Jesus pode ser sintetizada em dois postulados: Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo; não fazer a outrem o que não desejarmos que outrem nos faça. Nesses dois postulados estão contidas todas as mensagens do inolvidável Galileu.
Jesus veio dizer, através dos fatos, que a morte é o passaporte para a vida. Veio dizer que a vida continua e que o sentido psicológico da vida não é o encontro da felicidade, mas o encontro de seu significado. Foi a esse Messias da Humanidade que Handel reverenciou em seu cântico glorioso no momento exuberante do Aleluia.
Divaldo destacou a ação do amor nos dias atuais. Apesar das calamidades, da violência, das tragédias, da insensatez, da promiscuidade e de todas as manifestações de primarismo, nunca houve no mundo tanto amor quanto hoje. O mundo está transitando para a regeneração.
Vivemos momentos de transição para melhor. Nada é tão importante como o amor. Apesar dos déspotas da humanidade, houve e há grandes criaturas inteiramente dedicadas ao amor, à caridade, à fraternidade, na mais pura prática dos ensinos do Messias, exaltou o arauto do Evangelho.
Divaldo enalteceu o trabalho profícuo da prática da caridade e do esclarecimento das criaturas levado a efeito pela Instituição Espírita centenária, ora homenageada. Esse é um momento grave e histórico que leva o homem a reflexões profundas, perguntando-se sobre o sentido da vida e o que faz dela.
O sentido magno da presença do Messias é o amor, aliado a compaixão, abraçado a misericórdia, atingindo a sua plenitude no ato da caridade. A lição do Mestre Galileu é a da solidariedade que qualquer um pode exercer. Tudo passa. Transitória é a glória do mundo. É necessário que a glória do homem seja a da imortalidade.
Divaldo Franco, servidor incomparável do Mestre Jesus, sabe, como poucos, dedilhar as cordas da alma, fazendo-as vibrar de tal modo que aqueles que o escutam com atenção inclinem-se a modificar a maneira de pensar e de ser.
Concluindo esta belíssima homenagem a Sociedade Espírita Francisco de Assis de Amparo aos Necessitados Divaldo foi aplaudido intensamente. Foi o aval do público que, de pé, agradeceu o trabalho desenvolvido pelo incansável e perseverante Semeador de Estrelas e, também, pelas atividades disponibilizadas pela Instituição Espírita centenária de Ponta Grossa/PR.
(Texto e fotos recebidos em email de Jorge Moehlecke)
Meu filho, Deus te abençoe
Mensagem de Francisco de Assis para
Divaldo Franco psicografada por Chico
Xavier. Pedro Leopoldo, MG, 3/10/1950
(Texto e vídeo recebidos em emails de Lucas Milagre e Suzi Barboni)
Chico Xavier na casa do seu irmão André Luiz
Pedro Leopoldo, 03/1952
Arquivo Geraldo Leão
Divaldo Pereira Franco no Rio de Janeiro
Foto gentilmente cedida por Jorge Moehlecke
Veja o vídeo acessando:
http://www.youtube.com/watch?v=3u-FHgYIHsg
Lindos casos de Chico Xavier
Quem teve a ventura de assistir a uma das palestras de Divaldo Franco em Teresópolis, na Faculdade de Medicina, ficou conhecendo também um dos mais lindos casos de Chico Xavier...
Contou Divaldo, em meio aos ensinamentos que sempre transmite, que em sua recente estada na África, cumprindo longo e ininterrupto roteiro de palestras, enfrentou logo de início, surpreendentes mudanças climáticas. Pois ele saíra de Salvador, com seu primo Nilson de Souza Pereira, com os termômetros marcando quase 40 graus à sombra. No dia seguinte, em Pretória, cidade em que fez a primeira palestra, os termômetros já marcavam temperaturas negativas. Um dia após, em outra cidade africana, a temperatura já era positiva. as bruscas mudanças foram sentidas pelo Nilson. Tarde da noite ele estava com febre alta e Divaldo tentou, inclusive, chamar um médico. Não havia telefone. Ele ignorava também onde estavam os anfitriões que, tão generosamente, propiciaram aquela hospedagem tão acolhedora.
Divaldo contou que orou, aplicou passes magnéticos em Nilson e, subitamente lembrou que, àquela hora, Chico Xavier deveria estar em Uberaba atendendo aos sofredores que vindos de toda parte, lhe solicitam orações, notícias de familiares desencarnados, e pedem também uma palavra bondosa e amiga.
Divaldo, então, buscou mentalmente, o socorro de Chico Xavier. De repente, eis que lhe surge à frente o Chico. Põe a mão na testa do Nilson e acalma Divaldo, dizendo tratar-se de um simples choque térmico. Aplica um passe no enfermo e diz que, em duas horas tudo se normalizará. "E foi isso mesmo que ocorreu, antes mesmo das duas horas tão esperadas" - acrescentou Divaldo.
Na manhã do dia seguinte, encatado com o fato, Divaldo telefonou lá da África para Altiva Noronha, sua amiga, em Uberaba, que freqüenta as reuniões, realizadas aos sábados pelo Chico Xavier. Relata o próprio Divaldo:
"Eufórico, eu queria contar tudo a ela. Mas Altiva falou primeiro e, foi dizendo:
- Olhe, Divaldo, tenho um recado do Chico para você. Ele manda avisar que se lembra da sua grande preocupação com Nilson. Pediu-me que, quando você chegasse, eu dissesse...
E Altiva foi contando tudo o que aconteceu. Quando terminou perguntou:
Mas, Divaldo o que é que você queria me contar?
Uai, você já está no Brasil? Já chegou ?
Não, Altiva. Era tudo, isso que você me contou que eu queria contar. Ainda estou na África.
Ana Maria Spranger Luiz.
(Extraído - SEI número 1245)
(Fonte Internet: http://www.fortunecity.com/millenium/celesteville/40/inform15.htm)
Divaldo P. Franco e Chico Xavier se cumprimentam sob olhar da poetisa e escritora uberabense, D. Altiva Noronha (já desencarnada), amiga de ambos. Foto colhida no dia 6/10/1977, quando Divaldo proferiu palestra em Uberaba, MG, assistida por Chico Xavier. Foto digitalizada e gentilmente cedida por Jorge Moehlecke para este trabalho
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A convivência com Divaldo em Araçatuba
Antonio Cesar Perri de Carvalho
Conhecemos Divaldo Pereira Franco por ocasião de sua palestra na XV Concentração de Mocidades Espíritas do Brasil Central e Estado de São Paulo (COMBESP), efetivada em abril de 1962, em Araçatuba (SP). Na oportunidade, ele também visitou a Instituição “Nosso Lar”, na época recém fundada por familiares nossos. Nos anos imediatos, encontramo-nos em palestras na I Confraternização de Mocidades e Juventudes Espíritas do Brasil (COMJEB), realizada em abril de 1965, em Marília (SP). Inclusive temos livro com autógrafo desta última oportunidade; no C.E. Bezerra de Menezes (Araçatuba) – coincidentemente dia de nosso aniversário, em 1965 -, e na cidade de Lins. Seguiram-se outros encontros: em eventos jovens, como a 1ª. COMJESP (Ribeirão Preto, 1967), palestras em cidades do interior paulista, e em Araçatuba (1970). À essa época, já mantínhamos correspondência com Divaldo e recebíamos os folhetos impressos pela Mansão do Caminho contendo mensagens psicografadas.
A partir desse período, Divaldo foi nosso convidado para participação em vários eventos do movimento espírita de Araçatuba, a 16ª. COMENOESP (1973), Semanas e Mês Espírita. Desde 1972 passamos a organizar os roteiros de Divaldo pela região de Araçatuba, incluindo palestras desde Penápolis até a então nova cidade de Ilha Solteira, e, numa das vezes, chegando a Três Lagoas (MT). Essa atuação era feita porque além de amigo do conferencista, entre 1971 e 1986 éramos dirigente do órgão da USE local (UMEA e UNIMEA). Divaldo passou a ser hóspede de nossa genitora – Bebé – e nosso também, após nosso casamento. Durante 30 anos juntamente com nossa genitora, fomos anfitriães de Divaldo. Minha esposa Célia e a genitora Bebé sempre se esmeraram na recepção ao Divaldo e visitantes. Nossos filhos nasceram e cresceram acostumados com a visita do “tio”. Foram momentos proveitosos, alegres e fraternos, estes em que Divaldo tinha disponibilidade de atender à região. Nos dois lares citados sempre havia uma refeição com convites para os dirigentes e amigos da cidade, reunindo grande número de participantes e bate-papos informais.
Outro fato é que, em várias visitas de Divaldo, houve momento de prece conjunta em nossos lares – também com presença de convidados -, momentos em que o médium psicografou mensagens de Benedita Fernandes e de nosso tio Lourival Perri Chefaly. Nossos livros “Dama da Caridade” (1982) e “Em Louvor à Vida” (em parceria com Divaldo, edição LEAL, 1987) incluem algumas destas psicografias. Outra obra que surgiu desse período foi “Repositórios de Sabedoria” (Vol. I e II, edição LEAL, 1980), coletânea de pensamentos de Joanna de Ângelis, extraídos das primeiras obras da Autora Espiritual, e que elaboramos em forma de abecedário.
Em todas as visitas de Divaldo organizávamos alguma entrevista com os dirigentes locais e/ou com a imprensa (rádios, jornais e TV). Estas foram transformadas em publicações que fizemos nos jornais de Araçatuba, onde mantínhamos “coluna espírita”, como Tribuna da Noroeste, A Comarca e Folha da Região, e também em periódicos espíritas, como O Clarim, Revista Internacional de Espiritismo, Unificação, Anuário Espírita e Presença Espírita.
Várias dessas publicações foram reunidas em “Divaldo em Araçatuba”, coletânea que elaboramos por ocasião da solenidade em que Divaldo recebeu o título de “Cidadão Honorário” de Araçatuba, em 1984, evento que atuamos na organização juntamente com a Edilidade local.
Além das ações em Araçatuba, com freqüência estávamos presentes em eventos com Divaldo em cidades paulistas, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Neste, em momentos de encontros conjuntos com Chico Xavier.
Com nossa mudança, por razão profissional, para a cidade de São Paulo no ano de 1989, e, mais tarde, para Brasília, Divaldo voltou a ser hospedado por nossa genitora até sua visita de 2001, ano próximo à desencarnação dela. Mesmo assim, voltávamos a Araçatuba, para acompanhar os eventos com atuação de Divaldo. A convivência com Divaldo em Araçatuba foram momentos significativos, proveitosos, de boas recordações e bem aproveitados para a difusão do Espiritismo!
(O autor foi um dos fundadores da Mocidade Espírita Irma Ragazzi Martins e do C.E. Luz e Fraternidade, em Araçatuba, presidente da União Municipal Espírita e da União Intermunicipal Espírita de Araçatuba, presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo, e é diretor do Conselho Espírita Internacional e da Federação Espírita Brasileira, onde exerce a função de secretário geral do Conselho Federativo Nacional da FEB).
Divaldo Pereira Franco
Centro Espírita “Bezerra de Menezes”
Araçatuba, SP, 1965
Divaldo Pereira Franco. Palestra Instituto de Educação Manoel Bento da Cruz, Araçatuba, em 1972. Na foto: César Perri, Divaldo P. Franco e Rolando Perri Cefaly
Divaldo com familiares de César Perri. Na foto: Paulo, César e Célia, Lourival, Suzi, Divaldo, Rolando, Rodolfo, Josefina (Bebé)
Divaldo numa entrevista com os jovens por ocasião de sua participação na COMENOESP no ano de 1973
Divaldo Pereira Franco em palestra no C.E. Luz e Fraternidade em 1973. Ao fundo César e Rolando Perri Cefaly
Divaldo P. Franco no C.E. Luz e Fraternidade em 1981. Na foto César, Divaldo, Rolando e o repórter Luiz Carlos Dini
César Perri (E) ao lado de Divaldo Pereira Franco que psicografa mensagem na casa de d. Bebé no ano de 1981
Divaldo sendo entrevistado na A.E. Varas da Videira, Araçatuba, SP, no ano de 1983
Divaldo Pereira Franco recebe titulo de cidadão araçatubense no ano de 1984
César Perri (C), entrega opúsculo a Divaldo P. Franco (E) quando Divaldo recebia o titulo de cidadão araçatubense, em 1984. Na época presidia a Câmara Valdir Nascimbene (D)
Divaldo Pereira Franco sendo entrevistado no G.E. Pagan (atual G.E. da Fraternidade), em Araçatuba, SP, em 1985
Divaldo P. Franco (D) com César Perri no lançamento do livro “Em Louvor à Vida” no Araçatuba Clube, em 1987
Divaldo P. Franco no Araçatuba Clube onde proferiu palestra pública. Foto: Maria Luzia A. Rosa, Alderney Galetti, César Perri, a Prefeita Germinia D. Venturolli e Divaldo P. Franco
Divaldo P. Franco em visita ao Hospital Benedita Fernandes, em Araçatuba, SP, no ano de 1998
Dona Bebé e Divaldo P. Franco. Araçatuba, SP, 2001
Divaldo Pereira Franco sendo entrevistado na casa de
Dona Bebé no ano de 2001
Decreto Legislativo que concedeu o titulo de Cidadão Araçatubense
para Divaldo Pereira Franco publicado no jornal A Comarca
Matéria publicada no jornal Folha da Região alusiva à entrega do titulo de
Cidadão Araçatubense para Divaldo Pereira Franco,
As fotos utilizadas neste trabalho são do acervo particular de Antonio César Perri de Carvalho e sua utilização em outras publicações só com sua autorização expressa.