sexta-feira, 20 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa -2016 Viena, Áustria

Viena, 17 de maio de 2016
Na terça-feira passada, 17, o médium e orador espírita Divaldo franco proferiu uma conferência na cidade de Viena, Áustria, com o tema “Libertação do Egoísmo”.
O evento foi realizado na sede da Sociedade de Estudos Espíritas Allan Kardec de Viena e contou com a participação de mais de 110 pessoas.
Como introdução para o assunto escolhido, foi narrado o registro histórico do século VI a.C., referente à vida do rei Creso, da Lídia. Conforme narrado, Creso vivia na capital de seu reino, Sardes, com seus dois filhos. Acreditava-se plenamente feliz, pois que era o homem mais rico do planeta. Certa feita, o rei convidou o grande filósofo Sólon para visitar seu palácio. Após mostrar-lhe a sua imensa fortuna, falar da grandeza de seu reino e de seu poder, perguntou-lhe se conhecia alguém mais feliz do que ele, recebendo uma resposta afirmativa. Contrariado, reformulou a questão, indagando a respeito de quem seria, então, a segunda pessoa mais feliz do mundo. Novamente, seu nome não foi indicado pelo filósofo, o que lhe causou profunda revolta. Sólon aproveitou a oportunidade para oferecer-lhe uma grande reflexão, afirmando que somente seria possível verificar-se se uma pessoa realmente foi feliz após a sua morte, já que antes disso muitos fatores poderiam, de um minuto para outro, alterar a sorte de uma vida. O ensinamento recebido foi profético. Creso houvera, oportunamente, requisitado de seus ministros que procurassem os médiuns, pitonisas, videntes, mais importantes de diversas regiões, a fim de testar a autenticidade dos fenômenos ditos paranormais. Após todos retornarem a Sardes para apresentarem ao rei as informações colhidas, constatou-se que a médium de Delfos era, de fato, autêntica.
De lá, chegaram os avisos para Creso de que ele não teria sucessores legítimos no trono, uma vez que o filho surdo-mudo estaria naturalmente impedido de assumir a função e o outro desencarnaria tragicamente, e de que um grande império estaria para ruir. E assim ocorreu. O filho sem limitações físicas morreu em um trágico acidente. O rei, acreditando, equivocadamente, que a referência sobre o império a ruir seria do persa, decidiu guerrear contra ele, caindo, porém, derrotado. Mas algo inusitado acontecera nesse episódio. Após perder a batalha, Creso retornou para seu palácio e , ali, em uma sacada, contemplando as terras destruídas, não percebeu que um soldado inimigo houvera adentrado o local; quando este preparava-se para arremessar uma lança, o outro filho do rei da Lídia, que era surdo-mudo, numa reação surpreendente, deu um grito, pedindo que não matassem o pai. O soldado titubeou e ao fazer o arremesso, errou o alvo. O rei foi preso com a família, mas quando estavam para ser mortos, ele pronunciou em voz alta o nome de Sólon e repetiu a frase que lhe houvera sito dita. Naquele dado instante, Ciro, o rei dos persas, passava por ali e ouviu a menção ao filósofo, de quem era profundo admirador. Ao saber daquele encontro entre Creso e Sólon, o comandante dos persas decidiu libertar o rei derrotado e sua família, solicitando de seu servo que anotasse que na História, Ciro houvera sido misericordioso, poupando a vida de um inimigo vencido, para que, no dia em que eventualmente fosse também derrotado, tivessem igualmente misericórdia para com ele. Após esse gesto, Creso, que era todo egoísmo, curvara-se diante do vencedor e oferecera a si e sua família para se lhe tornarem servos dedicados e leais.
Esse fato, narrado pelo historiador grego Heródoto de Halicarnasso e que traz as comprovações históricas da paranormalidade/mediunidade, bem descreve a impermanência da existência física, a sua fragilidade, a ilusão das conquistas mundanas e as alternâncias das situações da vida material, demonstrando que o egoísmo, a maior chaga da Humanidade e filho do ego, é elemento impeditivo da felicidade e da paz. 
O egoísmo, segundo explicado, pode ser considerado sob diversos aspectos, recebendo diferentes designações: egoísmo, egotismo, egolatria, egocentrismo etc. No entanto, sob qualquer ângulo que seja abordado ou estudado, encontrar-se-á sempre o ego como gênese desses comportamentos.
A conduta egoísta, inevitavelmente, levaria a criatura a desviar-se da solidariedade humana. A consequência disso seria o isolamento, os tormentos da solidão, a infelicidade, a depressão, com o risco do suicídio.
Foi ressaltado que essa questão sempre mereceu a preocupação dos filósofos, desde a Antiguidade Clássica. A Filosofia Socrática teria oferecido elementos substanciais para o melhor entendimento da criatura humana e de seu relacionamento consigo e com os outros seres. Os princípios da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos Espíritos- nesse intercâmbio constante entre os dois planos da vida-, da reencarnação, da vida moral saudável, foram as bases do pensamento de Sócrates, de modo que se constituiu verdadeiro precursor da Filosofia Espírita. Esse conjunto de conhecimentos seria fundamental para o trabalho de autoconhecimento e autoiluminação que, em outras palavras, significaria a superação do egoísmo ou, ainda, na linguagem analítica junguiana, a união do ego com o Self.
Seguindo nesse raciocínio, foi explanado que, 400 anos após Sócrates, surgiria Jesus no cenário terrestre, aprofundando e desdobrando o pensamento socrático e centralizando toda a sua mensagem na Lei de Amor. Ninguém teria falado sobre o Amor e vivido-o como ele, em toda a História. Dois milênios após a sua passagem pela Terra, a Ciência, em diversos ramos e sobretudo nas especificidades da Psicologia e Psiquiatria, reconheceria sua mensagem como a mais profunda e excelente psicoterapia para o ser humano, capaz de conduzir o indivíduo ao estado de saúde integral, de plenitude. O convite ao autoencontro e autoiluminação estaria presente na sua orientação: “O Reino dos Céus está dentro de vós”. 
Demonstrando a tese, foi apresentado o estudo do psiquiatra austríaco Viktor Frankl, que afirmara que todos nós necessitamos de estabelecer um sentido psicológico profundo em nossas vidas e de vivê-lo; de outra forma, o ser entraria em depressão e o suicídio poderia ocorrer. Segundo o médico austríaco, o amor seria a mais excelente e positiva meta psicológica para todos. Mas, além dele, Carl G. Jung, outro psiquiatra, este suíço, afirmaria a mesma coisa, elegendo o amor como o sentido mais elevado para a vida, gerador da plenitude, da completitude, do estado numinoso.
Divaldo narrou a história do grande escritor russo Leo Tolstoy, que abandonou a sua posição e título de nobreza, como conde, para viver no interior, no campo, servindo aos seus semelhantes, especialmente aos pobres e simples. Ele teria escrito ao czar da Rússia, Nicolau II, que era o protótipo do homem egoísta, e dito em sua carta, em tom admoestatório, que “aqueles que são egoístas têm a tendência de sofrer a tragédia de si mesmos”. Mais tarde, o czar seria levado com sua família para a Sibéria, ondem foram fuzilados.
Por essa razão, afirmou o conferencista, é que surgiu, no século XIX, o Espiritismo, como a ciência que estuda a origem, a natureza e o destino dos Espíritos e as relações existentes entre o mundo físico e espiritual, dando-nos a conhecer o que somos, de onde viemos e a nossa destinação, tanto quanto as causas de nosso sofrimento e as chave para que deles nos libertemos. A geratriz principal de todas as nossas mazelas seria o egoísmo e, em vista disso, Allan Kardec estabelecera que a nossa salvação, isto é, a libertação de nossos sofrimentos, somente seria possível por meio da diluição do egoísmo, com a vivência do Amor, na prática da caridade pura. Concluindo, afirmou: viver, usufruindo de todos os recursos que Deus nos oferece na Terra, mas sem a eles nos apegar, transformando o egoísmo no prazer de se fazer o bem; sendo isso o grande testemunho da saúde integral.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre e Ênio Medeiros
(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



Espanhol

DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016.
Viena, 17 de mayo de 2016.
El último martes, día 17, el médium y orador espírita Divaldo Franco pronunció una conferencia en la ciudad de Viena, Austria, sobre el tema Liberación del Egoísmo.
La actividad se desarrolló en la sede de la Sociedad de Estudios Espíritas Allan Kardec de Viena, y contó con la participación de más de 110 personas.
A modo de introducción al tema elegido, se narró el registro histórico del siglo VI a. C., referido a la vida del rey Creso de Lidia. De conformidad con la narración, Creso vivía en la capital de su reino -Sardes- junto con sus dos hijos. Consideraba él que era plenamente feliz, porque era el hombre más rico del planeta. En cierta ocasión, el rey invitó al gran filósofo Solón a que visitara su palacio. Después de mostrarle su inmensa fortuna, de hablar acerca de la grandeza de su reino y de su poder, le preguntó si conocía a alguien más feliz que él, y recibió una respuesta afirmativa. Contrariado, volvió a formular la pregunta, averiguando quién sería, entonces, la segunda persona más feliz del mundo. Nuevamente, su nombre no fue mencionado por el filósofo, lo que le ocasionó un profundo disgusto. Solón aprovechó la oportunidad para proponerle una importante reflexión, al afirmar que solamente sería posible verificar si una persona fue realmente feliz, después de su muerte, ya que antes de eso muchos factores podrían, de un instante para otro, modificar la suerte de una vida. La enseñanza recibida fue profética. Creso había, oportunamente, pedido a sus ministros que buscasen a los médiums, las pitonisas, y los videntes más importantes de diversas regiones, a fin de probar la autenticidad de los fenómenos denominados paranormales. Después de que todos retornaron a Sardes, para exponer al rey las informaciones recogidas, se constató que la médium de Delfos era, por cierto, auténtica.
De allí llegaron las noticias para Creso, en cuanto a que él no tendría sucesores legítimos en el trono, pues su hijo sordomudo estaría naturalmente impedido de asumir esa función, y el otro desencarnaría trágicamente y, además, de que un gran imperio estaría a punto de desmoronarse. Y así ocurrió. El hijo que no tenía limitaciones físicas murió en un trágico accidente. El rey, en la suposición equivocada, en cuanto a que la referencia acerca del imperio que se derrrumbaría correspondía al imperio persa, decidió declararle la guerra, y cayó derrotado. Pero, algo inusitado había ocurrido en esa circunstancia. Después de perder la batalla, Creso retornó a su palacio y , allí, en un balcón, mientras contemplaba las tierras arrasadas, no percibió que un soldado enemigo había penetrado al lugar; cuando este se preparaba para arrojarle una lanza, el otro hijo del rey de Lidia, que era sordomudo, tuvo una reacción sorprendente: dio un grito, pidiendo que no matasen a su padre. El soldado titubeó y al arrojar la lanza, erró el blanco. El rey fue tomado preso junto con su familia, pero cuando estaban a punto de ser eliminados, él, Creso, pronunció en voz alta el nombre de Solón y repitió la frase que le había dicho. En aquel preciso instante, Ciro, el rey de los persas, pasaba por allí y escuchó la mención al filósofo, del cual era un profundo admirador. Al enterarse de aquel encuentro entre Creso y Solón, el comandante de los persas decidió liberar al rey derrotado y a su familia, y solicitó a su servidor, además,  que registrase en la Historia que Ciro había sido misericordioso, y había perdonado la vida de un enemigo derrotado, a fin de que el día en que llegara a ser él mismo derrotado, tuviesen también misericordia para con él. Después de ese gesto, Creso, que era todo egoísmo, se inclinó ante el vencedor y le ofreció, a él y a su familia, que se convirtieran en servidores suyos, devotos y leales.
Esta anécdota, narrada por el historiador griego Herodoto de Halicarnaso, que aporta las comprobaciones históricas de la paranormalidad o mediumnidad, describe con eficacia la inestabilidad de la existencia física; su fragilidad, la ilusión de las conquistas mundanas y las alternativas de las situaciones de la vida material, demostrando que el egoísmo, la mayor llaga de la humanidad e hijo del ego, es un elemento que atenta contra la felicidad y la paz. 
El egoísmo, según lo explicado, puede ser considerado desde diversos aspectos, y recibir diferentes denominaciones: egoísmo, egotismo, egolatría, egocentrismo, etc. Mientras tanto, cualquiera sea el ángulo desde el cual se lo enfoca o estudia, siempre se encontrará al ego en la génesis de tales conductas.
La conducta egoísta, inevitablemente, conduciría a la criatura a alejarse de la solidaridad humana. A consecuencia de eso, aparecería el aislamiento, los tormentos de la soledad, la desdicha, la depresión, con el riesgo de suicidio.
Se destacó que esa cuestión siempre mereció la atención de los filósofos, a partir de la antigüedad clásica. La filosofía socrática habría aportado elementos sustanciales para el mejor entendimiento de la criatura humana, y de su relación consigo misma y con los demás seres. Los principios de la inmortalidad del alma, de la comunicabilidad de los Espíritus- en ese intercambio constante entre los dos ámbitos de la vida-, de la reencarnación, de la vida moral saludable, han sido las bases del pensamiento de Sócrates, de modo que se convirtió en un verdadero precursor de la Filosofía Espírita. Ese conjunto de conocimientos sería fundamental, para la tarea de autoconocimiento y autoiluminación que, en otras palabras, significaría la superación del egoísmo o, también, en el lenguaje analítico junguiano, la unión del ego con el Self.
Siguiendo con ese razonamiento, se explicó que 400 años después de Sócrates, surgiría Jesús en el escenario terrestre, profundizando y ampliando el pensamiento socrático, además de centralizar por completo su mensaje en la Ley del Amor. Nadie habría aludido al Amor ni vivido como Él, en toda la Historia. Dos milenios después de su paso por la Tierra, la Ciencia, en diversas ramas y, sobretodo en las especificidades de la Psicología y la Psiquiatría, reconocería su mensaje como la más profunda y excelente psicoterapia para el ser humano, capaz de conduzir al individuo al estado de salud integral, de plenitud. La invitación al autoencuentro y la autoiluminación estaría presente en su expresión: El Reino de los Cielos está dentro de vosotros. 
A modo de demostración de esa tesis, fue presentado el estudio del psiquiatra austríaco Viktor Frankl, quien afirmó que todos nosotros necesitamos establecer un sentido psicológico profundo en nuestras vidas, y experimentarlo; de otra forma, el ser caería en una depresión y podría llegar al suicidio. Según el médico austríaco, el amor sería la más excelente y positiva meta psicológica para todos. Pero, además de él, Carl G. Jung, otro psiquiatra -este suizo- afirmaría lo mismo, eligiendo al amor como el sentido más elevado para la vida, generador de la plenitud -de la completitud-, del estado numinoso.
Divaldo narró la historia del ilustre escritor ruso León Tolstoy, que abandonó su posición social y su título de nobleza como conde, para vivir en el interior, en el campo, sirviendo a sus semejantes, especialmente a los pobres y sencillos. Él habría escrito al zar de Rusia, Nicolás II, que era el modelo del hombre egoísta, y dicho en su carta, en tono de amonestación, que aquellos que son egoístas tienen la tendencia a sufrir la tragedia de sí mismos. Más tarde, el zar sería trasladado junto con su familia a Siberia, donde fueron fusilados.
Por ese motivo, afirmó el conferencista, surgió en el siglo XIX el Espiritismo, como la ciencia que estudia el origen, la naturaleza y el destino de los Espíritus y las relaciones que existen entre el mundo físico y el espiritual, dándonos a conocer qué somos, de dónde venimos y cuál es nuestro destino, tanto como las causas de nuestro sufrimiento y la clave para liberarnos de ellos. El principal generador de nuestros males sería el egoísmo y, en vista de eso, Allan Kardec estableció que nuetra salvación, es decir, la liberación de nuestros sufrimientos, sólo sería posible por medio de la superación del egoísmo, con la vivencia del Amor, mediante la práctica de la caridad pura.
Para concluir, manifestó: vivir, disfrutando de todos los recursos que Dios nos brinda en la Tierra, pero sin apegarnos a ellos, transformando el egoísmo en el placer de hacer el bien; pues ese es el gran testimonio de la salud integral.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre e Ênio Medeiros

 (Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)
 

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa -2016 Zurique, Suiça

Zurique, 16 de maio de 2016
Na última segunda-feira, dia 16, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Zurique, no auditório do G19 Stiftung, encerrando o ciclo de atividades doutrinárias na Suíça.
O evento contou com a participação de mais de 150 pessoas e teve como tema “É Possível ser Feliz!”.
A conferência foi iniciada com a consideração de que a felicidade possui nuances e matizes muito diferentes, de maneira que não pode ser entendida algo estático, linear e padrão para todas as pessoas; o que representa a felicidade para uns, não necessariamente tem o mesmo sentido para outros.
Isso já teria sido constatado e divulgado para o antigo povo de Israel, conforme a orientação contida no livro de Eclesiastes, no Antigo Testamento: “A Felicidade não é deste mundo”. Jesus também teria se referido a essa conclusão. Por “deste mundo”, deveríamos entender que a felicidade não está nas coisas materiais, mas sim dentro do indivíduo, o ser espiritual.
Tais colocações levar-nos-iam a pensar sobre onde ou como encontrar a felicidade, não em sua forma fugaz, passageira, mas a felicidade da alma, perene.
De forma a suscitar reflexões mais profundas a respeito do tema, Divaldo narrou um pouco da história de Zainab Salbi, autora iraquiana, humanista, defensora dos direitos das mulheres. Ela nasceu no Iraque, filha de um piloto de avião de confiança do ex-ditador Saddam Hussein. A jovem foi enviada para os EUA após a mãe perceber que o ditador houvera interessado-se sexualmente pela filha. Na América, a moça fora prometida em casamento para um rapaz, que não conhecia, conforme hábito da cultura de seu povo. Casou-se, mas seu marido revelou-se um psicopata, violentando-a de todas as formas. Finalmente conseguiu divorciar-se. Começou nova vida e casou-se por segunda vez. A partir daí, passou a interessar-se pela situação das mulheres nos Estados Unidos, mais tarde, também pelas mulheres na África e em outras partes do mundo. Em viagem ao Congo, conheceu uma mulher cuja vida mudou mais uma vez a sua. A congolesa fora vítima de estupro coletivo de um exército muçulmano radical e narrou seu drama à Zainab, que encheu-se, então, de coragem para também narrar a sua história à Humanidade, denunciando os crimes praticados contra as mulheres e contra os seres humanos. Depois de uma outra experiência relacionada a campos de estupro nos Balcãs, Zainab decidiu criar com seu marido uma Organização Internacional para atender às mulheres violentadas. E, segundo asseverara, foi apenas quando deu-se conta do que poderia fazer para socorrer às dores alheias e, efetivamente, passou a promover o bem aos outros, que encontrou a felicidade dentro de si. Sua organização atua hoje em diversos países.
A partir dessa narrativa, recorreu-se à Filosofia para ampliar a compreensão da realidade humana. Afinal, seria, realmente, possível, ser feliz? Desde o período pré-socrático, os pensadores depararam-se com um denominado obstáculo à felicidade: a morte. O que ela seria? O que existiria antes e depois dela? A morte anularia ou interromperia qualquer projeto ou experiência de felicidade? Quatro principais propostas filosóficas sobre a felicidade foram estudadas.
A primeira, fundada nos ensinos de Epicuro de Samos, que defendia que a felicidade estaria no "ter" (coisas, posição social, fama etc). Mas, essa hipótese seria desmentida pelos tormentos que carregam muitos daqueles que têm posses e também os consumistas. A segunda, criada por Diógenes de Sinope, que dizia que as pessoas tinham medo de perder as suas posses, o que lhes causava angústia e outros transtornos, de maneira que a felicidade consistiria em não ter nada. Considerando, no entanto, que muitos são verdadeiramente escravos até daquilo que não tem, criando ambições, expectativas, que lhes obstaculizam o fruir da felicidade, essa teoria, então, não poderia subsistir. A terceira, fundada nos ensinamentos do Estoicismo, criado por Zenão de Cítio, propunha que a felicidade estaria na coragem de enfrentar-se a dor moral e física sem queixas, sem esmorecimento, sem sofrer, abandonado ao destino, de maneira impassível. Essa teoria também não poderia corresponder à vivência da real felicidade, uma vez que os seres humanos ainda trazemos em nós diversos conflitos, passamos por desafios, temos limites que devem ser respeitados e, ademais, a dor ainda faz parte de nossas experiências evolutivas. Enfim, Divaldo analisou a proposta do filósofo grego Sócrates, que afirmou que a felicidade consiste em "ser". Sócrates, perfeitamente consciente de que o ser humano é o Espírito imortal, que está na Terra temporariamente, utilizando-se de um corpo físico para realizar o seu processo evolutivo, ensinava que os indivíduos deveriam buscar conhecerem-se a si mesmos, a sua realidade espiritual, a fim de encontrarem a real felicidade.
Nesse sentido - destacou o palestrante-, Allan Kardec, na obra O Livro dos Espíritos, apresentou a orientação segura dos Espíritos nobres para que os seres humanos buscassem o autoconhecimento e a autoiluminação, a fim de que pudessem eliminar de si mesmos as imperfeições morais e, assim, gozar de harmonia, paz e, portanto, de felicidade.
Foi afirmado que a felicidade é vítima de 3 “ladrões”, isto é, de 3 fatores que lhe são impeditiva: vergonha, que invariavelmente conduz à autopunição e ao masoquismo; a autocompaixão, que nos remete à vitimização; e, a culpa, que nos deprime.
Além disso, com base na obra do psicólogo americano Rollo May, o médium tratou a respeito do grande vazio existencial que tem levado incontáveis vidas à depressão e, após, ao suicídio. O individualismo, a sexolatria, o consumismo, o imediatismo, o materialismo, seriam grandes chagas a causarem terrível destruição na sociedade. As pessoas e os relacionamentos, de toda ordem, teriam tornado-se descartáveis em grande parte das vezes, o que denotaria um conduta mais animal e instintiva do que lógica, humana, afetiva. Diante desse panorama aterrador, seria urgente trabalharmos em favor de nossa Humanização e da espiritualização da matéria.
Divaldo encerrou a conferência afirmando que ser feliz é perfeitamente possível, desde o momento presente, desde que confiemos em Deus, amemos ao próximo e a nós mesmos, perdoemos as faltas alheias e as nossas próprias, sonhando sonhos possíveis, vislumbrando a vida futura, a espiritual, em plenitude, e realizando os esforços para liberarmo-nos de nossas imperfeições morais. Porque, afinal, “Deus nos criou para a felicidade”, disse o médium, e “somos a célula do Universo e a harmonia do Todo”.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)



Espanhol

DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016.
Zurich, 16 de mayo de 2016.


El pasado día lunes 16, el médium y orador espírita Divaldo Franco pronunció una conferencia en la ciudad de Zurich, en el auditorio del G19 Stiftung, con lo que completó el ciclo de actividades doctrinarias en Suiza.
El acto contó con la participación de más de 150 personas, y el tema desarrollado fue: ¡Es posible ser feliz!
La conferencia dio comienzo con la reflexión acerca de que la felicidad posee matices, y matices muy diferentes, de manera que no puede ser entendida como algo estático, lineal, ni existe un modelo válido para todas las personas: lo que representa la felicidad para algunos, no necesariamente tiene el mismo sentido para otros.
Ese concepto ya habría sido constatado y divulgado al antiguo pueblo de Israel, de conformidad con la expresión contenida en el libro del Eclesiastés, en el Antiguo Testamento: La felicidad no es de este mundo. Jesús también habría hecho referencia a esa conclusión. Por de este mundo, deberíamos entender que la felicidad no está en las cosas materiales sino dentro del individuo, el ser espiritual.
Tales manifestaciones nos conducirían a pensar acerca de dónde o cómo encontrar la felicidad, no en su forma fugaz, transitoria, sino en la continua felicidad del alma.
De modo de suscitar reflexiones más profundas con respecto al tema, Divaldo narró un fragmento de la experiencia de Zainab Salbi, autora de origen irakí, humanista, defensora de los derechos femeninos. Ella nació en Irak; era hija de un piloto de aviación, hombre de confianza del ex-dictador Saddam Hussein. La joven fue enviada a USA después de que su madre percibiera que el dictador estaba interesado sexualmente en su hija. En América, la joven fue prometida en casamiento a un muchacho al que no conocía, según las costumbres culturales de su pueblo. Se casó, pero su marido resultó un psicópata, que ejercía violencia sobre ella en todas las formas. Finalmente, consiguió divorciarse. Comenzó una nueva vida y contrajo matrimonio por segunda vez. A partir de ahí, comenzó a interesarse por la situación de las mujeres en los Estados Unidos, y más tarde también por las mujeres en África, y en otras partes del mundo. En un viaje al Congo, conoció a una mujer cuya vida cambió una vez más la suya. La congolesa había sido víctima de estupro colectivo por parte de un ejército musulmán radical, y narró su drama a Zainab, quien entonces se llenó de coraje, para narrar también su historia a la humanidad, denunciando los crímenes practicados contra las mujeres y contra los seres humanos en general. Después de otra experiencia relacionada con campos de estupro en los Balcanes, Zainab decidió crear -junto con su marido- una Organización Internacional para atender a las mujeres violadas. Y, según su propio relato, fue cuando se dio cuenta de lo que podría hacer para aliviar los padecimientos ajenos y, efectivamente, comenzó a promover el bien de los otros, porque encontró la felicidad dentro de ella misma. Actualmente, su organización funciona en diversos países.
A partir de esa narración, Divaldo recurrió a la Filosofía, para ampliar la comprensión de la realidad humana. Finalmente, ¿sería posible, en realidad, ser feliz? Desde el período pre-socrático, los pensadores se encontraron con lo que denominaron un obstáculo para la felicidad: la muerte. ¿Qué sería esta? ¿Qué existiría antes y después de ella? ¿La muerte, anularía o interrumpiría los proyectos o la experiencia de la felicidad? Se estudiaron -seguidamente- cuatro principales propuestas filosóficas sobre la felicidad.
La primera, fundada en las enseñanzas de Epicuro de Samos, que sostenía que la felicidad residiría en el tener (cosas, posición social, fama etc.). Pero, esa hipótesis sería desmentida por los tormentos de que son portadores muchos de aquellos que tienen posesiones, y también por los consumistas. La segunda, creada por Diógenes de Sinope, que decía que las personas tenían temor de perder sus posesiones, lo que les causaba angustia y otros trastornos, de manera que la felicidad consistiría en no ter nada. Considerando, mientras tanto, que muchos son verdaderamente esclavos, incluso de aquello que no tienen, creando ambiciones, expectativas que significan obstáculos para que disfruten la felicidad, esa teoría, entonces, no podría prosperar. La tercera, fundada en las enseñanzas del Estoicismo, creado por Zenon de Citio, proponía que la felicidade residiría en el coraje de enfrentarse al dolor moral y físico sin quejas, sin desfallecer, sin sufrir, entregándose al destino de una manera imperturbable. Esa teoría tampoco podría corresponder a la vivencia real de la felicidad, dado que los seres humanos aún somos portadores de diversos conflictos, atravesamos desafíos, tenemos límites que deben ser respetados y, además, el sufrimiento aún forma parte de nuestras experiencias evolutivas. Por último, Divaldo analizó la propuesta del filósofo griego Sócrates, quien afirmó que la felicidad consiste en ser. Sócrates, perfectamente consciente de que el ser humano es un Espíritu inmortal, que está en la Tierra transitoriamente, y que se vale de un cuerpo físico para realizar su proceso evolutivo, enseñaba que los individuos deberían proponerse el conocimiento de ellos mismos, su realidad espiritual, a fin de encontrar la auténtica felicidad.
En ese sentido -destacó el orador-, Allan Kardec, en la obra El Libro de los Espíritus, presentó la orientación segura de los Espíritus ilustres para que los seres humanos buscasen el autoconocimiento y la autoiluminación, a fin de que pudiesen eliminar de ellos mismos las imperfecciones morales y, de ese modo, gozar de armonía, paz y, por lo tanto, de felicidad.
Manifestó el orador que la felicidad es víctima de tres ladrones, es decir, de tres factores que constituyen impedimentos para experimentarla: la vergüenza, que invariablemente conduce a la autopunición y al masoquismo; la autocompasión, que nos remite a la victimización; y la culpa, que nos deprime.
Además, basado en la obra del psicólogo americano Rollo May, el médium trató acerca del gran vacío existencial, que ha conducido a numerosas vidas a la depresión y, posteriormente, al suicidio. El individualismo, la sexolatría, el consumismo, el inmediatismo, el materialismo, serían grandes llagas que ocasionan una terrible destrucción en la sociedad. Las personas y las relaciones, de toda clase, se habrían convertido en descartables, en gran parte de las veces, lo que evidenciaría una conducta más animal e instintiva que lógica, humana, afectiva. Ante ese panorama aterrador, sería urgente que trabajáramos a favor de nuestra humanización y de la espiritualización de la materia.
Divaldo dio por concluida la conferencia afirmando que ser feliz es perfectamente posible, a partir del momento presente, a partir de que confiemos en Dios, que amemos al prójimo y a nosotros mismos, que perdonemos las faltas ajenas y las propias, soñando sueños posibles, vislumbrando la vida futura, la vida espiritual en plenitud, y realizando esfuerzos para liberarnos de nuestras imperfecciones morales porque, finalmente, Dios nos creó para la felicidad, manifestó el médium, y somos la célula del universo y la armonía del Todo.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre
(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)
 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa Zurique, Suiça

Zurique, 14 e 15 de maio de 2016

Nos dias 14 e 15 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou um seminário na cidade de Zurique, Suíça, com o tema “Libertação do Sofrimento”.
O evento foi realizado no auditório do G19 Stiftung e contou com a participação de cerca de 150 pessoas em cada dia. A Fundação G19, na pessoa de Andre Studer, foi a responsável por convidar Divaldo a falar sobre o Espiritismo na Suíça por primeira vez.
Para a realização desse encontro, colaboraram a Sociedade Espírita Maria de Magdala, de Zurique, o CEEAK, de Winterthur e o CEEJA, também de Zurique.
Tomando por base a obra "O Cavaleiro da Armadura Enferrujada", de autoria de Robert Fisher, Divaldo propôs uma análise junguiana e espírita da problemática do ego e sua relação com a origem dos sofrimentos, assim como da necessidade de a criatura humana alterar a sua conduta moral para melhor, como forma de libertar-se das dores que a afligem.
Para que fosse possível realizar essa viagem de estudo sobre o autodescobrimento e a autoiluminação mais facilmente, foram abordados os conceitos de ser humano, nos seus aspectos biológico, psicológico e social, assim como a visão espírita dele, que o apresenta como ser tríplice (corpo físico, perispírito e Espírito), demonstrando-se que somos, em essência, uma energia pensante que sobrevive ao decesso físico e realiza o seu processo evolutivo por meio das reencarnações. Também foram apresentados alguns conceitos da Psicologia Analítica de Carl Gustav Jung, tais como o consciente, o inconsciente coletivo e o individual, os arquétipos, o ego, o Self, a sombra.
Em seguida, o orador passou à análise específica da estória contida no livro referido.
Tratava-se de um cavaleiro que, ao longo de muitos anos, habituou-se a manter-se vestido com sua armadura de ferro, a qual acabou por se enferrujar. Ele era casado e tinha um filho, mas o seu relacionamento com a família era muito distante e difícil. Após uma discussão com a esposa, aborrecido, decidiu o cavaleiro afastar-se do domicílio e realizar uma viagem. Nesta viagem, ele passou a ter contato com alguns outros personagens, com os quais se relacionou e que o ajudaram a refletir sobre a própria existência. Por fim, o cavaleiro considerou que deveria retirar a armadura, o que não conseguiu de imediato, uma vez que ela já se encontrava muito enferrujada. Um dos personagens disse-lhe que seria necessário atravessar uma determinada trilha, onde encontraria três castelos: o do silêncio, o do conhecimento e o da vontade e ousadia. Ser-lhe-ia necessário permanecer um certo tempo em cada um deles, para se lhes aprender as lições, a fim de que ele pudesse seguir para o seguinte. Nesse processo, passando por cada castelo, o cavaleiro foi introjetando os diferentes ensinamentos, refletindo sobre a própria vida, conhecendo mais de si mesmo, ao tempo em que ele passou a mudar de pensamentos, de comportamentos, e , com isso, a armadura, de parte em parte, começou a cair de seu corpo, até que ele viu-se totalmente liberado dela.
Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro pela trilha, visitando cada um daqueles castelos, é bem a viagem de autodescobrimento e de autoiluminação de todos nós, que trazemos as nossas máscaras, as personas a que se referia Carl Gustav Jung.
Ao longo de nossa jornada evolutiva, criamos em nós condicionamentos negativos, que tornaram-se uma segunda natureza em nós, passamos a usar máscaras que compõem a nossa personalidade, que utilizamos para agradar as convenções sociais. E assim, perdemos o contato com o nosso ser profundo, a nossa realidade espiritual (Self). Esses condicionamentos negativos, as nossas más inclinações, seriam a causa de nossos sofrimentos.
Conforme afirmou o orador, é necessário que façamos a viagem interior, em busca do conhecimento da Verdade, dessas leis divinas que estão escritas em nós, para que tomemos consciência de que somos Espíritos imortais e de que a nossa meta psicológica profunda deve ser amar, vencendo os nossos medos e dúvidas, eliminando as nossas imperfeições morais e estabelecendo-se, assim, a conexão entre o ego e o Self.
O sofrimento poderia ser superado, portanto, por um estado emocional saudável, através da vivência do amor, que propiciaria ao indivíduo o equilíbrio psicológico e espiritual. E, quando necessário, naturalmente que as terapêuticas orgânicas deveriam ser utilizadas.
Foi apresentada a visão espírita do sofrimento, que considera a questão sob um prisma otimista e saudável. A dor, então, seria “uma bênção que Deus envia aos seus eleitos”. Isso porque, com a compreensão da lei de causa e efeito, damo-nos conta de que somos os artífices de nosso destino e de que as causas de nossas aflições residem em nós mesmos. Os sofrimentos de hoje seriam resultados de nossas más condutas do passado e a reencarnação seria o meio pelo qual expungimos esses desequilíbrios, que se nos apresentam como dores, físicas ou morais. Assim agiria a misericórdia de Deus, que nos faculta a oportunidade de libertação de nossas aflições.
Em seguida, Divaldo propôs uma reflexão acerca dos 4 compromissos da filosofia tolteca como uma técnica para libertarmo-nos dos sofrimentos e evitarmos criar novos para nós mesmos: seja impecável com a sua palavra; não leve nada para o lado pessoal; não tire conclusões; sempre dê o melhor de si.
Conforme elucidado, seria necessário que fizéssemos o esforço para transitarmos do sofrimento para a alegria, evitando comportamentos masoquistas, processos de auto-vitimização, estabelecendo a ponte entre o ego e o Self e entre o Self e a Divindade, nesse processo de individuação e integração com o Todo, de maneira que as dores fossem diluídas.
Na fase final do seminário, Divaldo narrou a bela história de Ananda, contida no livro “Muito Além do Amor”, de autoria de Dominique Lapierre; uma jovem que enfrentou os sofrimentos físicos e morais mais cruéis em sua infância e juventude, para encontrar a libertação de suas dores na entrega total de sua vida ao Cristo, amando a todos os seres incondicionalmente e dedicando-se integralmente ao alívio dos sofrimentos de seus irmãos em Humanidade.
Divaldo encerrou o seminário afirmando que o amor - a si mesmo e aos outros-, é a única solução para a libertação de nossos sofrimentos e que, ao expandirmos a nossa visão espiritual, por meio dos processos de autoconhecimento e autoiluminação, passaremos a perceber o mundo maravilhoso em que vivemos e todas as bênçãos divinas de que somos beneficiários, de modo que as nossas queixas diminuirão e um profundo sentimento de gratidão à vida e a Deus extravasará de nossos corações.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre

(Texto em português recebido de Jorge Moehlecke)



Espanhol


DIVALDO FRANCO - GIRA EUROPEA 2016 - Zurich, Suiza, 14 y 15 de mayo.
 
Zurich, 14 y 15 de mayo de 2016.

Durante los días 14 y 15 de mayo, el médium y orador espírita Divaldo Franco realizó un seminario en la ciudad de Zurich, Suiza, sobre el tema Liberación del Sufrimiento.
La tarea se llevó a cabo en el auditorio del G19 Stiftung y contó con la participación de cerca de 150 personas cada día. La Fundación G19, en la persona de Andre Studer, fue la responsable de haber invitado a Divaldo para que disertara sobre el Espiritismo, en Suiza, por primera vez.
Para la realización de ese encuentro colaboraron: la Sociedad Espírita María de Mágdala, de Zurich, el CEEAK, de Winterthur y el CEEJA, también de Zurich.
Tomando como base la obra El caballero de la armadura oxidada, del autor Robert Fisher, Divaldo propuso un análisis junguiano y espírita del problema del ego, y su relación con el origen de los sufrimientos, así como de la necesidad de que la criatura humana modifique su conducta moral para mejor, como una forma de liberarse de los padecimientos que la afligen.
A fin de que fuera posible realizar ese viaje de estudio sobre el autodescubrimiento y la autoiluminación más fácilmente, se abordó el concepto de ser humano, en sus aspectos biológico, psicológico y social, así como su enfoque espírita, que lo presenta como un ser triple (cuerpo físico, periespíritu y Espíritu), demostrando que somos, en esencia, una energía pensante que sobrevive al deceso físico, y realiza su proceso evolutivo mediante las reencarnaciones. También fueron presentados algunos conceptos de la Psicología Analítica de Carl Gustav Jung, tales como el consciente, el inconsciente colectivo y el individual, los arquetipos, el ego, el Self y la sombra.
A continuación, el orador dio comienzo al análisis específico de la anécdota contenida en el libro referido. Se trataba de un caballero que, a lo largo de muchos años, se habituó a permanecer vestido con su armadura de hierro, la cual acabó oxidándose. Él estaba casado, y tenía un hijo, pero su relación con la familia era muy distante y complicada. Después de una discusión con su esposa, disgustado, decidió el caballero marcharse de ese domicilio y realizar un viaje. Durante ese viaje, él tuvo contacto con algunos otros personajes, con los cuales se relacionó, y quienes lo ayudaron a reflexionar acerca de su propia existencia. Por último, el caballero consideró que debería quitarse la armadura, lo que no consiguió de inmediato, debido a que esta se encontraba muy oxidada. Uno de los personajes le dijo que le sería necesario atravesar un determinado sendero, que lo llevaría a encontrar tres castillos: el del silencio, el del conocimiento y el de la voluntad y la osadía. Le sería necesario, además, permanecer por cierto tiempo en cada uno de ellos, para que aprendiera sus lecciones, antes de que pudiese ir hacia el siguiente. En ese proceso, al pasar por cada uno de los castillos, el caballero fue asimilando las diferentes enseñanzas y reflexionó sobre su propia vida, se conoció mejor a sí mismo y, a la vez, fue modificando su modo de pensar, su comportamiento, y así la armadura, parte por parte, comenzó a caer de su cuerpo, hasta que él se vio completamente liberado de ella.
Divaldo explicó que el viaje del caballero a través de la senda, visitando cada uno de aquellos castillos, es semejante al viaje del autodescubrimiento y la autoiluminación de todos nosotros, que tenemos puestas nuestras máscaras, las personas a las cuales se refería Carl Gustav Jung.
A lo largo de nuestra trayectoria evolutiva, hemos creado en nosotros condicionamientos negativos, que se convirtieron en nuestra segunda naturaleza; comenzamos a usar máscaras que componen nuestra personalidad, a las cuales utilizamos para agradar según las convenciones sociales. Y de ese modo, perdemos el contacto con nuestro ser profundo, nuestra realidad espiritual (Self). Tales condicionantes negativos, nuestras malas tendencias, serían la causa de nuestros sufrimientos.
De conformidad con lo manifestado por el orador, es necesario que realicemos un viaje interior, en busca del conocimiento de la Verdad, de esas Leyes Divinas que están inscriptas en nosotros, para que tomemos conciencia de que somos Espíritus inmortales, y de que nuestra meta psicológica profunda debe ser amar, superando nuestros temores y dudas, eliminando nuestras imperfecciones morales y, de tal modo, estableciendo la conexión entre el ego y el Self.
El sufrimiento podría ser superado, por lo tanto, con un estado emocional saludable, a través de la experiencia del amor, que propiciaría al individuo el equilibrio psicológico y espiritual. Y, cuando resulte necesario, por cierto, deberían ser utilizadas las terapéuticas orgánicas.
Se expuso el enfoque espírita del sufrimiento, que considera la cuestión desde un punto de vista optimista y saludable. El dolor sería, pues, una bendición que Dios envía a sus elegidos. Eso surge de la comprensión de la ley de causa y efecto, y nos damos cuenta de que somos los artífices de nuestro destino, y de que las causas de nuestras aflicciones residen en nosotros mismos. Los sufrimientos de hoy serían consecuencia de nuestras conductas equivocadas del pasado, y la reencarnación sería el mecanismo mediante el cual nos liberamos de tales desequilibrios, que se nos presentan como dolores físicos o morales. De tal modo procedería la misericordia de Dios, que nos propicia la oportunidad de liberarnos de nuestras aflicciones.
Seguidamente, Divaldo propuso una reflexión acerca de los cuatro compromisos de la filosofía tolteca, como una técnica para liberarnos de los sufrimientos, y a fin de que evitemos generar otros nuevos para nosotros mismos: sea impecable con su palabra; no lleve nada hacia el lado personal; no saque conclusiones; siempre dé lo mejor de usted.
Según lo explicado, sería necesario que hiciésemos el esfuerzo para trasladarnos del sufrimiento hacia la alegría, evitando conductas masoquistas o procesos de autovictimización, estableciendo un puente entre el ego y el Self, y entre el Self y la Divinidad, en ese proceso de individuación e integración con el Todo, de manera de disipar los dolores.
En la fase final del seminario, Divaldo narró la hermosa historia de Ananda, contenida en el libroMucho más allá del Amor, cuya autora es Dominique Lapierre. Una joven enfrentó los sufrimientos físicos y morales más crueles, en su infancia y en su juventud, para encontrar la liberación de sus dolores mediante la entrega absoluta de su vida al Cristo, a través del amor a todos los seres incondicionalmente, y de la dedicación integral al alivio de los sufrimientos de sus hermanos en humanidad.
Divaldo dio por conluido el seminario afirmando que el amor -a uno mismo y a los otros-, es la única solución para liberarnos de nuestros sufrimientos, y que a medida que ampliemos nuestra visión espiritual, por medio de los procesos de autoconocimiento y de autoiluminación, comenzaremos a percibir el mundo maravilloso en el que vivimos, y todas las bendiciones divinas de las cuales somos beneficiarios, de modo que nuestras quejas disminuyan y un profundo sentimiento de gratitud a la vida y a Dios fluya de nuestros corazones.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre
(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

terça-feira, 17 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa Winterthur, Suiça

Winterthur, 14 de maio de 2016

Na noite do último dia 14 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Winterthur, na Suíça, com a presença de mais de 200 pessoas.
A velha Palestina foi o cenário evocado para o início das reflexões da noite. Aqueles eram tempos difíceis. E o nascimento de Jesus seria o marco transformador da Humanidade.
Conforme explicou o médium, o messianato de Jesus foi todo marcado pelo profundo amor e pela misericórdia ofertados a todos nós, que foram bem expressos em sua mensagem: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou...”; “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei...”. Era uma paz incomum, jamais encontrada na Terra até então, era uma paz transcendental. E esse imenso tesouro, Ele desejara ofertar-nos, sem aguardar nenhuma recompensa, nem mesmo a de amá-lo.
Foram recordados alguns fatos da vida do Cristo na Terra, como as diversas curas por ele realizadas, destacando-se a de Natanael Ben Elias, o paralítico de Cafarnaum, que voltou a andar. Mas também cegos, hansenianos, surdos-mudos tiveram seus males físicos por ele eliminados. De acordo com a narrativa de Amélia Rodrigues, constante da obra psicográfica de Divaldo e repetida por ele próprio na oportunidade, após um dia inteiro de socorro aos sofredores, com inúmeras curas , Simão Pedro teria retirado o Mestre do meio da massa e levado-o para descansar e refazer-se à beiro do lago. Ali vira Jesus chorar, indagando-lhe da razão do pranto. Talvez fosse por alegria decorrente do êxito das curas. Mas a resposta foi negativa. Era de tristeza mesmo. E então o discípulo foi esclarecido que os que naquele dia houveram recebido a cura física, estavam, naquele momento, criando maiores comprometimentos morais para si mesmos. Jesus, então, afirmara que a Boa Nova não se prestaria para trazer alegrias superficiais e que Ele não teria vindo para remendar os corpos dilacerados pela insensatez humana, pois que a mensagem divina era da realidade imortalista a ser vivenciada por todos, sem demoras.
Para dar uma ideia a respeito da grandeza de Jesus, em diferentes aspectos, Divaldo referiu-se a diversos pensadores e suas análises sobre o homem Jesus. Ernest Renan, filósofo e historiador francês, afirmou que Jesus foi um ser tão grandioso que não coube na História da Humanidade e dividiu-a em antes e depois dele. Jean-Paul Sartre, outro filósofo francês, descreveu Jesus como sendo um homem incomum. A Dra. Hanna Wolff, psicoterapeuta alemã, escreveu um notável livro no qual asseverou que Jesus foi o maior e melhor psicoterapeuta que já existiu no planeta. Em realidade, confirmou o conferencista, os ensinamentos de Jesus teriam antecipado em muitos séculos muitas descobertas das Neurociências, da Astronomia, da Psicologia etc.
De acordo com o explicado, a mensagem cristã perdeu sua força quando Roma tornou o Cristianismo a religião oficial do Estado. De perseguidos, os cristãos passaram a ser perseguidores. E a mensagem foi corrompida. Mais tarde, com o Segundo Concílio de Constantinopla, alguns pontos da doutrina cristã foram tornados heréticos, a exemplo da reencarnação, por questões políticas e pessoais. Fora uma longa jornada ao longo da História, com o desenvolvimento do pensamento filosófico e científico, especialmente a partir do século XVII, passando pelo Iluminismo Francês, os ideais da Revolução Francesa, a declaração dos direitos e liberdades individuais, a fim de que, no século XIX, em cumprimento à promessa de Jesus, chegasse na Terra o Consolador, o Espiritismo, com o esforço coordenado de uma plêiade de Espíritos nobres, capitaneados pelo Cristo, e de Allan Kardec, alma de escol reencarnada para a tarefa de reunir os ensinamentos ditados pelos Benfeitores espirituais da Humanidade, organizá-los e torná-los, pedagogicamente, um código de conhecimento universal.
Conforme ressaltado, cientistas de grande peso, como Sir William Crookes, Charles Richet, Cesare Lombroso estudaram os fenômenos mediúnicos e, ante as provas incontestes, confirmaram os postulados da imortalidade da alma, da comunicabilidade dos Espíritos e da reencarnação.
Esse plano extraordinário elaborado no mundo espiritual e concretizado na Terra, sob a direção do Cristo e que fez surgir no planeta a Doutrina dos Espíritos, teve como objetivo trazer-nos a terceira grande revelação da Lei Divina para a Humanidade, oferecendo-nos o esclarecimento sobre as razões de nossos sofrimentos e o roteiro seguro para a libertação de nossas dores, físicas e morais, de modo a alcançarmos o estado de plenitude.
Divaldo concluiu suas reflexões declarando que a Nova Era já iniciou-se na Terra, mesmo que ainda envolta nos resíduos do período de provas e expiações, cabendo a cada um de nós realizarmos as tarefas do autoconhecimento e autoiluminação, de modo a construirmos uma nova sociedade, rica de bondade, amor, paz e beleza.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Jose Manuel

(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


Espanhol



DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016.
Winterthur, Suiza, 14 de mayo de 2016.

Por la noche del día 14 de mayo pasado, el médium y orador espírita Divaldo Franco realizó una conferencia en la ciudad de Winterthur, en Suiza, a la cual asistieron más de 200 personas.
La antigua Palestina fue el escenario evocado para el comienzo de las reflexiones de la noche. Aquellos eran tiempos difíciles, y el nacimiento de Jesús sería el marco transformador de la humanidad.
De conformidad con lo explicado por el médium, la labor mesiánica de Jesús estuvo por completo caracterizada por el profundo amor y por la misericordia que nos brindó a todos, que fueron debidamente expresados en su mensaje: Os dejo la paz, mi paz os doy...; Venid a mí todos los que estáis cansados y sobrecargados y yo os aliviaré... Era una paz especial, jamás encontrada en la Tierra hasta entonces; era una paz trascendental. Y ese inmenso tesoro, Él deseó brindárnoslo, sin aguardar ninguna recompensa, ni siquiera la de que lo amáramos.
Fueron recordadas algunas anécdotas de la vida del Cristo en la Tierra, tales como las diversas curaciones que Él realizó, destacándose la de Natanael Ben Elias, el paralítico de Cafarnaum, que volvió a caminar. Pero también hubo ciegos, hansenianos, sordomudos, cuyos males físicos fueron eliminados por Él. De acuerdo con la narración de Amélia Rodrigues, que consta en la obra psicográfica de Divaldo, relatada por él mismo en la oportunidad, al cabo de un día completo de socorro a los sufridores, con numerosas curaciones, Simón Pedro habría retirado al Maestro de en medio de la multitud y lo habría llevado a que descansara y se recuperase al borde del lago. Allí vio a Jesús llorando, y le preguntó cuál era la causa de su llanto. Tal vez se debiera a la alegría por el éxito de las curaciones, pero la respuesta fue negativa. Se debía a la tristeza. Y entonces le explicó al discípulo que aquellos que ese día habían recibido la curación física estaban, en aquel momento, generando mayores compromisos morales para ellos mismos. Jesús, entonces, expresó que la Buena Nueva no se prestaría a llevar alegrías superficiales, porque Él no habría venido para remendar los cuerpos dilacerados por la insensatez humana, pues el Mensaje Divino era el de la realidad inmortal que sería experimentada por todos, sin demoras.
Para dar una idea con respecto a la magnitud de Jesús, en diferentes aspectos, Divaldo se refirió a varios pensadores y a sus análisis sobre el hombre Jesús. Ernest Renan, filósofo e historiador francés, afirmó que Jesús fue un ser tan grandioso que no cupo en la Historia de la humanidad, y la dividió en un antes y un después de Él. Jean-Paul Sartre, otro filósofo francés, describió a Jesús como un hombre que no era común. La Dra. Hanna Wolff, psicoterapeuta alemana, escribió un destacado libro, en el cual manifestó que Jesús fue el más importante y el mejor psicoterapeuta, que haya existido en el planeta. En realidad, confirmó el disertante, las enseñanzas de Jesús se habrían anticipado en muchos siglos, a una gran cantidad de descubrimientos de las Neurociencias, de la Astronomía, de la Psicología, etc.
De acuerdo con lo explicado, el mensaje cristiano perdió su potencia cuando Roma convirtió al Cristianismo en la religión oficial del Estado. De perseguidos, los cristianos pasaron a ser perseguidores, y el mensaje fue corrompido. Más tarde, con el segundo Concilio de Constantinopla, algunos conceptos de la doctrina cristiana fueron considerados heréticos, como por ejemplo la reencarnación, a causa de cuestiones políticas y personales. Fue extenso el recorrido a lo largo de la Historia, con el desenvolvimiento del pensamiento filosófico y científico -especialmente a partir del siglo XVII-, pasando por el Iluminismo francés, los ideales de la Revolución Francesa, la declaración de los derechos y las libertades individuales, a fin de que en el siglo XIX, en cumplimiento de la promesa de Jesús, llegase a la Tierra el Consolador, el Espiritismo, con el esfuerzo coordinado de una pléyade de Espíritus ilustres capitaneados por el Cristo, y Allan Kardec, alma selecta, que reencarnó para la tarea de reunir las enseñanzas dictadas por los benefactores espirituales de la humanidad, organizarlas y convertirlas pedagógicamente, en un código de conocimiento universal.
De conformidad con lo destacado, científicos ilustres, como Sir William Crookes, Charles Richet, Cesare Lombroso, estudiaron los fenómenos mediúmnicos y, ante las pruebas irrefutables, confirmaron los postulados de la inmortalidad del alma, de la comunicabilidad de los Espíritus, y de la reencarnación.
Esa planificación extraordinaria, elaborada en el mundo espiritual y concretada en la Tierra -con la dirección del Cristo-, que hizo surgir en el planeta la Doctrina de los Espíritus, tuvo como objetivo aportarnos la Tercera Gran Revelación de la Ley Divina, para la humanidad, dispensándonos el esclarecimiento acerca de las causas de nuestros sufrimientos, y el rumbo seguro para liberarnos de nuestros dolores, físicos y morales, de modo que alcanzáramos el estado de plenitud.
Divaldo concluyó sus reflexiones declarando que la Nueva Era ya ha comenzado en la Tierra, aunque aún esté envuelta en los residuos del período de pruebas y expiaciones, por lo que nos cabe a cada uno de nosotros realizar las tareas del autoconocimiento y la autoiluminación, de modo que construyamos una nueva sociedad, rica en bondad, amor, paz y belleza.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Jose Manuel
(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

Registro. Divaldo Pereira Franco na Europa Zurich, Suiça

Zurique, 13 de maio de 2016
Há 30 anos, Divaldo foi convidado por Andre Studer, fundador da Fundação G19 em Zurique, para proferir um seminário sobre o tema reencarnação. Com o êxito alcançado, Divaldo passou a comparecer na cidade, anualmente, em pentecostes, a convite da Fundação. Depois de alguns anos suas palestras foram levadas também aos Grupos Espíritas fundados na Suíça. 
Em 2010, com a intenção de levar a mensagem espírita a um maior público suíço, em local neutro, fora dos centros espíritas, o médium baiano foi convidado para proferir uma palestra no Centro de Convenções e Eventos “Volkshaus”, em Zurique. A cooperação entre Valdemir Hass e a Associação Espiritualista “Lichtall”, com mais de mil associados, possibilitou atrair um grande número de suíços às palestras de Divaldo. 
A cooperação solidificou-se e o trabalho tem crescido ano a ano.
No último dia 13 de maio, Divaldo proferiu sua quinta palestra naquele local, com o tema “A Imortalidade da Vida e a Busca da Felicidade”. O evento recebeu um público de mais de 450 pessoas, sendo grande parte de suíços, com expressivo interesse dos presentes pelos livros espíritas em alemão.
O tema foi introduzido com uma viagem ao início do Universo e da vida na Terra. Desde o fenômeno do Big Bang, há cerca de 14 bilhões de anos, ao início da vida na Terra, na intimidade dos oceanos, a interrogação dos cientistas sempre apontou para o início de tudo, a causa inicial de todas as coisas. Antes do Big Bang, o que teria existido? Para os niilistas, seria o nada, mas para outra corrente científica, seria impossível admitir que o Universo inteligente seria resultado do acaso. Ademais, na atualidade, admitir-se-ia a existência de outro universo antes deste hoje conhecido. Com relação à vida física na Terra, as explicações sobre o seu começo e o seu desenvolvimento estariam presentes na Teoria da Origem e Evolução das Espécies, de Charles Darwin. Entretanto, prosseguiria a dúvida quanto ao antes e ao depois da vida física. E a própria observação do corpo humano, a sua formação e a sua fisiologia, levaria-nos ao questionamento a respeito de como uma máquina tão sofisticada e perfeita poderia formar-se e funcionar apenas por força do acaso. Esses questionamentos sempre interessaram à Filosofia, desde o período Pré-Socrático.
Conforme asseverado, somos seres imortais; nossa vida original e natural é a espiritual; do mundo espiritual viemos e para lá retornaremos após a existência física.
Sócrates, filósofo grego, teria referido-se à vida imortal, chegando mesmo a afirmar que era habitualmente orientado pelo seu “daimon”, isto é, pelo seu Espírito guia. Carl Gustav Jung, psiquiatra suíço, que teve oportunidade de observar os fenômenos mediúnicos, elaborou a teoria dos arquétipos e do inconsciente coletivo, demonstrando a imperecibilidade do ser e a memória ancestral, ou seja, de existências anteriores. E a própria mensagem de Jesus, expressa naquilo que disse e em suas vivências, constituiria sério convite ao despertamento do ser com relação à sobrevivência da alma e às consequências “post-mortem” de suas condutas na Terra.
Por essa razão, segundo foi explicado, a doutrina do Cristo exorta-nos ao exercício do Amor em todas as suas expressões, sendo ele a lei maior e central de todo o código moral divino. Esse sentimento libertar-nos-ia de nossos conflitos e culpas, promovendo em nós o estado de saúde integral (físico, psicológico e espiritual).
Nesse sentido, o Espiritismo convidaria a todos para eleger a imortalidade como meta psicológica profunda da existência, nesta perspectiva da sobrevivência da alma e dos efeitos de nossa conduta na Terra no mundo espiritual, de maneira a vivermos no corpo de tal maneira a garantir uma posição de equilíbrio e feliz no além.
Divaldo recordou que para demonstrar cientificamente a continuidade da vida após o decesso, a Doutrina Espírita utilizou-se do processo de intercâmbio entre os dois planos da vida (físico e espiritual), a mediunidade, a fim de que fosse possível aos próprios “mortos” retornarem para expressar-nos suas experiências, alegrias, angústias, conquistas e fracassos, alertando-nos sobre o que está a nos aguardar no mundo invisível, a depender do que fazemos de nossa existência física.

A mensagem imortalista é de otimismo, esperança, alegria e amor, pois que dá-nos a certeza de que todos os nossos esforços de aperfeiçoamento intelecto-moral não são em vão, nunca se perderão no nada, e de que nossos laços afetivos nunca se rompem, unindo as almas para a eternidade.
Vivermos cada dia com a experiência que ele nos traz, no trabalho constante de autoconhecimento e de autoiluminação, com a certeza de nossa imperecibilidade espiritual, da continuidade da vida além da morte, das oportunidades infinitas de recomeço e burilamento por meio das reencarnações, sem, portanto, a necessidade de criarmos angústias e ansiedades, seria experimentar conscientemente o Amor e a Misericórdia de Deus por todos nós, vivendo a felicidade desde agora, ainda que atravessando os momentos difíceis da atualidade.
A conferência foi encerrada com uma exortação à alegria de viver, para que todos os que sofremos nunca nos esqueçamos da transitoriedade da existência física, de que todos os sofrimentos são passageiros e encerram em si um aprendizado para o Espírito e de que além das paisagens lúgubres das dores na Terra há beleza por toda parte, se tivermos olhos de ver, dependendo de nós prepararmos a nossa vida futura , após a desencarnação, amando aqui e agora, o quanto pudermos.
Texto: Júlio Zacarchenco com cooperação de Valdemir Hass.
Fotos: José Manuel



(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


Espanhol


DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016
Zurich, Suiza, 13 de mayo de 2016.

Se han cumplido 30 años, desde que Divaldo fue invitado por Andre Studer -fundador de la Fundación G19 en Zurich-, a que dictara un seminario sobre el tema Reencarnación. Debido al éxito alcanzado, Divaldo comenzó a visitar la ciudad cada año, en coincidencia con la celebración de Pentecostés, siempre invitado por la Fundación. Al cabo de algunos años, sus conferencias fueron ampliadas también a los grupos espíritas que se fundaron en Suiza.
En 2010, con la intención de hacer llegar el mensaje espírita a una mayor cantidad de público suizo, en un local neutro -es decir, fuera de los centros espíritas-, el médium bahiano fue invitado a pronunciar una conferencia en el Centro de Convenciones y Eventos Volkshaus, en Zurich. La cooperación entre Valdemir Hass y la Asociación Espiritualista Lichtall, con más de mil asociados, hizo posible que se atrajera una gran cantidad de suizos a las conferencias de Divaldo. La cooperación se consolidó, y el trabalho ha ido creciendo año tras año.
El pasado día 13 de mayo, Divaldo pronunció su quinta conferencia en ese lugar, sobre el tema La inmortalidad de la vida y la búsqueda de la felicidad. El acto atrajo a un público compuesto por más de 450 personas, suizos en su mayoría, con un significativo interés de los presentes por los libros espíritas en idioma alemán.
La introducción del tema fue un viaje al comienzo del universo y de la vida en la Tierra. Desde el fenómeno del Big Bang, hace aproximadamente 14 billones de años, al comienzo de la vida en la Tierra en la profundidad de los océanos, la pregunta de los científicos siempre apuntó hacia el comienzo de todo, hacia la causa inicial de todas las cosas. Antes del Big Bang, ¿qué pudo haber existido? Para los nihilistas, la respuesta sería: la nada; pero, para otra corriente científica, sería imposible admitir que el universo inteligente fuese el resultado del acaso. Además, en la actualidad, se admitiría la existencia de otro universo, antes de este que hoy se conoce. En relación con la vida física en la Tierra, las explicaciones acerca de su comienzo y de su desenvolvimiento estarían presentes en la Teoría del Origen y la Evolución de las Especies, de Charles Darwin. Entre tanto, permanecería la duda acerca del antes y el después de la vida física. Así, la observación del cuerpo humano, su formación y su fisiología, nos conduciría a preguntarnos acerca de cómo una máquina tan sofisticada y perfecta podría formarse y funcionar tan sólo por fuerza del acaso. Esas cuestiones siempre han interesado a la Filosofía, desde el período pre-Socrático.
De conformidad con lo manifestado, somos seres inmortales; nuestra vida original y natural es la espiritual; del mundo espiritual hemos venido y hacia él retornaremos luego de la existencia física.
Sócrates, filósofo griego, se habría referido a la vida inmortal, y llegado incluso a afirmar que él era habitualmente orientado por su daimon, es decir, por su Espíritu guía. Carl Gustav Jung, psiquiatra suizo, quien tuvo oportunidad de observar los fenómenos mediúmnicos, elaboró la teoría de los arquetipos y del inconsciente colectivo, demostrando que el ser es imperecedero, así como la memoria es ancestral, o sea, que guarda registros de existencias anteriores. Y lo que el mensaje de Jesús trasmite -tanto en aquello que manifiesta como en las anécdotas de su vida- constituiría una formal invitación al despertar del ser, con relación a la supervivencia del alma y a las consecuencias post-mortem de su conducta en la Tierra.
Por esa razón, según se explicó, la doctrina del Cristo nos exhorta al ejercicio del Amor en todas sus expresiones, por constituir este la ley mayor y principal del Código moral divino. Ese sentimiento nos liberaría de nuestros conflictos y culpas, promoviendo en nosotros el estado de salud integral (físico, psicológico y espiritual).
En ese sentido, el Espiritismo invitaría a todos a que elijan la inmortalidad como una meta psicológica profunda de la existencia, en esta perspectiva de la supervivencia del alma y de la repercusión en el mundo espiritual, de los efectos de nuestra conducta en la Tierra, de manera que vivamos en el cuerpo garantizando una situación de equilibrio y felicidad en el más allá.
Divaldo recordó que para demostrar científicamente la continuidad de la vida después del deceso, la Doctrina Espírita se valió del proceso de intercambio entre los dos ámbitos de la vida (el físico y el espiritual), es decir, de la mediumnidad, a fin de que fuese posible a los propios muertos retornar para expresarnos sus experiencias, sus alegrías, sus angustias, sus conquistas y sus fracasos, advirtiéndonos acerca de lo que nos aguarda en el mundo invisible, dependiendo de aquello que hagamos de nuestra existencia física.
El mensaje relativo a la inmortalidad es de optimismo, de esperanza, de alegría y de amor, pues nos da la certeza de que todos nuestros esfuerzos de perfeccionamiento intelecto-moral no son en vano, nunca se perderán en la nada, y de que nuestros lazos afectivos nunca se cortan, sino que unen a las almas por toda la eternidad.
Vivir cada día con la experiencia de la cual este mensaje es portador, en el trabajo constante de autoconocimiento y de autoiluminación, con la certeza de nuestra condición espiritual imperecedera, de la continuidad de la vida más allá de la muerte, de las oportunidades infinitas de volver a comenzar y de perfeccionamiento, por medio de las reencarnaciones, sin, por lo tanto, la necesidad de crearnos angustias ni ansiedades, sería experimentar conscientemente el Amor y la Misericordia de Dios por todos nosotros, experimentando la felicidad a partir de ahora, aun cuando atravesamos los momentos difíciles de la actualidad.
La conferencia fue concluida con una exhortación a la alegría de vivir, para que todos los que sufrimos nunca nos olvidemos de la transitoriedad de la existencia física, que todos los sufrimientos son pasajeros y encierran en ellos un aprendizaje para el Espíritu, y de que más allá de los paisajes lúgubres de los dolores de la Tierra hay belleza en todas partes, si tuviéramos ojos para ver, dependiendo de nosotros preparar nuestra vida futura , después de la desencarnación, amando aquí y ahora, tanto como podamos.

Texto: Júlio Zacarchenco con la colaboración de Valdemir Hass.
Fotos: José Manuel
(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)


domingo, 15 de maio de 2016

Divaldo Franco-Roteiro Europa 2016 Luxemburgo

Luxemburgo, 11 de maio de 2016
No dia 11 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade e Condado de Luxemburgo, com o tema “A Psicologia da Gratidão”.
O evento foi realizado no auditório do Hotel Meliá e recebeu um público de 200 pessoas.
“A vida é um poema de gratidão”. Assim foi iniciado o tema da noite. De acordo com o exposto, a criatura humana necessita de ser um observador mais atento a respeito de tudo o que lhe diz respeito. Ao darmo-nos conta das nossas possibilidades de experiências e progresso intelecto-moral-espiritual, surge em cada um de nós o dever e a necessidade de agradecer a Deus a oportunidade de viver. Isso porque a vida- afirmou o expositor-, é de manifestação divina; o Criador, desde os primórdios, estabeleceu um sentido de plenitude para ela, pelo comando do “faça-se a Luz!”. Somos, portanto, a luz que necessita de brilhar.
Discorrendo sobre o desenvolvimento antropossociopsicológico, com base nos estudos de John B. Watson, psicólogo americano, foi afirmado que as primeiras emoções que surgiram nos seres humanos foram: o medo, a ira e, por último, o amor. Essa última emoção que surgiu em nós é a que nos possibilita a plenitude.
E o que, então, dificultaria a conquista da plenitude pelo ser humano? A maior problemática, nesse sentido, seria a própria criatura humana, isto é, os conflitos que nela existem. E, a fim de possibilitar-se uma compreensão mais profunda a respeito do assunto, foram analisadas as 5 características essenciais do ser humano, segundo a proposta do médico psiquiatra e psicólogo cubano Emilio Mira y López: personalidade, conhecimento, identificação, consciência e individualidade.
De acordo com esse estudo, todos teríamos máscaras (personas) que utilizamos para a convivência social, que seriam o nosso ego e que se distinguiriam da nossa realidade profunda, aquilo que somos na essência (Self). Esse paradoxo entre o ser e o parecer representaria um dos grandes conflitos existenciais a serem vencidos pelo ser humano.
Além disso, os indivíduos teriam sempre o conhecimento, em maior ou menor quantidade e/ou profundidade. O reconhecimento da própria ignorância já seria uma forma de conhecimento.
Fo explicado que de acordo com nossas tendências, nossos pensamentos e atos, geramos processos de identificação com as demais criaturas. Surgem, então, as simpatias e antipatias.
Para o entendimento das enormes diferenças entre os indivíduos e suas maneiras de pensar e agir, Divaldo discorreu sobre os 4 principais níveis de consciência do ser, dentro da classificação do psicólogo russo Piotr D. Ouspensky: consciência de sono, consciência de sonho, consciência de si e consciência cósmica. As aspirações de cada um, os seus objetivos de vida, são os fatores que determinam em que nível cada pessoa se encontra.
Seguindo na análise da consciência, foi esclarecido que, ao atingirmos o nível de consciência de si, a máquina humana funcionaria executando 7 funções principais: intelectiva, emocional, instintiva, motora, sexual, emocional superior (moral) e intelectiva superior ou coletiva. Fácil, portanto, de se depreender que a educação do Espírito, por meio do desenvolvimento de hábitos saudáveis e nobres, seria o caminho para se atingir patamares mais elevados de consciência.
A última característica do ser humano apresentada foi a individualidade, a qual seria a representação junguiana do Self, ou seja, do ser espiritual profundo em perfeita identificação com Deus.
Ao atingirmos esses níveis superiores de consciência, nasceria em nós a psicologia da gratidão, esse sentido de integração com a divindade e com todos os seres do Universo e de reconhecimento e gratidão pela vida. O ato de agradecer seria um gesto de amor.
Esse reconhecimento não seria apenas pelas ocorrências felizes da vida, senão pelas dificuldades também, vez que elas representariam convites à reflexão e ao aperfeiçoamento do próprio caráter.
Para ilustrar a força do amor, manifestado pela gratidão à vida, dentro da proposta do Evangelho de Jesus, foi narrada uma história extraída do livro Perdão Radical, de Brian Zahnd, que reporta-se ao genocídio armênio, provocado pelos turcos, no ano de 1915, ocasião em que a família de uma jovem foi brutalmente assassinada: pais e irmãs. Ela foi tornada escrava sexual do comandante da tropa, conseguindo, posteriormente, fugir e refugiar-se na Turquia, onde se formou em enfermagem e foi reconhecida como uma das melhores enfermeiras da região. O ponto alto da narrativa foi o reencontro da vítima com o algoz. O ex-comandante, envelhecido, vitimado por estranha enfermidade que lhe devorava a existência, foi levado ao hospital, inconsciente, e passou a ser atendido por aquela enfermeira, que se lhe dedicou incondicionalmente, salvando-lhe a vida. Lúcido e curado, o algoz a questionou sobre o porquê de não o ter assassinado, quando teve a chance. A resposta: Porque sou cristã e Jesus nos ensinou a perdoar sempre. A gratidão por ter sobrevivido, por ter tornado-se enfermeira, por ter conseguido superar o trauma sofrido, era imensamente superior ao mal que aquele homem lhe houvera causado. Em seu íntimo, não havia espaço para o ressentimento, apenas para o amor.
Divaldo também narrou “A Lenda da Gratidão”, de autoria de Selma Lagerlöf, da qual podemos extrair a lição do reconhecimento da causalidade primeira da vida no Universo, Deus, o grande autor de tudo o que existe, surgindo, assim, em nós, esse sentimento terno de gratidão ao Criador.
O encontro foi encerrado com a mensagem de que todos estamos na busca da realização da fraternidade universal, neste intercâmbio incessante entre os dois planos da vida, físico e espiritual, em nossa ascese para Deus, para a plenitude.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre / Dominique Chéron.


(Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


Espanhol


DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016
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Luxemburgo, 11 de mayo de 2016.
El día 11 de mayo, el médium y orador espírita Divaldo Franco realizó una conferencia en la ciudad y Condado de Luxemburgo, sobre el tema La Psicología de la Gratitud.
El acto se llevó a cabo en el auditorio del Hotel Meliá, y congregó a un público compuesto por 200 personas.
La vida es un poema de gratitud, de tal modo se dio comienzo al tema de la noche. De acuerdo con lo expuesto, la criatura humana debiera ser una observadora más atenta con respecto a todo lo que le corresponde. Cuando nos damos cuenta de nuestras posibilidades, relativas a experiencias y al progreso intelecto-moral-espiritual, surge en cada uno de nosotros el deber y la necesidad de agradecer a Dios la oportunidad de vivir. Eso se debe a que la vida -manifestó el expositor-, es una manifestación divina; el Creador estableció, desde el comienzo, un sentido de plenitud para ella, mediante la orden ¡Hágase la Luz!. Somos nosotros, por lo tanto, la luz que necesita brillar.
Con referencia al desarrollo antroposociopsicológico, con base en los estudios de John B. Watson, psicólogo americano, se afirmó que las primeras emociones que surgieron en los seres humanos fueron: el miedo, la ira y, por último, el amor. Esa última emoción que surgió en nosotros es la que hace posible la plenitud.
Y ¿qué sería, pues, aquello que dificultaría la conquista de la plenitud por el ser humano? El mayor problema, en ese sentido, sería la propia criatura humana, es decir, los conflictos que existen en ella. Y, a fin de favorecer una comprensión más profunda con respecto al tema, se analizaron las 5 características esenciales del ser humano, según la propuesta del médico psiquiatra y psicólogo cubano Emilio Mira y López: personalidad, conocimiento, identificación, conciencia e individualidad.
De acuerdo con ese estudio, todos tendríamos máscaras (personas) que utilizamos para la convivencia social, las cuales serían nuestro ego y se distinguirían de nuestra realidad profunda, aquello que somos en esencia (Self). Esa paradoja entre el ser y el parecer representaría uno de los grandes conflictos existenciales que debe superar el ser humano.
Además de eso, los individuos siempre tendrían el conocimiento, en mayor o menor medida y/o profundidad. El reconocimiento de la propia ignorancia ya sería una forma de conocimiento.
Se explicó que de acuerdo con nuestras tendencias, nuestros pensamientos y actos, generamos procesos de identificación con las demás criaturas. Surgen, entonces, las simpatías y las antipatías.
Para la comprensión de las enormes diferencias entre los individuos y sus maneras de pensar y obrar, Divaldo hizo referencia a los 4 principales niveles de conciencia del ser, según la clasificación del psicólogo ruso Piotr D. Ouspensky: conciencia del sueño, conciencia de los sueños, conciencia de sí mismo y conciencia cósmica. Las aspiraciones de cada uno, sus objetivos de vida, son los factores que determinan en qué nivel se encuentra cada persona.
Prosiguiendo con el análisis de la conciencia, se explicó que cuando alcanzamos el nivel deconciencia de sí mismo, la máquina humana funcionaría ejecutando siete (7) funciones principales: intelectiva, emocional, instintiva, motora, sexual, emocional superior (moral) e intelectiva superior o colectiva. Es fácil, por lo tanto, arribar a la conclusión en cuanto a que la educación del Espíritu, por medio del desarrollo de hábitos saludables y dignos, sería el camino para acceder a niveles más elevados de conciencia.
La última de las características del ser humano que se presentó, fue la individualidad, la cual sería la representación junguiana del Self, o sea, del ser espiritual profundo en perfecta identificación con Dios.
Cuando accedemos a esos niveles superiores de conciencia, nacería en nosotros la psicología de la gratitud, ese sentido de integración con la Divinidad y con todos los seres del universo, además del reconocimiento y gratitud por la vida. El acto de agradecer sería un gesto de amor.
Ese reconocimiento no se debería sólo a los acontecimientos felices de la vida, sino también a las dificultades, dado que estas representarían invitaciones a la reflexión y al perfeccionamiento del propio carácter.
Para ilustrar la potencia del amor, que se manifiesta mediante la gratitud a la vida, dentro de la propuesta del Evangelio de Jesús, se narró una anécdota extraída del libro Perdón Radical, de Brian Zahnd, que se refiere al genocidio armenio, provocado por los turcos en el año 1915, ocasión en que la familia de una joven fue brutalmente asesinada: padres y hermanas. Ella fue convertida en una esclava sexual del comandante de la tropa, y consiguió, más tarde, huir y refugiarse en Turquía, donde se graduó como enfermera y fue reconocida como una de las mejores enfermeras de la región. El punto culminante de la narración fue el reencuentro de la víctima con el verdugo. El ex-comandante, envejecido, padecía una extraña enfermedad que devoraba su existencia, y fue llevado al hospital, inconsciente, donde comenzó a ser atendido por aquella enfermera, que se dedicó a cuidarlo incondicionalmente y le salvó la vida. Lúcido y recuperado, el verdugo le preguntó por qué no lo había asesinado, cuando tuvo la oportunidad. La respuesta fue: Porque soy cristiana y Jesús nos enseñó a perdonar siempre. La gratitud por haber sobrevivido, por haberse convertido en enfermera, por haber conseguido superar el trauma que sufrió, era inmensamente superior al mal que aquel hombre le había causado. En su interior, no había espacio para el resentimiento, sólo para el amor.
Divaldo también narró La leyenda de la gratitud -cuya autora es Selma Lagerlöf-, de la cual podemos extraer la lección del reconocimiento de la causalidad primera de la vida en el universo, Dios, el gran autor de todo lo que existe, y así brotará en nosotros ese sentimiento tierno de gratitud al Creador.
El encuentro finalizó con el mensaje referido a que todos estamos en la búsqueda de la realización de la fraternidad universal, en este intercambio incesante entre los dos ámbitos de la vida, el físico y el espiritual, en nuestra ascesis hacia Dios, hacia la plenitud.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Lucas Milagre / Dominique Chéron.


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)

sábado, 14 de maio de 2016

Registro. Divaldo Pereira Franco- Roteiro Europa 2016 Bruxelas, Bélgica

DIVALDO FRANCO NA EUROPA – 2016
Bruxelas, 10 de maio de 2016
Na última terça-feira, 10 de maio, o médium e orador espírita Divaldo Franco realizou uma conferência na cidade de Bruxelas, Bélgica.
O evento teve como tema “O Triunfo da Vida: A Reencarnação Segundo o Espiritismo” e ocorreu na “Librarie UOPC”, com um público de 230 pessoas.
A conferência foi iniciada com a reflexão de que o grande desafio da vida é a criatura humana. Ao longo da História, o ser teria buscado a compreensão de sua realidade profunda, da sua origem e do seu destino. A imortalidade, que permanecera envolta nos mantos do mistério por muito tempo, encontraria, oportunamente, o esforço de alguns filósofos que lograram desvelar uma parte desse mistério.
Segundo explicado, a dificuldade para a aceitação da reencarnação surgiria, em grande parte das vezes, da forma superficial e fantasiosa com que é apresentada às pessoas, sem nenhum embasamento fático e científico. Seria necessário, então, uma religião científica, que oferecesse as provas e o claro entendimento lógico da questão.
A reencarnação explicaria o que somos hoje; seria a chave para se decifrar os enigmas da existência humana.
Divaldo referiu-se ao trabalho do Dr. Hemendra Nath Banerjee, da Univerisdade de Jaipur, um dos mais notáveis pesquisadores da reencarnação. Segundo o emérito cientista, toda vez que se falava sobre o tema, as pessoas adotavam uma das quatro posturas: a negação apriorística; a negação baseada na mera crença religiosa; a crença baseada no dogma religioso; e, por fim, a certeza sobre ela , com base na análise racional dos fatos e na lógica.
Sobre a primeira conduta, foi dito que não mereceria nenhum respeito intelectual por tratar-se de negação pura e simples, isenta de qualquer análise. A respeito da segunda conduta, foi explicado que o termo reencarnação somente passou a existir com o advento do Espiritismo, embora o conceito já estivesse presente na bíblia, como no capítulo 3 do Evangelho de João, que narra o encontro de Nicodemos com Jesus. Sobre a terceira conduta, foi esclarecido que a crença cega não tem estrutura para resistir às vivências humanas, podendo facilmente desfazer-se. E, por fim, foi analisada a quarta conduta, com a menção a diversos fatos estudados pelo Dr. Banerjee e que confirmam a reencarnação e oferecem a certeza, a fé inabalável sobre ela. Em seguida, o médium narrou a história de sua irmã Nair, suicida, que, mais tarde, reencarnara-se trazendo no corpo físico as marcas do ato criminoso, resgatando o desequilíbrio gerado em si mesma. Também narrou a história de uma outra irmã que tinha profundas dificuldades de relacionamento com o pai, cujas causas estavam presentes em uma reencarnação anterior.
Foram levantadas as mais variadas situações da vida para reflexões em torno do tema, como o fato de certos indivíduos nascerem sem problemas físicos e numa condição social e financeira favoráveis, enquanto outros renascem com doenças ou em favela; os casos de incesto; ou, ainda, os casos de gênios nas artes e nos diversos ramos científicos; todos eventos que somente à luz da reencarnação podem encontrar uma explicação plausível e lógica.
A respeito do esquecimento das existências anteriores, foi esclarecido que as lembranças, quase que invariavelmente, poderiam gerar-nos profundo constrangimento, pelo mal praticado, ou exacerbar nosso orgulho, de maneira que o renascimento em novo corpo físico, com o bloqueio da memória passada, ensejar-nos-ia a oportunidade de escrevemos uma nova história, uma história de amor, de perdão e reconciliação, aqui e agora, diluindo-se os conflitos do inconsciente e vivendo a mensagem da caridade em cada dia.
Como reflexão final, Divaldo exortou a todos para que, em qualquer situação ou sob a injunção de qualquer dificuldade, fôssemos felizes, recordando que as lágrimas pranteadas na noite da alma, transformam-se em pérolas abençoadas da experiência e da sublimação no alvorecer.
Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Dominique Chéron
 (Texto em português recebido em email de Jorge Moehlecke)


Espanhol


DIVALDO FRANCO EN EUROPA – 2016
Bruselas, 10 de mayo de 2016.

El pasado día martes 10 de mayo, el médium y orador espírita Divaldo Franco pronunció una conferencia en la ciudad de Bruselas, Bélgica.
El acto tuvo como tema El Triunfo de la Vida: La Reencarnación según el Espiritismo y se desarrolló en la Librarie UOPC, con un público de 230 personas.
La conferencia comenzó con la reflexión acerca de que el gran desafío de la vida es la criatura humana. A lo largo de la Historia, el ser habría buscado la comprensión de su realidad profunda: de su origen y su destino. La inmortalidad, que permaneció envuelta en el manto del misterio durante mucho tiempo, encontraría -oportunamente- el esfuerzo de algunos filósofos, que lograron develar en parte ese misterio.
Según lo explicado, la dificultad para la aceptación de la reencarnación surgiría, la mayoría de las veces, en la forma superficial y fantasiosa con que se le presenta a las personas, sin el debido basamento fáctico y científico. Sería necesario, entonces, una religión científica, que ofreciese las pruebas y la comprensión lógica del asunto.
La reencarnación explicaría aquello que somos hoy; y sería la clave para descifrar los enigmas de la existencia humana.
Divaldo hizo referencia a la labor del Dr. Hemendra Nath Banerjee, de la Univerisdad de Jaipur, India, uno de los más importantes investigadores de la reencarnación. Según ese emérito científico, cada vez que se hablaba sobre el tema, las personas adoptaban una de las cuatro posturas siguientes: la negación a priori; la negación basada en la mera creencia religiosa; la creencia basada en el dogma religioso; y por último, la certeza acerca de ella, basada en el análisis racional de los hechos y en la lógica.
Acerca de la primera conducta, se dijo que no merecería ningún respeto intelectual por tratarse de una negación pura y simple, sin ningún análisis. Respecto de la segunda conducta, se explicó que el término reencarnación solamente comenzó a existir con el advenimiento del Espiritismo, aunque el concepto ya estuviese presente en La Biblia, como lo está en el capítulo 3 del Evangelio de Juan, que narra el encuentro de Nicodemo con Jesús. Sobre la tercera conducta, se explicó que la creencia ciega carece de una estructura para resistir las evidencias humanas y puede, fácilmente, desvanecerse. Y, por último, se analizó la cuarta conducta, con la mención de diversos acontecimientos estudiados por el Dr. Banerjee, que confirman la reencarnación y ofrecen la certeza, la fe inamovible, sobre ella. Seguidamente, el médium narró la anécdota de su hermana Nair, suicida, que más tarde reencarnó siendo portadora, en su cuerpo físico, de las señales del acto criminal, para reparar el desequilibrio que había generado en ella mesma. También narró la historia de otra de sus hermanas, que tenía profundas dificultades para relacionarse con su padre, las causas de las cuales estaban presentes en una reencarnación anterior.
Fueron enunciadas las más diversas situaciones de la vida para reflexionar en torno del tema, como el hecho de que ciertos individuos nazcan sin problemas físicos y en una condición social y financiera favorables, mientras otros renacen con enfermedades o en la favela; los casos de incesto; o, también, los casos de genios en las artes y en las diversas ramas científicas; todos esos, fenómenos que solamente a la luz de la reencarnación pueden encontrar una explicación plausible y lógica.
Con respecto al olvido de las existencias anteriores, se explicó que los recuerdos, casi invariablemente, podrían generarnos una profunda angustia, a consecuencia del mal practicado, o también exacerbar nuestro orgullo, de manera que el renacimiento en un nuevo cuerpo físico, con el bloqueo de la memoria del pasado, nos propiciaría la oportunidad de que escribamos una nueva historia, una historia de amor, de perdón y reconciliación, aquí y ahora, mientras se disipan los conflictos del inconsciente y se vive según el mensaje de la caridad cada día.
Como reflexión final, Divaldo exhortó a que, en toda situación o ante una circunstancia que nos presente dificultad, fuésemos felices, recordando que las lágrimas que se lloran durante la noche del alma, se transforman en perlas benditas de la experiencia y de la sublimación en la nueva alborada.

Texto: Júlio Zacarchenco
Fotos: Dominique Chéron


(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com], Buenos Aires, Argentina)