quarta-feira, 6 de junho de 2012

Divaldo Franco em Luxemburgo-Ducado de Luxemburgo


17 de maio 2012

Luxemburgo/Ducado de Luxemburgo – 17 de maio
O Seminário Transição Planetária, promovido pelo Groupe Spirite Allan Kardec de Luxembourg, foi realizado noCentre Sociétaire, 29, rue de Strasbour – Luxembourg. O público formado por 180 pessoas assistiu Divaldo Pereira Franco discorrer sobre o progresso do conhecimento psicológico, a felicidade, o sentido psicológico da vida, a demonstração da imortalidade do Espírito realizada pela Doutrina Espírita a partir do Século XIX, a percepção do mundo dos Espíritos através da mediunidade, o hercúleo trabalho realizado por Allan Kardec.
O Arauto do Evangelho com seu verbo eloquente, sempre cativando as criaturas que se lhe acercam, fez uma análise da transição que a humanidade está vivenciando em todos os aspectos da vida dos indivíduos. Sobre o calendário Maia, comentado à exaustão nos últimos tempos, sugerindo a extinção do Planeta Terra, Divaldo afirmou que, segundo estudos sérios, não há nenhum indicativo que possa afirmar que a Terra irá se extinguir conforme muitos imaginam.
O que há, disse, é a mudança de ciclo, já que o calendário Maia tem por base os ciclos, os períodos e as eras. Neste ano de 2012 está ocorrendo o término de um ciclo, iniciando-se outro gradualmente, sem solução de continuidade. Salientou que o que está em vias de extinção é o mundo moral negativo inferior, dando lugar às atitudes elevadas, calcadas no amor. Para tanto estão retornando à Terra, ou vindo de outros Orbes, Espíritos de escol, preparados moralmente para auxiliar o homem a realizar essa transição.
FOTOS E TEXTO: PAULO SALERNO

Abraços;
Jorge Moehlecke


Divaldo Pereira Franco com a intérprete em sua fala em Luxemburgo



Divaldo Pereira Franco com trabalhadores espíritas. Luxemburgo

Divaldo Pereira Franco. Autógrafos em Luxemburgo

Equipe do livro com Divaldo Pereira Franco em Luxemburgo




A Moça de Catanduva


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Raymundo Rodrigues Espelho

   " Valeu a pena? Tudo vale a pena, se a alma não é pequena".
 Fernando Pessoa

    Quando lemos o mimoso artigo do Dr. Joaquim S. Thiago,intitulado " DOIS LIVROS: DOIS ENCANTOS". deliciamo- nos com a leitura, pela facilidade que o escritor tem para escrever e para falar também. Dr.Thiago focaliza diversos livros espíritas, mas como sugere o título  destaca dois: " O Semeador de Estrelas". de Suely Caldas Schubert, pela Editora Alvorada e " O Espiritismo na Arte", de Léon Denis, pela Arte e Cultura.
    O autor nos prendeu a atenção do início ao fim. Quando cita : "O Semeador de Estrelas", que nasceu inspirado no quadragésimo  aniversário do apostolado mediúnico do tribuno, Divaldo Pereira Franco. Suely escreveu-o com a alma e o coração... É um livro tocante, que se lê de uma assentada , tal o valor que encerra.
    Através dele, vem à tona, a peregrina beleza que emoldura a vida exemplar de Divaldo, "lídimo cavaleiro andante do ideal cristão..." 
    Já completou quarenta e quatro anos, semeando a boa semente.
    Ao registrar alguns capítulos do livro, Dr. Thiago menciona

" A Moça de Catanduva".
    Paramos a leitura. Ficamos a meditar. Quem será a conterrânea a quem o Divaldo se refere? O pensamento voltou à nossa infância e juventude, na década de  50, lá no interior de nosso Estado? A frequência no então Catecismo Espírita. a  "Mocidade Autônoma", lá no" Bezerra", a participação também na Diretoria do" Amor e Caridade" e da U.M.E.. A dedicada mestra, a timoneira, Apparecida Figueiredo, a Diva, Da.Lola,o sr. Benedito. o Dr. Venâncio, os di Giacomo. , Zeviani, Dr. Doméirio de Oliveira, Tia Sinha, meu tio Raimundo e assim, foram desfilando em nossa mente,cheia de saudades os dirigentes e demais confrades daqueles tempos de aprendizado e de alegria cristã.  
    Nessa época Divaldo, ainda muito jovem, já visitava e proferia suas palestras na cidade. Meus familiares, assim como toda a família espírita da cidade, simpatizantes do Espiritismo e muitos confrades da região compareciam ao "Amor e Caridade", ao  Cine Republica dirigido pelo dedicado Mario Pelegrino ou a um clube da cidade. Onde quer que fosse realizada a palestra, o recinto ficava lotado, ou, como diria o orador apinhado. Todos ávidos de ouvir o jovem tribuno e aprender algo mais.
    Tenho um sobrinho nascido nessa época, que recebeu o nome de Divaldo em homenagem ao médium.
    E a moça de Catanduva? Que teria feito de importante? Lógico que o desejo que, o artigo nos despertou para ler o novo livro, foi aguçado com o título do capitulo mencionado.
    Fomos à livraria espírita, próxima de casa e poucos minutos depois. estavamos com o livro aberto na pagina 154, Divaldo inicia a narração:
    "Oportunamente fui pregar em Catanduva. Naquele tempo viajava-se muito de trens noturnos. Eu o tomava em Catanduva e ia até São Paulo.  Era uma viagem razoavelmente confortável.
    Numa das vezes em que estive naquela cidade, ao regressar. Dona Lola (Zancaner) Sanchez  e outros confrades me levaram até a estação rodoviária... chamou-me a atenção  uma senhora camponesa despedindo-se da filha.A jovem era uma daquelas menininhas bonitinhas, bem modesta ,do interior,vestida com simplicidade, o cabelo liso, partido ao meio e muito mimosa.
    A mãe abraçava-a e despedia-se, beijava e abraçava-a de novo e a cena comoveu-me. Fiquei olhando a ternura da mãe com a filha de dezoito ou dezenove anos..."
    Lemos o capítulo em minutos e depois, começando do começo, lemos o livro todo em uma assentada. O Dr. Thiago mais uma vez está certo: muito aprendemos, muito recordamos.
    Ao ler o nosso capítulo verificamos que não acontecera aquilo que haviamos deduzido desde que lemos o comentário sobre o livro. Não se tratava de uma jovem  participante do movimento espírita.
    Divaldo narra o que aconteceu durante a viagem e leciona com maestria, como sempre o faz, a respeito de qualquer assunto, sobre o poder da prece. Suely, como nos demais capítulos, comenta e tira suas ilações, frisando dentre outros ensinamentos, o mecanismo do socorro pelo plano espiritual e termina com estas palavras sobre as quais muito precisamos meditar:
    "Ficamos, todavia, com a certeza de que onde estivermos, em qualquer momento, haverá um meio de ajudar ao semelhante. E de que a prece é o meio mais eficaz, quando se deseja ser útil, especialmente quando nos faltem quaisquer outros recursos".
    Concordamos plenamente com o Dr. Thiago: Trata-se de um encanto de livro, mas não vamos tirar o sabor da leitura a outros leitores, conterrâneos ou não, concitando-os a lerem " O SEMEADOR DE ESTRELAS". l

Do livro A Revelação da Chave. Editora EME 1992

Divaldo Pereira Franco em Bruxelas, Bélgica


16 de maio
Após percorrer a distância de 320 km entre Paris e Bruxelas, em 03h50min e acompanhado de amigos, Divaldo Franco aproveitou a parte da tarde para atender a sua correspondência eletrônica e preparar o tema programado para ser apresentado à noite. A conferência foi promovida pelo Noyau d’Études Spirites Camille Flammarion ASBL, - Núcleo de Estudos Espíritas Camille Flammarion Sem Fins Lucrativos – NEECAFLA ASBL. O tema Transição Planetária foi apresentado na sala de reuniões na Rue de Tenbosch, 85, Bruxelas/Bélgica. Divaldo foi apresentado por Edilaine, amável colaboradora do NEECAFLA ASBL.
O público de 80 pessoas lotou a sala especialmente alugada e graças à divulgação do evento, 12 belgas não espíritas estavam presentes e saíram encantadas com a conferência. Divaldo realizou uma breve análise da criatura humana sob os aspectos sociais, culturais, as transformações permanentes em todos os sentidos da vida, demonstrando a evolução continuada, permanente. A extinção do Planeta Terra noticiada em vários momentos ao longo de sua história, o calendário maia, composto por ciclos e o entendimento da civilização maia, que segundo estudiosos, informam que os maias não tinham a compreensão da extinção do Planeta, mas o encerramento de um ciclo, adentrando-se a outro concomitantemente.
FOTOS E TEXTO: PAULO SALERNO

Abraços;
Jorge Moehlecke

Público na conferência por Divaldo Pereira Franco em Bruxelas, Bélgica

Divaldo Pereira Franco e a intérprete em Bruxelas, Bélgica.


Equipe do livro na conferência com Divaldo Pereira Franco em Bruxelas, Bélgica

Divaldo Pereira Franco cumprimentado pelo público em Bruxelas, Bélgica



Divaldo Pereira Franco em Orly, França


15 maio 2012

Para falar sobre o tema A Psicologia da Gratidão, Divaldo se deslocou até Orly, cidade próxima de Paris, para falar na instituição denominada Casa da Redenção, local onde o conferencista visita há mais de vinte anos. Sessenta e cinco pessoas se aglomeraram nas instalações da instituição que carinhosamente recebeu a todos. O público na sua grande maioria era formado por portugueses e pouquíssimos franceses. Esses, em uma sala ao lado, puderam acompanhar a conferência através da tradução realizada por Sandrine Alexandre.
A gratidão é o sentimento de amor elevado ao mais alto grau, disse o Arauto do Evangelho. Ser grato à vida, as oportunidades boas ou más, estar atento para aceitar com sentimento de gratidão o mal que acontece, transformando-o em oportunidade de crescimento. Agradecer o mal que, podendo ter acontecido, não se realizou, agradecer aos pais, estender o perdão às criaturas, indistintamente, não esperar recompensa, ser grato é ser humilde, desenvolver a harmonia interior. A gratidão é a assinatura de Deus colocada na Sua obra, segundo a benfeitora Joanna de Ângelis em seu livro a Psicologia da Gratidão, psicografada pelo médium Divaldo Franco.
FOTOS E TEXTO: PAULO SALERNO

Abraços;
Jorge Moehlecke



Divaldo Pereira Franco em Rennes, França



13 de maio 2012

Rennes/França – 13 de maio
Partindo de Paris em um trem de grande velocidade – TGV – Divaldo empreendeu uma viagem de aproximadamente 2h30min, estando pronto no local do evento em Rennes, no Centre Commercial des Longs Champs, às 14h30min, para abordar o tema Transtornos psicológicos, depressivos e obsessivos. A intérprete foi mais uma vez Sophie Giusti, destacando-se com brilhantismo em seu trabalho.
Jesus, o filósofo incomparável, estabeleceu o exercício do amor como sendo a maior psicoterapia de que o homem necessita. Divaldo apresentou as características dos transtornos emocionais, fisiológicos e psicológicos. A depressão e seu significado, suas causas com base na solidão, na ansiedade e na culpa, foram aspectos frisados e que fazem parte do cotidiano de uma grande massa de indivíduos.
FOTOS E TEXTO: PAULO SALERNO

Abraços,
Jorge Moehlecke

Divaldo Pereira Franco em sua fala na cidade de Rennes, França


Grande público na conferência de Divaldo Pereira Franco em Rennes, França
Equipe do livro na conferência de Divaldo Pereira Franco em Rennes, França

Divaldo Pereira Franco em Paris, França


Paris-França-12 maio 2012

Em uma tarde/noite agradabilíssima em Paris, Divaldo Franco proferiu mais uma conferência atendendo aos seus compromissos doutrinários que se estenderão até o dia 13 de junho. O público presente, em número de 100 pessoas, escutou Divaldo falar sobre a Vida: Desafios e Soluções. O Paulo de Tarso dos dias atuais falou brevemente sobre a vida segundo a ótica da filosofia, da psicologia e da biologia, adentrando-se, após, pelas emoções denominadas medo, ira e amor. Descreveu a criatura humana segundo a análise de Pedro Ouspenski que classificava os indivíduos em duas categorias, os fisiológicos e os psicológicos.
O objetivo da vida, a felicidade, o amor como solução para os desafios da vida foram amplamente apresentados. O evento foi realizado no FIAP-Jean Monnet – Foyer International de Accueil de Paris e contou com a eficiente intérprete Sophie Giusti.

FOTOS E TEXTO: PAULO SALERNO

Abraços,
Jorge Moehlecke

Público na conferência com Divaldo Pereira Franco, em Paris, França, 12/5/2012.

Divaldo Pereira Franco e a intérprete Sophie Giusti. Paris. 12/5/2012

Divaldo Pereira Franco. Conferência em Paris. 12/5/2012

Equipe do livro. Conferência com Divaldo P. Franco. Paris. 12/5/2012

Divaldo autografando. Paris, França, 12/5/2012.




Divaldo Pereira Franco em Londres, Reino Unido


Londres/Inglaterra – 11 de maio
Em um encontro com os Grupos Espíritas da Inglaterra, na sede do British Union of Spiritist Societies - BUSS, Divaldo foi homenageado pelo trabalho que tem desempenhado ao longo de muitos anos, recebendo a gratidão dos espíritas ingleses ou radicados. Em sua conferência, tendo por intérprete Anne Sinclair, O Semeador de Estrelas abordou a questão da transição planetária, afirmando que Espíritos de outras dimensões estão encarnando na Terra, contribuindo para que alcance a categoria de mundo de regeneração. Nessa transição há um processo de transformação biológica, onde o corpo humano alcançará um aperfeiçoamento, visando debelar as doenças degenerativas.

Manter a alegria de viver, adquirir a sabedoria, a certeza na imortalidade, não perder tempo com o que não possui valor espiritual, foram outros aspectos desenvolvidos pelo nobre conferencista. Seguiu-se, como em Dublin, uma série de perguntas quando Divaldo teve a oportunidade de discorrer com maior profundidade sobre diversos aspectos de sua conferência. A quantidade de perguntas e sua justeza e profundidade, deram certeza de que a mensagem apresentada foi muito bem assimilada.

FOTOS E TEXTO: PAULO SALERNO.

Abraços,
Jorge Moehlecke
Público. Conferência com Divaldo Franco. Londres, 11/5/2012

Divaldo Pereira Franco. Londres, 11/5/2012

Elsa Rossi, Londres, 11/5/2012

Divaldo autografando. Londres, 11/5/2012




Divaldo Franco em Londres Você e a Paz-10 maio 2012


Já se vai distante o ano de 1967 quando Divaldo esteve pela primeira vez em Londres, repetindo e atualizando anualmente o encontro com os espíritas britânicos e brasileiros radicados, estimulando-os a prosseguirem no caminho traçado pelo Mestre Galileu. No dia 10 de maio de 2012 Divaldo Franco, o Embaixador da Paz, proferiu uma conferência brilhante no evento Você e a Paz, já em segunda edição. O evento foi patrocinado pela British Union of Spiritist Societies e contou com um público de mais de 500 pessoas.
Com a participação de Anne Sinclair, vertendo para o idioma Inglês a conferência, o Embaixador da Paz falou sobre o estado psicológico da criatura humana, o amor ensinado e exemplificado por Jesus de Nazaré, a felicidade, a plenitude. Cada um deve definir-se, conhecer-se sempre em maior profundidade, sem preocupar-se em agradar a todos. Estimulou a utilização da prece, da meditação, do encontro consigo mesmo, para a construção da paz. Foi um grande momento este 2º Você e a Paz realizado no Reino Unido, em Londres.
FOTOS E TEXTO, PAULO SALERNO.

Abraços,
Jorge Moehlecke

O grande público que compareceu à conferência “Você e a Paz”  com Divaldo Pereira Franco em Londres, Reino Unido
Divaldo Pereira Franco e a intérprete Anne Sinclair. Londres, Reino Unido. 10 de maio de 2012


Divaldo Pereira Franco e Anne Sinclair

Ao microfone Elsa Rossi da BUSS e do
CEI- Conselho Espírita Internacional .


“Você e a Paz”. Conferência em Londres por Divaldo Pereira Franco. 10 de maio de 2012.



João Xavier de Almeida (Vila Nova de Gaia, Portugal)


Divaldo Pereira Franco
85 anos duma vida missionária


De raro em raro, vê-se ironizar a ideia de Divaldo Franco ser um infatigável Paulo de Tarso no nosso tempo, a difundir (e dignificar) o Espiritismo pelo Mundo. Não me lembro porém de alguma vez sentir a segurança da convicção ou a pureza de corrigir, orientar, edificar, nessas ironias. E benfazeja, fecunda (como elas não podem ser), a obra colossal do médium-orador baiano vem prosseguindo sem se deter. “Pelos frutos conhecereis a árvore”.
Conheci Divaldo em 19 de Agosto de 1971, ao fim da noite, no aeroporto de Luanda. Voando do Brasil via Joanesburgo, ele chegava de Moçambique, também colônia portuguesa, que acabara de visitar. Na ampla sala de desembarque, vestido desportivamente, sem hesitar encaminhou-se risonho para o grupo de espíritas luandenses que o aguardavam. Nunca nos tínhamos visto antes. Com naturalidade, saudou-nos afavelmente numa atmosfera cordial, tratando cada um pelo seu nome: detalhe em que nem reparamos no momento. Muitas horas mais tarde, reunidos em casa de Maria Cleofé, contava-nos ele que algumas semanas antes, no Brasil, os mentores espirituais que tutelavam a viagem, em desdobramento tinham-nos juntado com ele e feito as apresentações.
Quase dez anos depois, em Lisboa, no fim duma sessão de boas vindas que lhe dedicara a Federação Espírita Portuguesa na sua sede (então à Rua Maestro Pedro de Freitas Branco, 24-B), Divaldo perguntava-me à parte: “João, lembra-se do que pensou em Luanda, quando nos vimos pela primeira vez?” Enquanto procurava lembrar-me, acrescentou: “ficou contente por eu estar sem casaco nem gravata”. Recordei então que em vésperas de o receber (aquele tempo era muito mais formal do que hoje) me apoquentava a ideia de envergar casaco e gravata com o desagradável calor de Luanda, para o acompanhar durante a visita; vê-lo trajado à vontade, no aeroporto, fora um alívio imenso.
A providencial estadia de Divaldo Franco marcou Angola vivamente, sensibilizando-a para um acolhimento nunca antes concedido ao Espiritismo.
Até 1971, a palavra espiritismo era ali socialmente proscrita, ninguém ousava proferi-la senão por troça ou desdém; em público, por alguma espécie de pudor, não se lia nem ouvia tal palavra. Mas a primeira conferência espírita de Divaldo em Luanda, a 20 de Agosto, na Associação dos Antigos Estudantes de Coimbra (Provas científicas da existência de Deus), constituiu enorme sucesso e foi um marco de viragem. No Lobito e no Lubango, o magnetismo delicioso da sua oratória e da sua presença, renovou o sucesso, empolgando sempre a assistência. Regressado a Luanda, foi entrevistado no “Café da Noite”, o popularíssimo programa radiofônico de Sebastião Coelho, prestigioso radialista luandense. 
Divaldo partiu em 30 de Agosto para o Brasil, deixando atrás de si um entusiasmo enorme pelo Espiritismo. E no rasto da sua passagem luminosa, uma série de acontecimentos incomuns deu ao vocábulo espiritismo cidadania para começar a frequentar a imprensa.
Editada em Luanda com tiragem modestíssima, a revista Semana Ilustrada colheu em setembro ou outubro desse ano um sucesso enorme com a publicação duma impressionante reportagem sobre as famosas curas espirituais do também famoso Padre Lima, na Igreja de Longonjo, povoação do planalto central, no Huambo. Procurado sofregamente a partir daí, o semanário multiplicou enormemente as tiragens.
Por feliz coincidência, ainda no mesmo ano veio a ocorrer o muito publicitado exorcismo que o bispo de Benguela, D. Armando Santos, efetuou com êxito a Inês Soares, menina de onze anos violentamente possessa e ocasionando aparatosos fenômenos de efeitos físicos. O caso ganhou enorme repercussão porque os pais da menina em vão a tinham levado a vários médicos, incluindo o Prof. Miller Guerra, em Portugal (que proferiu a respeito, a frase então célebre: “quando a crise vem não há exorcismo que valha!”). O bispo de Benguela, dada a notoriedade pública do caso, prevenindo equívocos e mal-entendidos leu solenemente na sé de Benguela o relato oficial do exorcismo, autorizando a sua reprodução apenas na íntegra e com menção da fonte. Constou na altura que a Academia de Ciências Soviética se interessara pelo caso, solicitando informações à diocese benguelense.
Também coincidiu circular clandestinamente em Luanda a tradução duma destacada reportagem da afamada jornalista Oriana Fallaci na revista italiana TEMPO, salvo erro de Novembro de 1971, acerca de Toni Agpoa e outros curandeiros filipinos, a cujas fantásticas cirurgias mediúnicas a própria jornalista quisera submeter-se.
A sucessão destes acontecimentos não propriamente espíritas, logo após a frutuosa visita de Divaldo Franco, contribuiu significativamente para franquear muito mais a opinião pública ao Espiritismo. Pouco depois, essa receptividade saiu reforçada com a exibição em Angola de O Exorcista, o impactante filme de William Friedkin baseado em acontecimentos verídicos, documentados clinicamente.
É certo que em Fevereiro ou Março de 1972 a PIDE (polícia política) interditou a Divaldo Franco a entrada em Portugal e colônias, depois de apreender nos Correios a revista espírita REFORMADOR, salvo erro de Dezembro/71; esta publicava uma bela e profética mensagem (amargamente confirmada pelo tempo) de Monsenhor Manuel Alves da Cunha (espírito), conceituadíssimo Vigário-geral da arquidiocese de Luanda falecido em 1946. Com inúmeras expressões em quimbundo, dialeto angolano (traduzidas), fora recebida psicograficamente por Divaldo durante a estadia em Luanda. O seu nobre teor, fanaticamente tomado pela Pide como subversivo e hostil a Portugal, enfureceu os zelosos guardiães da defesa do Estado, gerando enorme celeuma em Luanda, com interrogatórios e intimidações da Pide.
Mas a atmosfera social, em Angola, já amadurecera o suficiente para dedicar ao Espiritismo a saudável curiosidade de inúmeros adeptos novos, por todo o território, como também sucedera em Moçambique, após a fecunda presença de Divaldo.
Entretanto amanheceu o revolucionário dia 25 de Abril de l974, que derrubou a ditadura em Portugal, com as suas tirânicas proibições e interdições extensivas às colônias. A convite do autor em nome dos espíritas luandenses, Divaldo Franco visitou de novo Angola em 1975, de 26 de Fevereiro a 10 de Março, com auditórios maiores e sem obstruções estatais. Foi até possível obter das autoridades o privilégio de o acolhermos como passageiro vip, no aeroporto de Luanda. O devotado orador e médium fez palestras de grande êxito espiritual nas cidades de Luanda, Novo Redondo, Lobito, Benguela, Lubango, Huambo, Dalatando e novamente Luanda, empolgando invariavelmente os auditórios, fomentando a cultura espírita nos ouvintes.
A abundante sementeira de Divaldo Franco em Angola e Moçambique, nos anos de 1971 e 1975, é peculiar ao seu apostolado de seis décadas pelo Mundo. À sua disciplina pessoal rigorosa, à mediunidade exuberante e educada, alia-se o   encanto suave  das grandes almas habituadas a excursionar psiquicamente por faixas energéticas de elevadíssima  frequência, donde lhes provém uma alta produtividade espiritual e apostolar.
Sem dúvida, tal como Paulo escrevia a Timóteo quando se aproximava da meta,   também Divaldo, valoroso atleta do evangelho, também rejubilará um dia ao dizer com os seus botões: “combati o bom combate… guardei a fé”.

João Xavier de Almeida (E) com o dirigente espírita José Galvão, obtendo um autógrafo de Divaldo Franco, em 2009, na  Escola de Beneficência Caridade Espírita, em São João-de-Ver, Portugal

Imagem do Anuário Espírita, 1972, pág. 113



Divaldo Pereira Franco em Dublin-Irlanda


Divaldo Franco em atividade doutrinária na Europa esteve no dia 09 de maio de 2012 em Dublin Irlanda. Desde o ano de 1999, e agora pela 4ª vez, pode avaliar positivamente o esforço empregado, em todo esse tempo, para estabelecer um núcleo espírita na Irlanda. A instituição espírita promotora do evento, fundada em 2009, foi a Spiritist Society of Ireland, única ainda na Irlanda.Mais de 200 pessoas estiveram presentes para ouvir Divaldo Franco, o peregrino do Cristo dos dias atuais, falar sobre as imorredouras mensagens do Mestre de Nazaré. Divaldo teve o auxílio da eficiente intérprete Anne Sinclair, vertendo para o idioma Inglês a extraordinária conferencia. Divaldo cativou o público falando aos corações cheios de esperança em um porvir de plenitude.
FOTOS E TEXTO, PAULO SALERNO






quinta-feira, 17 de maio de 2012

Centro Espírita Joanna de Angelis (Lima, Peru) ¡Un saludo a Divaldo Pereira Franco en el día de su cumpleaños!Título da postagem


LLegue a él nuestro amor y agradecimiento por fortalecer en la tierra peruana la siembra del Espiritismo, iluminando nuestras vidas.
La hermandad del C.E. Joanna de Angelis, Lima - Perú

Divaldo Pereira Franco, sentado à mesa, rodeado por trabalhadores co CEJA (Lima, Peru)

(Informações e fotos recebidas em email de Maria Reyna [mreyna.morante@gmail.com])

Registro. Aniversário de Divaldo Pereira Franco comemorado na “Franciscans Spiritist House”. Sydney, Austrália


A festa de aniversário na data em que Divaldo Pereira Franco completou 85 anos aconteceu em Sydney, Austrália, organizada pela Franciscans Spiritist House, na noite deste sábado,  5 de maio de 2012. Enquanto Divaldo recebia os parabéns em Salvador, BA, onde reside, os irmãos australianos estavam enviando suas vibrações e os seus parabéns a você ao querido aniversariante desde Sydney a capital do país.
(Fotos recebidas de Glória Collaroy)


Convite para a festa de aniversário á distância de Divaldo em Sydney

O bolo de aniversário de 85 anos para Divaldo em Sydney, Austrália

Os trabalhadores da Franciscans Spiritist House compareceram para festejar o aniversário de Divaldo Pereira Franco

Glória Collaroy uma das organizadoras da festa para Divaldo

Festejando os 85 anos de Divaldo em Sydney

Festejando os 85 anos de Divaldo em Sydney, Austrália

O tempo sem tempo de Divaldo Franco


Suely Caldas Schubert

            O dia 05 de maio de 2012, amanhece.
            Na Mansão do Caminho, na cidade de Salvador, o sol vence as sombras da madrugada e, lentamente, preenche todos os espaços, com o seu brilho habitual.
            Divaldo Franco, no silêncio de seu gabinete de trabalho, reflete.  Mal amanheceu e ele está desperto, após uma noite quase insone. Desde a véspera que as lembranças assomaram à sua mente. Afinal está completando 85 anos de sua atual reencarnação, e mais que nunca, quase por um automatismo, vê diante de si, na tela mental, cenas e mais cenas de sua vida, como num caleidoscópio , cujo início o traz de volta ao lar paterno.
            E aqui estou eu, que escrevo este artigo, criando, na minha imaginação, o amanhecer dessa data tão especial para todos nós, o aniversário de uma pessoa tão querida e amada pelos amigos que granjeou, em muito mais do que nos 65 países que percorreu, levando a sua palavra plena de paz, de sabedoria  e de amor, pregando o evangelho do Cristo e a Doutrina dos Espíritos. Ali está o baiano Divaldo Pereira Franco, enquanto as cenas se desenrolam em sua mente.
É uma viagem notável, iniciada na infância, quando a mediunidade despontou em sua vida atual . As dificuldades que se foram somando, em meio às vivências familiares, culminando com a desencarnação de sua irmã Nair e de outras dolorosas provações que os pais, D. Ana e Francisco Franco, enfrentaram com fé em Deus e a certeza de sua misericórdia.  Em meio às ocorrências familiares, o menino Divaldo ia experimentando os primeiros indícios da mediunidade.
Um salto no tempo e eis Divaldo, já adulto, tendo sido orientado quando ainda no aconchego familiar, por pessoas que o conduziram pelos caminhos da sua iniciação ao Espiritismo e à prática equilibrada da mediunidade. Ele se  vê no trabalho profissional, às voltas com a dupla vista, que lhe sendo tão natural é algo estranho para os demais. Um desfile de amigos especiais, companheiros das primeiras horas que ali estão , e ao revê-los, no painel da mente, um sentimento de saudade o envolve,  convocados que foram, à época, para colaborar no processo de construção da obra missionária de Divaldo. Neste momento preciso, chega também, Nilson de Souza Pereira, o amigo das eras longínquas, pelas mãos da própria Joanna de Ângelis.
Em suas reminiscências Divaldo retorna à emoção vivida no  dia 05 de  dezembro de 1945, quando a mentora Joanna de Ângelis, que, anteriormente, ele não identificara, se apresenta, e  por primeira  vez, ele a vê, conscientemente, em sua beleza radiosa , ela que o acompanha e orienta desde os tempos imemoriais, tanto quanto a imensa família espiritual que ela vem agregando através das eras.
Em breve fundam o Centro Espírita Caminho da Redenção, no dia 07 de setembro de 1947. Meses antes o jovem baiano, então com 20 anos, inicia a sua trajetória como orador. São  65 anos transcorridos, que perpassam vivos em sua memória, quando hesitante e inseguro, diante de um público que aguardava o seu pronunciamento,  ouviu uma voz a lhe dizer:   – “Fala! Falaremos por ti e contigo! Era o dia 27 de março de 1947, na cidade de Aracaju (SE)  e ali estava o espírito Humberto de Campos, convidando-o a iniciar a sua missão de pregar o Espiritismo e o Evangelho de Jesus. Ele se levantou e falou! E nunca mais parou. Muitas vezes, nestes 55 anos de nosso abençoado  convívio, ouvi Divaldo mencionar que, acima de tudo, queria falar de Jesus para as pessoas. Estava traçado, portanto, o mapa-mundi das palestras de Divaldo, que já pregou em 65 países nos cinco continentes.
Ele revê os detalhes de todas as programações, sempre antecipadamente  preparadas, sob a égide de Joanna de Ângelis, que  convida, inclusive, os Espíritos protetores de cada país, ensejando um  tempo para que transmitam mensagens, que Divaldo psicografa nos hotéis ou lares onde se hospeda, nos intervalos dos compromissos e atividades. Porque a missão transcende o plano físico e adentra o espaço espiritual de cada país.
            De repente, no rio das recordações, surge a Mansão do Caminho, e Divaldo sente, como outrora, a emoção do instante em que teve a visão extraordinária da obra, que seria um marco em sua vida. Ali estava ele, na vidência psíquica, idoso, cercado de crianças, vivendo por  antecipação o trabalho que deveria realizar, numa projeção mental realmente notável, que Joanna de Ângelis lhe proporcionou. Pouco tempo depois da visão, atendendo ao chamado, surge a Mansão do Caminho, no bairro Pau da Lima, na cidade do Salvador. O calendário assinala  o dia 15 de agosto de 1952.
            As cenas mentais que o fio da memória rebobinava, começam agora a se sobrepor e se misturam: viagens, países, livros psicografados, pessoas, público, auditórios superlotados; milhares de crianças na Mansão, que estudam, que crescem,  crianças que  nascem na Mansão e cujo primeiro choro é música celestial;  trabalhos dia e noite, reuniões mediúnicas, entrevistas, passes em enfermos, estudos contínuos, amigos, muitos amigos, multidão de amigos, conversas em várias línguas nas ruas do mundo, enquanto passa, qual cometa luminoso e itinerante; milhares de pessoas, milhões de pessoas, livros e livros, compromissos, Espíritos que desfilam através de sua mediunidade, dores que sua palavra aliviou, curas espirituais; Espíritos nobres que o cercam, movimento espírita, Dr. Bezerra de Menezes, Manoel  Philomeno de Miranda, Amélia Rodrigues – Joanna de Ângelis! E muito mais.
Divaldo se enternece. Olha através da janela os jardins floridos, o recanto de Joanna com suas frondosas árvores, as salas de aula, o ginásio de esportes, o ambulatório, onde médicos, dentistas e enfermeiros atendem ao bairro, a padaria, a creche A Manjedoura, o lar das idosas, a gráfica, as construções que foram surgindo, o Centro Espírita Caminho da Redenção, onde Nilson assinalou o pórtico  com o símbolo que relembra as mãos em oração, a lanchonete, a livraria, a enorme cozinha e todas as suas dependências, o lindo refeitório onde se reúnem os trabalhadores, as centenas de voluntários, o memorial, a campanha Auta de Souza, salas e mais salas para a administração desse imenso complexo que alguém denominou ( e realmente é) de A Mansão do Amor  e, por fim, e por enquanto, a Casa de Parto!... Pelas alamedas floridas, pelas ruas da Mansão paira a certeza de que é possível criar aqui na Terra um recanto de paz e fraternidade, no qual o pensamento de Jesus e sua mensagem de amor  estejam sendo vividos ali, a cada dia.
Parabéns, Divaldo Franco! Você faz aniversário mas quem recebe os presentes somos nós. Você vem e  entrega a cada um o mimo especial da sua presença, da sua palavra plena de sabedoria e amor,  sempre amiga e afetuosa  e dessa alegria irradiante que a todos contagia.  Quando você se despede e se vai para cumprir outros compromissos, o seu psiquismo perdura, numa vibração superior, deixando  em todos a sensação de um novo tempo, que começa agora.
 No tempo sem tempo, Divaldo caminha, semeando estrelas, que brilham, que cintilam no seu rastro.

Suely Caldas Schubert e Divaldo Pereira Franco