quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Registro. Divaldo Franco-Seminário em Araras, SP

20 de novembro de 2016

“A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não da situação material em que ele vive”. Allan Kardec 
Foi na Sede Social do Clube da Saudade na cidade de Araras – SP, que o Presidente Voluntário da Clínica Sayão, Sr. Ismael Biaggi, escolheu para receber Divaldo Franco e a um público de 1.400 pessoas para participar do seminário de quase 3 (três) horas sobre o tema “A Felicidade é Possível”.
Assumindo a tribuna Divaldo cita o pensamento humanista: “As pessoas foram criadas para serem amadas e as coisas foram feitas para serem usadas. A razão pela qual o mundo está um caos é porque as coisas estão sendo amadas e pessoas estão sendo usadas”.
Em seguida Divaldo Franco cita o pensamento do psicólogo existencialista norte americano Rollo Reece May, (1909 —1994) que afirma ter a sociedade elegida como parâmetros para a felicidade:
Individualismo: Doutrina moral  e social cujo conceito é o de valoriza a autonomia individual na busca da liberdade e satisfação das inclinações naturais e que se traduz na liberdade do indivíduo frente a um grupo, à sociedade ou às pessoas
Sexualismo: Comportamento ligado à sociedade mercantilista e consumista, na qual o ato sexual é priorizado e banalizado, desvirtuando sua razão natural.
Consumismo. Compulsão e modo de vida que leva o indivíduo a consumir de forma ilimitada bens, mercadorias e/ou serviços, em geral supérfluos, em razão do seu significado simbólico (prazer, sucesso, felicidade).
O Individualismo produz como uma das consequências o medo de amar uma vez que AMAR significa “aprisionar-se” conflitando com o conceito individualista de liberdade, mas que na realidade não passa de libertinagem.
Para melhor ilustrar o pensamento Divaldo Franco recorre à obra do escritor norte-americano Arthur Miller chamada “A Morte do Caixeiro Viajante” .
Nessa obra – uma crítica aos valores materialistas - o autor narra a história de Willy Loman um caixeiro-viajante, pai de família, que busca realizar o caminho percorrido por várias pessoas que, começando do nada, lograram obter riqueza, destaque social, fama, poder.
O sonho (ilusão) do personagem transforma-se em pesadelo, quando sua estratégia falha – após anos de muito sucesso – e ele se vê (na meia idade) fracassado e desempregado. Outro fator a angustiar o protagonista da história é o fato de que  seu fracasso não mais lhe permitirá dar aos seus filhos um futuro promissor como ele havia planejado.
Com sentimento de culpa, pelo destino de seus filhos e pela situação econômica em que vive, Willy busca o suicídio como meio de sua “purificação”.
Dando uma ligeira pausa para que os presentes assimilassem o impacto da narrativa, Divaldo retorna resumindo as conclusões.
O individualismo e seus comparsas – o egoísmo, a indiferença, a ausência dos sentimentos nobres da amizade e do amor – geram as tragédias humanas e sociais dos dias atuais.
Em seguida Divaldo formula uma questão: Quando foi que a criatura humana começou a pensar? E para respondê-la Divaldo recorre ao psicólogo norte-americano John Broadus Watson (1878 —1958) pesquisador do comportamento humano com ênfase nos fatos objetivos (estímulos e reações) que apresenta o processo antropo-psicológico da criatura humana que inicia sua viagem com a manifestação do Instinto desdobrado em suas 3(três) abrangências: O Instinto de Reprodução; O instinto de Alimentação e o instinto de Repouso.
Logo mais o homem primitivo passa a observar as forças da Natureza agindo à sua volta, e desenvolve sua primeira emoção: O Medo que o capacita fisiologicamente para enfrentar ou fugir das situações perigosas.
A partir do medo surgem, então, a ira, a cólera, o ódio e o desejo de vingança.
O Doutor e professor Emilio Mira y Lopez (1896-1964) apresenta-nos o desenvolvimento do pensamento humano:
Pensamento Arcaico Fase na qual a criatura foca suas prioridades nas suas necessidades básicas (alimento, abrigo e reprodução).
Pensamento Egocêntrico Onde prevalece a individualização e onde tudo é meu e tudo que me pertence é melhor mais bonito, mais importante.
Pensamento Racional  Fase na qual se busca o apoio da convivência gregária (em grupo)
Pensamento Cósmico Fase na qual prevalecem os sentimentos nobres que culminaram no desenvolvimento do sentimento sublime do amor.
Amar, então, é uma meta que devemos perseguir em nossa existência.
Com o objetivo de ilustrar a solidariedade como caminho que nos leva ao amor, Divaldo nos narra a história do médico e escritor escocês Archibald Joseph Cronin (1896 —1981) conhecida como o Anjo da Noite.
Vítima do cansaço e esgotamento físico uma jovem enfermeira acaba dormindo no seu posto e em decorrência uma criança sob seus cuidados acaba morrendo.
O médico expulsa-a do hospital e ameaça denunciá-la, o que acaba não fazendo.
Anos mais tarde, agora, lendo o jornal londrino ele toma conhecimento de uma senhora conhecida pela abnegação e sacrifício que dedica aos órfãos da guerra de uma pequena cidade. Seu empenho é tão grande que ela jamais dormia cuidando das crianças traumatizadas e doentes.
Ela dedica ao médico que lhe havia perdoado a negligência do passado todo reconhecimento e amor pela nova oportunidade.
Após o intervalo Divaldo retoma ao tema do seminário, abordando as narrativas da escritora norte-americana Ruth Stout (1884 – 1980) que relata suas próprias experiências existenciais buscando auxiliar os jovens na busca de um propósito na vida  e aborda a lição inesquecível que recebeu na infância sobre as 2 (duas) janelas existentes na vida de todos nós, aquela que se abre para a tristeza e o sofrimento e uma outra que nos permite identificar  a alegria e a beleza da vida.
Com essa história tocante Divaldo deixa claro que diante das experiências de aflição, dor e sofrimento devemos nos lembrar de que há uma outra janela – a da alegria – que devemos buscar.
Mas a recíproca é também verdadeira e assim, todas as vezes que estivermos debruçados sobre a janela da alegria, devemos nos recordar que muitos de nossos irmãos encontram-se no sofrimento e tristeza e nos cabendo o dever de nos  deslocar na direção deles para lhes oferecer a nossa solidariedade e o nosso carinho.
Com a emoção dominando os corações dos atentos ouvintes, Divaldo inicia a abordagem sobre o real sentido da vida enfatizando a felicidade citando o pensamento de Vicente de Carvalho: “A felicidade está onde nós a pomos, mas nós nunca a pomos onde nós estamos”.
A psicóloga e antropóloga norte-americana Susan Andrews em o livro “A Ciência de Ser Feliz”define a felicidade como sendo a combinação entre o grau e a frequência das emoções positivas, o nível médio de satisfação que a criatura obtém durante um longo período e a ausência de sentimentos negativos (tristeza, mágoa, ressentimento e raiva).
A tristeza somatiza-se em Angústia. A angústia leva à Perda do Sentido existencial, que por sua vez gera a Perda de Afetividade que vai levar à Depressão.
A depressão gera o Vazio Existencial que leva, por final, ao desejo de morrer.
Não se trata de que desejamos a morte. Na realidade aspiramos a “libertação” da terrível Angústia e do Nada Interior.
Os modernos psiquiatras e psicólogos indicam a AÇÃO para evitar a tristeza e a angústia, evitando a mente vazia, mediante atividade física.
Evite o ressentimento mediante a aplicação do perdão àqueles que nos infelicitaram.
A seguir Divaldo desmistifica as ilusões daquilo que consideramos Felicidade o chamado “canto das sereias”
A primeira grande ilusão: A felicidade é proporcionada pela riqueza material.
Divaldo desmitifica que o dinheiro proporciona felicidade utilizando indicadores estatísticos socioeconômicos americanos:
Entre as décadas de 1950 a 1990 o PIB – a soma de todas as riquezas da sociedade -  americano multiplicou-se três vezes, mas ocorre um suicídio a cada 15 minutos e vem crescendo à taxas de 2% ao ano. Sem mencionar as tentativas frustradas que ocorrem a cada dois minutos
A segunda grande ilusão é: A felicidade é proporcionada pela juventude.
A felicidade é de qualquer época e não fica limitada a uma faixa etária exclusiva e que jovem somos todos nós quando podemos olhar para trás sem constrangimentos de nosso passado por termos vividos retamente, pois quando temos algo de que nos envergonhamos, perdemos a juventude.
Como a visão na juventude é, invariavelmente, desvirtuada, pelos fatores peculiares dessa idade (a imaturidade psicológica, a facilidade de se deslumbrar) o sentido da vida mostra-se sob a aparência que não corresponde à realidade. Só, posteriormente, quando a maturidade oferecida pela velhice envolvem nossas emoções é que adquirimos o conhecimento real do sentido da vida.
Citando, ainda, a psicóloga Susan Andrews as pessoas em torno dos 50 anos são as que se consideram mais felizes.
A terceira ilusão: A Felicidade é proporcionada pelo sucesso.
Fosse isso verdade os artistas, esportistas, executivos e todos aqueles que obtiveram sucesso em suas trajetórias amados ou invejados pelas multidões não cometeriam suicídio.
Sucesso nos dá alegria pois nos proporciona o prazer por atender ao nosso narcisismo, mas deixa um tremendo vazio quando, um dia, se acaba nos envolvendo na solidão e no desenvolvimento do vazio existencial.
“O maior perigo para a maioria de nós não está em definir o nosso objetivo muito alto e ficarmos aquém, está na definição do nosso objetivo muito baixo, e alcançarmos a meta.”Citou Michelangelo Buonarroti.
A quarta grande ilusão: Felicidade é igual a prazer.
“A visão hedonista sobre a existência humana tem levado multidões às alucinações do prazer, numa interpretação totalmente equivocada sobre a realidade do ser”. Ensina-nos Joanna de Ângelis em o livro Triunfo Pessoal (LEAL)
O ser humano deve aprender a ser feliz de acordo com as circunstâncias, incorporando e vivendo a certeza da transitoriedade do seu corpo físico e da sua eternidade espiritual.
Concluindo o seminário Divaldo estendeu a todos o convite que lhe foi formulado por Joanna de Ângelis de que devemos abrir o carinho das nossas emoções e sentimentos ao nosso próximo buscando aqueles que são “invisíveis” na sociedade, os esquecidos e marginalizados, contribuindo para torná-los dignos e socialmente visíveis.
Nesse sentido, Divaldo narra suas experiências pessoais quando foi procurado por um espírito desencarnado pelo suicídio e que teve seus sofrimentos mitigados pelas preces que Divaldo havia feito por 10 anos em favor desse desconhecido e invisível a todos. Narrou-no, ainda que, convidado por Joanna de Ângelis, abraçou um simples garçom e ao estabelecer diálogo com ele, veio a descobrir que o abraço recebido o fez abandonar a decisão de cometer suicídio, posto que experimentava a injunção do câncer.
Emocionados – e felizes - lentamente todos foram se retirando com os ensinamentos de Jesus ainda repercutindo na acústica da alma, convidando-nos a todos a sermos felizes, sendo instrumento da felicidade.
Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL


DIVALDO FRANCO - SEMINARIO EN ARARAS EL 20 DE NOVIEMBRE DE 2016.

    La felicidad depende de las cualidades inherentes al individuo y no de la situación material en que él vive. Allan Kardec 
    La sede social del Clube da Saudade en la ciudad de Araras, San Pablo, fue elegida por el Presidente Voluntario de la Clínica Sayão, Sr. Ismael Biaggi, para recibir a Divaldo Franco y a un público compuesto por 1.400 personas, para que participaran del seminario de casi 3 (tres) horas de duración, sobre el tema La felicidad es posible.
    Instalado en la tribuna, Divaldo cita el pensamiento humanista: Las personas fueron creadas para ser amadas, y las cosas fueron hechas para que sean usadas. La razón por la cual el mundo está en un caos, es porque las cosas están siendo amadas, y las personas están siendo usadas.
    A continuación, Divaldo Franco cita el pensamiento del psicólogo existencialista norteamericano Rollo Reece May (1909-1994), quien afirma que la sociedad ha elegido como parámetros para la felicidad, los siguientes:
Individualismo: Doctrina moral  y social cuyo concepto valoriza la autonomía individual, en busca de la libertad y la satisfacción de las tendencias naturales, que se traduce en la libertad del individuo frente a un grupo, a la sociedad o a otras personas.
Sexualismo: Comportamiento vinculado a la sociedad mercantilista y consumista, en el cual el acto sexual es priorizado y banalizado, desvirtuando su motivación natural.
Consumismo. Compulsión y modo de vida que conduce al individuo a que consuma bienes, mercaderías y/o servicios en forma ilimitada -en general superfluos- según su significado simbólico (placer, éxito, felicidad).
    El individualismo produce -como una de sus consecuencias- el miedo de amar, dado que AMAR significa convertirse en prisionero, en oposición al concepto individualista de libertad, que en la realidad no es otra cosa que libertinaje.
    Para mejor ilustrar ese pensamiento, Divaldo Franco recurre a la obra del escritor norteamericano Arthur Miller, denominada La muerte de un viajante.
    En esa obra –una crítica a los valores materialistas- el autor narra la historia de Willy Loman, un empleado de comercio, viajante, padre de familia, que intenta realizar el camino recorrido por algunas personas que, comenzando de la nada, lograron obtener riqueza, destaque social, fama, poder.
    El sueño (la ilusión) del personaje se transforma en una pesadilla, cuando su estrategia fracasa –al cabo de varios años de mucho éxito– y él se ve con mediana edad, fracasado y desempleado. Otro factor que angustia al protagonista de la historia, es el hecho de que su fracaso no le permitirá dar a sus hijos un futuro promisorio, como él había planeado.
    Con sentimiento de culpa, por el destino de sus hijos y por la situación económica en que vive, Willy busca el suicidio como un medio para su purificación.
    Luego de una breve pausa para que los presentes asimilaran el impacto producido por la narración, Divaldo retorna y resume las conclusiones.
    El individualismo y sus secuaces –el egoísmo, la indiferencia, la ausencia de los sentimientos dignos, como la amistad y el amor– generan las tragedias humanas y sociales de estos días.
    A continuación, Divaldo plantea una pregunta: ¿Cuándo fue que la criatura humana comenzó a pensar? Para responderla, Divaldo recurre al psicólogo norteamericano John Broadus Watson (1878-1958), investigador de la conducta humana, con énfasis en las fases objetivas (estímulos y reacciones) que presenta el proceso antropopsicológico de la criatura humana, que inicia su viaje con la manifestación del instinto, desdoblado en sus tres aspectos: El instinto de reproducción; el instinto de alimentación y el instinto de reposo.
    Seguidamente, el hombre primitivo comienza a observar las potencias de la Naturaleza, que se manifiestan alrededor suyo, y desarrolla su primera emoción: el miedo, que lo capacita fisiológicamente para enfrentar o huir de las situaciones peligrosas.
    A partir del miedo surgen, entonces, la ira, la cólera, el odio y el deseo de venganza.
    El Doctor y profesor Emilio Mira y Lopez (1896-1964) nos presenta el desarrollo del pensamiento humano:
Pensamiento Arcaico: fase en la cual la criatura enfoca sus prioridades en sus necesidades básicas (alimento, abrigo y reproducción).
Pensamiento Egocéntrico: Donde prevalece la individuación, y todo lo que es mío y todo lo que me pertenece es mejor, más bonito, más importante.
Pensamiento Racional:  Fase en la cual se busca el apoyo de la convivencia gregaria (en grupo).
Pensamiento Cósmico: Fase en la cual prevalecen los sentimientos dignos, que culminarán en el desarrollo del sentimiento sublime del amor.
    Amar es, pues, una meta que debemos perseguir en nuestra existencia.
    Con el objetivo de ilustrar la solidaridad como un camino que nos conduce al amor, Divaldo nos relata la novela del médico y escritor escocés Archibald Joseph Cronin (1896-1981), conocida como el Ángel de la Noche.
    Víctima del cansancio y del agotamiento físico, una joven enfermera acaba por quedarse dormida en su puesto, y como consecuencia, una criatura que estaba a su cuidado, muere.
    El médico la expulsa del hospital y la amenaza con denunciarla, lo que finalmente no hace.
    Años más tarde, al leer el periódico londinense, toma conocimiento de la existencia -en una pequeña ciudad- de una señora que se destaca por la abnegación y el sacrificio, que dedica a los huérfanos de la guerra de una pequeña ciudad. Su empeño era tan grande que ella jamás dormía, mientras tenía a su cuidado niños traumatizados y enfermos.
    Ella dedica, además, al médico que había perdonado su negligencia del pasado, pleno reconocimiento y amor, por la nueva oportunidad.
    Después del intervalo, Divaldo retoma el tema del seminario, y aborda las narraciones de la escritora norteamericana Ruth Stout (1884 – 1980), quien relata experiencias de su propia vida, al proponerse auxiliar a los jóvenes, en busca de un propósito para la existencia, y aborda una lección inolvidable que recibió en su infancia, relativa a las 2 (dos) ventanas que existen en la vida de todos: la que se abre hacia la tristeza y el sufrimiento, y otra, que nos permite identificar la alegría y la belleza de la vida.
    Con ese relato emocionante, Divaldo deja en claro que ante las experiencias afligentes, ante el dolor y el sufrimiento, debemos tener presente que hay otra ventana –la de la alegría– a la cual debemos buscar.
    Pero la acción recíproca es también valedera, y así, cada vez que estemos asomados a la ventana de la alegría, debemos recordar que muchos de nuestros hermanos se encuentran en medio del sufrimiento y de la tristeza, y que nos cabe el deber de acercarnos a ellos, para ofrecerles nuestra solidaridad y nuestro cariño.
    La emoción dominaba los corazones de los atentos oyentes, cuando Divaldo da comienzo al enfoque acerca del verdadero sentido de la vida, enfatizando la felicidad, y cita el pensamiento de Vicente de Carvalho: La felicidad está donde nosotros la ponemos, pero nunca la ponemos donde nosotros estamos.
    La psicóloga y antropóloga norteamericana Susan Andrews, en el libro La ciencia de ser feliz, define la felicidad como la combinación entre el grado y la frecuencia de las emociones positivas, el nivel medio de satisfacción que la criatura obtiene durante un largo período, y la ausencia de sentimientos negativos (tales como tristeza, angustia, resentimiento y rabia).
    La tristeza se somatiza en angustia. La angustia conduce a la pérdida del sentido existencial, que a su vez genera la pérdida de la afectividad, lo que conducirá a la depresión.
    La depresión genera el vacío existencial, que lleva, finalmente, al deseo de morir.
    No se trata de que deseemos la muerte. En realidad, aspiramos a la liberación de la terrible angustia y de la nada interior.
    Los modernos psiquiatras y psicólogos recomiendan la ACCIÓN para alejar la tristeza y la angustia, de modo de evitar la mente vacía, mediante la actividad física.
    Evitemos el resentimiento, mediante la aplicación del perdón a aquellos que nos ocasionaron desdicha.
    Seguidamente, Divaldo nos desengaña acerca de las ilusiones relativas a aquello que consideramos felicidad, o también denominado canto de las sirenas.
    La primera gran ilusión: La felicidad es proporcionada por la riqueza material..
    Divaldo nos desengaña en cuanto a la suposición de que el dinero proporciona felicidad. Aporta, seguidamente, resultados de estadísticas socioeconómicas norteamericanas, tales como las siguientes:
    Entre las décadas de 1950 y 1990, el PBI norteamericano –la suma de todas las riquezas de la sociedad - se multiplicó tres veces, pero se produce un suicidio cada 15 minutos, y van creciendo los porcentajes un 2% por año, sin mencionar los intentos frustrados que se producen cada 2 (dos) minutos.
    La segunda gran ilusión: La felicidad es proporcionada por la juventud.
    La felicidad es de todas las épocas, y no está limitada a una faja etaria exclusiva;  jóvenes somos todos nosotros cuando podemos mirar hacia atrás, sin descontento por nuestro pasado, cuando hemos vivido rectamente, pues cuando tenemos algo de que avergonzarnos, perdemos la juventud.
    Como el enfoque de la juventud, invariablemente, es desvirtuado por los factores peculiares de esa edad (la inmadurez psicológica, la facilidad para deslumbrarse), el sentido de la vida se presenta con una apariencia que no corresponde a la realidad. Sólo, más tarde, cuando la madurez que acompaña a la vejez caracteriza a nuestras emociones, es cuando alcanzamos el auténtico conocimiento del sentido de la vida.
    Citando, además, a la psicóloga Susan Andrews, las personas de alrededor de 50 años son las que se consideran más felices.
    La tercera ilusión: La felicidad es proporcionada por el éxito.
    Si eso fuera verdad, los artistas, los deportistas, los ejecutivos y todos aquellos que tuvieron éxito en sus trayectorias, siendo amados o envidiados por las multitudes, no incurrirían en el suicidio.
    El éxito nos proporciona alegría pues nos da  placer porque satisface nuestro narcisismo, pese a que deja un tremendo vacío cuando, un día, acaba envolviéndonos en la soledad y en el vacío existencial.
    El más grande peligro para la mayoría de nosotros, no está en que definamos un objetivo demasiado alto y no lo alcancemos, sino en que definamos nuestro objetivo demasiado bajo, y lleguemos a esa meta. Citó a Miguel Ángel Buonarroti.
    La cuarta gran ilusión: Felicidad es igual a placer.
    La visión hedonista acerca de la existencia humana, ha conducido a multitudes a las alucinaciones del placer, en una interpretación absolutamente equivocada sobre la realidad del ser. Eso nos enseña Joanna de Ângelis en el libro Triunfo Personal (LEAL).
    El ser humano debe aprender a ser feliz de acuerdo con las circunstancias, incorporando y viviendo la certeza de la transitoriedad de su cuerpo físico y de su eternidad espiritual.
    Para concluir el seminario, Divaldo hizo a todos la invitación que le formuló Joanna de Ângelis, en cuanto a que debemos abrir el cariño de nuestras emociones y sentimientos a nuestro prójimo, buscando a aquellos que son invisibles en la sociedad, los olvidados y los marginados, de modo que contribuyamos a hacerlos dignos y socialmente visibles.
    En ese sentido, Divaldo narra su experiencia personal en la ocasión en que fue a buscarlo un espíritu desencarnado mediante el suicidio, cuyos sufrimientos fueron aliviados por las plegarias que Divaldo había hecho durante 10 años, en favor de ese desconocido, invisible para todos. Relató, además, que a sugerencia de Joanna de Ângelis, abrazó a un humilde mozo de restaurant y, cuando entabló el diálogo con él, descubrió que el abrazo que le dio lo hizo abandonar la decisión de cometer suicidio, puesto que experimentaba la circunstancia de padecer un cáncer.
    Emocionados -y felices - lentamente, todos se fueron retirando, con las enseñanzas de Jesús, que aún resonaban en la acústica de sus almas, invitándonos a todos a que seamos felices, siendo instrumentos de la felicidad.
Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco em Catanduva, SP

19-11-2016.

“É fundamental, à criatura humana, em sua vilegiatura carnal, encontrar o sentido existencial. A perda desse objetivo condu-la ao desespero ou à indiferença por tudo quanto lhe acontece, empurrando-a pela via da morte emocional, sem que tenha estímulos para as lutas que se apresentam, convidando-a ao crescimento e à felicidade”. Joanna de Ângelis

O Clube de Tênis  Catanduva foi o local escolhido pelo Núcleo Educacional Joanna de Ângelis para acomodar cerca de 1.500 pessoas que ali compareceram para participarem da conferência de Divaldo Franco na noite de 19 de novembro de 2016.
Divaldo Franco inicia a conferência abordando – de maneira muito clara e elucidativa – o grande paradoxo da criatura humana nos dias atuais.
De um lado os grande avanços da Ciência e da Tecnologia que desnudou as estruturas sub atômicas e invadiu o Cosmo perscrutando e desvelando seus maiores segredos.
Essa mesma Ciência nos permitiu alongar a expectativa de vida que, em pouco mais de 20 séculos, ampliou a idade média dos humanos de 35 para os atuais 78 anos, mediante a erradicação de moléstias que no passado recente dizimaram populações inteiras.
A tecnologia, em suas múltiplas especialidades, gerou grande conforto solucionando problemas e dificuldades que exauriram a humanidade por muito tempo. A comunicação em tempo real entre, praticamente, todas as regiões do globo terrestre, encurtam distâncias e aproximam pessoas.
Mas, por outro lado, nunca foi tão presente e eloquente o desencanto das criaturas como se observa no presente momento. Acompanhando o crescimento acelerado do PIB da economia da maioria dos países, segue igualmente junto a taxa de suicídios. A Organização Mundial da Saúde divulgou recentemente que, em alguma parte do mundo, uma pessoa morre pelo suicídio a cada 4 segundos. Por ano, em todo o mundo, mais de 850.000 pessoas fugiram da vida pelo suicídio. Mais do que o dobro do daqueles vitimados pelas guerras, revolução e violência armada.
Projeções tenebrosas nos informam que por volta de 2025 que o suicídio será a primeira causa de morte – impulsionada pela depressão causa primária.
Diante desse paradoxo nós nos perguntamos: Por quê?
Com uma pequena pausa, Divaldo possibilita aos presentes a chance de refletirem na importante questão. E rompendo o silêncio que se fez natural, ele nos apresenta o diagnóstico para essa situação.
A criatura humana perdeu o sentido existencial da vida.
A eleição do comportamento hedonista – ganhar dinheiro para comprar e gozar o prazer de ter – nos faz adotar metas transitórias, efêmeras e imediatistas fomentando o sexismo, o individualismo e o consumismo.
Viktor E. Frankl, autor do livro Em Busca de Sentido e sobrevivente dos campos de extermínios nazista, afirmava: “Se percebemos que a vida realmente tem um sentido, percebemos também que somos úteis uns aos outros. Ser um ser humano, é trabalhar por algo além de si mesmo. A vida para ser digna tem que ter um objetivo”.
A criatura humana – que não se conhece – confunde com muita facilidade Felicidade e Prazer. Divaldo, então - fazendo parecer fácil uma coisa tão complexa – apresenta  os conceitos Junguianos de Felicidade (emoção) e Prazer (sensação).
Conforme Jung a Felicidade é o estado interior que flui do Self (aquilo que somos, o nosso eu) para o Ego (aquilo que aparentamos; a máscara da persona). Já o Prazer promana dos Instintos e flui do Ego para o Self.
Nesse mecanismo nos desorientamos e confundimos EMOÇÕES (produzidas a partir dos nossos sentimentos) com SENSAÇÕES. (produzidas a partir dos estímulos sensoriais físicos) e nessa confusão priorizamos o Prazer em detrimento à Felicidade e passamos a buscar o comportamento hedonista (sexismo, individualismo e consumismo) anteriormente abordada.
O resultado é o vazio existencial.
Uma vez mais Divaldo faz uma pausa e a eloquência do silencio revela que os presentes assimilaram e compreenderam o Diagnóstico dos sofrimentos humanos da atualidade.
Divaldo, agora, apresenta-nos a medicação que vem nos auxiliar a substituir o vazio existencial pela solidariedade.
A Doutrina Espírita – nos seus aspectos religiosos, filosóficos e científicos - é capaz de preencher esse vazio existencial, por nos oferecer metas que concorrem para o real sentido da vida: a evolução intelecto-moral. A de sermos hoje, melhores do que ontem e amanhã melhores do que hoje.
E Divaldo finalizando nos convida a riscarmos de nossas vidas o pessimismo dos dias atuais proporcionado pelo despautério, cinismo e desvario de alguns.
A vida vale a pena ser vivida. A Felicidade é sim, possível desde que o ser humano logre aprender a ser feliz de acordo com as circunstâncias, incorporando e vivendo a certeza da transitoriedade do seu corpo físico e da sua eternidade espiritual.
E no ápice da apresentação Divaldo aponta para a multidão e afirma: “Se olharmos nossa vida, com certeza teremos tido mais momentos de felicidades do que de desdita”. E num transporte de emoções indescritíveis encerra a conferência com o Poema da Gratidão testemunhando de maneira inequívoca o quanto temos a agradecer à Divindade pelas benesses que Dela temos recebido.
De alma renovada e com os corações alimentando novas esperanças a multidão vai se retirando. Lentamente.
Diagnóstico apresentado.
Medicação receitada.
Agora nos compete – e somente a nós - fazer uso do remédio.
Nunca ficou tão clara a mensagem e o alerta de Jesus: “Onde estiver o teu tesouro, aí também estará o teu coração”. (Mateus 6:21)
Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro





(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL


DIVALDO FRANCO EN CATANDUVA, SAN PABLO - 19-11-2016.

    Es fundamental que la criatura humana, durante la temporada dentro de la envoltura de carne, encuentre el sentido de su existencia. La pérdida de ese objetivo la conduce a la desesperación, o a la indiferencia hacia todo lo que le acontece, y la empuja hacia la vía de la muerte emocional, por carecer de estímulos para las luchas que se le presentan, que la invitan al crecimiento y a la felicidad. - Joanna de Ângelis

    El Club de Tenis Catanduva fue el lugar elegido por el Núcleo Educacional Joanna de Ângelis para dar ubicación a cerca de 1.500 personas, que concurrieron para participar de la conferencia de Divaldo Franco, en la noche del 19 de noviembre de 2016.
    Divaldo Franco da comienzo a la conferencia aludiendo –de manera muy clara y explicativa– a la gran paradoja de la criatura humana, en los días actuales.
    Por un lado se hallan los grandes avances de la Ciencia, y también de la Tecnología, que develó las estructuras subatómicas e invadió el Cosmos, descifrando sus mayores secretos.
    Esa misma Ciencia nos ha permitido prolongar la expectativa de vida que, en poco más de 20 siglos, amplió la edad promedio de los humanos, de 35 a los actuales 78 años, mediante la erradicación de enfermedades, que en el pasado reciente diezmaron a poblaciones enteras.
    La tecnología, en sus múltiples especialidades, generó un importante confort, al dar solución a problemas y dificultades que fueron motivo de aniquilación de la humanidad, durante mucho tiempo. La comunicación en tiempo real entre, prácticamente, todas las regiones del globo terrestre, acortan las distancias y aproximan a las personas.
    No obstante, por otro lado, nunca ha sido tan presente, ni tan elocuante la desilusión de las criaturas, como se observa en el momento presente. Acompañando el crecimiento acelerado del PBI -relativo a la economía de la mayoría de los países-, está, también, la cantidad de suicidios. La Organización Mundial de la Salud ha difundido recientemente que, en algún lugar del mundo, una persona muere por suicidio cada cuatro segundos. Por año, en todo el mundo, más de 850.000 personas han escapado de la vida a través del suicidio. Es decir, más del doble de quienes han sido víctimas de las guerras, de alguna revolución y de violencia a través de armas.
    Pronósticos tenebrosos nos informan que para el año 2025, el suicidio será la primera causa de muerte –impulsada por la depresión como causa primera.
    Ante esa paradoja nos preguntamos: ¿Por qué?
    Mediante una breve pausa, Divaldo da lugar a que los presentes  reflexionen sobre tan importante cuestión. Y, luego, rompe el silencio que se produjo espontáneamente, para presentar el diagnóstico correspondiente a esa situación.
La criatura humana ha perdido el sentido existencial de la vida.
    La elección del comportamiento hedonista –ganar dinero para comprar, y gozar el placer de tener– nos hace adoptar metas transitorias, efímeras e inmediatistas, fomentando el sexismo, el individualismo y el consumismo.
    Viktor E. Frankl, autor del libro En busca de sentido, y sobreviviente de los campos de exterminio nazi, afirmaba: Si percibimos que la vida realmente tiene un sentido, percibimos también que somos útiles los unos a los otros. Ser un ser humano, es trabajar por algo que está más allá de uno mismo. La vida, para ser digna, debe tener un objetivo.
    La criatura humana –que no se conoce– confunde con mucha facilidad Felicidad con Placer. Divaldo, entonces, haciendo que parezca fácil algo tan complejo, menciona los conceptos Junguianos de felicidad (emoción) y placer (sensación).
    De conformidad con Jung, la Felicidad es el estado interior que fluye del Self (aquello que somos, nuestro yo) hacia el Ego (aquello que aparentamos; la máscara de la persona). Por cierto, el placer deriva de los instintos y fluye del Ego hacia el Self.
    En cuanto a ese mecanismo, nos desorientamos y confundimos EMOCIONES (producidas a partir de nuestros sentimientos) con SENSACIONES (producidas a partir de los estímulos sensoriales físicos) y en esa confusón priorizamos el Placer en detrimento de la Felicidad, y comenzamos a buscar el comportamiento hedonista (sexismo, individualismo y consumismo) al que anteriormente hemos aludido.
    El resultado es el vacío existencial.
    Una vez más Divaldo hace una pausa, y la elocuencia del silencio revela que los presentes han asimilado y comprendido el diagnóstico de los sufrimientos humanos en la actualidad.
    Divaldo, entonces, nos presenta la medicación que viene a auxiliarnos, para sustituir el vacío existencial por la solidaridad.
    La Doctrina Espírita –en sus aspectos: religioso, filosófico y científico- es capaz de llenar ese vacío existencial, porque nos ofrece metas que confluyen hacia el verdadero sentido de la vida: la evolución intelecto-moral. El sentido de que seamos hoy, mejores que ayer, y mañana mejores que hoy.
    Para concluir, Divaldo nos invita a que expulsemos de nuestras vidas el pesimismo de los días actuales, aportado por el despropósito, el cinismo y el desvarío de algunos.
    La vida merece ser vivida. La felicidad es, en efecto, posible a partir de que el ser humano logre aprender a ser feliz, de acuerdo con las circunstancias, incorporando y experimentando la certeza de la transitoriedad de su cuerpo físico, y de su eternidad espiritual.
    Para culminar la presentación, Divaldo apunta hacia la multitud y afirma: Si analizáramos nuestra vida, con certeza hallaremos que hemos tenido más momentos de felicidad que de desdicha. Y en un transporte de emociones indescriptibles concluye la conferencia con el Poema de la Gratitud dando testimonio de modo inequívoco, de cuánto tenemos que agradecer a la Divinidad por las bendiciones que de ella hemos recibido.
    Con el alma renovada y con los corazones alimentando nuevas esperanzas, la multitud se va retirando. Lentamente.
    Diagnóstico presentado.
    Medicación recetada.
    Ahora nos compete –solamente a nosotros- hacer uso del remedio.
    Nunca quedó tan en claro el mensaje y la advertencia de Jesús:    Donde esté tu tesoro, allí también estará tu corazón. (Mateo, 6:21)

Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])


domingo, 20 de novembro de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco em São José do Rio Preto, SP

O Centro Regional de Eventos foi o local escolhido pela União das Sociedades Espíritas (USE) – Intermunicipal de São José do Rio Preto e Região para recepcionar um público de cerca de 4,500 pessoas que reuniram-se para ouvir Divaldo Franco na noite de 18 de novembro de 2016.
Assumindo a tribuna Divaldo inicia a conferência transmitindo – do alto de sua experiência - uma constatação inequívoca e que forneceu aos expectantes presentes a direção do tema da noite: “Todos nós buscamos planejar nossa vida e encaminhar um futuro repleto de felicidade e esperança, porém, por maior que seja a nossa dedicação aos planos delineados, a vida se nos defronta com ocorrências inesperadas e imprevistas que conspiram e subvertem nossos planos”.
Um breve stacatto e Divaldo encaminha uma nova direção e passa a narrar a história do médico americano Tadeu Merlin, favorável a aplicação da Eutanásia (do grego Morte Branda) em casos de doenças terminais.
Com esse pensamento povoando seu cérebro, o Dr. Merlin foi convocado a efetuar um atendimento de emergência para tentar salvar a vida de uma parturiente e seu bebê que não vinha à luz mesmo após 20 horas de trabalho de parto.
Quando, finalmente, a criança veio ao mundo o Sr. Merlin deu-se conta de que a mesma era portadora de uma deficiência congênita no pé o que o impediria de ter uma vida normal. Esse fato, associado ainda, à penúria econômica da mãe, despertou no médico materialista a ideia de acabar com os enormes sofrimentos que aquela criança teria.
Aproveitando que a mãe do bebê dormia, extenuada pelo largo período do parto, o Dr. Merlin preparou a injeção que levaria o recém-nascido à morte sem despertar suspeita. Porém, algo que o médico não soube explicar, deteve sua iniciativa e com esforço abandonou a efetivação da eutanásia.
Os anos se dobraram e várias décadas mais tarde o agora famoso e bem sucedido Dr. Merlin vivia uma vida tranquila ao lado da filha e de Barbara a netinha de 5 anos que encantava sua vida.
Em um acidente de trânsito, desencarnaram a filha e o genro do Dr. Merlin deixando Barbara sob seus cuidados.
Ao completar 7 (sete) anos, porém, a linda Barbara foi alvo de uma virose pertinaz. Os diversos médicos consultados afirmavam que a morte da criança ocorreria em poucos dias, sob dores terríveis. Os médicos aconselharam o Dr. Merlin a suavizar os momentos finais da netinha querida aplicando-lhe a eutanásia.
Em desespero o Dr. Merlin buscou ajuda junto a um médico da periferia de uma cidade do meio oeste americano que vinha efetuando estudos com essa doença.
O jovem médico avaliou Barbara e confirmou o veredito dos demais profissionais. A morte de Barbara ocorreria em poucos dias.
Vendo o sofrimento do avô, o médico ofereceu um tratamento experimental e sem certeza de resultados, o que foi prontamente aceito pelo Dr. Merlin. Após algumas semanas de tratamento a vitalidade e a saúde, voltaram a animar Barbara.
Quando o Dr. Merlin foi agradecer o jovem médico, o avô de Barbara deu-se conta de que o médico que havia devolvido a saúde de sua netinha era portador de uma deficiência física no pé e que ele se movimentava com dificuldades. Ao abordar o assunto com o médico, o Dr. Merlin descobriu que o profissional que salvara a netinha era a criança que há 35 anos ele quase aplicara a equivocada solução da eutanásia.
Com a emoção dominando os corações dos atentos ouvintes, Divaldo inicia a abordagem sobre o real sentido da vida enfatizando a felicidade citando o pensamento de Vicente de Carvalho: “A felicidade está onde nós a pomos, mas nós nunca a pomos onde nós estamos”.
Podemos ser felizes apesar dos problemas que nos acontecem e citou o exemplo de vida de Viktor E. Frankl, autor do livro Em Busca de Sentido e sobrevivente dos campos de extermínios nazista, que afirma: “Se percebemos que a vida realmente tem um sentido, percebemos também que somos úteis uns aos outros. Ser um ser humano, é trabalhar por algo além de si mesmo. A vida para ser digna tem que ter um objetivo”.
A felicidade é possível através do amor. Basta amar, sem a preocupação de ser amado, pois todo aquele que deseja ser amado é “criança” ferida da psicologia Junguiana, equivalente a dizer ser uma criança que, apesar de ter se tornada adulta, ainda não amadureceu emocionalmente e continuam carregando as mágoas infantis e que vivem cheias de ressentimento.
Com esse introito Divaldo passa a discorrer então sobre o pensamento e definições das diversas escolas filosóficas sobre a felicidade:
1. Epicuro afirmava – pelo pensamento Epicurista ou hedonista - ser a felicidade alcançada com o TER coisas e prazer indutores da felicidade.
2. Mais tarde surgiu Diógenes do pensamento Cínico que afirmou que a felicidade é NADA TER. Desdenhando os bens transitórios passou a habitar um tonel. Desconsiderou, em Corinto, o convite que lhe fora feito por Alexandre Magno, desprezando a honra de governar o mundo ao seu lado e admoestando-o por tomar-lhe o que chamava "o meu sol"
3. Surge, então, Zenon de Cicio e o pensamento estoico, que ensinava ser a felicidade a necessidade de se banir da vida a afetividade e a emotividade causadoras do apego e produtoras de infelicidade. Além domais o homem deveria enfrentar as vicissitudes e os sofrimentos com serenidade, libertando-o da infelicidade. A felicidade estoica é RESIGNAR
4.  Posteriormente Sócrates com o pensamento de que a felicidade é SER e não ter coisas transitórias. Sócrates combatia os males que os homens produzem para gozarem de benefícios imediatos, objetivando, com essa atitude de reta conduta, o bem geral, a felicidade comunitária. Felicidade seria o bem da alma, através da conduta justa e virtuosa.
Divaldo, fala então da interpretação da Doutrina Espírita sobre a felicidade ao nos ensinar que o ser humano deve aprender a ser feliz de acordo com as circunstâncias, incorporando e vivendo a certeza da transitoriedade do seu corpo físico e da sua eternidade espiritual. Filosofia esta, sintetizada no pensamento de Allan Kardec: “A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo e não da situação material em que ele vive”.
Estamos na Terra para construir um mundo melhor.
E com essa mensagem de ternura, carinho e de felicidade Divaldo relembra os ensinamentos de Jesus quando questionado por Poncio Pilatos se Ele era Rei, o Mestre lhe respondeu:
— Meu Reino não é deste mundo!
Palavras muito simples mas que nos revela ser a verdadeira felicidade não transcorre na Terra (plano físico) – conquanto aqui se inicie – mas sim no no mundo espiritual, ou o Reino de Deus conforme dizia Jesus.
Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL


DIVALDO FRANCO en São José do Rio Preto /SP - 18-11-2016.

    El Centro Regional de Convenciones fue el lugar elegido por la União das Sociedades Espíritas (USE) – Intermunicipal de São José do Rio Preto y región para recibir un público constituido por cerca de 4.500 personas, que se congregaron para escuchar a Divaldo Franco, en la noche del 18 de noviembre de 2016.
    Instalado en la tribuna, Divaldo da comienzo a la conferencia trasmitiendo –a partir de su elevada experiencia- una constatación inequívoca, que proporcionó a los expectantes presentes la orientación acerca del tema de esa noche: Todos tratamos de planificar nuestra vida y encaminarnos hacia un futuro repleto de felicidad y esperanza pero, por mayor que sea nuestra dedicación a los proyectos esbozados, la vida se nos presenta con acontecimientos inesperadas, imprevistos, que conspiran contra nuestros planes y los trastornan.
    Un breve stacatto y Divaldo se encamina en otra dirección, y comienza a narrar la historia del médico norteamericano Tadeu Merlin, quien estaba a favor de la aplicación de la eutanasia (del griego muerte suave) en casos de enfermedades terminales.
    Con ese pensamiento que ocupaba su cerebro, el Dr. Merlin fue convocado a atender una emergencia, a fin de que tratara de salvar la vida de una parturienta y de su bebé, que no salía a la luz después de transcurridas veinte horas de trabajo de parto.
    Cuando, finalmente, la criatura vino al mundo, el Sr. Merlin se dio cuenta de que era portadora de una deficiencia congénita en uno de sus piés, lo que le impediría tener una vida normal. Ese hecho asociado, además, a la penuria económica de la madre, despertó en el médico -materialista-, la idea de poner fin anticipadamente a los enormes sufrimientos que aquella criatura iba a tener.
    Aprovechando que la madre del bebé dormía, extenuada por el prolongado tiempo de parto, el Dr. Merlin preparó la inyección que conduciría al recién nacido a la muerte, sin despertar sospechas. Sin embargo, algo que el médico no supo explicar, frustró su iniciativa y, con esfuerzo, dejó de lado la realización de la eutanasia.
    Los años transcurrieron, y varias décadas más tarde, el para entonces famoso y exitoso Dr. Merlin vivía una vida tranquila, al lado de su hija y de Bárbara, su nietita de 5 años, que encantaba su vida.
    En un accidente de tránsito, desencarnó la hija y el yerno del Dr. Merlin, de modo que Bárbara quedó a su cuidado.
    Cuando cumplió siete (7) años, la hermosa Bárbara fue atacada por un virus pertinaz. Los diversos médicos consultados manifestaban que la muerte de la pequeña se produciría al cabo de unos pocos días, en medio de dolores terribles. Los médicos aconsejaron al Dr. Merlin aliviar los momentos finales de su querida nietecita con la aplicación de la eutanasia.
    Desesperado, el Dr. Merlin buscó la ayuda de un médico de la periferia, radicado en una ciudad del medio oeste norteamericano, quien había estado efectuando estudios relacionados con esa enfermedad.
    El joven médico evaluó el estado de Bárbara, y confirmó el diagnóstico de los demás profesionales. La muerte de Bárbara se produciría al cabo de pocos días.
    Al ver el sufrimiento del abuelo, el médico le ofreció un tratamiento experimental, sin certeza alguna acerca de los resultados, lo que fue de inmediato aceptado por el Dr. Merlin. Al cabo de algunas semanas de tratamiento, la vitalidad y la salud volvieron a animar a Bárbara.
    Cuando el Dr. Merlin fue a agradecerle al joven médico, el abuelo de Bárbara se dio cuenta de que el médico que había devuelto la salud a su nietita era portador de una deficiencia física, en el pie, y que se desplazaba con dificultad. Al abordar el tema con el médico, el Dr. Merlin descubrió que el profesional que había salvado a su nietecita, era la criatura a quien 35 años antes, él había estado a punto aplicarle -equivocadamente- la solución de la eutanasia.
    La emoción dominaba a los corazones de los atentos oyentes, cuando Divaldo comenzó a plantear cuál es el verdadero sentido de la vida, poniendo énfasis en la felicidad, y citando el pensamiento de Vicente de Carvalho: La felicidad está donde la ponemos, pero nosotros nunca la ponemos donde estamos.
    Podemos ser felices, a pesar de los problemas que nos afecten, y citó el ejemplo de vida de Viktor E. Frankl, autor del libro En busca de sentido, siendo él sobrevivente de los campos de exterminio de los nazis, quien afirma: Si percibimos que la vida realmente tiene un sentido, percibimos también que somos útiles, los unos a los otros. Ser un ser humano, es trabajar por algo más allá de sí mismo. La vida, para ser digna, debe tener un objetivo.
    La felicidad es posible a través del amor. Alcanza con amar sin la preocupación de ser amado, pues todo aquel que desea ser amado es un niño herido, según la psicología Junguiana, lo que equivale a decir que es un niño que, a pesar de haber llegado a la edad adulta, aún no ha madurado emocionalmente, y continúa cargando las angustias de la etapa infantil, por lo que vive experimentando el resentimiento.
    Con esa introducción, Divaldo comienza a considerar el pensamiento y las definiciones de las diversas escuelas filosóficas sobre la felicidad:
    1. Epicuro afirmaba –su pensamiento era hedonista- que la felicidad se alcanza con el TENERcosas y con el placer, pues son inductores de la felicidad.
    2. Más tarde surgió Diógenes, con el pensamiento cínico, quien afirmó que la felicidad consiste en NO TENER. Despreciando los bienes transitorios, comenzó a vivir dentro de un tonel. Incluso despreció, en Corinto, la invitación que le había hecho Alejandro Magno, además de que declinó el honor de gobernar el mundo junto con él, y lo reprendió porque le quitaba lo que él denominaba mi sol.
    3. Surge, entonces, con Zenon de Cicio el pensamiento estoico, que enseñaba que la felicidad se alcanza mediante la eliminación de la afectividad y la emotividad, causantes del apego y generadoras de desdicha. Además, el hombre deberia hacer frente a las vicisitudes y los sufrimientos con serenidad, lo que iba a liberarlo de la desdicha. La felicidad estoica implica RESIGNARSE.
    4. Posteriormente, Sócrates plantea el pensamiento acerca de que la felicidad consiste en SER, y no en poseer cosas transitorias. Sócrates combatía los males que los hombres producen para gozar de beneficios inmediatos, y tendía, con esa actitud de recta conducta, al bien general, a la felicidad común. Felicidad sería el bien del alma, a través de la conducta justa y virtuosa.
    Divaldo, se refiere entonces a la interpretación de la Doctrina Espírita sobre la felicidad, que nos enseña que el ser humano debe aprender a ser feliz de acuerdo con las circunstancias, incorporando el concepto, y viviendo con la certeza de la transitoriedad de su cuerpo físico, y de su eternidad espiritual. Esta filosofía se halla sintetizada en el pensamiento de Allan Kardec: La felicidad depende de las cualidades inherentes al individuo y no de la situación material en que él vive.
    Estamos en la Tierra para edificar un mundo mejor.
    Y con ese mensaje de ternura, cariño y felicidad, Divaldo alude a las enseñanzas de Jesús, cuando a la pregunta de Poncio Pilatos sobre si Él era Rey, el Maestro le respondió:  —¡Mi Reino no es de este mundo!
    Palabras muy simples, reveladoras de que la verdadera felicidad no transcurre en la Tierra (ámbito físico), aunque aquí tiene comienzo, sino en el Mundo Espiritual o Reino de Dios, según lo anunciaba Jesús.

Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])

Registro. Divaldo Pereira Franco em São Bernardo do Campo, SP

17-11-2016.

“Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor”. Lázaro, Paris 1862. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XI Amar o Próximo como a Si Mesmo, A Lei de Amor, item 8.

A noite do dia 17 de novembro de 2016 representou para a instituição espírita Lar da Criança Emmanuel, o Centro Espírita Obreiros do Senhor e o Centro Espírita Maria Amélia o coroamento de esforços que, desde 2010, se mobilizaram para as comemorações de meio século de fundação desses núcleos de amor e caridade.
Nessa data o tribuno Divaldo Franco apresentou-se no Centro de Formação dos Profissionais de Educação “Ruth Cardoso” em São Bernardo do Campo, levando a mais de 2000 pessoas a mensagem de esperança, consolação e amor, sempre baseada nos ensinamentos de Jesus e Kardec.
Do alto da tribuna Divaldo iniciou sua conferência com uma frase sintética mas abrangente em seu significado: “O problema da criatura humana é a própria criatura humana”.
A partir desse introito Divaldo discorre sobre o processo antropo-psicológico da criatura humana que inicia sua viagem com a manifestação do Instinto desdobrado em suas 3(três) abrangências:
1.       O Instinto de Reprodução;
2.       O instinto de Alimentação;
3.       O instinto de Repouso.
Avançando um pouco mais e observar as forças da Natureza agindo à sua volta, o homem primitivo desenvolve sua primeira emoção: O Medo que o capacita fisiologicamente para enfrentar ou fugir das situações perigosas
A partir do medo surgem, então, a ira, a cólera, o ódio e o desejo de vingança.
Agrupados em suas cavernas e observando a fragilidade e dependência das crias tem início o desenvolvimento dos pródromos do nobre sentimento que somente muito mais tarde se consolidará em sua estrutura psicológica: o amor.
E para nos falar desse amor Divaldo – com a habilidade e competência habitual desvenda-nos os pensamentos dos grandes estudiosos da criatura humana.
Citando o sociólogo, médico psiquiatra e psicólogo o professor Emilio Mira y Lopez (1896-1964) que, do ponto de vista psicológico o ser humano é constituído de cinco (5) elementos:
1. Personalidade (A máscara que afivelamos à face).
2. Conhecimento (São as aquisições intelectivas e formada pelas lições de aprendizagem)
3. Identificação (São as sintonias daquilo com o que nos afinizamos)
4. Consciência (Que atuando com o Conhecimento formam a base do discernimento). A consciência possui níveis diferenciados como conceituou Pedro Ouspensky:
4.1. Consciência de sono SEM sonhos (Só pensa em si próprio: É meu)
4.2. Consciência de sono COM sonhos (Já passamos a ter ideais e não somente o desejo de acumular)
4.3. Consciência de sono ACORDADO (A consciência que não mais está sonolenta pelo egoísmo)
4.4. Consciência de SÍ mesmo. (Quando o Ego - a máscara que afivelamos à face e que luta por defender a qualquer preço nossa Individualidade - toma conhecimento dos conteúdos psíquicos). Em outras palavras: É quando eu sei fazer o que DEVO quando POSSO e – também - fazer o que POSSO quando DEVO). Nesse ponto Divaldo ilustra que as crises – morais, sociais, econômicas – vem do fato de realizarmos o que PODEMOS quando NÃO DEVEMOS e fazer o que DEVEMOS quando NÃO PODEMOS.
Ainda no item de Consciência de SÍ mesmo Divaldo alonga maiores esclarecimentos e enumera as 7 (sete) funções que a Consciência vai permitir controlar na máquina orgânica: I) Função Emocional; II) Função Intelectiva; III) Função do Instinto; IV) Função dos Movimentos; V) Função Sexual (Expressões Feminina _Anima - e Masculina – Animus - permitindo equilibrar a psicologia à anatomia); VI) Função Emoção Superior e VII) Função Intelectiva Superior.
4.5. Consciência Cósmica. (Já não sou eu quem vive, mas Cristo que vive em mim. Paulo - Gálatas 2:20)
5. Individualidade (O elemento que o egoísmo procura defender a todo custo).
Finda esse périplo pela conceituação acadêmica da consciência Divaldo adentra à parte final da conferência abordando a parte moral do tema:
Allan Kardec, através da questão 625 de O Livro dos Espíritos, indaga aos Espíritos Superiores: Qual o tipo mais perfeito que Deus ofereceu aos homens, para lhe servir de modelo e guia?
Ao que os Numes tutelares da humanidade respondem sinteticamente: Jesus;
Jesus é o Modelo, Guia e Mestre de toda a Humanidade que, com seu amor incondicional por todos nós, é exemplo para nossos comportamentos e que nos indica a direção a seguir além de nos legar ensinamentos imortalizados na forma sucinta do Sermão da Montanha, principalmente nas Bem Aventuranças.
Jesus vem subverter o entendimento dos conceitos gerados pela falta de consciência da época e que perduram até os dias atuais. Herói era aquele destruía  aos inimigos e Vitorioso era aquele que conquistava a todos e a tudo esmagando e derramando o sangue.
Para aqueles que já têm a consciência iluminada pelos ensinamentos do Cristo o Herói é aquele que vence a Sí mesmo e Vitorioso é aquele que controla as suas más inclinações e vence as suas tendências malignas.
O Espiritismo vem despertar a nossa consciência para a necessidade de encontrarmos um sentido psicológico para a vida deixando a fase do primarismo representado pelos instintos e as sensações.
O sentido da vida, conforme nos ensinou Jesus, é AMAR.
Nós somos mais do que o ser definido pelos antropologistas: Bípede e emocional. Somos também aqueles que trazemos na alma a presença de Deus e nascidos para amar, pois o amor é o ápice do nosso processo evolutivo ético e moral.
Divaldo silencia e arremata: A vida tem que ter um significado: O desenvolvimento do amor.
Concluindo o seminário Divaldo estendeu a todos o convite que lhe foi formulado por Joanna de Ângelis de que devemos abrir o carinho das nossas emoções e sentimentos ao nosso próximo buscando aqueles que são “invisíveis” na sociedade, os esquecidos e marginalizados, contribuindo para torná-los dignos e socialmente visíveis.
Divaldo narra sua experiência pessoal quando, convidado por Joanna de Ângelis, abraçou um simples garçom e ao estabelecer diálogo com ele, veio a descobrir que o abraço recebido o fez abandonar a decisão de cometer suicídio, posto que experimentava a dolorosa injunção do câncer.
Emocionados – e felizes - lentamente todos foram se retirando com os ensinamentos de Jesus ainda repercutindo na acústica da alma, convidando-nos a todos a sermos felizes. HOJE.

Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


ESPANHOL


DIVALDO FRANCO - São Bernardo do Campo /SP, 17-11-2016.


 “El hombre, en su origen, sólo tiene instintos; más avanzado y corrompido, sólo tiene sensaciones; más instruido y purificado, tiene sentimentos; y el punto primoroso del sentimiento es el amor.” (Lázaro, París, 1862). El Evangelio según el Espiritismo, capítulo XI: Amar al prójimo como a sí mismo, La ley del amor, ítem 8.

    La noche del día 17 de noviembre de 2016, representó para la Institución Espírita Lar da Criança Emmanuel, para el Centro Espírita Obreiros do Senhor y el Centro Espírita Maria Amélia, el coronamiento de esfuerzos que, desde 2010, se conjugaron para las conmemoraciones del medio siglo de la fundación de esos núcleos de amor y caridad.
    En esa fecha, el orador DIVALDO FRANCO se presentó en el Centro de Formación de los Profesionales de la Educación “Ruth Cardoso” en São Bernardo do Campo, y trasmitió a más de 2.000 personas el mensaje de esperanza, consuelo y amor, siempre basado en las enseñanzas de Jesús y de Kardec.
    Desde lo alto de la tribuna, Divaldo dio comienzo a su conferencia con una expresión sintética pero precisa en su significado: El problema de la criatura humana es precisamente la criatura humana.
    A partir de ese comienzo, Divaldo alude al proceso antropopsicológico del ser humano, que inicia su viaje con la manifestación del instinto, considerado en sus tres (3) aspectos:
1.       El instinto de reproducción;
2.       El instinto de alimentación;
3.       El instinto de reposo.

    Cuando avanza un poco más, y observa las potencias de la Naturaleza que se manifiestan alrededor de él, el hombre primitivo desarrolla su primera emoción: el miedo, que lo capacita fisiológicamente para enfrentar las situaciones peligrosas, o huir de ellas.
    A partir del miedo surgen la ira, la cólera, el odio y el deseo de venganza.
    Agrupados en cavernas, al observar la fragilidad y la dependencia de las crías, comienza el desenvolvimiento del noble sentimiento que mucho más tarde se consolidará en su estructura psicológica: el amor.
    Y para referirse a ese amor, Divaldo –con la habilidad y la competencia habituales- nos devela los pensamientos de los grandes estudiosos de la criatura humana.
    Cita al sociólogo, médico psiquiatra y psicólogo, el profesor Emilio Mira y Lopez (1896-1964) que, desde el punto de vista psicológico, el ser humano está constituido por cinco (5) elementos:
1. Personalidad (La máscara que ajustamos al rostro).
2. Conocimiento (Son las conquistas intelectuales, formadas por las lecciones inherentes al aprendizaje).
3. Identificación (Son las sintonías con aquello que nos resulta afín).
4. Conciencia (La que junto con el conocimiento, forma la base del discernimiento). La conciencia posee niveles diferenciados, según la definió Pedro Ouspensky:
4.1. Conciencia de sueño SIN sueños (Sólo piensa en sí mismo: Es mío.)
4.2. Conciencia de sueño CON sueños (Ya comenzamos a tener ideales y no solamente el deseo de acumular).
4.3. Conciencia de sueño DESPIERTO (La conciencia que ya no está somnolienta por el egoísmo).
4.4. Conciencia de sí  mismo. (Cuando el Ego -la máscara que asujetamos al rostro- lucha por defender a cualquier precio nuestra individualidad, toma conocimiento de los contenidos psíquicos). En otras palabras: Es cuando yo sé hacer lo que DEBO cuando PUEDO y –también- hacer lo que PUEDO cuando DEBO). En ese punto, Divaldo explica que las crisis –morales, sociales, económicas– provienen del hecho de que realicemos lo que PODEMOS cuando NO DEBEMOS, y de que hagamos lo que DEBEMOS cuando NO PODEMOS.
    Además, en el ítem referido a la conciencia de sí mismo, Divaldo agrega más explicaciones y enumera las 7 (siete) funciones que la conciencia va a permitir controlar en la máquina orgánica: I) Función emocional; II) Función intelectiva; III) Función del instinto; IV) Función de los Movimientos; V) Función sexual (Expresiones: femenina: ánima - y masculina – ánimus - que permiten equilibrar la psicología a la anatomía); VI) Función emoción superior y VII) Función intelectiva superior.
4.5. Conciencia cósmica. (Ya no soy yo quien vive, sino Cristo es quien vive en mí. Pablo - Gálatas 2:20).
               5. Individualidad (El elemento que el egoísmo procura defender, cualquiera sea el costo).
   
    Concluido ese periplo a través de los conceptos académicos de la conciencia, Divaldo ingresa en la parte final de la conferencia, abordando el aspecto moral del tema:
    Allan Kardec, a través de la cuestión No. 625 de El Libro de los Espíritus, pregunta a los Espíritus Superiores:      
    ¿Cual es el ejemplo más perfecto que Dios ha ofrecido al hombre, para que le sirva de guía y modelo?
    A lo que los númenes tutelares de la humanidad respondieron sintéticamente: Ved a Jesús.
    Jesús es el Modelo, Guía y Maestro de toda la humanidad, quien con su amor incondicional por todos nosotros, es un ejemplo para nuestro comportamiento, y nos indica la dirección a seguir, además de que nos legara enseñanzas inmortalizadas en la forma sucinta del Sermón de la Montaña, principalmente en las Bienaventuranzas.
    Jesús vino a revolucionar la comprensión de los conceptos generados por la falta de conciencia de la época, que perduran hasta los días actuales. Héroe era quien destruía a los enemigos, y Victorioso era aquel que conquistaba a todos y a todo, mediante el exterminio y el derramamiento de sangre.
    Para aquellos cuya conciencia ya está iluminada por las enseñanzas del Cristo, héroe es aquel que triunfa sobre sí mismo, y victorioso es aquel que controla sus malas tendencias y triunfa sobre ellas.
    El Espiritismo ha venido a despertar nuestra conciencia, en cuanto a la necesidad de que encontremos un sentido psicológico para la vida, abandonando la fase del primarismo, representado por los instintos y las sensaciones.
    El sentido de la vida, de conformidad con lo que nos ha enseñado Jesús, es AMAR.
   Nosotros somos más que el ser que han definido los antropólogos: bípedo y emocional. Somos, también, portadores en nuestras almas de la presencia de Dios; hemos nacido para amar, pues el amor es la culminación de nuestro proceso evolutivo, tanto en lo ético como en lo moral.
    Divaldo se queda en silencio y concluye: La vida debe tener un significado: el desarrollo del Amor.
    Para concluir el seminario, Divaldo hizo a todos una invitación que le formulara Joanna de Ângelis, acerca de que debemos ampliar el afecto de nuestras emociones y nuestros sentimientos a nuestro prójimo, buscando a aquellos que son invisibles en la sociedad, los omitidos y marginados, contribuyendo a que sean dignos y socialmente visibles.
    Divaldo narra su experiencia personal cuando, según le sugiriera Joanna de Ângelis, abrazó a un mozo de restaurant, y al entablar un diálogo con él, comprendió que el abrazo que le dio al joven sirvió para que abandonara la decisión de suicidarse, que había adoptado a raíz de que atravesaba una dolorosa situación, dado que padecía cáncer.
    Emocionados -y felices-, lentamente todos se fueron retirando, con las enseñanzas de Jesús repercutiendo en sus almas, invitándonos a que seamos felices. HOY.

Fotos: Sandra Patrocinio
Texto: Djair de Souza Ribeiro


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])