quarta-feira, 8 de junho de 2016

Registro. Divaldo Franco na Europa- 2016 Bad Honnef, Alemanha

Bad Honnef, 28 e 29 de maio de 2016

Nos dias 28 e 29 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou um seminário na cidade de Bad Honnef, Alemanha, com o tema “A Felicidade É Possível”, encerrando, assim, a temporada de 30 dias de divulgação do Espiritismo na Europa, alcançando 9 países e 13 cidades.
O evento, promovido pela Freundeskreis Allan Kardec Düsseldorf, foi realizado no auditório do Hotel Seminaris Bad Honnef e contou com a participação de mais de 280 pessoas em cada dia. Todo o seminário foi traduzido ao alemão pela intérprete Edith Burkhard.
Dezoito países estavam ali representados, a dar-nos uma pequena dimensão do alcance mundial do Espiritismo: Brasil, França, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Suíça, Suécia, Alemanha, Japão, Itália, Holanda, Espanha, Portugal, Reino Unido, Áustria, Polônia, Estados Unidos, Emirados Árabes (Dubai).
As apresentações musicais, que encantaram o público, ficaram por conta de Flávio Benedito (piano), Maurício Virgens (canto), Warren Richardson (canto) e Amina Richardson (canto).
Marina Steagall apresentou a campanha mundial “Life! Say Yes To!”, que aborda os meios de valorização da vida e os equívocos e prejuízos do abortamento, da eutanásia, da pena de morte e do suicídio.

No sábado, o encontro foi iniciado com a evocação do pensamento do filósofo grego Protágoras, do século V a.C., que afirmara que “o ser humano é a medida de todas as coisas”. Com isso, ele colocava o homem no centro do processo cognitivo, dividido, então, em uma parte objetiva e outra subjetiva. Segundo esse filósofo, veríamos a realidade sobretudo de acordo com o nosso estado emocional. Em complementação a esse pensamento, foi abordada a proposta de Immanuel Kant, filósofo alemão iluminista, que defendia que a realidade só seria percebida pelo ser humano a partir de suas experiências objetivas prévias, que seriam quais formas que moldariam o conteúdo da realidade apreendido. Segundo asseverado, haveria dois fatores essenciais e determinantes do processo de conhecimento: o ego e o Self, que seriam o resultado de nossas conquistas emocionais, sociológicas e intelectuais.
Nesse breve introito, já teríamos o embasamento para o tema do seminário: a realidade apresenta-se a todos tal qual é e cada um apreende a parte dela que lhe é possível, interpretando-a segundo a sua própria emoção e as experiências acumuladas. Ser feliz ou infeliz, portanto, dependeria fundamentalmente do próprio indivíduo e não de circunstâncias ou fatores externos. O que constituiria a felicidade para um, não necessariamente seria a felicidade para outro. E aquilo que seria interpretado como felicidade por certa pessoa, num determinado momento de sua vida, talvez, num período posterior da existência, fosse sentido como infelicidade. Daí a necessidade, conforme exposto, de o indivíduo realizar o autodescobrimento.

Com fundamento na Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, foi dito que a verdadeira vida estaria dentro do ser humano, de maneira a ser indispensável a viagem interior para o encontro com a realidade profunda do si, identificando-se os arquétipos, essas marcas antigas de nossas existências pretéritas, para a superação dos conflitos e más tendências e a reconexão com o Self.
No processo evolutivo antropossociopsicológico e espiritual, o ser humano caminharia do instinto para a razão, desta para a intuição e, por fim, para a angelitude, quando, vencido o ego e seus derivativos (egoísmo, egotismo, egolatria, egocentrismo), desfrutaria a plenitude do Self, na vivência do altruísmo, do amor ao próximo e a si mesmo, da caridade, enfim.
Como recurso auxiliar para a análise da problemática do ego e sua relação com a origem dos sofrimentos, assim como da necessidade de a criatura humana alterar a sua conduta moral para melhor, como forma de libertar-se das dores que a afligem e ser feliz, Divaldo propôs um estudo espírita e junguiano da obra "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada", de autoria de Robert Fisher.
Para que fosse possível realizar essa viagem de estudo sobre o autodescobrimento e a autoiluminação mais facilmente, foram abordados os conceitos de ser humano, nos seus aspectos biológico, psicológico e social, assim como a visão espírita dele, que o apresenta como ser tríplice (corpo físico, perispírito e Espírito), demonstrando-se que somos, em essência, uma energia pensante que sobrevive ao decesso físico e realiza o seu processo evolutivo por meio das reencarnações. Também foram apresentados alguns conceitos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, tais como o consciente, o inconsciente coletivo e o individual, os arquétipos, o ego, o Self, a sombra.

Em seguida, o orador passou à análise específica da estória contida no livro referido. Tratava-se de um cavaleiro que, ao longo de muitos anos, habituou-se a manter-se vestido com sua armadura de ferro, a qual acabou por se enferrujar. Ele era casado e tinha um filho, mas o seu relacionamento com a família era muito distante e difícil. Após uma discussão com a esposa, aborrecido, decidiu o cavaleiro afastar-se do domicílio e realizar uma viagem. Nesta viagem, ele passou a ter contato com alguns outros personagens, com os quais se relacionou e que o ajudaram a refletir sobre a própria existência. Por fim, o cavaleiro considerou que deveria retirar a armadura, o que não conseguiu de imediato, uma vez que ela já se encontrava muito enferrujada. Um dos personagens disse-lhe que seria necessário atravessar uma determinada trilha, onde encontraria três castelos: o do silêncio, o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Ser-lhe-ia necessário permanecer um certo tempo em cada um deles, para se lhes aprender as lições, a fim de que ele pudesse seguir para o seguinte. Nesse processo, passando por cada castelo, o cavaleiro foi introjetando os diferentes ensinamentos, refletindo sobre a própria vida, conhecendo mais de si mesmo, ao tempo em que ele passou a mudar de pensamentos, de comportamentos, e , com isso, a armadura, de parte em parte, começou a cair de seu corpo, até que ele viu-se totalmente liberado dela.

Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro pela trilha, visitando cada um daqueles castelos, é bem a viagem de autodescobrimento e de autoiluminação de todos nós, que trazemos as nossas máscaras, as personas a que se referia Carl Gustav Jung. Ao longo de nossa jornada evolutiva, criamos em nós condicionamentos negativos, que tornaram-se uma segunda natureza em nós, passamos a usar máscaras que compõem a nossa personalidade, que utilizamos para agradar as convenções sociais. E assim, perdemos o contato com o nosso ser profundo, a nossa realidade espiritual (Self). Esses condicionamentos negativos, as nossas más inclinações, seriam a causa de nossos sofrimentos.
Conforme afirmou o orador, é necessário que façamos a viagem interior, em busca do conhecimento da Verdade, dessas leis divinas que estão escritas em nós, para que tomemos consciência de que somos Espíritos imortais e de que a nossa meta psicológica profunda deve ser amar, vencendo os nossos medos e dúvidas, eliminando as nossas imperfeições morais e estabelecendo-se, assim, a conexão entre o ego e o Self.

Em análise do Decálogo Logoterapêutico da Dra. Elisabeth Lukas, foram destacados os itens a prescrever a necessidade de reservarmos um momento para nós mesmos, de ouvirmos a nossa consciência e de dedicarmos tempo para a nossa transcendência, confirmando o estudo sobre o cavaleiro da armadura enferrujada.
Para exemplificar a proposta de libertação do ego e vivência do altruísmo como forma de encontrar-se a felicidade, Divaldo narrou uma comovente história de uma das mais aclamadas contraltos de todos os tempos, Madame Ernestine Schumann-Heink, nascida austríaca e mais tarde naturalizada americana. Madame assistira a um concerto de música nos EUA, no qual apresentaram-se várias crianças. Uma delas, de nome Elizabeth, contava apenas 5 anos e teve um péssimo desempenho. Após sair do palco, correu para os bastidores para chorar, prometendo a si mesma nunca mais tocar violino. Madame foi vê-la e por perceber nela o talento, pediu-lhe que acompanhasse-a em sua turnê. Em determinado dia, num passeio por um bosque, a Sra. Schumann-Heink mostrou à Elizabeth uma calhandra e contou-lhe a lenda sobre aquele pássaro que tão belamente cantava. A estória dizia que, após criar o mundo e o ser humano, Deus percebeu que tudo era alegria na criação, com exceção do homem, que, infeliz, de tudo queixava-se. Decidiu oferecer algo que lhe alegrasse os dias. Tomou de uma porção de barro e foi modelando até que, de repente, deu-se conta que modelara uma pequena ave. Abriu-lhe o bico e insuflara-lhe a vida, dizendo-lhe: “tu serás a calhandra e cantarás para que nunca mais o ser humano seja triste”. E, a partir daquele dia, o canto dela tomara o mundo e nunca mais houvera a infelicidade. Madame concluiu o diálogo dizendo: “compreende Elizabeth? Todos somos calhandras de Deus; para mim Ele disse ‘vai e canta’, para você Ele disse: ‘vai e toca’, para outro Ele disse ‘vai e ensina’. Todos temos algo a oferecer ao mundo para ele não seja tomado de tristeza e as pessoas possam ser felizes”.

A pequenina menina nunca mais desistiu de tocar. Muitos anos mais tarde, Madame tivera grande decepção, pois que sua voz por fim falhara num concerto. Pensara em encerrar naquela noite a sua carreira. Mas Elizabeth, agora renomada violinista, estava na plateia e foi ter com a grande contralto no seu camarim. Recordou-a da lenda da calhandra e disse-lhe que não se importasse com a falha da voz ocorrida naquela noite, pois que a sua missão deveria seguir adiante, lenindo a tristeza do mundo com a sua arte. A partir daquele dia, Madame trocou os grandes palcos e seletas plateias para cantar para os infelizes e sofredores da Terra. E, com essa inspiradora mensagem, Divaldo conclamou a todos para que nunca esqueçamo-nos de que somos calhandras de Deus, com talentos os mais diversos, que devem ser postos a serviço de Jesus, para oferecer um pouco de beleza e de alegria ao mundo tão sofrido, porque a verdadeira felicidade não consiste em reter nada para si, mas em distribuir os talentos para a felicidade de todos.
Na fase final dos estudos do primeiro dia de seminário, o médium fez uma análise do conceito de felicidade e de como fruí-la, de acordo com a filosofia Oriental, que baseava-se na revelação espiritual, e com a Filosofia Ocidental, desde o período pré-socrático, a proposta de Sócrates e os filósofos pós-socráticos. Com maior enfoque na mensagem socrática, afirmou que somente pelo autoconhecimento é que o ser humano poderia encontrar a felicidade. Essa proposição estaria contida também na resposta dada pelos Espíritos nobres à questão 919, elaborada por Allan Kardec e inserta na obra O Livro dos Espíritos, a versar sobre o método prático e eficaz para se melhorar nesta vida e resistir à atração do mal.

Referindo-se aos transtornos depressivos, que na atualidade encontram-se entre uma das 3 principais causas de mortes no mundo, Divaldo esclareceu que na raiz de toda depressão há um conflito de culpa, sendo, portanto, necessário que o indivíduo realize a terapia do autoamor, autoperdoando-se e permitindo-se ser feliz, fruir da felicidade possível na Terra, que nunca é linear e constante, mas com as oscilações naturais dos desafios da existência, das dores, dos infortúnios, que fazem parte da experiência evolutiva. A felicidade, então, seria o equilíbrio ou, ainda, a harmonia físico-psíquico-emocional do ser, mantida ante qualquer situação, mesmo ante as contrariedades da existência.
No dia 29, domingo, Divaldo iniciou a análise sobre a felicidade recordando que, segundo a Doutrina Espírita, a educação dos caracteres humanos – portanto, não apenas aquela de natureza formal, ou instrução-, seria fundamental para a sua conquista, pois que implicaria autoconhecimento e superação das más inclinações (ego), com a dedicação do amor ao próximo. Servir ao semelhante seria o caminho para a felicidade.
Na sequência, abordou a obra literária “A Ciência de Ser Feliz”, de autoria da Dra. Susan Andrews, psicóloga e antropóloga americana, formada pela Universidade de Harvard, que afirmara em seu livro que a felicidade seria a combinação entre o grau e a frequência de emoções positivas; o nível médio de satisfação que a pessoa obtém durante um longo período; e a ausência de sentimentos negativos, tais como tristeza e raiva. Para ela, a felicidade não seria apenas caracterizada como a falta de emoções negativas, mas também como a presença de sentimentos positivos. Foram analisadas as 6 grandes ilusões a respeito da felicidade: dinheiro, boa educação, juventude/beleza, sucesso, saúde, prazer. Tais elementos não seriam sinônimo de felicidade, vez que grande parte de seus portadores não seriam realmente felizes.

Mas, então, como seria possível alcançar a felicidade? Para essa resposta, foi apresentado o conteúdo da obra “A Arte de Viver”, do filósofo grego estoico Epicteto, para quem uma vida feliz e uma vida virtuosa seriam sinônimos. O ser humano deveria buscar realizar apenas atitudes corretas em sua existência, evitando cogitar do sofrimento, dando o melhor de si, sendo sempre bom e esculpindo a beleza em sua vida, a fim de que pudesse ser efetivamente feliz.
Em uma abordagem comparativa com o Espiritismo, foi recordado que na questão de número 614 de “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec recebeu como esclarecimento das entidades superiores que a lei natural ou divina “é a única verdadeira para a felicidade do homem”, indicando-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e que ele só é infeliz quando dela se afasta.

Na fase final do seminário, Divaldo discorreu sobre o ressurgimento do materialismo no século XVII, com o pensamento de filósofos como Pierre Gassendi, John Locke, Francis Bacon, e, também com as teorias dos pensadores iluministas, não tardando, no entanto - como explicou-, a resposta do mundo espiritual, que preparou a França, por meio do esforço de Napoleão Bonaparte, para receber a Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec e que se caracterizaria como uma ciência a estudar a origem, a natureza e o destino dos Espíritos e as relações existentes entre o mundo físico e o espiritual. Marchando ao lado da Ciência acadêmica, mas não se detendo no mero estudo dos efeitos e, sim, remontando às causas, o Espiritismo demonstraria a existência de Deus, a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação, a pluralidade de mundos habitados, e tomaria por base moral da conduta humana e proposta psicoterapêutica a mensagem do Evangelho de Jesus. 
Conforme asseverou o médium, o Espiritismo é uma doutrina de fatos, com fundamento na Ciência- como a Biologia Molecular, a Física Quântica, a Parapsicologia, as Neurociências, a Psicologia Transpessoal, a Psiquiatria e outras áreas-, a demonstrar a nossa realidade profunda, o ser espiritual que somos, o Self, que aguarda ser descoberto, para que expanda-se na direção do próximo, encontrando, enfim, a felicidade de servir.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre e José Manuel

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)

Espanhol

DIVALDO FRANCO: GIRA EUROPEA 2016.
Bad Honnef, 28 y 29 de mayo de 2016.



Durante los días 28 y 29 de mayo, el médium y orador espírita Divaldo Franco realizó un seminario en la ciudad de Bad Honnef, Alemania, sobre el tema La felicidad es posible, y finalizó así la gira de 30 días de divulgación del Espiritismo en Europa, durante la cual estuvo en 9 países y 13 ciudades.
El acto, promovido por la Freundeskreis Allan Kardec Düsseldorf se llevó a cabo en el auditorio delHotel Seminaris Bad Honnef y contó con la participación de más de 280 personas cada día. El seminario fue traducido al alemán por la intérprete Edith Burkhard.
Dieciocho países estaban representados allí, para darnos una pequeña dimensión del alcance mundial del Espiritismo: Brasil, Francia, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Suiza, Suecia, Alemania, Japón, Italia, Holanda, España, Portugal, Reino Unido de Inglaterra, Austria, Polonia, Estados Unidos de Norteamérica, Emiratos Árabes: Dubai.
Las interpretaciones musicales -que encantaron al público-, estuvieron a cargo de Flávio Benedito (piano), Maurício Virgens (canto), Warren Richardson (canto) y Amina Richardson (canto).
Marina Steagall presentó la campaña mundial Life! Say Yes to...! (¡Vida! ¡Di que sí a...!), que enfoca los medios de valorización de la vida, y las equivocaciones y los prejuicios acerca del aborto, la eutanasia, la pena de muerte y el suicidio.

El sábado, el Encuentro dio comienzo con la evocación del pensamiento del filósofo griego Protágoras -del siglo V antes de Cristo-, quien afirmaba que el ser humano es la medida de todas las cosas. De ese modo, él colocaba al hombre en el centro del proceso cognitivo, dividido por entonces en una parte objetiva y otra subjetiva. Según ese filósofo, veríamos la realidad, sobre todo, de acuerdo con nuestro estado emocional. Para complementar ese pensamiento se abordó la propuesta de Emmanuel Kant, filósofo alemán iluminista, que sostenía que la realidad sólo sería percibida por el ser humano, a partir de sus experiencias objetivas previas, que serían formas que modelarían el contenido de la realidad aprehendida. Según lo manifestado, habría dos factores esenciales y determinantes del proceso de conocimiento: el ego y el Self, que serían el resultado de nuestras conquistas emocionales, sociológicas e intelectuales.
En esa breve introducción, ya tendríamos la base del tema del seminario: la realidad se presenta a todos tal cual es, y cada uno capta la parte de ella que le es posible y la interpreta según su propia emoción y, también, según las experiencias acumuladas. Ser feliz o desdichado, por lo tanto, dependería fundamentalmente del propio individuo y no de circunstancias o factores externos. Aquello que constituiría la felicidad para uno, no necesariamente sería la felicidad para otro. Y aquello que sería interpretado como felicidad por una determinada persona, en un determinado momento de su vida, tal vez en un período posterior de la existencia, fuese experimentado como desdicha. De ahí la necesidad, conforme con lo expuesto, de que el individuo realice el autodescubrimiento.

Con fundamento en la Psicología Analítica de Carl Gustav Jung, se dijo que la verdadera vida estaría dentro del ser humano, de manera que resulta indispensable el viaje interior para el encuentro con la realidad profunda del ser, para identificar los arquetipos, esas huellas antiguas de nuestras existencias pasadas, para la superación de los conflictos y las tendencias negativas, y la reconexión con el Self.
En el proceso evolutivo antroposociopsicológico y espiritual, el ser humano avanzaría desde el instinto hacia la razón, desde esta hacia la intuición y, finalmente, hacia la condición angelical, cuando superado el ego y sus derivados (egoísmo, egotismo, egolatría, egocentrismo), disfrutaría la plenitud del Selfmediante la vivencia del altruísmo, del amor al prójimo y a sí mismo, de la caridad, en definitiva.
Como un recurso auxiliar, para el análisis del problema del ego y su relación con el origen de los sufrimientos, así como de la necesidad de que la criatura humana modifique su conducta moral para mejor, como una forma de liberarse de los sufrimientos que la afligen y ser feliz, Divaldo propuso un estudio espírita y junguiano de la obra El Caballero de la Armadura Oxidada, del autor Robert Fisher.
A fin de que fuese posible realizar ese viaje de estudio sobre el autodescubrimiento y la autoiluminación más fácilmente, se abordó el concepto de ser humano, en sus aspectos biológico, psicológico y social, así como también el enfoque espírita, que lo presenta como un ser triple: cuerpo físico, periespíritu y Espíritu, demostrando que somos, en esencia, una energía pensante que sobrevive al deceso físico, y que realiza su proceso evolutivo por medio de las reencarnaciones. También fueron expuestos algunos conceptos de la Psicología Analítica de Carl Gustav Jung, tales como el consciente, el inconsciente colectivo y el individual, los arquetipos, el ego, el Self  y la sombra.

Seguidamente, el orador pasó al análisis específico de la anécdota contenida en el libro referido. Se trataba de un caballero que, a lo largo de muchos años, se habituó a estar vestido con su armadura de hierro, la cual acabó por oxidarse. Él estaba casado y tenía un hijo, pero su relación con la familia era muy distante y complicada. Después de una discusión con su esposa, disgustado, decidió el caballero alejarse del domicilio y realizar un viaje. En este viaje, él tomó contacto con algunos otros personajes -con los cuales se relacionó- que lo ayudaron a reflexionar sobre su propia existencia. Por último, el caballero consideró que debería quitarse la armadura -lo que no consiguió de inmediato-, dado que esta se encontraba muy oxidada. Uno de los personajes le dijo que le sería necesario recorrer una determinada senda, donde iba a encontrar tres castillos: el del silencio, el del conocimiento y el de la voluntad y la osadía. Le sería necesario permanecer un cierto tiempo en cada uno de ellos, para aprender las lecciones que le trasmitirían, a fin de que él pudiese ir hacia el siguiente. En ese proceso, al pasar por cada castillo, el caballero fue internalizando las diferentes enseñanzas, y reflexionó sobre su propia vida, llegando a conocerse más, y al mismo tiempo comenzó a modificar sus pensamientos, su conducta y, así, parte por parte, la armadura comenzó a caerse de su cuerpo, hasta que se vio completamente libre de ella.

Divaldo explicó que el recorrido del caballero por la senda, visitando cada uno de aquellos castillos, es precisamenete el viaje del autodescubrimiento y de la autoiluminación de todos nosotros, que somos portadores de nuestras máscaras, las personas a las cuales se refería Carl Gustav Jung. A lo largo de nuestra trayectoria evolutiva, hemos creado en nosotros condicionamientos negativos, que se convirtieron en una segunda naturaleza, y comenzamos a usar máscaras que componen nuestra personalidad, máscaras que utilizamos para agradar según las convenciones sociales. De tal modo, perdemos el contacto con nuestro ser profundo, nuestra realidad espiritual (Self). Esos condicionamientos negativos, nuestras tendencias negativas, serían la causa de nuestros sufrimientos.
Según lo que manifestó el orador, es necesario que realicemos el viaje interior, en busca del conocimiento de la Verdad, de las Leyes Divinas que están inscriptas dentro de nosotros, para que tomemos conciencia de que somos Espíritus inmortales, y que nuestra meta psicológica profunda debe ser amar, superando nuestros temores y dudas, eliminando nuestras imperfecciones morales y, de ese modo, estableciendo la conexión entre el ego y el Self.

Mediante el análisis del Decálogo Logoterapéutico de la Dra. Elisabeth Lukas, se destacaron los ítems que prescriben la necesidad de que nos reservemos un momento para nosotros mismos, que escuchemos a nuestra conciencia y que dediquemos tiempo a nuestra trascendencia, confirmando el estudio sobre el caballero de la armadura oxidada.
Para ejemplificar la propuesta de liberación del ego y la vivencia del altruísmo, como una forma de encontrar la felicidad, Divaldo narró una conmovedora historia, acerca de una de las más aclamadas contraltos de todas las épocas, Madame Ernestine Schumann-Heink, nacida en Austria y más tarde naturalizada norteamericana. Madame asistió a un concierto de música en USA, en el cual se presentaron varias criaturas. Una de ellas, de nombre Elizabeth, tenía apenas cinco años y tuvo un pésimo desempeño. Después de dejar el escenario, la niña corrió hacia la zona de camarines para llorar, prometiéndose nunca más tocar el violín. Madame fue a verla, y como había percibido el talento de la niña, le pidió que la acompañase en su gira. Cierto día, paseaban por un bosque cuando la Sra. Schumann-Heink le señaló a Elizabeth una calandria, y le relató la leyenda sobre aquella ave que cantaba con tanta belleza. La anécdota se refería a que, después de que creara el mundo y el ser humano, Dios percibió que todo era alegría en la Creación, con excepción del hombre que, desdichado, de todo se quejaba. Decidió, entonces, brindarle algo que alegrase sus días, y tomó una porción de barro y fue dándole forma hasta que, de pronto, se dio cuenta de que había modelado una pequeña ave. Le abrió el pico y le trasmitió la vida, diciéndole: Tú serás la calandria, y cantarás para que nunca más el ser humano esté triste. Y a partir de aquel día, su canto se apoderó del mundo, y nunca más hubo desdicha en él. Madame concluyó el diálogo diciendo: ¿Comprendes, Elizabeth? Todos somos calandrias de Dios; a mí Él me dijo: Ve y canta, a ti Él te dijo: Ve y toca el violín; a otro Él le dijo Ve y enseña. Todos tenemos algo que ofrecer al mundo para que no lo domine la tristeza, y así las personas puedan ser felices.

La pequeña nunca más se negó a tocar el violín. Muchos años más tarde, Madame tuvo una gran decepción porque su voz, finalmente, había fallado en un concierto. Aquella noche había pensado en dar por concluida su carrera, pero Elizabeth, que por entonces era una renombrada violinista, estaba en la platea y fue a ver a la extraordinaria contralto en su camarín. Le recordó la leyenda de la calandria, y le dijo que no se preocupara porque aquella noche su voz hubiera fallado, pues su misión era seguir adelante, aliviando la tristeza del mundo con su arte. Desde aquel día, Madame dejó los grandes escenarios y las selectas plateas para llevar su canto a los desventurados y sufridores de la Tierra. Y, con ese inspirador mensaje, Divaldo convocó a todos a que nunca nos olvidemos que somos calandrias de Dios, con los más diversos talentos, que deben ser puestos al servicio de Jesús, para ofrecer un poco de belleza y de alegría al mundo, tan sufrido, porque la verdadera felicidad no consiste en guardar algo para sí mismo, sino en distribuir los talentos para felicidad de todos.

En la fase final de los estudios del primer día de seminario, el médium hizo un análisis del concepto de felicidad y cómo disfrutarla, de acuerdo con la filosofía oriental, que se basaba en la revelación espiritual, y según la filosofia occidental, desde el período presocrático, la propuesta de Sócrates y de los filósofos pos-socráticos. Con un amplio enfoque en el mensaje socrático, afirmó que solamente mediante el autoconocimiento podría, el ser humano, hallar la felicidad. Ese concepto estaría también contenido en la respuesta que dieron los Espíritus nobles a la cuestión 919, elaborada por Allan Kardec e incluida en la obra El Libro de los Espíritus, la cual trata acerca del método práctico y eficaz para mejorar en esta vida y resistir la atracción del mal.

Con referencia a los trastornos depresivos, que en la actualidad se encuentran entre una de las tres principales causas de muerte en el mundo, Divaldo explicó que en la raíz de las depresiones existe un conflcto de culpa y, por lo tanto, es necesario que el individuo realice la terapia del autoamor, autoperdonándose y permitiéndose ser feliz, disfrutar la felicidad posible en la Tierra, que nunca es lineal ni constante, sino con las oscilaciones naturales de los desafíos de la existencia, de los dolores, de los infortunios, que forman parte de la experiencia evolutiva. La felicidad, entonces, sería el equilibrio o, también, la armonía físico-psíquico-emocional del ser, conservada en todas las circunstancias, incluso ante las contrariedades de la existencia.
El día 29, domingo, Divaldo comenzó el análisis sobre la felicidad recordando que, según la Doctrina Espírita, la educación de los caracteres humanos –por lo tanto, no sólo aquella de naturaleza formal, la instrucción-, sería fundamental para su conquista, pues implicaría el autoconocimiento y la superación de las malas tendencias (ego), con la dedicación de amor al prójimo. Servir al semejante sería el camino hacia la felicidad.
Seguidamente, abordó la obra literaria La ciencia de ser feliz -cuya autora es la Dra. Susan Andrews, psicóloga y antropóloga norteamericana, graduada en la Universidad de Harvard-, quien manifestó en su libro que la felicidad sería la combinación entre el grado y la frecuencia de las emociones positivas; el nivel medio de satisfacción que la persona obtiene durante un largo período; y la ausencia de sentimientos negativos, tales como la tristeza y la rabia. Para ella, la felicidad no estaría solamente caracterizada como la falta de emociones negativas, sino también como la presencia de sentimientos positivos. Se analizaron las 6 grandes ilusiones acerca de la felicidad: dinero, buena educación, juventud/belleza, éxito, salud, placer. Tales elementos no serían sinónimo de felicidad, visto que gran parte de sus portadores no serían realmente felices.

Pero, entonces, ¿cómo sería posible alcanzar la felicidad? Para esa respuesta, se presentó el contenido de la obra El Arte de Vivir, del filósofo griego estoico Epicteto, para quien una vida feliz y una vida virtuosa serían sinónimos. El ser humano debería buscar cómo realizar tan sólo las acciones correctas en su existencia, evitando pensar en el sufrimiento, dando lo mejor de sí, siendo siempre bueno y esculpiendo la belleza en su vida, a fin de que pudiese ser efectivamente feliz.
Mediante un enfoque comparativo con el Espiritismo, recordó que en la cuestión número 614 de El Libro de los Espíritus, Allan Kardec recibió como explicación de las Entidades superiores, que la ley natural o divina es la única verdadera para la felicidad del hombre, pues le indica aquello que debiera hacer o dejar de hacer, y que él sólo es desdichado cuando de ella se aparta.

En la fase final del seminario, Divaldo se refirió al resurgimiento del materialismo en el siglo XVII, con el pensamiento de filósofos tales como Pierre Gassendi, John Locke, Francis Bacon, y también con las teorías de los pensadores iluministas, no tardando, mientras tanto -como lo explicó-, la respuesta del Mundo Espiritual, que preparó a Francia, mediante el esfuerzo de Napoleón Bonaparte, para recibir la Doctrina Espírita, codificada por Allan Kardec, que se caracterizaría como una ciencia dedicada al estudio del origen, la naturaleza y eldestino de los Espíritus, y de las relaciones existentes entre el mundo físico y el espiritual. Mediante la marcha junto a la Ciencia académica, sin detenerse en el mero estudio de los efectos, sino remontándose hasta las causas, el Espiritismo demostraría la existencia de Dios, la inmortalidad del alma, la comunicabilidad de los Espíritus, la reencarnación, la pluralidad de los mundos habitados, y adoptaría como base moral de la conducta humana, y también como propuesta psicoterapéutica, el mensaje del Evangelio de Jesús. 
De conformidad con lo manifestado por el médium, el Espiritismo es una doctrina de fenómenos, con fundamento en la Ciencia -como por ejemplo la Biología Molecular, la Física cuántica, la Parapsicología, las Neurociencias, la Psicología Transpersonal, la Psiquiatría y otras áreas-, a fin de demostrar nuestra realidad profunda, el ser espiritual que somos, el Self, que aguarda ser descubierto, para que se expanda en dirección al prójimo y encuentre, finalmente, la felicidad de prestar servicio.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre y José Manuel

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)
 


terça-feira, 7 de junho de 2016

Registro. Divaldo Franco no XVI Congresso Espírita Colombiano. Medelín, Colômbia

02 de junho de 2016

Na cidade da eterna primavera, Medellin, teve início, no dia 2 de junho,  o XVI Congresso Espírita Colombiano, que terá continuidade de 3 a 6 de junho, e no qual se homenageiam os 150 anos de O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina segundo o Espiritismo, tendo como tema central, A Lei de Causa e Efeito.
Após os discursos do presidente da Comissão Organizadora, Carlos Castaño e do presidente da CONFECOL, Jorge Berrio, foi apresentado um programa musical pelo grupo Sello Azul, que interpretou composições de Beethoven e Schubert.
Realizada no Centro de Convenções Plaza Mayor, contou com cerca de mil pessoas, a conferência inaugural, com Divaldo Pereira Franco, o Semeador de Estrelas, abordando A vida depois da vida.

Divaldo iniciou citando Cícero que escreveu, com propriedade, que a História é a pedra de toque que desgasta o erro e faz brilhar a verdade.
Dezesseis séculos depois, Lord Bacon, representando a cultura da época, afirmava que uma filosofia superficial conduz a mente humana ao materialismo, à negação, enquanto uma filosofia profunda induz a cultura humana à verdadeira religião.
O pensamento de Lord Bacon chegava no começo do século XVI, quando houve a ruptura da religião com a ciência, quando não se estava mais diante da fé cega, mas de feitos notáveis.

Divaldo prosseguiu, num bosquejo pela História da Humanidade, destacando os feitos mais relevantes dos pensadores e correntes filosóficas e as diferentes conquistas da ciência, passando pelo materialismo dialético, científico e histórico, com citação da obra de Karl Marx.
Na sequência, enfocou Sigmund Freud, com sua doutrina materialista sobre a sexualidade, as posturas de Eros e Tanatos; fez especial menção à teoria dos arquétipos de Carl Gustav Jung, Ego e Self, dizendo que trazemos para a existência atual, as marcas que caracterizam a sombra que nos acompanha.
À medida em que o ser se esclarece, conhece a si mesmo, molda-se ao Evangelho de Jesus, que leciona que o reino dos céus está dentro de nós, vai transformando a sombra, marchando na direção da plenitude, o estado numinoso.
O Self não morre com a morte, não desaparece com a desagregação celular.
A psicologia analítica de Jung permite que, posteriormente, se descubra a Psicologia transcendental.
Divaldo apresenta o resultado da Revolução Francesa de 1792, que estabelece os direitos humanos e, de imediato, os direitos da mulher.
A Humanidade entra e sai do materialismo.

Em 1905, Albert Einstein propõe a Teoria da Relatividade. Em 2015, teve-se conhecimento de uma carta dele enviada a sua filha, onde faz uma revelação ainda mais grandiosa. Afirma ter descoberto algo que transcende, que além das quatro leis conhecidas pelo mundo: a gravidade, o eletromagnetismo, a física quântica forte, a física quântica fraca, há uma lei mais poderosa, a Lei de Amor.
No dia 25 de junho de 2000, na Casa Branca, Francis Collins apresenta a decodificação do genoma humano. Nessa oportunidade, o presidente Clinton, falando para o mundo, afirmou que a construção da criatura humana, de acordo com a genética, era uma obra de Deus.
Citou a Experiência de Quase Morte de Eben Alexander e dos relatos do seu livro Uma prova do céu: A jornada de um neurocirurgião à vida após a morte.
 Referiu-se ao geneticista  Dean Hamer que, através de suas investigações, sustenta que há, na criatura humana, o gene de Deus.
Reportou-se ao nascimento de Hippolyte Léon Denizard Rivail, em 1804, em Lyon, França, que publicou em Paris o mais notável compêndio de filosofia humana, com 1019 questões, na sua segunda edição. Nele, são abordados os enigmas do pensamento, desde a antropologia à ética-moral; aqueles de natureza sociológica ao pensamento ético, de consequências religiosas.
Allan Kardec é um cientista que prova, à luz da ciência, da filosofia e da ética-moral, que há vida depois da vida.
As extraordinárias investigações realizadas na França, Inglaterra, Alemanha, nos Países Baixos, Itália e, posteriormente, no Novo Mundo, confirmam tudo o que se encontra nas obras básicas da Doutrina Espírita, e que a define como a ciência que estuda a natureza, a origem e o destino dos Espíritos e as comunicações entre o mundo corporal e o mundo espiritual.

É uma doutrina nova embora os fenômenos sejam antigos.
Prosseguem as experiências de laboratório com os psiquistas do século XIX, depois da metapsíquica de Charles Richet, a parapsicologia dos anos 30, dos notáveis psicólogos investigadores, a psicossomática, a psicobiofísica dos anos 50 e, posteriormente, a investigação da natureza animal e material para chegar  ao Evangelho de Jesus. Jesus, modelo e guia da Humanidade.
Jesus é o mais notável homem da História da Humanidade. Ernest Renan dizia que Jesus era tão grande que dividiu a História, antes e depois dEle.
Renan declarou, na Escola de Ciências de Paris, que Jesus é um ser incomparável porque está acima de todas as paixões humanas.
Jesus é o primeiro a falar de amor, em sentido profundo, na História da Humanidade.
A Organização Mundial de Saúde define a saúde como um estado de equilíbrio emocional, de normalidade orgânica, de discernimento psíquico e espiritual. Acrescenta o estado espiritual para dizer que a vida não termina no momento em que o cérebro deixa de funcionar, apresentando-se o fenômeno biológico da morte.
Divaldo diz que o Espiritismo conseguiu o mais notável fenômeno da filosofia, matando a morte. Demonstra, com seu próprio exemplo, quando, aos quatro anos, se comunicou com sua avó desencarnada.

Há 78 anos vem divulgando esta Doutrina da verdade, tendo-o feito em 68 países, em mais de 2.500 cidades, recebendo mensagens em idiomas que não domina, como árabe, alemão, escrevendo em inglês e francês especular. Como explicar isso senão com a vida que continua despois desta vida?
O Espiritismo matou a tristeza, a agonia e nos trouxe a Boa Nova prometida por Jesus: Eu vou mas não vos deixarei órfãos. Enviarei o Espírito de Verdade, que repetirá o que vos tenho dito, vos ensinará coisas novas e ficará para sempre convosco.
Concluiu com a narrativa de uma experiência vivida na África, na qual, abraçando a um garçom, por orientação espiritual, lhe salva a vida porque ele, portador de um câncer, sem possibilidade de tratamento, tinha planejado se suicidar.
Cumpre-se, assim, a missão do Espiritismo de conviver com os que sofrem, repartir a alegria, brindar a certeza da imortalidade da alma, explicar a razão da miséria de hoje, como resultado das más ações do ontem, pois que somos construtores do nosso destino. Deus não castiga. Deus é amor e o amor não castiga. O amor ama e ama sempre! 

     Diana Burgos
    Tradução adaptada de Maria Helena Marcon
    Fotos: Katherine Del Toro
     Em 6.6.2016.

Espanhol  
DIVALDO FRANCO EN EL XVI CONGRESO ESPÍRITA COLOMBIANO - 
Medellín, 02 de junio de 2016.

En la ciudad de la eterna primavera, Medellín, comenzó el día 2 de junio el XVI Congreso Espírita Colombiano, que se prolongará durante los días 3 a 6 de junio -con el cual se conmemoran los 150 años de El Cielo y el Infierno, o La Justicia Divina según el Espiritismo; convocatoria que tiene como tema central La Ley de Causa y Efecto.
Después de los discursos del presidente de la Comisión Organizadora, Carlos Castaño, y del presidente de la CONFECOL, Jorge Berrío, se desarrolló un programa musical que estuvo a cargo del grupo Sello Azul, que interpretó composiciones de Beethoven y Schubert.
El acto se llevó a cabo en el Centro de Convenciones Plaza Mayor, y contó con la presencia de cerca de mil personas. La conferencia inaugural, a cargo de Divaldo Pereira Franco, el Sembrador de Estrellas, versó sobre el tema La vida después de la vida.

Divaldo comenzó citando a Cicerón, quien escribió con acierto que la Historia es la piedra de toque que desgasta el error, y hace brillar la verdad.
Dieciséis siglos después, Lord Bacon -representante de la cultura de esa época-, afirmaba que una filosofía superficial conduce la mente humana al materialismo, a la negación, mientras que una filosofía profunda conduce a la cultura humana hacia una verdadera religión.
El pensamiento de Lord Bacon llegaba en el comienzo del siglo XVI, cuando se produjo la ruptura entre la religión y la ciencia, cuando ya no se estaba ante la fe ciega sino ante hechos concretos.

Divaldo continuó con un bosquejo de la historia de la humanidad, y destacó los acontecimientos más relevantes acerca de los pensadores y las corrientes filosóficas, como también las diferentes conquistas de la ciencia, pasando por el materialismo dialéctico, el científico y el histórico, además de citar la obra de Karl Marx.

Seguidamente aludió a Sigmund Freud, con su doctrina materialista sobre la sexualidad, los conceptos de Eros y Tanatos, e hizo una especial mención a la teoría de los arquetipos de Carl Gustav Jung, Egoy Self, expresando que traemos a la existencia actual las señales que caracterizan a la sombra, que nos acompaña.
A medida que el ser se ilustra, se conoce a sí mismo, se adapta al Evangelio de Jesús, que enseña que el Reino de los Cielos está dentro de nosotros, va transformando la sombra, y avanza en dirección a la plenitud, el estado numinoso.
El Self no muere con la muerte, no desaparece con la disgregación celular.
La psicología analítica de Jung permite que, posteriormente, se descubra la Psicología trascendental.
Divaldo expone acerca del resultado de la Revolución Francesa de 1792, que establece los derechos humanos y, a continuación, los derechos de la mujer.
La humanidad entra y sale del materialismo.

En 1905, Albert Einstein propone la Teoría de la Relatividad. En 2015, se tuvo conociomiento de una carta que él había enviado a su hija, en la cual hace una revelación más grandiosa aún. Afirma haber descubierto algo trascendente, que va más allá de las cuatro leyes conocidas por el mundo: la gravedad, el electromagnetismo, la física cuántica fuerte, la física cuántica débil, alude a una ley más poderosa: la Ley del Amor.
El día 25 de junio de 2000, en la Casa Blanca, Francis Collins presenta la decodificación del genoma humano. En esa oportunidad, el Presidente Clinton, dirigiéndose al mundo, afirmó que la constitución de la criatura humana, de acuerdo con la genética, era una obra de Dios.

Citó la Experiencia de Casi Muerte de Eben Alexander, y los relatos de su libro Una prueba del Cielo: El viaje de un neurocirujano a la vida después de la muerte.
 Hizo mención al genetista Dean Hamer, quien a través de sus investigaciones sostiene que existe, en la criatura humana, el gen de Dios.
Se refirió al nacimiento de Hippolyte Léon Denizard Rivail, en 1804, en Lyon, Francia, quien publicó en París el más notable compendio de filosofía humana, con 1019 cuestiones en su segunda edición. En él, son abordados los enigmas del pensamiento, desde la antropología a la ética-moral; desde los de naturaleza sociológica, hasta el pensamiento ético de consecuencias religiosas.
Allan Kardec es un científico que demuestra, a la luz de la ciencia, de la filosofía y de la ética-moral, que hay vida después de la vida.
Las extraordinarias investigaciones realizadas en Francia, en Inglaterra, en Alemania, en los Países Bajos, en Italia y, posteriormente, en el Nuevo Mundo, confirman todo lo que se encuentra en las obras básicas de la Doctrina Espírita, Doctrina que se define como la ciencia que estudia la naturaleza, el origen y el destino de los Espíritus, y las comunicaciones entre el mundo corporal y el mundo espiritual.

Se trata de una Doctrina nueva, pese a que los fenómenos sean antiguos.
Prosiguen las experiencias de laboratorio con los psíquicos del siglo XIX, después de la metapsíquica de Charles Richet, la parapsicología de los años 30, de los destacados psicólogos investigadores, la psicosomática, la psicobiofísica de los años 50 y, posteriormente, la investigación de la naturaleza animal y material, para llegar al Evangelio de Jesús. Jesús, modelo y guía de la humanidad.
Jesús es el más notable hombre de la Historia de la humanidad. Ernest Renan decía que Jesús era tan importante, que dividió la Historia en antes y después de Él.
Renan declaró, en la Escuela de Ciencias de París, que Jesús es un ser incomparable, porque está por encima de todas las pasiones humanas.
Jesús es el primero que habló de amor en sentido profundo, en la Historia de la humanidad.
La Organización Mundial de la Salud define la salud como un estado de equilibrio emocional, de normalidad orgánica, de discernimiento psíquico y espiritual. Agrega, en cuanto al estado espiritual, que la vida no termina en el momento en que el cerebro deja de funcionar, cuando se presenta el fenómeno biológico de la muerte.
Divaldo dice que el Espiritismo consiguió el más destacado fenómeno de la filosofía, porque mató a la muerte; demuestra su afirmación con su propio ejemplo, cuando a los cuatro años se comunicó con su abuela desencarnada.

Hace 78 años que divulga esta Doctrina de la Verdad, y ha realizado esa tarea en 68 países, en más de 2.500 ciudades, y recibe por vía mediúmnica, mensajes en idiomas que no domina, tales como árabe, alemán, y además escribe en inglés y francés mediante la psicografía especular. ¿Cómo explicar eso si no es con la vida que continúa después de esta vida?
El Espiritismo acabó con la tristeza, con la agonía, y nos trajo la Buena Nueva prometida por Jesús: Yo nunca os dejaré huérfanos. Enviaré al Espíritu de Verdad, que repetirá lo que os he dicho, os enseñará cosas nuevas y permanecerá para siempre con vosotros.
Concluyó con la narración de una experiencia vivida en África, en la cual, abrazó a un joven -por indicación espiritual-, y le salvó la vida, porque aquel, portador de un cáncer sin posibilidad de tratamiento, había planeado suicidarse.
Se da cumplimiento, así, a la misión del Espiritismo, de convivir con los que sufren, de trasmitir alegría, brindar la certeza de la inmortalidad del alma, explicar la razón de la miseria actual, como resultado de las malas acciones del ayer, pues somos quienes edificamos nuestro destino. Dios no castiga. Dios es Amor y el Amor no castiga. ¡El Amor ama, y ama siempre! 


     Texto: Diana Burgos

    Traducción adaptada por Maria Helena Marcon
    Fotos: Katherine Del Toro
   
    El día 6.6.2016.

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

Divaldo Franco- Roteiro Europa 2016 Bad Honnef, Alemanha

Bad Honnef, 27 de maio de 2016

No dia 27 de maio, pela manhã, o médium e orador espírita Divaldo Franco viajou de Mannheim para a cidade de Bad Honnef, ambas na Alemanha, para ali proferir um seminário de 2 dias.
Ao início da noite, como preparação para os trabalhos do fim-de-semana, realizou com as mais de 180 pessoas já presentes um estudo da mensagem de Jesus, recordando o “culto do Evangelho no Lar” ou, ainda, as reuniões entre os cristãos primitivos nas catacumbas.
Faziam-se representados, na ocasião, 17 países de diferentes continentes: Alemanha, Suécia, Suíça, Brasil, Luxemburgo, Espanha, França, Bélgica, Itália, Reino Unido, Áustria, Canadá, Polônia, Estados Unidos, Holanda, Portugal, Emirados Árabes (Dubai).

Após bela apresentação artística, Divaldo referiu-se aos encontros de Jesus com os corações amigos para orar, quando Ele falava do “Reino de Deus” e conclamava a todos para os esforços e as renúncias necessárias no trabalho de construção desse reino na Terra. Também foi comentado sobre o período difícil que a Humanidade enfrenta, de caos, de violências de vários matizes, de ansiedades e depressões, de sofrimentos profundos, e que as ondas mentais de teores negativos, face a tantas dores, cria uma psicosfera densa, perturbadora e danosa para os seres humanos. Aquela reunião, como qualquer outra oportunidade de orar, funcionaria, ainda, como um recurso de limpeza psíquica, mediante o qual as irradiações mentais nobres, de amor, paz e fraternidade, diluiriam aqueloutras de conteúdo negativo.

Lucas Milagre, trabalhador da instituição “Mansão do Caminho” e que acompanhava o médium nesse roteiro pela Europa, abriu, aleatoriamente, a obra “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e procedeu a leitura da lição contida no capítulo 7 (“Bem-Aventurados os Pobres de Espírito”), item 13, intitulada “Missão do Homem Inteligente na Terra”.
Em seguida, foi explicado que a população presente no local compunha-se, como sabido, dos encarnados e dos Espíritos livres do corpo físico, e que nem todos os desencarnados encontravam-se suficientemente desmaterializados a ponto de poderem usar a linguagem pura do pensamento como forma de comunicação, não prescindindo, então, da comunicação verbalizada e no idioma que lhes era familiar quando ainda estavam na Terra. Dessarte, Divaldo propôs que aqueles que fossem convidados a comentar a lição lida na oportunidade, falassem nos idiomas dos países que representavam.
Edith Bukhard (Suíça), Anne Sinclair (Reino Unido), Manuel Sunyer (Espanha), Xavier Llobet (Catalunha-Espanha), Regina Zanella (Itália), Zelina Poinsignon (Luxemburgo), Ilda Hans (Suécia), Gorete Newton (Suíça) e Júlio Zacarchenco (Brasil) apresentaram suas considerações sobre o texto nos seus respectivos idiomas: alemão, inglês, espanhol, catalão, italiano, francês, sueco e português.
Os comentários finais ficaram a cargo de Divaldo, que narrou a história de Upagupta, segundo o poema “Abhisar”, de autoria de Rabindranath Tagore. Upagupta era um monge budista. Seu mestre fora Sanavasi, discípulo de Ananda, que foi um dos principais discípulos de Buda. Na história, o monge vivia em peregrinação constante, a divulgar a mensagem budista. Quando encontrava-se em um campo em Mathura, adormeceu. Vasavdatta, uma linda cortesã da cidade, por ali passando, percebeu o monge dormindo. Encantada com a bela aparência do rapaz e seu magnetismo incomum, a jovem convidou-o para ir à sua casa. Mas ele recusou-se, dizendo, gentilmente, que naquele momento não poderia acompanhá-la e que, num futuro não muito distante, ele aceitaria o convite. Ela insistiu várias vezes, mas debalde. E saiu profundamente contrariada. Sete meses mais tarde, durante uma festividade na floresta, onde todas as pessoas da cidade reuniam-se, Upagupta, de passagem, foi além das cercanias da região e encontrou Vasavdatta severamente deformada por uma doença cruel, com pústulas que cobriam-lhe todo o corpo. Por causa da enfermidade, os moradores do vilarejo lançaram-lhe fora para além dos muros da cidade, para que não contaminasse a ninguém. Upagupta reconheceu-a e recolheu-a em seus braços para cuidar-lhe do corpo e da alma. A antiga cortesã, agora sem o esplendor físico, completamente deformada, indagou-lhe sobre quem era. E o gentil monge redarguiu: Vasavdatta, eis que chegou o tempo de buscar-lhe e estar contigo, sou Upagupta.

Com essa comovente narrativa, o médium elucidou sobre “os pobres em espírito”, do sermão do monte. Segundo sua palavra, a admoestação do Cristo referia-se à necessidade de esvaziarmos o ego para vivermos a plenitude do Self. Deveríamos esvaziarmo-nos das ambições, do orgulho, das vaidades, do egoísmo, e preenchermo-nos com ternura, afabilidade, paz, amor, paciência. Seria um esforço de superação das nossas más inclinações, para a aquisição de virtudes.
Vasavdatta, a cortesã, tinha as riquezas do reino de Mamom, vivia de ilusões e sofria do terrível vazio existencial. Quando as ilusões dissiparam-se e ela teve de enfrentar a realidade, Upagupta veio ao seu encontro, para oferecer-lhe a mensagem de redenção espiritual, a fim de que pudesse encontrar a alegria de viver e a plenitude. A sua mensagem era o Amor, porque somente o Amor é capaz de preencher o vazio existencial , conectando o ego e o Self.
As palavras finais desse encontro foram em versos, dentro de melodiosa e perfeita métrica, exortando a todos à vivência do Amor: “Agora! É o teu santo momento de ajudar!”

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Jose Manuel


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



Espanhol



DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016.
Bad Honnef, 27 de mayo.

El día 27 de mayo, por la mañana, el médium y orador espírita Divaldo Franco viajó desde Mannheim hasta la ciudad de Bad Honnef, ambas en Alemania, para allí pronunciar un seminario de dos días de duración.
Al anochecer, a modo de preparación para las tareas del fin de semana realizó, con más de 180 personas que ya estaban presentes, un estudio del mensaje de Jesús, recordando el culto del Evangelio en el hogar o, también, las reuniones entre los cristianos primitivos, en las catacumbas.
Estuvieron representados en esa ocasión 17 países, de diferentes continentes: Alemania, Suecia, Suiza, Brasil, Luxemburgo, España, Francia, Bélgica, Italia, Reino Unido, Austria, Canadá, Polonia, Estados Unidos de Norteamérica, Holanda, Portugal, Emiratos Árabes (Dubai).

Después de una grata presentación artística, Divaldo se refirió a los encuentros de Jesús con los corazones amistosos para orar, cuando Él aludía al Reino de Dios y convocaba, a todos, a los esfuerzos y las renuncias necesarias en la tarea de edificación de ese Reino en la Tierra. También hizo comentarios acerca del período difícil que atraviesa la humanidad, de caos, de violencias de diversos matices, de ansiedades y depresiones, de sufrimientos profundos, y acerca de que las ondas mentales de tenor negativo, en vista de los sufrimientos, crea una psicósfera densa, perturbadora y dañina para los seres humanos. Aquella reunión, como toda otra oportunidad de orar, funcionaría, además, como un recurso para limpieza psíquica, mediante el cual las irradiaciones mentales dignas, de amor, paz y fraternidad, disiparían aquellas otras de contenido negativo.

Lucas Milagre, un colaborador de la Institución Mansión del Camino, que acompañaba al médium en esa gira por Europa, abrió aleatoriamente la obra El Evangelio según el Espiritismo y procedió a la lectura de la lección contenida en el capítulo 7 (Bienaventurados los pobres de espíritu), ítem 13, que lleva por título Misión del Hombre Inteligente en la Tierra. A continuación, explicó que la población presente en ese lugar estaba compuesta, como es sabido, por los encarnados y los Espíritus liberados del cuerpo físico, y que no todos los desencarnados se encontraban suficientemente desmaterializados, al punto de que podían usar el lenguaje puro del pensamiento como una forma de comunicación, aunque no prescindieran -entonces-, de la comunicación verbalizada, en el idioma que les era familiar cuando aún estaban en la Tierra. De ese modo, Divaldo propuso que aquellos que fuesen invitados a comentar la lección que se había leído en esa oportunidad, hablaran en las lenguas de los países que representaban.
Edith Burkhard (Suíza), Anne Sinclair (Reino Unido), Manuel Sunyer (España), Xavier Llobet (Cataluña-España), Regina Zanella (Italia), Zelina Poinsignon (Luxemburgo), Ilda Hans (Suecia), Gorete Newton (Suiza) y Julio Zacarchenco (Brasil), presentaron sus reflexiones sobre el texto en sus respectivos idiomas: alemán, inglés, español, catalán, italiano, francés, sueco y portugués.
Los comentarios finales estuvieron a cargo de Divaldo, quien relató la historia de Upagupta, según el poema Abhisar, del autor Rabindranath Tagore. Upagupta era un monje budista. Su maestro había sido Sanavasi, discípulo de Ananda, que fue -a su vez- uno de los principales discípulos de Buda. Según el relato, el monje vivía en constante peregrinación, divulgando el mensaje budista. Cuando se encontraba en un campo en Mathura, se echó a dormir. Vasavdatta, una hermosa cortesana de la ciudad, al pasar por allí vio que el monje estaba durmiendo. Encantada con la grata apariencia del joven y con su magnetismo poco común, la joven lo invitó a que fuera a su casa. Pero él se excusó, diciendo gentilmente que en aquel momento no podría acompañarla y que, en un futuro no muy distante, él aceptaría la invitación. Ella insistió varias veces, pero fue en vano, y se retiró profundamente contrariada. Siete meses más tarde, durante una festividad en el bosque, donde todas las personas de la ciudad se habían reunido, Upagupta, al pasar por el lugar, fue más allá de los alrededores de la región y encontró a Vasavdatta severamente deformada por una enfermedad cruel, con pústulas que le cubrían todo el cuerpo. A consecuencia de la enfermedad, los moradores de la villa la arrojaron fuera de los muros de la ciudad, para que no contagiase a nadie. Upagupta la reconoció y la tomó en sus brazos para cuidar de su cuerpo y de su alma. La antigua cortesana, por entonces sin el esplendor físico, completamente deformada, le preguntó quién era, y el gentil monje respondió: Vasavdatta; ha llegado el momento de buscarte y estar contigo, yo soy Upagupta.

Con esa conmovedora narración, el médium explicó acerca de los pobres de espíritu del Sermón de la montaña. Según sus palabras, la recomendación del Cristo se refería a la necesidad de que nos liberásemos del ego para vivir la plenitud del Self. Deberíamos, pues, liberarnos de las ambiciones, del orgullo, de las vanidades, del egoísmo, y colmarnos de ternura, afabilidad, paz, amor, paciencia. Sería ese un esfuerzo para la superación de nuestras malas tendencias, a fin de conquistar virtudes.
Vasavdatta, la cortesana, poseía las riquezas del reino de Mamón, vivía de ilusiones y padecía un terrible vacío existencial. Cuando sus ilusiones se disiparon y ella debió enfrentar la realidad, Upagupta llegó a su encuentro para ofrecerle el mensaje de la redención espiritual, a fin de que pudiese hallar la alegría de vivir y la plenitud. Su mensaje era el Amor, porque solamente el Amor es capaz de llenar el vacío existencial, estableciendo la conexión entre el ego y el Self.
Las palabras finales de ese encuentro fueron en verso, según una melodiosa y perfecta métrica, exhortando a todos a la vivencia del Amor: ¡Ahora ha llegado tu sagrado momento de ayudar!

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Jose Manuel
   
(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])
 


domingo, 5 de junho de 2016

Registro. Divaldo Franco no XVI Congresso Espírita Colombiano. Medelín, Colômbia

Medelín 03 junho 2016

Divaldo Franco após concluir, no início deste junho/2016, a temporada de palestras na Europa, perfazendo 30 dias por 14 cidades e 10 países, retornou ao Brasil com escala em São Paulo, de onde rumou para a Colômbia, em nova jornada doutrinária, a fim de participar do XVI Congresso Espírita Colombiano, que se realiza de 03 a 06 junho em Medelín, Colômbia. Perante um público de 900 pessoas, fez a abertura desse Congresso, em retumbante oratória, que lhe proporcionou demorada ovação, certamente servindo-lhe de venerável estímulo para seu gigantesco esforço, multiplicando-lhe alegrias, após exaustivas viagens.


Fotos: Katherine Del Toro, Francisca Llamosa e Asociación Espírita Tercera Revelación
  Abraços, Equipe RS

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



Divaldo Franco - XVI Congreso Espírita Colombiano
Medellín, 03 de junio de 2016.

Divaldo Franco, luego de que concluyera -en los primeros días de este mes-, la temporada de conferencias en Europa, cuando recorrió durante 30 días, 14 ciudades y 10 países, regresó a Brasil haciendo escala en San Pablo, desde donde se dirigió a Colombia, en un nuevo viaje doctrinario, a fin de participar del XVI Congreso Espírita Colombiano, que se lleva a cabo entre el 03 y el 06 de junio en Medellín, Colombia.
Ante un público compuesto por 900 personas, realizó la inauguración del Congreso, con una resonante elocuencia, que le significó una prolongada ovación, la que por cierto le sirvió de venerable estímulo para su gigantesco esfuerzo, multiplicando su alegría, después de agotadores viajes.


Fotos: Katherine Del Toro, Francisca Llamosa y Asociación     Espírita "Tercera Revelación".

  Abrazos, Equipo RS

 (Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

 

terça-feira, 31 de maio de 2016

Divaldo Pereira Franco. Roteiro Europa- 2016 Stuttgart, Alemanha

Stuttgart, 26 de maio de 2016

Na quinta-feira passada, 26, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Stuttgart, Alemanha, com o tema “Violência e Paz”, que foi traduzida ao alemão pela intérprete Edith Burkhard.
O evento foi realizado na sede do “Gruppe SEELE” e contou com a presença de mais de 150 pessoas.
A abordagem do tema teve como ponto de partida as reflexões convergentes dos filósofos Protágoras, do século V a.C., e Immanuel Kant, do século XVIII. O primeiro afirmara que “o homem é a medida de todas as coisas”. O foco do processo cognitivo passava do objeto observado para o observador, o ser humano. A compreensão da realidade seria algo variável, de acordo com a capacidade de cada observador. Kant concordaria, nesse sentido, afirmando que a percepção da realidade variaria de acordo com o estado mental de cada observador e de seus conteúdos interiores.
Numa percepção mais ampla e profunda da realidade, poder-se-ia dizer que a violência não seriam apenas os atos de agressividade, mas também toda e qualquer infringência às leis divinas ou naturais. Ao violá-las, a pessoa criaria um estado de desarmonia em si, maculando o seu equilíbrio, a sua paz e a sua saúde, e irradiando essas perturbações ao ambiente onde vive.
Foi recordado que no ano 2000, a UNESCO realizou o "Manifesto 2000". Aquela organização internacional elaborou um estudo profundo com especialistas a respeito de como poderia ser alcançada a paz no mundo. A conclusão foi a de que esse desiderato poderia ser conquistado sem grandes dificuldades, desde que os governos de todas as nações comprometessem-se a seguir os itens incluídos no manifesto. Curiosamente, todos os seus itens, de alguma forma, derivavam de ensinamentos ou recomendações das diversas religiões do planeta, versando sobre a ternura, a afetividade, o amor, a compreensão, a tolerância. Os seis itens seriam: preservar a paz, onde quer que ela se encontre; rejeitar a violência; ser generoso e tolerante; procurar ouvir para compreender; respeitar a natureza; e, finalmente, redescobrir a solidariedade. Divaldo recordou também que no mesmo ano 2000, na cidade de Nova Iorque, nos EUA, foi realizado o Primeiro Encontro Mundial de Líderes Religiosos, promovido pela Organização das Nações Unidas.

Divaldo asseverou que, fazendo-se uma radiografia das guerras, constatar-se-ia que ao longo da História a maior parte delas no mundo foi promovida pelas religiões. Mas, acrescentou, além das guerras externas, haveria as guerras interiores, quase que permanente na maioria dos seres humanos, e decorrentes dos conflitos íntimos pela falta de conexão do ego com o Self.
Essa fusão entre o ego e o Self seria realizada pelo Amor. O antídoto para a violência, então, seria amar; amar inclusive os que nos fazem o mal, de maneira a diluir o ódio com aquele sentimento que é de não-violência. A História oferecer-nos-ia exemplos notáveis de seres humanos que conseguiram neutralizar o ódio de milhares de criaturas pela força do amor, como Martin Luther King Jr., Nelson Mandela, Mohandas K. Gandhi.
Divaldo esclareceu que a violência deve ser entendida também como toda ação nossa que é negativa para o próximo.
E afirmou, ainda, que a nossa paz depende de uma ação efetiva de nossa parte. Não basta evitar a violência. Temos de agir, positivamente, com comportamentos de não-violência. Essa ação de não-violência geraria um ambiente social de paz. Isso significa que, para conseguirmos agir como pacificadores, esparzindo a energia da paz pelo mundo, teríamos, antes, de estarmos interiormente pacificados.

E quais seriam os recursos necessários para atingirmos a paz interior? O Espiritismo, conforme assertiva, dar-nos-ia tudo o que pode tornar-nos plenos e pacificados. Com os seus postulados da imortalidade da alma, da reencarnação, da comunicabilidade dos Espíritos, da reencarnação, e o código de ética que se constitui a mensagem psicoterapêutica do Evangelho de Jesus, qualquer indivíduo poderia realizar a viagem interior do autodescobrimento e da autoiluminação, para a superação das más inclinações, a solução dos conflitos íntimos e a conquista da plenitude.
Como mensagem final, Divaldo ressaltou que mesmo quando sintamos que perdemos quase tudo, devemos manter a esperança, que sempre sustenta-nos na vida, e cultivar sonhos que nos impulsionem a seguir adiante, amando e perdoando sempre, aos nossos irmãos e a nós mesmos.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



Espanhol


DIVALDO FRANCO en EUROPA
Stuttgart, 26 de mayo de 2016.




El pasado día jueves 26, el médium y orador espírita Divaldo Franco pronunció una conferencia en la ciudad de Stuttgart, Alemania, basada en el tema Violencia y Paz, que fue traducida al alemán por la intérprete Edith Burkhard.
El acto se realizó en la sede del Gruppe SEELE y contó con la presencia de más de 150 personas.
El enfoque del tema tuvo como punto de partida las reflexiones convergentes de los filósofos Protágoras, del siglo V a.C., y Emmanuel Kant, del siglo XVIII. El primero había manifestado queel hombre es la medida de todas las cosas. El foco del proceso cognitivo pasaba del objeto observado al observador, el ser humano. La comprensión de la realidad sería algo variable, de acuerdo con la capacidad de cada observador. Kant concordaría en ese sentido, afirmando que la percepción de la realidad variaría de acuerdo con el estado mental de cada observador y con sus contenidos internos.
En una percepción más amplia y profunda de la realidad, se podría decir que la violencia no consistiría sólo en los actos de agresividad, sino también en toda transgresión a las Leyes Divinas o naturales. Al violarlas, la persona crearía un estado de desarmonía dentro de ella, perturbando su equilibrio, su paz y su salud, e irradiando esas perturbaciones al ambiente donde vive.
Se recordó que en el año 2000, la UNESCO realizó el Manifiesto 2000. Dicha organización internacional elaboró un estudio profundo junto con especialistas, respecto de cómo podría conseguirse la paz en el mundo. La conclusión fue que ese objetivo podría conquistarse sin grandes dificultades, siempre que los gobiernos de todas las naciones se comprometiesen a cumplir los puntos incluidos en el manifiesto. Curiosamente, todos sus ítems, de alguna forma derivaban de enseñanzas o recomendaciones de las diversas religiones del planeta, y versaban sobre la ternura, la afectividad, el amor, la comprensión, la tolerancia. Los seis ítems serían: preservar la paz, donde quiera que esta se encuentre; rechazar la violencia; ser generoso y tolerante; procurar escuchar para comprender; respetar la naturaleza; y, finalmente, volver a descubrir la solidaridad. Divaldo recordó, también, que en ese mismo año 2000, en la ciudad de Nueva York, en USA, se realizó elPrimer Encuentro Mundial de Líderes Religiosos, promovido por la Organización de las Naciones Unidas.

Divaldo expresó que si se hiciera una radiografía de las guerras, se constataría que a lo largo de la Historia, la mayor parte de ellas en el mundo fue promovida por las religiones. Pero -agregó- además de las guerras externas, habría guerras internas, casi permanentemente en la mayoría de los seres humanos, derivadas de los conflictos internos, por la falta de conexión entre el ego y el Self.
Esa fusión entre el ego y el Self sería realizada por el Amor. El antídoto para la violencia, entonces, sería amar; amar incluso a aquellos que nos hacen el mal, de manera de disolver el odio con aquel sentimiento que es de no-violencia. La Historia nos ofrecería ejemplos notables de seres humanos que consiguieron neutralizar el odio de miles de criaturas a través de la potencia del amor, como Martin Luther King Jr., Nelson Mandela, Mohandas K. Gandhi.
Divaldo explicó que la violencia debe ser entendida, también, como toda acción nuestra que es negativa para el prójimo y afirmó, además, que nuestra paz depende de una acción efectiva de parte nuestra. No alcanza con evitar la violencia. Debemos proceder positivamente, con comportamientos de no-violencia. Esa acción de no-violencia daría lugar a un ambiente social de paz. Eso significa que, para que consigamos proceder como pacificadores, difundiendo la energía de la paz por el mundo, tendríamos previamente que estar pacificados en nuestro interior.

¿Y cuáles serían los recursos necesarios para que alcancemos la paz interior? El Espiritismo, conforme con lo afirmado, nos daría todo lo que puede propiciar nuestra plenitud y nuestra paz. Con sus postulados acerca de la inmortalidad del alma, de la reencarnación, de la comunicabilidad de los Espíritus, de la reencarnación, y el código de ética que constituye el mensaje psicoterapéutico del Evangelio de Jesús, todos los individuos podrían realizar el viaje interior para el autodescubrimiento y la autoiluminación, para la superación de las tendencias perjudiciales, la solución de los conflictos íntimos y la conquista de la plenitud.
Como mensaje final, Divaldo destacó que incluso cuando sintiéramos que perdemos casi todo, debemos conservar la esperanza, que siempre sustenta nuestra vida, y cultivar sueños que nos impulsen a seguir adelante, amando y perdonando siempre, a nuestros hermanos y a nosotros mismos.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre


(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)


segunda-feira, 30 de maio de 2016

Divaldo Pereira Franco. Roteiro Europa- 2016 Frankfurt, Alemanha

Frankfurt, 25 de maio de 2016 

Na última quarta-feira, 25, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Frankfurt am Main, Alemanha, com o tema “Cura e Autocura”. 
O evento foi realizado na “DJH Jugendherberge Frankfurt”, com a presença de mais de 190 pessoas.   
A dissertação foi iniciada com a evocação do pensamento de Protágoras, filósofo do século V a.C., que afirmara que “o homem é a medida de todas as coisas”, estabelecendo, assim, o princípio da relatividade da observação da realidade pelos seres humanos. Nesse mesmo sentido, 23 séculos depois do filósofo grego, Immanuel Kant falaria que a percepção da realidade varia de acordo com o estado mental de cada observador e de seus conteúdos interiores.  
Por isso, cada indivíduo teria uma relação muito particular com a realidade, percebendo os fenômenos exteriores e com eles interagindo de maneiras variadas. A Psicologia moderna, então, concluiria que somos o resultado de nossas emoções.  
Essa introdução seria para esclarecer-nos que os estados de saúde e de doença e os processos de cura e autocura dependem diretamente de como percebemos a realidade (interna e exterior) e com ela interagimos. 

Foi citado um trecho da mensagem “A Paciência”, do capítulo 9 de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, que diz que “a dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos”. A colocação, conquanto aparentemente estranha, adquire um sentido profundo, positivo e lógico à luz da reencarnação. Reconhecendo que já passamos por diversas experiências corpóreas e que cometemos equívocos que geraram-nos desarmonias psicológicas e energéticas, ficaria fácil compreender as aflições atuais como efeitos de nossos atos negativos do passado. Na atual reencarnação, teríamos a oportunidade de expungir as desarmonias espirituais e energéticas, reajustando as nossas emoções e eliminando as nossas culpas. A dor, dessarte, seria uma bênção na medida em que representaria a misericórdia de Deus a facultar-nos a chance de recomeço a nós outros que somos equivocados reincidentes.

O estado natural da criatura humana seria o de saúde, de equilíbrio. Mas, por causa de nosso raciocínio ainda mal orientado, de nossas emoções inferiores e do extravasar de nossas paixões, optando por prazeres negativos, resultado do ego, geraríamos em nós estados de desarmonia, de desequilíbrio.

A divindade teria criado um código de leis naturais perfeitas a manter o equilíbrio universal. Toda vez que infringimos essas leis, quebramos a harmonia e estabelecemos em nós o desequilíbrio,  resultando no estado de doença.

A recuperação desse estado, conforme explicado, poderia ser facilmente alcançada por meio do exercício do Amor. Os resgastes de nossos atos infelizes não precisariam ser, necessariamente, pelo sofrimento. Jesus afirmaria que “o amor cobre a multidão de pecados”, deixando claro que a cura de nossos desequilíbrios e patologias pode ser obtida pelo amor, evitando-se o prolongamento de nossas dores. A Lei de Amor seria a base de toda a proposta filosófica e psicoterapêutica do Evangelho de Jesus.

Ainda sobre o amor, ele fora apresentado como a força mais poderosa do Universo. Albert Einstein teria assim afirmado, em uma carta à sua filha, dizendo-lhe que o amor seria uma força muitíssimo mais poderosa que a gravidade, o eletromagnetismo, a força quântica forte e a força quântica fraca.

Divaldo discorreu sobre a abordagem a respeito da saúde feita pelo médico cirurgião e cancerologista estadunidense Dr. Bernie Siegel, que teria asseverado que deveríamos desenvolver 4 tipos de fé como base para a nossa saúde: a fé em Deus, no médico, no tratamento e em si mesmo. Nessa mesma linha de pensamento, a respeito da cura e autocura pelo poder da mente e equilíbrio de nossas emoções, a Organização Mundial de Saúde teria proposto que cada indivíduo fosse o seu próprio médico e que sempre consultasse a  própria consciência, para a eliminação de más inclinações e culpas e  melhor condução de sua vida.

Foi apresentadas, também, as experiências e descobertas dos neurocientistas Dr. Michael Persinger e Vilayanur Ramachandran. A partir de imagens obtidas com tomografias com emissão de pósitrons, verificou-se que determinada região do cérebro humano produziria uma reação luminescente toda vez que a pessoa ouvia o nome de Deus, em qualquer idioma, sob qualquer designação. Essa área cerebral teria sido chamada de “o ponto de Deus”, demonstrando que somos seres que trazemos a divindade em nós, conforme afirmado por Jesus e confirmado pela Doutrina Espírita. A partir dessa descoberta, a Dra. Danah Zohar, física, iniciou estudos nesse campo e concluiu que o ser humano teria um terceiro tipo de inteligência, muito mais importante do que a intelectual e a emocional. Seria a inteligência espiritual, que diria respeito à forma como o indivíduo conecta-se com a transcendência e a sua realidade profunda (espiritual).

Na conclusão das reflexões acerca do binômio saúde-doença e da cura e autocura, Divaldo afirmou que temos de ter a consciência de que somos Espíritos imortais, construtores de nossa saúde ou do estado patológico em nós, mediante as ações, os pensamentos e as emoções que cultivamos, em perfeita obediência à lei de ação e reação. Dessa forma, seria ideal que procurássemos sorrir mais, fazer mais o bem, amar mais, sendo gentis e gratos, e , fazendo a viagem interior, eliminássemos os nossos conflitos, procurando superar as nossas más inclinações, tornando a nossa existência numa permanente primavera de amor, paz, esperança e sonhos.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


Espanhol


DIVALDO FRANCO: GIRA EUROPEA 2016.

Frankfurt, 25 de mayo.

El día miércoles 25 ppdo., el médium y orador espírita Divaldo Franco pronunció una conferencia en la ciudad de Frankfurt au Main, Alemania, sobre el tema Curación y Autocuración. 
El acto se llevó a cabo en la DJH Jugendherberge Frankfurt, y contó con la presencia de más de 190 personas.   
La disertación comenzó con la evocación del pensamiento de Protágoras, filósofo del siglo V a. C., quien expresó que el hombre es la medida de todas las cosas, con lo que estableció el principio de la relatividad de la observación de la realidad por los seres humanos. En ese mismo sentido, 23 siglos después del filósofo griego, Emmanuel Kant expresó que la percepción de la realidad varía, de acuerdo con el estado mental de cada observador y de sus contenidos interiores.  
Por eso, cada individuo tendría una relación muy particular con la realidad, al percibir los fenómenos exteriores e interactuar con ellos de maneras diferentes. La Psicología moderna, pues, llegaría a la conclusión de que somos el resultado de nuestras emociones.  
Esa introducción tendería a explicarnos que los estados de salud y de enfermedad, así como también los procesos de curación y autocuración dependen directamente de cómo percibimos la realidad (sea interna o externa) y cómo interactuamos con ella. 

Se citó un párrafo del mensaje La paciencia, del capítulo 9 de El Evangelio según el Espiritismo, de Allan Kardec, que expresa que el dolor es una bendición que Dios envía a sus elegidos. Tal afirmación, aunque aparentemente resulte extraña, adquiere un sentido profundo, positivo y lógico a la luz de la reencarnación. A partir de reconocer que hemos pasado por diversas experiencias corporales, y que hemos cometido equivocaciones que generaron en nosotros desequilibrios psicológicos y energéticos, fácil sería comprender las aflicciones del presente, como los efectos de nuestros actos negativos del pasado. En la actual reencarnación, tendríamos la oportunidad de borrar las desarmonías espirituales y energéticas, mediante la reparación de nuestras emociones y la eliminación de nuestras culpas. El dolor, por consiguiente, sería una bendición, en la medida en que representaría la misericordia de Dios, que nos propicia la oportunidad de volver a comenzar, a nosotros, que somos reincidentes en nuestras equivocaciones.

El estado natural de la criatura humana sería el estado de salud, de equilibrio. Pero a consecuencia de nuestro razonamiento aún mal orientado, de nuestras emociones inferiores y del desborde de nuestras pasiones, cuando optamos por los placeres negativos, como resultado del ego, generaríamos en nosotros los estados de falta de armonía, de desequilibrio.

La divinidad habría creado un código de leyes naturales perfectas a fin de conservar el equilibrio universal. Cada vez que transgredimos esas leyes, quebramos la armonía e instalamos en nosotros el desequilibrio, de lo que resulta el estado de enfermedad.

La recuperación de ese estado -de conformidad con lo explicado-, podría fácilmente lograrse por medio de la ejercitación del Amor. Las reparaciones de nuestros actos mal orientados no necesariamente deberían producirse a través del sufrimiento. Jesús habría afirmado que el amor cubre la multitud de pecados, dejando en claro que la cura de nuestros desequilibrios y de nuestras patologías se puede obtener mediante el amor, evitando la prolongación de nuestros padecimientos. La Ley de Amor sería la base de la propuesta filosófica y psicoterapéutica del Evangelio de Jesús.

Además, acerca del amor, Él lo habría presentado como la potencia más poderosa del universo. Albert Einstein habría afirmado, también, en una carta a su hija, que el amor sería una fuerza mucho más poderosa que la gravedad, que el electromagnetismo, que la fuerza cuántica intensa y que la fuerza cuántica débil.

Divaldo se refirió al enfoque relacionado con la salud, enunciado por el médico cirujano y cancerólogo estadounidense Dr. Bernie Siegel, quien habría expresado que deberíamos desarrollar 4 tipos de fe como base para nuestra salud: la fe en Dios, en el médico, en el tratamiento y en uno mismo. En esa misma línea de pensamiento, con respecto a la cura y la autocura por el poder de la mente y el equilibrio de nuestras emociones, la Organización Mundial de la Salud habría propuesto que cada individuo fuese el médico de sí mismo, y que siempre consultase a su propia conciencia, a los efectos de la eliminación de las tendencias nocivas y las culpas, y para una mejor orientación de su vida.

También fueron expuestas las experiencias y los descubrimientos de los neurocientíficos Dres. Michael Persinger y Vilayanur Ramachandran. A partir de imágenes obtenidas mediante tomografías con emisión de positrones, se verificó que una determinada zona del cerebro humano produciría una reacción luminosa, cada vez que la persona escuchaba el nombre de Dios, en cualquier idioma, cualquiera fuera la denominación. Esa zona cerebral habría sido denominada el punto de Dios, demostrando que somos seres portadores de la Divinidad dentro de nosotros, de conformidad con lo expresado por Jesús y confirmado por la Doctrina Espírita. A partir de ese descubrimiento, la Dra. en física Danah Zohar comenzó estudios en ese campo, y concluyó que el ser humano tendría un tercer tipo de inteligencia, mucho más importante que la inteligencia intelectual y la emocional. Sería la inteligencia espiritual, relacionada con la forma cómo el indivíduo se conecta con la trascendencia y con su realidad profunda (espiritual).

En la conclusión de las reflexiones acerca del binomio salud-enfermedad y de la cura y la autocura, Divaldo manifestó que debemos tener conciencia en cuanto a que somos Espíritus inmortales, que edificamos nuestra salud o el estado patológico mediante nuestras acciones, nuestros pensamientos y las emociones que cultivamos, en perfecta correspondencia con la ley de acción y reacción. De esa forma, sería ideal que nos propusiéramos sonreír más, hacer más el bien, amar más, siendo gentiles y agradecidos, y al realizar el viaje hacia nuestro interior elimináramos nuestros conflictos, procurando superar nuestras malas tendencias, con lo que convertiríamos nuestra existencia en una permanente primavera de amor, paz, esperanza y sueños.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre


(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)



domingo, 29 de maio de 2016

Divaldo Pereira Franco – Roteiro Europa 2016 Mannheim, Alemanha

Mannheim, 24 de maio de 2016

Na última terça-feira, 24, o médium e orador espírita Divaldo Franco proferiu uma conferência na cidade de Mannheim, Alemanha, com o tema “Renovação, Valores Ético-Morais”.
O evento foi realizado na “Trafohaus”, com a presença de mais de 140 pessoas, e teve tradução consecutiva de Edith Burkhard.
A conferência foi iniciada com a evocação de um brado em forma de questionamento, contido no livro “Estes Dias Tumultuosos”, de autoria de Pierre van Paassen. O jovem convocado para a guerra, em pleno front, escrevia uma carta a seu pai quando foi atingido pelos inimigos e morto. Na carta, ficou registrado o seu questionamento em forma de desabafo: por que temos de matar a quem nem conhecemos? Por que tenho de matar a outros jovens como eu, que também não têm culpa pela guerra? Por que assassinar outros seres humanos?
Foi recordado que, de acordo com a teoria da evolução das espécies e da seleção natural, os mais fortes e resistentes sobrevivem. No entanto, ao longo da História, os pensadores teriam sempre buscado encontrar uma ética que os seres humanos pudessem seguir, a fim de que sociedade funcionasse em regime de paz e harmonia. Assim, surgiria o primeiro tratado de ética , elaborado por Aristóteles. Mas antes dele, Moisés, o grande profeta, já teria elaborado um código com os 10 mandamentos da Lei Divina, de modo a organizar a sociedade em torno de deveres e normas de conduta. E, mais tarde, Jesus sintetizaria todas as leis divinas e todos os ensinamentos dos profetas em um único mandamento, o Amor.
Tais regras de conduta teriam razão de ser em função de a criatura humana ainda não ter superado as suas paixões, as suas más inclinações, agindo de modo a gerar perturbações em si e no meio em que vive.

Conforme explicado, Sigismund Freud estabelecera que o ser humano, em seu comportamento, transitava entre Eros (o amor-libido) e Tânato (morte), numa constante busca da realização de um prazer epicurista. Por sua vez, Carl Gustav Jung, quem melhor mostrou as necessidades humanas, por meio da teoria dos arquétipos, conciliando as propostas materialista e espiritualista, teria asseverado ser imperioso à criatura humana eleger para si uma meta psicológica profunda, vivendo-a em sua existência, sendo o amor o mais excelente e terapêutico de todos os objetivos existenciais.
Fácil seria de se concluir que a chave para uma vida harmônica, plena e feliz, do ponto de vista do indivíduo, mas também da sociedade, seria a educação do ser, realizada a partir da formação em si de caracteres positivos, de valores ético-morais de profundidade. Dentro da concepção espírita, seria o esforço realizado pelo homem para a sua transformação moral para melhor, evitando ser arrastado por suas más inclinações; e, sob a ótica da Psicologia Junguiana, seria a conciliação entre o ego e o Self.

Divaldo recordou que Jesus deixara uma regra de ouro como orientação segura para uma conduta ética: não fazer a outrem aquilo que não gostaria que lhe fizessem.
Foram apresentados relevantes exemplos de vidas pautadas numa conduta profundamente ética, a partir de valores morais superiores, como a do escritor russo Liev Tolstói, que, após ler o texto dos Evangelhos em grego, portanto, do original, compreendeu que ali estava contida uma nova ética para a Humanidade, dentro de padrões divinos, e abdicou de seu título nobiliárquico, escreveu um livro sobre a mensagem de Jesus e passou a viver de maneira simples, a fim de melhor alcançar os corações sofridos, chegando, ainda, a escrever ao czar Nicolau II para lhe advertir dos abusos cometidos e da necessidade de se viver segundo valores morais superiores. Mohandas K. Gandhi, depois de ler o livro de Tolstói, comoveu-se e decidiu realizar algo em favor da Humanidade, dando a sua vida em holocausto, em prol da liberdade e da pacificação do mundo. Albert Schweitzer, outro missionário, teria abandonado a sua confortável vida e a fama para servir aos seus semelhantes que viviam miseravelmente na África. E Martin Luther King Jr., que sofrendo a opressão e a discriminação social, erguera sua voz para declarar que ele tinha um sonho de liberdade, de paz, de fraternidade entre as ditas raças, de solidariedade entre os seres, de amor, compaixão e perdão. Seriam quatro vidas baseadas na ética do Amor, que elegeram para si, como objetivo existencial de profundidade, o próprio Amor, libertando-se do ego para viver a plenitude do Self.

O orador apresentou algumas estatísticas atuais e disse que todo o avanço científico-tecnológico logrado por nossa sociedade não evitou os mais de 400 milhões de depressivos no mundo, hoje, e os suicídios que ocorrem na razão de 1 a cada minuto no planeta, inclusive de jovens e crianças.
Onde, então, poderíamos encontrar uma saída para esse panorama aterrador? Segundo asseverado, teríamos a instrumentalidade para resolvermos esses magnos problemas da Humanidade numa doutrina científica, de consequências filosóficas e baseada numa ética superior, surgida no século XIX: o Espiritismo. Demonstrando os seus postulados por meio de provas e da lógica, a Doutrina Espírita explicaria sobre a imortalidade da alma, a comunicabilidade dos Espíritos, a reencarnação. Com isso, teríamos a perfeita compreensão da justiça divina com relação às aflições humanas; pela lei de causa e efeito, seríamos os artífices de nosso destino, criando em nós o equilíbrio ou a perturbação, a depender de nosso comportamento e de nossos pensamentos, e traríamos em nós mesmos a solução para os problemas que nos afligem. A ética do Amor, então, seria, antes de tudo, uma proposta psicoterapêutica de saúde integral, convidando-nos a viver em equilíbrio, em plenitude, a partir do exercício da caridade legítima, descobrindo-se os infortúnios ocultos, os nossos irmãos “invisíveis” aos olhos da sociedade, que enfrentam sofrimentos os mais diversos e que aguardam mãos generosas que lhe possam aliviar as angústias do coração ou as penúrias da matéria.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



Espanhol


DIVALDO FRANCO EN EUROPA – GIRA 2016.
Mannheim, 24 de mayo.


El pasado día martes 24, el médium y orador espírita Divaldo Franco pronunció una conferencia en la ciudad de Mannheim, Alemania, sobre el tema Renovación; Valores ético-morales.
El acto se llevó a cabo en la Trafohaus, adonde concurrieron más de 140 personas. Hubo traducción simultánea, por la Sra. Edith Burkhard.
La conferencia dio comienzo con la evocación de una protesta, a modo de cuestionamento, contenida en el libro Estos días tumultuosos, del autor Pierre van Paassen. Un joven convocado a la guerra, estaba en el frente de batalla escribiendo una carta a su padre cuando fue atacado por los enemigos, y murió. En la carta, quedó registrada su demanda en forma de desahogo: ¿Por qué tenemos que matar a quien no conocemos? ¿Por qué tengo que matar a otros jóvenes como yo, que tampoco tienen culpa por la guerra? ¿Por qué asesinar a otros seres humanos?
Se hizo mención a que, de acuerdo con la teoría de la evolución de las especies y de la selección natural, los más fuertes y resistentes son los que sobreviven. Mientras tanto, a lo largo de la Historia, los pensadores habrían buscado siempre una ética que los seres humanos pudiesen respetar, a fin de que la sociedad funcionase en un régimen de paz y armonía. De tal modo, habría surgido el primer tratado de ética, elaborado por Aristóteles. No obstante, antes de él, Moisés, el gran profeta, ya había elaborado un código con los 10 mandamientos de la Ley Divina, de modo de organizar la sociedad en torno de deberes y normas de conducta. Más tarde, Jesús sintetizaría todas las Leyes Divinas y todas las enseñanzas de los profetas en un único mandamiento: el Amor.
Tales reglas de conducta tendrían razón de ser, en vista de que la criatura humana aún no haya superado sus pasiones, sus malas tendencias, y se comporte de modo tal que genera perturbaciones para sí mismo y para el medio en el cual vive.

Conforme con lo explicado, Sigmund Freud estableció que el ser humano, en su comportamiento, transita entre Eros (el amor-líbido) y Tánatos (muerte), en una permanente búsqueda de la realización de un placer epicúreo. Por su parte, Carl Gustav Jung, quien mejor expuso las necesidades humanas, por medio de la teoría de los arquetipos -conciliando las propuestas materialista y espiritualista- habría expresado que era imperioso para la criatura humana elegir, para sí misma, una meta psicológica profunda, y experimentarla en su existencia, siendo el amor el más excelente y terapéutico de todos los objetivos existenciales.
Fácil sería llegar a la conclusión acerca de que la clave para una vida armoniosa, plena y feliz, desde el punto de vista del individuo y también de la sociedad, sería la educación del ser, realizada a partir de la formación en su interior de caracteres positivos, de valores ético-morales profundos. Dentro de la concepción espírita, sería el esfuerzo realizado por el hombre para su transformación moral para mejor, evitando ser arrastrado por sus malas tendencias; y desde el punto de vista de la Psicología Junguiana, sería la conciliación entre el ego y el Self.

Divaldo recordó que Jesús había dejado una regla de oro como orientación segura para una conducta ética: no hacer a los otros aquello que no nos gustaría que ellos nos hiciesen.
Fueron presentados relevantes ejemplos de vidas basadas en una conducta profundamente ética, a partir de valores morales superiores, como la del escritor ruso Liev Tolstoi, quien después de leer el texto de los Evangelios, en griego -por lo tanto, del original-, comprendió que allí estaba contenida una nueva ética para la humanidad, según normas divinas, y renunció a su título de nobleza. Escribió un libro -además- sobre el mensaje de Jesús y comenzó a vivir de un modo sencillo, a fin de llegar mejor a los corazones sufrientes y, además, le escribió al zar Nicolás II para advertirle acerca de los abusos cometidos, y de la necesidad de vivir según valores morales superiores. Mohandas K. Gandhi, después de que leyó el libro de Tolstoi, se conmovió y decidió realizar algo en bien de la humanidad, dando su vida en holocausto, en favor de la libertad y de la pacificación del mundo. Albert Schweitzer, otro misionero, habría dejado de lado su confortable vida y la fama, para servir a sus semejantes que vivían miserablemente en África. Y, también, Martin Luther King Jr., quien padeciendo la opresión y la discriminación social, levantó su voz para declarar que él tenía un sueño de libertad, de paz, y de fraternidad entre las mencionadas razas, de solidaridad entre los seres, de amor, compasión y perdón. Serían cuatro vidas basadas en la ética del Amor, que eligieron como objetivo existencial profundo, su propio Amor, para liberarse del ego y vivir la plenitud del Self.

El orador expuso algunas estadísticas actuales y manifestó que pese al avance científico y tecnológico alcanzado por nuestra sociedad, esta no ha evitado que haya más de 400 millones de personas depresivas en el mundo -al día de hoy-, ni que los suicidios ocurran a razón de 1 a cada cada minuto en el planeta, incluso de jóvenes y de niños. ¿Dónde, entonces, podríamos encontrar una solución para ese panorama aterrador? Según lo manifestado, tendríamos los instrumentos para resolver tan grandes problemas de la humanidad en una doctrina científica, de consecuencias filosóficas, basada en una ética superior, que surgió en el siglo XIX: el Espiritismo. Demostrando sus postulados por medio de pruebas y de la lógica, la Doctrina Espírita proporcionaría explicaciones sobre la inmortalidad del alma, la comunicabilidad de los Espíritus, la reencarnación. De tal modo, tendríamos la perfecta comprensión de la Justicia Divina en lo que respecta a las aflicciones humanas; por la ley de causa y efecto, seríamos los artífices de nuestro destino, al crear en nosotros el equilibrio o la perturbación, dependiendo de nuestro comportamiento y de nuestros pensamientos; así, seríamos portadores de la solución para los problemas que nos afligen. La ética del Amor, entonces, sería -ante todo- una propuesta psicoterapéutica de salud integral, que nos invita a vivir en equilibrio, en plenitud, a partir de la práctica de la caridad legítima, cuando descubrimos los infortunios ocultos de nuestros hermanos invisiblespara los ojos de la sociedad, que enfrentan los más diversos sufrimientos, y que aguardan manos generosas que puedan aliviar las angustias de sus corazones o las penurias de la materia.


Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre


(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])