quinta-feira, 17 de março de 2016

Registro. 6º Conferência da Federação Espírita da Flórida. Orlando, FL, EUA

                                                                                               Divaldo Pereira Franco




12 e 13 março 2016

A Conferência da Federação Espírita da Flórida iniciou sua sexta edição no último sábado, 12 de março, tendo como sede a cidade de Orlando, no Estado da Flórida, EUA, em anexo resumo
e algumas fotos.
     Abraço, Jorge Moehlecke


6a. CONFERÊNCIA DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DA FLÓRIDA - 2016
“Desvelando A Morte, O Céu E O Inferno”

A Conferência da Federação Espírita da Flórida iniciou sua sexta edição no último sábado, 12 de março, tendo como sede a cidade de Orlando, no Estado da Flórida, EUA.

O evento ocorreu no “Darden Auditorium, com capacidade para 420 pessoas - totalmente esgotada-, que pertence ao campus da “University of Central Florida - Rosen College of Hospitality Management”.

No primeiro dia de atividades doutrinárias, o público, proveniente de diversas partes dos Estados Unidos e de outros países, pode acompanhar as palestras de Haroldo Dutra Dias, Daniel Assis e Divaldo Pereira Franco.

Abrindo os trabalhos pela manhã, o Dr. Haroldo Dutra Dias discorreu sobre o tema “Justiça Divina: O Código Penal da Vida Futura”, analisando o conteúdo da terceira parte do capítulo VII, da obra “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec. Fundamentado na proposição kardequiana que assevera que cada indivíduo receberá da vida os efeitos das  próprias obras, seja na Terra como no mundo dos Espíritos, Dr. Haroldo discorreu sobre a imortalidade da alma, a lei de causa e efeito, a lei divina, as imperfeições morais como causa direta de nossos sofrimentos, a transformação moral dos indivíduos, o processo de reparação de nossos equívocos e de erradicação de nossas más inclinações.

Na sequência, Daniel Assisi falou sobre o tema “A Passagem”, embasado no capítulo I , da segunda parte da já citada obra “O Céu e o Inferno”, analisando, dentre outros tópicos, o processo de desencarnação, a percepção e as sensações de cada indivíduo na transição da vida física para a vida espiritual, as causas dos possíveis sofrimentos no passamento, a relação entre a conexão mais ou menos intensa do períspirito com o corpo físico e o processo de desencarnação e a influência do desenvolvimento moral do Espírito sobre o mesmo processo.

No período da tarde, Daniel Assisi proferiu a palestra: “O umbral é uma versão moderna do inferno?”  O início de sua apresentação trouxe um estudo comparativo da compreensão do inferno pelas principais doutrinas filosóficas e religiosas ancestrais, demonstrando o quanto, de alguma forma, muitos de nós ainda estamos impregnados dessas ideias mitológicas. Em sua análise, esclareceu que, quase invariavelmente, as doutrinas que pregam a existência do inferno relacionam a presença de almas nesse ambiente com transgressões a leis divinas praticadas por aqueles indivíduos. Avançando em sua exposição, Daniel apresentou o conceito espírita de inferno, contido na obra “O Céu e o Inferno”, de Kardec, e de umbral, presente na obra “Nosso Lar”, do Espírito André Luiz, psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier. O umbral, segundo explicado, seria uma região destinada ao esgotamento de resíduos mentais deletérios, onde os Espíritos ainda perturbados permaneceriam até atingirem condições mínimas para habitarem esferas superiores. Seria, então, uma região meramente de transição, “habitat” temporário daqueles Espíritos, uma vez que a lei divina é de progresso para todos os seres. O ponto fundamental apresentado na conferência foi que o Espírito é dotado de inteligência e possui em si a lei divina a indicar-lhe o caminho da plenitude, sendo livre para realizar as próprias escolhas, com a obrigação de assumir a responsabilidade perante os seus atos, e com a possibilidade inesgotável de sempre refazer caminhos, adotar novas atitudes, no seu processo constante de aprendizagem e aperfeiçoamento intelecto-moral e espiritual.

A conferência de encerramento do sábado ficou a cargo do médium Divaldo Franco, que discorreu sobre o tema “O Céu Aqui, Agora e Amanhã”.

Sua apresentação partiu da análise que o codificador do Espiritismo, Allan Kardec, fez a respeito da criatura humana: sua origem, natureza e destinação após a morte física. 

Considerando que a vida espiritual é um fato da Natureza, esclareceu que foi Kardec quem aprofundou as investigações científicas em torno da imortalidade do ser, apresentando o até então desconhecido mundo dos Espíritos, por meio das experiências mediúnicas, sem as fantasias, superstições e falsas ideias que existiam sobre o tema, isto é, desmistificando os conceitos de maravilhoso e sobrenatural, para revelar esse reino espiritual como uma das dimensões da realidade existencial pertencentes aos fenômenos naturais.

Seguindo com sua explicação, destacou que a vida do Espírito é una, tendo sido criado simples e sem conhecimento, para que adquirisse experiência, conhecimento e valores morais positivos por meio de esforços pessoais nas múltiplas reencarnações ( ou existências físicas sucessivas), utilizando-se, para isso, de diferentes corpos físicos, até que atinja a perfeição relativa a que todos estão destinados.

Tais experiências físicas seriam, então, fundamentais para fomentar o progresso do ser humano, como indivíduo e também coletivamente, não apenas através do aprendizado adquirido no enfrentamento das vicissitudes da vida, mas, ainda, pelo fato de poder concorrer para a obra geral do bem e, com isso, adiantar-se moral e espiritualmente.

Divaldo recordou-nos que as jornadas reencarnatórias  para Espíritos que ainda não atingiram a perfeição são, normalmente, marcadas por dificuldades de variada ordem, alguns ou muitos deslizes morais, que acabam por gerar desequilíbrios psicológicos e energéticos no ser espiritual e comprometendo, em razão da lei de causa e efeito, o seu futuro.

Nesse ponto da conferência, foram abordadas as diferentes propostas filosóficas e religiosas sobre céu, inferno e purgatório, conforme constante da quarta obra da codificação espírita, “O Céu e o Inferno”, demonstrando-se que esses termos representam, em verdade, estados de consciência do ser humano, de equilíbrio ou desequilíbrio, de paz ou de tormento interior, de alegria ou de sofrimento, e não espaços geográficos.

Tomando como base de reflexão a proposta espírita sobre céu e inferno, o médium asseverou que cumpre-nos buscar a melhor forma de evitarmos os estados de consciência perturbadores e adquirirmos uma consciência pacificada e feliz e que isso somente seria possível mediante a vivência do Amor, consoante a mensagem contida no Evangelho de Jesus.

Referindo-se à obra “Jesus Psicoterapeuta”, da reconhecida psicóloga alemã Hanna Wolff, foi afirmado que ninguém nunca falou sobre o Amor como Jesus o ensinou e exemplificou, porque Ele estabeleceu a lei de Amor não como mera mensagem de cunho religioso, senão como verdadeira proposta psicoterapêutica de profundidade, capaz de sanar nossos desequilíbrios morais, psicológicos e espirituais mais graves.

Divaldo prosseguiu em suas considerações a respeito da inferioridade espiritual dos indivíduos que habitam a Terra, elucidando sobre a sombra que quase todos trazemos interiormente, dentro da concepção junguiana, e sobre o ego a sobrepor-se ao Self (ser profundo), sendo necessário iluminar o mundo íntimo com o conhecimento e a vivência das leis divinas, especialmente no que tange a experiência do autoperdão, que é uma das formas de manifestação do Amor.

Para ilustrar sua dissertação, o orador narrou a história de Ilse, uma senhora polonesa, sobrevivente do Holocausto, que foi paciente do psicanalista estadunidense Dr. James Hollis, e cujo caso foi descrito no livro “Os Pantanais da Alma”, de autoria do referido terapeuta. Essa senhora procurou o Dr. Hollis para uma única consulta, na qual apresentaria o seu drama, segundo ela mesma, não para que ele a orientasse ou tratasse, mas tão-somente para que fosse ouvida. Tendo-lhe enviado uma foto previamente à sessão, Ilse esclareceu-o quanto àquela imagem. Ela foi presa em sua cidade natal, na Polônia, e, embora cristã, foi levada para o campo nazista de Majdanek. Durante a separação dos presos, quando alguns seriam enviados para o grupo de trabalhos forçados e outros para a câmara de gás letal, avistou à sua frente uma mãe com duas crianças pequenas. Essa mãe fora selecionada para o primeiro grupo e as crianças, para a morte. Na sequência, Ilse foi também selecionada para o grupo de trabalhos forçados, mas o soldado impôs-lhe uma condição: conduzir as crianças até a câmara, o que fez. No exato momento em que assim procedia, alguém tirou uma foto , que somente muitos anos mais tarde, já vivendo nos EUA, ela teria oportunidade de vê-la, o que lhe traria de volta todo o conflito de culpa que havia conseguido abafar ao longo do tempo. Cerca de cinquenta anos depois do Holocausto, o seu “inferno” continuava a ser a memória daquilo que considerava ter sido uma covardia moral de sua parte; era a chamada síndrome do sobrevivente. Após mudar-se para os Estados Unidos, tentou ser judia, mas não adaptou-se à doutrina. Mesmo assim, manteve a lembrança de que, naquela cultura, dizia-se que alguém poderia libertar-se da culpa por misericórdia dos “céus”, caso 24 pessoas justas lhe ouvissem a história. Por isso, buscou o Dr. Hollis.

Divaldo também narrou uma vivência pessoal para mostrar o poder do perdão, do autoperdão e do Amor, descrevendo um processo de obsessão espiritual que sofreu por mais de 40 anos, resultado de um evento ocorrido em uma reencarnação remota, na qual seu comportamento teria magoado profundamente o Espírito que o perseguia nesta existência. Em determinada oportunidade, sentindo-se desdobrado do corpo físico, teve uma visão ideoplástica de Jesus, que o indagou se O amava realmente e pedindo-lhe o testemunho desse Amor por meio do perdão para aqueles que lhe tinham ofendido, para os que o estavam perseguindo,  para aqueles que possivelmente o feririam e, por fim, para consigo mesmo. E assim procedendo, pode ele estabelecer novo estado de relação com o seu antigo adversário e consigo mesmo, alijando a culpa de si e experienciando, a partir de então, a paz interior.

Na conclusão de suas reflexões, Divaldo recordou-nos a mensagem intitulada “A Paciência”, contida na obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, na qual diz-se que “a dor é uma bênção que Deus envia aos seus eleitos”, pois que as nossas dores têm causas justas, atuais ou anteriores a esta existência, geradas por nós mesmos, sendo a presente reencarnação a manifestação da misericórdia divina que nos facultou a possibilidade do recomeço para o devido trabalho de reequilíbrio de nosso mundo interior, a fim de que, pelo amor a Deus, ao próximo e a si mesmos, possamos alcançar nossa própria iluminação e vivermos em plenitude.

Após um intervalo para autógrafos, os palestrantes da tarde, Divaldo Franco e Daniel Assisi, retornaram para responder perguntas sobre os temas das conferências, destacando-se os esclarecimentos sobre abortamento, os casos atuais de microcefalia e  evangelização espírita infanto-juvenil.


6a. CONFERÊNCIA DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA DA FLÓRIDA - 2016
“Desvelando A Morte, O Céu E O Inferno”

O segundo dia da Conferência da Flórida, no último domingo, 13 de março, realizada na “University of Central Florida”, em Orlando, teve como subtema “Uma Jornada Pessoal para se Vivenciar o Céu”.

Discorrendo sobre “Pérolas do Evangelho: Tesouros do Coração”, Dr. Haroldo Dutra Dias apresentou uma abordagem menos histórica e mais transcendente da figura de Jesus, considerando que, se de um lado os dados históricos sobre o Nazareno não sobejam, de outro, a força da sua mensagem segue avultando-se ao longo dos séculos. Utilizando-se das lentes do Espiritismo para falar sobre Jesus - as quais possibilitam aos indivíduos uma compreensão mais profunda e ampla de sua existência, ensinamentos e exemplos-, o conferencista concluiu que o Mestre é a verdadeira mensagem, o verbo de Deus para a Humanidade, a revelar para todos nós os aspectos inabordáveis, até então, do Amor. Dr. Haroldo encerrou sua palestra, destacando uma interessante observação a respeito da existência de Jesus: Ele utilizava-se de todos os Seus poderes para consolar as dores alheias, para socorrer, amparar, ensinar, servir ao próximo, mas nos momentos mais graves de sua experiência carnal, notadamente nos episódios de sua prisão, condenação e crucificação, Ele não usou de nenhum outro poder transcendente senão o do Seu mais puro Amor, chegando mesmo a, do alto da cruz, rogar a Deus o perdão a todos os seus algozes.

No bloco de perguntas e respostas, Divaldo Franco e Haroldo Dias responderam a várias dúvidas do público, dentre as quais, a prática do abortamento, a identificação do ser com Jesus, a misericórdia divina, Jesus e a valorização da mulher.

No período da tarde, Divaldo Franco realizou o mini-seminário, em dois módulos, sobre o tema “O Cavaleiro da Armadura Enferrujada”, baseado na obra homônima de autoria de Robert Fisher. Conforme esclarecido pelo orador, a proposta desse seminário seria fazer uma abordagem do conteúdo do livro à luz do Espiritismo, oferecendo ao público recursos terapêuticos que facilitassem a solução de nossos conflitos íntimos, a fim de vivermos em plenitude. Ao longo da narrativa da estória, o público teria, então, a oportunidade de realizar uma verdadeira jornada interior, em busca do si profundo, tomando-se conhecimento dos conteúdos do ego, das sombras, num intento de libertação dos conflitos para a vivência da paz.

Como preparação para a viagem do autodescobrimento e da autoiluminação, foram apresentados,  didaticamente,  alguns conceitos da Psicologia Analítica, como: o consciente, o inconsciente  coletivo e o individual, os arquétipos, o ego, o Self, a sombra, “anima” e “animus”, os processos de associações etc.

Na sequência, o público pode acompanhar a narrativa da estória sobre  um cavaleiro que, ao longo de muitos anos, habituou-se a manter-se vestido com sua armadura de ferro,  que acabou  enferrujando.  Ele  era  casado  e  tinha  um  filho,  mas  o  seu  relacionamento  com  a  família  era muito distante e difícil. Havia nele uma necessidade de intrometer-se nas vidas alheias, soba a alegação de que tinha o dever de salvar os indivíduos, esquecendo-se, contudo, da necessidade primordial de “salvar-se a si mesmo”. Após uma discussão com a esposa, que o acusava da ausência doméstica e da indiferença pela própria família, aborrecido, decidiu o cavaleiro afastar-se do domicílio e realizar uma viagem. Nesta viagem, ele passou a ter contato  com outros personagens,  com os  quais se relacionou  e  que  o  ajudaram  a  refletir  sobre  a  própria  existência.  Por  fim,  o  cavaleiro  considerou  que  já era tempo de retirar a armadura, pois que ela, de fato, gerava-lhe muitos problemas. Mas isso não foi possível de imediato, uma vez que ela já se encontrava muito enferrujada  e de difícil  remoção.  Um  dos  personagens que encontrou em sua viagem disse-lhe  que, para que lograsse a retirada da armadura,  seria  necessário  atravessar  uma determinada  trilha,  onde encontraria  três  castelos:  o  do  silêncio,  o  do  conhecimento  e  o  da  vontade  e  ousadia.  Ser-lhe-ia  indispensável permanecer certo tempo em cada um deles, para se lhes aprender as lições, de modo a estar apto a seguir para o seguinte e, ali, ter novas experiências e aprendizados. E assim procedeu o cavaleiro, em verdadeira jornada de autoconhecimento. Passando por cada castelo, ele pode introjetar  os  diferentes  ensinamentos que cada experiência lhe ofertava,  refletir  sobre  a  própria  vida,  conhecer  mais  de  si  mesmo,  ao tempo em que também mudou a estrutura de seus pensamentos, substituiu comportamentos perturbadores por outros mais saudáveis, eliminou conflitos e culpas, lidou com o ego etc.  A cada etapa desse processo,  parte de sua armadura (ego) desprendia-se de seu corpo, até que, por fim, ele viu-se totalmente livre e pleno.  Ao final, segundo a narrativa, o cavaleiro era um com o Universo, ele era Amor!

Divaldo esclareceu que a viagem do cavaleiro pela trilha, visitando cada um daqueles castelos, é bem a viagem de autodescobrimento  e  de  autoiluminação  de  todos  nós,  que a armadura é o nosso ego, que  trazemos  as nossas  máscaras,  as  personas  a  que  se referia Carl Gustav Jung.  Segundo ele, ao  longo  de  nossa  jornada  evolutiva,  criamos  em  nós  condicionamentos negativos,  que  tornaram-se  uma segunda  natureza  em  nós;  passamos  a  usar  máscaras  que  compõem  a  nossa  personalidade e que  servem para agradar  as  convenções  sociais.  O resultado inevitável disso foi perdermos o  contato  com  o Self, isto é, com o nosso  ser  profundo,  a  nossa  realidade espiritual.

Realizando a ponte entre o conhecimento espírita e o pensamento científico, notadamente dos eminentes psiquiatras Milton H. Erickson, Carl Gustav Jung, Viktor Frankl, e dos físicos quânticos Dr. David Bohm e Dr. Stewart Wolf, o orador asseverou que é necessário que façamos a viagem interior, em busca do conhecimento da Verdade, dessas leis divinas que estão escritas em nós, para que tomemos consciência de que somos Espíritos imortais e de que  a  nossa  meta  psicológica  profunda  deve  ser  a imortalidade, amando sempre a Deus, ao próximo e a nós mesmos,  vencendo  os  nossos  medos  e  dúvidas,  eliminando  as nossas imperfeições morais e estabelecendo-se, assim, a conexão entre o ego e o Self, de maneira a atingirmos a comunhão plena com Jesus e com Deus.

O seminário foi concluído com a declamação do belíssimo “Poema da Gratidão”, de autoria do Espírito Amélia Rodrigues.

E a 6a. Conferência Espírita da Flórida foi encerrada com a mensagem de que, maior do que qualquer liberdade democrática que uma nação pudesse alcançar,  está “a verdadeira liberdade que somente se dá através da libertação das consciências”.

Texto: Júlio Zacarchenco.


(Informações em português recebidas em email de Jorge Moehlecke)



TEXTOS TRADUZIDOS PARA O ESPANHOL

6a. CONFERENCIA DE LA FEDERACIÓN ESPÍRITA DE LA FLORIDA - 2016
Develando la Muerte - El Cielo y el Infierno

La Conferencia de la Federación Espírita de la Florida dio comienzo a su sexta edición el último sábado, 12 de marzo, teniendo como sede la ciudad de Orlando, en el Estado de la Florida, USA.

Los actos tuvieron lugar en el Darden Auditorium, con capacidad para 420 personas –completamente ocupada-, que pertenece al campus de la University of Central Florida -Rosen College of Hospitality Management.

Durante el primer día de actividades doctrinarias, el público, proveniente de diversas partes de los Estados Unidos y de otros países, pudo acompañar las disertaciones de Haroldo Dutra Dias, Daniel Assis y Divaldo Pereira Franco.

Para dar comienzo a las actividades de la mañana, el Dr. Haroldo Dutra Dias desarrolló el tema Justicia Divina: El Código Penal de la Vida Futura, mediante el análisis del contenido de la tercera parte del capítulo VII, de la obra El Cielo y el Infierno de Allan Kardec. Con fundamento en la propuesta kardeciana, que expresa que cada individuo recibirá de la vida los efectos de sus propias obras -sea en la Tierra como en el mundo de los Espíritus-, el Dr. Haroldo habló acerca de la inmortalidad del alma, la Ley de Causa y Efecto, la Ley Divina, las imperfecciones morales como la causa directa de nuestros sufrimientos, de la transformación moral de los individuos, del proceso de reparación de nuestras equivocaciones y de erradicación de nuestras malas tendencias.

A continuación, Daniel Assisi habló sobre el tema La Transición, basado en el capítulo I, de la segunda parte de la obra citada: El Cielo y el Infierno, y analizó entre otros aspectos, el proceso de la desencarnación, la percepción y las sensaciones de cada individuo en la transición de la vida física a la vida espiritual, las causas de los posibles sufrimientos durante la transición, la conexión más o menos intensa entre el periespíritu y el cuerpo físico, además del proceso de desencarnación y la influencia del desarrollo moral del Espíritu sobre dicho proceso.

En el período de la tarde, Daniel Assisi pronunció la conferencia tema: ¿Es el umbral una versión moderna del infierno?  El comienzo de su exposición aportó un estudio comparativo de la comprensión del infierno según las principales doctrinas filosóficas y religiosas ancestrales, demostrando –en cierto modo-, que muchos de nosotros aún estamos impregnados de esas ideas mitológicas. En su análisis explicó que, casi invariablemente, las doctrinas que predican la existencia del infierno, vinculan la presencia de almas en ese ambiente con transgresiones a las Leyes Divinas, praticadas por aquellos individuos. Al avanzar en su exposición, Daniel presentó el concepto espírita de infierno, contenido en la obra El Cielo y el Infierno de Allan Kardec, y el de umbral según la obra Nuestro Hogar, del Espíritu André Luiz, psicografiada por el médium Francisco Cândido Xavier. El umbral, según lo explicado, sería una región destinada al drenaje de residuos mentales deletéreos, donde los Espíritus que aún están perturbados permanecerían, hasta alcanzar condiciones mínimas para habitar en esferas superiores. Sería, pues, una región meramente de transición, habitat temporario de aquellos Espíritus, dado que la Ley Divina es de progreso para todos los seres. El punto fundamental presentado en la conferencia fue que el Espíritu está dotado de inteligencia, y posee en sí mismo la Ley Divina, que le indica el camino hacia la plenitud, aunque es libre para realizar sus propias elecciones, con la obligación de asumir la responsabilidad sobre sus actos y con la posibilidad inagotable de siempre rehacer caminos, adoptar nuevas actitudes, en su proceso constante de aprendizaje y perfeccionamiento intelecto-moral y espiritual. 

La conferencia de cierre del sábado estuvo a cargo del médium Divaldo Franco, quien se refirió al tema El Cielo aquí, ahora y mañana.

Dio comienzo a su exposición a partir del análisis que el Codificador del Espiritismo, Allan Kardec, realizó acerca de la criatura humana: su origen, su naturaleza y su destino después de la muerte física. 

En consideración a que la vida espiritual es un acontecimiento de la naturaleza, explicó que fue Kardec quien profundizó las investigaciones científicas en torno de la inmortalidad del ser, y presentó al, hasta entonces desconocido, mundo de los Espíritus, por medio de las experiencias mediúmnicas, sin las fantasías ni las supersticiones, ni las falsas ideas que existían sobre el tema, es decir, que desmitificó los conceptos de maravilloso y sobrenatural, para revelar ese reino espiritual como una de las dimensiones de la realidad existencial, pertenecientes a los fenómenos naturales.

Avanzando en su explicación, destacó que la vida del Espíritu es uma; que ha sido creado simple y sin conocimiento para que adquiriese experiencia, conocimiento y valores morales positivos, por medio de esfuerzos personales en las múltiples reencarnaciones (o existencias físicas sucesivas), valiéndose para eso de diferentes cuerpos físicos, hasta que alcance la perfección relativa, a la que todos están destinados.

Tales experiencias físicas serían, entonces, fundamentales para fomentar el progreso del ser humano, como individuo y también en forma colectiva, no sólo a través del aprendizaje adquirido al enfrentar las vicisitudes de la vida sino, además, por el hecho de contribuir a la obra general del bien y, así, progresar moral y espiritualmente.

Divaldo nos recordó que las reencarnaciones, para Espíritus que aún no han alcanzado la perfección son, normalmente, caracterizadas por dificultades de diversa índole, por algunos o muchos deslices morales, que acaban por generar desequilibrios psicológicos y energéticos en el ser espiritual, que comprometen –debido a la ley de causa y efecto-, su futuro.

En ese punto de la conferencia fueron abordadas las diferentes propuestas filosóficas y religiosas acerca del cielo, el infierno y el purgatorio, de conformidad con lo que consta en la cuarta obra de la Codificación espírita: El Cielo y el Infierno, demostrándose que esos términos representan, en verdad, estados de conciencia del ser humano -de equilibrio o desequilibrio, de paz o de tormento interior, de alegría o de sufrimientos-, y no espacios geográficos.

Tomando como base para la reflexión la propuesta espírita acerca del cielo y el infierno, el médium sostuvo que nos corresponde buscar la mejor forma de que evitemos los estados de conciencia perturbadores, y adquiramos una conciencia pacificada y feliz, algo que solamente sería posible mediante la vivencia del Amor, en concordância con el mensaje contenido en el Evangelio de Jesús.

En relación con la obra Jesús Psicoterapeuta, de la distinguida psicóloga alemana Hanna Wolff, afirmó que nadie, nunca, habló sobre el Amor como Jesús lo enseñó y ejemplificó, porque Él estableció la ley de Amor, no como un simple mensaje de índole religiosa, sino como una verdadera propuesta psicoterapéutica de profundidad, capaz de sanar nuestros desequilibrios morales, psicológicos y espirituales, aún los más graves.

Divaldo prosiguió con sus consideraciones respecto de la inferioridad espiritual de los individuos que habitan la Tierra, y explicó acerca de la sombra que casi todos llevamos en nuestro interior –según la concepción junguiana-, y sobre el ego que se superpone al Self (ser profundo), por lo que es necesario iluminar el mundo interior con el conocimiento y la experiencia de las Leyes Divinas, especialmente en lo atinente a la experiencia del autoperdón, que es una de las formas de manifestación del Amor.

Para ilustrar su disertación, el orador narró la historia de Ilse, una señora polaca, sobreviviente del Holocausto, que fue paciente del psicoanalista estadounidense Dr. James Hollis, y cuyo caso fue descripto en el libro Los pantanales del Alma, cuyo autor es el mencionado psicoterapeuta. Esa señora fue a ver al Dr. Hollis para una sola consulta, en la cual expondría su drama, según ella misma, no para que él la orientara ni la tratara, sino solamente para ser escuchada. Previamente, le había enviado una foto, antes de concurrir a la sesión, e Ilse le dio una explicación acerca de aquella imagen. Ella fue hecha prisionera en su ciudad natal, en Polonia y, aunque era cristiana, fue trasladada al campo nazi de Majdanek. Durante la distribución de los prisioneros, cuando algunos serían enviados al grupo de trabajos forzados y otros a la cámara de gas letal, pudo ver que delante de ella había una madre con dos criaturas pequeñas. Esa madre había sido seleccionada para el primer grupo y las criaturas, para la muerte. Seguidamente, Ilse también fue seleccionada para el grupo de trabajos forzados, pero el soldado le impuso una condición: que condujera a las criaturas hasta la cámara, lo que hizo. En el preciso momento en que procedía de tal modo, alguien tomó una foto, que sólo muchos años más tarde, cuando ya vivía en USA, ella tendría oportunidad de ver, lo que le haría revivir el conflicto de culpa que había conseguido reprimir a lo largo del tiempo transcurrido. Cerca de cincuenta años después del Holocausto, su infierno continuaba siendo el recuerdo de aquello que consideraba una cobardía moral de parte suya; era el denominado síndrome del sobreviviente. Después de que se mudara a los Estados Unidos, intentó practicar como judía, pero no se adaptó a la doctrina. No obstante, conservó el recuerdo acerca de que, en aquella cultura, se decía que alguien podría liberarse de la culpa por misericordia de los cielos, en el caso que 24 personas justas escucharan su anécdota. Por eso, lo buscó al Dr. Hollis.

Divaldo también narró una experiencia personal para mostrar el poder del perdón, del autoperdón y del Amor, describiendo un proceso de obsesión espiritual que padeció durante más de 40 años, como consecuencia de un hecho ocurrido en una reencarnación remota, en la cual su comportamiento habría disgustado profundamente al Espíritu que lo perseguía en esta existencia. En cierta oportunidad, se sintió desdoblado del cuerpo físico, y tuvo una visión ideoplástica de Jesús, que le preguntó si lo amaba realmente y le pidió el testimonio de ese amor mediante el perdón a aquellos que lo hubieran ofendido, para los que lo estaban persiguiendo, para aquellos que posiblemente lo herirían y, por último, para él mismo; y, procediendo de tal modo, pudo restablecer la relación con su antiguo adversario y consigo mismo, liberándose de la culpa y experimentando, a partir de entonces, la paz interior.

En la conclusión de sus reflexiones, Divaldo nos recordó el mensaje intitulado La Paciencia, que figura en la obra El Evangelio según el Espiritismo, en el cual consta queel dolor es una bendición que Dios envía a sus elegidos, pues nuestros dolores tienen causas justas, actuales o anteriores a esta existencia, generadas por nosotros mismos, y la presente reencarnación es la manifestación de la Misericordia divina, que nos concedió la posibilidad de volver a comenzar para el debido trabajo de restablecimiento del equilibrio, de nuestro mundo interior, a fin de que mediante el amor a Dios, al prójimo y a nosotros mismos, podamos alcanzar nuestra propia iluminación y vivamos en plenitud.

Después de un intervalo para autógrafos, los disertantes de la tarde, Divaldo Franco y Daniel Assisi, retornaron para responder preguntas sobre los temas de las conferencias, destacándose las explicaciones sobre el aborto, los casos actuales de microcefalia y la evangelización espírita infanto-juvenil.

************************************


6a. CONFERENCIA DE LA FEDERACIÓN ESPÍRITA DE LA FLORIDA - 2016
Develando la muerte - El Cielo y el Infierno


El segundo día de la Conferencia de la Florida, se llevó a cabo el último domingo -13 de marzo-, en la University of Central Florida, en Orlando, y tuvo como subtema Una trayectoria personal para vivenciar el Cielo.

El Dr. Haroldo Dutra Dias disertó sobre el tema Perlas del Evangelio: tesoros del corazón, y presentó un enfoque menos histórico y más trascendente de la figura de Jesús, considerando que si por un lado los datos históricos sobre el Nazareno no abundan, por otro, la potencia de su mensaje sigue enalteciéndose a lo largo de los siglos.
 Valiéndose de las lentes del Espiritismo para hablar sobre Jesús -las cuales permiten a los individuos una comprensión más profunda y amplia de su existencia, sus enseñanzas y sus ejemplos-, el conferencista concluyó que el Maestro es un verdadero mensaje, es el verbo de Dios para la humanidad, a fin de revelarnos los aspectos que no fueron abordados, hasta entonces, relativos al Amor. El Dr. Haroldo concluyó su disertación destacando una interesante reflexión respecto de la existencia de Jesús: Él se valía de todos sus poderes para aliviar los dolores ajenos, para socorrer, amparar, enseñar, servir al prójimo, pero en los momentos culminantes de su experiencia en la carne, especialmente en los acontecimientos relacionados con su prisión, condena y crucifixión, Él no se valió de ningún otro poder trascendente, sino de su más puro Amor, y llegó, incluso, desde lo alto de la cruz, a rogar a Dios el perdón para todos sus verdugos.

En el bloque de preguntas y respuestas, Divaldo Franco y Haroldo Dias respondieron a algunas dudas del público, entre las cuales estuvieron: la práctica del aborto, la identificación del ser con Jesús, la misericordia divina, Jesús y la valorización de la mujer.

En el período de la tarde, Divaldo Franco realizó el miniseminario, en dos módulos, sobre el tema El Caballero de la Armadura Herrumbrosa, basado en la obra homónima de Robert Fisher. Según lo explicado por el orador, la propuesta de ese seminario sería hacer un enfoque del contenido del libro a la luz del Espiritismo, de modo de ofrecer al público recursos terapéuticos que facilitasen la solución de nuestros conflictos íntimos, a fin de que vivamos en plenitud. A lo largo de la narración, el público tendría la oportunidad de realizar un verdadero viaje interior, en busca de su ser profundo, para tomar conocimiento de los contenidos del ego, de las sombras, en un intento de liberación de los conflictos para la experiencia de la paz.

A modo de preparación para el viaje del autodescubrimiento y de la autoiluminación, fueron presentados con carácter didáctico, algunos conceptos de la Psicología Analítica, tales como: el consciente, el inconsciente colectivo y el individual, los arquetipos, el ego, el Self, la sombra, anima y animus, los procesos de asociaciones, etc.

Seguidamente, el público pudo acompañar la narración de la historia sobre un caballero que, a lo largo de muchos años, se  habituó a estar vestido con su armadura de hierro,  la que acabó por oxidarse. Él estaba casado y tenía un hijo, pero su relación con la familia era muy distante y complicada. Había en él una necesidad de entrometerse en las vidas ajenas, alegando que tenía el deber de salvar a los individuos, omitiendo –mientras tanto- la necesidad primordial de salvarse a sí mismo. Luego de una discusión con su esposa, que lo acusaba de ausencia doméstica y de indiferencia por su propia familia, disgustado, el caballero decidió dejar su domicilio para realizar un viaje. Durante ese viaje, él tomó contacto con otros personajes, con los cuales trabó una relación, que lo ayudaron a reflexionar sobre su propia existencia. Por último, el caballero consideró que ya era tiempo de quitarse la armadura, pues esta, de hecho, le ocasionaba muchos problemas. Sin embargo, eso no fue posible en lo inmediato, dado que esta se encontraba muy oxidada y era difícil su remoción. Uno de los personajes que encontró en su viaje, le dijo que para lograr quitarse la armadura, le sería necesario atravesar un determinado sendero, donde encontraría tres  castillos: el del silencio, el del conocimiento y el de la voluntad y la osadía. Le sería indispensable permanecer durante cierto tiempo en cada uno de ellos, para aprender sus lecciones, de modo de llegar a ser apto para avanzar hasta el siguiente y, allí, realizar nuevas experiencias y aprendizajes. Y así hizo el caballero, en un auténtico viaje de autoconocimiento. Al pasar por cada castillo pudo asimilar las diferentes enseñanzas que cada experiencia le ofrecía, reflexionar sobre su propia vida, conocer más acerca de él mismo, al mismo tiempo que también modificó la estructura de sus pensamientos, sustituyó comportamientos perturbadores por otros más saludables, eliminó conflictos y culpas, luchó con su ego, etc. En cada etapa de ese proceso, parte de su armadura(ego) se iba desprendiendo de su cuerpo hasta que, por fin, pudo verse absolutamente libre y pleno. Al final, según la narración, el caballero era uno con el universo, ¡Él era Amor!

Divaldo explicó que el viaje del caballero, visitando cada uno de aquellos castillos, es el viaje del autodescubrimiento y de la autoiluminación de cada uno de nosotros; la armadura es nuestro ego, que tenemos nuestras  máscaras, las personas a las que se refería Carl Gustav Jung. Según él, a lo largo de nuestra trayectoria evolutiva, creamos en nosotros mismos condicionamientos negativos, que se han convertido en una segunda naturaleza; comenzamos a usar máscaras que componen nuestra personalidad, que sirven para agradar según las convenciones sociales. El resultado inevitable de ese proceso ha sido que perdamos el contacto con el Self, es decir, con nuestro ser profundo, nuestra realidad espiritual.

Realizando un puente entre el conocimiento espírita y el pensamiento científico, particularmente a través de los eminentes psiquiatras Milton H. Erickson, Carl Gustav Jung y Viktor Frankl, y de los físicos cuánticos Dr. David Bohm y Dr. Stewart Wolf, el orador afirmó que es necesario que hagamos un viaje interior, en busca del conocimiento de la Verdad, de esas leyes divinas que están escritas en nosotros, para que tomemos conciencia de que somos Espíritus inmortales, y de que nuestra meta  psicológica profunda debe ser la inmortalidad, amando siempre a Dios, al prójimo y a nosotros mismos; superando nuestros  miedos y dudas, eliminando nuestras imperfecciones morales y estableciendo, de ese modo, la conexión entre el ego y el Self, de manera que alcancemos la comunión plena con Jesús y con Dios.

El seminario concluyó con la declamación del bellísimo Poema de la Gratitud, del Espíritu Amélia Rodrigues.

La 6a Conferencia Espírita de la Florida concluyó con el mensaje relativo a que, por encima de la libertad democrática que una nación pudiese alcanzar está la verdadera libertad, que solamente se obtiene a través de la liberación de las conciencias.



Texto: Júlio Zacarchenco.


(Textos em espanhol recebidos da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])





segunda-feira, 7 de março de 2016

Registro. XVIII Conferência Estadual Espírita Pinhais, PR



06 de março de 2016

Pinhais/PR
06 de março de 2016
1 - André Trigueiro
Com o esperado sucesso, a XVIII Conferência Estadual Espírita chegou ao seu final, estando programadas duas intervenções. Uma sob a responsabilidade de André Trigueiro e outra comandada por Divaldo Pereira Franco, com a atividade de encerramento na sequência.
André Trigueiro desenvolveu o tema O Evangelho da Sustentabilidade, afirmando que um dos objetivos mais importantes do Evangelho de Jesus é a cultura da paz, um convite ao diálogo, à tolerância e ao exercício do perdão.

2- Divaldo Franco
A atividade foi presidida por Adriano Lino Greca, Presidente da Federação Espírita do Paraná, que ao encerrar a XVIII Conferência Estadual Espírita, fez os agradecimentos aos funcionários e voluntários da Federação, divulgando que estiveram presentes 185 caravanas de 13 Estados Brasileiros. Presentes, também, representação da Itália, da Suécia e do Paraguai. Os números de acessos através do Facebook, da internet, e visualizações pela FEBTV, audiência pela Web Rádio Fraternidade, foram impressionantes, atingindo cerca de noventa mil ocorrências. Informou, também, que a XIX Conferência Estadual Espírita será realizada no período de 17 a 19 de março de 2017.

Assumindo a tribuna, Divaldo Franco discorreu sobre a Consciência da Imortalidade – II, descrevendo os momentos que se sucederam na Rússia a partir do ano de 1902, envolvendo o escritor Leon Tolstoi, autor de Anna Karenina e O Reino dos Céus está em vós, entre outras obras. Enfrentando problemas de ordem política muito graves, o escritor russo, sendo possuidor de título nobiliárquico, renunciou ao mesmo, passando a viver entre os camponeses, tornando-se um deles.
Seu amor pela Rússia era profundo, assim, preocupado com a situação em que viviam os russos, sob o governo do Czar Nicollau II, escreveu uma carta ao soberano alertando-o sobre a situação em que viviam os russos, que a glória da Terra é de natureza transitória. Posicionava-se contra a pena de morte, a escravidão e as injustiças sociais. Previu, na missiva, a tragédia que se abateria sobre a sua amada Rússia A partir dessa carta, Tolstoi conservou a sua consciência tranquila, por ter feito advertência ao soberano.
Convertido ao cristianismo, - Tolstoi era um fiel devoto da Igreja Ortodoxa Russa -, passou a viver na simplicidade, como os homens do campo, vestindo-se modestamente. No cristianismo descobriu que a imortalidade era para tornar as pessoas mais gentis, afáveis, melhores do que se encontravam. Excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa, seus livros foram proibidos, e os títulos nobiliárquicos lhe foram retirados.

Tolstoi entendia que o conhecimento deveria ser aplicado para alcançar transformações para melhor. Sendo um pacifista e adepto da não-violência, Tolstoi escreveu para Mohandas Karamchand Gandhi, líder da libertação do povo indiano e paquistanês, que defendia o direito a dignidade, de cidadania, o direito à liberdade. Tolstoi e Gandhi trocaram inúmeras correspondências. Não há regime político que possa arrancar da consciência o anseio à liberdade.
Gandhi, passando a viver no meio dos Párias, como um deles, tornou-se uma sombra protetora para os desvalidos, e eles passaram a ter em Gandhi a sua voz, que se levanta divulgando a paz, a imortalidade, a liberdade, amando. Gandhi afirmava que se fossem perdidas todas as orientações ético/morais do mundo, e restasse somente o Sermão da Montanha, nada se perderia. Gandhi divulgava ser necessário introjetar o Reino dos Céus dentro do coração, como ele próprio fez.
Gandhi, sabendo da existência do movimento liderado por Martin Luther King Jr, escreveu-lhe uma carta de estímulo a manter-se liderando o processo de extinção da segregação racial nos EUA. O sonho de Martin Luther King Jr se concretizou.

O pensamento científico, disse Divaldo, vem contribuindo para a confirmação dos postulados da Doutrina Espírita. Dentre muitos experimentos e confirmações está o Projeto de decodificação do Genoma Humano, que conclui que a ciência sabe como Deus criou a vida. No Universo há uma ordem moral que rege tudo, com harmonia e sabedoria. A ciência, desta forma, vai conseguindo confirmar os postulados da Doutrina Espírita, embora o homem ainda não tenha conseguido compreender os aspectos espirituais, éticos e morais, estampados na doutrina codificada por Allan Kardec.
Um expoente da música, Ludwig van Beethoven, foi alguém que conseguiu introjetar no coração o Evangelho de Jesus. Comprovando isso, está a composição da Sonata ao Luar, composta especialmente para uma cega, que declarou, ao ouvir a sonata, estar vendo o luar. É necessário apreender a consciência da imortalidade e não somente o conhecimento dela.
Estando Divaldo Franco na Cidade do Cabo, na África do Sul, realizando atividades doutrinárias e hospedado em um hotel custeado pelos seus amigos que financiaram a sua viagem, foi advertido pelo Espírito Joanna de Ângelis, sua mentora espiritual, a abraçar um garçom africans específico. Relutou, chegando a imaginar tratar-se de uma obsessão, porém, Joanna insistiu. Como geralmente acontece em alguns locais, o café é servido sempre muito quente, e junto, invariavelmente vem o leite frio.

Ocorreu a Divaldo solicitar àquele garçom que providenciasse uma jarra de leite bem quente. Feito o pedido, e para demonstrar a sua gratidão, Divaldo Franco abraçou-o firmemente. O servidor sentiu-se constrangido, e ao mesmo tempo alegre pelo gesto. O grupo, atendendo um hábito, providenciou uma gorjeta, que foi cotizada entre eles, e Divaldo, dando-lhe outro abraço, discretamente colocou aquela importância na mão do garçom. No dia imediato, estando Divaldo com uma indisposição estomacal, ficou no apartamento. O garçom, notando a falta de Divaldo entre o grupo da família amiga e patrocinadora, indagou o motivo da falta. Informado que se encontrava indisposto, imediatamente foi ter com Divaldo, oferecendo-lhe diversas espécies de chás e torradas, instando Divaldo a comer.
Assim, os dois tiveram um tempo e um local adequado para conversarem um pouco. O garçom explicou que no dia anterior havia planejado o seu suicídio e que devido àquele abraço, desistiu. Estava com câncer de próstata, já com metástase, e que a família estava passando necessidades. Divaldo disse-lhe que ele não tinha o direito de suicidar-se, que o câncer é só uma palavra que mete medo. Quem ama não morre, transfere-se para a vida espiritual. O garçom informou que Divaldo havia sido a terceira pessoa branca que lhe tocou.

Joanna de Ângelis ultimamente vem orientando Divaldo para que divulgue a necessidade de se olhar e se preocupar, dando a atenção devida aos invisíveis, aqueles que estão à margem da sociedade por inúmeros motivos, e que geralmente as pessoas não notam a presença. Estamos em trânsito, e vamos nos despedir dessa indumentária e adentar na imortalidade. Outro aspecto a ser desenvolvido é a empatia, isto é, penetrar no sentimento do outro. Nós, os cristãos novos devemos introjetar que o Reino dos Céus está dentro de nós, colocando-nos em favor do próximo, amando-o, disse Divaldo Franco.
Finalizando a conferência, Divaldo Franco emprestou a sua psicofonia para o Espírito Bezerra de Menezes, que se pronunciou dizendo para que não nos desesperemos, para que não deixemos que o desencanto abra feridas na intimidade de cada um. O corpo, disse, é o instrumento do Espírito que merece respeito. Instou-nos a reflexionar profundamente sobre as lições do Evangelho de Jesus, conduzindo-nos pelas informações filosóficas da Doutrina Espírita. Necessitamos, continuou Bezerra, de Jesus mais do que nunca. O Mestre nos espera, sede feliz, aceitando o testemunho cristão, e que o nosso perfume seja o da caridade, edificando a vida nova.
Entre outros estímulos, Bezerra de Menezes informou que devemos aceitar a convocação para o desenvolvimento do conhecimento, da ética e da alegria do cristianismo, a compreender a lei de causa e efeito. A dor é a bênção aos eleitos, e que devemos celebrar o Reino de Deus em todos os corações. Com desejos de paz e plenitude, a mensagem foi encerrada.

           Texto: Paulo Salerno
           Fotos: Jorge Moehlecke

(Texto em português recebido de Jorge Moehlecke)

XVIII Conferência Estadual Espírita - 
Pinhais, Estado de Paraná, 06 de marzo de 2016.
 
1 - André Trigueiro
Con el esperado éxito, la XVIII Conferência Estadual Espírita llegó a su término, para lo que estaban programadas dos participaciones. Una bajo la responsabilidad de André Trigueiro, y la otra correspondió a Divaldo Pereira Franco, a modo de finalización del programa.
André Trigueiro desarrolló el tema El Evangelio de la sustentabilidad,  afirmando que uno de los objetivos más importantes del Evangelio de Jesús es la cultura de la paz, una invitación al diálogo, a la tolerancia y a la práctica del perdón.
2- Divaldo Franco
La actividad estuvo presidida por Adriano Lino Greca, Presidente de la Federación Espírita de Paraná, quien al finalizar la XVIII Conferência Estadual Espírita expresó los agradecimientos, a los funcionarios y voluntarios de la Federación, y manifestó que habían estado presentes 185caravanas -grupos de viajeros provenientes de 13 Estados brasileños. Estuvieron presentes, también, representaciones de Italia, de Suecia y del Paraguay. La cantidad de conexiones a través de Facebook, de Internet, y las visualizaciones a través de la FEBTV, además de la audiencia por la Web Rádio Fraternidade, fueron impresionantes, y estuvieron cerca de las noventa mil. Informó, también, que la XIX Conferência Estadual Espírita se realizará del 17 al 19 de marzo de 2017.

A su turno, Divaldo Franco disertó sobre la Consciencia de la Inmortalidad – II parte, y describió los acontecimientos ocurridos en Rusia a partir del año 1902, vinculados con el escritor Leon Tolstoi, autor de Anna Karenina y de El Reino de los Cielos está en vosotros, entre otras obras. Debido a que debió enfrentar problemas de índole política muy graves, el escritor ruso -que poseía un título de nobleza-, renunció al mismo para comenzar a vivir entre los campesinos, y se convirtió en uno de ellos.
Su amor por Rusia era profundo, y estaba preocupado por la situación en que vivía el pueblo ruso, bajo el gobierno del zar Nicolás II, de modo que escribió una carta al soberano, para alertarlo sobre la situación en que vivían los ciudadanos, además de referirse a que la gloria en la Tierra es de naturaleza transitoria. Tolstoi se oponía a la pena de muerte, a la esclavitud y a las injusticias sociales, de modo que en su misiva, expresó su temor por la tragedia que se abatiría sobre su amada Rusia. A partir de esa carta, Tolstoi mantuvo su consciencia tranquila, por haber hecho la advertencia al soberano.
Convertido al cristianismo -Tolstoi había sido un fiel devoto de la Iglesia Ortodoxa Rusa-, vivió con sencillez, como los hombres del campo, y se vistió modestamente. En el Cristianismo descubrió que la inmortalidad contribuía a que las personas fueran más gentiles, afables, mejores de lo que antes habían sido. Fue excomulgado por la Iglesia Ortodoxa Rusa; sus libros fueron prohibidos y se le quitaron los títulos nobiliarios.
Tolstoi comprendía que el conocimiento debía ser aplicado para obtener transformaciones para mejor en los individuos. Como era un pacifista y adepto de la no violencia, Tolstoi le escribió a Mohandas Karamchand Gandhi, líder de la liberación de los pueblos de la India y Paquistán, que defendían el derecho a la dignidad, a la ciudadanía; el derecho a la libertad. Tolstoi y Gandhi intercambiaron abundante correspondencia. No hay un régimen político que pueda arrancar de la conciencia el anhelo de libertad.
Gandhi, cuando comenzó a vivir entre los parias, como uno más de ellos, se convirtió en una sombra protectora para los desvalidos, mientras que estos comenzaron a considerar a Gandhi su vocero, que se eleva divulgando la paz, la inmortalidad, la libertad, amando. Gandhi manifestaba que si se perdieran todas las orientaciones ético-morales del mundo, y sólo quedase el Sermón de la Montaña, nada estaría perdido. Gandhi divulgaba que es necesario introducir el Reino de los Cielos en el corazón, como él mismo lo hizo.
Gandhi, en conocimiento de la existencia del movimiento liderado por Martin Luther King Jr, le escribió una carta de estímulo, animándolo a que permaneciera en el liderazgo del proceso de extinción de la segregación racial en los Estados Unidos de Norteamérica. El sueño de Martin Luther King Jr. se concretó.
El pensamiento científico, dijo Divaldo, ha estado contribuyendo a la confirmación de los postulados de la Doctrina Espírita. Entre muchos experimentos y constataciones está el proyecto de decodificación del genoma humano, que arriba a la conclusión de que la ciencia sabe cómo Dios creó la vida. En el universo existe un orden moral, que rige a todo con equilibrio y sabiduría. La ciencia, de esta forma, va consiguiendo la confirmación de los postulados de la Doctrina Espírita, pese a que el hombre aún no haya conseguido comprender los aspectos espirituales, éticos y morales, plasmados en la doctrina codificada por Allan Kardec.
Un exponente de la música, Ludwig van Beethoven, ha sido alguien que consiguió introducir en su corazón el Evangelio de Jesús. A modo de comprobación, está la composición de la sonata Claro de Luna, dedicada especialmente a una ciega, la cual manifestó que al escuchar la sonata veía el claro de luna. Es necesario aprehender la consciencia de la inmortalidad, y no solamente tener el conocimiento de ella.
Estaba Divaldo Franco en Ciudad del Cabo, en África del Sur, realizando actividades doctrinarias, hospedado en un hotel costeado por amigos suyos, que también habían financiado su viaje, cuando el Espíritu Joanna de Ângelis -su mentora espiritual-, le advirtió que abrazara a un joven africanodeterminado. Divaldo se resistía, y llegó a imaginar que se trataba de una obsesión, pero Joanna insistió. Como generalmente ocurre en algunos locales, el café es servido muy caliente, y lo acompaña, siempre, la leche fría.
Se le ocurrió a Divaldo solicitarle a aquel joven que le trajera una jarra de leche muy caliente. Luego de hacer el pedido, para demostrarle su gratitud, Divaldo Franco lo abrazó firmemente. El servidor se sintió sorprendido, y al mismo tiempo alegre por ese gesto. El grupo, respetando un hábito, reunió una propina, cuyo valor fue determinado por ellos, y Divaldo le dio otro abrazo, mientras discretamente colocó aquella suma en la mano del mozo. Al día siguiente, Divaldo estuvo con una indisposición estomacal, y se quedó en el departamento. El mozo, al notar que Divaldo no estaba en el grupo de la familia amiga -que lo patrocinaba-, preguntó el motivo de la ausencia. Informado de que se encontraba con una indisposición, de inmediato fue a ver a Divaldo y le ofreció diversos tipos de té y tostadas, invitándolo a que comiera.
De tal modo, ambos tuvieron cierto tiempo, en un lugar adecuado para conversar. El joven le explicó que el día anterior había planeado su suicidio, y que debido a aquel abrazo, desistió. Padecía cáncer de próstata, que ya tenía metástasis, y que su familia estaba atravesando necesidades. Divaldo le dijo que él no tenía el derecho de suicidarse, que el cáncer es sólo una palabra que inspira miedo. Quien ama no muere, se traslada a la vida espiritual. El joven le informó a Divaldo que había sido la tercera persona blanca que lo había tocado, en toda su vida.
Joanna de Ângelis ha estado, últimamente, orientando a Divaldo para que divulgue la necesidad de tener en cuenta y preocuparse, concediendo la atención debida a los invisibles, aquellos que están al margen de la sociedad por numerosos motivos, cuya presencia generalmente no es tenida en cuenta por las personas. Estamos en tránsito, y vamos a desprendernos de nuestra vestimenta e ingresar en la inmortalidad. Otro aspecto que es necesario desarrollar es la empatía, es decir, penetrar en el sentimiento del otro. Nosotros, los cristianos nuevos debemos compenetrarnos de que el Reino de los Cielos está dentro de nosotros, y ponernos a favor del prójimo, amándolo, dijo Divaldo Franco.
Para finalizar la conferencia, Divaldo Franco concedió su psicofonía para que se manifestara el Espíritu Bezerra de Menezes, quien recomendó que no nos desesperemos, que no permitamos que la desilusión abra heridas en nuestro interior. El cuerpo -dijo- es el instrumento del Espíritu y merece respeto. Nos instó a reflexionar profundamente sobre las lecciones del Evangelio de Jesús, y a que nos conduzcamos por las informaciones filosóficas de la Doctrina Espírita. Necesitamos a Jesús -prosiguió Bezerra-, más que nunca. El Maestro nos espera, sed felices aceptando el testimonio cristiano, y que nuestro aroma sea el de la caridad, en la edificación de la vida nueva.
Entre otros estímulos, Bezerra de Menezes informó que debemos asumir la convocatoria al desarrollo del conocimiento, de la ética y de la alegría del cristianismo; a comprender la ley de causa y efecto. El dolor es la bendición para los elegidos, y nos cabe celebrar el Reino de Dios en todos los corazones. Con votos de paz y de plenitud, el mensaje concluyó.
           Texto: Paulo Salerno
           Fotos: Jorge Moehlecke
(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])

Registro. XVIII Conferência Estadual Espírita Pinhais



05 de março de 2016

Pinhais – 05 de março de 2016
1 – Haroldo Dutra Dias
Desenvolvendo o tema Evangelho da Imortalidade, Haroldo Dias apresentou rico e profícuo ensinamento a respeito da ressurreição, dizendo que o Evangelho do Cristo é o sol da imortalidade.
2 – Alberto Almeida
Após breve intervalo, Alberto Almeida assomou à tribuna para desenvolver o tema Aquém e além do cérebro - A Imortalidade.
3 – Haroldo Dutra Dias
No período da tarde, Haroldo Dutra Dias voltou a se pronunciar, abordando o tema O Espírito Imortal. O mais difícil na vida, disse o conferencista, é viver a imortalidade.
4 – André Trigueiro
André Trigueiro, jornalista, abordou a temática A Valorização da Vida, focando o suicídio, sendo necessário que se tenha carinho e acolhimento amoroso aos suicidas.
5 – Divaldo Franco
Divaldo Franco retornou ao palco para discorrer sobre a Consciência da Imortalidade 1ª parte, afirmando a justeza como Allan Kardec trabalhou e orientou o comportamento da Doutrina Espírita e as relações com a ciência, caminhando com ela passo a passo, e avançando onde a ciência deteve-se. O homem jamais se deteve na busca do conhecimento, assim, notáveis pesquisadores, cientistas e pensadores, de todos os tempos, e principalmente após a segunda metade do Século XX, se aplicaram em avançar na aquisição do conhecimento, propiciando ao homem condições melhores para as suas experiências de vida, de relações sociais, tecnológicas.

Os cientistas James Jeans e V. A. Firsoff através de suas análises e descobertas sobre o Universo e as partículas de mente, respectivamente, corroboram os preceitos da Doutrina Espírita. Outros, igualmente, caminham nessa direção, como Michael Persinger, ao fazer experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas, de pósitrons, nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido “visões” e sentiram presenças espirituais. O Dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas. Nessas pesquisas o Dr. Persinger, realizou uma descoberta inusitada, a existência de peculiar luminosidade, de um ponto de luz no interior do cérebro.
Buscando confirmar o que observara, o Dr. Persinger convidou o Dr. Vilayanur Ramachandran, pesquisador indiano, radicado nos Estados Unidos da América para fazer as suas experiências visando confirmar e ampliar o conhecimento até aquele momento sobre o ponto luminoso. Constatou o Dr. Vilayanur que ao pronunciar a palavra Deus, no idioma que for, aquele ponto amplia a sua luminosidade. Dean Hamer, pesquisando a origem da vida humana, descobriu que uma das causas é a presença de Deus.
A par de todas essas pesquisas, o autoconhecimento propicia a perfeita integração, ou vinculação com Deus, pois que Deus está presente no homem. O psicólogo transpessoal Stanislav Grof constatou, em seus estudos, a reencarnação e a influência dos Espíritos na vida das pessoas, a imortalidade da alma e a sua anterioridade.
Esse ponto de luz já era conhecido pelos chineses há dois mil anos aC. Igualmente os chacras, ou centros de força, possuem a propriedade de emanar fótons. Charles Richet, prêmio nobel de fisiologia, afirma que a criatura humana possui um sexto sentido.

Sete séculos antes de Cristo, Heródoto de Halicarnasso escreveu sobre Creso, Rei da Lídia. Pesava sobre Creso a espada de Dâmocles. Creso enviou embaixadores aos templos de todas as nações para que interrogassem os deuses sobre o que fazia naquele momento o Rei Creso na cidade de Sardes, na Lídia. Na data e hora aprazada a pergunta foi feita. Os embaixadores foram voltando e narrando ao rei as respostas dos deuses. Somente os embaixadores que voltaram do Templo de Delfos lograram obter dos deuses a resposta certa, coincidindo com o que fazia o rei naquele momento. A história se desdobra e o Rei Creso é derrotado pelos Persas.
Danah Zohar, autora da obra O Homem Quântico, examinou a questão sobre o ponto luminoso no cérebro. Ela e outros denominaram esse ponto como sendo o “Ponto de Deus” Ela é conhecida por seu trabalho sobre a inteligência espiritual - QS.
A vida possui um sentido pleno, como assevera Victor Frankl. O sentido da vida é tornar a imortalidade como a meta a ser alcançada, é dar a vida um objetivo psicológico, é amar sem condicionantes. Divaldo sempre muito inspirado apresentou algumas histórias vivenciadas por Francisco Cândido Xavier, extraindo o conteúdo doutrinário e moral, ampliando a gama de informações para uma reflexão a respeito da imortalidade e da transformação moral.
Destacou o Embaixador da Paz no Mundo que é o momento de os indivíduos encontrarem Deus dentro de si. Finalizando, afirmou que cada um foi convidado para tornar o mundo melhor, melhorando-se nos aspectos éticos e morais, amando-se e amando o próximo. O público de pé não poupou esforços em aplaudir demoradamente o ilustre conferencista.

6 – Alberto Almeida
No período noturno, o público foi contemplado com a excepcional apresentação do Coral do Centro Espírita Ildefonso Correa. Com a presença, entre outras, de Marta Antunes, vice-presidente da Federação Espírita Brasileira, as atividades tiveram prosseguimento com o lançamento do volume 29 do Momento Espírita, em comemoração à realização da XVIII Conferência Estadual Espírita.
Desafios e contradições de como viver a imortalidade no dia a dia foi o tema desenvolvido por Alberto Almeida, de Belém/PA. A filosofia espírita, com sua aplicabilidade, possuidora de uma ética, e uma proposta doutrinária que faculta aos que a aceitam possam mudar a forma de pensar, de agir, adotando um jeito, uma forma de ser.

  Observação: as duas ultimas fotos são de Junior Fuchter   ( 109 e 110 )
           Texto: Paulo Salerno
           Fotos: Jorge Moehlecke

(Texto em português recebido de jorge Moehleck)


Espanhol
XVIII Conferência Estadual Espírita -
Pinhais, 05 de marzo de 2016.


1 – Haroldo Dutra Dias
Desarrolló el tema Evangelio de la Inmortalidad, y presentó una rica y provechosa enseñanza acerca de la resurrección, expresando que el Evangelio del Cristo es el sol de la inmortalidad.

2 – Alberto Almeida
Luego de un breve intervalo, Alberto Almeida se hizo presente en el estrado para desarrollar el temaEl aquí y el más allá del cerebro - La Inmortalidad.

3 – Haroldo Dutra Dias
Por la tarde, Haroldo Dutra Dias volvió a disertar, y desarrolló el tema El Espíritu inmortal. Lo más difícil en la vida -manifestó el disertante- es vivir la inmortalidad.

4 – André Trigueiro
André Trigueiro, periodista, abordó el tema La valorización de la vida, y se refirió al suicidio, expresando que es necesario trasmitir cariño y una consideración amorosa a los suicidas.

5 – Divaldo Franco
Divaldo Franco retornó al escenario para disertar sobre la Consciencia de la Inmortalidad (1ª parte), y expresó el acierto con que Allan Kardec elaboró y orientó el desenvolvimiento de la Doctrina Espírita y sus relaciones con la ciencia, avanzando con ella paso a paso, y avanzando, incluso, más allá de donde la ciencia se detuvo. El hombre jamás se estancó en la búsqueda del conocimiento, y fue así que destacados investigadores, científicos y pensadores de todas las épocas, y principalmente después de la segunda mitad del siglo XX, se aplicaron para avanzar en la conquista del conocimiento, propiciando al hombre mejores condiciones para sus experiencias en la vida, en las relaciones sociales, y para el progreso tecnológico.

Los científicos James Jeans y V. A. Firsoff, a través de sus análisis y descubrimientos relativos al universo y a las partículas de la mente, respectivamente, corroboraron los principios de la Doctrina Espírita. Otros, asimismo, avanzan en esa dirección, como Michael Persinger, al realizar experiencias con un casco emisor de ondas electromagnéticas, de positrones en los lóbulos temporales. Las personas sometidas a esas experiencias habrían tenido visiones y percibido presencias espirituales. El Dr. Persinger atribuye esos fenómenos a la influencia de tales ondas electromagnéticas. Durante dichas investigaciones, el Dr. Persinger realizó un descubrimiento inusitado: la existencia de una singular luminosidad, correspondiente a un punto de luz en el interior del cerebro.
A fin de confirmar lo que había observado, el Dr. Persinger invitó al Dr. Vilayanur Ramachandran, investigador nacido en la India y radicado en los Estados Unidos de Norteamérica, para que hiciera sus experiencias a fin de confirmar y ampliar el conocimiento alcanzado hasta aquel momento acerca de dicho punto luminoso. Constató, el Dr. Vilayanur, que cuando se pronuncia la palabra Dios, cualquiera sea el idioma, ese punto amplía su luminosidad. Dean Hamer, aplicado a la investigación del origen de la vida humana, descubrió que una de sus causas es la presencia de Dios.
A la par de tales investigaciones, el autoconocimiento propicia la perfecta integración o vinculación con Dios, pues Dios está presente en el hombre. El psicólogo transpersonal Stanislav Grof constató, con sus estudios, la reencarnación y la influencia de los Espíritus en la vida de las personas, la inmortalidad del alma y su anterioridad. Ese punto de luz ya era conocido por los chinos dos mil años a. C. También los chacras o centros de fuerza, poseen la propiedad de emitir fotones. Charles Richet -premio Nobel de fisiología-, afirma que la criatura humana posee un sexto sentido.

Siete siglos antes de Cristo, Heródoto de Halicarnaso escribió sobre Creso, Rey de Lidia. Pesaba sobre Creso la espada de Damocles. Creso envió embajadores a los templos de todas las naciones para que interrogasen a los dioses acerca de qué hacía en aquel momento el Rey Creso en la ciudad de Sardes, en Lidia. En la fecha y la hora convenida, se hizo la pregunta. Los embajadores fueron retornando y narrando al rey las respuestas de los dioses. Solamente los embajadores que retornaron del Templo de Delfos habían obtenido de los dioses la respuesta acertada, que coincidió con lo que hacía el rey en aquel momento. La historia se desarrolla, y el Rey Creso es derrotado por los persas.
Danah Zohar, autora de la obra El hombre cuántico, analizó la cuestión relativa al punto luminoso en el cerebro. Ella y otros investigadores denominaron a ese punto el punto de Dios. Ella es conocida por su trabajo sobre la inteligencia espiritual - QS.
La vida tiene un sentido pleno, como sostiene Victor Frankl. El sentido de la vida es convertir a la inmortalidad en la meta que se debe alcanzar, lo que significa dar a la vida un objetivo psicológico, es decir amar sin condicionantes. Divaldo -siempre muy inspirado- relató algunas anécdotas de la vida de Francisco Cândido Xavier, de las cuales extrajo el contenido doctrinario y moral, con lo que amplió la gama de informaciones, para realizar una reflexión respecto de la inmortalidad y de la transformación moral.
Destacó el Embajador de la Paz en el Mundo que ha llegado el momento para que los individuos encuentren a Dios dentro de sí mismos. Para finalizar, manifestó que cada uno ha sido invitado para hacer el mundo mejor, al mejorarse en los aspectos éticos y morales, amándose y amando a su prójimo.
El público, de pie, no escatimó esfuerzos al aplaudir efusivamente al ilustre conferencista.

6 – Alberto Almeida
En el período nocturno, el público fue satisfecho con la excepcional presentación del Coro del Centro Espírita Ildefonso Correa. Con la presencia, entre otras, de Marta Antunes, vicepresidente de la Federación Espírita Brasileña, las actividades tuvieron continuidad mediante el lanzamiento del volumen 29 del Momento Espírita, en conmemoración de la XVIII Conferencia Estadual Espírita.
Los desafíos y las contradicciones acerca de cómo vivir la inmortalidad en la vida cotidiana, fue el tema desarrollado por Alberto Almeida, de Belém, PA. La filosofía espírita, con su aplicabilidad, poseedora de una ética, es una propuesta doctrinaria que posibilita a quienes la aceptan el cambio en la forma de pensar, de proceder, adoptando un nuevo modo, una nueva forma de ser.

(Texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])


domingo, 6 de março de 2016

Divaldo Franco - XVIII Conferência Estadual Espírita - Pinhais – 04 de março de 2016



04 de março de 2016

Com o tema central, Construindo a Consciência da Imortalidade foi iniciada mais uma edição da Conferência Estadual Espírita que está sendo realizada no período de 04 a 06 de março de 2016, noExpoTrade Convention Center, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba/PR. Contribuindo para a construção de uma compreensão sobre a imortalidade, os conferencistas Divaldo Pereira Franco, Alberto Almeida, André Trigueiro e Haroldo Dutra Dias estarão abordando temas sobre a consciência da vida espiritual, da imortalidade do ser humano.
Na abertura, Giovana Beira e Matheus Moretti apresentaram belíssimas interpretações musicais, encantando o público formado por cerca de doze mil pessoas. Esse magno evento da Federação Espírita do Paraná – FEP -, foi comandado por Adriano Lino Greca que em suas considerações apresentou breve resumo da história da Conferência Estadual Espírita, homenageando antigos e atuais participantes, destacando Divaldo Franco e José Raul Teixeira que participaram de todas as edições. Raul Teixeira está participando como convidado especial.
Na oportunidade, foi lançado a obra Vida e Valores, uma coletânea de textos selecionados do programa homônimo realizado com Raul Teixeira. Adriano Greca presenteou Raul Teixeira com um exemplar da obra.

Divaldo Franco, desenvolvendo o tema Estudos sobre a Existência de Deus, fez um breve relato histórico desde o Século XVII relativo à aceitação de Deus por parte de pensadores e cientistas daquela época, chegando mesmo a afirmarem que o homem não necessitava de Deus, substituindo-O pela lógica e a razão. As teorias de Pierre Gassendi, John Locke, Thomas Hobbes e Johannes Kleper; do iluminista Voltaire, as do político e revolucionário francês Pierre Gaspard Chaumette; do matemático Jacob Dupont; a filosofia do pai do Positivismo, Auguste Comte; o pessimismo de Friedrich Nietzsche; de Lord Bacon, foram brevemente apresentadas, assim como as de Isaac Newton e outros.
No Século XX, destacou o surgimento do movimento hippie exaltando o materialismo, apregoando a morte de Deus, que a ética não tinha nenhum sentido, e que a família era desnecessária; do conjunto The Beatles; de Hanna Wolf; o ceticismo holandês; a filosofia utilitarista.
Destacando a existência de Deus, Divaldo apresentou a tese do Dr. Abraham Cressy Morrison, químico americano e presidente da Academia de Ciências de Nova Iorque, que desenvolveu sete razões pelas quais um cientista acreditaria na existência de Deus: a lei de probabilidades; a vida; os instintos dos animais; o fenômeno da vida com os genes e cromossomos; a inteligência/razão; o equilíbrio do ecossistema; e a imaginação.

A conclusão desse cientista americano possui pontos de contato com os ensinamentos espíritas, principalmente os relacionados com o conteúdo das perguntas e respostas de números 1 e 4 de O Livro dos Espíritos, onde os Espíritos Superiores afirmam que Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas; e que a prova de sua existência está em um axioma aplicado à Ciência:todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.
O sentido ético da vida, destacou o Professor Divaldo, é o Amor, e todo aquele que ama possui alegria de viver. Sobre o Amor, Albert Einstein afirmava ser a força maior que rege o Universo; e que a Humanidade estava necessitando de uma nova bomba, a do Amor. Levando o público a uma reflexão, indagou: Como está a sua vida, o que fazes dela na Terra, ela tem uma meta, um ideal? Encaminhando para uma resposta, o notável expositor afirmou que a meta essencial é a imortalidade. O Amor é convivência, frisou. A força mais poderosa do mundo é o Amor, pois que Deus ama sempre.
Elevando o padrão vibratório e emocional do imenso público, Divaldo narrou a comovente história de Leland Stanford Junior e de sua família. Depois da desencarnação do menino Leland, a família fundou a Universidade Stanford, nos Estados Unidos, uma das mais importantes universidades no mundo.
Finalizando, conclamou ao cultivo da beleza da vida e a alegria de viver, por meio da adoção de um sentido psicológico profundo para a existência e da transformação moral para melhor. Encerrando a apresentação do Poema de Gratidão, de Amélia Rodrigues, que se constitui em uma verdadeira prece, Divaldo Franco foi largamente aplaudido.

           Texto: Paulo Salerno
           Fotos: Jorge Moehlecke


 DIVALDO FRANCO:
XVIII Conferência Estadual Espírita - Pinhais/PR, 04 de marzo de 2016.
Con el tema central -Edificando la Consciencia de la Inmortalidad- dio comienzo otra edición de la Conferência Estadual Espírita que se está llevando a cabo entre el 04 y el 06 de marzo de 2016, en el ExpoTrade Convention Center, en Pinhais, región metropolitana de Curitiba/PR. A modo de contribución para edificar una comprensión acerca de la inmortalidad, los conferencistas Divaldo Pereira Franco, Alberto Almeida, André Trigueiro y Haroldo Dutra Dias abordarán temas relativos a la conciencia de la vida espiritual y de la inmortalidad del ser humano.
En la apertura, Giovana Beira y Matheus Moretti ofrecieron bellísimas interpretaciones musicales, que cautivaron al público, constituido por cerca de doce mil personas. Ese magno acontecimiento de la Federación Espírita de Paraná –FEP-, fue conducido por Adriano Lino Greca, quien junto con sus consideraciones presentó un breve resumen de la historia de la Conferência Estadual Espírita, a modo de homenaje a los antiguos y los actuales participantes, destacando a Divaldo Franco y a José Raul Teixeira, quienes participaron de todas las ediciones. Raul Teixeira está participando como invitado especial.
En la ocasión, fue lanzada la obra Vida y Valores, una colección de textos seleccionados del programa homónimo realizado con Raul Teixeira. Adriano Greca entregó como presente a Raul Teixeira, un ejemplar de la obra.

Divaldo Franco, para desarrollar el tema Estudios sobre la Existencia de Dios, hizo un breve relato histórico a partir del siglo XVII, relativo a la aceptación de Dios por parte de pensadores y científicos de aquella época, quienes llegaron incluso a manifestar que el hombre no necesitaba de Dios, y lo sustituyeron por la lógica y la razón. Las teorías de Pierre Gassendi, John Locke, Thomas Hobbes y Johannes Kepler; del iluminista Voltaire, las del político y revolucionario francés Pierre Gaspard Chaumette; del matemático Jacob Dupont; la filosofía del creador del Positivismo, Augusto Comte; el pesimismo de Friedrich Nietzsche y la teoría de Lord Bacon, fueron brevemente expuestos, así como el pensamiento de Isaac Newton entre otros.

En el siglo XX destacó la aparición del movimiento hippie, que exaltaba el materialismo, pregonando la muerte de Dios, que la ética no tenía ningún sentido y que la familia no era necesaria; del conjuntoThe Beatles; de Hanna Wolf; del escepticismo holandés; de la filosofía utilitarista.
Destacando la existencia de Dios, Divaldo presentó la tesis del Dr. Abraham Cressy Morrison, químico norteamericano y presidente de la Academia de Ciencias de Nueva York, que desarrolló siete razones mediante las cuales un científico creería en la existencia de Dios: la Ley de probabilidades; la vida; los instintos de los animales; el fenómeno de la vida con los genes y los cromosomas; la inteligencia o capacidad de razonar; el equilibrio del ecosistema; y la imaginación.

La conclusión de ese científico norteamericano tiene puntos de contacto con las enseñanzas espíritas, principalmente con las relacionadas con el contenido de las preguntas y respuestas del número 1 a 4 de El Libro de los Espíritus, donde los Espíritus Superiores manifiestan que Dios es la inteligencia suprema, causa primera de todas las cosas; y que la prueba de su existencia reside en un axioma aplicado a la Ciencia: todo efecto tiene una causa; todo efecto inteligente tiene una causa inteligente.
El sentido ético de la vida -destacó el Profesor Divaldo-, es el Amor, y todo aquel que ama posee alegría de vivir. Acerca del Amor, Albert Einstein afirmaba que era la mayor potencia que rige el Universo, y que la humanidad estaba necesitando una nueva bomba, la del Amor. Para conducir al público a una reflexión, preguntó: ¿Cómo está su vida? ¿Qué hace con ella en la Tierra? ¿Tiene su vida una meta, un ideal? Sugiriendo la respuesta, el destacado expositor manifestó que la meta esencial es la inmortalidad. El Amor es convivencia, manifestó. La fuerza más poderosa del mundo es el Amor, pues Dios siempre ama.
Divaldo narró la conmovedora historia de Leland Stanford Junior y de su familia, elevando el nivel vibratorio y emocional del inmenso público. Después de la desencarnación del pequeño Leland, la familia fundó la Universidad Stanford, en los Estados Unidos de Norteamérica, una de las más importantes universidades en el mundo.
Para finalizar, convocó al cultivo de la belleza de la vida y de la alegría de vivir, mediante la adopción de un sentido psicológico profundo para la existencia junto con la transformación moral para mejor. Para dar por conluida la presentación, recitó el Poema de la Gratitud, de Amélia Rodrigues, que se convirtió en una verdadera plegaria. Divaldo Franco fue largamente aplaudido.
            Texto: Paulo Salerno
           Fotos: Jorge Moehlecke
(Texto em espanhol recebido em email de MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])




sexta-feira, 4 de março de 2016

Registro. Divaldo Franco no Paraná Ponta Grossa




03 de março de 2016

Cumprindo fielmente a sua agenda de conferências, Divaldo Franco esteve pela 62ª vez consecutiva em Ponta Grossa, atividade que se repete anualmente desde o ano de 1954. Recebido com muito carinho e amado pelos espíritas desta bela cidade – a Princesa dos Campos Gerais -, e de outras próximas, o Embaixador da Paz no Mundo vem cativando os corações e despertando as mentes de muitos que o escutam com atenção. Consolando e esclarecendo, conforme proposta da Doutrina Espírita, Divaldo Franco é um referencial. Seu magnetismo torna-se um estimulador para as transformações íntimas, ao mesmo tempo em que se apresenta como uma criatura acolhedora, compreensiva e abnegada.
O Clube Princesa dos Campos ficou lotado com aproximadamente duas mil e quinhentas pessoas expectantes para ouvirem Divaldo Franco. O Coral Vozes de Francisco, com cinco integrantes, apresentou-se com brilhantismo, compondo um clima de enlevo e reconhecimento ao Mestre Nazareno. A mesa diretiva estava formada por Iara de Freitas Souza, 1ª Vice-Presidente da União Regional Espírita – URE - 2ª Região; Luís Maurício Resende, Conselheiro da Federação Espírita do Paraná – FEP; Adriano Lino Greca, Presidente da FEP; Luiz Henrique da Silva, 2º Vice-Presidente da FEP; Divaldo Pereira Franco, Conferencista; e Edson Luiz Wachols, Presidente da URE – 2ª Região.

Atento as necessidades do público, e por inspiração dos benfeitores, Divaldo Pereira Franco discorreu sobre os transtornos psiquiátricos. Ambientando o estudo que desenvolveria, o conferencista fez breve descrição da obra de Friedrich Nietzsche, filósofo alemão, autor do livro “Assim Falava Zaratustra”; que afirmava: Louco é todo aquele que perdeu tudo, menos o direito à vida.
A Revolução Francesa encontrava-se em pleno desenvolvimento, com todas as suas consequências; a sociedade francesa ansiava por alcançar a cidadania; e a implantação do reino de terror por Maximilien Robespierre, contribuíam para o desequilíbrio emocional da criaturas.
Nesse cenário vivia um jovem médico francês, Dr. Philippe Pinel, considerado por muitos com o pai da moderna psiquiatria. Em 1.792, após assumir o cargo de diretor do Hospital de La Bicêtre, libertou da prisão os seus pacientes esquizofrênicos, em número de 53, para tratá-los com mais humanidade, procurando restituir-lhes a dignidade, desenvolvendo o que passou a ser conhecido como “terapia moral”.

As ações do Dr. Philippe Pinel inspiraram outros eminentes médicos e cientistas, como o Dr. Tucker, da Inglaterra, e o Dr. Chiarucci, da Itália. A psiquiatria estava iniciando os seus momentos mais notáveis. Louis Pasteur, Paul Pierre Broca e outros notáveis investigadores contribuíram para dignificar o tratamento aos doentes com as suas descobertas. Os estudos de Sigmund Freud sobre o inconsciente, o consciente e o subconsciente, e a tese de Carl Gustav Jung sobre os arquétipos, a sua psicanálise, os estudos sobre os traumas psicológicos, lançaram novas luzes para a ampliação do conhecimento da mente humana. A ciência começava a ser influenciada pelos conceitos novos, aceitando-os.
Com os experimentos hipnológicos do Dr. Jean Martin Charcot, do Hospital Salpêtrière, em Paris, os fenômenos mediúnicos eram considerados histéricos, esquizofrênicos ou fraude do subconsciente. Os médiuns recebiam a classificação de psicopatas, na ótica da ciência, da fisiologia e da psiquiatria.
Humanizando as relações com os pacientes, o psiquiatra Stanislav Grof, um dos fundadores da Psicologia Transpessoal, estabeleceu que a vida é única, com várias existências, identificando que os transtornos procedem da alma, do Espírito.
Divaldo Franco enfatizou que as descobertas científicas estão corroborando os ensinamentos espíritas, pois que em 1861, a Ciência Espírita, codificada por Allan Kardec, em O Livros dos Médiuns, em seu capítulo XXIII, caracteriza a interferência dos Espíritos na vida das pessoas. Os transtornos psicológicos e psiquiátricos, as obsessões espirituais, receberam a atenção necessária por parte do Codificador da Doutrina Espírita, propondo uma psicoterapia de excelência para esses casos.

Albert Einstein, em sua relação com a sua filha, através de cartas, declarou que o mundo necessitava de uma nova bomba, a Bomba do Amor. O Amor, segundo o grande físico, é a lei mais poderosa que rege o Universo. No mesmo sentido, Allan Kardec asseverava que a lei de caridade é a lei do amor em nível mais elevado.
Eben Alexander III, neurocirurgião americano, após passar por uma experiência de quase morte – EQM -, descreveu como é a vida espiritual. Diz o Dr. Eben que noventa por cento dos esquizofrênicos possuem um componente, uma gênese, de matriz espiritual.
Encaminhando a sua conferência para o final, Divaldo Franco narrou a sua experiência com a obsessão, apresentando em rápidas pinceladas as suas relações com uma figura que ele denominou como sendo o “Máscara de Ferro”, que embora recebendo de Divaldo todo o carinho e amor, somente compreendeu, o obsessor, que o amor é a energia, a força, que liberta as criaturas de si mesmas, de seu pretérito.
É necessário, frisou, resgatar as dívidas para com a Lei Divina, através do amor, encontrando um sentido para a vida, alcançando a compreensão sobre a imortalidade da alma. Quando o indivíduo ama, o organismo produz substâncias salutares à vida orgânica.
A humanidade da Terra vive um período decadência moral crítica, experimentando a sexolatria, o individualismo, o consumismo, o egoísmo. Para que esse quadro seja revertido faz-se necessário viver o Amor, em seu sentido mais profundo, retomando a mensagem de Jesus em sua totalidade. O Espiritismo está com os homens na Terra para propiciar a saúde integral, estimulando-o a tornar-se a cada dia melhor do que era antes. Em gratidão, o público pôs-se de pé e aplaudiu vivamente oPaulo de Tarso dos dias atuais.

           Texto: Paulo Salerno
           Fotos: Jorge Moehlecke

(Texto em portugues recebido via email de Jorge Moehlecke)



Divaldo Franco en Paraná:
Ponta Grossa, 03 de marzo de 2016.

En fiel cumplimiento de su agenda de conferencias, Divaldo Franco estuvo por 62ª vez consecutiva en Ponta Grossa, una actividad que se repite anualmente desde el año 1954.
Recibido con mucho cariño y amado por los espíritas de esta hermosa ciudad – la Princesa de los Campos Generales -, y de otras cercanas, el Embajador de la Paz en el Mundo cautiva los corazones y despierta las mentes de los muchos que lo escuchan con atención. Mediante el consuelo y el esclarecimiento, en concordancia con la propuesta de la Doctrina Espírita, Divaldo Franco es un referente: su magnetismo se vuelve un estímulo para las transformaciones íntimas, al mismo tiempo que se presenta como una persona acogedora, comprensiva y abnegada.
El Club Princesa dos Campos estuvo repleto, con aproximadamente dos mil quinientas personas expectantes, dispuestas a escuchar a Divaldo Franco. El Coro Voces de Francisco, compuesto por cinco personas, hizo una brillante presentación, que contribuyó a un clima de elevación y reconocimiento al Maestro Nazareno. La Mesa Directiva estuvo constituida por Iara de Freitas Souza, 1ª Vicepresidente de la União Regional Espírita – URE - 2ª Região; Luís Maurício Resende, Consejero de la Federación Espírita de Paraná – FEP; Adriano Lino Greca, Presidente de la FEP; Luiz Henrique da Silva, 2º Vicepresidente de la FEP; Divaldo Pereira Franco, conferencista; y Edson Luiz Wachols, Presidente da URE – 2ª región.

Atento a las necesidades del público, y por inspiración de los benefactores, Divaldo Pereira Franco hizo referencia a los trastornos psiquiátricos. A modo de introducción al estudio que desarrollaría, el conferencista hizo una breve descripción de la obra de Friedrich Nietzsche, filósofo alemán, autor del libro Así hablaba Zaratustra; que manifestaba: Loco es aquel que perdió todo, menos el derecho a la vida.
La Revolución Francesa se encontraba en pleno desarrollo, con todas sus consecuencias; la sociedad francesa ansiaba alcanzar la ciudadanía; y la implantación del reino del terror por Maximilien Robespierre, contribuían al desequilibrio emocional de la criaturas.
En ese escenario vivía un joven médico francés, el Dr. Philippe Pinel, considerado por muchos como el Padre de la moderna psiquiatría. En 1792, después de asumir el cargo de Director del Hospital deLa Bicêtre, liberó de la prisión a sus pacientes esquizofrénicos -eran 53-, para tratarlos más humanamente, en procura de devolverles la dignidad, desarrollando lo que comenzó a ser conocido como terapia moral.

Las iniciativas del Dr. Philippe Pinel inspiraron a otros eminentes médicos y científicos, tales como el Dr. Tucker, de Inglaterra, y el Dr. Chiarucci, de Italia. La psiquiatría estaba comenzando su etapa más notable. Louis Pasteur, Paul Pierre Broca y otros destacados investigadores contribuyeron a dignificar el tratamiento de los enfermos con sus descubrimientos. Los estudios de Sigmund Freud sobre el inconsciente, el consciente y el subconsciente, sumados a la tesis de Carl Gustav Jung sobre los arquetipos, su psicoanálisis, los estudios sobre los traumas psicológicos, arrojaron nuevas luces para la ampliación del conocimiento de la mente humana. La ciencia comenzaba a ser influida por los conceptos nuevos, a los que aceptaba.
Con los experimentos hipnóticos del Dr. Jean Martin Charcot, del Hospital Salpêtrière, en París, los fenómenos mediúmnicos eran considerados histéricos, esquizofrénicos o un fraude del subconsciente. Los médiums recibían la calificación de psicópatas, según la perspectiva de la ciencia, de la fisiología y de la psiquiatría.
Mediante la humanización de las relaciones con los pacientes, el psiquiatra Stanislav Grof, uno de los fundadores de la Psicología Transpersonal, estableció que la vida es única, con varias existencias, identificando que los trastornos proceden del alma, del Espíritu.
Divaldo Franco enfatizó que los descubrimientos científicos están corroborando las enseñanzas espíritas, pues en 1861, la Ciencia Espírita, codificada por Allan Kardec en El Libro de los Médiums, en su capítulo XXIII, caracteriza la intervención de los Espíritus en la vida de las personas. Los trastornos psicológicos y psiquiátricos, las obsesiones espirituales, recibieron la atención necesaria por parte del Codificador de la Doctrina Espírita, que propuso una psicoterapia de excelencia para tales casos.

Albert Einstein, en la relación con su hija a través de cartas, declaró que el mundo necesitaba una nueva bomba: la Bomba del Amor. El Amor, según el gran físico, es la ley más poderosa que rige el Universo. En ese mismo sentido, Allan Kardec sostenía que la ley de caridad es la ley del amor en un nivel más elevado.
Eben Alexander III, un neurocirujano norteamericano, después de pasar por una experiencia de casi muerte –EQM-, describió cómo es la vida espiritual. Manifiesta el Dr. Eben que el noventa por ciento de los esquizofrénicos poseen un componente, una génesis, de matriz espiritual.

Ya en la finalización de su conferencia, Divaldo Franco narró su propia experiencia con la obsesión, exponiendo en rápidas pinceladas su relación con una presencia a la que él denominó el Máscara de Hierro, quien pese a que recibiera de Divaldo todo su afecto y amor, tardó en comprender que el amor es la energía, la potencia que libera a las criaturas de sí mismas, de su propio pasado.
Es necesario -destacó- rescatar las deudas con la Ley Divina, a través del amor, a fin de encontrar un sentido para la vida y alcanzar la comprensión relativa a la inmortalidad del alma. Cuando el individuo ama, el organismo produce sustancias saludables para la vida orgánica.
La humanidad de la Tierra atraviesa un período crítico de decadencia moral, experimentando la sexolatría, el individualismo, el consumismo, el egoísmo. Para que ese panorama sea revertido es necesario vivir el Amor en su sentido más profundo, rescatando el mensaje de Jesús en su totalidad.
El Espiritismo está entre los hombres, en la Tierra, para propiciar la salud integral, estimulándolos a que sean cada día mejores. En demostración de gratitud, el público se puso de pie y aplaudió efusivamente al Pablo de Tarso de los días actuales.
           Texto: Paulo Salerno
           Fotos: Jorge Moehlecke
(texto em espanhol recebido da tradutora MARTA GAZZANIGA [marta.gazzaniga@gmail.com])