quarta-feira, 1 de março de 2017

Registro. Divaldo Franco - Síntese da Palestra de Goiânia, GO

26-02-2017.

 O Teatro Rio Vermelho localizado no Centro de Convenções de Goiânia abrigou os mais de 2.000 pessoas para ouvir Divaldo Franco desenvolver o tema proposto pelos organizadores do 33º Congresso Espírita do Estado de Goiás: Amor, Sexualidade e Seus Desafios.
Assumindo a tribuna Divaldo deu início +a palestra narrando a tocante história de Moisés Mendelssohn (1729-1786) avô do célebre compositor, pianista e maestro alemão Felix Mendelssohn (1804-1847).
Moisés Mendelssohn era um homem feio, baixo e possuidor de uma grotesca corcunda.
Certa feita conheceu a lindíssima filha de um comerciante e por ela se apaixonou perdidamente, porém, a jovem ao lhe ser apresentada demonstrou profunda repulsa pela sua desagradável estética.
Mas Moisés não se deixou abater por ter sido repelido pela linda Frudge e num gesto de muita ousadia perguntou –lhe:
- Você acredita que os casamentos são combinados no céu, antes de nascermos?
Evitando olhar aquela figura tosca a jovem respondeu:
- Sim, acredito.
-Também, acredito – completou Mendelssohn.
E sem deixar que o silêncio constrangedor dominasse aquela conversa, ele emendou:
- Quando me preparava para nascer, Deus mostrou-me aquela que seria, mais tarde, a minha esposa.
- Ela era bela, muito bela. Deus, porém, anunciou:
-Sua mulher será bela, porém trará uma corcunda a lhe marcar a aparência física.
Diante dessa informação, ousei levantar os olhos ao Altíssimo e lhe suplicar:
- Senhor, uma mulher com corcunda será uma tragédia. Permita, por misericórdia, que eu seja corcunda e que ela seja perfeita.
E Deus, na sua infinita bondade resolveu atender minhas súplicas e me fez nascer encurvado.
Pela primeira vez Frudge olhou diretamente nos olhos de Mendelsshon e fitando-lhe os olhos apaixonados deu-se conta de que aquela fora a mais pungente declaração de amor que ela jamais havia imaginado receber.
Emocionada, tomou a mão do rapaz entre as suas e aceitou-o como noivo vindo, posteriormente, a se casar com ele.
Após a narrativa desta tocante história a emoldurar o tema, Divaldo passou a aprofundar suas observações.
 O amor não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre, porque vive no íntimo do ser e não das gratificações que o amado oferece.
O amor deve ser sempre o ponto de partida de todas as aspirações e a etapa final de todos os anseios humanos.
Equivocadamente o sexo é considerado - por um grande contingente de pessoas - como sinônimo de amor.
Todavia, o sentimento do amor é muito mais amplo e abrangente, uma vez que representa a somatória dos sentimentos e anseios que formam a base de nossas ações no bem.
O sexo, desacompanhado do amor, é SENSAÇÃO herança do instinto dominador, enquanto que o amor é a EMOÇÃO a ser conquistada pelos caminhos da elevação espiritual e moral.
Quando o sexo se impõe sem o amor, a sua passagem é rápida, frustrante e insaciável.
A mitologia grega define Eros como sendo o deus do Amor, mais especificamente o amor físico.
Eros teria nascido – espontaneamente - do caos primitivo como manifestação da vida afetiva.
Posteriormente passou a representar a Paixão, e teria tido uma origem diferente, mais poética, agora como filho de Hermes e Afrodite, ou ainda filho de Cronos e Gê  ou ainda, de Afrodite e Marte.
Nessa situação passou a representar o desejo sexual, a função resultante do prazer sensualista, dos prazeres e satisfações sexuais.
Após essa síntese da Mitologia que considera Eros e Amor  como uma único sentimento, Divaldo interpõe o conceito a moral espírita-cristão para o qual o amor é superior aos desejos sexuais, enquanto Eros, que pode ser portador de sentimento afetivo, caracteriza-se pela libido, sempre canalizada para os prazeres e satisfações imediatas da utilização do sexo.
O amor é permanente, enquanto Eros é transitório.
O amor felicita, proporcionando alegrias duradouras. Eros agrada e desaparece ávido, como fogo que arde e consome o combustível, pra em seguida se tornar em cinzas que se esfriam.
Eros toma conta dos sentidos e responde pelas paixões descontroladas, pelos conflitos da insatisfação, que levam ao crime e ao desespero, pois, ao eleger como  objetivo imediato e impostergável, o atendimento dos desejos do desequilíbrio sexual, é responsável pela alucinação que vige nos grupos e indivíduos perturbados.
Manifestando-se pela posse descontrolada, não confia, e se deixa contaminar pelo ciúme e pela insegurança, num crescendo desvairado até culminar em patologias sexuais devastadoras e perversões alucinantes.
O amor dulcifica e acalma, espera e confia. É enriquecedor, e, embora se expresse em desejos ardentes que se extasiam na união sexual, não consome aqueles que se lhe entregam ao abrasamento, porque se enternece e vitaliza, contribuindo para a perfeita união.
O AMOR utiliza-se de Eros, sem que se deixe ser por ele controlado, Eros, porém, raramente se utiliza do sentimento de pureza e serenidade qualidades características do AMOR.
E como advertência final, Divaldo esclarece a respeito dos descalabros e da inversão de valores dos dias atuais.
O sexo praticado de forma vil atrai Espíritos igualmente atormentados e doentes que se vinculam ao indivíduo, levando-o a processos de obsessões terríveis e de difícil libertação.
Desvios de comportamento sexual, aberrações nas práticas do sexo, condutas extravagantes e subvertendo as funções estabelecidas pelas Leis da Vida, produzem perturbações, que não se restabelecem com facilidade, senão através de dolorosas reencarnações.
Fitando do alto da tribuna o imenso público que ouvia suas considerações Divaldo arremata com uma observação a ecoar nas consciências atentas.
Ninguém se engane quanto aos compromissos do sexo perante a vida e tome o cuidado de não enganar a outrem, pois cada um responde sempre pelo que inspira e pelo que faz.
O sexo não foi elaborado para o prazer vulgar, senão para as emoções superiores na construção das vidas, ou para as sensações compensativas quando amparado pelas dúlcidas vibrações do amor, mantendo a afetividade e a alegria de viver.
Os dias atuais são de libido e de paixões descontroladas e pela predominância dos desejos que desgovernam as mentes e aturdem os sentimentos sob o comando de Eros.
Todavia, o amor está sendo convidado a substituir a ilusão que o sexo desregrado produz, acalmando as ansiedades enquanto eleva os seres humanos.
Amor ou Eros?
Jesus, modelo e guia,  nos apresenta a resposta: “Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”
(Mateus 6:23)
    Fotos: Sandra Patrocinio
   Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehleck)


ESPANHOL

DIVALDO FRANCO - SÍNTESIS DE LA CONFERENCIA DEL DÍA 26/02/2017, EN GOIÂNIA.
El Teatro Rio Vermelho, ubicado en el Centro de Convenciones de Goiânia, albergó a más de 2.000 personas dispuestas a escuchar a Divaldo Franco, quien desarrolló el tema propuesto por los organizadores del 33º CONGRESO ESPÍRITA DEL ESTADO DE GOIÁS: Amor, Sexualidad y sus desafíos.
Instalado en la tribuna, Divaldo dio comienzo a la disertación, narrando la conmovedora historia de Moisés Mendelssohn (1729-1786) -abuelo del célebre compositor, pianista y maestro alemán Felix Mendelssohn (1804-1847).
Moisés Mendelssohn era un hombre desprovisto de belleza, de baja estatura y tenía una grotesca joroba.
En cierta ocasión, conoció a la muy hermosa hija de un comerciante, y se sintió perdidamente enamorado de ella; mientras tanto, cuando le fue presentada la joven, ella demostró un profundo rechazo por su desagradable aspecto.
Pero Moisés no se dejó abatir, a causa del rechazo de la hermosa Frudge y, en un gesto muy audaz, le preguntó:
-¿Usted cree que los casamientos están pactados en el cielo, antes de nuestro nacimiento?
Evitando dirigir la mirada a aquella figura contrahecha, la joven respondió:
-Sí, lo creo.
-También yo lo creo –completó Mendelssohn.
Y sin permitir que el silencio incómodo dominase aquella conversación, él agregó:
-Cuando me preparaba para nacer, Dios me mostró a la que sería, más tarde, mi esposa.
-Ella era hermosa, muy hermosa. Dios, mientras tanto, anunció:
-Su mujer será hermosa, pero tendrá una joroba que caracterizará su apariencia física.
Ante tal información, me permití elevar la mirada al Altísimo y le supliqué:
-Señor, una mujer jorobada será una tragedia. Permita, por misericordia, que yo sea el jorobado y que ella sea perfecta.
Y Dios, en su infinita bondad resolvió atender mis súplicas, y me hizo nacer jorobado.
Por primera vez, Frudge miró directamente a los ojos de Mendelsshon, y al observar su mirada apasionada, se dio cuenta de que aquella había sido la más fervorosa declaración de amor que ella jamás había imaginado recibir.
Emocionada, tomó la mano del joven entre las suyas y lo aceptó como novio; posteriormente, se casó con él.
Después de la narración de esta conmovedora anécdota, para enmarcar el tema, Divaldo comenzó a profundizar sus reflexiones.
El amor no se apega ni padece la ausencia, sino disfruta siempre, porque vive en la intimidad del ser y no de las gratificaciones que el amado dispensa.
El amor debe ser, siempre, el punto de partida de todas las aspiraciones, y la etapa final de todos los anhelos humanos.
Equivocadamente, el sexo es considerado -por una gran cantidad de personas- como sinónimo de amor.
No obstante, el sentimiento del amor es mucho más amplio y contenedor, pues representa la sumatoria de los sentimientos y los anhelos que constituyen la base de nuestras acciones en el sentido del bien.
Si el sexo no está acompañado por el amor, es una SENSACIÓN -herencia del instinto dominador-, mientras que el amor es la EMOCIÓN que se conquista atravesando los caminos de la elevación espiritual y moral.
Cuando el sexo se impone sin el amor, su paso es breve, frustrante e insaciable.
La mitología griega define a Eros como el dios del Amor, pero específicamente el amor físico.
Eros habría nacido –espontáneamente- del caos primitivo, como manifestación de la vida afectiva.
Posteriormente, comenzó a representar la Pasión, y habría tenido un origen diferente, más poético, como hijo de Hermes y Afrodita, o también como hijo de Cronos y Gea, o de Afrodita y Marte.
En esa situación pasó a representar el deseo sexual, la función resultante del placer sensual, de los placeres y las satisfacciones sexuales.
A continuación de esa síntesis de la Mitología que considera a Eros y Amor como un único sentimiento, Divaldo enuncia el concepto de la moral espírita-cristiana, para la cual el amor es superior a los deseos sexuales, mientras que Eros, que puede ser portador de un sentimiento afectivo, se caracteriza por la libido, siempre canalizada hacia los placeres y las satisfacciones inmediatas de la utilización del sexo.
El amor es permanente; mientras tanto, Eros es transitorio.
El amor es portador de felicidad, y proporciona alegrías duraderas. Eros agrada y desaparece ávido, como fuego que arde y consume el combustible, para seguidamente convertirse en cenizas que se enfrían.
Eros se apodera de los sentidos y es responsable de las pasiones descontroladas, de los conflictos de la insatisfacción, que conducen al crimen y a la desesperación, pues al elegir como objetivo inmediato e impostergable, la satisfacción de los deseos del desequilibrio sexual, es responsable de la alucinación que está vigente en los grupos y en los individuos perturbados.
Se manifiesta mediante la posesión descontrolada; no confía; se deja contaminar por los celos y la inseguridad, en un crescendo de descontrol, hasta culminar en patologías sexuales devastadoras y en perversiones alucinantes.
El amor dulcifica y calma; espera y confía. Es enriquecedor y, aunque se exprese en deseos ardientes, que llegan al éxtasis en la unión sexual, no consume a aquellos que se entregan a su abrazo, porque se enternece y se vitaliza, contribuyendo a la perfecta unión.
El AMOR se vale de Eros, pero no permite que él lo controle; Eros, mientras tanto, raramente se vale de los sentimientos de pureza y serenidad, cualidades características del AMOR.
Como advertencia final, Divaldo explica respecto a los descalabros y la inversión de valores de los días actuales.
El sexo practicado de forma vil atrae a Espíritus igualmente atormentados y enfermos, que se vinculan al individuo, conduciéndolo a procesos de obsesiones terribles, y de difícil liberación.
Desvíos de la conducta sexual, aberraciones en las prácticas del sexo, conductas extravagantes, que subvierten las funciones establecidas por las Leyes de la Vida, producen perturbaciones que no se reparan con facilidad, sino a través de dolorosas reencarnaciones.
Mientras observaba -desde lo alto de la tribuna- a la inmensa cantidad de público que escuchaba sus reflexiones, Divaldo plantea una observación que quedaría resonando en las conciencias atentas:
Nadie se equivoque acerca de los compromisos del sexo ante la vida, y tenga el cuidado de no inducir a error a otros, pues cada uno es responsable -siempre- por lo que inspira y por lo que hace.
El sexo no fue creado para el placer vulgar, sino para las emociones superiores en la edificación de las vidas, para las sensaciones compensadoras,cuando está amparado por las delicadas vibraciones del amor, conservando la afectividad y la alegría de vivir.
Los días actuales son de libido y pasiones descontroladas, con el predominio de los deseos que perturban las mentes y aturden los sentimientos, comandados por Eros.
No obstante, el amor está siendo invitado a sustituir a la ilusión que el sexo descontrolado produce, para que calme las ansiedades, mientras eleva a los seres humanos.
¿Amor o Eros?
Jesús, modelo y guía,  nos presenta la respuesta: Donde esté vuestro tesoro, allí estará también vuestro corazón. - Mateo, 6:23.

    Fotos: Sandra Patrocinio
   Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Registro. Divaldo Franco na Abertura do 33º Congresso Espírita de Goiás. Goiânia, GO

25-02-2017.

“Viver é um desafio sublime, e realizá-lo com sabedoria é uma bem-aventurança que se encontra à disposição de todo aquele que se resolva decididamente por avançar, autossuperar-se e alcançar a comunhão com Deus.” Joanna de Ângelis em o livro Vida: Desafios e Soluções.

O Centro de Convenções de Goiânia – uma vez mais - foi escolhido para abrigar em suas confortáveis e cômodas instalações os participantes do 33º Congresso Espírita do Estado de Goiás.
Na edição de 2017, a Federação Espírita do Estado de Goiás escolheu o tema Vida: Desafios e Soluções reverenciando o livro homônimo da mentora espiritual Joanna de Ângelis, trazido à luz pela psicografia de Divaldo Franco (LEAL Editora).
O evento está sendo transmitido pelos seguintes meios de comunicação: febtv.com.br; Radio Fraternidade; Facebook.com/federacaoespiritadoestadodegoias.
A abertura do Congresso foi realizada no amplo e repleto Teatro Rio Vermelho – com capacidade para 2.080 pessoas e ainda com telões disponibilizados em outro teatro – e contou com a apresentação magistral da Orquestra Sinfônica Jovem de Goiás, emocionando o público presente.
Coube ao Presidente da Federação Espírita do Rio Grande do Sul – Sr. Gabriel Salum – ocupar a tribuna para abordar o tema central do Congresso – Vida: Desafios e Soluções, fazendo-o com maestria, envolvendo e interagindo com o público e comovendo a todos com a história infantil da Estrelinha Azul.
Prestigiando o evento, Divaldo Franco, foi convidado a subir à tribuna para dirigir umas poucas palavras ao público presente e a todos que acompanhavam o evento pela Internet.
Divaldo apresentou a todos o jovem Dr. Juan Danilo Rodríguez – médico e psicólogo – natural do Equador, fundador e presidente da Fundação Luz Fraterna (Fundación Luz Fraterna) que assiste terapeuticamente adolescentes autistas. O Dr. Juan é, ainda, fundador e diretor do Centro Espírita Francisco de Assis (Francisco de Asís).
Divaldo apresentou, então, a obra “Terapia Holística ALLIYANA” de autoria do Dr. Juan que, unindo os métodos científicos aos métodos empíricos, conseguiu fazer a integração de ambas as doutrinas curativas numa única terapia.
O próprio Dr. Juan esclareceu o significado da expressão ALLIYANA. Trata-se de uma palavra oriunda da língua quíchua dos nativos do Equador e que significa “sarar”.
Desde épocas remotas os quíchuas equatorianos – em milenares observações e sob a inspiração divina dos seus  Xamãs - compreenderam que através de atitudes mentais conseguiram penetrar nas causas dos distúrbios da saúde e regularizá-los. Alliyana (sarar) era a necessidade imperiosa.
Esclarece o Dr. Juan que ALLIYANA é um conceito terapêutico que utiliza informação para provocar processos de cura.
O livro é prefaciado por Joanna de Ângelis em mensagem psicografada por Divaldo Franco. Extraímos da mensagem da  mentora espiritual o seguinte trecho:
 “O ser humano evolve, a sua mente absorve o conhecimento libertador e ele se torna o seu próprio médico em muitos dos casos aflitivos e perturbadores”.
“A Terapia Holística Alliyana é um repositório de sabedoria de fácil aplicação, exigindo seriedade e respeito...”
“Começa a Medicina do futuro, mais humanizada e de caráter transcendental”.
  Fotos: Sandra Patrocinio
   Texto: Djair de Souza Ribeiro

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehleck)

ESPANHOL

DIVALDO FRANCO EN LA APERTURA DEL 33o. CONGRESO ESPÍRITA DEL
ESTADO DE GOIÁS-

    Vivir es un desafío sublime, y realizarlo con sabiduría es una bienaventuranza que se encuentra a disposición de todo aquel que se decida a avanzar con firmeza, autosuperarse y alcanzar la comunión con Dios. - Joanna de Ângelis en el Libro Vida: Desafíos y soluciones.

El Centro de Convenciones de Goiânia –una vez más- fue elegido para albergar en sus confortables y amplias instalaciones, a los participantes del 33er. CONGRESO ESPÍRITA del ESTADO de GOIÁS.
Para la edición de 2017, la Federação Espírita do Estado de Goiás eligió el tema Vida: Desafíos y Soluciones a modo de reverencia al libro homónimo, de la mentora espiritual Joanna de Ângelis, vertido a la luz por la psicografía de Divaldo Franco (LEAL Editora).
El acto es transmitido por los siguientes medios de comunicación: febtv.com.br; Radio Fraternidade; Facebook.com/federacaoespiritadoestadodegoias.
La apertura del Congreso se realizó en el amplio y colmado Teatro Rio Vermelho –con capacidad para 2.080 personas y, además, con pantallas disponibles en otro teatro–. Contó, también, con la presentación magistral de la Orquesta Sinfónica Joven de Goiás, que emocionó al público presente.
Cupo al Presidente de la Federación Espírita de Rio Grande do Sul –Sr. Gabriel Salum– ocupar la tribuna para abordar el tema central del Congreso: Vida: Desafíos y Soluciones, lo que realizó de modo magistral, cautivando al público, y favoreciendo su participación, involucrando y conmoviendo a todos con el relato infantil sobre la Estrellita Azul.
Prestigiando el acto, Divaldo Franco fue invitado a subir a la tribuna, para que dirigiera algunas palabras al público presente y a todos los que seguían el acto a través de Internet.
Divaldo presentó al joven Dr. Juan Danilo Rodríguez –médico y psicólogo– oriundo del Ecuador, fundador y presidente de la Fundación Luz Fraterna, que atiende terapéuticamente a adolescentes autistas. El Dr. Juan es, además, fundador y director del Centro Espírita Francisco de Asís.
Divaldo presentó, entonces, la obra Terapia Holística ALLIYANA, cuyo autor es el Dr. Juan, que reuniendo los métodos científicos y los métodos empíricos, consiguió hacer la integración de ambas doctrinas curativas en una única terapia.
El Dr. Juan explicó el significado de la expresión ALLIYANA. Se trata de una palabra oriunda de la lengua quichua de los nativos de Ecuador, que significa sanar.
Desde épocas remotas, los quichuas ecuatorianos –a través de milenarias observaciones y con la inspiración divina de sus  chamanes, comprendieron que a través de actitudes mentales habían conseguido penetrar en las causas de los disturbios de la salud y repararlos. Alliyana (sanar) era la necesidad imperiosa.
Explica el Dr. Juan que ALLIYANA es un concepto terapéutico que utiliza información para provocar procesos de cura.
El libro tiene un prefacio dictado por Joanna de Ângelis en un mensaje psicografiado por Divaldo Franco. Hemos extraido del mensaje de la  Mentora espiritual el siguiente párrafo:
 El ser humano evoluciona, su mente absorbe el conocimiento liberador y él se convierte en su propio médico, en muchos de los casos afligentes y perturbadores.
La Terapia Holística Alliyana es un depósito de sabiduría de fácil aplicación, que demanda seriedad y respeto...
Comienza la Medicina del futuro, más humanizada y de carácter trascendental.

   Fotos: Sandra Patrocinio
   Texto: Djair de Souza Ribeiro

(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Registro. Seminário “Você e a Paz” Barreiras, BA

11/02/2017

Seminário Você e a Paz 
Nublada e chuvosa manhã de domingo em Barreiras, mas isso não impediu que mais de mil e duzentas pessoas buscassem o Espaço Fortiori para assistirem o seminário “Você e a Paz”, ministrado pelo tribuno espírita Divaldo Pereira Franco. Havia caravanas de várias cidades vizinhas e mesmo de grandes distâncias, como Vitória da Conquista, situada a mais de 700 quilômetros de Barreiras.
Saindo cedo da residência onde nos encontrávamos hospedados, rumamos direto para o amplo espaço, onde Divaldo foi calorosamente recebido à porta por voluntárias de plantão, ostentando todas no rosto o sorriso da felicidade. Depois, concedeu entrevista para duas emissoras de rádio e uma afiliada da Rede Globo local. Ato contínuo, seguimos para o palco onde não houve formação de mesa, criando maior descontração no ambiente e após a prece o médium de Joanna de Ângelis iniciou a preleção sobre a paz, após ser apresentado pela cerimonial ao auditório superlotado.
Discorrendo sobre a paz, narrou sob forte emoção a história da jovem armênia que foi feita prisioneira e violentada por um cruel general turco, nos idos de 1916, quando houve a vergonhosa guerra entre turcos e armênios. Mantida como prisioneira sexual por seu verdugo, mais tarde a jovem conseguiu fugir e fez-se enfermeira, adotando a doutrina de Jesus Cristo, o que suavizou seu coração das dores experimentadas. Pelas tramas do destino servindo na capital turca, a jovem foi indicada dez anos depois pelo diretor do hospital em que trabalhava para cuidar de um enfermo que apodrecia em vida, sendo digno de compaixão. Ela o tomou sob seus cuidados e seis meses depois ele recebeu alta, apresentando ao diretor do hospital o desejo de profunda gratidão, pelo que foi dito ao mesmo que tivera sua vida salva graças a uma competente enfermeira. Ao ficarem frente a frente, algoz e vítima do passado se reconhecem e ela, não obstante nutrir grande mágoa não o matou quando o teve aos seus cuidados, afirmando ao verdugo que a doutrina de Jesus lhe tinha ensinado o caminho do perdão.
Diante de uma plateia em “staccato”, Divaldo perguntou a todos que o ouviam – você perdoaria?
Grande silêncio caiu no auditório.
Enaltecendo a mensagem de Jesus como de valiosa contribuição para a saúde emocional e mental, o digno servidor do bem rematou a exposição de uma hora com a prece da gratidão, que para todos teve sabor de profunda emotividade.Aplaudido de pé entusiasticamente, Divaldo reservou após a exposição concorrida quase 45 minutos somente para autógrafos, tendo se formado uma fila imensa, que por razões de nosso voo não pode ser integralmente atendida.
Rumamos do elegante espaço para o aeroporto de Barreirase dali decolamos para a capital baiana, aqui desembarcando em jubilo e intensa alegria por volta das 13 horas. Essa é mais uma página que deixa em todos nós imensa saudade e profundas recordações.

Texto: Marcel Mariano
Fotos: Lucas Milagre
Barreiras, 11.2.17

ASSISTA A PALESTRA AQUI: https://youtu.be/ks9Byplc-IY


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL

DIVALDO FRANCO  EN BARREIRAS, BA - 11/02/2017.
SEMINARIO TÚ Y LA PAZ

Una nublada y lluviosa mañana de domingo en Barreiras, pero eso no impidió que más de 1200 personas llegaran al Espacio Fortiori para participar del Seminario Tú y la Paz, dictado por el orador espírita DIVALDO PEREIRA Franco. Hubo grupos de diversas ciudades vecinas, e incluso algunos se trasladaron desde grandesdistancias, como Vitória da Conquista, ubicada a más de 700 km de Barreiras.
Salimos temprano de la residencia donde nos encontrábamos hospedados, y nos dirigimos -directamente- hacia el amplio ámbito, donde Divaldo fue recibido entusiastamente en el ingreso, por voluntarias que lo aguardaban, ostentando todas en el rostro la sonrisa de la felicidad. Después concedió una entrevista para dos emisoras de radio, una de las cuales está suscripta a la Red Globo local. A continuación, nos dirigimos hacia el escenario, donde no hubo  formación de mesa, lo que favoreció una mayor descontracción en el ambiente y después de la plegaria, el médium de Joanna de Ângelis dio comienzo a una lección sobre la paz, luego de que fuera presentado al público, que colmaba el lugar.
Se explayó sobre la paz, y narró con intensa emoción la historia de la joven armenia, que fue tomada prisionera y violada por un cruel general turco, en el transcurso de 1916, cuando se desarrolló una vergonzosa guerra entre turcos y armenios. Su verdugo la conservó como prisionera sexual hasta que, más tarde, la joven consiguió huir y se convirtió en enfermera, al mismo tiempo que adoptó la doctrina de Jesucristo, lo que alivió su corazón de los padecimientos que había experimentado. Por las tramas del destino, prestando servicio en la capital turca, la joven fue designada -diez años más tarde, por el diretor del hospital donde trabajaba, para cuidar un enfermo que se pudría en vida, quien era digno de compasión. Ella lo tomó a su cuidado, y seis meses después el recibió el alta, y expresando al director del hospital su profunda gratitud, por lo que fue informado al mismo tiempo, que su vida había sido salvada gracias a una competente enfermera. Cuando estuvieron frente a frente, el verdugo y la víctima del pasado se reconocieron, y ella, pese a  que conservaba un gran resentimiento, no lo mató cuando él estuvo a sus cuidados,  y manifestó al verdugo que la Doctrina de Jesús le había enseñado el camino del perdón.
Ante una platea que permanecía en staccato, Divaldo preguntó a todos quienes lo escuchaban: – ¿Usted perdonaría?
Se hizo un gran silencio en el auditorio. Enalteciendo el mensaje de Jesús como una valiosa contribución para la salud emocional y mental, el digno Servidor del Bien completó la exposición de una hora con la Plegaria de la Gratitud, la cual tuvo para todos el sabor de una profunda emotividad. Divaldo fue aplaudido de pie entusiastamente, y reservó luego de la exposición, a la concurrencia, casi 45 minutos solamente para autógrafos, y se formó una fila inmensa, que a causa del horario de nuestro vuelo, no pudo ser completamente atendida.
Nos dirigimos desde el elegante ámbito hacia el aeropuerto de Barreiras y desde allí decolamos rumbo a la capital bahiana, y jubilosos desembarcamos, con intensa alegría alrededor de las 13:00. Esa es una página más que deja en todos nosotros una inmensa nostalgia y profundos recuerdos.

Texto: Marcel Mariano
Fotos: Lucas Milagre
Barreiras, 11.02.17.


ASSISTA A PALESTRA AQUI: https://youtu.be/ks9Byplc-IY

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA, Buenos Aires, Argentina)



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Registro. Caminhada da Paz com Divaldo Franco Barreiras, BA

10/02/2017

Caminhada da Paz

Idealizada a mais de onze anos, a Caminhada da Paz, realizada em Barreiras pela Comissão Voluntária pela Segurança e Paz em Barreiras, está na sua sétima edição, arrastando pelas avenidas mais de 4 mil pessoas.
Fazendo companhia ao médium e orador Divaldo Pereira Franco, eu e Lucas Milagre saímos de salvador em companhia dele no mesmo voo, nesta sexta feira, dia 10/2, atingindo Barreiras pontualmente as 16 horas.
No aeroporto modesto estavam a postos um grupo de trabalhadores espíritas da cidade e de Vitória da Conquista, entre os quais as lideranças de Minervina Cunha, vinculada à UEB – União Espírita de Barreiras e Antonio Barreto, diretor da UEVC – União Espírita de Vitoria da Conquista, além de amigos e admiradores da obra social e espírita de nosso Divaldo.
Seguimos todos de carro montanha abaixo para a cidade e após troca de camisa e frugal refeição, refeitos, rumamos todos para a Câmara de Vereadores, de onde sai todos os anos a Caminhada da Paz, rumando para a Praça Castro, ponto central de Barreiras.
Em números redondos, tínhamos aproximadamente 4 mil pessoas, contando com suporte da Polícia Militar na disciplina do trânsito. Chegamos às 17 horas na Praça Castro Alves onde um carro de som servia como palco, lançando à multidão um brado pela paz.
Apresentado pelo seu idealizador, Gil Arêas, este frisou a luta pela cidadania e por uma Barreiras mais pacífica, frutos que virão após a união de todos em torno de um ideal comum. Em seguida, passou a palavra para uma moradora local, que a todos emocionou no seu depoimento, quando teve a vida de uma filha ceifada de maneira bárbara e cruel a 22 anos, ainda hoje carregando a dor da saudade e o desencanto pela impunidade do homicida. Em seguida, duas jovens estudantes leram poesias de suas autorias, todas enaltecendo a paz como caminho para uma sociedade mais justa e fraterna.
Ato contínuo, falou o convidado evangélico, que pediu a todos que coloquem Deus no pensamento e nas ações, laborando para diminuir os altos índices de violência da região. Após, tomou a palavra o Bispo Diocesano, Dom Josafá, que clamou por uma Barreiras menos agressiva e violenta, orando para a massa o Pai Nosso como resposta dos céus aos clamores humanos.
Convidado a falar, Divaldo Franco se referiu aos altos índices de violência no Brasil, que somente em 2015 ceifou nas ruas mais de 107 mil brasileiros, sendo metade por arma de fogo e a outra metade no trânsito caótico de nossos dias. Referiu-se que a violência precisa de educação para extinguir-se, ao tempo que o coletivo social somente será harmônico quando o indivíduo também se pacificar interiormente, demonstrando como a violência explode de uma hora para outra, citando o caso do Estado do Espírito Santo, convulsionado a mais de uma semana em razão da greve da Polícia Militar, contabilizando até a presente data mais de 100 homicídios.
Pediu que cada um seja melhor marido, melhor esposa, melhor pai e mãe, educando seus instintos e educando seus maus pendoes em relação a si mesmo e em relação a terceiros.
Citou Jesus como o grande pacifista da História Universal, jamais tendo reagido à agressão que sofreu de seus algozes.
Por final, falou a mãe de santo, ali representando uma expressiva parcela de adeptos dos cultos afro, desejando a todos paz e harmonia para enfrentamento dos dias violentos que ora atravessamos.
Já quase dezenove horas, o ato foi encerrado pelo seu idealizador, Gil Arêas, rumando todos em estado de júbilo e felicidade para casa.                                                                                                
                                                                                                      
Texto: Marcel Mariano
Fotos: Lucas Milagre
Barreiras, 10.2.2017 – sexta feira



(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL


CAMINATA DE LA PAZ con DIVALDO FRANCO - 10/02/2017.
Creada hace más de once años, la Caminata de la Paz, realizada en Barreiras, por la Comisión Voluntaria por la Seguridad y la Paz, está en su séptima edición, convocando por las avenidas a más de 4.000 personas.
Junto con el médium y orador DIVALDO PEREIRA FRANCO, Lucas Milagre y yo salimos de Salvador en el mismo vuelo, el viernes último, día 10/02, y llegamos a Barreiras puntualmente a las 16:00.
En el modesto aeropuerto estaba aguardándonos un grupo de trabajadores espíritas de la ciudad y de Vitória da Conquista, entre los cuales se hallaban los representantes de Minervina Cunha, vinculada a la UEB –União Espírita de Barreiras- y Antonio Barreto, director de la UEVC – União Espírita de Vitoria da Conquista, además de amigos y admiradores de la obra social espírita de nuestro Divaldo.
Salimos todos en auto, descendiendo la montaña en dirección a la ciudad y, después del cambio de camisa y de una frugal comida, restablecidos, nos dirigimos todos hacia la Municipalidad (Câmara de Vereadores), desde donde sale cada año la Caminata de la Paz, para encaminarse hacia la Plaza Castro, el punto central de Barreiras.
En números redondos, había aproximadamente 4.000 personas, contando con el soporte de la Polícia Militar para conservar la disciplina en el tránsito. Llegamos a las 17:00 a la Plaza Castro Alves, donde um coche con altoparlante hacía las veces de escenario; allí la multitud lanzó un grito a favor de la paz.
Presentado por su idealizador, Gil Arêas, este aludió a la lucha por la ciudadanía y por una ciudad de Barreiras más pacífica, frutos que vendrán después de la unión de todos en torno de un ideal en común. Seguidamente, cedió la palabra a una ciudadana de la localidad, que a todos emocionó con sus declaraciones, acerca de cuando la vida de una hija suya fue truncada de manera bárbara y cruel a los 22 años, y hoy mismo sigue cargando el dolor de la nostalgia, y la decepción por la impunidad del homicida. Seguidamente, dos jóvenes estudiantes leyeron poesías de las cuales eran autores, todas enalteciendo la paz como camino hacia una sociedad más justa y fraterna.
A continuación, habló el invitado evangélico, quien pidió a todos que coloquen a Dios en el pensamiento y en las acciones, colaborando para disminuir los elevados índices de violencia de la región. Seguidamente, tomó la palabra el Obispo Diocesano, Dom Josafá, que pidió una ciudad de Barreiras con menos agresión y menos violencia; además oró en favor del público el Padre Nuestro, como respuesta de los Cielos a los clamores humanos.
Invitado a hablar, Divaldo Franco se refirió a los elevados índices de violencia en el Brasil, la cual, solamente en 2015, segó en las calles más de 107 mil brasileños, de los cuales la mitad se debió a arma de fuego y la otra mitad al tránsito caótico de los días actuales. Se refirió a que la violencia precisa educación para extinguirla, al mismo tiempo que el colectivo social solamente será armonioso cuando el individuo también se pacifique interiormente, demostrando cómo la violencia estalla de una hora a otra, citando el caso del Estado de Espíritu Santo, convulsionado hace más de una semana, debido a la huelga de la Policía Militar, contabilizando hasta la fecha más de 100 homicidios.
Pidió que cada uno sea mejor marido, mejor esposa, mejor padre y madre, educando sus instintos y educando sus malas tendencias, en relación consigo mismo y en relación con terceros.
Citó a Jesús como el gran pacifista de la Historia Universal, quien jamás reaccionó a la agresión que sufrió de parte de sus verdugos.
Por último habló la madre de santo, que allí representaba a una significativa porción de adeptos de los cultos afro, quien deseó a todos paz y armonía para enfrentar los días violentos que atraviesan.
Eran casi las diecinueve, cuando el acto fue concluido por su idealizador, Gil Arêas, y todos, en estado de júbilo y felicidad, retornaron a sus casas.                                                                                               
                                                                                     
Texto: Marcel Mariano
Fotos: Lucas Milagre
Barreiras, 10.2.2017 – viernes

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA, Buenos Aires, Argentina)

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Divaldo Franco- 10º. Aniversário do CEJA-BARRA Rio de Janeiro, RJ

Divaldo Franco - 10º Aniversário do DO CEJA-BARRA - Rio de Janeiro

Uma plateia de aproximadamente 1300 pessoas esteve presente na tarde-noite do dia de ontem 29 de janeiro de 2017, para ouvir o co-fundador do CEJA-Barra, Divaldo Franco, em palestra comemorativa do 10º Aniversário da instituição.

Antes de se dirigir ao auditório totalmente lotado, uma surpresa estava reservada ao querido palestrante: um painel quase em tamanho natural à entrada da livraria do CEJA trazia uma foto e contava um pouco de seus grandes feitos na área de assistência social e na seara espirita. Uma homenagem cheia de amor e gratidão ao amigo de todas as horas e inspiração para todos nós.

Já no auditório e após a presidente do CEJA-Barra, Iraci Campos Noronha, chamar ao palco a diretoria da Casa: Ceres Muhare, vice-presidente; Giseli Soares, diretora financeira; e Denise Reis, diretora administrativa, foi a vez de chamar Divaldo Franco.

Iraci deu as boas-vindas aos presentes e aos internautas ligados na TV FEB, canal 14. Entre os convidados, estavam presentes: a diretora da FEB, Regina Lucia Rodrigues, o diretor do CEERJ, Alexandre Pereira, e o diretor da Rádio Rio de Janeiro, Roberto Vitorino, acompanhado de diversos diretores da emissora.

Iraci ressaltou que não se tratava de um aniversário comum, pois este é um ano especialmente marcante. Uma década de trabalho ininterrupto, produtivo mesmo, incansável, com atividades todos os dias.

Continuou dizendo que as comemorações iniciadas naquele momento vão durar o ano inteiro, ano que o "jovial Divaldo Franco" completará 90 anos. Uma celebração de sua vida, de seu trabalho. Iraci também expressou sua gratidão à Joanna de Ângelis, "presença incansável, com carinho e amor sempre orientando, com muita firmeza dando direcionamento a todo o trabalho desenvolvido pela casa". Não faltaram em nenhum momento os conselhos do amigo querido de longa data que se mostrou sempre fiel e solidário ao trabalho do CEJA-Barra.

Citando palavras de Joanna, Iraci explicou que apenas após os 10 primeiros anos são vividos com abnegação. Porque até 10 anos de atividade de uma casa espírita pode-se considerar apenas um trabalho de entusiasmo. Mas quem já é fiel em 10 anos de lutas pode receber uma promoção de responsabilidade. O que significa que a Casa alcançou sua maturidade espiritual, o que não representa motivo de orgulho mas razão que duplica a responsabilidade. E enumerou as várias atividades do CEJA: 250 palestras públicas e aproximadamente 50 turmas de cursos doutrinários, evangelização, cursos profissionalizantes mantidos regularmente, todos os anos. Enumerou ainda outros trabalhos como a produção do programa Plenitude, que vai ao ar às 2as feiras às 16h na rádio Rio de Janeiro e do programa Superando Desafios na Espiritismo.net às 3as feiras às 17h30.

E enumerou os trabalhos voluntários da casa: acolhida e orientação aos irmãos moradores de rua nas comunidades da Barra e adjacências. Assistência em várias frentes, assistência médica a quase 600 famílias, bazar na comunidade Tijuquinha, dentre outras atividades. "Estão convidados os trabalhadores de boa vontade, a se juntarem a nós".

E citou Dr. Bezerra:

Juntos somos mais fortes. Sozinhos somos apenas ponto de vista.

Iraci apresentou uma breve biografia de Divaldo, que impressiona, incluindo a diversificada divulgação da doutrina, atividades da Mansão do Caminho.
Um exemplo vivo de disciplina e dedicação a ser seguido por todos nós. Agradeceu a presença constante dele na casa. Assim como Joana de Angelis.

Divaldo Franco iniciou sua conferência com importantes informações a respeito das inteligências e da ciência, informando que a última década do século passado foi a década do cérebro com a decodificação do genoma humano.

Prosseguiu citando Danah Zohar, psicóloga, grande pesquisadora na área da física quântica a quem conheceu pessoalmente.

Divaldo fez um apelo, em dias de conversa e relacionamentos via smartphones: "Voltemos a aprender a conversar. Sem WhatsApp, sem distância e isolamento. O amor exige convivência e os parceiros não sabem mais conversar. Perdemos a faculdade de amar. É através dela que somos conquistados. Esquecemos do nosso caminho, nossos ideais." É preciso recuperar.

O Semeador de Estrelas enfatizou para que não estejamos armados uns contra os outros, mas estejamos amados uns pelos outros. Se alguém não corresponde ao nosso amor, o problema é dele. Devemos ter a autoconsciência e autoconfiança no Amor de Deus em nós.

Por fim, Divaldo estimulou os trabalhadores da casa: ao evocarmos o decenário desta casa sob a mediunidade da nossa querida Iraci, nós vimos o interesse que o mundo espiritual tem de nos despertar para uma vida feliz; ao invés de falarmos tanto em crise, sejamos nós aqueles que procedemos bem; sejamos aqueles que não têm crises existenciais, e se houver nós temos um instrumental maravilhoso: a oração. Quando oramos, elevamo-nos a Deus. O serviço de amor, de caridade o trabalho fraternal junto ao nosso próximo, a necessidade que temos de fazer um mundo melhor do que aquele que encontramos ou do que esse que estamos vivendo. Que nós tenhamos a felicidade mais elevada de amar e de ajudar alguém.

Após a palestra, Divaldo autografou seus livros. Na saída, várias pessoas sentiam-se leves, comentando com animação o que acabaram de ouvir e trazendo em seus corações o chamamento final: "Faça a outrem o que você deseja que façam a você. E nunca lhe faltará a presença de Deus".

Texto: Maria Claudia Rodrigues
Fotos: Luismar Ornelas de Lima e Isabela Spranger

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL


DIVALDO FRANCO - 10º ANIVERSARIO del CEJA BARRA - Rio de Janeiro, Brasil.

Una platea compuesta por aproximadamente 1300 personas estuvo presente por la tarde-noche del día 29 de enero de 2017, para escuchar al co-fundador del CEJA-Barra, DIVALDO FRANCO, en una conferencia conmemorativa del 10º aniversario de la Institución.
Antes de dirigirse al salón auditorio, totalmente lleno, una sorpresa estaba reservada al querido disertante: un panel en tamaño casi natural, a la entrada de la librería del CEJA, tenía una fotografía y contaba algo de sus grandes realizaciones en el área de la asistencia social y en la siembra espírita. Un homenaje desbordante de amor y gratitud, al Amigo de todas las horas y, a la vez, inspiración para todos nosotros.
Ya en el auditorio, y luego de que la presidente del CEJA-Barra, Iraci Campos Noronha, convocara al escenario a: Ceres Muhare, Vicepresidente; Giseli Soares, Directora financiera; y Denise Reis, Directora Administrativa, fue la ocasión para llamar a Divaldo Franco.
Iraci dio la bienvenida a los presentes y a los internautas conectados en la TV FEB, canal 14. Entre los invitados, estaban presentes: la Directora de la FEB, Regina Lucia Rodrigues; el Director del CEERJ, Alexandre Pereira y el Director de la Radio Rio de Janeiro, Roberto Vitorino, acompañado de diversos directores de la emisora. Iraci destacó que no se trataba de un aniversario común, pues este es un año especialmente significativo: Una década de trabajo ininterrumpido, productivo además, incansable, con actividades todos los días. Continuó expresando que las conmemoraciones que comenzaban en aquel momento, iban a extenderse durante todo el año, el año en que el jovial Divaldo Franco cumplirá 90 años. Una celebración de su vida, de su trabajo. Iraci también expresó su gratitud a Joanna de Ângelis, presencia infatigable, con cariño y amor, siempre orientando con mucha firmeza, dando orientación a todo el trabajo desarrollado por la casa. No han faltado en ningún momento, los consejos del amigo querido desde larga data, que se mostró siempre fiel y solidario con el trabajo del CEJA-Barra.

Citando palabras de Joanna, Iraci explicó que sólo después de que los 10 primeros años son vividos con abnegación -porque hasta que se cumplan los primeros 10 años de actividad de una casa espírita, se puede considerar que se trata de un trabajo de entusiasmo-, pero, quien ya es fiel durante 10 años de luchas, puede recibir una promoción de responsabilidad. Eso significa que la Casa alcanzó su madurez espiritual, lo que no representa un motivo de orgullo sino una razón que duplica la responsabilidad. Enumeró, seguidamente, las diversas actividades del CEJA: 250 conferencias públicas y aproximadamente 50 grupos de cursos doctrinarios, evangelización, cursos de profesionalidad mantenidos regularmente, todos los años. Enumeró, además, otras tareas, tales como la producción del programa Plenitud, que sale al aire los días lunes a las 16:00 en la radio Rio de Janeiro, y del programa Superando Desafíos en la emisora Espiritismo.net los días martes a las 17:30. Enumeró, también, las actividades voluntarias de la Casa: recepción y orientación a los hermanos que viven en la calle, en las comunidades de la Barra y sus adyacencias. Asistencia en diversos frentes:
atención médica a casi 600 familias, bazar en la comunidad Tijuquinha, entre otras actividades. Están invitados los trabajadores de buena voluntad, a sumarse a nosotros. Y citó al Dr. Bezerra: Juntos somos más fuertes. Solos somos nada más que un punto de vista.

Iraci expuso una breve biografía de Divaldo, que impresiona, incluyendo los diversos modos de divulgación de la Doctrina y actividades de la Mansión del Camino, un ejemplo viviente de disciplina y dedicación, que merece ser imitado por todos nosotros. Agradeció la presencia constante de él en la Casa, al igual que la de Joanna de Ângelis.
Divaldo Franco iniciou su conferencia con importantes informaciones acerca de las inteligencias y de la ciencia, e informó también que la última década del siglo pasado fue la década del cerebro, con la decodificación del genoma humano. Continuó citando a Danah Zohar, psicóloga, una gran investigadora en la rama de la física cuántica, a quien conoció personalmente. Divaldo convocó a que, en estos días de conversación y relaciones a través de smartphones: ...Volvamos a
aprender a conversar. Sin WhatsApp, sin distancia ni aislamiento. El amor exige convivencia y la pareja ya no sabe conversar. Perdemos la facultad de amar. Es a través de ella que somos conquistados. Hemos olvidado cuál es nuestro camino, nuestros ideales, a los que nos es necesario recuperar.

El Sembrador de Estrellas puso énfasis en que no estemos armados los unos contra los otros, sino en que nos amemos los unos a los otros. Si alguien no correspondiera a nuestro amor, el problema es de él. Debemos tener autoconciencia y autoconfianza en el Amor de Dios hacia nosotros. Por último, Divaldo estimuló a los trabajadores de la Casa: a que evocáramos la década cumplida por esta Casa, con la mediumnidad de nuestra querida Iraci. Hemos visto el interés que el Mundo Espiritual tiene para que despertemos a una vida feliz, en lugar de que hablemos tanto acerca de una crisis. Seamos nosotros quienes procedamos bien; seamos quienes no tenemos crisis existenciales; y si las hubiera, contamos con un instrumento maravilloso: la oración. Cuando oramos, nos elevamos a Dios. El servicio de amor, de caridad; el trabajo fraternal dirigido a nuestro prójimo, la necesidad que tenemos de edificar un mundo mejor que el que encontramos, o que en el que estamos viviendo. Que tengamos la felicidad más elevada: amar y ayudar a alguien.
Después de la conferencia, Divaldo autografió sus libros. Al retirarse, varias personas se sentían livianas, y comentaban con animación lo que acababan de escuchar, mientras llevaban en sus corazones la convocatoria final: Haga a los demás lo que desea que le hagan a usted, y nunca le faltará la presencia de Dios.

Texto: Maria Claudia Rodrigues
Fotos: Luismar Ornelas de Lima e
Isabela Spranger

(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco Movimento Você e a Paz. Salvador, BA

Salvador, 14 de dezembro de 2016
Texto e fotos: Paulo Salerno
No Dique do Tororó tudo estava preparado. Iluminação, palco, as águas engalanadas por luzes multicores. O conjunto emprestava sua beleza para compor uma harmonia ímpar. Respirava-se paz. Com o público chegando e se acomodando no gramado, o Coral Encontro de Luz, da Federação Espírita do Estado da Bahia, regido pelo Maestro Milton Cezar, foi dando o tom para a noite que começava a se fazer presente, preparando corações e mentes. Carla Vizi e Rudinei Monteiro, formando bela dupla, com belas interpretações, arrancaram muitos aplausos do público participativo, assim como o Coral.
Os pronunciamentos aguardados foram iniciados por Ruth Brasil Mesquita que teceu comentários sobre o livro Eu Posso Falar, de Manuel David Coudris, destacando a vida inteligente e sensível existente ainda no ventre materno. Nesse caso específico, registrando os diálogos entre filho e mãe. Uma experiência excepcional e extraordinária vivida pela gestante, a sensitiva Mirabelle Coudris e seu filho não nascido, registradas durante a meditação na primavera de 1984, na Áustria. As informações daí advindas tiveram comprovações posteriores com o emprego de métodos sofisticados. Destacou a oradora eloquente que a vida deve ser preservada, e todos os que preservam a vida já se encontram em condições pacíficas, possuidoras de paz íntima. Ruth deixou sua mensagem em favor da vida, repudiando o aborto criminoso, assassinando no ventre materno aquele ser que não pode se defender.
Marcel Mariano sublinhou que os indivíduos da atualidade brasileira, em sua esmagadora maioria, percebem que o crime e os criminosos estão banalizados. Já não se surpreendem, ou se escandalizam, ante os crimes hediondos e bárbaros, numa clara demonstração de que os corações se encontram petrificados, agressivos. Não basta endurecer as leis, é necessário reestruturação do sistema prisional, humanizando as condições carcerárias, trabalhar as causas geradoras dos crimes, da violência. Levar em conta que o criminoso, o violento é um doente social. Toda uma assistência, por profissionais habilitados e capacitados, deve ser disponibilizada para auxiliar na recuperação dos violentos e criminosos. A educação, outro pilar que deve dar sustentação na construção de uma família, de uma sociedade pacífica, deve ser desde já planejada e posta em execução, oferecendo para as gerações futuras as condições para uma vida de paz e harmonia.
João Araújo, mestre-de-cerimônias, fazendo uma homenagem a Nilson de Souza Pereira, pacifista e pacificador por excelência, leu o Poema A Dádiva, do escritor libanês Gibran Khalil Gibran (1883 – 1931), que entre outros versos, destacamos: Há os que dão pouco do muito que possuem, e fazem-no para serem elogiados, e seu desejo secreto desvaloriza suas dádivas. Há os que pouco têm e dão-nos inteiramente. Esses confiam na vida e na generosidade da vida e seus cofres nunca se esvaziam. Há os que dão com alegria e essa alegria é sua recompensa. Há os que dão com pena, e essa pena é seu batismo. E há os que dão sem sentir pena, nem buscar alegria e sem pensar na virtude. Dão, como num vale o mirto espalha sua fragrância no espaço. Pelas mãos de tais pessoas Deus fala; e através de seus olhos Ele sorri para o mundo.
O idealizador do Movimento Você e a Paz, desencadeado em 1998, Divaldo Pereira Franco vem se destacando e sendo reconhecido como um verdadeiro pacifista, pacificado e pacificador. Seu pronunciamento foi um verdadeiro alerta, destacando, no caso abordado, o uso de drogas, que degrada o ser humano, desestrutura a família, corrompe a sociedade, destrói vidas, gerando de continuum, violência crescente. A história real, acontecida em Nova Iorque, EUA, espelha com cruel realidade a experiência de inúmeras famílias. O pai, por injunções econômicas e sociais, tanto quanto a mãe, não possuem tempo para seus filhos, para atender as suas necessidades afetivas, que imaginam suprir dando coisas. Raríssimamente dão-se aos filhos.
O jovem adolescente em tela, na ânsia de saciar suas necessidades afetivas, busca nas drogas o amor que não lhe alcança. Se utilizando de mentiras e estratagemas, vai se perdendo no labirinto diabólico e perverso da drogadição e todos os componentes que formam esse séquito de horrores. Em uma discussão doméstica, filho e mãe vivem um dilema profundo, o pai intervém, e sentindo-se ameaçado por uma faca, atira no filho, matando-o.
Em seu julgamento, por júri popular, o pai é absolvido. Tem a liberdade, porém, a consciência é um juiz implacável que não dá tréguas. O pai atormentava-se perguntando para si e para quem pudesse ajudá-lo a encontrar uma resposta, uma razão, para aqueles fatos envolvendo sua família. Como o pai havia concedido uma entrevista, e que foi publicada, Divaldo sentiu a necessidade de lhe escrever. Na missiva, afirmava que palidamente compreendia. Observou que na entrevista não havia falado sobre religião com o filho, a presença de Deus na vida de cada um, que havia dado tudo o que o jovem necessitava. Orientava para que agisse diferente com o segundo filho, que desse menos coisas e doasse-se mais, que estivesse mais presente, que oferecesse assistência amorosa, segurança doméstica, exemplos de dignidade. Junto à carta, Divaldo enviou O Livro dos Espíritos. A carta jamais foi respondida.
No ano de 2000, a UNESCO diagnosticou que a guerra no mundo começa em cada indivíduo, e que a violência é uma doença social que começa no Espírito, segundo a Organização Mundial de Saúde. Neste mesmo ano, entre os dias 28 e 31 de agosto, em Nova Iorque, EUA, aconteceu o Primeiro Encontro Mundial de Líderes Religiosos, promovido pela Organização das Nações Unidas. Participaram representantes de 140 países e de 120 religiões, as mais diversas, desde as indígenas. As propostas ali estabelecidas deveriam ser analisadas após o transcurso de 20 anos. Estabeleceram seis regras para que fossem evitadas as guerras, como segue:
1º - Seja pacífico; 2º - Mantenha a ordem; 3º - Procure sempre fazer o melhor ao seu alcance; 4º - Ame a natureza; 5º - Ouça o outro para compreender; e 6º - Redescubra a solidariedade. O emérito educador e orador espírita concitou a que cada um fosse mais mediador; a ser ponte, construindo soluções; a sentir prazer em servir; a doar; a construir o futuro através de famílias equilibradas; a sensibilizar corações em conflito; a ser mais compassivo, convidando a que cada indivíduo seja mais feliz, abrindo o coração à paz. A oração é poderosa impulsora da transformação moral, preparando os dias felizes do porvir. Jesus é a figura máxima do amor e da paz. Quem Lhe segue o exemplo, procede bem, age corretamente, sabe amar, desenvolve o sentimento da gratidão, tanto à vida, quanto a Deus.
Com o Poema da Gratidão, de Amélia Rodrigues, o extraordinário evento foi encerrado. Ato contínuo, foi cantada a canção Paz pela Paz, de Nando Cordel. O público, entusiasmado e imbuído de sentimento pacifista entoou junto, aplaudindo, abraçando-se, enquanto fogos de artifício eram lançados ao alto, saudando antecipadamente a celebração da paz mundial, que se avizinha. O público, como nos eventos precedentes, além dos presentes, foi formado pelos moradores da vizinhança, que de seus prédios, participavam ativamente.

Abraços, Jorge Moehlecke
 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco Centro Espírita Caminho da Redenção. Salvador, BA

13 de dezembro de 2016
Texto e fotos: Paulo Salerno
No final da tarde do dia 13 de dezembro, às 17h00min, foi inaugurado um presépio com a presença de alunos da Creche A Manjedoura e do Jardim de Infância Esperança. O presépio visa oportunizar aos alunos, desde cedo, o significado do nascimento do Cristo, desvinculando-o das comemorações de caráter eminentemente natalino, cuja figura maior é o mito do Papai Noel. Empolgada, a meninada cantou, aplaudiu e respondeu perguntas, tanto quanto exteriorizaram seus desejos e pedidos ao Menino Jesus, através de uma oração ali formulada.
Às 20h00min Divaldo Franco iniciou a sua atividade doutrinária no Centro Espírita Caminho da Redenção, reflexionando sobre o natal de Jesus, confabulando sobre a paz, dizendo que ela é urgente e é para a vida. Todos desejam a paz, porém, é de importância fundamental que cada indivíduo se conscientize sobre essa necessidade premente.
O Centro Espírita Caminho da Redenção está estruturado em treze departamentos, atendendo diversos e múltiplos encaminhamentos através de dedicados voluntários e funcionários. Com atividades incessantes, requer assistência perseverante, recursos de ordem financeira e humana, prestando um serviço de alta e relevante qualidade.
Como o período natalino suscita solidariedade, perdão, caridade, benevolência, desprendimento, Divaldo Franco, orador de escol e lúcido servidor do Cristo, narrou emocionante história de uma mãe, seu trabalho e amor dedicado ao filho. É uma história real, vivida no Bairro do Uruguai, em Salvador/BA, há alguns anos. Essa experiência fez com que Divaldo fosse grandemente influenciado sobre o sentido de gratidão e ingratidão, de lealdade e traição, de perdão, de amor e de indiferença, de humildade e de orgulho.
Era uma área alagadiça, um pântano transformado em depósito de lixo. A necessidade foi obrigando as pessoas a construírem seus casebres, de pau a pique, no estilo palafitas e com ligações entre os casebres através de rústicas e precárias passarelas pênsil. Divaldo e Nilson visitavam constantemente o local, inclusive lá pernoitando, atendendo os miseráveis, notadamente aqueles que se encontravam em processo de desencarnação, com a morte do corpo físico. Tinham no local uma daquelas precárias palafitas para acolher e recolher doentes abandonados, quase sempre próximos à morte do corpo físico, os moribundos, que eram assistidos pelos dois até a consumação da vida orgânica.
Houve um tempo em que ali, mães vendiam suas filhas em troca de um litro de cachaça. Divaldo teve a oportunidade de resgatar uma menina que estava sendo “comercializada”, levando-a para a Mansão do Caminho, conseguindo com a Justiça a guarda daquele pobre criatura.
Em uma dessas noites em que velavam pelos moribundos, Divaldo recebeu um chamado para atender a uma senhora que estava morrendo, ali perto. Tratava-se de uma lavadeira e vendedora de acarajé. Desejava conversar, confiando um segredo. Com dificuldades para falar, debilitada pela pneumonia, disse que tinha um filho que muito amava e que se mostrou dotado de grande inteligência. Com dificuldades e grandes sacrifícios a mãe extremosa, com seu trabalho árduo, conseguiu com que o menino estudasse e pudesse alcançar seu sonho, tornar-se médico.
Brilhante nos estudos, o rapaz passou a cursar a faculdade de medicina. A mãe, sempre trabalhando, e desdobrando-se em atividades extras, dava condições financeiras para que seu filho pudesse estudar e concretizar o sonho acalentado. Intercedia por ele. Identificava-se como madrinha de batismo, para não ferir o filho, diminuindo-lhe a importância, pois que era analfabeta e extremamente pobre. Conhecendo, casualmente, um professor da faculdade, solicitou a esse que o auxiliasse, empregando o filho em seu consultório. O estudante era conhecido no meio acadêmico como “a mosca no leite”. O apelido lhe foi atribuído por se vestir sempre de branco, contrastando com a sua pele negra. Aplicado, aluno brilhante, logo granjeou a confiança do professor, passando a privar com a família. Enamorou-se pela filha do professor. Estava por casar-se, logo após a formatura.
Antes da formatura a mãe preparou-se, comprando fino anel de formatura para o filho amado, comprou vestido, sapatos, enfim, procurou estar a altura da importância do evento de colação de grau. Nos dias próximos que antecederiam a formatura, o filho foi retirando seus pertences do barraco, e na véspera, em conversa com a mãe, disse-lhe, que ela não precisaria ir a sua formatura e que a noiva lhe acompanharia. A mãe amorosa disse, então, que realmente se sentia aliviada pelo filho tê-la dispensado. Seu coração apertava dolorosamente.
Antes de sair deu ao filho a caixa forrada de belo veludo onde estava formoso e caro anel de formatura. Agradecido, o filho disse-lhe que se necessitasse de cuidados médicos, não o procurasse em seu consultório, que lhe telefonasse utilizando o número que lhe dera em um papel e ele mandaria um colega cuidar dela, pois que ali não mais voltaria.
A mãe, moribunda e cada vez mais debilitada, com esforço dizia à Divaldo que se sentia triste, porém o sonho acalentado de ver o filho formado dava-lhe alegria. Solicitou que Divaldo guardasse um baú onde ela depositava os recortes de jornal com as notícias sobre o filho. Justificou o pedido por que tinha a certeza que o filho procuraria Divaldo ao saber que ela havia morrido. Pela alva a mãe expirou. Divaldo e Nilson providenciaram o enterro do corpo, recolheram o baú e colocaram fogo no casebre, como medida profilática.
Decorrido alguns dias, no Centro Espírita, Divaldo foi procurado por um elegante homem. Pelas fotos daqueles recortes identificou-o. Constrangido, e sem declarar quem era, disse que havia interesse em saber como havia morrido aquela senhora e o que ela lhe contara, se tinha queixas, guardado mágoas, rancores. Divaldo disse que era assunto reservado e que não comentaria com um estranho, a não ser que fosse familiar, embora tenha dito que era afilhado da morta. Constrangido o senhor ausentou-se.
Dias mais tarde voltou a visitar o Centro Espírita. Na conversa com Divaldo, profundamente cauteloso, foi abrindo-se, ao ponto de se declarar como filho. Divaldo, então, disse-lhe que aquela mãe dedicada e amorosa não havia guardado nenhum rancor, embora sentisse tristeza, pois que amava o filho imensamente, sacrificando-se em favor do filho que desejava fosse vitorioso. O filho demonstrava sentir remorso pelo tratamento que havia dispensado à mãe. Queria confessar-se, aliviar o conflito, o remorso, pois que reconhecia o equívoco. Havia nele o sentimento de arrependimento. Divaldo orientou-o a renascer, recomeçando a vida. Reparando o mal, praticando o bem, dedicando-se aos necessitados.
Continuando, Divaldo ensinou que todos necessitam de ternura, de carinho, de solicitude, como um pai, ou mãe fazem aos filhos e vice-versa. Amar-se mutuamente, independente de condicionamentos, pois que as consequências do desamor são implacáveis. Na solidão da jornada de cada um, há que se fazer algo de bom aos outros. As construções físicas não são importantes, mas as necessidades do Espírito devem ser atendidas pelos corações generosos, seja através de um pedaço de pão, de um acolhimento, de um aperto de mão, de um abraço que possa transparecer ao assistido a disposição de estar junto, doando-se, demonstrando que ele é importante na vida e para a vida. A maior caridade, ensinou Divaldo, não é dar coisas, é dar-se, dando suas energias, o seu tempo, sentindo-se honrado em servir.
Finalizando, disse que deseja que a mansão do Caminho seja um lar de amor, que todos fossem trabalhadores de Jesus em qualquer lugar. O lema deve ser solidariedade. Exortou para que cada um, neste natal, eleja Jesus Cristo como o único homenageado.
Abraço, Jorge Moehlecke