quarta-feira, 25 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa -2016 Viena, Áustria

Viena, 22 de maio de 2016

No último domingo, 22, o médium e orador espírita Divaldo Franco proferiu um seminário na cidade de Viena, Áustria, com o tema “O Caminho Para a Paz Interior: Uma Viagem Terapêutica”.
O evento foi realizado na “Lateinamerika-Institut”, com a presença de mais de 115 pessoas.
“O grande enigma da criatura humana é ela mesma.” Esse colocação deu início às reflexões em torno do tema proposto. A Filosofia, mãe de todas as Ciências, teria surgido exatamente para colaborar com entendimento sobre o ser. No entanto, por muitos séculos, ela deparou-se com uma incógnita: a morte. O que haveria depois desse fenômeno? O pensamento oriental resolveria a dúvida por meio da revelação espiritual, enquanto no Ocidente, os pensadores dividiam-se em correntes ideológicas, entre os materialistas e espiritualistas.
Para a demonstração de nossa natureza imortal e tríplice (corpo físico, corpo espiritual e Espírito), como seres que vivemos numa realidade interdimensional, perfeitamente integrados no todo, Divaldo apresentou o pensamento filosófico e científico desde o século IV a. C., nas áreas da Química e da Física, a propósito dos átomos e das propriedades radiantes da matéria, com Leucipo e Demócrito, passando por Epicuro, Aristóteles, René Descartes, Isaac Newton, John Dalton, Sir William Crookes, Eugen Goldstein, Sir Joseph Thomson, Wilhelm Röntgen, Marie Curie, Peter Higgs, Albert Einstein; e, ainda, na área da Astrofísica, com V. A. Firsoff e James Jeans, a respeito do Universo, sua formação, expansão e contração; também no campo das Neurociências e da Psicologia, abordando-se o ser profundo, o inconsciente, a realidade transpessoal.

Esse preâmbulo, com base eminentemente científica e filosófica, ofereceu a comprovação de que somos, em essência, uma energia pensante, que vincula-se à matéria, nos seus diferentes estados, para realizar o seu processo evolutivo, até a perfeita identificação com a Energia Criadora, denominada de a Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas, ou Deus. A experiência física (reencarnação) ofereceria-nos a possibilidade de superação de nossas más inclinações e de intelectualização da matéria, isto é, de sutilização dessa energia densa por meio de nosso poder mental, de modo que o envoltório do Espírito permitisse-lhe experiências cada vez mais transcendentes.
No campo da Psicologia, Divaldo apresentou o pensamento de Piotr Ouspenski, psicólogo russo, sobre os 4 principais níveis de consciência do ser: consciência de sono, consciência de sonho, consciência de si e consciência cósmica. As aspirações de cada um, os seus objetivos de vida, seriam os fatores a determinar em que nível cada pessoa se encontra. Também foram analisadas as 5 características essenciais do ser humano, segundo o psiquiatra e psicólogo cubano Emilio Mira y López: personalidade, conhecimento, identificação, consciência e individualidade.
De acordo com esse estudo, todos teríamos máscaras (personas) que utilizamos para a convivência social, que seriam o nosso ego e que se distinguiriam da nossa realidade profunda, aquilo que somos na essência (Self). Esse paradoxo entre o ser e o parecer representaria um dos grandes conflitos existenciais a serem vencidos pelo ser humano.

Seguindo na análise da consciência, foi esclarecido que, ao atingirmos o nível de consciência de si, a máquina humana funcionaria executando 7 funções principais: intelectiva, emocional, instintiva, motora, sexual, emocional superior (moral) e intelectiva superior ou coletiva. Fácil, portanto, de se depreender que a educação do Espírito, por meio do desenvolvimento de hábitos saudáveis e nobres, seria o caminho para se atingir patamares mais elevados de consciência e, por via de consequência, a paz interior.
A última característica do ser humano apresentada foi a individualidade, a qual seria a representação junguiana do Self, ou seja, do ser espiritual profundo em perfeita identificação com Deus.
Foi explicado que no processo evolutivo biológico, nosso corpo desenvolveu-se de maneira a oferecer, etapa a etapa, os recursos e equipamentos necessários para que o Espírito pudesse manifestar os poderes da mente. Assim é que do cérebro reptiliano, alcançamos o límbico e, mais recentemente, o neocórtex, o qual segue em desenvolvimento frontal, a fim de que as capacidades cerebrais atendam às exigências do Espírito já mais evoluído, para o uso da intuição. Seria o período, então, do Homem Noético, controlando, com o poder mental, todas as energias que compõem o Universo, derivadas do Fluido Cósmico Universal.

Entretanto, explicou o orador, para que pudéssemos educar os poderes da mente e avançar em nossa jornada evolutiva, de modo a alcançar aquela qualificação noética, seria indispensável vencer o ego, o maior impeditivo ao nosso progresso. Tomando por base a obra "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada", de autoria de Robert Fisher, foi proposta uma análise junguiana e espírita da problemática do ego e sua relação com a origem dos sofrimentos, assim como da necessidade de a criatura humana alterar a sua conduta moral para melhor, como forma de encontrar a paz interior.

O enredo do livro descreve a saga de um cavaleiro que, ao longo de muitos anos, habituou-se a manter-se vestido com sua armadura de ferro, a qual acabou por se enferrujar. Ele era casado e tinha um filho, mas o seu relacionamento com a família era muito distante e difícil. Após uma discussão com a esposa, aborrecido, decidiu o cavaleiro afastar-se do domicílio e realizar uma viagem. Nesta viagem, ele passou a ter contato com alguns outros personagens, com os quais se relacionou e que o ajudaram a refletir sobre a própria existência. Por fim, o cavaleiro considerou que deveria retirar a armadura, o que não conseguiu de imediato, uma vez que ela já se encontrava muito enferrujada. Um dos personagens disse-lhe que seria necessário atravessar uma determinada trilha, onde encontraria três castelos: o do silêncio, o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Ser-lhe-ia necessário permanecer um certo tempo em cada um deles, para se lhes aprender as lições, a fim de que ele pudesse seguir para o seguinte. Nesse processo, passando por cada castelo, o cavaleiro foi introjetando os diferentes ensinamentos, refletindo sobre a própria vida, conhecendo mais de si mesmo, ao tempo em que ele passou a mudar de pensamentos, de comportamentos, e , com isso, a armadura, de parte em parte, começou a cair de seu corpo, até que ele viu-se totalmente liberado dela.
Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro pela trilha, visitando cada um daqueles castelos, é bem a viagem de autodescobrimento e de autoiluminação de todos nós, que trazemos as nossas máscaras, as personas a que se referia Carl Gustav Jung.

Recordando a vida e obra de Franz Kafka, marcadas sobretudo pelo extremo pessimismo, o Existencialismo de Jean Paul Sartre e de Albert Camus, o orador alertou para os riscos do vazio existencial, que levaria à depressão e aos problemas dela decorrentes, especialmente o suicídio. Foi narrada brevemente a estória de Mersault, contida na obra “O Estrangeiro”, de autoria de Albert Camus. Ali estaria representado o dilema entre o existencialismo, a pregar o gozo do aqui e agora, atendendo às exigências do ego, e o espiritualismo, a falar-nos de uma vida futura, espiritual, sobrevivente à morte física, e cujo bem-estar resultaria de uma conduta digna, saudável na Terra.

Na fase final do seminário, Divaldo discorreu sobre a psicologia de Viktor Frankl, que estabelecera que todos nós deveríamos estabelecer como meta psicológica de profundidade para a nossa vida o amor, única capaz de dar um sentido real e superior à nossa existência, em perfeita concordância com a mensagem psicoterapêutica de Jesus. Foi, também, analisado o “Decálogo Logoterapêutico”, de Elizabeth Lukas, discípula do Dr. Frankl, o qual inicia-se com o item que diz que deveríamos manter sempre contato com a transcendência, falando, ainda, da importância de dialogarmos com a nossa consciência, de mantermos valores nobres, vivenciando o amor, de mantermos os vínculos familiares, e encerrando o seu roteiro com o item que faz um apelo para que os indivíduos realizem o esforço para a sua transformação moral para melhor. Divaldo encerrou a sua dissertação, afirmando que, com a ajuda desse decálogo, o Self, saído da armadura do ego, experimentaria a paz e uma doce emoção tomaria conta de sua vida.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em português reccebido em email de Jorge Moehlecke)

Espanhol

DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016.
Viena, 22 de mayo de 2016.



El último domingo, día 22, el médium y orador espírita Divaldo Franco dictó un seminario en la ciudad de Viena, Austria, sobre el tema El camino hacia la paz interior: un viaje terapéutico.
El acto se realizó en el Lateinamerika-Institut, con la presencia de más de 115 personas.

El gran enigma de la criatura humana es ella misma. Esa afirmación dio comienzo a las reflexiones en torno del tema propuesto. La Filosofía, madre de todas las ciencias, habría surgido precisamente para contribuir a la comprensión relativa al ser. Mientras tanto, durante muchos siglos, esta se encontró con una incógnita: la muerte. ¿Qué existiría después de ese fenómeno? El pensamiento oriental resolvería la duda por medio de la revelación espiritual, mientras que en occidente, los pensadores se dividían en corrientes ideológicas, entre los materialistas y los espiritualistas.
Para la demostración de nuestra naturaleza inmortal y triple (cuerpo físico, cuerpo espiritual y Espíritu), como seres que vivimos en una realidad interdimensional, perfectamente integrados en el todo, Divaldo presentó el pensamiento filosófico y científico a partir del siglo IV a. C., en las especialidades de la Química y de la Física, a propósito de los átomos y de las propiedades radiantes de la materia, con Leucipo y Demócrito, pasando por Epicuro, Aristóteles, René Descartes, Isaac Newton, John Dalton, Sir William Crookes, Eugen Goldstein, Sir Joseph Thomson, Wilhelm Röntgen, Marie Curie, Peter Higgs, Albert Einstein; y, además, en el área de la Astrofísica, con V. A. Firsoff y James Jeans, con respecto al universo, su formación, expansión y contracción; también en el campo de las Neurociencias y de la Psicología, abordando el ser profundo, el inconsciente, la realidade transpersonal.

Esa introducción, con base eminentemente científica y filosófica, ofreció la comprobación de que somos, en esencia, una energía pensante, que se vincula a la materia en sus diferentes estados, para realizar su proceso evolutivo hasta la perfecta identificación con la Energía Creadora, denominada Inteligencia suprema, Causa Primera de todas las cosas, o Dios. La experiencia física (reencarnación) nos ofrecería la posibilidad de superación de nuestras malas tendencias y la intelectualización de la materia, es decir, de sutilización de esa energía densa por medio de nuestro poder mental, de modo que el envoltorio del Espíritu le permitiese experiencias cada vez más transcendentes.
En el campo de la Psicología, Divaldo presentó el pensamiento de Piotr Ouspenski, psicólogo ruso, sobre los cuatro principales niveles de conciencia del ser: conciencia, conciencia de sueño, conciencia de sí y conciencia cósmica. Las aspiraciones de cada uno, sus objetivos de vida, serían los factores para determinar en qué nível se encuentra cada persona. También fueron analizadas las cinco características esenciales del ser humano, según el psiquiatra y psicólogo cubano Emilio Mira y López: personalidad, conocimiento, identificación, conciencia e individualidad.
De acuerdo con ese estudio, todos tendríamos máscaras (personas) que utilizamos para la convivencia social, que serían nuestro ego, y que se distinguirían de nuestra realidad profunda, aquello que somos en esencia (Self). Esa paradoja entre el ser y el parecer representaría uno de los grandes conflictos existenciales que debe resolver el ser humano.

Prosiguiendo con el análisis de la conciencia, se explicó que cuando alcanzáramos el nivel deconciencia de sí, la máquina humana funcionaría ejecutando siete (7) funciones principales: intelectiva, emocional, instintiva, motora, sexual, emocional superior (moral) e intelectiva superior o colectiva. Fácil es, por lo tanto, deducir que la educación del Espíritu, por medio del desarrollo de hábitos saludables y nobles, sería el camino para acceder a niveles más elevados de conciencia y, por consiguiente, a la paz interior.
La última característica del ser humano presentada fue la individualidad, la cual sería la representación junguiana del Self, o sea, del ser espiritual profundo en perfecta identificación con Dios.
Se explicó que en el proceso evolutivo biológico, nuestro cuerpo se desarrolló de manera de ofrecer, etapa tras etapa, los recursos y los equipamientos necesarios para que el Espíritu pudiese manifestar los poderes de la mente. De tal modo es cómo del cerebro del reptil alcanzamos el límbico y, más recientemente, el neocórtex, el cual sigue en un desenvolvimiento frontal, a fin de que las capacidades cerebrales atiendan a las exigencias del Espíritu ya más evolucionado, para el empleo de la intuición. Sería el período, entonces, del Hombre Noético, controlando con el poder mental todas las energías que componen el universo, derivadas del Fluido Cósmico Universal.

Entre tanto -explicó el orador-, para que pudiésemos educar los poderes de la mente y avanzar en nuestra trayectoria evolutiva, de modo de alcanzar aquella cualidad noética, sería indispensable superar el ego, el mayor impedimento para nuestro progreso. Tomando como base la obra El Caballero de la Armadura Oxidada, de Robert Fisher, se propuso un análisis junguiano y espírita de la cuestión del ego, y su relación con el origen de los sufrimientos, así como de la necesidad de que la criatura humana modifique su conducta moral para mejor, como una forma de encontrar la paz interior.

El argumento del libro describe la trayectoria de un caballero que, a lo largo de muchos años, se habituó a permanecer vestido con su armadura de hierro, la cual acabó por oxidarse. Él estaba casado y tenía un hijo, pero su relación con la familia era muy distante y complicada. Después de una discusión con la esposa, disgustado, decidió el caballero dejar su domicilio y realizar un viaje. Durante este viaje, tomó contacto con algunos otros personajes, con los cuales se relacionó, y lo ayudaron a reflexionar sobre su propia existencia. Por último, el caballero decidió que debía quitarse la armadura, lo que no consiguió de inmediato, debido a que esta se encontraba muy oxidada. Uno de los personajes le explicó que le iba a ser necesario recorrer una determinada senda, donde encontraría tres castillos: el del silencio, el del conocimiento y el de la voluntad y la osadía; y que le sería necesario permanecer durante cierto tiempo en cada uno de ellos, para aprender sus lecciones, antes de que pudiese seguir hacia el siguiente. En ese proceso, a medida que pasó por cada uno de los castillos, el caballero fue asimilando las diferentes enseñanzas, y mediante la reflexión sobre su propia vida, llegó a conocerse mejor, a la vez que comenzó a modificar sus pensamientos, luego su comportamiento y, con eso, la armadura -parte por parte- comenzó a desprenderse de su cuerpo, hasta que se vio completamente liberado de ella.
Divaldo esplicó que el recorrido del caballero por la senda, así como la visita a cada uno de los castillos, significa el viaje del autodescubrimiento y de la autoiluminación de todos nosotros, porque somos portadores de nuestras máscaras, esas personas a las cuales aludía Carl Gustav Jung.

Rememorando la vida y la obra de Franz Kafka, caracterizadas sobre todo por el pesimismo extremo, el Existencialismo de Jean Paul Sartre y de Albert Camus, el orador alertó acerca de los riesgos del vacío existencial, que conduciría a la depresión y a los problemas derivados de ella, especialmente el suicidio. Realizó una breve narración de la personalidad de Mersault -contenida en la obra El Extranjero, del escritor Albert Camus-. Allí estaría representado el dilema entre el existencialismo, que predica el gozo aquí y ahora, atendiendo a las exigencias del ego, y el espiritualismo, que nos habla de una vida futura, espiritual, de supervivencia a la muerte física, cuando el bienestar sería el resultado de una conducta digna, saludable, en la Tierra.

En la fase final del seminario, Divaldo se refirió a la psicología de Viktor Frankl, quien estableció que todos deberíamos tener una meta psicológica profunda en nuestra vida: el amor. Esa meta es la única capaz de dar un sentido auténtico y superior a nuestra existencia, en perfecta concordancia con el mensaje psicoterapéutico de Jesús. También se analizó el Decálogo Logoterapéutico de Elizabeth Lukas, discípula del Dr. Frankl, el cual comienza expresando que deberíamos mantener siempre contacto con la trascendencia, y alude, además, a la importancia de que dialoguemos con nuestra conciencia, que mantengamos valores dignos, experimentando el amor, que conservemos los vínculos familiares, y concluyó su enunciación de los ítems con el que convoca a los individuos a que realicen el esfuerzo inherente a su transformación moral para mejor. Divaldo finalizó su disertación afirmando que, con la ayuda de ese decálogo, luego de salir de la armadura del ego, elSelf experimentaría la paz, y una delicada emoción se apoderaría de su vida.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)
 


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa -2016 Bratislava, Eslováquia

Bratislava, 19 de maio de 2016
Na última quinta-feira, 19, o médium e orador espírita Divaldo Franco proferiu uma conferência na cidade de Bratislava, capital da Eslováquia, com o tema “O Caminho Para a Paz Interior”.
O evento foi realizado na Casa de Cultura Ružinov, com a presença de mais de mais de 70 pessoas.
Como introdução ao tema, foi narrada a história contida no livro “A Sinfonia Pastoral”, de autoria do escritor francês André Gide, que foi inspirada na 6a. Sinfonia de Ludwig van Beethoven. A obra literária conta a história de uma menina cega que foi abandonada pela família e descoberta por um pastor, que adotou-a e educou-a. Anos depois, já vivendo em Paris, a menina foi submetida a uma cirurgia experimental que lhe restituiu a visão. Indagada sobre o que gostaria de ver, ela disse que queria visitar o Bosque de Bologne, para contemplar a Natureza. Após ver o esplendor das plantas, flores, animais, a harmonia da Natureza, perguntou ao seu tutor qual a razão de as pessoas serem tão tristes, se havia tanta beleza no mundo. A resposta: porque os seres humanos raciocinam, criam para si mesmos muitos conflitos e , por isso, sofrem e tornam-se infelizes. A menina notara que inclusive o seu tutor tinha sempre o semblante infeliz. Certa feita, o filho daquele senhor visitou-os em Paris. Era mais ou menos da mesma idade da menina, agora já jovem. Desde o primeiro contato entre os jovens, surgiu um terno encantamento entre eles. O pastor notou que o filho estava apaixonado pela moça. E isso lhe amargurou, vez que, intimamente, sentia por ela um carinho e uma atração além da ternura paternal. Diante desse terrível conflito, enviou uma carta ao filho, narrando-lhe o drama e dizendo que deixaria o caminho livre para que ele (o filho) e a moça pudessem vivenciar o amor entre eles sem nenhuma barreira ou constrangimento. E suicidou-se. O filho, desesperado pelo conteúdo da carta e o desfecho da situação, fez um quadro de culpa e, consequentemente, de depressão. Escreveu à moça, descrevendo o que houvera ocorrido e afirmando que diante daquilo, nunca poderia ser feliz ao seu lado, embora amasse-a e desejasse-a. E suicidou-se também. A jovem, em choque, seguiu sem entender realmente por que as pessoas eram tão infelizes; e, naquela experiência, por que tanta tragédia, se, afinal, o que todos sentiam era amor.
Na sequência, foi estudada a proposta do psiquiatra cubano Emilio Mira y Lopez a respeito do que ele denominou os 4 gigantes da alma: rotina, ansiedade, medo e amor. Esses elementos, presentes na vida de quase todos nós, comprometeriam o nosso equilíbrio integral (físico, psicológico e espiritual), impedindo-nos de alcançar o estado de paz e felicidade. A falta de metas psicológicas profundas em nossa existência, de motivação, vivendo-se para o atendimento de nossos instintos básicos (comer, repousar e praticar sexo), em permanente estado de ansiedade, sem confiança em nós mesmos e na providência divina, sem controle de nossos medos e de nossa libido, comporiam o quadro ideal para a perturbação íntima.
Segundo Divaldo, deveríamos realizar o esforço para transformar aqueles 4 gigantes da alma em 4 caminhos alternativos e positivos. Em vez da rotina, termos uma vida dinâmica, variando nossas atividades, experimentando novas coisas; em vez de cedermos aos nossos medos, enfrentá-los, com o uso da audácia, da coragem; substituirmos a ansiedade pela confiança em nós mesmos e na perfeita justiça divina e em sua misericórdia, que tudo nos provê; e, por fim, educar nossa libido, para que vivenciemos o amor mais puro, livre de conflitos e desequilíbrios perturbadores.
Foi ressaltado que seria fundamental que, em vez apenas reclamarmos de nossos sofrimentos, tivéssemos a coragem de questionar e reflexionar acerca das reais causas de nossas dores e dificuldades. O que sou? De onde venho? Para onde vou após a morte física? O exercício do autoconhecimento facilitar-nos-ia a identificação da geratriz de nossos sofrimentos e , portanto, também das formas como eliminá-los.
Divaldo, então, narrou nova história, propondo uma reflexão de seu conteúdo com base nos 4 gigantes da alma. Tratava-se de um lenhador, que vivia à beira de uma densa floresta. Certo dia, um ancião, sábio, bateu à porta do lenhador, pedindo-lhe um pouco de alimento, água e que pudesse repousar por alguns instantes, no que foi atendido. Ao despedir-se do lenhador, disse-lhe: “Homem, entra na floresta”. O lenhador deu-se conta de que nunca houvera penetrado o interior da floresta. E resolveu fazê-lo, descobrindo lá uma reserva de árvores de madeira muito nobre. Com a extração e venda daquela madeira, tornou-se rico e mudou-se para a cidade. Anos depois, lembrou-se do ancião e de sua frase. Nunca mais tinha voltado e entrar na floresta. Decidiu que agora iria mais dentro da propriedade. Foi quando encontrou importante mina de cobre. Tornou-se mais rico. Dez anos mais tarde, começou a ter problemas em suas empresas, certas dificuldades, e buscando respostas e soluções, pareceu ouvir novamente a admoestação do sábio: entra na floresta. Achou que, se havia tido sorte das outras vezes, por que não tentar mais uma vez? Fez um voo de helicóptero sobre a área, alcançando locais antes inacessíveis da floresta. Foi identificada uma mina de diamantes, cuja exploração lhe propiciou resolver os problemas em suas empresas. Quando atingiu os 60 anos, percebeu que havia ainda mais problemas, medos, ansiedades; notara que sua vida afetiva não era saudável, que sob vários aspectos cultivava conflitos, culpas, tormentos, desequilíbrios. Afinal de contas, como descobrir a causa desses sofrimentos? Como adquirir a paz real? E ser feliz? Meditou muito. Ouviu, novamente, na acústica da alma, a voz do velho sábio: “homem, entra na floresta”. E, finalmente, compreendeu que não se tratava de uma exploração na floresta física, mas de uma incursão no seu mundo interior, na floresta de seus conflitos, de seus medos e tormentos. Descobriu, assim, que a felicidade não dependia das coisas externas, das posses materiais, que são efêmeras, que atendiam às necessidades do ego, mas não preenchiam o vazio interior. Entendeu que a grande sabedoria é a vitória sobre as próprias paixões, sobre as más inclinações.
A sabedoria estaria na filosofia socrática que apregoava o desenvolvimento dos valores do ser, orientação que também faria parte da proposta psicoterapêutica de Jesus, que afirmara que o “reino dos céus” estaria dentro de cada um de nós. O Espiritismo, por sua vez, traria as demonstrações da imortalidade da alma, para falar-nos de que a nossa meta psicológica deve ser o viver dentro de padrões morais saudáveis, amando sempre, sem aguardar sermos amados, superando os nossos conflitos, as nossas culpas, as nossas más inclinações, para experimentarmos em nosso mundo íntimo a paz e a felicidade e garantirmos uma posição melhor no mundo dos Espíritos, em estado de plenitude.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


Espanhol


DIVALDO FRANCO EN EUROPA – GIRA 2016.
Bratislava, 19 de mayo de 2016.

El último jueves, día 19, el médium y orador espírita Divaldo Franco pronunció una conferencia en la ciudad de Bratislava, capital de Eslovaquia, sobre el tema El camino hacia la paz interior.
El acto se llevó a cabo en la Casa de Cultura Ružinov, con la presencia de más de 70 personas.
A modo de introducción al tema, Divaldo narró la anécdota contenida en el libro La sinfonía pastoral, cuyo autor ha sido el escritor francés André Gide, inspirado en la Sexta Sinfonía de Ludwig van Beethoven. La obra literaria relata la historia de una niña ciega, que fue abandonada por su familia y hallada por un pastor, que la adoptó y la educó. Algunos años más tarde, cuando ya vivía en París, la niña fue sometida a una cirugía experimental que le devolvió la vista. Cuando se le preguntó acerca de qué le gustaría ver, ella dijo que quería visitar el Bosque de Bologne, para contemplar la naturaleza. Después de que vio el esplendor de las plantas, las flores, los animales, la armonía de la Naturaleza, le preguntó a su tutor cuál era la razón por la que las personas estaban tan tristes, si había tanta belleza en el mundo. La respuesta fue: Porque los seres humanos razonan, crean para sí mismos muchos conflictos, y por eso sufren y se vuelven infelices. La niña había notado que incluso su tutor tenía siempre el semblante de una persona infeliz. En cierta ocasión, el hijo de aquel señor los visitó, en París. Tenía aproximadamente la misma edad de la niña, que para entonces se había convertido en una joven. Desde el primer contacto entre los jóvenes, surgió un delicado encanto entre ellos. El pastor observó que su hijo estaba apasionado por la joven, y eso le produjo amargura, dado que íntimamente sentía por ella un cariño y una atracción que superaba la ternura paternal. Ante ese terrible conflicto, le envió una carta a su hijo, en la que le relataba el drama, y le decía que dejaría el camino libre para que él (su hijo) y la joven pudiesen vivir el amor que había nacido entre ellos, sin ninguna barrera ni impedimento. Y se suicidó. El hijo, desesperado por el contenido de la carta y por el desenlace de la situación, hizo un cuadro de culpa y, simultáneamente, de depresión. Le escribió a la joven, relatándole lo que había ocurrido y manifestando que dada tal circunstancia, nunca podría ser feliz al lado de ella, pese a que la amaba y la deseaba. Y también él se suicidó. La joven, en estado de shock, no pudo entender, realmente, por qué las personas eran tan desdichadas; y en relación con aquella experiencia, ¿por qué tanta tragedia, si finalmente todos sentían amor?
A continuación, se analizó la propuesta del psiquiatra cubano Emilio Mira y Lopez con respecto a lo que él denominó los 4 gigantes del alma: la rutina, la ansiedad, el miedo y el amor. Esos elementos, presentes en la vida de casi todos nosotros, comprometerían nuestro equilibrio integral (físico, psicológico y espiritual), y nos impedirían alcanzar el estado de paz y felicidad. La falta de metas psicológicas profundas en nuestra existencia, la falta de motivación; el vivir para satisfacer nuestros instintos básicos (comer, descansar y practicar sexo), en un permanente estado de ansiedad, sin confianza en nosotros mismos ni en la Providencia divina, sin control sobre nuestros miedos ni sobre nuestra libido, compondrían el panorama ideal para la perturbación íntima.
Según Divaldo, deberíamos realizar un esfuerzo, para transformar aquellos cuatro gigantes del alma en cuatro caminos alternativos y positivos. En vez de la rutina, tener una vida dinámica, variando nuestras actividades, experimentando nuevas situaciones; en vez de ceder a nuestros miedos, enfrentarlos con audacia, con coraje; sustituyamos la ansiedad por la confianza en nosotros mismos y en la perfecta Justicia divina y en su misericordia, que de todo nos provee; y, por último, educar nuestra libido, para que experimentemos el amor más puro, libre de conflictos y de desequilibrios perturbadores.
 Se destacó que sería fundamental que, en vez de sólo quejarnos de nuestros sufrimientos, tuviésemos el coraje de preguntarnos y de reflexionar acerca de las verdaderas causas de nuestros padecimientos y de nuestras dificultades. ¿Qué soy? ¿De dónde vengo? ¿Hacia donde voy después de la muerte física? Ejercitar el autoconocimiento nos facilitaría la identificación de la causa generadora de nuestros sufrimientos y, por lo tanto, también de las formas para eliminarlos.
Divaldo, entonces, narró una nueva historia, proponiendo una reflexión acerca de su contenido, basado en los 4 gigantes del alma. Se trataba de un leñador, que vivía al borde de un espeso bosque. Cierto día, un anciano sabio golpeó a la puerta del leñador, para pedirle algún alimento, agua y que le permitiese descansar durante algunos instantes, en lo que fue atendido. Al despedirse del leñador, le dijo: Hombre, penetra en el bosque. El leñador se dio cuenta, entonces, de que nunca había penetrado en el interior del bosque. Y decidió hacerlo, descubriendo allí una reserva de árboles de madera muy buena. Con la extracción y la venta de aquella madera, se convirtió en rico y se trasladó a la ciudad. Años más tarde, recordó al anciano y también su consejo. Nunca más había vuelto a ingresar en el bosque. Decidió que entonces iría más adentro de la propriedad. Así fue que encontró una importante mina de cobre. Se hizo más rico aún. Diez años más tarde, comenzó a tener problemas en sus empresas, ciertas dificultades, y en la búsqueda de respuestas y de soluciones, le pareció escuchar de nuevo el consejo del sabio: Penetra en el bosque. Pensó que si había tenido suerte las otras veces, ¿por qué no intentarlo una vez más? Realizó un vuelo en helicóptero sobre la zona, y llegó a lugares del bosque que antes habían sido inaccesibles. Identificó una mina de diamantes, cuya explotación le permitió resolver los problemas en sus empresas. Cuando llegó a los 60 años, percibió que tenía aún más problemas, más temores, más ansiedades; notó que su vida afectiva no era saludable, que desde varios aspectos cultivaba conflictos, culpas, tormentos, desequilibrios. Al fin de cuentas, ¿cómo descubriría la causa de tales sufrimientos? ¿Cómo obtener la verdadera paz? ¿Y cómo ser feliz? Meditó mucho. Escuchó, de nuevo, en el interior de su alma, la voz del anciano sabio: Hombre, penetra en el bosque. Y, finalmente, comprendió que no se trataba de una exploración en el bosque físico, sino de una incursión en su mundo interior, en el bosque de sus conflictos, de sus temores y sus tormentos. Descubrió, de ese modo, que la felicidad no dependía de las cosas externas, de las posesiones materiales -que son efímeras-, que satisfacían las necesidades del ego pero no llenaban el vacío interior. Entendió que la gran sabiduría reside en la victoria sobre las propias pasiones, sobre las malas tendencias.
La sabiduría residiría en la filosofía socrática, que pregonaba el desarrollo de los valores del ser, una orientación que también formaría parte de la propuesta psicoterapéutica de Jesús, que afirmó que el Reino de los Cielos estaría dentro de cada uno de nosotros. El Espiritismo, por su parte, sería portador de las demostraciones de la inmortalidad del alma, para decirnos que nuestra meta psicológica debe ser vivir según los modelos morales saludables, amando siempre, sin aguardar a que seamos amados, superando nuestros conflictos, nuestras culpas, nuestras malas inclinaciones, para que experimentemos en nuestro mundo íntimo la paz y la felicidad, y para garantizarnos una posición mejor en el mundo de los Espíritus, en estado de plenitud.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)
 

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa -2016 Viena, Áustria

Viena, 18 de maio de 2016
Na última quarta-feira, 18, o médium e orador espírita Divaldo franco, visitou, a convite, a Sociedade de Estudos Espiritas Joanna de Angelis, sediada na cidade de Viena, Áustria.
Nesse encontro informal, de fraternidade, aproveitou a oportunidade para deixar aos confrades uma mensagem de estímulo, de coragem, de solidariedade, de amor e paz.
Divaldo recordou que Allan Kardec houvera profetizado que, no futuro, cada lar seria um verdadeiro centro espírita, onde viver-se-ia a mensagem pura do Espiritismo Cristão e a simplicidade da fé.
Foi evocado o nascimento de Jesus e o seu retorno ao mundo espiritual. Com a sua chegada numa manjedoura, ensinou-nos humildade; e despedindo-se da Terra numa cruz, falou-nos de libertação. A cruz lembraria um sabre cravado na terra, com a trave horizontal a abraçar toda a Humanidade e a vertical, apontando o caminho para Deus.

Mencionando as 7 maravilhas da Terra, Divaldo ressaltou que as coisas materiais e as glórias terrestres são efêmeras e que o que nos deve importar é a imortalidade. Conforme dito, o pensamento simples e puro de Jesus segue repercutindo em todos os séculos no coração da criatura humana; seu templo era a natureza, seu altar, o coração humano e a sua mensagem era o amor.
A figura de Francisco de Assis foi lembrada nessa reunião, exaltando-nos ao Amor puro, à renúncia a nós mesmos, para sermos fiéis servidores do Cristo de Deus, na vivência do Santo Evangelho.
Concluindo suas palavras de estímulo e orientação, Divaldo afirmou que o Espiritismo veio restaurar a mensagem de simpleza, de naturalidade no cumprimento da Lei Divina, que vivemos dias mui difíceis e que ninguém está livre de carregar uma cruz na Terra, mas que cumpre-nos saber enfrentar os desafios da vida com uma resignação dinâmica, isto é, aceitando as dores que representam os efeitos de nossos equívocos pretéritos, mas realizando o trabalho de construção de nosso futuro de plenitude, na ação pura da caridade, pregando a mensagem santa não apenas por palavras senão e principalmente pelos exemplos. E exortou: “Que cada um de nós, à semelhança de uma semente em solo fértil, germine e transforme-se em 10, 100, ou 1000, para que a fome de amor desapareça do coração humano.”

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Ênio Medeiros


 (Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



Espanhol


DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016.
Viena, 18 de mayo de 2016.

El pasado día miércoles 18, el médium y orador espírita Divaldo Franco visitó -respondiendo a una invitación-, la Sociedad de Estudios Espíritas Joanna de Angelis, cuya sede se encuentra en la ciudad de Viena, Austria.
En ese encuentro informal, fraterno, aprovechó la oportunidad para dejar a los cofrades un mensaje de estímulo, coraje, solidaridad, amor y paz.
Divaldo recordó que Allan Kardec había profetizado que, en el futuro, cada hogar sería un verdadero centro espírita, donde se viviría el mensaje puro del Espiritismo Cristiano y la simplicidad de la fe.
Se evocó el nacimiento de Jesús y su retorno al mundo espiritual. Con su llegada en un pesebre, nos enseñó humildad; y al despedirse de la Tierra en una cruz, nos habló de liberación. La cruz se asemejaría a un sable clavado en la tierra, con el travesaño horizontal que abraza a toda la humanidad, y la vertical señalando el camino hacia Dios.

Haciendo mención a las siete maravillas de la Tierra, Divaldo destacó que las cosas materiales y las glorias terrenales son efímeras; que lo que nos debe importar es la inmortalidad. Según lo manifestado, el pensamiento simple y puro de Jesús continúa resonando a lo largo de los siglos en el corazón de la criatura humana; su templo era la naturaleza; su altar, el corazón humano, y su mensaje era el amor.
La figura de Francisco de Asís fue recordada en esa reunión, estimulándonos al Amor puro, a la renuncia a nosotros mismos, para que seamos fieles servidores del Cristo de Dios, mediante la vivencia del Sagrado Evangelio.
Para concluir sus palabras de estímulo y orientación, Divaldo manifestó que el Espiritismo ha venido a restablecer el mensaje de sencillez, de espontaneidad en el cumplimiento de la Ley Divina; que vivimos días muy difíciles, y que nadie está libre de cargar una cruz en la Tierra, pero que nos corresponde saber enfrentar los desafíos de la vida con una resignación dinámica, es decir, aceptando los dolores, que representan los efectos de nuestras equivocaciones del pasado, pero realizando la tarea de edificación de nuestro futuro de plenitud, mediante la acción pura de la caridad, predicando el mensaje sagrado no sólo mediante palabras sino, principalmente, a través de los ejemplos. Y exhortó a que:Cada uno de nosotros, a semejanza de una simiente en suelo fértil, germine y se transforme en 10, 100, ó 1000, para que la carencia de amor desaparezca del corazón humano.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Ênio Medeiros



 (Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)


sexta-feira, 20 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa -2016 Viena, Áustria

Viena, 17 de maio de 2016
Na terça-feira passada, 17, o médium e orador espírita Divaldo franco proferiu uma conferência na cidade de Viena, Áustria, com o tema “Libertação do Egoísmo”.
O evento foi realizado na sede da Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec de Viena e contou com a participação de mais de 110 pessoas.
Como introdução para o assunto escolhido, foi narrado o registro histórico do século VI a.C., referente à vida do rei Creso, da Lídia. Conforme narrado, Creso vivia na capital de seu reino, Sardes, com seus dois filhos. Acreditava-se plenamente feliz, pois que era o homem mais rico do planeta. Certa feita, o rei convidou o grande filósofo Sólon para visitar seu palácio. Após mostrar-lhe a sua imensa fortuna, falar da grandeza de seu reino e de seu poder, perguntou-lhe se conhecia alguém mais feliz do que ele, recebendo uma resposta afirmativa. Contrariado, reformulou a questão, indagando a respeito de quem seria, então, a segunda pessoa mais feliz do mundo. Novamente, seu nome não foi indicado pelo filósofo, o que lhe causou profunda revolta. Sólon aproveitou a oportunidade para oferecer-lhe uma grande reflexão, afirmando que somente seria possível verificar-se se uma pessoa realmente foi feliz após a sua morte, já que antes disso muitos fatores poderiam, de um minuto para outro, alterar a sorte de uma vida. O ensinamento recebido foi profético. Creso houvera, oportunamente, requisitado de seus ministros que procurassem os médiuns, pitonisas, videntes, mais importantes de diversas regiões, a fim de testar a autenticidade dos fenômenos ditos paranormais. Após todos retornarem a Sardes para apresentarem ao rei as informações colhidas, constatou-se que a médium de Delfos era, de fato, autêntica.
De lá, chegaram os avisos para Creso de que ele não teria sucessores legítimos no trono, uma vez que o filho surdo-mudo estaria naturalmente impedido de assumir a função e o outro desencarnaria tragicamente, e de que um grande império estaria para ruir. E assim ocorreu. O filho sem limitações físicas morreu em um trágico acidente. O rei, acreditando, equivocadamente, que a referência sobre o império a ruir seria do persa, decidiu guerrear contra ele, caindo, porém, derrotado. Mas algo inusitado acontecera nesse episódio. Após perder a batalha, Creso retornou para seu palácio e , ali, em uma sacada, contemplando as terras destruídas, não percebeu que um soldado inimigo houvera adentrado o local; quando este preparava-se para arremessar uma lança, o outro filho do rei da Lídia, que era surdo-mudo, numa reação surpreendente, deu um grito, pedindo que não matassem o pai. O soldado titubeou e ao fazer o arremesso, errou o alvo. O rei foi preso com a família, mas quando estavam para ser mortos, ele pronunciou em voz alta o nome de Sólon e repetiu a frase que lhe houvera sito dita. Naquele dado instante, Ciro, o rei dos persas, passava por ali e ouviu a menção ao filósofo, de quem era profundo admirador. Ao saber daquele encontro entre Creso e Sólon, o comandante dos persas decidiu libertar o rei derrotado e sua família, solicitando de seu servo que anotasse que na História, Ciro houvera sido misericordioso, poupando a vida de um inimigo vencido, para que, no dia em que eventualmente fosse também derrotado, tivessem igualmente misericórdia para com ele. Após esse gesto, Creso, que era todo egoísmo, curvara-se diante do vencedor e oferecera a si e sua família para se lhe tornarem servos dedicados e leais.
Esse fato, narrado pelo historiador grego Heródoto de Halicarnasso e que traz as comprovações históricas da paranormalidade/mediunidade, bem descreve a impermanência da existência física, a sua fragilidade, a ilusão das conquistas mundanas e as alternâncias das situações da vida material, demonstrando que o egoísmo, a maior chaga da Humanidade e filho do ego, é elemento impeditivo da felicidade e da paz. 
O egoísmo, segundo explicado, pode ser considerado sob diversos aspectos, recebendo diferentes designações: egoísmo, egotismo, egolatria, egocentrismo etc. No entanto, sob qualquer ângulo que seja abordado ou estudado, encontrar-se-á sempre o ego como gênese desses comportamentos.
A conduta egoísta, inevitavelmente, levaria a criatura a desviar-se da solidariedade humana. A consequência disso seria o isolamento, os tormentos da solidão, a infelicidade, a depressão, com o risco do suicídio.
Foi ressaltado que essa questão sempre mereceu a preocupação dos filósofos, desde a Antiguidade Clássica. A Filosofia Socrática teria oferecido elementos substanciais para o melhor entendimento da criatura humana e de seu relacionamento consigo e com os outros seres. Os princípios da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos Espíritos- nesse intercâmbio constante entre os dois planos da vida-, da reencarnação, da vida moral saudável, foram as bases do pensamento de Sócrates, de modo que se constituiu verdadeiro precursor da Filosofia Espírita. Esse conjunto de conhecimentos seria fundamental para o trabalho de autoconhecimento e autoiluminação que, em outras palavras, significaria a superação do egoísmo ou, ainda, na linguagem analítica junguiana, a união do ego com o Self.
Seguindo nesse raciocínio, foi explanado que, 400 anos após Sócrates, surgiria Jesus no cenário terrestre, aprofundando e desdobrando o pensamento socrático e centralizando toda a sua mensagem na Lei de Amor. Ninguém teria falado sobre o Amor e vivido-o como ele, em toda a História. Dois milênios após a sua passagem pela Terra, a Ciência, em diversos ramos e sobretudo nas especificidades da Psicologia e Psiquiatria, reconheceria sua mensagem como a mais profunda e excelente psicoterapia para o ser humano, capaz de conduzir o indivíduo ao estado de saúde integral, de plenitude. O convite ao autoencontro e autoiluminação estaria presente na sua orientação: “O Reino dos Céus está dentro de vós”. 
Demonstrando a tese, foi apresentado o estudo do psiquiatra austríaco Viktor Frankl, que afirmara que todos nós necessitamos de estabelecer um sentido psicológico profundo em nossas vidas e de vivê-lo; de outra forma, o ser entraria em depressão e o suicídio poderia ocorrer. Segundo o médico austríaco, o amor seria a mais excelente e positiva meta psicológica para todos. Mas, além dele, Carl G. Jung, outro psiquiatra, este suíço, afirmaria a mesma coisa, elegendo o amor como o sentido mais elevado para a vida, gerador da plenitude, da completitude, do estado numinoso.
Divaldo narrou a história do grande escritor russo Leo Tolstoy, que abandonou a sua posição e título de nobreza, como conde, para viver no interior, no campo, servindo aos seus semelhantes, especialmente aos pobres e simples. Ele teria escrito ao czar da Rússia, Nicolau II, que era o protótipo do homem egoísta, e dito em sua carta, em tom admoestatório, que “aqueles que são egoístas têm a tendência de sofrer a tragédia de si mesmos”. Mais tarde, o czar seria levado com sua família para a Sibéria, ondem foram fuzilados.
Por essa razão, afirmou o conferencista, é que surgiu, no século XIX, o Espiritismo, como a ciência que estuda a origem, a natureza e o destino dos Espíritos e as relações existentes entre o mundo físico e espiritual, dando-nos a conhecer o que somos, de onde viemos e a nossa destinação, tanto quanto as causas de nosso sofrimento e as chave para que deles nos libertemos. A geratriz principal de todas as nossas mazelas seria o egoísmo e, em vista disso, Allan Kardec estabelecera que a nossa salvação, isto é, a libertação de nossos sofrimentos, somente seria possível por meio da diluição do egoísmo, com a vivência do Amor, na prática da caridade pura. Concluindo, afirmou: viver, usufruindo de todos os recursos que Deus nos oferece na Terra, mas sem a eles nos apegar, transformando o egoísmo no prazer de se fazer o bem; sendo isso o grande testemunho da saúde integral.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre e Ênio Medeiros
(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



Espanhol

DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016.
Viena, 17 de mayo de 2016.
El último martes, día 17, el médium y orador espírita Divaldo Franco pronunció una conferencia en la ciudad de Viena, Austria, sobre el tema Liberación del Egoísmo.
La actividad se desarrolló en la sede de la Sociedad de Estudios Espíritas Allan Kardec de Viena, y contó con la participación de más de 110 personas.
A modo de introducción al tema elegido, se narró el registro histórico del siglo VI a. C., referido a la vida del rey Creso de Lidia. De conformidad con la narración, Creso vivía en la capital de su reino -Sardes- junto con sus dos hijos. Consideraba él que era plenamente feliz, porque era el hombre más rico del planeta. En cierta ocasión, el rey invitó al gran filósofo Solón a que visitara su palacio. Después de mostrarle su inmensa fortuna, de hablar acerca de la grandeza de su reino y de su poder, le preguntó si conocía a alguien más feliz que él, y recibió una respuesta afirmativa. Contrariado, volvió a formular la pregunta, averiguando quién sería, entonces, la segunda persona más feliz del mundo. Nuevamente, su nombre no fue mencionado por el filósofo, lo que le ocasionó un profundo disgusto. Solón aprovechó la oportunidad para proponerle una importante reflexión, al afirmar que solamente sería posible verificar si una persona fue realmente feliz, después de su muerte, ya que antes de eso muchos factores podrían, de un instante para otro, modificar la suerte de una vida. La enseñanza recibida fue profética. Creso había, oportunamente, pedido a sus ministros que buscasen a los médiums, las pitonisas, y los videntes más importantes de diversas regiones, a fin de probar la autenticidad de los fenómenos denominados paranormales. Después de que todos retornaron a Sardes, para exponer al rey las informaciones recogidas, se constató que la médium de Delfos era, por cierto, auténtica.
De allí llegaron las noticias para Creso, en cuanto a que él no tendría sucesores legítimos en el trono, pues su hijo sordomudo estaría naturalmente impedido de asumir esa función, y el otro desencarnaría trágicamente y, además, de que un gran imperio estaría a punto de desmoronarse. Y así ocurrió. El hijo que no tenía limitaciones físicas murió en un trágico accidente. El rey, en la suposición equivocada, en cuanto a que la referencia acerca del imperio que se derrrumbaría correspondía al imperio persa, decidió declararle la guerra, y cayó derrotado. Pero, algo inusitado había ocurrido en esa circunstancia. Después de perder la batalla, Creso retornó a su palacio y , allí, en un balcón, mientras contemplaba las tierras arrasadas, no percibió que un soldado enemigo había penetrado al lugar; cuando este se preparaba para arrojarle una lanza, el otro hijo del rey de Lidia, que era sordomudo, tuvo una reacción sorprendente: dio un grito, pidiendo que no matasen a su padre. El soldado titubeó y al arrojar la lanza, erró el blanco. El rey fue tomado preso junto con su familia, pero cuando estaban a punto de ser eliminados, él, Creso, pronunció en voz alta el nombre de Solón y repitió la frase que le había dicho. En aquel preciso instante, Ciro, el rey de los persas, pasaba por allí y escuchó la mención al filósofo, del cual era un profundo admirador. Al enterarse de aquel encuentro entre Creso y Solón, el comandante de los persas decidió liberar al rey derrotado y a su familia, y solicitó a su servidor, además,  que registrase en la Historia que Ciro había sido misericordioso, y había perdonado la vida de un enemigo derrotado, a fin de que el día en que llegara a ser él mismo derrotado, tuviesen también misericordia para con él. Después de ese gesto, Creso, que era todo egoísmo, se inclinó ante el vencedor y le ofreció, a él y a su familia, que se convirtieran en servidores suyos, devotos y leales.
Esta anécdota, narrada por el historiador griego Herodoto de Halicarnaso, que aporta las comprobaciones históricas de la paranormalidad o mediumnidad, describe con eficacia la inestabilidad de la existencia física; su fragilidad, la ilusión de las conquistas mundanas y las alternativas de las situaciones de la vida material, demostrando que el egoísmo, la mayor llaga de la humanidad e hijo del ego, es un elemento que atenta contra la felicidad y la paz. 
El egoísmo, según lo explicado, puede ser considerado desde diversos aspectos, y recibir diferentes denominaciones: egoísmo, egotismo, egolatría, egocentrismo, etc. Mientras tanto, cualquiera sea el ángulo desde el cual se lo enfoca o estudia, siempre se encontrará al ego en la génesis de tales conductas.
La conducta egoísta, inevitablemente, conduciría a la criatura a alejarse de la solidaridad humana. A consecuencia de eso, aparecería el aislamiento, los tormentos de la soledad, la desdicha, la depresión, con el riesgo de suicidio.
Se destacó que esa cuestión siempre mereció la atención de los filósofos, a partir de la antigüedad clásica. La filosofía socrática habría aportado elementos sustanciales para el mejor entendimiento de la criatura humana, y de su relación consigo misma y con los demás seres. Los principios de la inmortalidad del alma, de la comunicabilidad de los Espíritus- en ese intercambio constante entre los dos ámbitos de la vida-, de la reencarnación, de la vida moral saludable, han sido las bases del pensamiento de Sócrates, de modo que se convirtió en un verdadero precursor de la Filosofía Espírita. Ese conjunto de conocimientos sería fundamental, para la tarea de autoconocimiento y autoiluminación que, en otras palabras, significaría la superación del egoísmo o, también, en el lenguaje analítico junguiano, la unión del ego con el Self.
Siguiendo con ese razonamiento, se explicó que 400 años después de Sócrates, surgiría Jesús en el escenario terrestre, profundizando y ampliando el pensamiento socrático, además de centralizar por completo su mensaje en la Ley del Amor. Nadie habría aludido al Amor ni vivido como Él, en toda la Historia. Dos milenios después de su paso por la Tierra, la Ciencia, en diversas ramas y, sobretodo en las especificidades de la Psicología y la Psiquiatría, reconocería su mensaje como la más profunda y excelente psicoterapia para el ser humano, capaz de conduzir al individuo al estado de salud integral, de plenitud. La invitación al autoencuentro y la autoiluminación estaría presente en su expresión: El Reino de los Cielos está dentro de vosotros. 
A modo de demostración de esa tesis, fue presentado el estudio del psiquiatra austríaco Viktor Frankl, quien afirmó que todos nosotros necesitamos establecer un sentido psicológico profundo en nuestras vidas, y experimentarlo; de otra forma, el ser caería en una depresión y podría llegar al suicidio. Según el médico austríaco, el amor sería la más excelente y positiva meta psicológica para todos. Pero, además de él, Carl G. Jung, otro psiquiatra -este suizo- afirmaría lo mismo, eligiendo al amor como el sentido más elevado para la vida, generador de la plenitud -de la completitud-, del estado numinoso.
Divaldo narró la historia del ilustre escritor ruso León Tolstoy, que abandonó su posición social y su título de nobleza como conde, para vivir en el interior, en el campo, sirviendo a sus semejantes, especialmente a los pobres y sencillos. Él habría escrito al zar de Rusia, Nicolás II, que era el modelo del hombre egoísta, y dicho en su carta, en tono de amonestación, que aquellos que son egoístas tienen la tendencia a sufrir la tragedia de sí mismos. Más tarde, el zar sería trasladado junto con su familia a Siberia, donde fueron fusilados.
Por ese motivo, afirmó el conferencista, surgió en el siglo XIX el Espiritismo, como la ciencia que estudia el origen, la naturaleza y el destino de los Espíritus y las relaciones que existen entre el mundo físico y el espiritual, dándonos a conocer qué somos, de dónde venimos y cuál es nuestro destino, tanto como las causas de nuestro sufrimiento y la clave para liberarnos de ellos. El principal generador de nuestros males sería el egoísmo y, en vista de eso, Allan Kardec estableció que nuetra salvación, es decir, la liberación de nuestros sufrimientos, sólo sería posible por medio de la superación del egoísmo, con la vivencia del Amor, mediante la práctica de la caridad pura.
Para concluir, manifestó: vivir, disfrutando de todos los recursos que Dios nos brinda en la Tierra, pero sin apegarnos a ellos, transformando el egoísmo en el placer de hacer el bien; pues ese es el gran testimonio de la salud integral.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre e Ênio Medeiros

 (Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)
 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa -2016 Zurique, Suiça

Zurique, 16 de maio de 2016
Na última segunda-feira, dia 16, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Zurique, no auditório do G19 Stiftung, encerrando o ciclo de atividades doutrinárias na Suíça.
O evento contou com a participação de mais de 150 pessoas e teve como tema “É Possível ser Feliz!”.
A conferência foi iniciada com a consideração de que a felicidade possui nuances e matizes muito diferentes, de maneira que não pode ser entendida algo estático, linear e padrão para todas as pessoas; o que representa a felicidade para uns, não necessariamente tem o mesmo sentido para outros.
Isso já teria sido constatado e divulgado para o antigo povo de Israel, conforme a orientação contida no livro de Eclesiastes, no Antigo Testamento: “A Felicidade não é deste mundo”. Jesus também teria se referido a essa conclusão. Por “deste mundo”, deveríamos entender que a felicidade não está nas coisas materiais, mas sim dentro do indivíduo, o ser espiritual.
Tais colocações levar-nos-iam a pensar sobre onde ou como encontrar a felicidade, não em sua forma fugaz, passageira, mas a felicidade da alma, perene.
De forma a suscitar reflexões mais profundas a respeito do tema, Divaldo narrou um pouco da história de Zainab Salbi, autora iraquiana, humanista, defensora dos direitos das mulheres. Ela nasceu no Iraque, filha de um piloto de avião de confiança do ex-ditador Saddam Hussein. A jovem foi enviada para os EUA após a mãe perceber que o ditador houvera interessado-se sexualmente pela filha. Na América, a moça fora prometida em casamento para um rapaz, que não conhecia, conforme hábito da cultura de seu povo. Casou-se, mas seu marido revelou-se um psicopata, violentando-a de todas as formas. Finalmente conseguiu divorciar-se. Começou nova vida e casou-se por segunda vez. A partir daí, passou a interessar-se pela situação das mulheres nos Estados Unidos, mais tarde, também pelas mulheres na África e em outras partes do mundo. Em viagem ao Congo, conheceu uma mulher cuja vida mudou mais uma vez a sua. A congolesa fora vítima de estupro coletivo de um exército muçulmano radical e narrou seu drama à Zainab, que encheu-se, então, de coragem para também narrar a sua história à Humanidade, denunciando os crimes praticados contra as mulheres e contra os seres humanos. Depois de uma outra experiência relacionada a campos de estupro nos Balcãs, Zainab decidiu criar com seu marido uma Organização Internacional para atender às mulheres violentadas. E, segundo asseverara, foi apenas quando deu-se conta do que poderia fazer para socorrer às dores alheias e, efetivamente, passou a promover o bem aos outros, que encontrou a felicidade dentro de si. Sua organização atua hoje em diversos países.
A partir dessa narrativa, recorreu-se à Filosofia para ampliar a compreensão da realidade humana. Afinal, seria, realmente, possível, ser feliz? Desde o período pré-socrático, os pensadores depararam-se com um denominado obstáculo à felicidade: a morte. O que ela seria? O que existiria antes e depois dela? A morte anularia ou interromperia qualquer projeto ou experiência de felicidade? Quatro principais propostas filosóficas sobre a felicidade foram estudadas.
A primeira, fundada nos ensinos de Epicuro de Samos, que defendia que a felicidade estaria no "ter" (coisas, posição social, fama etc). Mas, essa hipótese seria desmentida pelos tormentos que carregam muitos daqueles que têm posses e também os consumistas. A segunda, criada por Diógenes de Sinope, que dizia que as pessoas tinham medo de perder as suas posses, o que lhes causava angústia e outros transtornos, de maneira que a felicidade consistiria em não ter nada. Considerando, no entanto, que muitos são verdadeiramente escravos até daquilo que não tem, criando ambições, expectativas, que lhes obstaculizam o fruir da felicidade, essa teoria, então, não poderia subsistir. A terceira, fundada nos ensinamentos do Estoicismo, criado por Zenão de Cítio, propunha que a felicidade estaria na coragem de enfrentar-se a dor moral e física sem queixas, sem esmorecimento, sem sofrer, abandonado ao destino, de maneira impassível. Essa teoria também não poderia corresponder à vivência da real felicidade, uma vez que os seres humanos ainda trazemos em nós diversos conflitos, passamos por desafios, temos limites que devem ser respeitados e, ademais, a dor ainda faz parte de nossas experiências evolutivas. Enfim, Divaldo analisou a proposta do filósofo grego Sócrates, que afirmou que a felicidade consiste em "ser". Sócrates, perfeitamente consciente de que o ser humano é o Espírito imortal, que está na Terra temporariamente, utilizando-se de um corpo físico para realizar o seu processo evolutivo, ensinava que os indivíduos deveriam buscar conhecerem-se a si mesmos, a sua realidade espiritual, a fim de encontrarem a real felicidade.
Nesse sentido - destacou o palestrante-, Allan Kardec, na obra O Livro dos Espíritos, apresentou a orientação segura dos Espíritos nobres para que os seres humanos buscassem o autoconhecimento e a autoiluminação, a fim de que pudessem eliminar de si mesmos as imperfeições morais e, assim, gozar de harmonia, paz e, portanto, de felicidade.
Foi afirmado que a felicidade é vítima de 3 “ladrões”, isto é, de 3 fatores que lhe são impeditiva: vergonha, que invariavelmente conduz à autopunição e ao masoquismo; a autocompaixão, que nos remete à vitimização; e, a culpa, que nos deprime.
Além disso, com base na obra do psicólogo americano Rollo May, o médium tratou a respeito do grande vazio existencial que tem levado incontáveis vidas à depressão e, após, ao suicídio. O individualismo, a sexolatria, o consumismo, o imediatismo, o materialismo, seriam grandes chagas a causarem terrível destruição na sociedade. As pessoas e os relacionamentos, de toda ordem, teriam tornado-se descartáveis em grande parte das vezes, o que denotaria um conduta mais animal e instintiva do que lógica, humana, afetiva. Diante desse panorama aterrador, seria urgente trabalharmos em favor de nossa Humanização e da espiritualização da matéria.
Divaldo encerrou a conferência afirmando que ser feliz é perfeitamente possível, desde o momento presente, desde que confiemos em Deus, amemos ao próximo e a nós mesmos, perdoemos as faltas alheias e as nossas próprias, sonhando sonhos possíveis, vislumbrando a vida futura, a espiritual, em plenitude, e realizando os esforços para liberarmo-nos de nossas imperfeições morais. Porque, afinal, “Deus nos criou para a felicidade”, disse o médium, e “somos a célula do Universo e a harmonia do Todo”.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



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DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016.
Zurich, 16 de mayo de 2016.


El pasado día lunes 16, el médium y orador espírita Divaldo Franco pronunció una conferencia en la ciudad de Zurich, en el auditorio del G19 Stiftung, con lo que completó el ciclo de actividades doctrinarias en Suiza.
El acto contó con la participación de más de 150 personas, y el tema desarrollado fue: ¡Es posible ser feliz!
La conferencia dio comienzo con la reflexión acerca de que la felicidad posee matices, y matices muy diferentes, de manera que no puede ser entendida como algo estático, lineal, ni existe un modelo válido para todas las personas: lo que representa la felicidad para algunos, no necesariamente tiene el mismo sentido para otros.
Ese concepto ya habría sido constatado y divulgado al antiguo pueblo de Israel, de conformidad con la expresión contenida en el libro del Eclesiastés, en el Antiguo Testamento: La felicidad no es de este mundo. Jesús también habría hecho referencia a esa conclusión. Por de este mundo, deberíamos entender que la felicidad no está en las cosas materiales sino dentro del individuo, el ser espiritual.
Tales manifestaciones nos conducirían a pensar acerca de dónde o cómo encontrar la felicidad, no en su forma fugaz, transitoria, sino en la continua felicidad del alma.
De modo de suscitar reflexiones más profundas con respecto al tema, Divaldo narró un fragmento de la experiencia de Zainab Salbi, autora de origen irakí, humanista, defensora de los derechos femeninos. Ella nació en Irak; era hija de un piloto de aviación, hombre de confianza del ex-dictador Saddam Hussein. La joven fue enviada a USA después de que su madre percibiera que el dictador estaba interesado sexualmente en su hija. En América, la joven fue prometida en casamiento a un muchacho al que no conocía, según las costumbres culturales de su pueblo. Se casó, pero su marido resultó un psicópata, que ejercía violencia sobre ella en todas las formas. Finalmente, consiguió divorciarse. Comenzó una nueva vida y contrajo matrimonio por segunda vez. A partir de ahí, comenzó a interesarse por la situación de las mujeres en los Estados Unidos, y más tarde también por las mujeres en África, y en otras partes del mundo. En un viaje al Congo, conoció a una mujer cuya vida cambió una vez más la suya. La congolesa había sido víctima de estupro colectivo por parte de un ejército musulmán radical, y narró su drama a Zainab, quien entonces se llenó de coraje, para narrar también su historia a la humanidad, denunciando los crímenes practicados contra las mujeres y contra los seres humanos en general. Después de otra experiencia relacionada con campos de estupro en los Balcanes, Zainab decidió crear -junto con su marido- una Organización Internacional para atender a las mujeres violadas. Y, según su propio relato, fue cuando se dio cuenta de lo que podría hacer para aliviar los padecimientos ajenos y, efectivamente, comenzó a promover el bien de los otros, porque encontró la felicidad dentro de ella misma. Actualmente, su organización funciona en diversos países.
A partir de esa narración, Divaldo recurrió a la Filosofía, para ampliar la comprensión de la realidad humana. Finalmente, ¿sería posible, en realidad, ser feliz? Desde el período pre-socrático, los pensadores se encontraron con lo que denominaron un obstáculo para la felicidad: la muerte. ¿Qué sería esta? ¿Qué existiría antes y después de ella? ¿La muerte, anularía o interrumpiría los proyectos o la experiencia de la felicidad? Se estudiaron -seguidamente- cuatro principales propuestas filosóficas sobre la felicidad.
La primera, fundada en las enseñanzas de Epicuro de Samos, que sostenía que la felicidad residiría en el tener (cosas, posición social, fama etc.). Pero, esa hipótesis sería desmentida por los tormentos de que son portadores muchos de aquellos que tienen posesiones, y también por los consumistas. La segunda, creada por Diógenes de Sinope, que decía que las personas tenían temor de perder sus posesiones, lo que les causaba angustia y otros trastornos, de manera que la felicidad consistiría en no ter nada. Considerando, mientras tanto, que muchos son verdaderamente esclavos, incluso de aquello que no tienen, creando ambiciones, expectativas que significan obstáculos para que disfruten la felicidad, esa teoría, entonces, no podría prosperar. La tercera, fundada en las enseñanzas del Estoicismo, creado por Zenon de Citio, proponía que la felicidade residiría en el coraje de enfrentarse al dolor moral y físico sin quejas, sin desfallecer, sin sufrir, entregándose al destino de una manera imperturbable. Esa teoría tampoco podría corresponder a la vivencia real de la felicidad, dado que los seres humanos aún somos portadores de diversos conflictos, atravesamos desafíos, tenemos límites que deben ser respetados y, además, el sufrimiento aún forma parte de nuestras experiencias evolutivas. Por último, Divaldo analizó la propuesta del filósofo griego Sócrates, quien afirmó que la felicidad consiste en ser. Sócrates, perfectamente consciente de que el ser humano es un Espíritu inmortal, que está en la Tierra transitoriamente, y que se vale de un cuerpo físico para realizar su proceso evolutivo, enseñaba que los individuos deberían proponerse el conocimiento de ellos mismos, su realidad espiritual, a fin de encontrar la auténtica felicidad.
En ese sentido -destacó el orador-, Allan Kardec, en la obra El Libro de los Espíritus, presentó la orientación segura de los Espíritus ilustres para que los seres humanos buscasen el autoconocimiento y la autoiluminación, a fin de que pudiesen eliminar de ellos mismos las imperfecciones morales y, de ese modo, gozar de armonía, paz y, por lo tanto, de felicidad.
Manifestó el orador que la felicidad es víctima de tres ladrones, es decir, de tres factores que constituyen impedimentos para experimentarla: la vergüenza, que invariablemente conduce a la autopunición y al masoquismo; la autocompasión, que nos remite a la victimización; y la culpa, que nos deprime.
Además, basado en la obra del psicólogo americano Rollo May, el médium trató acerca del gran vacío existencial, que ha conducido a numerosas vidas a la depresión y, posteriormente, al suicidio. El individualismo, la sexolatría, el consumismo, el inmediatismo, el materialismo, serían grandes llagas que ocasionan una terrible destrucción en la sociedad. Las personas y las relaciones, de toda clase, se habrían convertido en descartables, en gran parte de las veces, lo que evidenciaría una conducta más animal e instintiva que lógica, humana, afectiva. Ante ese panorama aterrador, sería urgente que trabajáramos a favor de nuestra humanización y de la espiritualización de la materia.
Divaldo dio por concluida la conferencia afirmando que ser feliz es perfectamente posible, a partir del momento presente, a partir de que confiemos en Dios, que amemos al prójimo y a nosotros mismos, que perdonemos las faltas ajenas y las propias, soñando sueños posibles, vislumbrando la vida futura, la vida espiritual en plenitud, y realizando esfuerzos para liberarnos de nuestras imperfecciones morales porque, finalmente, Dios nos creó para la felicidad, manifestó el médium, y somos la célula del universo y la armonía del Todo.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre
(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)
 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa Zurique, Suiça

Zurique, 14 e 15 de maio de 2016

Nos dias 14 e 15 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou um seminário na cidade de Zurique, Suíça, com o tema “Libertação do Sofrimento”.
O evento foi realizado no auditório do G19 Stiftung e contou com a participação de cerca de 150 pessoas em cada dia. A Fundação G19, na pessoa de Andre Studer, foi a responsável por convidar Divaldo a falar sobre o Espiritismo na Suíça por primeira vez.
Para a realização desse encontro, colaboraram a Sociedade Espírita Maria de Magdala, de Zurique, o CEEAK, de Winterthur e o CEEJA, também de Zurique.
Tomando por base a obra "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada", de autoria de Robert Fisher, Divaldo propôs uma análise junguiana e espírita da problemática do ego e sua relação com a origem dos sofrimentos, assim como da necessidade de a criatura humana alterar a sua conduta moral para melhor, como forma de libertar-se das dores que a afligem.
Para que fosse possível realizar essa viagem de estudo sobre o autodescobrimento e a autoiluminação mais facilmente, foram abordados os conceitos de ser humano, nos seus aspectos biológico, psicológico e social, assim como a visão espírita dele, que o apresenta como ser tríplice (corpo físico, perispírito e Espírito), demonstrando-se que somos, em essência, uma energia pensante que sobrevive ao decesso físico e realiza o seu processo evolutivo por meio das reencarnações. Também foram apresentados alguns conceitos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, tais como o consciente, o inconsciente coletivo e o individual, os arquétipos, o ego, o Self, a sombra.
Em seguida, o orador passou à análise específica da estória contida no livro referido.
Tratava-se de um cavaleiro que, ao longo de muitos anos, habituou-se a manter-se vestido com sua armadura de ferro, a qual acabou por se enferrujar. Ele era casado e tinha um filho, mas o seu relacionamento com a família era muito distante e difícil. Após uma discussão com a esposa, aborrecido, decidiu o cavaleiro afastar-se do domicílio e realizar uma viagem. Nesta viagem, ele passou a ter contato com alguns outros personagens, com os quais se relacionou e que o ajudaram a refletir sobre a própria existência. Por fim, o cavaleiro considerou que deveria retirar a armadura, o que não conseguiu de imediato, uma vez que ela já se encontrava muito enferrujada. Um dos personagens disse-lhe que seria necessário atravessar uma determinada trilha, onde encontraria três castelos: o do silêncio, o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Ser-lhe-ia necessário permanecer um certo tempo em cada um deles, para se lhes aprender as lições, a fim de que ele pudesse seguir para o seguinte. Nesse processo, passando por cada castelo, o cavaleiro foi introjetando os diferentes ensinamentos, refletindo sobre a própria vida, conhecendo mais de si mesmo, ao tempo em que ele passou a mudar de pensamentos, de comportamentos, e , com isso, a armadura, de parte em parte, começou a cair de seu corpo, até que ele viu-se totalmente liberado dela.
Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro pela trilha, visitando cada um daqueles castelos, é bem a viagem de autodescobrimento e de autoiluminação de todos nós, que trazemos as nossas máscaras, as personas a que se referia Carl Gustav Jung.
Ao longo de nossa jornada evolutiva, criamos em nós condicionamentos negativos, que tornaram-se uma segunda natureza em nós, passamos a usar máscaras que compõem a nossa personalidade, que utilizamos para agradar as convenções sociais. E assim, perdemos o contato com o nosso ser profundo, a nossa realidade espiritual (Self). Esses condicionamentos negativos, as nossas más inclinações, seriam a causa de nossos sofrimentos.
Conforme afirmou o orador, é necessário que façamos a viagem interior, em busca do conhecimento da Verdade, dessas leis divinas que estão escritas em nós, para que tomemos consciência de que somos Espíritos imortais e de que a nossa meta psicológica profunda deve ser amar, vencendo os nossos medos e dúvidas, eliminando as nossas imperfeições morais e estabelecendo-se, assim, a conexão entre o ego e o Self.
O sofrimento poderia ser superado, portanto, por um estado emocional saudável, através da vivência do amor, que propiciaria ao indivíduo o equilíbrio psicológico e espiritual. E, quando necessário, naturalmente que as terapêuticas orgânicas deveriam ser utilizadas.
Foi apresentada a visão espírita do sofrimento, que considera a questão sob um prisma otimista e saudável. A dor, então, seria “uma bênção que Deus envia aos seus eleitos”. Isso porque, com a compreensão da lei de causa e efeito, damo-nos conta de que somos os artífices de nosso destino e de que as causas de nossas aflições residem em nós mesmos. Os sofrimentos de hoje seriam resultados de nossas más condutas do passado e a reencarnação seria o meio pelo qual expungimos esses desequilíbrios, que se nos apresentam como dores, físicas ou morais. Assim agiria a misericórdia de Deus, que nos faculta a oportunidade de libertação de nossas aflições.
Em seguida, Divaldo propôs uma reflexão acerca dos 4 compromissos da filosofia tolteca como uma técnica para libertarmo-nos dos sofrimentos e evitarmos criar novos para nós mesmos: seja impecável com a sua palavra; não leve nada para o lado pessoal; não tire conclusões; sempre dê o melhor de si.
Conforme elucidado, seria necessário que fizéssemos o esforço para transitarmos do sofrimento para a alegria, evitando comportamentos masoquistas, processos de auto-vitimização, estabelecendo a ponte entre o ego e o Self e entre o Self e a Divindade, nesse processo de individuação e integração com o Todo, de maneira que as dores fossem diluídas.
Na fase final do seminário, Divaldo narrou a bela história de Ananda, contida no livro “Muito Além do Amor”, de autoria de Dominique Lapierre; uma jovem que enfrentou os sofrimentos físicos e morais mais cruéis em sua infância e juventude, para encontrar a libertação de suas dores na entrega total de sua vida ao Cristo, amando a todos os seres incondicionalmente e dedicando-se integralmente ao alívio dos sofrimentos de seus irmãos em Humanidade.
Divaldo encerrou o seminário afirmando que o amor - a si mesmo e aos outros-, é a única solução para a libertação de nossos sofrimentos e que, ao expandirmos a nossa visão espiritual, por meio dos processos de autoconhecimento e autoiluminação, passaremos a perceber o mundo maravilhoso em que vivemos e todas as bênçãos divinas de que somos beneficiários, de modo que as nossas queixas diminuirão e um profundo sentimento de gratidão à vida e a Deus extravasará de nossos corações.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em português recebido de Jorge Moehlecke)



Espanhol


DIVALDO FRANCO - GIRA EUROPEA 2016 - Zurich, Suiza, 14 y 15 de mayo.
 
Zurich, 14 y 15 de mayo de 2016.

Durante los días 14 y 15 de mayo, el médium y orador espírita Divaldo Franco realizó un seminario en la ciudad de Zurich, Suiza, sobre el tema Liberación del Sufrimiento.
La tarea se llevó a cabo en el auditorio del G19 Stiftung y contó con la participación de cerca de 150 personas cada día. La Fundación G19, en la persona de Andre Studer, fue la responsable de haber invitado a Divaldo para que disertara sobre el Espiritismo, en Suiza, por primera vez.
Para la realización de ese encuentro colaboraron: la Sociedad Espírita María de Mágdala, de Zurich, el CEEAK, de Winterthur y el CEEJA, también de Zurich.
Tomando como base la obra El caballero de la armadura oxidada, del autor Robert Fisher, Divaldo propuso un análisis junguiano y espírita del problema del ego, y su relación con el origen de los sufrimientos, así como de la necesidad de que la criatura humana modifique su conducta moral para mejor, como una forma de liberarse de los padecimientos que la afligen.
A fin de que fuera posible realizar ese viaje de estudio sobre el autodescubrimiento y la autoiluminación más fácilmente, se abordó el concepto de ser humano, en sus aspectos biológico, psicológico y social, así como su enfoque espírita, que lo presenta como un ser triple (cuerpo físico, periespíritu y Espíritu), demostrando que somos, en esencia, una energía pensante que sobrevive al deceso físico, y realiza su proceso evolutivo mediante las reencarnaciones. También fueron presentados algunos conceptos de la Psicología Analítica de Carl Gustav Jung, tales como el consciente, el inconsciente colectivo y el individual, los arquetipos, el ego, el Self y la sombra.
A continuación, el orador dio comienzo al análisis específico de la anécdota contenida en el libro referido. Se trataba de un caballero que, a lo largo de muchos años, se habituó a permanecer vestido con su armadura de hierro, la cual acabó oxidándose. Él estaba casado, y tenía un hijo, pero su relación con la familia era muy distante y complicada. Después de una discusión con su esposa, disgustado, decidió el caballero marcharse de ese domicilio y realizar un viaje. Durante ese viaje, él tuvo contacto con algunos otros personajes, con los cuales se relacionó, y quienes lo ayudaron a reflexionar acerca de su propia existencia. Por último, el caballero consideró que debería quitarse la armadura, lo que no consiguió de inmediato, debido a que esta se encontraba muy oxidada. Uno de los personajes le dijo que le sería necesario atravesar un determinado sendero, que lo llevaría a encontrar tres castillos: el del silencio, el del conocimiento y el de la voluntad y la osadía. Le sería necesario, además, permanecer por cierto tiempo en cada uno de ellos, para que aprendiera sus lecciones, antes de que pudiese ir hacia el siguiente. En ese proceso, al pasar por cada uno de los castillos, el caballero fue asimilando las diferentes enseñanzas y reflexionó sobre su propia vida, se conoció mejor a sí mismo y, a la vez, fue modificando su modo de pensar, su comportamiento, y así la armadura, parte por parte, comenzó a caer de su cuerpo, hasta que él se vio completamente liberado de ella.
Divaldo explicó que el viaje del caballero a través de la senda, visitando cada uno de aquellos castillos, es semejante al viaje del autodescubrimiento y la autoiluminación de todos nosotros, que tenemos puestas nuestras máscaras, las personas a las cuales se refería Carl Gustav Jung.
A lo largo de nuestra trayectoria evolutiva, hemos creado en nosotros condicionamientos negativos, que se convirtieron en nuestra segunda naturaleza; comenzamos a usar máscaras que componen nuestra personalidad, a las cuales utilizamos para agradar según las convenciones sociales. Y de ese modo, perdemos el contacto con nuestro ser profundo, nuestra realidad espiritual (Self). Tales condicionantes negativos, nuestras malas tendencias, serían la causa de nuestros sufrimientos.
De conformidad con lo manifestado por el orador, es necesario que realicemos un viaje interior, en busca del conocimiento de la Verdad, de esas Leyes Divinas que están inscriptas en nosotros, para que tomemos conciencia de que somos Espíritus inmortales, y de que nuestra meta psicológica profunda debe ser amar, superando nuestros temores y dudas, eliminando nuestras imperfecciones morales y, de tal modo, estableciendo la conexión entre el ego y el Self.
El sufrimiento podría ser superado, por lo tanto, con un estado emocional saludable, a través de la experiencia del amor, que propiciaría al individuo el equilibrio psicológico y espiritual. Y, cuando resulte necesario, por cierto, deberían ser utilizadas las terapéuticas orgánicas.
Se expuso el enfoque espírita del sufrimiento, que considera la cuestión desde un punto de vista optimista y saludable. El dolor sería, pues, una bendición que Dios envía a sus elegidos. Eso surge de la comprensión de la ley de causa y efecto, y nos damos cuenta de que somos los artífices de nuestro destino, y de que las causas de nuestras aflicciones residen en nosotros mismos. Los sufrimientos de hoy serían consecuencia de nuestras conductas equivocadas del pasado, y la reencarnación sería el mecanismo mediante el cual nos liberamos de tales desequilibrios, que se nos presentan como dolores físicos o morales. De tal modo procedería la misericordia de Dios, que nos propicia la oportunidad de liberarnos de nuestras aflicciones.
Seguidamente, Divaldo propuso una reflexión acerca de los cuatro compromisos de la filosofía tolteca, como una técnica para liberarnos de los sufrimientos, y a fin de que evitemos generar otros nuevos para nosotros mismos: sea impecable con su palabra; no lleve nada hacia el lado personal; no saque conclusiones; siempre dé lo mejor de usted.
Según lo explicado, sería necesario que hiciésemos el esfuerzo para trasladarnos del sufrimiento hacia la alegría, evitando conductas masoquistas o procesos de autovictimización, estableciendo un puente entre el ego y el Self, y entre el Self y la Divinidad, en ese proceso de individuación e integración con el Todo, de manera de disipar los dolores.
En la fase final del seminario, Divaldo narró la hermosa historia de Ananda, contenida en el libroMucho más allá del Amor, cuya autora es Dominique Lapierre. Una joven enfrentó los sufrimientos físicos y morales más crueles, en su infancia y en su juventud, para encontrar la liberación de sus dolores mediante la entrega absoluta de su vida al Cristo, a través del amor a todos los seres incondicionalmente, y de la dedicación integral al alivio de los sufrimientos de sus hermanos en humanidad.
Divaldo dio por conluido el seminario afirmando que el amor -a uno mismo y a los otros-, es la única solución para liberarnos de nuestros sufrimientos, y que a medida que ampliemos nuestra visión espiritual, por medio de los procesos de autoconocimiento y de autoiluminación, comenzaremos a percibir el mundo maravilloso en el que vivimos, y todas las bendiciones divinas de las cuales somos beneficiarios, de modo que nuestras quejas disminuyan y un profundo sentimiento de gratitud a la vida y a Dios fluya de nuestros corazones.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre
(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)